You are currently browsing the monthly archive for Agosto 2009.
O Dr. Manso num interessante artigo sobre as autárquicas 2009, no Cinco Quinas, alude ao Pato-coelho de Wittgenstein e à Ilusão de Müller-Leyr, e cita Hobbes e González Calero, para elaborar a premissa de que a verdade depende da perspectiva de cada um e por conseguinte, «cada um vê o que quer ou o que consegue».
É pertinente esta observação do Dr. Manso. De facto quem está na oposição tende a criticar o executivo camarário. Quem depende dos empregos oferecidos pela câmara, defende as políticas desta.
A vida é mesmo assim… Todos querem mamar! Quem tem a mama, segura-a com todos os dentes; quem não a tem, berra porque também quer mamar!
A verdade, «depende do que cada um quer ver e consegue», pois depende: Cada um vê conforme sente a barriga; cheia ou colada às costas.
Era também com os olhos da barriga que João da Mata, personagem do Normalista de Adolfo Caminha, dizia que da política só queria Dinheiro e, não lhe falassem em política sem interesse pessoal:
«… O que se quer é dinheiro, o santo dinheirinho, a mamata. Qual pátria, qual nada! Patacoadas! Ele, João, trabalhava, lá isso era inegável: dava o seu voto, cabalava, servia de testa de ferro, mas… tivessem paciência… era mão p’ra lá, mão p’ra cá. Porque – argumentava – a política é uma especulação torpe como qualquer outra, como a de comprar e vender couros de bode na praia, a mesmíssima cousa; pois não é? P’ra tudo é preciso jeito, muito jeitinho…»
Quanto a política, estamos conversados. Quem quiser mamar, come e cala. Uma mão lava a outra.
Acrescenta ainda o Dr. Manso que «não basta pregar boas ideias de combate à desertificação. São necessárias práticas que materializem essas ideias, participação activa na vida cultural, social, económica e política, participação no associativismo, empenho na dinamização das actividades, etc. Não se combate a desertificação pregando no Sabugal os caminhos para o desenvolvimento… Há muita gente que só se lembra do Sabugal de 4 em 4 anos. Há muita gente que aqui nasceu, que aqui trabalha mas que não se fixa no concelho. Há muita gente que daqui não é natural, que aqui trabalha mas não fixa aqui a sua residência.»
A falta de emprego e de mama levou a que muita gente valida e competente emigrasse. A desertificação que assola essa terra é precisamente isto: Deserto de gente, de ideias e de competência.
É muito fácil exigir participação activa na vida cultural, social, económica e política, participação no associativismo, empenho na dinamização das actividades, a quem vive fora e não teve a mesma sorte do Dr. Manso em arranjar um emprego na terra natal. Há muita gente que não fixa residência porque não tem emprego nem qualidade de vida no Sabugal.
Que venham de Lisboa, do Porto, do Litoral, do estrangeiro participar… Deixem os empregos para viver do ar… comerem bolotas… É o que exige o Dr. Manso no conforto do seu emprego na empresa municipal «Sabugal+».
Já percebemos que para o Dr. Manso a política para os que não mamam é dar o voto, calado, e que passe muito bem até daqui a 4 anos!
E isto, meus senhores, porque o Dr. Manso possivelmente seja dos que falam de barriga cheia…
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com
Pinturas rupestres com cinco mil anos, encontradas em 2002 na área da Freguesia de Malhada Sorda, Almeida, foram destruídas por desconhecidos.
A agência Lusa cita o arqueólogo e pré-historiador de arte António Martinho Baptista, do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) para revelar a importância do vestígio, que era constituído por dois painéis verticais em granito: «ambos decorados com pinturas pós-glaciares em tons de vermelho» que foram «apagadas».
«A mais interessante figura era zoomórfica, em estilo seminaturalista, a fazer lembrar algumas das representações do Côa e até do Tejo», disse o arqueólogo, para quem essa figura representava uma cerva.
O especialista revelou que a figura pré-histórica «foi completamente destruída, tendo sido lavada e repicada com a clara intenção de a fazer desaparecer, o que de facto foi conseguido», disse, considerando que se trata de um «crime de lesa-arqueologia», indicando que os seus autores «apagaram mais de cinco mil anos de História». Considera porém tratar-se de um acto de vandalismo gratuito, sem qualquer sentido, e de onde não se poderá retirar qualquer vantagem.
António Martinho Baptista, que também denunciou o caso, num blogue pessoal na Internet, afirmou à Lusa que «pode haver mais pinturas mas uma representação com aquelas características, não é vulgar».
«Às vezes, a ignorância é o melhor caminho para salvaguardar estas coisas. É pena haver pessoas com a má intenção de estragarem», desabafou o arqueólogo, que admitiu tratar-se de um crime que não pode nem deve ficar impune.
Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Almeida, António Baptista Ribeiro, disse que teve conhecimento do sucedido através do casal de Malhada Sorda que fez a descoberta e que de imediato comunicou o caso ao PAVC.
O autarca assumiu tratar-se de uma ocorrência que o preocupa e disse que «o acto criminoso significa uma perda irreparável».
plb
Hoje destacamos o blogue «31 da Armada» onde escrevem irreverentes e inconformados republicanos e… monárquicos. Uma destas noites surpreenderam o País e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, substituindo a bandeira do município alfacinha pela bandeira monárquica.
O «31 da Armada» (um dos nossos blogues recomendados) é uma das referências, tendencialmente de direita, do livre pensamento na blogosfera. Os seus administradores defendem que «a internet, e a blogosfera em particular, já é o mais parecido que há com a ideia de espaço livre» prometendo «ser comprometidos». «Assumidamente comprometidos. Defenderemos causas, defenderemos amigos – ou não – e criticaremos adversários. Estaremos de um dos lados em muitos conflitos, estaremos em vários lados noutros. Somos e seremos livres a pensar e absolutamente dependentes das nossas convicções a opinar. Nao temos a ambiçao de ser isentos, mas tentaremos ser rigorosos e sérios. Fanaticamente sérios».
Uma destas noites resolveram fazer um acto de pura propaganda bloguísta e documentaram em vídeo a substituição pouco depois da meia-noite da bandeira do município lisboeta pela bandeira monárquica.
Vivemos num país cinzentão e muito sério onde andam todos nervosamente engripados com as eleições legislativas e autárquicas e, por isso, o povo sorri quando o poder se sente afrontado e fica mal na fotografia.
Aqui deixamos um grande abraço ao Rodrigo Moita de Deus e não resistimos a publicar algumas das suas tiradas diárias:
«Não percebo se a CML apresentou “queixa à PSP” ou “queixa da PSP”…» (Rodrigo Moita de Deus)
ou ainda…
«Os sindicatos que representam os trabalhadores da TAP revelaram que a empresa comprou 42 carros para os seus directores, poucos dias depois de ter afirmado que não havia condições para efectuar revisões salariais. Eu percebo a indignação dos sindicatos. Mas a notícia não é a aquisição de 42 carros para directores. A notícia é a existência de 42 directores.» (Rodrigo Moita de Deus).
ou ainda…
«Couto dos Santos, Pacheco Pereira, Deus Pinheiro… Há qualquer coisa de RTP Memória no próximo grupo parlamentar do PSD.» (Rodrigo Moita de Deus).
Hoje destacamos… o blogue «31 da Armada» e haja tempo para pensar.
jcl
Há quem pense numa união política dos dois países ibéricos, Portugal e Espanha. Não faz grande sentido, segundo a minha opinião.
Ainda há duas ou três semanas a ETA – grupo separatista basco – matou dois guardas-civis. Esta é uma das razões pelas quais eu digo que não faz sentido uma Federação Ibérica.
Quando alguns, e não tão poucos como nos quer fazer crer a comunicação social espanhola, pensam e tentam separar de Espanha o País Basco, a Catalunha, a Galiza, e possivelmente mais províncias, outros preparam-se para converter Portugal e Espanha num único Estado! Sim, eu sei, que Espanha é um grande sócio comercial de Portugal, há muitas empresas espanholas em Portugal, há empresas portuguesas em Espanha, e agora com o mercado único e livre comércio europeus, muitos portugueses vêem nisso o factor decisivo para o desenvolvimento económico de Portugal. Sem dúvida que tem de ser incrementado um maior grau de colaboração económica, mas isso não significa um só Estado.
O dinheiro não é tudo, digo eu, também não sou um rançoso nacionalista, por isso digo o seguinte: uma Confederação Ibérica, não de Estados, mas de nacionalidades, como a Galega, a Portuguesa, a Catalã, a Basca etc. Republicanas! Era aceitável, mas os dois países fundirem-se num só Estado, já não é de aceitar, pelo menos para mim. Passávamos a ser monárquicos ou republicanos? Que língua falaríamos? Em Espanha a língua oficial é o Castelhano, será que depois toda a Península falaria Português?… Qual seria a bandeira símbolo, a portuguesa ou a espanhola? Enfim, toda uma série de grandes pormenores que não cabem aqui.
É verdade, que se dermos uma vista de olhos à história, ela mostra-nos que o que sempre separou Portugal e a Espanha, não foram questões culturais, mas sim questões políticas, também nos mostra a idêntica experiência da Reconquista, dos Descobrimentos, e a célebre «Tradição Ibérica»: autoritarismo, catolicismo e semi-feudalismo. Ambos nos libertámos desta «Tradição» ao mesmo tempo, nós portugueses com a nossa Revolução, e os espanhóis com a sua Transição.
Como atrás referi, tem de haver um maior grau de colaboração económica e cultural. Este incremento cultural e económico está também a ser feito no nosso Concelho. O Concelho do Sabugal não é uma ilha, como alguns pensam, pertence ao Mundo à Europa, e geograficamente está situado na Península Ibérica. Felizmente que houve, e há autarcas que fizeram e fazem um grandes esforço no intuito de uma aproximação cultural e económica, com as populações do outro lado da fronteira. São os precursores de uma Confederação Ibérica de Nacionalidades. São traços de União entre povos, são símbolos de paz e de progresso.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com
Na semana passada o Comando Territorial da Guarda registou 70 ocorrências de natureza criminal, efectuou 12 detenções, levantou 270 autos de contra-ordenação e acorreu a 44 acidentes de viação.
Segundo o comunicado semanal da GNR, houve registo de 20 furtos, sendo um por carteirista, quatro em veículos, dois em residências, quatro em edifícios públicos, um em estabelecimento comercial e oito outros furtos.
Efectuaram-se ainda 12 detenções, sendo 11 em flagrante, pelo crime de condução sob o efeito do álcool. Uma outra detenção aconteceu através do cumprimento de mandado judicial de detenção.
Foram lavrados 270 autos pelas seguintes infracções contra-ordenacionais: 249 à Legislação Rodoviária, 21 à Legislação da Natureza e Ambiente.
Quanto a acidentes de viação, registaram-se 44, sendo 31 por colisão, 11 por despiste e dois por atropelamento, dos quais resultaram 10 feridos leves.
No período em apreço foram realizadas quatro operações no âmbito da Fitossanidade Florestal, na zona de fronteira com Espanha, direccionadas para a fiscalização do nemátodo do pinheiro, tendo sido fiscalizados 371 veículos e elaborados seis autos por contra-ordenação. Uma das Operações, realizada em 3 de Agosto, teve a colaboração da Guarda Civil de Espanha.
plb
O Museu da Guarda está a preparar a abertura de um núcleo dedicado à inscrição rupestre do Cabeço das Fráguas situado nos limites dos concelhos do Sabugal e da Guarda.
A inscrição rupestre do Cabeço das Fráguas, no concelho do Sabugal, situada a cerca de 1020 metros de altitude tem sido alvo da curiosidade de especialistas em história e arqueologia europeus. O lugar ganhou notoriedade quando, em 1943, o general João de Almeida descobriu uma inscrição rupestre que foi, posteriormente, publicada em 1956 numa monografia de Adriano Vasco Rodrigues.
Em 2008 após sucessivas campanhas de escavação de equipas do Instituto Arqueológico Alemão de Madrid em parceria com o Museu da Guarda e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa foi feito ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) um pedido de classificação do sítio como Monumento Nacional. A equipa de arqueólogos luso-alemães, liderada por Thomas Schattner, descobriu várias peças em bronze e ferro, objectos de cerâmica e uma laje onde se descreve a oferenda de animais a diversas divindades.
Em declarações ao Jornal de Notícias, Thomas Schattner, esclareceu que os trabalhos têm como objectivo «compreender o nível de ocupação do lugar e a sua envolvente porque há vestígios de construções junto à inscrição e temos quase a certeza de que seria um importante santuário da região no período entre o século VI a.C. e o século I d.C., altura em que perdeu importância».
A directora do Museu da Guarda, Dulce Helena Borges, referiu que «a inscrição conjuga no mesmo texto o alfabeto latino e a chamada língua lusitana, falada em época pré-romana em praticamente todo o Ocidente hispânico e o molde é uma medida de salvaguarda de património em risco e a forma mais prática de o tornar acessível aos estudiosos e ao público em geral porque o achado é famoso no meio científico europeu e é muito idêntico a outro existente na zona de Cáceres, em Espanha».
Os custos da instalação no local do novo núcleo do Museu da Guarda, com abertura prevista para a Primavera de 2010, serão suportados pela Associação dos Amigos do Instituto Arqueológico Alemão de Madrid (IAAM) e pela firma Noraktrad com sede em Madrid.
Página da Associação dos Amigos do IAAM. Aqui.
jcl
Estreou por estes dias o último filme de Jim Jarmusch, um dos mais conhecidos realizadores independentes norte-americanos. Desta vez o enredo gira à volta de um assassino profissional com um código de ética muito original.
«Os Limites do Controlo» é a mais recente aventura realizada por Jim Jarmusch, realizador responsável por filmes como «Broken Flowers», «Ghost Dog» ou «Dead Man». Tal como na sua obra mais recente, este «Os Limites do Controlo» é algo minimalista. Passado em Espanha, em cidades como Madrid ou Sevilha, os diálogos foram reduzidos ao básico e praticamente são as personagens secundárias, interpretadas por grandes actores (Tilda Swinton, Gael Garcia Bernal ou John Hurt, só para citar alguns exemplos), que fazem avançar a acção.
Outro dos pormenores curiosos desta obra é que ninguém tem nome, ou seja, todos são conhecidos pelo que representam no filme. Isto faz com que o assassino profissional, interpretado por Isaach De Bankolé, seja conhecido por Lone Man (o homem solitário) e outras personagens sejam conhecidas por nomes como guitarra, moléculas ou mexicano, consoante o seu papel em todo o filme.
Ao longo do filme vamos acompanhando o trabalho do solitário, que tem de ir interagindo com as restantes personagens, que lhe dão mensagens misteriosas que o levam ao alvo a abater. Tal como foi referido, praticamente são estes secundários que vão falando, ao personagem principal cabe apenas o papel de decifrar as estranhas mensagens.
Um dos grandes destaques de «Os Limites do Controlo» é a banda sonora, que tal como a própria fita, é bastante simples, acompanhando a personagem principal de forma bastante sóbria.
Foi uma boa surpresa ver esta obra de Jim Jarmusch, um dos realizadores dos EUA mais originais no panorama actual do cinema norte-americano, estrear em Portugal. Só é pena que faça tão poucos filmes, pois os cinéfilos só ficariam a ganhar com a sua obra.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes
pedrompfernandes@sapo.pt
Esta fotografia foi tirada no dia 3 de Dezembro de 1978, no final do Baile de Finalistas do Externato Secundário do Sabugal. Os finalistas desse ano resolveram contratar para abrilhantar o Baile de Finalistas, o grupo Hosanna, de Lisboa, um dos mais famosos da época.
O cartaz anunciava o início do Baile de Finalistas para as 21h30m do dia 2 de Dezembro, pelo que a foto aqui reproduzida, foi tirada já no início do dia seguinte (pelas 2 ou 3 da manhã).
A fotografia é da autoria de Viriato Louro e é das primeiras que eu vi a cores, tiradas por esse famoso (e já desaparecido) fotógrafo. A maioria das fotografias que ele tirava nos Bailes de Finalistas (da Guarda, Sabugal, Penamacor, etc.) e que eu conheço são a preto e branco.
Nesta fotografia estão os finalistas (que andavam a estudar no antigo 7.º Ano, actualmente 11.º Ano) e o Director do Colégio (o, recentemente, desaparecido Dr. Diamantino). Neste tempo era assim: os Bailes de Finalistas não eram para mostrar as fatiotas dos estudantes, mas, apenas, um são convívio.
Lá atrás, no palco, podem ver-se alguns elementos do grupo Hosanna (entre os quais, de calças vermelhas, Agnelo Monteiro, muito conhecido no meio musical português como o «indiano») nas tarefas de desmontagem da aparelhagem.
O autor desta crónica é o primeiro a contar da esquerda (de pé). O quarto a contar da direita (sentado) é Norberto Manso, actual presidente da Empresa Municipal Sabugal +.
Foram bons tempos…
Se os leitores quiserem fazer um exercício de adivinhação da identificação dos fotografados, estejam à vontade na caixa de comentários.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte
akapunkrural@gmail.com
Sortelha é uma das aldeias medievais mais antigas de Portugal, que chegou a ficar despovoada durante as lutas da Reconquista Cristã. Hoje, é um destino turístico de eleição para quem procura as mais belas e históricas aldeias do País.
SORTELHA – Como cartão de visita, podemos observar as muralhas da aldeia. Mandadas edificar por D. Sancho I, em 1187, erguem-se com enormes penedos dispostos em forma circular, ganhando a forma de um anel. Disposição que em muito contribuiu para o seu nome. «Sortija», «Sortilia» ou «Sortela» são alguns nomes castelhanos que designam um jogo antigo de cavaleiros, que consistia em enfiar a ponta de uma lança num anel de pedrarias.
Mas a história de Sortelha remete-nos igualmente para a história do seu castelo, erguido numa escarpa vertical, a 760 m de altitude. Terá sido D. Sancho II a mandar fazer a reedificação do castelo, bem como a conceder o foral mais antigo a Sortelha em 1228. No entanto, foi apenas no reinado de D. Dinis que a defesa final da linha das fronteiras ficou definida nesta região de Portugal, com a assinatura, em 1297, do Tratado de Alcañizes. Não obstante as obras de restauro de que foi alvo, o castelo de Sortelha perdeu naturalmente a sua importância militar. No reinado de D. Manuel I, em 1510, nova carta de foro foi concedida à aldeia.
Nesta aldeia da Beira Alta, a pedra granítica é nota dominante. Apenas os verdes do vale lhe conferem cor. A entrada em Sortelha faz-se através de uma porta gótica do século XIV, sobre a qual se vê a «Varanda de Pilatos», balcão do reinado de D. Dinis, com mata-cães por onde, do alto, se atacava os agressores. Na ombreira de uma outra porta da muralha, situada no lado Oeste, duas ranhuras de pedra, representam duas medidas da época – a “«ara» e o «Côvado».
Chegando ao pelourinho, reparamos no sino que se ergue sobre o beirado do solar dos viscondes de São Sebastião. A visitar é também a Igreja Matriz, templo do século XIV, onde se destaca a talha dourada do altar-mor e o tecto mudéjar.
Numa aldeia de encantos mil, cuja arte do paleolítico lhe valeu a classificação de Património da Humanidade pela UNESCO, as casas de granito fundem-se com o pavimento tosco e encantam os curiosos turistas que deambulam pelas suas ruas. As gentes da terra vivem do turismo, por isso, apostam no artesanato, especialmente no trabalho de tapeçaria, bordados e elaboração de cestos.
José Saramago em «Viagem a Portugal», ao visitar Sortelha, ficou com a seguinte impressão: Entrar em Sortelha, é entrar na Idade Média (…). O que dá o carácter medieval a este aglomerado é a enormidade das muralhas que o rodeiam, a espessura delas e também a dureza da calçada, as ruas íngremes e empoleirada sobre pedras gigantescas, última cidadela, ultimo de sitiados, derradeira e talvez inútil esperança.
Se alguém venceu as ciclópicas muralhas, de fora, não há-de ter sido rendido por este castelinho de brincar.
Com esta última resenha histórica da nossa jóia, termino aquilo a que me propus em Junho, divulgar as aldeias consideradas históricas, vizinhas de Sortelha
Além destas nove, não referi, Castelo Novo (Fundão) Belmonte e Piódão (Arganil).
Outras povoações deveriam também fazer parte das Aldeias históricas e dos seus programas de recuperação e valorização, nomeadamente a aldeia de Algodres, Avô (Oliveira do Hospital), Cidadelhe (Pinhel) e Vilar Maior e Alfaiates (Sabugal) que se não são consideradas históricas, têm, contudo, muita história por contar.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, solicitou-nos através do seu Chefe de Gabinete, Vítor Proença, a publicação na íntegra de um esclarecimento ao comunicado da direcção de campanha do MPT-Partido da Terra às eleições autárquicas no concelho do Sabugal.
«A portaria 83 – aprovada em 22/01/09, que regulamenta a composição do júri nestes concursos, diz no n.º 1, do artigo 21.º:
“O júri é composto por um presidente e por dois vogais, trabalhadores na entidade que realiza o procedimento…”
No n.º 2 “O presidente e pelo menos, um dos outros membros do júri devem possuir formação ou experiência na actividade inerente ao posto de trabalho a ocupar“.
No n.º 4 “A composição do júri deve, sempre que possível, garantir que um dos seus membros exerça funções ou possua experiência na área e gestão de recursos humanos“.
Quanto à ética lá diz o povo que quem mal não faz, mal não pensa. Para o candidato do MPT pensar tão mal disto, o que fará se puder?
E mais, se as coisas são tão lineares como se quer fazer crer e se por acaso o vereador Robalo é presidente de júri de seis concursos pode influenciar positivamente os seis candidatos que vierem a ser contratados, o que farão todos os que forem preteridos?
Assim, e seguindo a tradição de resolver os assuntos com a prata da casa, o júris foram nomeados por mim com a inclusão de técnicos da área, quanto possível, e com os vereadores em funções, que obviamente têm experiência nas áreas.
Os concursos foram abertos na sequência da aprovação, por parte da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal, por unanimidade em Dezembro de 2008, do quadro de pessoal da Câmara Municipal é a prova de que todos os lugares são necessários é que todos estão ocupados com trabalhadores a termo certo.
Junta-se extracto da acta da Assembleia Municipal de Dezembro de 2008.
O Presidente da Câmara,
Manuel Rito Alves»
Acta da Assembleia Municipal de 19 de Dezembro de 2008. Aqui.
jcl
Noutro tempo era rigorosamente interdita a exibição de filmes de incitamento e glorificação ao crime, bem como os considerados atentatórios da moral, situações que eram rigorosamente fiscalizadas pela Inspecção Geral dos Espectáculos.
Eram tempos de muito rigor, aqueles que corresponderam ao surgimento do cinema enquanto arte e espectáculo popular.
As explicações das películas eram sempre escritas em linguagem portuguesa corrente, para que todos as compreendessem. Por outro lado, não era permitido exibir fitas perniciosas para a educação do povo, designadamente as que contivessem cenas de maus tratos e de torturas a homens e animais, personagens desnudas, bailes lascivos, operações cirúrgicas, execuções capitais, contactos íntimos entre casais, assassínios e roubos com arrombamento.
Talvez se considerem essas limitações excessivas, mas tenha-se em atenção que as proibições visavam não apenas proteger a moral vigente, mas também, e muito especialmente, evitar que pelos pormenores de certas cenas se pudessem avaliar meios e aprender métodos empregados para se cometerem delitos.
Hoje, em nome da irresponsabilidade, tudo é permitido. Em consequência, algumas fitas de cinema que passam nas salas de espectáculos e até na televisão, são autênticos ensinamentos de como se podem cometer crimes. É aí que muitos dos delinquentes aprendem os métodos que depois utilizam na execução das maldades que cometem.
Um enredo e suas cenas que indiquem como um determinado grupo criminoso organiza um assalto a um banco ou a perpetração de raptos, violações e assassínios, constitui, as mais das vezes, um verdadeiro ensinamento e uma incitação velada ao crime e à violência.
Muitos dos crimes hoje sucedidos vêm dessa escola pública e irresponsável, que assim deixa que a sociedade actual cave a sua própria sepultura.
Sei que estão pensando que este idoso está senil e que já não tem noção no que diz. Pois digo-lhes que antes faço um aviso de plena lucidez: reintroduza-se a fiscalização preventiva das artes, em especial na do cinema, seja nas salas de espectáculos, na televisão ou pela agora chamada internet, como forma de se garantir que o crime não tenha escolas livres e gratuitas, de onde depois os delinquentes partem para nos infernizar a vida.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis
O artista Filipe Nunes, natural do concelho do Sabugal, aproveitou a exibição na Festa da Europa e das Associações para lançar o seu mais recente trabalho com o nome «O Arraiano».
A edição 2009 da Festa da Europa e das Associações no Sabugal encerrou no domingo com a actuação do acordeonista raiano Filipe Nunes.
O artista aproveitou a exibição para apresentar o seu mais recente CD intitulado «O Arraiano», composto por 12 temas originais, todos eles ligados à cultura e raízes portuguesas com especial enfoque na tradição da Raia.
Depois de «Escutai as minhas canções» é o segundo trabalho de originais de Filipe Nunes apoiados no seu lema «o tradicional no actual» que pretende «lembrar a tradição e tentar acompanhar e adaptá-la aos tempos modernos do presente».
Os valores culturais e simbólicos das tradições raianas estão presentes na criatividade e empenho do músico Filipe Nunes, autor e compositor, que «pretende continuar a contribuir com a riqueza musical para alegrar o nosso País e a nossa gente, sem esquecer a comunidade que habita fora da sua terra natal».
O trabalho «O Arraiano» teve o apoio da ADES-Associação Desenvolvimento Sabugal, Câmara Municipal do Sabugal e Rádio Caria.
Próximas actuações de Filipe Nunes: Agosto – Marmeleiro (7), Dirão da Rua (8), Pousafoles (10), Rapoula do Côa (11), Bendada (14), Vales do Rio – Covilhã (15), Maçaínhas – Belmonte (16), Quintas do Ordonho (22), Adão (24 e 25); Setembro – Aldeia Ruiva (5), Vila Touro (6 e 7), Argomil – Guarda (9) e Baraçal – Celorico da Beira (12).
Ficheiro com o som da faixa «O Arraiano».
jcl
Organizada pela ADES – Associação Desenvolvimento Sabugal e pela Câmara Municipal do Sabugal de 30 de Julho a 2 de Agosto, a Festa da Europa e Associações, foi sem dúvida um dos Eventos com maior projecção realizados no Concelho do Sabugal e até mesmo na Região.
Com um cartaz diferenciado para todos os gostos, representou uma aposta certeira por parte da Organização, pois concentrou no Sabugal nestes quatro dias, centenas de pessoas que puderam visitar a Feira de Artesanato Local, com várias barraquinhas de artesanato (onde participaram 20 Artesãos do Concelho do Sabugal), saborear alguns petiscos regionais, nas diversas tasquinhas representativas das Associações locais presentes, insufláveis para as crianças e várias roulotes de farturas.
No dia 30 de Julho, por volta das 17 horas, realizou-se a abertura oficial da Festa, iniciando com a abertura das Tasquinhas e dos Stands de Artesanato promovendo estes as suas artes, e gasronomia local.
No início da noite actuou o grupo «Prós e Contras» (antigos Primogénitos), com ligações ao nosso Concelho, e já com alguma tradição nas diversas participações, brindando o volumoso público com uma actuação de quase 3 horas, grande espectáculo!
No dia 31 de Julho actuou a promissora artista dos sapatos vermelhos «Rita Redshoes», que proporcionou um bom espectáculo, e conseguindo também agradar a grande afluência do público.
No dia 1 de Agosto, realizou-se o IV Grande Prémio de Atletismo do Alto Côa, uma prova de 10000 metros compreendida entre o Baraçal e o Sabugal com a participação de cerca de 350 atletas.
Decorreu também uma Caminhada Nocturna no perimetro da Barragem do Sabugal e pela noite dentro actuaram os UHF, que tiveram o condão de concentrar no recinto da Festa várias centenas de pessoas que vibraram com a presença e os temas apresentados.
Dia 2 de Agosto, foi o dia das Associações do Concelho, assumiu uma característica do Folclore do nosso Concelho mais local, possibilitando a presença da Banda Filarmónica da Bendada, Rancho Folclórico de Sortelha, Rancho Folclórico de Vila Boa, Grupo Coral do Sabugal, e Rancho Folclórico do Sabugal, que decerto agradou ao grande público de todas as idades que esteve no recinto da Festa.
A fechar o Evento entrou em palco o artista local Filipe Nunes, para o lançamento oficial do seu trabalho musical «O Arraiano», permitindo à assistência, uns passos de dança.
A Organização pretende com esta pequena referência brindar todos os participantes, das «Tasquinhas e do Artesanato», pelo valor acrescentado que conferiram ao Evento, pela sua simpatia e dedicação a esta causa, e um muito obrigado a todos os que visitaram e se divertiram nesta 3.ª edição da Festa da Europa e das Associações.
Direcção da ADES
Os Bombeiros da Cidade do Sabugal estão de parabéns. Dia 7 de Agosto a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal atinge a bonita idade de 114 anos.
Nascida ainda no século dezanove, a sua história está umbilicalmente ligada à história do Concelho do Sabugal, constituindo hoje um motivo de orgulho para todos que vêem nos «soldados da paz» um dos esteios da comunidade sabugalense.
Desde muito novo me habituei a associar o barulho estridente da sirene com a saída apressada do meu pai para, junto com os outros bombeiros, responderem à chamada. Mais tarde, o assunto Bombeiros continuou a ser vivido em casa pois o meu pai ocupou sucessivamente vários lugares nos Corpos Gerentes da Associação.
Mais recentemente, foram os Bombeiros que se tornaram na companhia amiga dos meus pais, nas suas deslocações sucessivas aos Hospitais de Coimbra e da Guarda por motivos de doença.
Compreenderão assim como me orgulho hoje por, na senda do meu pai, ter sido eleito há mais de um ano para Presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária.
Ser Bombeiro Voluntário é algo que honra e enobrece quem aquela farda veste. Respeitar e apoiar os Bombeiros Voluntários é um dever de todos nós.
Por isso a passagem de mais um aniversário deve ser um momento de júbilo de todos os sabugalenses.
E este ano temos um presente especial.
Desde há muitos anos se torna necessário criar condições para que a Corporação de Bombeiros melhor sirva o Concelho.
Quem conhece o Quartel actual sabe das suas limitações quer em termos de espaço para as viaturas, quer em termos de condições para albergar os Bombeiros de serviço.
Há vários anos a Câmara Municipal decidiu entregar à Associação um terreno localizado junto ao Estádio Municipal para a construção do novo Quartel.
Motivos vários foram impedindo a realização da escritura de cedência do referido terreno.
Ultrapassados estes problemas, sábado dia 8 de Agosto será assinada na Câmara Municipal a escritura de cedência.
Penso que na pequena festa de aniversário que se realizará ao fim da tarde junto ao Quartel, será igualmente possível ver as plantas do novo Quartel.
Ainda resta muito caminho para andar, mas estes primeiros passos marcarão para sempre o centésimo décimo quarto aniversário dos Bombeiros do Sabugal.
Na década de cinquenta e de sessenta do século passado, quando os Bombeiros queriam angariar fundos, realizavam-se os célebres “cortejos de oferendas” que mobilizavam todas as freguesias e gentes do Concelho
Hoje, outras formas de angariação de fundos existem, mas a participação de todos é essencial.
Apoiar os Bombeiros na construção do novo Quartel é garantir a sua continuidade e, logo, garantir que os mesmos dirão presente quando deles necessitarmos…
Aos Bombeiros do Sabugal, ao seu Comandante Bogas, aos associados, aos Corpos Gerentes na pessoa do seu Presidente Luís Carriço, parabéns e que seja possível comemorarmos os 115 anos de vida no novo espaço onde possamos ver já o Quartel a crescer.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
rmlmatos@gmail.com
O Gabinete de Comunicação e Imagem da candidatura de Joaquim Ricardo, candidato independente pelo MPT-Partido da Terra à Câmara Municipal do Sabugal enviou-nos um «Comunicado à Imprensa» que publicamos na íntegra.
«“FALTA DE ÉTICA POLÍTICA NA CAMPANHA AUTÁRQUICA NO SABUGAL”
A luta política não pode servir para espezinhar e maltratar os cofres das autarquias!
Quando um servidor da autarquia (como vereador) e ao mesmo tempo candidato à presidência da Câmara nas próximas eleições autárquicas se serve do poder que lhe é dado pelo actual responsável e à custa dele conseguir votos para a sua candidatura é uma verdadeira vergonha, falta de ética e despudor dos mais elementares princípios democráticos.
No Diário da República, 2ª série – Nº 145 – 29 de Julho de 2009, foi publicado o Aviso nº 1349/2009 de abertura de procedimento concursal para ocupação de vários postos de trabalho.
Ao todo são 13 postos de trabalho a concurso. As áreas a ocupar são várias – Engenharia biotecnológica, Comunicação e relações económicas, ciências agrárias, engenharia de ambiente, engenharia topográfica, acção social, arqueologia, psicologia, motoristas, jardineiros e canalizadores.
Sem pôr em causa a legalidade do concurso nem a necessidade de admissão do referido pessoal e até das suas legítimas aspirações, o que aqui está em causa é a oportunidade (a 2 meses das eleições autárquicas!) e a composição do respectivo júri do concurso que a nosso ver se encontra ferido de legalidade.
Com efeito, o nº 2 do artigo 21º da Portaria nº 82-A/2009, de 22 de Janeiro refere sobre a composição do júri:
1 – ….
“2 – O presidente e, pelo menos, um dos outros membros membros do júri devem possuir formação ou experiência na actividade inerente ao posto de trabalho a ocupar.”
3 – ….
Ora, o candidato às próximas eleições e actual vereador do executivo tem formação académica na área de Engenharia electrotécnica e é o actual responsável pelo pelouro da educação e acção social. Logo, nem a formação nem a experiência se enquadram nas áreas postas a concurso de Comunicação e relações económicas, Engenharia topográfica, Arqueologia e Psicologia em que é o presidente dos respectivos júris.
Mas mesmo que reunisse os pressupostos legais para ser membro do respectivo júri, mandam as boas regras de conduta em ética política que não o devia ser!
A tudo isto chama-se falta de ética política!
Será destes homens que o concelho do Sabugal precisa!
A ética e o sentido da responsabilidade para o candidato pelo PSD são isto!
Gabinete de Comunicação e Imagem da candidatura de JOAQUIM RICARDO, candidato independente pelo MPT – PARTIDO DA TERRA à Câmara Municipal do Sabugal.»
Amanhã, dia 6 de Agosto, às 5 horas da tarde, começa a época das capeias arraianas de 2009, com a realização na Lageosa da Raia da tourada inaugural, cumprindo-se assim uma tradição que vem de há longos anos.
A festa em louvor da Senhora das Neves, na Lageosa, que se realiza nestes dias, enquadra por tradição muito antiga a primeira das touradas da raia sabugalense. Este ano, como não poderia deixar de suceder, tudo está a postos para a realização do encerro, logo pela manhã, a que se seguirá a capeia ao final da tarde.
O escritor Nuno de Montemor descreveu no famosos livro «Maria Mim» uma destas touradas na Lageosa, realizadas perante um mar de gente em tempos que já lá vão, mas cuja tradição se mantém ainda bem viva nos dias de hoje:
…Venha o boi! Queremos o boi!
E após o rufo vibrante do tambor, por entre os vozeiros da turba, o toiro apareceu, corpulento e negro, de hastes afiadas, parando, sem cólera, quase sereno, a meio do terreiro.
Dir-se-ia um gigante pasmado de que um bando de crianças ousasse desafiá-lo.
Mas ao primeiro embate contra a grelha espumou-lhe a boca de raiava, e, ao segundo, saltou sobre o forcão, levantando uma nuvem de poeira em que o boi e os rapazes de cambulhada se confundiram.
Do turbilhão saíram os rugidos da fera e os lamentos dos toureiros, logo abafados pelo enorme clamor da assistência feminina, que se ergueu, apavorada, a apontar as mãos súplices para a igreja vizinha.
- senhora das Neves acudi ao forcão!
- Senhora das Neves, salvai-os!
Após a capeia da Lageosa seguem-se as restantes pelas terras da raia, até ao dia 25 de Agosto, data em que se realiza, também por tradição antiga, a derradeira tourada, em Aldeia Velha. De permeio teremos 20 dias de festas com touros, numa altura em os emigrantes retornam às origens e contribuem para dar uma nova vida às terras da Raia.
Boas touradas e boas festividades são os desejos do blogue Capeia Arraiana, que sobretudo existe para defender o nosso povo e as suas tradições.
plb
A Câmara Municipal do Sabugal mandou publicar no Diário da República, 2.ª Série, n.º 145, de 29 de Julho de 2009, um aviso de abertura de procedimento concursal, pelo prazo de 10 dias úteis, para ocupação de 13 postos de trabalho em diversas especializações, previstos no mapa de pessoal de 2009.
O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, em despacho datado de 13 de Maio de 2009, mandou abrir procedimento concursal comum para ocupação, em regime de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado 13 postos de trabalho previstos no Mapa de Pessoal da autarquia para o ano de 2009. O concurso público foi publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 145, de 29 de Julho de 2009.
Os lugares abertos a concurso, pelo prazo de 10 dias úteis, contemplam um técnico superior em engenharia biotecnológica (concurso A), um técnico superior em comunicação e relações económicas (B), um técnico superior em ciências agrárias, ramo agrícola (C), um técnico superior em engenharia ambiental (D), um técnico superior em engenharia topográfica (E), um técnico superior em acção social (F), um técnico superior em arqueologia (G), um técnico superior em psicologia, área de educação e orientação vocacional (H), um motorista (I), dois jardineiros (J) e dois canalizadores (L).
O presidente-júri dos concursos é o seguinte: concurso A, vereador António Robalo; B, vereador António Robalo; C, vereador Ernesto Cunha; D, vereador Ernesto Cunha; E, vereador António Robalo; F, vereador António Robalo; G, vereador António Robalo; H, vereador António Robalo; I, vereador Ernesto Cunha; J, Afonso Pina Tavares; e L, Afonso Pina Tavares.
As candidaturas devem ser formalizadas mediante preenchimento obrigatório de formulário próprio, disponível na Secção de Recursos Humanos ou no portal da Câmara Municipal do Sabugal e deve ser entregue pessoalmente ou remetido pelo Correio, com aviso de recepção, com indicação do procedimento concursal a que está a responder para: Câmara Municipal do Sabugal, Praça da República, 6324-007 Sabugal.
As caracterização, o nível habilitacional e os requisitos de admissão dos postos de trabalhos estão definidas no documento disponível para consulta. Aqui.
Para licenciamento de transporte de passageiros a Câmara Municipal do Sabugal mandou publicar no Edital n.º 48/2009 da autarquia a abertura de um concurso para lugares de táxis nas freguesias de Ruivós, Vale das Éguas, Seixo do Côa e Valongo do Côa.
Edital n.º 48/2009. Aqui.
jcl
O Carlos Paredes foi algumas vezes meu companheiro de mesa e almoço num restaurante familiar que havia na esquina da Rua da Atalaia com o Largo Camões, de nome «Pucherus». Fomos apresentados pelo proprietário, o Sr. Manuel. É desse tempo este poema.
Composição em ré menor
A cabeça sobre a guitarra,
Como se lhe escutasse os gemidos.
Disseram-lhe: «Soa bem essa guitarra,
quando toca é uma maravilha.»
E o Paredes na sua modéstia desculpou-se:
«Acha amigo? Mas olhe que as mãos estão perras»
E eles insistiram: «Toque uma canção, vá,
Que nós queremos ouvi-lo.»
Faz-se roda à volta da mesa
O Senhor Manel levou o galheteiro, os pratos, a travessa.
No tampo da guitarra poisou, a mão do Paredes
os dedos soltaram acordes de oiro.
A guitarra chorou monótona como o vento
Chorou como os pingos da neve derretida
E ao calor da mão que lhe embalava o corpo
Impeliu navios como se fossem canções
Repousou ao cansaço das lavadeiras,
Catou pecebes na cais das rochas,
Apregoou sardinha no Chafariz d’Alfama,
Subiu a Costa do Castelo na manhã soalheira
E no fim, despiu, para deleite dos meus olhos,
A moça de blusa azul,
Sentada na mesa em frente.
A mão do Paredes quando tocava,
Perra ou não, fazia milagres!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com
O percurso da segunda etapa da Volta a Portugal em Bicicleta, que se realiza no dia 7 de Agosto, passa pelo concelho do Sabugal, percorrendo as estradas entre o Terreiro das Bruxas e a Cerdeira do Côa.
Vindos de Idanha-a-Nova, os ciclistas seguem para a Guarda, onde termina a etapa, tendo no Sabugal uma meta volante.
Pelas 10h30 o pelotão parte da Idanha em direcção a Penamacor, onde passará pelas 13h45, prevendo-se que entre no concelho do Sabugal, no Terreiro das Bruxas, pelas 14h20. Passados poucos minutos cruzarão Santo Estêvão e cerca das 14h40 os ciclistas mais rápidos estarão a cortar a meta volante colocada junto à ponte de D. Dinis, no Sabugal. Daí os corredores seguem para as Quintas de São Bartolomeu e, pelas 14h55 atravessarão a Rapoula do Côa e depois o Peroficós, prevendo-se que atinjam a Cerdeira às 15h10. Logo que atravessem a ponte sobre o rio Moemi inicia-se o abastecimento dos ciclistas, tarefa crucial que as equipas de assistência farão durante os dois quilómetros seguintes, até ao cruzamento da Parada.
Atravessadas as terras do concelho do Sabugal a 71.ª Volta a Portugal em Bicicleta segue por terras do concelho de Almeida, tendo como destino Pinhel, onde haverá nova meta volante. Depois farão o troço final da etapa até á Guarda, com outra meta volante de permeio, no Carvalhal. A meta estará instalada junto ao Estádio Municipal da Guarda.
No total os ciclistas percorrerão 175 quilómetros nessa etapa beiroa, considerada de pouca dificuldade, tirante o troço final, que será sempre a subir e passará por estradas empedradas.
A Volta deste ano inicia-se hoje, dia 5 de Agosto, em Lisboa, e terminará no dia 16 de Agosto, em Viseu.
plb
Na semana transacta o Comando Territorial da GNR do distrito da Guarda registou um total de 65 crimes, efectuou 15 detenções, elaborou 348 autos de contra-ordenação e foi chamada a intervir em 26 acidentes de viação.
Segundo o comunicado semanal daquela força de segurança, 25 das ocorrências criminais respeitaram a furtos. Destes destacam-se 10 furtos no interior de veículos, três a residências e cinco noutros edifícios, dois de carteiras e um em estabelecimento comercial.
Os militares da GNR detiveram 15 indivíduos em flagrante delito: sete por condução sob o efeito do álcool, três por condução sem habilitação legal, dois por tráfico de estupefacientes, um por furto de dinheiro, um por injurias a militares da GNR e um outro por posse ilegal de arma.
Durante a mesma semana foram elaborados 348 autos pelas seguintes infracções: 318 à Legislação Rodoviária e 30 à Legislação da Natureza e Ambiente.
Registaram-se 26 acidentes de viação, sendo 13 por colisão, 12 por despiste e um por atropelamento. Dos sinistros resultaram um morto e sete feridos leves.
O Núcleo Escola Segura do Destacamento Territorial de Vilar Formoso realizou no passado dia 30 de Julho uma acção de sensibilização subordinada ao tema «Burla a Idosos», onde estiveram presentes cerca de 50 idosos.
plb
O concelho do Sabugal tem cerca de uma dezena de excelentes restaurantes onde podem ser degustados pratos confeccionados com produtos da região raiana. O El Dorado» nos Fóios, é um espaço gastronómico requintado condimentado com a simpatia da Ramitos e do Quim que tratam os clientes como amigos. O cabrito assado, a paella da casa e o queijo dos Fóios são personagens principais num cenário de pedra em aldeia de capeias e de contrabandistas a poucos metros da Raia.
(Clique nas imagens para ampliar.)
A gastronomia raiana inclui, invariavelmente, os produtos agrícolas produzidos na região e a carne dos animais que se criam no curral, na loje ou nos lameiros. Por isso não é de estranhar que os principais pratos gastronómicos sejam confeccionados com carne de porco, cabrito ou borrego e sejam acompanhados de batatas e hortaliças do quintal.
Nos Fóios, a poucos metros da Raia, o restaurante El Dorado, da Ramitos e do Quim (como gostam de ser tratados) é um local de peregrinação obrigatória para quem faz profissão de fé dos prazeres da boa mesa. Para os outros, os mais discretos, serve de desculpa uma viagem para visitar a nascente do Côa, respirar o ar puro das matas da encosta da Serra das Mesas e, já agora que estão por ali, aproveitam para provar o cabrito na grelha da Ramitos.
O El Dorado está localizado numa rua que parte do largo principal, palco de bravas capeias arraianas, e modernizado pela fachada do Centro Cívico Nascente do Côa uma obra cultural de referência na região e transformada de sonho em realidade graças à proactividade do professor José Manuel Campos, o omnipresente presidente da Junta de Freguesia local.
A entrada é feita pela sala de espera apoiada por um bar onde o Quim recebe e vai dando o tempo de espera para as mesas. Na cozinha, ou melhor, junto ao grelhador a Ramitos vai doseando, tipo rodízio, a carne grelhada pelas diferentes mesas para não arrefecer.
«Começámos no Café Caçador há 27 anos. Agora temos excursões de todo o País», começou por dizer com orgulho a Ramitos mas interrompendo a conversa para se despedir de dois casais espanhóis que tinham vindo de propósito jantar ao El Dorado. A Erica, filha da Sandra e do Tó, aproveitou a deixa e lá foi dizendo que tinha oito anos e andava no segundo ano da escola de Aldeia Velha. A Sandra veio muito nova para ajudar a servir no restaurante e por cá ficou tratada como uma segunda filha agora que a verdadeira, a Petra, anda por terras de São Tomé e Príncipe, como voluntária de ajuda humanitária. Aliás, ao longo da nossa conversa com a Ramitos e o Quim, foram constantes as orgulhosas referências à filha Petra e ao valoroso trabalho que está a desenvolver em África. Com alguma resignação e muita saudade à mistura…
«Em casa dos meus pais – Joaquim Leal e Adozinda – no tempo do contrabando batiam-nos à porta às duas, três da manhã cheios de fome e tínhamos de lhes dar de comer. Sempre o cabrito assado com molho e pão. A sobremesa era o queijo de cabra. Foram bons tempos porque toda a gente tinha dinheiro. A fama do cabrito começou na taberna do Ti Chico da Clara, passou para o Café Caçador e agora é aqui no El Dorado», recorda a Ramitos.
– O cabrito é todo igual?
– O cabrito que servimos no El Dorado com este sabor especial é criado nas pastagens até à Malcata. Deve ter até dois meses porque para ser bom deve ser um cabrito de leite.
– Os portugueses e espanhóis que entram no El Dorado vêm, invariavelmente, à procura do cabrito?
– Sim. Os espanhóis pedem cabrito mas acabam por saborear todas as nossas especialidades. Este ano os Roteiros Gastronómicos decorreram na altura do Carnaval e foi muito difícil atender todos os que vinham para comer.
– Costumam servir grupos e excursões?
– Normalmente funcionamos com a sala junto à cozinha mas quando é necessário abrimos a sala grande. As concentrações de cavalos são um espectáculo digno de se ver. Os cavaleiros de Valverde vêm cá uma vez por mês. É um ambiente fantástico. Os grupos que nos visitam ficam tão agradados que quando voltam uma segunda vez oferecem-nos galhardetes e recordações para colocar nas prateleiras.
«Abrimos todos os dias. Apenas descansamos à segunda-feira depois dos almoços porque temos de servir os trabalhadores que vêm cá comer durante a semana. Mas trabalhamos por prazer», acrescenta o marido Quim que se tinha mantido silencioso à mesa.
– Somos filhos únicos. Eu e o meu marido. Só temos uma filha, a Petra, que está em São Tomé e Príncipe. Fazemos isto pelo atendimento e pelas pessoas. Não é pelo dinheiro.
– Têm um atendimento familiar. Sentem-se recompensados quando os clientes voltam?
– Há uns tempos no fim-de-semana do encontro sobre Miguel Torga organizado pelo senhor Cybrom de Sortelha tivemos cá um grupo a jantar. Perto das onze horas da noite apareceu um grupo de ciclistas para jantar e eu pensei – caramba, então agora já é tarde – mas mandei-os entrar e servi-os. Há poucos dias aparece por cá um senhor com a esposa e duas meninas e ouvi-o dizer – foi nesta sala que estivemos, ainda dizem que não há Deus, mas há Deus –. Fui ter com ele e perguntei-lhe se era de alguma religião mas ele respondeu-me – há Deus minha senhora porque naquela noite vínhamos cheios de fome e a senhora atendeu-nos –. Fiquei a saber que tinham vindo de propósito almoçar antes de ir para o parque de campismo de Valhelhas.
– E há dias especiais no El Dorado?
– No Verão a nossa maior referência é o dia das capeias. A capeia é o sangue arraiano. Quando há uma capeia o nosso restaurante é uma enchente. Nesse dia não há esquisitices para ninguém. O pessoal senta-se e come carne assada com pão e vinho. Não há sobremesas. Em casa do meu pai servíamos no curral. No Inverno é a caça e a pesca que trazem muita gente ao concelho do Sabugal. Muitas vezes temos marcações e já não conseguimos servir mais ninguém. Mas temos noites no Inverno em que apenas servimos um jantar ou dois.
– Faltam apoios aos restaurantes no concelho do Sabugal?
– Para nós chega assim. Os Circuitos Gastronómicos foram uma excelente iniciativa da Câmara Municipal do Sabugal. Temos que cumprir com os pratos que lá temos. Não pode haver um falhinho. Tivemos o caldo escoado ou caldo dos dois tombos. Antigamente, era a comida dos pobres e dos ricos porque de um caldo faziam-se dois. Na panela com água coziam-se as batatas com cebola e escoavam-se. Coziam-se as migas do pão e escoavam-se. Ficava a sopa. As batatas cozidas acompanhavam os torresmo fritos.
– O El Dorado tem beneficiado com a Nascente do Côa?
– Desde que os acessos à Nascente do Côa foram melhorados temos mais turistas nos Fóios. As exposições e as iniciativas no Centro Cívico também ajudam à divulgação da nossa terra. E no El Dorado tudo fazemos para que os visitantes voltem mais vezes.
Na semana dos Roteiros Gastronómicos, em Fevereiro de 2009, o El Dorado apresentou como especialidades os enchidos da aldeia, calhos, trutas em escabeche, caldo de feijão, canja de cabeça de cabrito, caldo escoado, sopa de grão com unto, cabrito na grelha, punheta de bacalhau, febras das matanças com batatas cozidas e grelos, bucho com couves da horta, guisadinho de javali com castanhas, milharas, coscoréis, tapioca, bolo de batata à padeira e, claro, queijo de cabra dos Fóios.
O restaurante El Dorado da Ramitos, nos Fóios, é uma marca gastronómica de referência na região transfronteiriça do Sabugal. Para marcações o telefone tem o número 271496333. Para visitar e voltar…
jcl
O Partido Socialista Francês está a atravessar um mau momento. Está a fazer a sua descida aos infernos e há quem diga até que já morreu. A realidade, é que perdeu muito eleitorado, e já não é a esperança para milhões de cidadãos franceses, como o foi na época de François Mitterrand.
E como é normal nestes casos, surgem os que querem modificar tudo, reinventar o partido. Já surgiu um, chama-se Manuel Valls, que publicou um artigo num dos grandes jornais do sistema, «The Financial Times», em que sugeria que o Partido Socialista Francês mudasse de nome, porque a palavra socialismo já não tem vigência.
Escusado será dizer que em Portugal também há, atrevo-me a afirmá-lo, gente dentro do Partido Socialista com vontade de lhe mudar o nome, e isso acontecerá quando Mário Soares desaparecer, pois ninguém se atreverá, enquanto ele for vivo, a mudar o nome do partido que ele fundou.
A ideologia política já foi mudada, mas, coisa engraçada, é mais fácil mudar a orientação político-ideológica, do que o nome. O nome é uma afirmação de esquerda, e os militantes de base, os que trabalham, os que sofrem a diário as injustiças, ainda vêem na palavra Socialismo, um símbolo de justiça. A mudança político-ideológica é uma coisa que só uma minoria compreende.
E porquê esta mudança de ideologia, e agora de nome? Os partidos socialistas já não são liderados como o eram antigamente, por homens vindos das classes trabalhadoras, por homens que também estiveram exilados e foram perseguidos pelas suas ideias. Agora as lideranças são exercidas por pequenos burgueses, tecnocratas e funcionários do partido, gente que nunca esteve em contacto com os trabalhadores e com as classes mais humildes. Assim, governam só para os poderosos, não para os que têm sede de justiça. Por acaso já solucionaram algum problema do capitalismo? Nenhum! Antes pelo contrário, agravaram-nos.
É a modernidade! É a modernidade! Dizem eles. Esquecem, porque sempre ignoraram, que a modernidade é de agora, mas a justiça é de sempre.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com
Esclarecimento-comentário às entrevistas a António Dionísio e Joaquim Ricardo, com pedido de publicação, de Vítor Proença, enquanto candidato na lista do PSD à Câmara Municipal do Sabugal.
Das entrevistas dos candidatos António Dionísio e Joaquim Ricardo e no que às opções do actual executivo diz respeito são focadas duas situações:
– Relativamente ao centro de negócios transfronteiriços do Soito, afirma-se que “aquilo é um Centro Comercial“.
– Relativamente à ligação A 23 – Fronteira pergunta-se por um lado “ Para que serve uma estrada que chega ao concelho de Belmonte e não tem continuação? E por outro que é “ prioridade as ligações à Guarda e à Covilhã por via Rápida e a Vilar Formoso por uma Estrada Nacional que não passe pelo Centro das localidades. A solução não passa por ligações à A23 onde somos obrigados a voltar para trás”.
– Com o devido respeito parece-me que os Candidatos não conhecem bem a realidade de que falam.
1 º – O Centro de Negócios Transfronteiriços além da vertente comercial, que tem, tem ainda 9 fracções autónomas para indústria ou armazenagem e uma área exterior com 4 lotes para o mesmo fim.
Acresce que na revisão do PDM está prevista área de expansão anexa para os mesmos fins, que permitirá dar resposta a todas as solicitações que venham a existir no futuro.
2º – A ligação A23-Fronteira ao chegar ao Concelho de Belmonte entronca na Estrada Olas-Maçainhas e atravessando esta última povoação chega-se à A 23 no nó de Belmonte – Manteigas sendo daí à Guarda por auto – estrada 17 km e daí à Covilhã, por auto – estrada 20 km. Obviamente que o ideal será construir a variante a Maçainhas e tem havido conversações com Belmonte nesse sentido.
– Quanto à ligação a Vilar Formoso parece-me que é muito mais importante a ligação a Ciudad Rodrigo via Albergaria de Arganan já que permitirá poupar quase 40 km entre esta cidade e a A 23, em relação ao trajecto por auto – estrada passando por Vilar Formoso.
E assim acredito ser possível desviar trânsito pelo Sabugal o que não acredito que aconteça desde Vilar Formoso porque aí indo pela auto – estrada ou vindo pelo Sabugal a distância é mais ou menos a mesma.
Vítor Proença
As aldeias de Vale de Espinho e de Alfaiates, no concelho do Sabugal, estão de luto. O mini-bus envolvido num trágico acidente de viação em França onde perderam a vida quatro portugueses e cinco ficaram gravemente feridos era conduzido por Joaquim Vicente, morador em Alfaiates, que faleceu no desastre. Entre as vítimas conta-se ainda um casal de emigrantes natural de Vale de Espinho.
As quatro vítimas mortais e os cinco feridos do acidente ocorrido, no sábado, em França, são emigrantes na região de Paris naturais do Sabugal e de Gonçalo no distrito da Guarda. O motorista Joaquim Vicente, que faleceu no desastre, vivia em Alfaiates e tinha larga experiência de transporte de emigrantes. Entre as vítimas contam-se Manuel José Dias Martins e a esposa Lídia Varandas, naturais de Vale de Espinho.
O mini-bus que transportava os emigrantes portugueses de volta a Portugal para iniciar as férias de Verão despistou-se na auto-estrada A20 pelas 12.45 horas locais numa descida em Bonnac-la-Côte, perto de Limoges.
As circunstâncias do acidente ainda não estão esclarecidas mas sabe-se que o táxi português, que levava um atrelado, terá embatido noutro automóvel, ainda na sua faixa, antes de perder o controlo e atravessar o separado central da auto-estrada e chocar na faixa contrária com um carro holandês ou outro francês. O condutor holandês morreu e os seus dois filhos sofreram ferimentos graves. No total estiveram envolvidas no acidente quatro viaturas e 18 pessoas, cinco das quais escaparam ilesas.
Em declarações à agência Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Alfaiates, Francisco Baltasar, informou que «Joaquim Vicente, de 63 anos, era um profissional com uma empresa de transporte de passageiros sediada em Landes, França, há cerca de 20 anos e que fazia regularmente este tipo de viagens entre Portugal e França transportando emigrantes da região».
O acidente vitimou ainda o casal Manuel José Dias Martins e a esposa Lídia Varandas que eram naturais da freguesia de Vale de Espinho. O Jornal de Notícias relata a emoção vivida por José Joaquim e Rosa Fernandes, moradores em Vale de Espinho, no Sabugal, que ainda não acreditam no que aconteceu aos vizinhos Manuel e Lídia. «Temos as chaves da casa. Contávamos com eles a qualquer momento. Quando recebemos a notícia do acidente, a meio da tarde de sábado, foi um choque muito grande» confessa Joaquim visivelmente inconformado com a sorte dos vizinhos e amigos. «A Lídia tinha uma paixão pelas suas flores», lembra Rosa Fernandes, apontando as hortenses azuis na moradia onde casal, emigrado perto de Paris, e agora reformado passava muitos meses do ano.
«Ele trabalhou muitos anos nas obras. Era pintor. Ela dedicava-se a trabalhos domésticos. Fizeram vida e criaram dois filhos que por lá continuam. Mas nunca deixaram de vir aqui passar uma temporada», recorda ao JN, Maria dos Anjos Pires, outra vizinha e amiga de infância.
O mês de Agosto simboliza para muitos emigrantes as vacances e o regresso às origens. As terras do Sabugal enchem-se de emigrantes, de festas e alegria. Infelizmente este ano tudo começou de forma trágica.
Às famílias enlutadas o Capeia Arraiana endereça sentidos pêsames.
jcl
O encontro de ex-alunos e professores do Externato Secundário do Sabugal foi de novo adiado, dada a dificuldade em reunir os interessados na data prevista por coincidir com o fim-de-semana das eleições legislativas.
Estava marcado para 26 de Setembro, após um primeiro adiamento por se ter considerado inoportuno que o encontro se realiza-se na sua data habitual, em Abril, dada a proximidade do desaparecimento do fundador e director do colégio, o Dr. José Diamantino, que faleceu em Fevereiro.
Sucedeu porém que a nova data proposta coincide com o fim-de-semana para o qual o Presidente da República marcou as eleições legislativas, facto que poderia fazer diminuir a participação dos interessados, já que muitos deslocam-se de longe. A marcação de outra data revelou-se porém difícil, além de que algumas pessoas continuaram a manifestar a opinião de que a morte do Dr Diamantino ainda está muito «fresca» na memória das pessoas e isso não aconselha à realização a breve trecho de um encontro que é sobretudo de alegria e de reencontro.
Face à situação e medidas as possibilidades, a comissão organizadora, constituída pelos ex-alunos José Alberto Monteiro, Maria de Lurdes Bogas, Fátima Dias e António Lucas, decidiu não realizar o encontro este ano, transferindo-o para o mês de Abril de 2010.
plb




























O actual vereador da Educação e Cultura da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, começou por recordar os três mandatos como presidente da Junta de Freguesia da Ruvina iniciados em 1985 e o convite que recebeu em 1997 de António Morgado para o acompanhar na candidatura à autarquia sabugalense. Foi vereador nos dois mandatos de António Morgado e no actual executivo de Manuel Rito num total de 12 anos na vereação do Município.
Segundo o secretário da Junta de Freguesia, Manuel Nabais, os intrusos terão entrado pelo salão, através de uma janela. A partir daí entraram no escritório da Junta, arrombando uma porta interior.
Clique para ampliar
Clique para visitar a Habisabugal
Clique para visitar a Caracol Real
Clique para visitar Vinhos de Belmonte
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar

Clique para ver o calendário
Clique para ver o blogue oficial
Clique para visitar a página oficial
Clique para ver a página web
Clique para visitar
Clique aqui
Clique para visitar
Clique para visitar
Clique para ampliar




Clicar na imagem para aceder
Clicar na imagem para ver
Clique para aceder

Comentários recentes