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As pessoas são, provavelmente, o motivo mais popular na fotografia, e todos os dias milhares de retratos são tirados. (Parte I).

Carla Araújo - Sanatório Valongo Carla Araújo - Sanatório Valongo

(Clique nas imagens para ampliar.)

Para grandes planos do rosto, deve-se ter como objectivo maximizar o impacto e potenciar o mesmo. Ao concentrar no rosto, podemos realmente desvendar a personalidade e o carácter do modelo.
Isto também simplifica as coisas, porque temos menos questões em que pensar. Quando se fotografa retratos de meio-corpo ou corpo inteiro teremos de ter especial cuidado à posição das mãos e dos pés do modelo e ao que existe no fundo.
Neste dois exemplares de um trabalho requisitado para portfolio de Carla Araújo, tentei transmitir a personalidade e estilo da modelo. Através de um planeamento exaustivo e concertado com a Carla, tentei alcançar o pretendido num espaço fortemente marcado por sombras e zonas claras. Aqui ficam os primeiros exemplos.
Fotografia e Pós-Produção: Pedro Afonso
Assistente de Fotografia: Marta Almeida
Make Up: Tatiana Soares
Modelo: Carla Araújo
Local: Sanatório de Valongo

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

Quando entrei nas Finanças, em 1953, tive de assinar a chamada declaração de honra: «Declaro por minha honra que estou integrado na ordem social estabelecida pela Constituição Política de 1933, com activo repúdio do comunismo e de todas as ideias subversivas.»

Ventura Reis - TornadoiroA falta dessa declaração inviabilizaria a minha entrada no funcionalismo público, pelo que a assinei sem pestanejar, só mais tarde tomando consciência de que a «declaração de honra» era uma autêntica perversidade.
Ao tempo isso era levado muito a sério. Directores e chefes de serviços onde algum dos funcionários professasse as chamadas doutrinas subversivas, podiam ser imediatamente demitidos ou reformados compulsivamente.
Não se pense porém que as pessoas aceitavam isto de bons modos. Assinavam para garantirem o ganha-pão, mas tal não lhes condicionava a existência. Nas repartições por onde passei naquele tempo, eram comuns as graçolas ao António da Calçada, nome que dávamos a Salazar, ou ao Cardeal Cerejeira. Claro que primeiro se ganhava a confiança com os colegas interlocutores, pois o perigo de denúncia à PIDE era real, mas a verdade é que esta era uma prática comum.
Hoje vive-se em liberdade. Pode-se dizer, sem peias, o que aprouver, mas muitas vezes não se sabe usar a liberdade com a devida responsabilidade.
Ainda há dias fui a uma repartição pública, onde me queixei a um funcionário da burocracia excessiva em relação ao meu assunto. Ele, que não me conhecia de lado algum, desatou a dizer imprecações contra o governo e contra o ministro que tutelava o serviço, mimoseando-o com todos os nomes que lhe vinham à cabeça e declarando-o culpado pelas teias burocráticas de que eu me queixava.
Em nome da decência calei-me, para não alimentar a discussão, mas penso que isto é chegar ao extremo da depravação. Uma coisa é o que cada qual pensa e defende, porém algo diferente é ter a noção da forma e do local apropriados para exporem essas ideias.
Temo bem que uma boa parte dos funcionários públicos de hoje não saibam estar no lugar que ocupam.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

A candidatura de António Dionísio à Câmara do Sabugal distribuiu um folheto de campanha contendo uma mensagem do candidato, que promete apresentar um programa eleitoral com promessas concretas para a construção de um concelho moderno, desenvolvido e atractivo.

folhetoDepois de António Robalo se apresentar aos eleitores através de um folheto distribuído à população, de que Capeia Arraiana deu a devida nota, surge agora António Dionísio a distribuir uma brochura.
Num grafismo dominado pela cor azul em diferentes tons, evidenciam-se um castelo estilizado e o rosto do candidato, acompanhando o lema: «Sabugal 2009 – Concelho com Futuro!».
Neste primeiro panfleto de campanha dos socialistas para as autárquicas enumeram-se as razões do apelo à mudança e elencam-se os desafios a que o candidato se propõe: definir o concelho que queremos, afirmar o concelho num contexto regional, criar um concelho qualificado, desenvolver a economia, desenvolver o turismo, gerir a imagem do concelho e definir um novo modelo de governação local.
O documento apresenta também um texto assinado pelo candidato, subordinado ao tema: «A interioridade e a desertificação». No texto António Dionísio caracteriza o concelho facultando dados estatísticos que comprovam o decréscimo populacional, para depois defender que nem todos os males se devem ao poder central: «Não quero dizer que a Administração Central não tem uma quota-parte significativa no estado a que chegámos. Mas afirmo, sem qualquer dúvida, que não compete ao litoral definir o nosso rumo para um Concelho desenvolvido.» Depois, no referente às soluções para os nossos males, o candidato deixa claro que «a Administração Central pode dar uma boa ajuda, mas somos nós que temos de construir este Concelho moderno, desenvolvido e atractivo».
Defende ainda a união dos sabugalenses: «Todos a puxar para o mesmo lado, unidos por uma estratégia comum de desenvolvimento eis a condição primeira para destruir a nossa interioridade e marginalização face às regiões mais desenvolvidas.»
Para António Dionísio terminou o «discurso do desgraçadinho», devendo antes todo o sabugalense apostar no ditado popular «Ajuda-te e serás ajudado», prometendo contudo para o momento da divulgação do programa eleitoral a transformação da mensagem em pospostas concretas.
plb

Vila Nova de Foz Côa será palco da apresentação do Plano Estratégico de Promoção Turística do Vale do Côa, numa sessão pública que reunirá membros do governo e autarcas do Vale do Côa.

Rio Coa incluido na Rota do Turismo ActivoO plano, que foi elaborado pela Associação de Municípios do Vale do Côa realiza, será apresentado no próximo dia 7 de Julho, no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa.
O documento define os termos em que se desenvolverá o turismo nos municípios do Mogadouro, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Trancoso, Mêda, Almeida, Pinhel e Sabugal.
A Sessão Pública conta com a participação de governantes, de autarcas.
A apresentação dos resultados alcançados e a estratégia de promoção turística estará a cargo do economista Augusto Mateus, que coordenou a equipa técnica que elaborou o Plano. Nele consta a análise e o diagnóstico da região a que se refere, dos recursos e produtos turísticos e das capacidades de desenvolvimento das actividades do sector do Turismo. Inclui também um aprofundada análise das potencialidades do Vale do Côa enquanto destino turístico de referência.
O Plano Estratégico de Promoção Turística é um dos instrumentos que a Associação de Municípios do Vale do Côa está a promover, no sentido de lançar as bases de um novo ciclo de desenvolvimento desta região, no qual as actividades relacionadas com o Turismo desempenharão um papel fundamental.
A Associação de Municípios do Vale do Côa tem como Presidente do Conselho Directivo Emílio Mesquita, presidente da Câmara de Foz Côa, e como Presidente da Assembleia-Geral António Baptista Ribeiro, presidente do município de Almeida.
plb

O presidente da Junta de Freguesia da Bismula, José Agusto Vaz, entendeu clarificar as afirmações que foram motivo de pedido de explicações por parte de Manuel Rito, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, durante a última Assembleia Municipal realizada no passado dia 26 de Junho.

José Augusto Vaz«Artigo 19.º – Liberdade de expressão e de informação
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão”.

Para clarificar um pouco a situação, vou tentar separar as peças de fruta nesta salada mista:
– Na recepção que o Sr. Presidente da Câmara me concedeu nos finais de Maio passado, no seu gabinete, a que assistiu o Sr. Dias, não é verdade que me tenha referido que “as delegações de competências pressupunham uma relação de confiança entre delegante e delegado”. Puxando pelo jornal “Nordeste da Bismula, n.º 108”, uma publicação legal inscrita no ICS, e do qual sou seu director está escrito:
“No início do ano escolar, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal do Sabugal, Sr. António Robalo, achou por bem fechar a escola da Bismula, transferindo os alunos para a Ruvina. Não nos foi fácil aceitar o encerramento da nossa escola, mas sendo-nos apresentado o facto consumado, fizemos o possível e o impossível para que as portas da escola continuassem abertas. Em vão. De nada valeram as nossas razões apresentadas. Tivemos que aceitar a força da evidência. É a triste sina das aldeias que uma após outra envelhecem e ficam sem crianças, sem renovação, caminhando para o seu despovoamento.”
Esclareço que no ano lectivo 2007/08 esta escola funcionou com 12 alunos e em 2008/2009 já não chegaria à dezena e nem todos eram da Bismula. Mas, então, Sr. Vereador? Não houve em 2008, no concelho, escolas a funcionar, como o Sr. disse “a titulo excepcional”, com menos de 10 alunos? Ou será que, tendo o Senhor Vereador Robalo decidido ser candidato à Câmara quis, com este gesto, demonstrar o seu interesse pela sua terra, a Ruvina, onde não têm nascido crianças? Mais palavras para quê?… Se é Senhor Vereador Robalo ou a Administração Central a ordenar o fecho das escolas, nada disso me interessa, mas que foi o Sr. vereador Robalo a dar-me a notícia numa reunião de Presidentes de Junta havida na Biblioteca, é um facto indesmentível!
Mais afirmou o Sr. Presidente da Câmara nessa recepção que este assunto não era relevante, e que me ia mandar fazer a Delegação de Competências.
Quando eu na minha réplica à censura da minha opinião por parte do Sr. Presidente da Câmara, na Assembleia Municipal, referi que “o cerne da questão não está aí … que era preciso definir se havia ou não delegação de competências”, referia-me a um texto que eu publiquei no blogue do candidato do Partido Socialista, Sr. António Dionísio (Toni), no passado dia 1 de Junho com o titulo:
“A Importância de um Candidato…” e “O Toni é mesmo uma grande opção para Câmara Municipal do Sabugal”…
Foi este texto que, nesse mesmo dia, me foi citado na Câmara como sendo o móbil da oposição por parte do Sr. Vereador Robalo à concessão da Delegação de Competências, pois para me ser dada teria de o apoiar… é assim que a coisa funciona. Disseram-me. Triste método que fiquei a saber, mas que comigo, deixei logo bem claro, não colava.
Não está escrito nem implícito no meu texto escrito no dia seguinte a esta informação, com o titulo “Uma Represália politica na Câmara Municipal de Sabugal“, que eu tenha acusado o Sr. Presidente da Câmara de me negar algo. Não! Essa questão é uma questão falsa. Se acha estranho que não seja consigo, Sr. Presidente, aconselho-o a ler novamente o texto. Mas não podemos ir para além do conteúdo semântico dos signos linguísticos.
Ainda na minha tréplica na Assembleia Municipal, o substantivo “desculpa” que eu referi não foi qualquer sinal de desculpas da minha parte, e muito menos a exigida abjuração do que escrevi, mas e tão só a minha educação a vir à tona, porque entendi que o Sr. Presidente da Câmara não estava a perceber nada do assunto a que eu me referia. Isso aconteceu noutros tempos remotos com Galileu que para além das insídias e perseguições de que foi alvo teve de abjurar das suas certezas. O cerne da questão está, de facto, no texto que escrevi para o blogue de apoio do Candidato à Câmara pelo Partido Socialista, Sr. António Dionísio, que o Sr. Presidente não teria lido! E que foi objecto da estranha reacção do Sr. vereador Robalo.
Não me venham com esses factos, razões ou argumentos não provados e mesmo improváveis. Isso comigo não dá.
Deixe que lhe diga, Sr. Presidente. Isso é deprimente, não o julgava capaz descer essa escada!
Quanto à Assembleia Municipal: a julgar por aquilo que ali se viu e ouviu: desde a imposição clara da censura por parte do executivo às politiquices e politiqueiros que nada resolvem; a mesma ética baixa para com o Presidente da Câmara que foi novamente acusado de não falar verdade; o voto contra do Sr. Presidente da Assembleia, curiosamente a pessoa que deu a mão ao actual Presidente e o colocou na cadeira do poder, algo vai mal no reino de Sua majestade. Todavia, mantenho, um pouco absurdamente, a expectativa de que um dia a alegre mediocridade reinante na Assembleia dê lugar à verdadeira discussão de ideias e projectos necessários ao concelho, em estreita relação com a responsabilidade social que nos rodeia, questão ligada à área do dever, das obrigações morais e legais, cruzando-se com o conceito de Ética e de cidadania. Onde estas reacções espaventosas não tenham lugar e afastem este ilusionismo eleitoral.
Enfim… venha a salada de fruta… e que bem que sabia!!!
José Agusto Vaz (Presidente da Junta de Bismula)
vasto@sapo.pt

O Ministro da Economia foi demitido pelo Primeiro-Ministro José Sócrates durante o debate da nação na Assembleia da República. Um gesto provocatório com dois dedos na testa em forma de cornos dirigido à bancada do PCP ficou para a história dos debates parlamentares. Depois do «PapaMaizena» e do rasgar de programas em directo na SIC Notícias só faltava simular uma investida no forcão…

O gesto fatal de Manuel Pinho foi feito numa fase acalorada da tarde, em que Francisco Louçã (BE) lembrava as promessas de José Sócrates e de Vital Moreira sobre a viabilização das minas de Aljustrel e a manutenção de 100 postos de trabalho. O Ministro da Economia, desnorteado, respondeu com os dedos em forma de cornos a uma provocação paralela de Bernardino Soares (PCP) sobre a oferta de um cheque da EDP à colectividade aljustrelense. Só faltou mesmo o incentivo raiano… Ó Forcão Rapazes.

Em tempo de anormal e maniqueista nervosismo politico-popular será que é de bom tom sugerir o registo do incentivo «Ó Forcão Rapazes» ??? (Interrogação)
jcl

Em finais do ano passado foi celebrado entre a Autoridade de Gestão do Programa Operacional da Região Centro e a Associação Intermunicipal baseada nas NUT III Beira Interior Norte e Cova da Beira, a que o Concelho do Sabugal pertence, um Contrato de Delegação de Competências com Subvenção Local, tendo como base um Plano Territorial de Desenvolvimento da COMURBEIRAS.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Na prática, o que isto significa é que a Autoridade de Gestão do PORCentro delegou na COMURBEIRAS a gestão do processo de aprovação de candidaturas a apresentar pelos Municípios e que, de acordo com a Minuta do Contrato a que tive acesso, atinge um valor de 38,9 milhões de euros, dos quais 34,4 a aprovar entre 2008 e 2010.
Uma análise da distribuição das verbas contratualizadas, permite perceber quais as prioridades da COMURBEIRAS. Assim:
– 20,9M€, 54% do total destinam-se a investimentos em projectos enquadrados no Eixo III – Consolidação e Qualificação dos Espaços Subregionais;
– 8,9M€ (23%), no Eixo I – Competitividade, Inovação e Conhecimento;
– 6,1M€ (16%) no Eixo IV – Protecção e Valorização Ambiental;
– 1,7M€ (4%) no Eixo V – Governação e Capacitação Institucional; e,
– 1,1M€ (3%) no Eixo II – Desenvolvimento das Cidades e dos Sistemas Urbanos.

Mas a leitura do Contrato permite detalhar um pouco mais a repartição das verbas disponibilizadas e perceber quais as mais significativas. Assim tem-se:
– Sistema de Apoio a Áreas de Localização Empresarial – 7,8M€ (20%);
– Mobilidade territorial (que inclui as estradas) – 7,5 M€ (19%);
– Equipamentos para a coesão local – 5,7M€ (15%);
– Acções de valorização e qualificação ambiental – 4,8M€ (12%);
– Requalificação da Rede Escolar de 1º Ciclo do Ensino Básico e da Educação Pré-Escolar – 3,8 M€ (10%);
– Património Cultural – 2,9M€ (7%);
– Sistema de Apoio à Modernização Administrativa – 1,7M€ (4%);
– Mobilidade territorial (mobilidade sustentável) – 1,1M€ (3%): e,
– Rede de equipamentos culturais – 1,1M€ (3%).

As informações de que disponho, permitem-me dizer que o Município do Sabugal contratualizou com a COMURBEIRAS a apresentação das seguintes candidaturas, no valor global de 3,6M€:
– Áreas de Acolhimento Empresarial e Logística – Ampliação do parque industrial do Sabugal – 0,24M€ (7%);
– Economia Digital e Sociedade do Conhecimento – Equipamento para o Pólo de Especialização Tecnológico – Níveis III e IV e Centro de Estudos de Jesué Pinharanda Gomes – 0,27M€ (8%);
– Mobilidade Territorial – Ligação da A23 à fronteira (passando por Sabugal e Soito) – 2,7M€ (75%); e,
– Acções de Valorização e Qualificação Ambiental – Requalificação de espaços ambientais públicos no concelho do Sabugal: Arborização da Av. 25 de Abril e da Av. Infante D. Henrique no Sabugal; Requalificação ambiental e paisagística do lugar do Calvário e do Largo de S. Sabastião e Recuperação Ambiental da Quinta da Colónia Agrícola Martim Rei (quinta pedagógica e campo de férias) – 0,34M€ (10%).

Ficamos assim a saber quais as prioridades que o conjunto dos Municípios da COMURBEIRAS apresentaram e, mais importante, as prioridades do Município do Sabugal.
Palavras para quê…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

O concelho de Trancoso engalanou-se para receber em festa sua majestades reais D. Dinis e D. Isabel de Aragão e seus séquitos, nobres e povo numa recriação do esposamento dos monarcas que aconteceu nesta cidade em 1282.

D. Dinis e D. Isabel em TrancosoA Festa da História foi organizada em 27 e 28 de Junho pela empresa municipal Trancoso Eventos, Câmara Municipal de Trancoso e pela AENEBEIRA-Associação Empresarial do Nordeste da Beira onde não faltaram torneios de armas, a reconstituição do recrutamento de homens para a defesa do burgo, o assédio e assalto por tropas castelhanas mas também os festejos da vitoria dos trancosanos com bailias, danças e folguedos.
Pelas ruas do centro histórico, vaguearam mendigos, guerreiros, judeus e mercadores, pregoeiros, taberneiros, cavaleiros e infantes, conferindo um colorido ao perímetro amuralhado na antiga «vila» agora cidade de Bandarra.
No centro da praça, o trono real acolheu os monarcas que assistiram com todas as honrarias, à pelejas e confrontos de cristãos e mouros, a danças e bailias.
O Cortejo Régio foi o momento mais visível destas celebrações anuais que atraem forasteiros e autarcas de varias paragens que, na praça central intra-muros, assistem aos torneios de armas a cavalo, venda de escravos, investidura de novos cavaleiros e por fim o «juízo eclesiástico de heréticos e relapsos e seus castigos».
Não faltou a Ceia Medieval para Fidalgos de moa agasalho, em ambiente que fez recuar aos tempos medievais e aos odores e sabores de antanho, onde não faltaram as animações e exibições de artistas e do povo.
Trancoso fez mais uma vez jus aos seus pergaminhos de um passado glorioso que se quer projectar na modernidade do presente para construir um futuro promissor.

É, sem dúvida, mais glorioso fazer uma festa para exaltar D. Dinis e D. Isabel do que comemorar a Europa que ninguém quer.
jcl (com C.M. Trancoso)

O Teatro Municipal da Guarda e a Junta de Castilla y Léon (Espanha) organizam conjuntamente e um festival de música blues, entre 24 de Julho e 01 de Agosto.

TMG-Teatro Municipal da GuardaO «Transblues – Festival de Blues», realiza-se nas cidades de Guarda e Béjar, tendo o seu programa sido hoje apresentado em conferência de imprensa pelos organizadores na delegação regional da Junta de Castilla y Léon, na cidade espanhola de Salamanca.
Sengundo a Lusa, o festival arranca no dia 24 na Guarda, com Eugene Hideaway Bridges (Estados Unidos da América).
Bob Stroger & The European Band (EUA) actuam dia 25, Roland Tohakounte (República dos Camarões), dia 26, Minnemann Blues Band (Portugal), dia 29, e o grupo Bluedays (Espanha), dia 30.
Para Béjar (Espanha), estão agendados concertos por Nobody´s Bizzness (29), Bob Stroger & The European Band (30), Ângela Brown & The Might e Mageo Parker (31). Eugene Hideaway Bridges, Sugarblue, Wentus Blues Band + Eddie Kirkland e Wentus + Barrenge Whithfield fecham o festival dia 01 de Agosto.
O Transblues envolve custos globais de 175 mil euros, sendo 35 mil suportados pela organização portuguesa.
Este evento, segundo Américo Rodrigues, director artístico do Teatro Municipal da Guarda (TMG) surge no âmbito de uma parceria entre a Junta de Castilla y Léon e a Culturguarda, que apresentaram uma candidatura comum a fundos comunitários, denominada «Redes».
plb

A Presidência da Câmara Municipal do Sabugal entendeu publicar extracto da minuta da Acta da Assembleia Municipal realizada no passado dia 26 de Junho relativamente ao pedido de retratação pública ao Presidente da Junta de Freguesia da Bismula pelas afirmações constantes do artigo publicado no Capeia Arraiana.

Assembleia Municipal«Relativamente ao artigo publicado por V. Exa. em 08/06/09, com o título “Represália política na Câmara de Sabugal”, junto se remete com pedido de publicação extracto da minuta da Acta da Assembleia Municipal de 26/06/09, aprovada na mesma Assembleia.
As actas após aprovadas fazem fé em Juízo.

Extracto da Minuta da Acta da Assembleia Municipal de 26/06/09
O Presidente da Câmara tomou a palavra para dizer que a actividade Municipal estava distribuída por escrito mas que não podia deixar de referir o seguinte: Foi deliberado, por maioria com 3 abstenções na reunião do executivo de 12-06-09 (como consta na respectiva acta) comunicar ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Bismula que se não se retratar publicamente por escrito das afirmações que fez ao Blogue “Capeia Arraiana”, que não haveria mais delegações de Competências na Junta de Freguesia da Bismula. Entre outros comentários, o Presidente da Junta dizia que em reunião com o Presidente da Câmara tinha solicitado uma delegação de competência para pavimentação de diversas ruas, e esta lhe tinha sido negada, por apoiar um candidato do Partido Socialista. Ora na referida reunião o que tinha sido dito ao Presidente da Junta foi que as delegações de competências pressupunham uma relação de confiança entre delegante e delegado que, no caso, tinha sofrido um abalo porque o Presidente da Junta tinha escrito no Jornal “Nordeste”, que é editado e distribuído na sua freguesia, que “no início do ano escolar o Vereador da Cultura da Câmara Municipal do Sabugal, Sr. António Robalo, achou por bem fechar a escola de Bismula, transferindo os alunos para a Ruvina”, o que é mentira visto que quem fechava ou não as escolas é a Administração Central.
Referiu que nunca como Presidente da Câmara tinha usado o cargo para pedir votos fosse a quem fosse e o Presidente da Junta de Freguesia da Bismula mente quando o diz.
Portanto não pode admitir que o Sr. Presidente o trate como o tratou e, repete, que foi deliberado por maioria, com 3 abstenções e nenhum voto contra, que sem o Sr. Presidente da Junta de Freguesia se retratar, por escrito, não haverá mais delegações de competência na Junta de Freguesia da Bismula, e que como por causa do Sr. Presidente da Junta, a Freguesia da Bismula não pode ser prejudicada, as Ruas em falta serão executadas pela Câmara Municipal de Sabugal, após projecto e inclusão em orçamento.
De seguida foi dada a palavra ao Presidente da Junta de Freguesia da Bismula.
O Presidente da Junta disse «para já quero referir apenas o seguinte quanto ao assunto que o Sr. Presidente da Câmara apresentou: efectivamente aconteceu como disse o Sr. Presidente. O Presidente mostrou-me o Jornal. O Sr. Vereador Robalo sabe bem que foi ele que me disse na reunião que tivemos com os Sr. Presidentes de Junta, na Biblioteca, que as crianças iriam sair da Bismula. O cerne da questão não está aí, o cerne da questão está em que o tempo passa a correr e era preciso de facto definir se havia ou não delegação de competência, e quando eu vou saber da delegação de competência, não falei com o Sr. Presidente da Câmara, mas alguém falou comigo e me disse que o Sr. Vereador Robalo se tinha oposto a que me dessem a delegação de competências, e isso saiu da Câmara, mas não foi nada com o Senhor Presidente da Câmara. Peço-lhe desculpa mas não foi esse o motivo porque escrevi.»
Em resposta o Sr. Presidente da Câmara: «Estranho que não seja comigo o que o Sr. Presidente da Junta da Bismula escreveu mas, uma vez que é assim, solicito que o serviço de apoio à Assembleia mandem cópia da acta, no que a este assunto respeita, para o Blogue “Capeia Arraiana” onde foi publicado o artigo referido.»
jcl

De 30 de Julho a 2 de Agosto, o Largo do Rio Côa, na cidade do Sabugal, recebe a terceira edição da Festa da Europa, onde haverá música, artesanato, gastronomia, caminhadas e provas desportivas. Os UHF são o grande destaque do programa.

UHFA festa inicia-se na tarde do dia 30 de Julho com a inauguração das tradicionais tasquinhas, que estarão abertas todos os dias da festa. Nesse mesmo dia, pelas 22 horas, haverá um concerto musical, como o grupo, «Prós & Contras».
No segundo dia subirá ao palco «Rita Redshoes».
No dia 1 de Agosto, às 15 horas, realiza-se o IV Grande Prémio de Atletismo do Alto Côa, que incluirá provas e prémios para todos os escalões (organizado pelo Município do Sabugal e Associação Cultural e Desportiva do Baraçal).
Nesse mesmo dia, pelas 19 horas, realiza-se uma caminhada, que se iniciará defronte ao Palácio da Justiça.
Pelas 22 horas subirá ao palco da festa o grupo musical UHF.
Na tarde do dia 2 de Agosto, designado pelo «Dia das Associações», haverá a exibição das associações musicais e etnográficas do concelho do Sabugal que aderiram à festa.
Ao longo dos dias da Festa da Associação ocorrerá também uma Feira de Artesanato, com diversos pavilhões de artesãos frente ao Palácio da Justiça. A organização da feira resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Sabugal e a Associação de Desenvolvimento Local do Sabugal (ADES).
plb

Na noite do dia 21 de Junho de 2009, a Associação Cultural e Recreativa da Torre (ACRT) celebrou o S. João com uma sardinhada oferecida aos sócios e amigos da colectividade.

Associação Cultural e Recreativa da TorreOs convivas começaram a chegar pelas 20 horas e desde logo se colocaram os assadores a postos, com as sardinhas devidamente alinhadas. Depois de prontas para serem degustadas, as inicialmente previstas revelaram-se poucas e tiveram de ser reforçadas, por fim, o caldo verde, bem no ponto e preparado por algumas das associadas.
Outrora a Torre tinha por tradição fazer a fogueira do S. João, fogueira essa com reminiscências nas festas pagãs do solstício do Verão (que coincide com o começo da Estação), a queima era de rosmaninho, e esta também era realizada nas várias habitações, era uma forma de purificar as casas depois do longo Inverno e o fumeiro associado ao mesmo.
A ACRT tem ainda como novidade a instalação da internet, na sede da Associação, iniciativa desta com a colaboração levada a cabo pela Junta de Freguesia do Sabugal, o que permite aos associados estarem em comunicação com o mundo, nomeadamente com os vários associados residentes em muitos países estrangeiros (desde a França, Alemanha, Canadá e até Angola). Está para breve a criação de uma página da ACRT e ainda um e-mail à mesma associado, um grande bem haja à Junta de Freguesia que permitiu este benefício.
Há ainda que salientar a construção de um pequeno parque infantil, junto da sede da Associação, parque esse que se destaca pelas suas cores vivas e que permitirá às crianças tempo de divertimento, ainda que sejam escassas as habitualmente residentes.
Para melhoria do espaço ocupado pela Associação, a mesma recuperou uma nora que existia no «terreiro» da antiga escola primária, nora essa que foi colocada em destaque num pedestal em forma de poço com iluminação própria.
Continuamos a contar com todos os associados e amigos para fazer mais e melhor pela Torre, muito obrigado
José Amaral Marques

A ADES-Associação Desenvolvimento Sabugal promove, com o apoio do Município do Sabugal e empresa municipal Sabugal +, de 26 de Junho a 5 de Julho, o artesanato do concelho do Sabugal em Aveiro na FARAV`09 – Feira de Artesanato de Aveiro.

FARAV'09Além da mostra de artesanato do concelho do Sabugal, está a participar também um artesão a trabalhar ao vivo.
A ADES irá representar os artesãos do concelho e suas peças de artesanato, promovendo os seus trabalhos e dinamizando a cultura e tradições locais.
Dia 27 (sábado), o evento contou também com a actuação do Rancho Folclórico de Sortelha, promovendo também a etnografia do nosso concelho.
Para além do artesanato, pretende-se dinamizar e promover os produtos locais, como o queijo, o mel, os licores, entre outros produtos.
A promoção do turismo do concelho do Sabugal, também irá estar representado no espaço afecto ao concelho do Sabugal, promovendo-se e divulgando-se através de material promocional e de videos com filmes a história, gastronomia, património histórico, tradições, restauração e alojamento.
Pretende-se assim «vender o concelho», através da promoção do concelho do Sabugal enquanto destino turístico.
Jorge Esteves (ADES)

Há dias lançaram-me um desafio para uma crónica sobre as opiniões do Dr. Leal Freire a respeito do Estado Novo; o qual, sendo novo, não tinha novidade alguma, porque era salazarento e bolorento.

João ValenteNão discuto o valor das opiniões do Dr. Leal Freire (de quem curiosamente tive idêntico percurso académico – escola, seminário do Fundão e Direito), porque daria muito pano para mangas e para não sujeitar os leitores à brilhante e previsível contestação, à correspondente réplica e sucessivas tréplicas de ambos.
O que aqui está em causa não é tanto o demérito das convicções do Dr. Leal Freire, mas a razão de ser das mesmas, porque o que motivou o repto é o absurdo delas num homem tão inteligente e culto. Este é pois o objecto deste breve post; não outro.
Mutatis mutantis, a boa impressão que tem o Dr. Leal Freire do regime Salazarista no período longínquo da segunda guerra, lembra-me a analepse temporal que o meu avô Lourenço Martins, nos seus 92 anos de cãs alvíssimas, fez a partir de certa altura da sua vida, regressando às memórias da meia-idade, que foi o período da segunda grande guerra e da exploração do volfrâmio.
A diferença entre Dr. Leal Freire e o meu avô analfabeto sobre a segunda grande guerra diverge apenas pelo grau de instrução de cada um; o Dr. Leal faz uma elaborada análise política, o meu avô reduzia-a aos efeitos na economia familiar.
Esclareço que aquele estádio de regressão do meu avô no tempo foi cada vez mais longe, à medida que envelhecia, a ponto de se alienar completamente do presente.
Na verdura dos meus anos, atribuiu aquela obsessão do meu avô pela segunda grande guerra à senilidade dos seus 92 anos, mas hoje que penso maduramente, vejo que tinha uma causa mais profunda: todos nós à medida que envelhecemos e sentimos aproximar o desenlace natural da vida, somos tomados por uma cada vez maior nostalgia do passado. «Que há saudades nos homens, é evidente; que há homens saudosos não pode negar-se», já o afirmava José Marinho na sua Teoria do Ser e Da Verdade.
Toda a Saudade parte da morte que é por antonomásia a suma ausência. E a partir dela diferenciam-se dois caminhos: Uma promoção que a ultrapasse pela negação do espaço e do tempo futuro; ou retorno, que supere a morte pela fuga ao espaço e ao tempo presente.
O primeiro caminho é o da generalidade da ficção literária e foi seguido por Bernardim Ribeiro, Francisco Manuel de Melo e António Patrício, entre outros.
A Saudade do fim da vida é um exemplo do segundo caminho; um desejo de superação da morte pelo regresso ao passado, dominando o tempo com estados de ausência ao presente em que as lembranças agradáveis do passado dão sentido e consistência aos passos que a Saudade foi gravando sobre a vida.
Foi também este segundo caminho o seguido na Mensagem de Pessoa e obra de Pascoais, os poetas mais genuínos da portugalidade.
É este binómio Lembrança/desejo que caracterizando a Saudade, provoca prazer/dor numa sucessão de momentos diferentes, «um estado de saudade»(Marnos) permanente, nas palavras de Teixeira de Pascoais, que também é válido para as nações antigas e por isso serve para caracterizar a alma portuguesa, como tão bem fez Cunha Leão em O Enigma Português.
A alienação do tempo presente deu-se precisamente, parafraseando o Leal Conselheiro de D. Duarte (o nosso rei – filósofo que estudou a saudade), quando a razão do meu avô se deixou afectar pelo «rijo desejo de voltar ao estado de ausente». Foi também a época mais dolorosa e insensata da vida dele.
Por isso a Saudade, é um fenómeno de sensibilidade; parte do coração e nada tem a ver com a razão; nasce da lembrança do tempo feliz que se viveu e do desejo de regresso a ele, são fenómenos psicológicos e de estado de alma.
«A suydade nom descende de cada uma destas partes (nojo, pezar, desprazer e aborrecimento) mas é um sentido que vem da sensibilidade e não da razão», ainda D. Duarte no Leal Conselheiro.
Ou como dizia Leonardo Coimbra, as saudades «são como pombas de sonho que povoam o nosso entendimento», bastará procurá-las, mesmo que subtilmente, para elas levantarem voo perdendo-se daquele pombal, tão firme no seu ser, como disponível e vazio na sua realidade.
A opinião do Dr. Leal Freire sobre o Estado Novo, explica-se pela mesma Saudade que tinha o meu avô, comum aos homens no fim de vida e que seguem o caminho da fuga ao presente. Possivelmente nem corresponde ao sentimento verdadeiro do Dr. Leal Freire, mas ele nem se apercebe!
É que, segundo Francisco Manuel de Melo, às vezes «a Saudade lembra-nos coisas que antes de ela aparecer nunca amaríamos».
Provindo da Saudade que pertence ao coração, a opinião do Dr. Leal Freire não pode contradizer-se pela lógica. Sentimento e Razão não se tocam…
«E para entender esto não cumpre ler per outros livros, mas cada um considere o seu coração o que já por feitos desvairados tem sentido», ainda D. Duarte no Leal Conselheiro.
Assim, a opinião do Dr. Leal Freire sobre o Estado Novo, é uma extravagância da Saudade que dá aos homens naquela idade. Um derradeiro bater de asas do sonho que lhe povoa o entendimento…
E que podemos nós, contra o infinito intangível do sonho?
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

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