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Na meada do século XX os jovens estudantes que aportavam na cidade da Guarda viviam intensamente os momentos que passavam juntos. O convívio era são e a amizade era profunda. Falava-se de literatura, escreviam-se sonetos, planeavam-se serenatas à janela das moças e ia-se beberricar e petiscar à Cova Funda, a mais emblemática taberna da cidade.

Manuel Poppe, que estudou na Guarda por razões de saúde, pois fora-lhe aconselhado o ar da montanha, descreveu no seu livro «Memórias, José Régio e Outros Escritores» muitas dessas vivências de adolescente.
Aí conviveu com muitos jovens estudantes do distrito, que estudavam na cidade, entre os quais Pinharanda Gomes: «Um dos companheiros de lazer e discussão era o Pinharanda Gomes, lembro-me de planearmos um levantamento contra o regime, que envolveria o quartel da Guarda e duas camionetas de quadrazenhos».
Saindo da cidade, acompanhava por vezes alguns amigos que iam de fim-de-semana às suas terras. Assim conheceu as aldeias e os casais humildes da Beira, os «lares negros do fumo, com os enchidos pendurados e os caldeiros de ferro». Era gente pobre, que recebia com gosto quem lhe passava por casa, ainda que a comida fosse parca: «Uma vez, a mãe do Claudino, parceiro de futebol que morreu em 1962, em Angola, recebeu-me com um almoço especial: doze ovos estrelados. Era o melhor que podia oferecer.»
Por pertencer a família remediada, o pai era juiz, o jovem Manuel Poppe também viajava e experimentava os sabores de cada terra. Isso mesmo aconteceu numa pensão em Vila Nova de Paiva, onde as refeições eram servidas à mesa comum e a conversa entre o pai e um hóspede meio imbecil estava turva e agreste, valendo a comida que veio à mesa:
«A Dona Aurora, a patroa, trouxe a terrina fumegante, a canja de galinha com arroz e ovinhos a boiar, e o ambiente desanuviou-se.
- Ora aqui vem a sopinha!…».
A páginas tantas Manuel Poppe, que já adulto viajou muito e conheceu Mundo, revela-nos que é, afinal, um profundo apreciador da boa gastronomia. Fá-lo reagindo à afirmação de um amigo, com quem almoçava num restaurante, de que gostava que inventassem pílulas alimentícias porque a comida não lhe interessava para nada:
«Ora eu sempre apreciei a boa mesa: a boa comida e os bons vinhos, não entendo que se viva sem eles. É uma falha. Nas terras, nos países em que fui e vivi, apreciei a gastronomia, componente fundamental de culturas. Que disparate desprezar o ensopado de cabrito de Aldeia da Serra, a caminho do Redondo, ou as sopas de sarrabulho de Famalicão (onde me levava o meu querido amigo Rui Polónio Sampaio); o pato assado de Mântua (no Cigno d’Oro); o calulu de S. Tomé; o delicioso “tcholent” oferecido pela Shlomit, às sextas-feiras, no café Dizza, em Telavive!».
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Michael Moore está de volta com os seus documentários de guerrilha. Depois das armas, da Administração Bush, do sistema de saúde dos EUA o alvo escolhido foi o Capitalismo.

Pedro Miguel Fernandes - Série BPartindo da crise de mercados nascida no final do Verão de 2008, Michael Moore resolveu ir questionar quem lhe convém (como sempre, apesar de quem devia responder às suas perguntas raramente oferece o peito às balas) para tentar descobrir o que aconteceu nos últimos anos ao dinheiro dos EUA.
E como é hábito nos filmes do realizador do Michigan, os tiros vão sendo disparados em todas as direcções para que o seu alvo seja considerado o demónio. Nem que para isso seja preciso invocar Jesus Cristo ou padres e bispos para explicar que o Capitalismo é perverso. Como por exemplo quando Michael Moore monta imagens de um filme sobre a vida de Jesus para lhe colocar na boca mensagens em favor do Capitalismo.
Mas desta vez penso que Michael Moore consegue ter um trabalho melhor do que no anterior «Sicko». Apesar de continuar a dar apenas só um lado da questão (por exemplo, quando vai para a porta do Congresso apenas fala com membros dos democratas – também não sabemos se tentou ouvir ou não os republicanos), em «Capitalismo: Uma História de Amor», o realizador pareceu-me menos arrogante do que no anterior.
O Capitalismo segundo Michael MooreE uma vez mais encontramos histórias que nos deixam completamente de boca aberta. Se em «Bowling For Columbine» fiquei pasmado porque um dos jovens entrevistados estava chateado porque não era o primeiro mais perigoso da turma (mesmo tendo um bidão de napalm no quintal), desta vez ficamos a saber que algumas empresas norte-americanas fazem seguros de vida aos seus funcionários para receberem dinheiro. Em alguns casos milhões de dólares, sem que as famílias saibam.
Penso que nesta altura em que se vivem tempos demasiado complexos esta ‘história de amor’ vem mostrar um pouco como funciona o capitalismo sem regras. Concorde-se ou não com as ideias e métodos de Michael Moore, é sempre bom descobrir aspectos bastante sérios do mundo actual de uma forma irónica e de certa forma divertida. O problema é que estas coisas acontecem na realidade.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Começar esta crónica com este título traz-me uma recordação dos tempos da escola primária, hoje escola do ensino básico, quando com simplicidade nos referíamos à diferença entre o Homem e os outros animais – o homem é o único animal racional. Hoje, esta definição parece simples de mais num mundo cada vez mais complexo e a necessitar isso sim, da existência de um Homem como animal racional.

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»E ser racional implica ser tolerante. Tolerante com a diferença, seja ela de natureza física, sexual, etária, racial ou religiosa.
A proibição da construção de novos minaretes, aprovado por 57% dos suíços remete-nos para a intolerância religiosa e para fenómenos que alguns já chamam de «islamofobia». Num país em que cerca de 5% da população (cerca de 400 mil) é de origem árabe só um partido xenófobo da extrema-direita – Partido Popular Suíço – confundindo alguns com o todo, e utilizando o medo lançaria uma campanha contra a construção da torre (minarete) das mesquitas, onde os fieis são chamados às cinco orações diárias,
E esta proibição nada tem a ver com questões urbanísticas ou estéticas, mas tem somente a ver com a associação feita entre a torre, o islão e o terrorismo. Foi bem elucidativo o cartaz usado na campanha, em que os minaretes eram apresentados como mísseis, numa associação directa ao terrorismo. O minarete foi assim apresentado como o símbolo da invasão islâmica. O que esteve em referendo não foi a construção, ou o pedido de construção de novos minaretes, mas sim a liberdade religiosa, num país conhecido pela sua tolerância e neutralidade. A este propósito as noticias apontam para que da cerca de 180 mesquitas existentes na Suíça somente quatro têm minarete construído e sem apelos sonoros às orações.
O que esteve e está em causa e nos deve fazer reflectir, não são as ideias de partidos de direita e a xenofobia normalmente a eles associados. O que esteve e está em causa é a adesão popular a essas mesmas ideias.
MinaretesAté ao referendo todas as sondagens apontavam para a derrota do sim e a respectiva proibição. Contudo, no momento do voto, na solidão da câmara de voto, o populismo, o medo, a associação de minorias à crise, ao crime e o encontrar bodes expiatórios para todos os males, fez com que no país da neutralidade fosse violado um dos direitos consagrados na convenção do direito do homem – o direito á liberdade religiosa. É muito mais simples apontar os outros como a razão da crise, do que assumir que a crise tem origem nas políticas do próprio sistema.
Num país em que a democracia directa faz parte do sistema politico, resta ao governo suíço (conselho federal) que estava contra esta medida, mas que já disse respeitar a vontade da maioria, o apelo do partido os Verdes para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, para a não entrada em vigor da lei resultante deste referendo.
E para terminar porque não fazer um apelo ao mesmo partido que propôs este referendo, para que proponha um outro proibindo o depósito dos petro – dólares depositados nos bancos suíços?
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

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Num fim-de-semana de Setembro a Casa do Castelo convidou dois casais de pintores, habituados a participarem no «Pintar Sabugal», Álvaro e Helena Mendes, Zenovy Klimco e Maria da Fé Meirelles, a «criarem» uma visão natalícia sobre o Castelo do Sabugal.

Pintores

No meio da curiosidade de quem passava, estes pintores fizeram uma recolha de pinturas do nosso Castelo e da sua envolvente, trabalho esse já perspectivando a ideia de se criarem originais e uma colecção de postais acessíveis à maioria das pessoas.
Assim o espírito natalício chegou à Casa do Castelo, os postais ajustaram-se ao nosso ex-libris e os trabalhos estão a ser assim apresentados ao público.
Além deste tema e noutro completamente diferente, mas tentando preservar a nossa história está a ideia de se pintarem cenas da Batalha do Gravato.
Pela importância no contexto desta Batalha nas invasões francesas, estamos já a apresentar réplicas baseadas nesta temática.
Em 2011 fará 200 anos, data que não deve passar despercebida.
A Casa do Castelo aproveita para desejar ao Capeia Arraiana a toda a equipa de colaboradores e aos leitores em geral, tudo o que há de melhor no Mundo… Saúde, Paz e Amor.
Natália e Romeu Bispo

Mais um bom exemplo que nos chega do nosso vizinho Concelho de Almeida.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»O Decreto-Lei n.º 14/2004, de 8 de Maio, cria as Comissões Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios (CMDFCI), as quais, entre outras atribuições devem elaborar o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI).
No cumprimento da legislação, a CMDFI de Almeida elaborou em 2007 o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios do Concelho, a cinco anos, o qual estabelece «um conjunto de orientações para a protecção e promoção da área florestal do concelho de Almeida, avaliando a sua vulnerabilidade a incêndios florestais e propondo a implementação de medidas e acções de curto, médio e longo prazo, no âmbito da prevenção e do combate, para a defesa da floresta contra incêndios florestais».
O Plano elaborado pretende estrutura-se segundo 5 Eixos Estratégicos:
1.º EixoAumento da resiliência do território aos incêndios florestais, promovendo a gestão florestal e intervindo preventivamente em áreas estratégicas;
2.º EixoReduzir a incidência dos incêndios, educando e sensibilizando as populações; melhorando o conhecimento das causas dos incêndios e das suas motivações;
3.º EixoMelhoria e eficácia do ataque e da gestão dos incêndios, articulando os sistemas de vigilância e detecção com os meios de 1.ª Intervenção; reforçando a capacidade de 1ª Intervenção; reforçando o ataque ampliado; melhorando tornando eficaz o rescaldo e vigilância pós rescaldo;
4.º EixoRecuperar e reabilitar ecosistemas;
5.º EixoAdaptação de uma estrutura orgânica funcional e eficaz, operacionalizando a Comissão Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios.

Entretanto e já em 2009 a CMDFCI de Almeida elabora o Plano Operacional Municipal, que define o Dispositivo de Defesa da Floresta contra Incêndios (DFCI), identificando de forma exaustiva os meios e recursos e a sua área e período de utilização; o Dispositivo Operacional e respectivas funções e responsabilidades; os procedimentos de actuação nos alertas amarelo, laranja e vermelho; a lista geral de contactos importantes; o sistema territorial de vigilância e detecção; os mapas de localização territorial dos meios de 1.ª intervenção, de combate, de rescaldo e vigilância pós-incêndio e depoio ao combate.
A dimensão destas crónicas não permite apresentar com maior detalhe todo o conteúdo destes Planos, os quais poderão ser consultados no site da Câmara Municipal de Almeida.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Em nome da cidadania uma plataforma digital recebe na Internet as reclamações dos cidadãos de todo o País. O «Portal das Autarquias» nasceu em Agosto deste ano e muitas câmaras e juntas de freguesia aderiram já à ideia, dando resposta às reclamações para ali encaminhadas.

Ana Nogueira está preocupada com a preservação do lince ibérico e em 6/11/2009 dirigiu-se à Câmara Municipal do Sabugal através do portal: «O que é que o Município do Sabugal tem feito pela preservação do Lince Ibérico, pelo seu Património e para fixar pessoas no Concelho? Julgo que muito pouco ou quase nada. É um Concelho envelhecido e sem dinâmica nenhuma para o rejuvenescer. Deixo esta pergunta aberta para discussão».
Leonardo Marques quer que acudam à ponte e ao pelourinho de Vilar Maior e em 30/11/2009, deixou um alerta: «Senhor Presidente da Câmara: venho por esta via chamar a sua atenção para o estado lastimoso e de enorme degradação em que se encontra o património histórico da Freguesia de Vilar Maior, desse Concelho do Sabugal, particularmente no que respeita ao pelourinho e à ponte romana ou medieval. Ao primeiro, para além da falta de um colunelo na respectiva gaiola, tem os restantes na eminência de tombarem no chão, o que se acontecer, façamos votos para que não se encontre ninguém por baixo. Quanto à ponte, a situação é ainda mais grave e alarmante, porquanto de há uns anos a esta parte começou a abrir fissuras nos arcos que suportam o piso, as quais, de ano para ano têm aumentado em número e em tamanho. Alguém, entendido na matéria, garantiu que se o Inverno que aí vem for rigoroso e o caudal da ribeira (Rio Cesarão) aumentar consideravelmente, por certo não resistirá. Se tal acontecer esperemos que não ocorra algo de mais trágico, para além da tragédia que advirá do isolamento a que ficará sujeita parte da população da Aldeia.»
Não consta que o Município do Sabugal tenha respondido a estes alertas, mas o cidadão Carlos Martins inseriu um comentário à questão referente ao património de Vilar Maior: «Em Portugal não se dá valor ao património que os nossos antepassados nos deixaram. Se é monumento não é possível intervir porque quem tem essa exclusividade é o Estado. Se o Estado não intervém, acabarão por ruir e perder-se um património que se vem mantendo ao longo dos séculos. Será necessário ruírem para se então intervir, ou terá que ocorrer alguma desgraça para que os diversos organismos intervenham.»
Estes são dois exemplos, relativos ao Sabugal, do que consta no «Portal das Autarquias». Através dele as autarquias são alertadas para os mais variados problemas e poderão dar-lhes resposta.
Os munícipes podem depois acompanhar as respostas dos autarcas às suas reclamações e há ainda a possibilidade de outros cidadãos, adicionarem comentários ou até envolver-se em debates.
O endereço autárquico na Internet contém uma infinidade de reclamações referentes a municípios e juntas de freguesia de Norte e Sul do país, muitas delas gerando debates vivos e conseguindo obter respostas prontas dos autarcas, que podem entrar na página como utilizadores normais, aí consultando as chamadas de atenção em que são visados.

Para ver o Portal das Autarquias. Aqui.
plb

Os mais de 120 cavaleiros inscritos na 6ª Edição do Concurso de Saltos Internacional (CSI) do Porto já começaram a chegar à capital do norte, de forma a preparem a competição que arranca na Exponor na próxima quinta-feira, dia 10, às 13 horas.

De 10 a 13 de Dezembro, a Exponor recebe o maior evento equestre em recinto coberto do País que, este ano, voltou a assegurar a categoria de quatro estrelas e um prémio monetário de 165 mil euros, permitindo manter Portugal na corrida à organização da Taça do Mundo desta modalidade, «The Rolex FEI World Cup».
Paralelamente à competição, a organização do CSI Porto está a preparar a recepção ao espectáculo equestre Hasta Luego, que se apresenta pela primeira vez em Portugal. Este espectáculo envolve cerca de 18 cavalos e mais de 15 pessoas, privilegiando e explorando todas as potencialidades do Cavalo Lusitano.
No espaço da Exponor, os visitantes do evento poderão ainda visitar a área de restauração e uma zona comercial com mais de 40 expositores onde poderão encontrar produtos equestres e regionais, bem como assistir a espectáculos de dança e fados agendados ao longo dos três dias do evento.
Os amantes do desporto equestre e suas famílias podem passar um fim-de-semana em conjunto, passando pela Exponor de 10 a 13 de Dezembro.
Havendo no concelho do Sabugal muitos proprietários de cavalos e amantes do hipismo, aqui deixamos o programa completo do evento:
Quinta-feira, 10 de Dezembro
13h00 Abertura e Prova 01 Pequena Internacional; 17h00 Prova 02 Média Internacional; 20h30 Prova 03 Grande Internacional.
Sexta-feira, 11 de Dezembro
10h00 Prova Convidados C.O. 1,25; 13h00 Prova 04 Pequena Internacional; 17h30 Prova 05 Média Internacional Pequeno Grande Prémio; 21h00 Apresentações Lusitanos e Show Equestre; 22h00 Prova 06 Masters.
Sábado, 12 de Dezembro
10h00 Abertura; 11h00 Prova Convidados C.O. 1,25 e Prova 07 Pequena Internacional; 17h00 Apresentações do cavalo Garrano e Lusitano; 18h30 Prova 08 Grande Internacional; 20h30 Show Equestre e The Grand Nacional – 1ª manga; 22h30 Prova 09 Eliminatórias Sucessivas.
Domingo, 13 de Dezembro
09h00 Abertura; 10h00 Prova Convidados C.O. 1,25; 11h30 Prova 10 Média Internacional; 15h00 Apresentações Lusitanos; 16h15 Prova 11 Grande Prémio Internacional; 19h30 Fecho
plb

A Guarda Digital – Associação Distrital para a Sociedade de Informação, anunciou que vai avançar com um projecto que permitirá dotar «todas as freguesias do Distrito» com banda larga.

Segundo Sérgio Duarte, gestor da estrutura, é intenção da direcção da Guarda Digital criar «infra-estruturas de suporte às tecnologias de informação na região, para levar a banda larga às freguesias».
Referiu ainda que o projecto «implica a instalação de fibra óptica e tecnologia de rede sem fios» em todo o Distrito, nos seus 14 concelhos, num investimento que «ainda não está quantificado».
A Guarda Digital desenvolveu durante dois anos de actividade uma grande variedade de projectos no distrito. Desde o grande portal da região «guarda.pt» a outros portais temáticos (Executivo, Turismo, Agro-Florestal e Coolkids), até projectos que visam a modernização da administração pública local, como os 13 portais dos municípios, a associação esteve sempre em plena actividade.
Os projectos desenvolvidos pela Guarda Digital são uma componente essencial da mobilização da sociedade para a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação, ao abrir um mundo de novas oportunidades.
Por isso, a Guarda Digital realizou hoje, dia 9 de Dezembro, no Hotel Turismo da Guarda, uma cerimónia de apresentação dos resultados do projecto. O objectivo foi fazer um balanço e apresentar os resultados operacionais e financeiros. A seguir à cerimónia realizou-se, no mesmo local, a Assembleia Geral da Guarda Digital – Associação Distrital para a Sociedade de Informação (ADSI).
plb

O Presidente do Município do Sabugal, António Robalo, convocou os quarenta presidentes de Junta de Freguesia para uma reunião de trabalho que teve lugar no Salão Nobre do dito Município. A referida reunião teve início às 16 horas, da passada segunda feira, dia 7 do corrente mês de Dezembro.

José Manuel CamposO Presidente António Robalo começou por agradecer a comparência de todos e fez votos para que o mandato que agora se inicia possa ser importante para todo o Município.
Aos novos presidentes de Junta dirigiu também umas palavras de incentivo pedindo-lhes que se aproximem daqueles que já andam no poder local há mais anos e disse-lhes que a presidência do Município estará sempre disposta a colaborar com todos e em todas as situações.
Falou da criação de um serviço de proximidade à população rural, bem como das acções de procedimentos nos mais variados aspectos.
Depois da exposição feita pelo presidente usaram da palavra vários presidentes de Junta e, por fim, foi anunciado, pela Mesa das Juntas, que no mês de Janeiro, provavelmente num sábado, realizar-se-á um colóquio, no auditório municipal, onde estarão algumas personalidades para poderem falar dos variadíssimos projectos de que tanto se fala e dos quais tão pouco se vê.
Pretende-se um esclarecimento claro e exaustivo de modo a que possamos ir buscar algumas migalhas já que a fatias sabemos não ter direito. Pretende-se divulgação, trabalho, organização e justiça.
O concelho do Sabugal tem pernas para andar. Empenhemo-nos todos e ao fim dos quatro anos veremos os resultados. Assim seja.
Os presidentes de Junta não pretendem ser os criados das Câmaras para apenas afixarem os editais, passarem as mais diversas informações e as licenças dos cães. É necessário e conveniente reconhecer que o poder local não se esgota nas Câmaras Municipais. O poder local deve ser extensivo às Juntas de Freguesia na sua plenitude. Só com a descentralização de poderes, responsabilidades e competência se poderá dignificar o poder local. Sem dinheiro, não há poder, entusiasmo e vontade de trabalhar.
O presidente Robalo referiu várias vezes as delegações de competências desde que assumidas de uma forma séria e responsável. Venham as delegações de competências e os presidentes de Junta saberão assumir as suas responsabilidades. Para que tudo corra bem, como se deseja, é necessário e conveniente que o Município disponibilize os técnicos que serão sempre o suporte de um trabalho que se pretende sério útil e pedagógico.
Finalmente pretendo felicitar o Sr. Presidente António Robalo pela iniciativa e é de todo conveniente que essas reuniões de trabalho aconteçam com alguma frequência. É que poder local local somos todos.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

A região da Beira Interior sempre foi marcadamente agrícola e rural, vindo a sofrer um processo de empobrecimento generalizado, fruto do abandono irreversível da agricultura.

João ValenteIsto se deve ao sistema de minifúndio, à pobreza dos solos, à escassez de recursos, baixa produtividade, falta de escolaridade e profissionalização, à falta de competitividade, de que resultou a inadaptação do ecossistema agrícola à alta capacidade produtiva.
Isto é, a agricultura tradicional, por não ser competitiva, desapareceu; a agricultura convencional e de grande escala tornou-se impraticável, pelas condicionantes locais.
As consequências foram a desestruturação da agricultura familiar tradicional e o abandono da agricultura pelos jovens.
Contudo, ainda é possível trazer qualidade de vida às nossas aldeias e campos, se optarmos por um desenvolvimento rural sustentado, baseado na agroecologia e produtos locais com valor acrescentado.
A agroecologia adapta-se mais facilmente à realidade de sistemas de organização familiar de produção agrícola tradicional, na medida em que também é baseada na mão-de-obra familiar, mas reorientada para novas práticas, não implicando grandes riscos económicos de conversão, uma vez que não utiliza o pacote agroquímico e os sobrepreços deste mercado especializado de produtos serem mais atractivos para os produtores.
A nossa região é rica na variedade de produtos alimentares tradicionais e gastronómicos. È só aproveitá-los e acrescentar-lhes valor.
É verdade que a diversificação dos alimentos processados industrialmente, o alargamento dos mercados e a produção em larga escala, ameaçaram aniquilar as pequenas produções de cariz artesanal. Mas de uma grande ameaça, resulta, frequentemente, uma boa oportunidade.
Tudo depende da forma como utilizarmos a nossa imaginação e a capacidade inovadora.
A maioria dos produtos tradicionais, surgiram para satisfazer as necessidades alimentares das populações agrícolas do interior e, embora artesanais, permitiram, em muitas regiões, criar um «saber fazer» relativo aos métodos de produção, que os conseguiu singularizar e enobrecer.
Esta singularidade nos métodos de produção, é que distingue a produção artesanal da produção industrial e, devidamente explorada, permite-lhe identificar importantes segmentos de mercado, detectar novas necessidades dos consumidores.
Foi o que aconteceu à castanha da Paradela e ao queijo da Serra da Estrela (DOP); ao salpicão de Vinhais, à cereja da Cova da Beira, etc. (IGT); à alheira de Mirandela e aos frutos em vinho do Porto (ETG), que garantindo um padrão de qualidade através da certificação, impuseram as suas marcas e conservam a sua presença no mercado de forma sustentável.
O processo de certificação é por isso importante para a garantia do padrão de qualidade dos produtos tradicionais e melhoria da sua posição competitiva, podendo a ele recorrer qualquer entidade, independentemente do seu estatuto ou domínio de actividade e consiste na emissão, junto do Instituto Português da Qualidade (lPQ), de um certificado de conformidade, que comprova que a entidade tem em funcionamento um sistema de gestão, que lhe permite garantir a conformidade dos seus produtos ou serviços com os requisitos preestabelecidos.
O escoamento destes produtos tem especificidades próprias, pelo nicho de mercado a que se destinam e é importante.
Com boas campanhas de marketing (feiras temáticas ex.: queijo, fumeiro, etc) acções de merchandising ex.: Natal, Santos Populares, ect), e o aparecimento dos grandes espaços de vendas a retalho, os Produtos Tradicionais de qualidade garantida encontram novos espaços para a sua promoção e venda.
As pequenas lojas vocacionadas para a venda de produtos regionais, também são novos espaços com características ideais para valorizar a sua comercialização, especializando-se em produtos de uma só região, ou, noutros casos, em produtos de diversas regiões.
A gastronomia portuguesa constitui uma das maiores riquezas e uma marca que valoriza, de forma particular, a nossa cultura e o nosso turismo.
É neste espaço da restauração que os Produtos Tradicionais encontram um segmento importante do seu mercado total, porque a comida regional é hoje muito procurada e apreciada.
Nas grandes cidades é possível beneficiar dessa variedade por intermédio de restaurantes especializados por região, que podem ajudar a escoar a produção local de valor acrescentado (Queijos, enchidos, carnes, vinhos e frutas) e a divulgar produtos certificados de uma região reconhecida.
Encontrando-se a gastronomia interligada ao turismo, a restauração poderá, também, constituir um factor de alavancagem para a internacionalização dos Produtos Tradicionais.
As feiras regionais, que, um pouco por todo o País, se realizam anualmente, constituem um importante veículo, no sentido de promover o encontro dos Produtos Tradicionais com grandes massas de público consumidor que, facilmente, são atraídas por esses eventos.
Esses são também espaços com significativo potencial para divulgar produto a nível de empresas, que fazem parte das cadeias de distribuição desses produtos.
Resumindo e concluindo:
– Existem alternativas à agricultura convencional, que são os produtos agro-alimentares e vegetais tradicionais de valor acrescentado, com um nicho de mercado economicamente vantajoso e alternativo;
– As entidades públicas, como autarquias e associações, podem e devem promover a certificação destes produtos, para garantir a sua qualidade e genuidade e têm um papel importante na divulgação e venda destes produtos, promovendo feiras regionais e certames;
– Os particulares podem ter mais uma fonte de rendimento alternativo e de trabalho digno, produzindo e vendendo estes bens de valor acrescentado, fixam-se ao meio rural;
– Estes produtos de valor acrescentado, além de constituírem uma fonte alternativa de rendimento, podem alavancar o turismo local.
Tudo depende da imaginação e da capacidade inovadora que se tenha.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Solstício de Inverno - Sortelha

«Em astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em Dezembro e em Junho. O dia e hora exactos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.» (in wikipedia.org)

Kim Tomé (Tutatux)Em todas as ancestrais culturas humanas houve desde as suas mais remotas origens o culto do Sol.
O Sol que nos aquece e dá a vida.
Na região do Concelho do Sabugal muitas terão sido também as tribos que na Pré-história assinalaram os Solstícios com festejos e celebrações.
Com o intuito de relembrar esse nosso passado histórico, onde as tribos viviam ao ritmo da Natureza, juntaram-se vontades e algumas entidades para realizar a celebração da «Noite Mais Longa» do ano em Sortelha.
Pretende-se assim homenagear esses nossos antepassados remotos relembrando nesta festa que também eles estão na origem da nossa cultura.
Na noite de 21 para 22 de Dezembro no interior das muralhas de Sortelha ocorrerá a celebração do Solstício de Inverno colocando Sortelha na rota dos «Adoradores do Sol» a par de «Stonehenge» em Inglaterra e muitos outros locais que nessa noite se unirão nesta celebração.
O programa será composto por uma primeira parte de fados e musica tradicional, seguido-se a actuação de vários DJs que irão animar a madrugada com musica electrónica.
Durante a noite haverá fogareiros, churrascos, pão quente e bebidas.
Ao nascer do Sol do dia 22 será realizada uma cerimónia na torre mais alta do Castelo de Sortelha, onde uma Queimada e um Esconjuro darão as boas vindas ao novo Sol.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

GALERIA DE IMAGENS – 5-12-2009
Fotos João Nabais – Clique nas imagens para ampliar

0 Teatro Municipal da Guarda (TMG) recebe no Grande Auditório a peça de teatro «São Francisco de Assis e Mundus Imaginalis num quadro de Van Gogh».

A peça, da autoria de Vicente Sanches, estará em cena nos dias 9, 10 e 11 de Dezembro (de quarta a sexta-feira), às 21h30.
Sobre o autor da peça que vai subir ao palco do TMG, transcrevemos um texto de Manuel Poppe, que consta na página on-line do TMG:
«Há quase 50 anos que Vicente Sanches publica livros, principalmente peças de teatro. Algumas já foram encenadas, com êxito; mas Vicente Sanches é o mais desconhecido dos escritores portugueses. Não sei explicá-lo. (…) Não sei porquê – por que se viram as costas a um dos melhores autores de língua portuguesa.
(…) Os textos de Vicente Sanches confirmam aquilo que penso: a sua actualidade. Sanches é um escritor religioso, um escritor católico – um escritor metafísico, que quer ver aquilo que está além do físico. O físico não passará do envelope do essencial, tal qual “a materialidade literária da Escritura”, como Sanches sublinha a propósito da Kaballa judaica.»
A encenação e a interpretação são de Américo Rodrigues, a música é de César Prata.
plb

O leitor(a) já reparou na quantidade de organismos internacionais que existem? Qual deles toma as decisões mais importantes? Será que cada um tem o seu âmbito de actuação? Sinceramente não sei. Estou como muita gente: confuso no que concerne à articulação do poder a nível internacional.

António EmidioUma coisa é fácil de ver: tudo é regido pelos interesses das nações mais ricas e poderosas, não pelas necessidades dos países mais pobres e indefesos.
Presentemente, a Globalização, não é mais nem menos do que a tentativa de ocidentalizar todos os povos do Mundo, isto é, obrigar todos os povos, etnias, culturas, religiões, e até civilizações, a regerem-se pelos valores ocidentais, e principalmente pela economia de mercado. Mas como essa Globalização está baseada na concorrência, em vez de aproximar as nações, afasta-as cada vez mais.
Wall Street, Pentágono, ONU, Fundo Monetário Internacional, Organização Mundial do Comércio, Banco Mundial, Banco Central Europeu e NATO, são a oligarquia financeira e o poder militar que dominam o Mundo, valorizam ao máximo o conceito de economia de mercado, e desvalorizam o conceito de sociedade.
Estes organismos internacionais pouco ou nada têm servido para construir um Mundo mais justo, solidário e humano, antes pelo contrário, cada vez há mais fome, mais desordem, e mais guerras. Não é de admirar a fuga dos párias dos seus países pobres do Sul, para as nações mais ricas do Norte. Fogem à fome, à miséria e à guerra.
Quem manda? Organizações internacionais que coordenam o domínio dos Estados Unidos e dos seus aliados, sobre o resto da humanidade.
Um novo modelo de colonialismo.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

A jovem Carla Sofia é natural do Soito. Filha de empresários, possui também o bichinho do negócio, o que a levou a apostar na instalação de uma loja de grande prestígio na Baixa de Lisboa, a zona mais nobre da cidade. Xocoa é a marca do esplêndido chocolate que expõe e vende, sendo muitos os transeuntes que entram e compram e muitos também os que ali vão de propósito para adquirirem um produto de alta qualidade. Capeia Arraiana também foi à Xocoa, onde esteve à conversa com a jovem empresária soitense.

- Xocoa dá-nos a ideia de que aproveitou o nome do nosso rio Côa para designar a sua loja…
- Pois isso é apenas uma feliz coincidência. Xocoa é uma marca catalã de chocolate artesanal, cuja casa mãe existe em Barcelona desde 1897. A empresa expandiu-se e detém actualmente 16 lojas em toda a Espanha, sendo esta a sua primeira filial fora do país.
- Então isto é um franchising, na medida em que comercializa uma marca em respeito absoluto pelas regras da empresa mãe?
- Sim, mas eu chamo-lhe «franchising amigável», porque a empresa mãe apenas cede o negócio a conhecidos em que tenha confiança, com uma grande preocupação com a qualidade mas sem procurar a expansão do negócio a todo o custo.
- Como chegou aqui à Baixa de Lisboa com este negócio? Fale-nos do seu percurso pessoal e profissional.
Estudei na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, onde me licenciei em Engenharia Têxtil. A minha mãe era sócia da empresa Dache, no Sabugal, e com a sua morte, há três anos, eu e meu irmão herdámos as suas quotas na empresa. Eu pensei até em me fixar no concelho do Sabugal, mas a empresa entrou em dificuldades e fechou, pelo que decidi procurar outro negócio para investir. Então um amigo que tenho em Barcelona deu-me a ideia de instalar em Lisboa uma loja de chocolate da Xocoa e eu avancei.
- E foi difícil obter financiamento e arranjar este local?
Tive a ajuda do meu pai, que financiou o negócio e me ajudou a procurar um local central. Decidimos logo que seria aqui na Baixa de Lisboa, para potenciar o negócio, e conseguimos alugar este espaço, onde tivemos que fazer obras, transformando-o numa loja condigna.
- E está satisfeita com o rumo do negócio?
Não me posso queixar. A casa está aberta há sete meses, e as coisas correm muito bem. Temos clientes a entrar na loja durante todo o dia e, em média, vendemos chocolate a sessenta pessoas por dia, muitas delas comprando até em boa quantidade.
- Como é que as pessoas reagem perante uma montra tão sugestiva, cheia de chocolate de formato original e com uma marca ainda relativamente pouco conhecida?
O aspecto da loja é o primeiro impacto no transeunte que passa e olha aqui para dentro. Depois o produto também é apelativo e quando entram e provam o chocolate então rendem-se completamente, porque o produto é muito bom e de alta qualidade.
- E é também caro, não acha?
Eu diria antes que não é barato, porque existe uma relação equilibrada entre o preço e a qualidade. A prova é que em sete meses que aqui estamos e em que já atendemos milhares de pessoas, nunca tivemos uma única reclamação. Isto é revelador.
- Mantém a esperança de um dia investir no concelho do Sabugal?
Tenho esse desejo a talvez um dia isso seja possível. Não com uma loja destas, pois a casa mãe da Xocoa considera que o negócio apenas é viável em zonas urbanas com mais de 100 mil habitantes, mas há outros negócios interessantes que ali se podem instalar.
- Vai regularmente ao Soito?
Sim, vou lá sempre que posso, até porque vive lá o meu pai e tenho lá uma boa parte dos meus amigos.

Provámos o chocolate da Xocoa, com toque a gourmet, e podemos assegurar que é magnífico, uma verdadeira gulodice que nos deixa uma sensação de bom gosto. Não deixe de visitar a Xocoa, na Rua do Crucifixo, nº 112, junto á entrada da estação de metro do Chiado.
plb

O Clube Trancosense realizou no sábado, dia 5 de Dezembro, uma Montaria ao Javali na zona de caça municipal da Serra de Pisco que está sob responsabilidade do clube fundado em 1846.

O facto de há três anos esta zona de caça não ser monteada levou à concentração de muitos animais naquela área e que agora foram objecto desta actividade cinegética que teve grande adesão.
Foram abatidos nove animais, um dos quais um «navalheiro» com mais de 150 quilos. Participaram 65 caçadores oriundos de todo o país.
O Presidente do Clube Trancosense, João Batista, visivelmente satisfeito com a jornada, chamou a atenção para a importância desta actividade que pretendeu atingir vários objectivos: o convívio, promoção da região, desfrutar de forma salutar e responsável a actividade cinegética e colaborar com os agricultores para minimizar os prejuízos causados nas explorações rurais pelos javalis dada a sua significativa densidade.
Estas actividades inserem-se no programa que o Clube Trancosense pretende desenvolver numa abertura á sociedade e sobretudo ligada aos valores e recursos existentes na região e, assim, nova Montaria está prevista para Janeiro.
plb

Continuando a analisar as fotografias do Cortejo de Oferendas, realizado no Sabugal, em 1947, a favor do Hospital do Sabugal, eis hoje a representação da Torre.

Cortejo de Oferendas -  1947 - Torre

Joao Aristides DuarteA Torre é, hoje, uma localidade anexa do Sabugal, tal como era em 1947.
A representação da Torre está a desfilar junto à tribuna, onde se encontravam as altas individualidades da época.
Antes da Torre, termina o seu desfile o Soito (com a Banda Filarmónica a fingir, já motivo de crónica anterior).
A Torre apresenta um Rancho de raparigas, algumas ainda bastante jovens, que vão vestidas com saias à moda antiga e levam (algumas) um lenço ao pescoço.
A multidão que rodeia as participantes da Torre é imensa. Quase não há espaço para poderem executar a sua dança de roda.
Algumas das raparigas da Torre estão a tocar adufe e outras usam um chapéu de palha de aba larga, na cabeça.
Atrás (já depois do cartaz onde está escrito o nome da localidade) surgem umas mulheres com mais idade e vestidas com xaile preto.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

No próximo dia 25 de Dezembro, de novo, os Cristãos celebram mais um ano do nascimento de Jesus Cristo. A data, porém, ultrapassou desde há muito o seu significado primordial, para se tornar um tempo de convivência fraterna e de amor universal, em que se pensa um pouco mais nos outros do que em nós próprios, em que procuramos sentir mais prazer em dar do que em receber.

Adérito Tavares - Na Raia da MemóriaTodos sabemos que, frequentemente, tudo isso não passa de boa intenção tranquilizadora, de um ritual ciclicamente repetido, de tradição social. Tirando as crianças muito pequenas, só os poetas continuam a acreditar que o Menino Jesus ou o Pai Natal põem prendas nos sapatinhos de todos os homens. Os cépticos e desiludidos sabem que boa parte dos homens da Terra nem sapatinho têm. Aceitemos, no entanto, aquilo que de bom o Natal nos traz: a breve ilusão da concórdia, da paz, da fraternidade e da tolerância no seio da humanidade. Paz no Afeganistão aos homens de boa vontade. E no Iraque. E na Somália. E na Palestina. E…
Mas teria Cristo nascido efectivamente no dia 25 de Dezembro de há 2009 anos?
Segundo as fontes cristãs (em particular os Evangelhos) e não cristãs (sobretudo Flávio Josefo), Jesus Cristo nasceu no tempo de Octávio César Augusto, na província romana da Judeia. Os Evangelhos nada dizem sobre a data do nascimento de Jesus. O ano 1 da nossa era apenas foi fixado no século VI, no tempo do imperador bizantino Justiniano, por um monge de nome Dionísio, o Exíguo (o Humilde). Dionísio colocou o nascimento de Cristo no ano 753-754 da fundação de Roma (calendário romano). Tomou como ponto de referência o recenseamento geral da população do Império ordenado por César Augusto naquela data. Porém, tudo leva a supor que o monge se tenha enganado. O imperador Augusto ordenou dois recenseamentos, separados por 4 anos. Jesus parece ter nascido na altura da primeira contagem e não da segunda, como supôs Dionísio. Isso significa que, paradoxalmente, «Cristo nasceu em 4 antes de Cristo». Ou seja, deveríamos estar hoje no ano de 2013 da era do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo e não em 2009 (aqueles que temiam o fim do mundo no ano 2000, provavelmente não sabiam que já estavam em 2004; e o «fim do Mundo» dos Maias, anunciado para 2012, deveria ter acontecido no ano passado!).
Aliás, toda esta questão das eras e calendários constitui uma boa embrulhada. Conforme já atrás ficou dito, os Romanos contavam os anos a partir da data hipotética da fundação de Roma, em 753 a.C. Antes de Júlio César, o ano iniciava-se em 1 de Março – daí o facto de Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro serem, em latim, September, October, November e December, os meses números sete, oito, nove e dez. A reforma do calendário feita por Júlio César é que fez começar o ano em 1 de Janeiro. O próprio Júlio César viria a ser homenageado com o nome de um mês do ano (Julius, Julho), o mesmo acontecendo depois com Octávio César (Augustus, Agosto).
Por sua vez, os Gregos, contavam os seus anos a partir da celebração dos primeiros Jogos Olímpicos, em 776 a.C.
Finalmente, a era islâmica toma a data da Hégira (fuga de Maomé de Meca para Medina, em 622 da era cristã), como ano 1.
Voltando ao Natal. Se o ano do nascimento de Cristo é controverso, o dia e o mês ainda o são mais. Isso não preocupou os evangelistas, porque a data mais importante para eles não era a do nascimento mas a da morte e ressurreição do Messias. Os primeiros bispos cristãos mostraram-se indecisos quanto ao dia do nascimento do Salvador. Até ao século IV foram propostas para o Natal as datas de 25 e 28 de Março, 2 e 19 de Abril, sendo esta última considerada a mais provável. A cena evangélica dos pastores ao relento fazia pensar mais na Primavera que no Inverno. A escolha de 25 de Dezembro remonta à época de Constantino (começos do século IV) e está relacionada com a tradicional teologia solar. O dia 25 de Dezembro coincidia com o solstício do Inverno no calendário romano e era comemorado desde há muito como a festa do Sol. Deste modo, a Igreja não teve dificuldade em fazer aceitar como sua esta celebração pagã, muito popular por todo o mundo mediterrânico. Esta tornar-se-ia, aliás, uma prática habitual do Cristianismo primitivo.
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

Há muito tempo que o Capeia Arraiana tinha um «défice na especialidade». Ainda não tinha sido possível conversar com o autor de um dos mais importantes livros sobre a história da festa maior dos sabugalenses – a tourada com forcão. Vamos recuperar o atraso publicando um «à fala com…» o historiador Adérito Tavares, natural de Aldeia do Bispo, que investigou, compilou e editou o livro «A Capeia Arraiana».

Adérito Tavares

«Editado em 1985, o livro de Adérito Tavares continua a ser a maior referência bibliográfica acerca da tourada com forcão, cuja realização cabe por exclusivo ao povo das terras raianas do concelho do Sabugal», diz-nos o Paulo Leitão no seu artigo sobre o livro «A Capeia Arraiana» publicado neste espaço. Vamos dar a conhecer um pouco melhor o percurso deste estudioso raiano licenciado em História e autor da maior parte dos manuais de História do 3.º ciclo do Ensino Básico em Portugal, docente na Universidade Católica e referência-mor do estudo historiográfico da Capeia Arraiana. Resta dizer que ao longo da conversa limitei-me a ser aluno atento à aula do mestre.
– Considera que por ter ficado órfão de pai muito cedo esse facto influenciou de forma determinante a sua vida?
– Tenho 67 anos e sou filho de Justino Tavares e Maria Neves Nunes. Fiz a escola Primária em Aldeia do Bispo e depois segui o percurso de muitos jovens sabugalenses: o seminário. Filho de camponeses fiquei órfão aos quatro anos. O meu pai morreu muito novo com 29 anos. O meu pai veio a Lisboa em 1949 o que raramente acontecia nesses tempos. Deu-lhe uma dor no lado direito da barriga (apêndice) mas para azar dele (e nosso) o médico que o visitou em casa de amigos mandou aplicar-lhe sacos de água quente quando todos sabemos que devia ser precisamente o contrário, ou seja, deve ser aplicado gelo. A inflamação generalizou-se e a minha mãe foi chamada à pressa a Lisboa. Passados oito dias foi operado no Hospital da Estefânia mas já não havia nada a fazer e veio falecer – ou para sermos mais correctos esse médico matou-o – pouco tempo depois. A minha mãe regressou a casa dos meus avós e decidiram a minha ida para o seminário. Nesse tempo a maioria dos pequenitos do Sabugal iam para o seminário de Vila Viçosa mas eu, por influência de uma família amiga, fui para Santarém e estive por lá um ano. Depressa se percebeu que não tinha grande vocação para sacerdote e a minha mãe pediu a uma amiga – a dra. Margarida Silva, reitora do Liceu Filipa de Lencastre em Lisboa – que, como então se fazia, lá meteu uma «cunha» para eu ir para a Casa Pia.
– Actualmente não se fala da Casa Pia pelas melhores razões…
– Hoje fala-se por más razões. Ingressei na Casa Pia de Lisboa e a verdade é que eu dou graças a Deus por ter ido lá parar. O Colégio de Pina Manique – onde frequentei até ao quinto ano o curso comercial – ensinava profissões no ensino técnico-profissional como serralheiro, tipografo, etc., etc. Mais tarde já na minha vida académica escrevi livros e artigos sobre a Casa Pia e o seu fundador Pina Manique.
– Pina Manique tinha fama de ser duro e mau. Partilha desta opinião?
– Não é verdade. Pina Manique tinha um pensamento rousseauniano muito aberto em relação à educação, à cultura, mas era anti-liberal e, por isso, foi uma vítima historiográfica da maçonaria e dos historiadores maçónicos e liberais. Pina Manique frequentou o Colégio da Congregação do Oratório de São Felipe Néri, ou seja, os Oratorianos. Na Lisboa daquele tempo as pessoas ricas e remediadas tinham três hipóteses de fazer os estudos. O Real Colégio dos Nobres, fundado pelo Marquês de Pombal, o Colégio de Santo Antão dos Jesuítas ou os Oratorianos. Mas enquanto os Jesuítas defendiam um ensino muito tradicionalista, sem ciências experimentais e com predominância das humanidades à maneira antiga como o latim, os Oratorianos tinham um ensino muito mais aberto e experimental discutindo livremente o cartesianismo ou o pensamento galilaico. Como Pina Manique frequentou os Oratorianos e ficou sempre nele essa ideia do ensino actualizado, científico, moderno e modernizador. Quando funda a Casa Pia – uma escola para crianças abandonadas evitando assim que elas se transformassem em ladrões e assassinos – convida para primeiro director um antigo estudante dos Oratorianos de seu nome José Anastácio da Cunha que tinha sido professor na Universidade de Coimbra a convite de Pombal. Se analisarmos bem a personalidade de Pina Manique ele nunca pode ser considerado um reaccionário. Tinha opiniões políticas conservadoras mas do ponto de vista cultural era tudo menos um conservador. No Portugal moderno temos muitos políticos conservadores situados no CDS ou no PSD e no Partido Comunista actual há muitos deputados altamente conservadores como o líder da bancada que elogia a Coreia do Norte. Não tenho dúvidas nenhumas que a Casa Pia foi uma instituição notável e é, com excepção da Universidade de Coimbra, a escola mais antiga de Portugal. Atravessou períodos negros na sua história, renasceu das cinzas, e não merece nem de perto nem de longe a fama que tem actualmente. Eu orgulho-me muito de ter sido casapiano. Pertenci, durante quatro mandatos sucessivos, ao Conselho de Ex-Alunos, um órgão eleito pelo universo dos ex-casapianos.
– É um ex-casapiano que ainda participa na vida da instituição?
– O jornal «O Casapiano», no qual sou colaborador regular, foi fundado por um ilustre amigo, Augusto Poiares. É enviado aos assinantes em todo o mundo – há cerca de 20 mil ex-alunos vivos – e tem como director o meu colega e amigo, José dos Santos Pinto, natural da Malhada Sorda. Foi, aliás, a afinidade regional que fez nascer e consolidou a nossa amizade. O meu artigo deste mês, em «O Casapiano» – que recebi hoje mesmo – destaca a exposição de pintura de Fausto Sampaio que, entre Maio e Outubro, esteve no Museu do Oriente. Surdo-mudo, aluno da Casa Pia, natural da Anadia e pai de Teresa Costa Macedo, ex-secretária de Estado da Família, Fausto Sampaio recebeu na Casa Pia a utensilagem que lhe permitiu tornar-se um excelente pintor. Aliás, a Casa Pia orgulha-se ter formado muitos artistas famosos como, por exemplo, Domingos Sequeira, Vieira Portuense e Martins Correia ou, mais recentemente, os meus queridos amigos Gil Teixeira Lopes ou Francisco de Aquino. Colaborei na altura da inauguração do Centro Cultural Casapiano em Belém – que é simultaneamente museu, arquivo e biblioteca – numa obra colectiva intitulada «Casa Pia de Lisboa – 220 anos a educar, instruir e amparar» com um estudo sobre o pioneirismo educativo na Casa Pia de Lisboa. Por outro lado, todos os núcleos museológicos do Centro estão introduzidos por textos da minha autoria que situam a história da Casa Pia na história de Portugal. O património histórico e humano da Casa Pia é feito da dádiva de grandes homens a este País mas, alguns jornalistas e alguma comunicação social, de forma leviana dão um pontapé na escola sem terem o cuidado de se informar.
– Mas também é professor de jornalismo…
– De facto, enquanto professor de jornalismo na Universidade Católica, tive como alunos muitos dos actuais jornalistas espalhados pelos jornais, rádios e televisões. Quando rebentou o escândalo de que tanto se fala ligaram-me para recolher o meu depoimento sobre a Casa Pia. Eu disponibilizei-me para falar com eles sobre todos os temas mas avisei que não diria uma palavra sobre a questão da pedófilia que, aliás, não conhecia. E as conversas perderam interesse para os jornalistas. Teria sido interessante falar sobre os 42 cursos técnico-profissionais, desde o mais antigo curso do país de relojoaria, passando pela optometria ou pela escola de electrónica em parceria com a Bosch. Há, actualmente, espalhados pelo país milhares de técnicos especializados formados na Casa Pia. Isto é que era importante divulgar.
– Voltando um pouco atrás na nossa conversa, terminou o quinto ano, com 15 ou 16 anos e foi trabalhar ou continuou a estudar?
– Terminei o curso em 1958 com a nota mais alta e obtive o Prémio Pina Manique desse ano tendo-me sido concedida uma bolsa de estudo. No entanto como concorri e obtive uma das primeiras bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian que estava a iniciar-se por essa altura e como os valores eram maiores optei pela segunda e fui estudar para a Escola do Magistério Primário de Lisboa. E ficou, assim, definida a minha vida profissional. Quando terminei o curso do Magistério com apenas 18 anos quem é que me convida para professor? O doutor João António Nabais, de Aldeia do Bispo, que estava a iniciar a instalação do famoso Colégio Vasco da Gama em Meleças, Sintra, que faz este ano 50 anos e que além de fundar o Colégio foi vice-reitor do seminário de Évora e licenciou-se em pedagogia e psicologia na universidade de Lousanne. Aprendi muito com o doutor Nabais. Estávamos no início da década de 60 e durante dois anos fui professor primário no Colégio Vasco da Gama. Tive como alunos os filhos de alguns dos mais importantes homens deste País como, por exemplo, de Jorge de Melo (da CUF), de Champallimaud e um irmão de D. Duarte de Bragança. Fiz uma paragem porque o país estava em guerra e fui chamado para o serviço militar. Não estive lá muito tempo porque, como filho único e órfão, invoquei o estatuto de amparo de mãe. Sai e resolvi emigrar para França onde trabalhei como operário numa fábrica de cerâmica, em Digoin, perto de Lyon. O patrão depressa percebeu que eu era um emigrante diferente. Como, por razões evidentes, não tinha problemas com o castelhano e escrevia e lia francês bem contrataram-me para uma espécie de intérprete-intermediário entre a direcção da fábrica e os emigrantes portugueses e espanhóis. Aproveito para contar um episódio curioso. Os donos da fábrica concordaram em deixar sair meia-hora mais cedo os operários e eu fiz um pequeno curso de francês oral com uma hora diária frequentado por dezenas de portugueses e espanhóis que quiseram aprender francês ao final do dia.
– Com pouco mais de 21 anos regressou a Portugal…
– Voltei a Portugal e inscrevi-me na Faculdade de Letras onde fiz a minha licenciatura em História. Ao mesmo tempo voltei a dar aulas como professor do Ensino Primário. Apesar de ter uma das melhores classificações no Magistério resolvi escolher uma escolas «difícil», na Baixa da Banheira, frequentada por filhos dos operários da CUF. Foram tempos de puro idealismo. Tinha 22 ou 23 anos e foi colocado pelo director escolar de Setúbal, o meu amigo Carlos Monteiro, dos Forcalhos, como director numa escola com oito professores. Quando cheguei à escola não tinha um único vidro inteiro. Organizei uma associação de pais e «inventei» um lanche a meio da manhã e outro a meio da tarde. Quando fui transferido os pais fizeram um abaixo-assinado ao presidente da Câmara Municipal da Moita, Vítor Brito de Sousa, para tentar evitar a minha saída. Foi gratificante.
(Continua.)

1 – Adérito Tavares é um extraordinário comunicador e a conversa (apesar de revista e resumida) ficou, deliciosamente, longa. Continua no próximo domingo.
2 – Aproveito para recordar, com saudade, a memória de um amigo comum. O Padre Albino Cândido Lopes, capelão da Casa Pia e pároco da Picheleira, em Lisboa. Nasceu no Pinhal Novo e faleceu em Lisboa em 1998.
3 – Adérito Tavares inicia este domingo no Capeia Arraiana a publicação semanal de um artigo de opinião na rúbrica «Na Raia da Memória». As crónicas assinadas pelo ilustre professor de Aldeia do Bispo procurarão estabelecer sempre uma relação entre o presente e o passado. O nosso grande bem-haja pela sua disponibilidade.
jcl

Neste Sábado, dia 5 de Dezembro, realizou-se, como tinha ficado agendado o ano passado, o quinto convívio de antigos alunos do Externato do Soito, organizado pela Olga Gandaio, Lurdes Pelicano, Isabel Ramos, Francisco Antunes, Manuel Pelicano e Asdrúbal Martins.

A partir das 19.30 os convivas foram comparecendo no Salão de festas do Restaurante o Martins, no Soito. Entre cumprimentos, ia-se bebendo e comendo os vários aperitivos expostos.
Como DJ esteve o ex-aluno Luís Carrilho, que fazia passar num ecrã gigante fotos de anos anteriores.
Com 77 presentes, entre os quais alguns ex e actuais professores, deu-se início ao jantar, que constou de Bacalhau assado com batata a murro e borrego grelhado na brasa. Houve sobremesas variadas, café e digestivos.
Durante o jantar, para além das fotos dos anos anteriores, começaram a passar no ecrã fotos tiradas na própria noite. Seguiu-se o baile com Karaoke á mistura, e o pessoal começou a animar com a música, e também com o bar aberto que funcionava a todo o gás…
Mais tarde cantaram-se os parabéns, e partiu-se o bolo brindando-se com champanhe.
Os organizadores nomearam os mordomos para 2010, que são: Paula Robi, Ermelinda Veloso, José Luciano, Messias Antunes, Alberto Filipe e Fernando Loto. Os nomeados assumiram de imediato as funções, marcando a data do próximo encontro, que acontecerá no dia 4 de Dezembro de 2010.
A festa continuou até às tantas e com muita animação.
João Nabais (Soito)

Álvaro Amaro foi ontem, 5 de Dezembro, reconduzido na liderança da comissão política distrital do PSD da Guarda, tendo derrotado a concorrente adversária, Ana Manso, por uma diferença de 226 votos.

Álvaro Amaro - PSDO presidente da Câmara Municipal de Gouveia, foi reeleito para um segundo mandato à frente dos sociais-democratas do distrito da Guarda, com um total de 767 votos, num universo de 1308 votantes.
A lista encabeçada por Ana Manso, ex-deputada do PSD na Assembleia da República, que foi também presidente da distrital entre 2000 e 2006, registou 541 votos.
A vitória de Amaro, que arrecadou 59 por cento dos votos, foi o culminar de um processo eleitoral muito renhido, em que cada protagonista tudo fez para sair vencedor da contenda. Ana Manso criticava o fraco desempenho do partido nos últimos actos eleitorais, em especial nas autárquicas, onde perdeu terreno para o PS, responsabilidade que imputava à estrutura distrital liderada pelo seu opositor. Já Álvaro Amaro denunciava o facto de muitos militantes não terem dado a cara pelo partido nas últimas eleições, facto inaceitável e que manifestamente prejudicou o PSD.
Álvaro Amaro é líder distrital do PSD/Guarda desde Março de 2007, sendo agora eleito para um novo mandato de dois anos.
plb

Portugal viu nascer a sua primeira linha-férrea de Lisboa ao Carregado em 28 de Outubro de 1856, ma só em 3 de Agosto de 1882 é inaugurada a linha da Beira Alta entre Figueira da Foz e Vilar Formoso. A sua abertura ajudou ao progresso de toda a região por onde passava. A Figueira da Foz passou a cidade, atraindo os beirões para as suas praias. Transportava-se sal e peixe que chegava fresco, abastecendo os pequenos comerciantes da região raiana.

José MorgadoAntes da criação da linha, o sal era transportado em carros de mulares, demorando dias a chegar e sempre em quantidade reduzida em virtude da fraca capacidade dos carros.
Vilar Formoso tornou-se a principal fronteira seca do país e porta de ligação com a Europa. O Sud-Express, comboio de luxo para a época, inaugurado em Julho de 1895 com carruagens-cama e restaurante, veio facilitar as viagens e os wagons-lits tornaram muito confortáveis as deslocações a Lisboa e a Paris.
A única estação da linha da Beira Alta no concelho do Sabugal era e é a Cerdeira e faziam-se carretos semanais com carros de bois transportando batatas e outros produtos do Soito para a Cerdeira.
Durante dezenas de anos o Sud-Express chegava de Lisboa a Vilar Formoso por volta das 20 horas, a uma velocidade média de 80 Kms/hora, puxado ainda por uma máquina a vapor. Paravam também em Vilar Formoso, o comboio-correio e o chamado ‘Trama» com paragem em todas as estações e apeadeiros. Nas estações, passou a haver telégrafo e o de Vilar Formoso, desde os finais do Século XIX a princípios do XX funcionava das 7 horas às 17 horas. Alugavam-se mantas de viagem e almofadas para a viagem ser mais confortável. Junto das estações havia diligências e trens de aluguer, puxados por cavalos, destinados a levar os passageiros às povoações vizinhas da linha.
A história de Vilar Formoso enriqueceu extraordinariamente com o caminho-de-ferro e é um desafio e uma surpresa para os historiadores.
Linha da Beira AltaRelativamente à linha da Beira Baixa, a sua inauguração dá-se em 6 de Setembro de 1891 do troço entre Abrantes e Covilhã e em 11de Maio de 1893 o troço entre a Covilhã e a Guarda, sendo o Barracão a última estação antes de chegar à Guarda, curiosamente chamada Estação do Sabugal de que dista largos quilómetros e se situa pertissimo da cidade da Guarda. Valeu e vale, de há longas décadas, o serviço rodoviário da empresa Viúva Monteiro e Irmão, Lda.
Portugal chegou a possuir uma rede ferroviária que cobria quase todo o território. Mas, na sequência do que se verificou noutros países europeus, particularmente em França, nos últimos 30 anos, tem-se assistido ao encerramento da quase totalidade das linhas de via reduzida e encerramento de apeadeiros e estações, outrora de grande movimento e substituídas por camionagem. Nem as potencialidades turísticas de muitos desses trajectos e povoações, foram aproveitadas.
Actualmente o investimento da CP, passou a centrar-se na linha Lisboa-Porto, bem servida pelo Alfa e InterCidades.
No que toca à Beira Interior o serviço InterCidades, faz ligações na Linha da Beira Baixa – Lisboa-Castelo Branco-Covilhã e na linha da Beira Alta – Lisboa-Coimbra-Guarda.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

A presença de uma comunidade judaica no Sabugal está documentada (pelo menos) desde o início do século XIV. Os reconhecidos estudos medievais da historiadora Maria José Ferro Tavares incluem a comuna judaica do Sabugal entre as três dezenas que identificou para o período de 1279-1383, tendo confirmado documentalmente a sua existência em 1316, através de uma dívida dos judeus do Sabugal ao rei D. Dinis em 16 de Agosto desse ano.

QUADRO 1  –  CRISTÃOS-NOVOS E CRISTÃO-VELHOS
N.º DE PROCESSOS CRISTÃOS-NOVOS CRISTÃOS-VELHOS DESCONHECIDOS
143 102 (71,3%) 15 (10,4%) 26 (18,3%)
QUADRO 2  –  TOTAL DE ACUSAÇÕES  –  143 PROCESSOS
JUDAÍSMO BLASFÉMIA HERESIA BIGAMIA VISÕES OUTRAS
116 (81,1%) 5 (3,4%) 5 (3,4%) 4 (2,7%) 2 (1,3%) 11 (8,1%)
QUADRO 3 – ACUSAÇÕES DE CRISTÃOS-NOVOS
N.º DE PROCESSOS JUDAÍSMO OUTRAS
102 97 (95%) 5 (5%)

Jorge MartinsMas a comunidade judaica do Sabugal manteve-se até ao final do século XV. Com efeito, a menos de um ano da expulsão dos judeus, que D. Manuel I decretou em Dezembro de 1496, também há prova documental da persistência da judiaria do Sabugal, como o atesta uma carta de D. Manuel datada de 12 de Janeiro de 1496. O resto da infeliz história dos judeus portugueses dessa época é conhecido: depois do decreto de expulsão de 1496, seguiu-se o baptismo forçado de 1497, com a consequente proibição do judaísmo e a destruição das comunidades judaicas de todo o reino, sobretudo a partir da introdução da Inquisição, que existiu legalmente entre 1536 e 1821.
Mas, se desapareceram as comunidades judaicas, não aconteceu o mesmo ao judaísmo que, de forma secreta ou disfarçada, sobreviveu a quase três séculos de acção criminosa dos tribunais da Inquisição de Lisboa, Évora e Coimbra (e Goa, na Índia). De entre os cerca de 45.000 processos das Inquisições, existentes na Torre do Tombo, alguns narram a resistência dos judeus do Sabugal. Por isso, fomos à procura deles e encontrámos 143 processos relativos a pessoas que viviam ou/e haviam nascido no actual território do concelho do Sabugal quando foram parar aos cárceres do Santo Ofício.
A partir de hoje, daremos aqui, no Capeia Arraiana, conta dos resultados preliminares da análise desses processos. A primeira conclusão que podemos tirar é que, dos 143 processos, 102 foram identificados como cristãos-novos (descendentes de judeus), representando 71,3%, enquanto apenas 15 se referem a cristãos-velhos (descendentes de cristãos) e representam 10,4%. Se tivermos em conta que 26 processos (18,3%) não identificam o estatuto social dos réus, restam-nos 127 processos com estatuto social conhecido, aumentando para 80% a percentagem de cristãos-novos contra 20% de cristãos-velhos. Em consequência, podemos concluir que os judeus eram a vítima predilecta dos inquisidores.
Continuando a analisar os processos do Sabugal, temos 116 (81,1%) acusados de judaísmo, 5 (3,4%) acusados de blasfémia, 5 acusados de heresia (3,4%), 4 acusados de bigamia (2,7%), 2 acusados de visões (1,3%) e 11 (8,1%) julgados por várias acusações, com 1 processo cada um: sacrilégio, luteranismo, sodomia, perjúrio, pacto com o demónio, impedimento do ministério do Santo Ofício, violação de Ordens religiosas, abuso da função de padre, feitiçaria, intitular-se abusivamente oficial da Inquisição e molinismo (seita religiosa).
Finalmente, dos 102 processos a cristãos-novos, 97 (95%) foram acusados da prática da religião judaica. Os restantes 5 (5%) foram acusados de blasfémia, bigamia, heresia, de impedir o ministério do Santo Ofício e violação de Ordens religiosas. Também se pode concluir que a acusação de judaísmo era esmagadoramente maioritária. Em suma: a Inquisição foi, efectivamente, introduzida em Portugal para perseguir os judeus e o judaísmo e o caso do Sabugal confirma plenamente essa tese.
«Na Rota dos Judeus do Sabugal», opinião de Jorge Martins

martinscjorge@gmail.com

O sabugalense por adopção, professor Jorge Martins, dá início este sábado, às 18 horas, às suas crónicas semanais «Na Rota dos Judeus do Sabugal» sobre as investigações que tem feito em arquivos como, por exemplo, a Torre do Tombo, sobre a comunidade judaica da região raiana do Sabugal. Bem-vindo e bem-haja pela sua disponibilidade.
jcl e plb

A única coisa boa que a crise nos trouxe é a necessária reflexão sobre as suas causas e a forma de as eliminar. São por certo muitos os aspectos da nossa vida colectiva que deveriam ser analisados, desde os financeiros aos do mundo laboral, da política de saúde à justiça, passando pela economia. Em minha opinião, há um detalhe que parece ser transversal a todos, ou quase todos: o ter-se esticado a corda em demasia, a favor da economia não produtiva ou virtual. Não valerá a pena debruçarmo-nos sobre cada um deles, para tal não chegaria este artigo – e os leitores não gostam de artigos extensos.

Gastronomia tradicional portuguesa

António Cabanas - «Terras do Lince»Foquemos apenas um ou dois sectores. O da construção civil, por exemplo, cujas regras se alteraram radicalmente em pouco mais de dez anos, com os custos de concepção, de certificação e de licenciamento a dispararem exponencialmente. Além do muito que já era obrigatório, de um momento para o outro, passou a exigir-se, alvará de empreiteiro para levantar licença, termo de responsabilidade técnica – até para uma simples remodelação –, projecto de AVAC, projecto de rede de gás – até onde não há abastecimento –, certificação energética, projecto e avaliação acústica. Como de costume passou-se do 8 ao 80. Em minha modesta opinião, a origem do mal está em ouvir-se, na feitura das regras, apenas uma parte, está-se a ver, a ordem dos engenheiros. O resultado não podia ser pior, mesmo para os engenheiros: já que não havendo obras não são precisos projectos!
As descomunais exigências para se abrir qualquer pequeno negócio ou fabriqueta, são outro exemplo. Desde logo, aplica-se aqui tudo o que atrás se referiu, acrescentando-se um rol de outras obrigações dispendiosas como o HCCP, a Higiene, saúde e Segurança no Trabalho, os seguros, a segurança social, as exigências ambientais, as certificações e formações, a contabilidade organizada, os registos vários da empresa, do empresário e do estabelecimento, as declarações para as finanças, e não ficaríamos por aqui. Nem é preciso falar das multas, sempre agravadas para as entidades colectivas. Mais uma vez passamos do 8 ao 80 em pouco tempo. Não se duvida das vantagens de haver regras na actividade económica. Duvidamos, isso sim da necessidade de tais exageros e da aplicação da chapa 5 para o grande e para o pequeno, para o casino de Lisboa e para a Ginjinha. O resultado é, mais uma vez, desastroso: fecha-se a porta que é mais barato!
Por isso a nossa economia tarda em recuperar e, segundo as previsões do FMI, continuará «anémica» por mais um ano ou dois. É bom lembrar que a nossa crise até já vinha de trás, do tempo do «pântano» e do «discurso da tanga».
A tal economia virtual, porém, continuou a cresceu a olhos vistos, proliferaram empresas de consultadoria, pejadas de técnicos engravatados, prontos a vender com «chave na mão» as soluções que a lei impõe. Este tipo de negócio é fácil de implementar. Sem grandes exigências da lei, cria-se a empresa hoje e no dia seguinte estará a facturar.
Mas também aqui, esticada a corda até ao limite, ela acabará por partir, com prejuízos óbvios para todas as partes. É que a economia virtual só subsiste parasitando a economia produtiva: alguém tem de trabalhar! Mas, dizem os empresários que produzir não compensa, nem mesmo com os muitos incentivos ao investimento, porque, afinal, tudo vai parar à «inovação», à «criatividade», ou seja, às mãos dos consultores. É que nas dificílimas e exigentes candidaturas aos fundos comunitários, a parte de leão vai para os experts da tal economia virtual, não admirando que o país continue anémico, a definhar, espartilhado numa teia legislativa da qual não se consegue libertar.
Concordamos com Manuel Alegre: é preciso combater o excesso de regulamentação, sob pena de um dia destes também nos proibirem a Jeropiga ou o Bucho Raiano!
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

kabanasa@sapo.pt

Nascido em Quadrazais, concelho do Sabugal, Pinharanda Gomes é um dos mais prolixos escritores portugueses, com largas dezenas de livros publicados. Diversa é também a temática abordada, que vai da Filosofia à História, passando pela Religião, a Etnografia e mesmo a Biografia.

Para além da actividade literária propriamente dita Pinharanda Gomes é um homem da vida. Incapaz de recusar um pedido, a vida levou-o a manter colaboração, regular ou pontual, com uma imensidade de jornais e de revistas, a proferir largas dezenas de conferências, e a escrever perto de cem prefácios e posfácios em livros alheios, tendo ainda colaborado em dezenas de dicionários e enciclopédias.
A sua área de excelência é a Filosofia, onde integra o «pensamento português», na esteira de Leonardo Coimbra, Álvaro Ribeiro e José Marinho. Uma boa parte da obra literária está pois dedicada ao pensamento. Outra faceta importante, que talvez secunde o trabalho filosófico, é a dos textos de índole religiosa, alguns apologéticos outros historiográficos, todos realçando a profundeza e o enraizamento da doutrina católica nas convicções do nosso povo.
Dentro desse mesmo espírito se enquadra o volume «A Cidade Nova», que reúne um conjunto de reflexões acerca da religião e da sociedade. Seguiu-se a «Duas Cidades», sendo-lhe uma espécie de segundo volume, por dar continuidade ao tratamento dos mesmos temas. Os ensaios abordam a temática religiosa em diferentes quadrantes: a relação da Igreja Católica com as demais religiões, a renovação do pensamento católico, o papel de Maria no catolicismo e, por fim, o culto do Divino Espírito Santo em Portugal.
Precisamente neste último ponto, Pinharanda aborda a teologia do Divino numa perspectiva popular. Explica como esse culto se tornou tão celebrado entre o povo e como evoluíram as festividades, integradas no «ciclo da alegria», que se segue ao Domingo de Páscoa. Ali nos fala das loas, ou folias, dedicadas ao Espírito Santo, levando-nos até ao vôdo, ou bodo, que era a dádiva destinado inicialmente aos mais pobres e carenciados, e que depois evoluiu para lauto banquete, cuja confecção e composição variam consoante o lugar:
«O vôdo pode constar de caldo de carne, a sopa do Divino, e carne e pão e vinho, como nos Açores; ou leite, o que sucede em Vila Franca do Rosário (Açores) em que o promitente do voto traz as vacas para serem ordenhadas na praça pública e, o leite, distribuído pelos pobres. No Continente, onde o gado bovino de trabalho abundava mais do que o gado leiteiro, raro era o costume de matar a vaca. Preferiam-se os borregos, os cabritos, os coelhos, e outros animais miúdos, e também os comeres com ovos: chouriças embebidas em gema, fritas; enchidos vários; biscoitos de farinha triga e ovos, os coscoréis, espécie de filhó, amassada com ovos, uma base de farinha triga. Por então cantavam os moços:
É a moda dos coscoréis
E também a das rosquinhas
E também a das amêndoas
Que se dão às raparigas.»
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Hoje, 4 de Dezembro, pela manhã, faleceu em Coimbra, Artur Augusto Pereira Coelho, de 64 anos, médico pediatra no Hospital Pediátrico de Coimbra, natural da Malcata.

José Manuel Carvalho PereiraO falecido era filho de Joaquim Coelho e Dulce Jesus Nabais Pereira e sobrinho do Padre Miguel do Soito. Foi-lhe diagnosticado há mais de dois anos uma doença chamada leucemia mieloblástica aguda e durante todo este tempo, este meu amigo (e vou usar uma expressão que ele utilizava constantemente para comigo «somos amigos de verdade») lutou e fez lutar. Infelizmente a sua luta chegou ao fim.
Recordo que o concelho do Sabugal e Vilar Formoso, corresponderam em grande número, a um pedido de dadores de medula para o Dr. Artur. O blogue Capeia Arraiana também contribuiu, divulgando durante bastante tempo esse pedido. Infelizmente nem em Portugal nem no estrangeiro foi possível encontrar alguém compatível. Fica-se de consciência tranquila quando se faz o que se pode…
Provou-me por várias vezes, que percebia muito do que fazia, e eu dizia para a minha esposa: este homem para além de grande médico, é sábio…
Será celebrada missa em Coimbra, este sábado, dia 5 de Dezembro 2009, às 10.00 horas. O funeral está marcado para Malcata com missa pelas 15.00 horas.
João Nabais (Soito)

Um Sabugal diferente. Um Sabugal vanguardista. O Cyber Café «O Bardo» do Kim Tomé é um ponto de passagem (paragem) obrigatório no Sabugal. O futuro – em código aberto – reinventa-se todos os noites nas tertúlias bardianas. Incontornável e igualmente merecedor de destaque é o constante serviço de divulgação do Sabugal protagonizado pela redacção da Guarda da LocalVisãoTv. A excelente peça televisiva «Sabugal vanguardista» é assinada pelas jornalistas Paula Pinto e Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano.

jcl

Domingos Torrão pondera abandonar a Águas do Zêzere e Côa (AZC) caso a empresa não altere a sua relação com as autarquias. O presidente da Câmara Municipal de Penamacor considera que os valores cobrados pela prestação dos serviços de abastecimento de água em alta, saneamento e recolha e tratamento de lixo são incomportáveis para a população.

Domingos TorrãoSegundo notícia do semanário Reconquista, a autarquia penamacorense não está satisfeita com a empresa pública, detida pela Águas de Portugal e por 15 municípios dos distritos de Castelo Branco e da Guarda. A empresa pratica preços demasiados elevados, parte dos quais suportado pela Câmara Municipal, que assim evita onerar em demasiado os munícipes. «Se nós fossemos a debitar aos consumidores o custo real da água, pura e simplesmente eram facturas incomportáveis para a população», disse Domingos Torrão ao jornal Reconquista.
Em 2010, a autarquia espera cobrar 317 mil euros aos munícipes, tendo porém de desembolsar mais de um milhão de euros para a AZC, o que resulta em cerca de 600 mil euros de prejuízo.
O descontentamento de Penamacor é similar ao de outros municípios da região, que igualmente se vêem a braços com uma pesada factura no custo do fornecimento de água, muitos deles reflectindo contudo esses preços nas facturas dos consumidores, o que faz com que exista uma grande disparidade no valor das taxas praticadas.
plb

Roland Emmerich gosta de destruir o mundo. Tudo começou em 1996 com «Dia da Independência», um dos primeiros filmes com Will Smith no papel principal. Em 2009, partindo de uma profecia da civilização Maia, o realizador alemão volta ao seu tema preferido.

Pedro Miguel Fernandes - Série BLogo em 1996 Roland Emmerich mostrou ao que vinha. Em «Dia da Independência», um dos primeiros filmes com Will Smith no papel principal, o planeta Terra era invadido por extra-terrestres que destruíram tudo por onde passavam, com a ajuda de umas gigantescas naves espaciais que lançavam uns raios azuis. Em 2004 foi a vez de aproveitar as alterações climáticas para realizar «O Dia Depois de Amanhã» e uma vez mais o mundo sofreu às mãos de Roland Emmerich.
Para 2009 o pretexto é uma profecia da civilização Maia que nos diz que em 2012 uma conjugação celestial vai alinhar os planetas do sistema solar e destruir o planeta, tal como o conhecemos. «2012» é precisamente o nome do mais recente filme do alemão e uma vez mais não podemos esperar mais do que uma sessão de puro entretenimento.
2012Mas infelizmente não encontramos nestas duas horas e meio mais do que bons efeitos especiais que vão desde rachas a abrirem a Califórnia em milhares de pedaços passando pela destruição da Casa Branca por um porta-aviões ou um tsunami de proporções bíblicas a chegar ao Evereste.
O argumento de «2012» não tem muito por onde pegar, o facto de não se chegar a perceber bem o que aconteceu e como se resolveu também não ajuda, e um dos heróis principais, John Cusack no papel de um escritor falhado que tenta levar a família para as arcas que irão salvar os sobreviventes deste fim do mundo, também não dá muita credibilidade.
No meio desta destruição, há duas personagens que ficam bem na fotografia: um maluquinho das conspirações, interpretado por Woody Harrelson, e Danny Glover que encarna o papel de presidente dos EUA, numa figura bastante decalcada de Barack Obama. Além de ser negro, este presidente é bastante solidário e prefere estar junto do povo a tentar ajudar quem está a sofrer do que seguir com a sua administração para se salvar.
Felizmente que não cabe a Roland Emmerich decidir o futuro da Humanidade, pois se tal acontecesse estávamos tramados. Como filme «2012» não convence.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

O Eurostat (Gabinete de Estatística da União Europeia) divulgou no passado dia 1 de Dezembro a taxa de desemprego nos vários países da União, relativa ao mês de Outubro de 2009, registando Portugal um das maiores taxas de desemprego: 10,2%.

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»De acordo com os dados oficiais Portugal apresenta assim cerca de 567,7 mil desempregados. Contudo, todos sabemos que os números reais são muito mais elevados. Não constam das estatísticas oficiais todos aqueles que estando efectivamente desempregados, não procuraram emprego no ultimo mês (inactivos disponíveis) ou fizeram uns biscatos (sub-emprego invisível) para ir vivendo. Assim, o emprego real será muito superior, atingindo perto dos 717 mil portugueses.
Mas, ao mesmo tempo que o desemprego sobe, dados publicados pelo Boletim Estatístico do Ministério do Trabalho e da Solidariedade do mês de Outubro, indicam que a taxa de cobertura do subsidio de desemprego diminui, passando de 350.822 para 436.899 os desempregados a receberem subsidio de desemprego.
Perante este cenário e as previsões unânimes que o desemprego vai ainda subir em Portugal, recordemos que os últimos dados do INE, relativos ao 3.º trimestre de 2009, apontavam para 9,8% de desempregados, torna-se urgente tomar medidas efectivas que combatam este flagelo.
A crise actual, é uma crise típica do capitalismo, caracterizada por um excesso de produção face à procura. As empresas não conseguem escoar uma parte da sua produção, não porque as necessidades da população estejam satisfeitas, mas sim porque esta não tem poder de compra para a sua aquisição. Não sendo possível escoar a produção, as empresas entram em processos de redução da produção, reduzindo os postos de trabalho e muitas delas entram mesmo em processos de falência, agravando ainda mais o problema e a redução do poder de compra da população. A juntar à falta de poder de compra, o endividamento das famílias – nem sempre feito para aquisição de bens de primeira necessidade, mas dirigido a outros bens oferecidos pela sociedade de consumo com o acesso facilitado pela simplicidade de crédito dado pelo sistema bancário – aumenta perigosamente. Paralelamente a este ciclo assistimos a um grupo restrito de população a aumentar desmesuradamente os seus rendimentos e a ostentar bens de luxos, nomeadamente carros sem pudor nem vergonha.
As desigualdades sociais agravam-se também elas características dos modelos capitalistas.
Dizia que era necessário encontrar vontade política e medidas certas para combater esta situação.
Não tenho dúvidas que essas medidas passam obrigatoriamente pela aplicação de uma correcta politica de rendimentos, nomeadamente na melhoria dos salários e pensões, no aumento do subsídio de desemprego e na maior taxa de cobertura do mesmo, no aumento do salário mínimo nacional e numa política fiscal justa que não penalize os rendimentos do trabalho. Estas medidas provocariam aumento do poder de compra de parte significativa da população e seriam indutoras de diminuição só por si do desemprego. Não podemos esquecer que o desemprego está igualmente na origem de destruição de riqueza. Estudos económicos referem que, se o total de desempregados estivesse em situação de trabalho, o valor da riqueza anual criada corresponderia a cerca de 14% do PIB previsto para 2009.
É urgente repensar as políticas económicas, é urgente alterar algumas mentalidades empresariais baseadas em baixos salários.
A competitividade não se alcança com a desmotivação e a precariedade do trabalho.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

Mais um bom exemplo que nos chega do Concelho da Pampilhosa da Serra.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»O Concelho de Pampilhosa da Serra, com uma localização estratégica desfavorável, tem vindo a registar um progressivo decréscimo populacional e um aumento significativo da população envelhecida, o que, acompanhado pela elevada taxa de analfabetismo, pelo baixo nível de ensino, e pela excessiva tendência de terciarização da base económica local, resulta numa estrutura socioeconómica frágil.
Como resposta a esta situação desfavorável a Câmara Municipal optou por definir uma estratégia local sustentada, centrada na Inovação, Competitividade e Empreendedorismo (ICE), criando vantagens competitivas com base nos factores diferenciadores do Concelho e em parcerias estratégicas, e explorando eficazmente as oportunidades existentes, mandando elaborar o Programa Director de Inovação, Competitividade e Empreendedorismo (PD-ICE).
Aconselhando todos os interessados a consultarem no site da Câmara da Pampilhosa este documento, saliento somente alguns aspectos essenciais:
Visão Estratégica
Pampilhosa da Serra: um refúgio onde a paisagem e os recursos locais são fontes de inspiração, iniciativa e investimento.
Linhas de orientação estratégica
– «Desenvolver o Compromisso e a Responsabilização Cívica – Estimular a Apropriação do Concelho: o Concelho és Tu!», apostando em intervenções nas áreas da educação, da identidade, do empreendedorismo e risco e do tecido empresarial.
– «Valorizar os Recursos Endógenos Estruturando a sua Cadeia de Valor: da Qualidade à Inovação, Antigos Recursos, Novos Produtos», assente na transformação do sector florestal de antigo recurso a novo produto, estruturando a sua cadeia de valor e no desenvolvimento de novos produtos a partir dos recursos endógenos existentes.
– «A Grandiosidade da Paisagem como Fonte de Mais-Valias Competitivas: o Relevo Acidentado, a Extensão Territorial e a Diversidade como Novos Recursos Económicos», acreditando que «ser único é uma mais valia» e apostando no sector energético, na cinegética, no sector criativo e na astronomia, e criando a marca «Pampilhosa Lab uma paisagem ao serviço da Inovação».
Este Programa Director define depois um conjunto de 14 projectos mobilizadores da sociedade do Concelho da Pampilhosa da Serra e que concretizam as três Linhas de Orientação Estratégica definidas, aos quais, pela sua importância, prometo voltar numa outra altura.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

«As confrarias gastronómicas e as associações defendem a preservação de produtos regionais e tradições divulgando-os. Por isso são importantes agentes culturais», escreve esta quarta-feira na sua crónica «Arroz com Todos» o sabugalense João Valente. «É tempo de unir esforços e apostar na riquíssima gastronomia raiana e na sua promoção turística», acrescentamos nós. O Capeia Arraiana esteve à fala com Luís Camarada, presidente da Confraria do Atum, e entusiasta da divulgação da gastronomia e da cultura do concelho algarvio de Vila Real de Santo António.

Luís CamaradaA Confraria do Atum de Vila Real de Santo António realizou recentemente o seu I Capítulo onde esteve presente uma representação da Confraria do Bucho Raiano do Sabugal – como fazia questão de divulgar pelas colunas da Praça Marquês de Pombal, Armando Lopes, da Rádio Algarve – e onde foi recebida, em conjunto com as restantes 12, com todas as honras do livro das usanças.
Um dos seus principais entusiastas, o presidente confrade Luís Camarada, falou no final com o Capeia Arraiana.
«A Confraria apresenta um traje feito pelo jovem estilista local Sérgio Monteiro, composto por boina, opa ocre e capa azul de ganga a imitar os trajes dos operários das fábricas de conserva que existiam na cidade. O nosso objectivo é defender o atum e implementá-lo como prato gastronómico e atracção turística de Vila Real de Santo António que queremos tornar na capital gastronómica do atum», resume a iniciar a conversa Luís Camarada, presidente da Confraria do Atum, com sede na cidade fronteiriça do levante algarvio.
– Quem é Luís Camarada?
– Nasci há 50 anos em Vila Real de Santo António. Comecei a trabalhar como empregado de mesa e aos 17 anos emigrei para os Estados Unidos da América. Voltei 12 anos depois e abri o Restaurante Arenilha do qual ainda hoje sou gerente.
– Os portugueses comem menos atum?
– Houve um decréscimo no consumo de atum que está praticamente reduzido às conservas. No entanto os produtos gourmet vão conquistando cada vez mais espaço no mercado mundial e o atum tem características que lhe permite ser transformado em várias especialidades gastronómicas. O objectivo da Confraria é unir esforços e vontades para promover internacionalmente o atum e a cidade.
– Como é que surge esta ideia da Confraria do Atum?
– A Confraria do Atum é uma ideia antiga. O atum é um produto-bandeira de Vila Real de Santo António. Durante décadas contribuiu para o desenvolvimento da cidade e da região costeira do levante algarvio. Mas com o assoreamento da barra do Guadiana os barcos dos pescadores começaram a ter dificuldades em navegar e por questões ambientais a espécie deixou de passar pela nossa costa provocando uma diminuição das capturas. Por outro lado com a deslocalização das indústrias conserveiras, nos anos 60, para o Norte de África o produto perdeu importância em Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António. Para não deixar cair o atum no esquecimento queremos promovê-lo e transformar a nossa cidade na capital gastronómica do atum. Organizámos o Congresso do Atum e a confecção de uma estupeta gigante que serviu, também, para congregar cada vez mais pessoas à volta desta causa.
– O Congresso do Atum e a estupeta gigante foram duas das iniciativas de lançamento da Confraria…
– Graças ao empenho do presidente da Câmara, Luís Gomes, que foi hoje entronizado como Confrade de Honra, foi possível ter participantes de muita qualidade no Congresso. Para além disso surpreendeu-nos, durante o seu discurso de entronização, com a notícia do lançamento do concurso para a construção do Núcleo Museológico do Atum onde vai ficar instalada a sede da Confraria e que sempre foi um dos nossos objectivos. Foi a cereja em cima do bolo que veio coroar com êxito este I Capítulo da cerimónia de entronização.
– O jantar-convívio incluiu diversos pratos com atum. São receitas recuperadas ou surgem como novas criações?
– Há um misto de receitas novas e de cozinha de fusão. Em termos gastronómicos são inovações baseadas em receitas antigas como, por exemplo, as sementes de sésamo que acrescentámos ao tradicional tronco de atum frito. São ingredientes inovadores que aliam a sedução aos mais jovens com as apresentações gourmet. Criámos em parceria com a Fábrica de Conservas Dâmaso, de Dâmaso do Nascimento, a salada de atum com couscous, a estupeta (salada de atum com tomate e pimento), a muxama (lombos de atum salgados e secos), o chouriço e a ova de atum e o gelado de atum. A presença desta variedade de pratos, além do atum fresco, nas ementas dos restaurantes confirma que está a valer a pena o nosso esforço.
– Que futuro para a jovem Confraria do Atum?
– Consideramos que este I Capítulo foi um êxito. Estiveram presentes, além de nós, mais 13 confrarias que nos vão ajudar no nosso objectivo da divulgar o atum algarvio. Pretendemos organizar no Verão dois festivais de Atum, um dos quais de Caldeiradas feitas por cozinheiros amadores, e lançar as bases para um grande congresso internacional com países do Mediterrâneo, a realizar em 2010, com apoio de fundos comunitários. Vamos promover a actividade gastronómica no concelho de Vila Real de Santo António e desenvolver o gosto pelo atum e pelos novos produtos derivados e criar a marca… Capital do Atum.

Receita de Cebolada de Atum à Algarvia (quatro pessoas)
Ingredientes: 1 kg de atum (tronco de preferência); 3 Cebolas médias; 400 gr. De tomates maduros; 0,5 dl de azeite; 1 ramo de coentros; 1 dl de vinho branco; Sal e pimenta branca moída.
Preparação:
Amanha-se e lava-se o atum em várias águas (se o atum for salgado deve demolhar de véspera).
Cortam-se as cebolas em rodelas finas, retira-se o pedúnculo dos tomates, escaldam-se em agua para lhes retirar as peles e as grainhas e cortam-se em pequenos cubos.
Leva-se um tacho ao lume com o azeite a que se juntou a cebola e deixa-se refogar um pouco, junta-se o tomate e o ramo de coentros.
Tempera-se com sal e pimenta, deixando acabar de refogar. Adiciona-se o atum previamente cortado às postas e envolve-se bem com o vinho branco, deixe evaporar o vinho e acabar de cozer.
Acompanha: batatas cozidas ou salteadas.
Fonte: Conservas Dâmaso
jcl

Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, linguísticas e comportamentais de um povo ou civilização. Fazem parte da cultura de um povo, por exemplo, as seguintes actividades e manifestações: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, dança, arquitectura, invenções, pensamentos e formas de organização social.

João ValenteUma das capacidades que diferenciam o ser humano dos animais irracionais é precisamente a capacidade de produção de cultura.
Portanto tudo o que diga respeito à gastronomia e aos costumes de um povo, é cultural e importante.
As confrarias gastronómicas e associações, defendem a preservação de produtos regionais e tradições, divulgando-os. Por isso são importantes agentes culturais.
Como agentes culturais, preservam a cultura, certificando produtos, divulgando os produtos e tradições através de eventos, levando a cabo acções de formação nos restaurantes que servem os produtos de acordo com as tradições de uma região, preservando saberes e manifestações culturais de um povo e são importantes parceiros das autarquias locais, dos agricultores e dos agentes económicos, porque incentivam a economia e produção locais.
Estou a lembrar-me, a título de exemplo da «Confraria do Bucho Raiano» que pode promover a criação do porco bízaro e a gastronomia local; ou das associações, como a dos «Amigos de Aldeia da Ponte», que divulgando as capeias, promovem o turismo.
As confrarias e associações são a afirmação de um movimento na defesa do património cultural de uma região. São cultura viva, um elo na cadeia de transmissão entre gerações, do património colectivo.
Numa sociedade rural e agrária como a nossa, marcada até à década de sessenta pelo analfabetismo, e geográfica e politicamente isolada, a transmissão oral constituiu desde sempre o processo insubstituível de transferência de saberes transgeracional, em que o património imaterial, passado oralmente de geração em geração, representou não só um mecanismo de afirmação e preservação identitária e sobrevivência da nossa comunidade.
Com a desertificação humana acelerada que actualmente se verifica no interior, nomeadamente na região de Riba-Côa, há o risco o risco de se quebrar esta cadeia entre gerações, tornando inviável, a breve prazo, até a recolha deste património, por escassez de fontes.
Por esta razão, mais do que nunca é importante o papel das confrarias e associações culturais na recolha preservação, transmissão e divulgação do nosso património colectivo.
Por isso, os nossos jovens, em vez de menosprezarem estes movimentos culturais, devem aderir a eles com entusiasmo, porque preservam e transmitem a memória dos gostos, paladares, tradições e saberes dos nossos antepassados.
E um povo se não preserva a sua memória, perde a identidade própria; e logo a seguir, morre como povo!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Manuel António Pina «é, sem dúvida e a grande distância, o melhor comentador da vida política deste condenado país», assegura Manuel Poppe, que ainda acrescenta outra sua grande qualidade: «É do Sabugal, é da Beira-Alta!»

O escritor Manuel Poppe transcreveu para o seu blogue «Sobre o Risco», uma crónica de Manuel António Pina editada no Jornal de Notícias, na edição de 30/11/2009, intitulada «Corrupção e Gastronomia», onde comenta de forma irónica o desenvolvimento do caso «Face Oculta».
O post com a crónica de Manuel António Pina mereceu um comentário do autor de outro blogue, o «Trepadeira», que enalteceu o artigo de MAP: «Lindo. Já há muito não ria com tanta vontade. Será para não chorar. Pelo menos desopila o fígado.»
Este comentário mereceu uma resposta de Manuel Poppe, editando um novo post de elogio a Manuel António Pina:
«Meu Caro:
Não me admira que a crónica de Manuel António Pina lhe tenha agradado e o tenha afastado da depressão que ameaça todos os portugueses honestos…
O Manuel A. Pina, admirável poeta, Mestre de jornalismo – é, sem dúvida e a grande distância, o melhor comentador da vida política deste condenado país.
A ironia de Pina, aliada à sua fina inteligência, é um remédio santo! Mas também pode fazer chorar.
Depois: além dessas qualidades, ele tem outra: «É do Sabugal, é da Beira-Alta!»
O post de Manuel Poppe vem ilustrado com uma fotografia de MAP aquando da homenagem que este ano, a 4 de Abril, a Junta de Freguesia do Sabugal lhe fez na sua terra natal. A foto é da autoria do também sabugalense Kim Tomé.

Artigo de Manuel António Pina «Corrupção e Gastronomia». Aqui.
plb

CONFRARIA BUCHO RAIANO

III CAPÍTULO E ENTRONIZAÇÃO
18 de Fevereiro de 2012

III Capítulo Confraria Bucho Raiano - Sabugal Clique para ampliar

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