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A fotografia reproduzida nesta crónica foi tirada em Agosto de 1974, no pedido da Praça para a Capeia, no Soito.

Joao Aristides DuarteO redondel, em cimento, tinha sido colocado nesse mesmo ano. Até 1974, as capeias decorrem durante muitos anos no mesmo local, mas a praça era tapada com carros de vacas carregados de lenha, que serviam de calampeiras.
O Soito sempre foi uma terra especial no pedido da praça, nas capeias. Não era costume pedir a praça a uma pessoa muito importante da terra, como acontecia noutras localidades vizinhas. Aqui pediu-se, muitos anos, a praça «ao povo do Soito» ou, então a personagens bem típicas como o Ti Bernardo da Ti Rata ou o Zé Nenho.
Lembro-me, também, de um pedido de praça, por estes anos, em que o falecido Zé Nenho apareceu em «traje de luces», tendo dado uma volta à praça com essa vestimenta, levando muita gente que não o conhecia ao engano, pensando que era mesmo um toureiro de verdade.
Neste ano de 1974 quem participou no cortejo (para além dos mordomos) foram os Zés Pereiras do Paul, no concelho da Covilhã, que, por esta época, vinham muitas vezes ao Soito, animar festas.
Para além dos Zés Pereiras podemos ver o Toninho Oliveira a tocar tambor (em primeiro plano, do lado esquerdo), tendo ao seu lado direito o mestre Fernando Monteiro Fernandes (com as calças às riscas e a t-shirt do 25 de Abril – afinal a Revolução tinha sido há 3 meses!). Atrás do Toninho Oliveira e a fingir que está a tocar guitarra está Eugénio dos Santos Duarte, o pai deste cronista.
Do lado direito da fotografia (de chapéu de palha na cabeça) podemos ver o Ti Zé Impedido, um grande aficcionado das capeias, que completou este ano um século de existência.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Militantes e simpatizantes do PS e da candidatura de António Dionísio à Câmara do Sabugal juntaram-se na Praia Fluvial na tarde de domingo, dia 12 de Julho. A Secretária de Estado e dirigente nacional do PS Idália Moniz foi a convidada de honra.

Algumas centenas de pessoas acompanharam o candidato socialista no convívio anual do partido. Os apoiantes, que vieram das diferentes terras do concelho, conversaram, comeram e beberam durante a tarde junto ao rio Côa à sombra dos frondosos amieiros.
No final da tarde houve os discursos da praxe, que se iniciaram com a intervenção do presidente da Federação Distrital da Guarda do partido, José Albano, que afirmou que a candidatura do PS no Sabugal era uma batalha para vencer.
António Dionísio tomou depois a palavra para dizer que se avizinha uma campanha muito dura e exigente, afirmando-se porém pronto para o combate político, estando confiante na vitória.
O candidato socialista manifestou orgulho de todos os que na história honraram a sua terra, nos momentos de glória e de desgraça. «Agora, quando tudo parece desabar, quando o concelho se desertifica e caminha para o abismo, acredito que vamos construir uma terra de esperança», disse António Dionísio. «Esta não é a altura de lamentações e de desistências, é antes a altura de ter coragem e sabedoria para enfrentar e vencer os desafios do desenvolvimento do concelho, é altura de fundarmos os alicerces do futuro».
A terminar o discurso o candidato clarificou o que está em jogo no próximo acto eleitoral autárquico: «Em Outubro só há duas hipóteses: ou se vota na incapacidade, na descrença e na lamúria, ou se vota na mudança, na esperança e na capacidade de alicerçar o futuro do concelho». E, numa alusão velada à candidatura de Joaquim Ricardo, cujo nome não citou, deixou um aviso: «Desperdiçar votos, acreditar em cantos de sereia é nestes tempos difíceis que passamos a opção errada e na prática permitir que tudo fique na mesma».
Idália Moniz, dirigente nacional do PS e actual Secretária de Estado da Reabilitação Social, terminou os discursos dando palavras de alento ao candidato socialista e fazendo uma crítica cerrada ao PSD e a Manuela Ferreira Leite, que desafiou a clarificar quais as políticas sociais do governo socialista que pretende rasgar.
O convívio terminou com a divulgação do hino da candidatura.

Hino da candidatura de António Dionísio

plb

A presidente do PSD-Partido Social Democrata, Manuela Ferreira Leite, desloca-se ao Sabugal no domingo, 25 de Julho, para apresentar os candidatos autárquicos às 14 Câmaras do distrito da Guarda. O Fórum Autárquico «Falar Verdade» está marcado para as 15 horas no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.

O Sabugal será o palco da apresentação nacional dos candidatos sociais-democratas às 14 câmaras do distrito da Guarda.
O Fórum Autárquico «Falar Verdade» está marcado para as 15 horas de domingo, 25 de Julho, no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal e encerrará com um discurso da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite.

CONCELHO CANDIDATO POSIÇÃO CÃMARA
Aguiar da Beira Fernando Andrade Recandidatura PSD
Almeida António Baptista Ribeiro Recandidatura PSD
Celorico da Beira Vítor Santos Candidatura PS
Gouveia Álvaro Amaro Recandidatura PSD
F. Castelo Rodrigo António Edmundo Recandidatura PSD
Fornos Algodres José Miranda Recandidatura PSD
Guarda Crespo de Carvalho Candidatura PS
Manteigas José Manuel Biscaia Recandidatura PSD
Mêda João Mourato Recandidatura PSD
Pinhel António Ruas Recandidatura PSD
Sabugal António Robalo Vereador PSD
Seia Luís Caetano Vereador PS
Trancoso Júlio Sarmento Recandidatura PSD
V. N. Foz Côa Gustavo Duarte Vereador PS

Nas últimas eleições autárquicas no distrito da Guarda o PSD alcançou a presidência de dez Câmaras (Sabugal, Almeida, Aguiar da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Manteigas, Gouveia, Fornos de Algodres, Trancoso, Mêda e Pinhel) e o PS quatro (Guarda, Seia, Celorico da Beira e Vila Nova de Foz Côa).
jcl

Marialva ergue-se num monte rodeado de outeiros e penhascos, de difícil acesso, situado na margem esquerda do rio Alva. Localização essa que transformou Marialva numa importante praça militar durante a Idade Média.

José MorgadoMARIALVA – Povoação de raízes antigas, admite-se que a sua origem esteja ligada à cidade de Aravor (fundada pelos Túrdulos), sendo destruída por sucessivas invasões até ao século XI. Marialva terá sido definitivamente reconquistada por Fernando Magno, em 1063, que a baptizou de Malva, antes de ser chamada Marialva. Mas esta não é a única suposição em torno do nome. Há quem defenda que Marialva deriva do nome próprio de uma apaixonada de Afonso II – a quem, em 1217, o Rei doou a aldeia. O nome da dama era D. Maria Alva. Em 1179, D. Afonso Henriques tinha já concedido a primeira Carta de foral à vila.
Ao entrar em Marialva, irá depara-se com um cenário medieval do qual fazem parte três agrupamentos: a devesa – que se prolonga pela ribeira e planície; a vila, com características quinhentistas; e a cidadela, onde o silencio chega a ser desconcertante e apenas cortado pelo barulho das águias que batem as asas por cima dos telhados da aldeia.
Aldeia Histórica MarialvaNa rua, os edifícios resistem ao tempo com as suas paredes de pedra e portas góticas. Mais para o interior, percorrendo as calçadas medievais, será conduzido até ao largo onde se ergue o pelourinho granítico do século XV, o edifício da antiga Câmara e o Tribunal. Alguns metros à frente, encontrará a Igreja Matriz, do século XVI, detentora de um portal manuelino, a quem deram o nome de Santiago, por aqui passar a antiga rota dos peregrinos de Santiago de Compostela. Ainda hoje se celebra em Marialva, a 25 de Julho, a feira de Santiago a propósito do dia do Apóstolo.
Numa zona mais elevada da povoação, encontra-se o castelo. Edificado por D. Sancho I em 1200 e, posteriormente, ampliado por D. Dinis. O castelo foi perdendo, com o passar do tempo, grande parte das suas pedras e do seu valor; mas merece a pena subir às suas muralhas e apreciar a vista sobre a serra da Marofa. Aqui o tempo parece parar.
Nesta região do Norte de Portugal, podem-se desfrutar de alguns prazeres gastronómicos, como as papas de sarrabulho, diversas receitas elaboradas com peças de caça, as filhós, as raivas e os vinho de mesa que se produzem nesta zona fronteiriça entre o Dão e o Douro.
Nos últimos tempos, Marialva tem sido alvo de varias intervenções para a recuperação do seu património.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

As imagens de corpo inteiro requerem especial abordagem. Enquanto se toma consciência da pessoa na totalidade pode analisar o que ela veste e ter uma noção melhor do contexto (parte II).

(Clique nas imagens para ampliar.)

Trabalhar com pessoas (modelos) é um desafio que exige um diálogo constante, quer na concepção quer no momento em que se fotografa. Deixar o modelo entregue a si mesmo não funciona. Acabará com os braços pendentes ao longo do corpo, cruzados entre outras situações. Para lograr algo mais arrojado e atraente temos obrigatoriamente planear a sessão e o conjunto de locais. É aqui, que temos que ter presente o especial cuidado com os fundos para que, os mesmos, não anulem o corpo do modelo. Adoptar poses lisonjeiras é um imperativo na forma de captar a totalidade do corpo assim como roupas, cores, acessórios entre outras.
Nesta sessão requisitada pela modelo Andreia Santos da Agência Lara Models, houve uma preparação de 10 dias até chegar à data da sessão fotográfica. Um bom planeamento e diálogo foram a chave de sucesso desta sessão intensa e produtiva. Eis alguns exemplares do portfolio.
Fotografia e Pós-Produção: Pedro Afonso
Assistente de Fotografia: Marta Almeida
«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso

pmiguelafonso@gmail.com

O Centro Comercial Vivaci da Guarda, vai ter patente ao público de 15 a 19 de Julho o Seat Leon com que o piloto de automóveis David Saraiva participa na Copa Seat Leon 2009. O carro exibe as cores de alguns municípios, incluindo as do Sabugal.

carro david saraivaNa próxima quarta-feira, dia 15 de Julho, o Seat Leon de David Saraiva chega ao Centro Comercial Vivaci onde ficará em exposição até Domingo. O carro do jovem piloto de Vilar Formoso, que exibe as cores dos vários municípios da região da Guarda (incluindo o do Sabugal), seguirá do Vivaci para o Algarve, para entrar em acção.
A Copa Seat Leon é um dos troféus internacionais mais competitivos, contando com mais de 35 pilotos de vários países entre os quais seis portugueses. Após as duas primeiras corridas nos circuitos de Valença e Madrid, David Saraiva ocupa agora a 7.ª posição e é o 2.º piloto português melhor classificado.
A próxima etapa corre-se no moderno autódromo do Algarve, em Portimão, no fim-de-semana de 1 e 2 de Agosto.
Na quinta-feira, dia 16 de Julho, às 18h30, David Saraiva, acompanhado de representantes dos seus patrocinadores, estará no Centro Comercial Vivaci para uma sessão de autógrafos.
David Saraiva iniciou a sua actividade nos karts em 1998, onde evidenciou as suas qualidades. Depois passou a competir em automóvel, participando em diversas provas nacionais. Em 2004 foi eleito Piloto do Ano na Gala Spal.
Em 2008 passou a competir com um Seat Leon com mais de 300 cavalos, participando na Supercopa Seat Leon que se realizou em Espanha. Seis provas em pistas praticamente desconhecidas, a concorrência de mais de 30 pilotos oriundos de vários países e um carro para descobrir, eis o desafio enfrentado e que no final da época se traduziu num interessante 14.º lugar.
Para 2009 David Saraiva conseguiu alargar os patrocínios, incluindo os dos municípios de Almeida, Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo e do Sabugal, para além de algumas empresas e instituições.
plb

O presidente da Câmara de Penamacor, Domingos Torrão, anunciou que o Ministro do Ambiente virá a Penamacor no 28 de Julho para assinar um protocolo que visa a instalação de um centro de aclimatação do lince ibérico na Reserva Natural da Serra da Malcata.

Nunes CorreiaSegundo a edição on-line do jornal Reconquista, de Castelo Branco, a novidade foi avançada pelo presidente da Câmara na inauguração da Feira das Actividades Económicas de Penamacor, que decorre até domingo.
Nunes Correia corresponde assim a um compromisso assumido aquando da decisão de instalar em Silves, no Algarve, o Centro de Reprodução do Lince Ibérico, facto que na altura motivou fortes criticas dos autarcas de Penamacor e do Sabugal.
Reagindo aos protestos, o ministro do Ambiente prometeu que Malcata receberia linces do Centro de Reprodução algarvio, sendo o agora anunciado centro de aclimatação o primeiro passo nesse sentido.
O protocolo será assinado com Espanha, país que cedeu animais ao centro de reprodução, assim garantindo que o Lince Ibérico voltará a viver no território português.
Tenha-se em conta que a Serra da Malcata, cujo território é repartido pelos Municípios do Sabugal e de Penamacor, foi o último habitat do lince em Portugal.
A escolha do Algarve para instalação do centro de reprodução foi porém justificada pelo governo com o facto de a mesma ter sido suportada pela empresa Águas do Algarve, como medida de compensação pela construção de uma barragem.
Domingos Torrão sente ter valido a pena protestar: «Nós não queremos que o lince nos fuja, nós queremos que o lince seja uma mais-valia para Penamacor», disse o autarca, citado pelo Reconquista.
plb

No meu tempo de rapaz eram proibidos os chamados vícios contra a natureza ou perversões sexuais, ao contrário do que hoje sucede porque o mundo se virou de pernas para o ar.

Ventura Reis - TornadoiroAs aberrações da vida sexual serão tão antigas como o próprio mundo, mas em geral sempre foram condenadas pelas leis.
O assexualismo toma várias formas: bestialidade, homosexualismo, masoquismo, necrofilia, sadismo, entre outras. Todas são uma verdadeira perversão em relação àquilo que deve constituir a vida sexual entre humanos.
É lá aceitável a prática da sodomia, ou bestialidade, em que o indivíduo, homem ou mulher, dá preferência às relações com animais, sejam cabras, cães, cavalos ou vacas? Trata-se de uma prática sexual repugnante e de lesa natureza.
E o que dizer do masoquismo, que é o uso contra si mesmo de actos cruéis, para assim se atingir a voluptuosidade? E o sadismo, que é o gosto em fazer sofrer o parceiro na relação sexual? E o que considerar ainda da necrofilia, que consiste na excitação sexual quando se toca em mortos?
Mas a mais comum das perversões é o homosexualismo, ou seja, o amor entre indivíduos do mesmo sexo. Esta inversão pode existir nos homens, chamando-se mais propriamente uranismo, e nas mulheres, tomando aqui as designações de lesbismo e safismo.
Antigamente, uranistas e lésbicas eram de facto comummente consideradas pessoas com perversidades e a lei proibia esses actos degradantes e contrários à moral pública. Agora dizem que o mundo pulou e afinal o homossexualismo é um direito absoluto, protegido pelas leis. Países há, como a vizinha Espanha, onde os indivíduos do mesmo sexo se podem casar entre si e alguém já aventou que essa tolerância também deve ser acolhida pela lei portuguesa.
Como estou irremediavelmente velho resta-me lamentar tudo isto, confiante em que compreenderão a minha inadaptação, neste e em outros assuntos, ao mundo moderno. Agora lhes volto a garantir que no meu tempo de rapaz, bem ou mal, a lei estipulava que a policia devia conduzir ao tribunal os que «se entregassem à prática de vícios contra a natureza», podendo ser-lhes aplicadas as seguintes medidas de segurança: caução de boa conduta, liberdade vigiada ou internamento em casas de trabalho ou colónia agrícola.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

A Câmara Municipal de Manteigas candidatou ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) o projecto de instalação no concelho de um Centro Nacional de Energias Renováveis, que terá fins didácticos e económicos.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente da autarquia, José Manuel Biscaia, disse tratar-se de um projecto inovador e «único em Portugal», que combina «várias energias renováveis» que espera concretizar em 2010, embora a partir de Outubro deste ano já comece a funcionar naquele local uma mini-hídrica para produção de energia eléctrica com capacidade para vender 100 Kwa à EDP .
No espaço «Fábrica do Rio» que fica situado junto do rio Zêzere, serão instalados equipamentos para transformação de biomassa florestal para fabrico de briquetes e outros materiais de combustão, para produção de energia eólica e solar e para transformação de óleos domésticos em biodiesel.
José Manuel Biscaia referiu que «o projecto para produção de energias limpas foi candidatado ao QREN através da COMURBEIRAS-Comunidade Urbana das Beiras, num investimento superior a um milhão de euros, será auto-sustentável em termos de energia e a remanescente será vendida à rede energética nacional».
A par da produção de energia o projecto também contempla uma vertente pedagógica e museológica, articulado com os vários museus já existentes nos concelhos de Seia e de Belmonte, completando a rede museológica da região pois segundo o edil de Manteigas «a autarquia pretende que os alunos das escolas e a generalidade dos visitantes vejam que energia se pode produzir e como, e que gastos de energia se fazem».
A terminar José Manuel Biscaia adiantou que a Câmara de Manteigas pretende, também, criar no mesmo espaço «três ou quatro ninhos de incubação de empresas ligadas às energias renováveis e alternativas» para que os estudantes universitários ligados ao sector ali possam fazer «a sua estadia de pós-graduação».
jcl

O Capeia Arraiana vai passar a disponibilizar no «Cantinho da Publicidade» uma selecção de campanhas publicitárias. Contamos com todos para nos enviarem os vídeos que considerarem ser merecedores de ser partilhados na «rede social do Capeia Arraiana».

A publicidade e os resultados das campanhas dependem de vários factores. Os mais importantes são produto, a criatividade e os suportes usados. Para além disso, antes de começar a campanha é necessário ter-se uma correcta noção do que é um bom ou mau resultado.
O uso de vídeo nas campanhas vai continuar a crescer e, à medida que a banda larga de acesso à Internet for aumentando a sua velocidade, esta forma de comunicar também se vai expandir.
jcl

A Beirartesanato (feira de artesanato da Guarda) vai este ano realizar-se no Parque Urbano do Rio Diz, de 11 a 18 de Julho, apostando assim num espaço diferente que poderá potenciar um maior número de visitantes.

beirartesanatoDepois de nas últimas duas edições ter decorrido no jardim José de Lemos, no centro da Guarda, a Beirartesanato muda-se para o Parque Urbano do Rio Diz. Segundo a Organização o espaço no centro da cidade tornou-se pequeno para receber o certame, assim se explicando oficialmente a mudança.
Este ano vai haver um festival gastronómico baseado em ementas típicas, com um restaurante por dia a apresentar-se ao público no decorrer da mostra. No mais a feira, que já vai na sua 19ª edição, será similar à dos anos anteriores, com stands de venda de produtos diversos, onde assume natural relevo o artesanato da região.
Ao longo das edições o certame tem crescido bastante, transformando-se numa referência da vida da cidade mais alta. Por outro lado, à actividade comercial tem-se somado também o lado cultural, com a junção de iniciativas que tornam a feira mais atractiva.
A Beirartesanato é organizada pelo NERGA (Associação Empresarial da Região da Guarda) e promovida pela Pró-Raia (Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro Norte).
Francisco Gonçalves, artesão da Lomba (Sabugal) vai estar presente na feira: «recebi um convite do NERGA e outro da Pró-Raia, pelo que corresponderei e conto estar lá a representar o artesanato do concelho do Sabugal», disse-nos o artesão, que considera esta feira como a mais importante do distrito.
plb

Nove dias e nove noites fazem da Festa de San Fermín, em Pamplona, a festa de toiros mais conhecida em todo o Mundo. E tudo começa com o tradicional lançamento de um morteiro a que os espanhóis dão o nome de «Chupinazo»…

As festas de San Fermín têm início todos os anos, no dia 6 de Julho, ao meio-dia, com o lançamento do «Chupinazo» na varanda do Ayuntamiento perante uma plaza repleta de afficionados. No dia seguinte, às oito da manhã abrem-se os portões do curral de Santo Domingo e milhares de participantes em delírio e equipados a rigor de branco e vermelho correm, pelas calles, ao lado dos toiros.
Um dos momentos mais emotivos das festas acontece poucos minutos antes do início do encerro quando os «encerristas» pedem a protecção de San Fermín entoando três vezes uma reza a uma pequena imagem colocada na Cuesta de Santo Domingo.
Os encerros ocorrem todos os dias, entre 7 e 14 de Julho, num percurso de 825 metros em direcção à praça de toiros que demora cerca de três minutos a ser percorrido.
jcl

Quem não está dentro do assunto pensa que tudo o que se passa com os professores são «ossos do ofício».

Pau GizOs grandes defensores deste Governo e das suas «medidas» para o sector da Educação acham que tudo o que os professores dizem é mentira e só querem é defender interesses «corporativos». Esta dos interesses «corporativos» é recorrente, já que qualquer pessoa se acha no direito de chamar corporativo a um professor, mesmo sem saber bem o que é. Mas como essa palavra aparece muito nas televisões, toca a aplicá-la a torto e a direito.
Passo, então, a expor a minha situação (que é idêntica à de muitos professores, mas sem acesso aos grandes meios de comunicação social):
Sou professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico (antigo professor do Ensino Primário, vulgo professor primário) e pertencia, até agora, ao Quadro de Zona Pedagógica da Guarda (QZP 09).
Este ano o Governo resolveu alterar toda a mecânica do concurso de professores para, segundo afirma, estabilizar o corpo docente. E, se bem o pensou, melhor o fez. Como estava é que não podia ser. Até parecia mal que este Governo, todo moderno, deixasse ficar as coisas como estavam. Era imperioso mexer nisso.
Para isso, extinguiu os QZP e os professores deste quadro foram obrigados a concorrer a um Quadro de Agrupamento.
Mas há um pormenor que nunca é falado na comunicação social e só o conhece quem está no terreno. Aquando dos concursos não são apuradas todas as vagas, só algumas. Mais tarde é que vão aparecer outras vagas.
Como sou do Soito, concorri e coloquei (como é óbvio) o Agrupamento do Sabugal em primeiro lugar e os outros por aí fora, até Seia. Também podia concorrer a Agrupamentos fora do Distrito da Guarda e assim fiz, colocando, também, os Agrupamentos de Covilhã, Belmonte, Fundão e Penamacor. Não podia colocar outros, já que os Distritos de Viseu ou Coimbra, para quem é daqui, ficam longe e do outro lado é Espanha (e não se pode concorrer para Espanha).
Recentemente saíram as listas de colocação. Fiquei colocado, para quatro anos, no Agrupamento de Aguiar da Beira, que tinha posto em 19.º lugar nas minhas preferências (a única sede de concelho do distrito da Guarda que não conheço). Ora isso fica a 130 Km do Soito, mais ou menos.
Houve muitos professores do (antigo) QZP 09 que não foram colocados e, aquando do concurso havia uma opção que era a de se poder concorrer a aproximação à residência (DAR), depois da colocação.
Acontece que nesse concurso para DAR estarão em primeiro lugar os tais professores que não foram colocados nesta fase do concurso. O que vai acontecer agora?
Vou concorrer a DAR, mas não vou ter hipóteses nenhumas, porque os professores que estavam atrás de mim na lista graduada vão-me ultrapassar.
O leitor está confuso? Também eu estou confuso e muitos outros professores o estão.
O que pode acontecer (e é o mais certo que aconteça) é que os professores que irão ser colocados na segunda fase do concurso (e cuja colocação será em finais de Agosto) fiquem em Agrupamentos muito perto do Sabugal e que me interessavam a mim, como Guarda, Almeida, Figueira ou Celorico. E eu estava bem à frente desses professores na lista graduada.
Ou seja, mais valia não ter sido colocado nesta fase do concurso, que teria, depois, hipótese de ficar muito mais perto da minha residência.
Agora, que já estou colocado, tenho que ir para Aguiar da Beira.
Estas situações não passam na comunicação social. O que interessa é dizer que já estão colocados não sei quantos milhares de professores.
É assim esta vida de professor, agora.
Conhecem outra profissão onde se passe uma coisa semelhante?
Acham que eu tenho alguma razão para gostar do que este Governo faz?
João Aristides Duarte

No sábado, 11 de Julho de 2009, será comemorado o 28.º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito. O presente será ofertado em forma de assinatura de protocolo entre a Presidente da Associação, Maria Benedita Rito Dias, o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro e o Presidente do INEM, Abílio Gomes.

Ambulância INEM Bombeiros Voluntários SoitoVão estar presentes nas instalações dos Bombeiros Voluntários do Soito para a cerimónia de assinatura do protocolo os exmos Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Pizarro, o Chefe de Gabinete, Dr. André Azevedo, o Secretário Geral da Saúde, Dr. João Nabais, o Presidente do INEM, Dr. Abílio Gomes, o Vice-presidente do INEM, Eng.º Pedro Lopes, o Representante do Governo Civil da Guarda, o Vice-Presidente da Liga dos Bombeiros de Portugal, Dr. Paulo Hortênsio, em substituição do Presidente Dr. Duarte Caldeira, o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, e o Presidente da Federação dos Bombeiros da Guarda, entre outros representantes do concelho e do distrito.
Para os incrédulos, cépticos e maldizentes em comentários despropositados acerca das capacidades da nossa Presidente, têm uma boa oportunidade de estarem presentes e verificarem pessoalmente que o que disseram não passa de pura especulação.
Será entregue e benzida a ambulância 112 do INEM para que esta Associação do Soito possa cada vez mais e melhor servir as povoações que lhe estão designadas e a todos os que pedirem auxilio.
O programa da cerimónia vai ser o seguinte: hastear da bandeira, recepção aos convidados, missa de aniversário, porto de honra, assinatura do protocolo e entrega da Ambulância (Mercedes) 112, bênção de 4 novas viaturas e desfile das mesmas, seguindo-se o almoço-convívio no restaurante «as Sereias» no Soito.
Josué Rito Dias

E, de repente, sabe-se que a COMURBEIRAS tem uma estratégia territorial de desenvolvimento! E como o Concelho do Sabugal pertence à COMURBEIRAS, então também estão todos os sabugalenses abrangidos pela tal estratégia, embora esteja certo que, à semelhança do que aconteceu comigo, ninguém sabia disto…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Mas vamos ao Programa.
Embora não tenha percebido bem qual é a Visão Estratégica, fica-se a saber que, e cito «Ao nível territorial, a adopção do modelo da tripla hélice assim o exige, dentro de um funcionamento articulado e estratégico, pois trata-se de catalisar o triângulo da competitividade territorial, cujos vértices contemplam a Ciência, a Indústria e o Governo».
E disto retiram-se, como áreas prioritárias de diferenciação: as especializações sectoriais; a cooperação; a competitividade; a e-mobilidade; e as rotas físicas. Lapidar, diria o sr. Inspector…
E das ditas áreas prioritárias de diferenciação, definem-se 5 Eixos de Desenvolvimento: Património Histórico, Turismo e Ambiente; Produtos do Território; Posicionamento Transfronteiriço; Inovação e Competitividade; e Coesão Social e Territorial.
E destes seleccionam-se 24(!) apostas estratégicas, tendo sido identificados, mas não apresentados, mais de 500(!) projectos.
Não cabendo no espaço desta crónica a apresentação das 24 apostas estratégicas, selecciono somente as que mais directamente terão a ver com o nosso Concelho:
1 – Aposta nos activos históricos medievais do Côa;
2 – Aposta na promoção do ambiente e recursos naturais;
3 – Aposta na interligação dos activos turísticos;
4 – Valorização dos produtos culturais;
5 – Valorização dos produtos de especialização tradicional;
6 – Reforço dos clusters tradicionais;
7 – Desenvolvimento do eixo logístico ibérico;
8 – Cooperação raiana e desenvolvimento transfronteiriço;
9 – Criação de clusters emergentes;
10 – Potenciação da especialização histórica;
11 – Infra-estruturas básicas de saúde, educação, água, saneamento e gás;
12 – Requalificação das acessibiliaddes municipais;
13 – Desenvolvimento de aldeias, vilas e cidades atractivas e com qualidade de vida.
Foi este em termos muito gerais o Programa que justificou que, no âmbito do POR Centro 2007-2013, fossem atribuídas à COMURBEIRAS competências para gerir 38,9 milhões de euros e foi, tendo em atenção este Programa que a Câmara Municipal do Sabugal inscreveu projectos que terão uma comparticipação de Fundos Comunitários de 3,6M€, com a distribuição que referi na crónica da passada semana.
Não quero neste momento questionar a qualidade deste Programa, mas não ficaria de bem com a minha consciência se não levantasse aqui algumas questões que são motivadas por não ter descortinado nada sobre esta assunto nas Actas das Reuniões de Câmara e de Assembleia Municipal disponibilizadas no site da Câmara:
– Os vereadores da Câmara Municipal do Sabugal tinham conhecimento deste Documento?
– Este Programa foi discutido e aprovado em alguma Reunião de Câmara?
– Este Programa foi discutido e aprovado em Assembleia Municipal?
– Este Programa foi objecto de discussão pública?
E faço estas perguntas porque considero este assunto demasiado importante para ficar pura e simplesmente à decisão do órgão deliberativo da COMURBEIRAS, pensando, pelo contrário, que o Programa merecia ter sido amplamente discutido por todos os interessados.
E não me venham dizer, que era preciso apresentar o Programa para poder assinar o Protocolo com a CCDR…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

O Plano Estratégico de Promoção Turística do Vale do Côa, promovido pela Associação de Municípios daquela região, pretende a criação de uma agência de desenvolvimento que sirva de instituição pivot aos dez municípios do Vale do Côa onde se inclui o Sabugal.

Vale Rio CôaEste plano, executado por uma equipa liderada pelo professor Augusto Mateus, identifica os vectores para o desenvolvimento do território e do turismo propõe ainda uma revisão do modelo de negócio do Parque Arqueológico do Vale do Côa no âmbito da abertura do Museu Internacional do Côa, que deve ser a porta de entrada na região e o centro da sua vivência cultural.
Segundo Augusto Mateus «não vamos a lado nenhum sem uma parceria público privada, e de um conjunto de pessoas novas que venham para cá».
Aquela região é considerada uma das mais pobres e economicamente deprimidas a nível nacional, quando analisado o seu poder de compra sendo constituída por micro empresas, com fracas competências organizacionais e de negócio e onde o modelo de desenvolvimento económico e social até agora prosseguido está centrado em bens não transaccionáveis internacionalmente.
Entretanto Cidadelhe passa a oferecer um Centro Difusor e Pólo de Informação Turística cujo objectivo é receber e encaminhar os visitantes que pretendam conhecer os patrimónios desta freguesia que integra a área do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
A Associação de Municípios do Vale do Côa é constituída pelos concelhos do Sabugal, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Mêda, Mogadouro, Pinhel, Torre de Moncorvo, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa.
jcl (com agência Lusa)

José Manuel Carvalho PereiraFaleceu esta quarta-feira, no Hospital das Descobertas, em Lisboa, D.ª Mariana Rito Pereira, viúva do conhecido «ti Manuel da tia Amália» do Soito e mãe de António, Carlos e Manuel Augusto Rito Pereira e de Amália e Ana Maria Rito Pereira.

Encontra-se em câmara ardente a partir das 19.00 horas de hoje na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na Av. de Berna, em Lisboa, seguindo posteriormente para o Soito, onde será sepultada.
Sinceros pêsames à família enlutada.
José Morgado

Os responsáveis pelo Capeia Arraiana, José Carlos Lages e Paulo Leitão Batista, aproveitam para endereçar os pêsames a toda a família e especialmente a António Rito Pereira, director do jornal «Cinco Quinas».

A contratação de um crédito habitação é habitualmente para uma vida, ou quase. Isto faz com que os cuidados a ter na escolha do parceiro (Banco) com quem queremos fazer esta caminhada deva ser feita com calma e rigor, analisando todas as vertentes.

Decisões e SoluçõesCRÉDITO HABITAÇÃO – Pese embora toda a legislação produzida nos últimos anos, que veio tornar mais transparente a negociação e mais claras as obrigações da Entidade financiadora, quem decide a comprar casa, por norma tem…pressa, quando o que deveria ter nestas alturas é calma e «cabeça fria».
Se num contexto de mercado como o que se viveu nos últimos anos (e deu o que deu) a concorrência saldou num completo esmagar de spreads e numa roda viva de transferências de rentabilidade discutível, a verdade é que no contexto actual os bancos estão a protelar ou mesmo a recusar liminarmente a negociação de spreads, aconselhando mais ponderação na decisão, pois ninguém sabe quanto tempo vai durar a crise de «falta de confiança» que afectou o sistema.
O mesmo não se passa com os seguros agregados (seguro de vida e Multiriscos – Habitação), já que pode escolher o segurador onde pretende contactar os seus seguros e em qualquer momento (normalmente na anuidade) podem ser transferidos, mas a seguradora apenas faz a anulação do seguro com autorização do credor hipotecário (banco), e só libertado após a apresentação de outro seguro, o que nalguns casos menos avisados leva à duplicação de pagamentos num mês. Existe também a possibilidade de adequar um seguro de vida existente ao crédito habitação que está a contratar.
Aqui deixo a dica, sempre que pretendam contactar um crédito habitação, para alem da escolha do Banco, pense também na escolha da companhia de seguros, pois esta ponderação poderá leva-lo a preços mais baixos e uma consecutiva redução na prestação mensal.

Página na Internet da «Decisões e Soluções». Aqui.
n.d.a. Os aconselhamentos do «Consultório Financeiro» são da responsabilidade dos consultores da agência da Guarda da «Decisões e Soluções».
«Consultório Financeiro», consultadoria de Helena Carriço

consultorio.financeiro09@gmail.com

O candidato do Partido Socialista à Câmara do Sabugal, António Dionísio, divulgou através do seu blogue os nomes que o acompanham na candidatura, estando entre eles duas mulheres, cumprindo assim a Lei da Paridade.

A secundar António Dionísio estará Fernanda Manuela Matos Esteves, de 36 anos, Engenheira Técnica Agrária, natural de Sortelha.
Em terceiro lugar surge Luís Manuel Nunes Sanches, de 51 anos, Técnico Agrícola, natural de Aldeia Velha. Luís Sanches exerce actualmente as funções de vereador do executivo, sendo o único dos actuais eleitos do PS a integrar a lista de candidatos às próximas eleições.
Em quarto lugar estará Manuel Rei Esteves Barros, de 39 anos, professor do ensino secundário, natural da Rebolosa. Manuel Barros exerce as funções de presidente da concelhia do PS e é presidente da Junta de Freguesia da Rebolosa.
Em quinto lugar da lista surge outra mulher: Sandra Isabel Santos Fortuna, de 29 anos, também professora do ensino secundário e natural do Casteleiro.
Em sexto estará Francisco António Simões dos Santos Vaz, de 43 anos, Guarda Florestal, natural de Alfaiates.
Em sétimo surge Roberto Cayuela Vaz Lavrador, de 37 anos, Técnico Oficial de Contas, natural do Soito.
Dos sete candidatos conhecidos, apenas dois são militantes do PS, Manuel Barros e Sandra Fortuna, sendo os restantes independentes.
António Dionísio destaca no seu blogue o facto de se tratar de uma equipa jovem (média de 39 anos) «com candidatos que amam a sua terra e que pretendem dar um contributo válido para o seu desenvolvimento. São mulheres e homens que têm experiência de vida, que se dedicam com empenho à sua profissão, que participam activamente na vida comunitária e que reúnem condições para merecerem a confiança dos eleitores sabugalenses».
plb

Elaborar um programa de acção não devia ser demasiada metafísica para qualquer candidato; mas falta em pragmatismo o que sobra em teoria aos programas dos candidatos à Câmara do Sabugal.

João ValenteEu, leitor amigo, habituado por formação à liberdade e por dever de ofício a dizer o que penso com clareza, vou direitinho ao assunto:
O concelho só teve peso reivindicativo junto do poder central quando fez lobby na histórica «Irmandade de Riba-Côa», com os restantes concelhos da região. Isoladamente nunca teve voz. Por isso tem que concertar estratégias com os concelhos limítrofes na resolução dos problemas comuns.
E os seus problemas, já toda a gente sabe, são a baixa qualidade de vida, falta de oportunidades de emprego, que levam à emigração e consequente desertificação e envelhecimento da população.
A fixação da população obtém-se pela qualidade de vida. A qualidade de vida surge com mais rendimento disponível. O rendimento com mais emprego e negócios. As oportunidades de empregos e negócios com mais necessidades de consumo.
A população residente tem um baixo rendimento e portanto nenhuma capacidade de consumo, o que torna a actividade empresarial incipiente e de pouca importância. E não existindo actividade empresarial também não há empregos e criação de riqueza. E sem riqueza não há qualidade de vida. É um ciclo vicioso!
Não havendo consumo interno que dinamize a economia do concelho, tem de se captar consumo externo. É uma verdade de la Palisse!
Temos para vender a vizinhança com Espanha, o património cultural (capeia, romaria dos «encoratos» a Sacaparte, etc), gastronómico (bucho, enchidos, castanhas, ciclo do linho, do azeite, do pão), Histórico (os cinco castelos, sítios arqueológicos de Carya Tallaya e Sabugal Velho, aldeias históricas de Sortelha, Vila Touro, Alfaiates, Vilar Maior), natural (rio côa, Cesarão, barragem do Sabugal, trilhos de contrabando).
Os programas dos candidatos falam em combate à desertificação, melhorar a qualidade de vida da população, ajudar as empresas. Isso também propuseram os candidatos e os presidentes anteriores e foi o que se viu. Parra, muita; uva nenhuma! Fogo bonito; no fim, canas…
Pois meus amigos, eu cá se fosse candidato, definiria umas quantas medidas concretas, baseadas nas potencialidades que temos para oferecer, para atrair consumo, gerar oportunidades de emprego e indirectamente aumentar o rendimento disponível da população e por conseguinte a estabilidade demográfica.
Apenas alguns exemplos, de iniciativas que, enquadradas numa estratégia global, poderiam atrair consumo e criar oportunidades de emprego:
– Museu do linho em Aldeia Velha;
– Trajecto eco-turístico em Vilar Maior descendo as fragas do castelo ao rio;
– Oficinas de artes tradicionais em Alfaiates conjugadas com a feira mensal;
– Museu do Azeite em Santo Estêvão;
– Fluviário no Sabugal e praia artificial ou piscinas naturais. Provas de canoagem;
– Dinamização dos pólos arqueológicos de Caria Talaya e Sabugal Velho;
– Uso dos poderes administrativos para recuperar os núcleos urbanos históricos;
– Feira agrícola no Soito conjugada com certame de Capeias divulgado a nível nacional e internacional;
– Prova desportiva de BTT e de hipismo a nível nacional da rota dos cinco castelos;
– Comemorações anuais da batalha do Graveto;
– Feira medieval em Sortelha e feira de gastronomia associada à «Aldeia das sopas»;
– Definição, demarcação e sinalização de alguns trilhos pedestres e para ciclo turismo aproveitando as veredas de contrabando, leitos dos rios e belezas paisagísticas;
– Feira de Gastronomia no Sabugal associada ao bucho raiano;
– Bienal de artes e certame de teatro no Sabugal;
– Revista mensal de qualidade divulgando a cultura e tradições da região;
– Criação e divulgação da marca «Transcudânia» em todos os produtos e actividades ligadas à região;
– Formação de uma equipa multidisciplinar para criação, coordenação e divulgação de projectos turísticos, culturais e desportivos;
– Coordenação de políticas com os restantes concelhos limítrofes, reeditando a antiga irmandade dos concelhos de Riba-Côa, definindo um espaço geográfico próprio no contexto regional, nacional e internacional;
– Campanha agressiva de marketing divulgando todas estas iniciativas e projectos, feita por uma equipa de profissionais.

Isto é, amigos leitores, a diferença entre a teoria e o pragmatismo: Reconhecer que não há recursos e tempo para acudir a tudo; estimular a economia do concelho com iniciativas pontuais e bem orientadas ao consumo externo. A iniciativa privada indo ao encontro às necessidades de consumo, criará o emprego e a riqueza de que precisamos.
Se assim não acontecer… Ramo de oliveira, caldeirinha e água benta, aos pés!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

O projecto para a construção do Parque de Campismo e Lazer do Sabugal foi aprovado na última Assembleia Municipal. O Capeia Arraiana visitou os 7,2 hectares de carvalheira destinados ao projecto na companhia de Manuel Rito, presidente da Câmara Municipal do Sabugal.

Parque Campismo Sabugal - clique para ampliar

GPS: Latitude – 40°20’36.97″N – Longitude – 7° 5’42.31″W

(Clique nas imagens para ampliar.)

Na reunião ordinária de 30 de Abril de 2009 o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, agendou uma reunião para o dia 8 de Maio com os representantes da parceria público-privada para a construção do parque de campismo.
A Comissão de Análise, da Sabugal+, depois de analisadas as propostas dos concorrentes escolheu o consórcio constituído pelas empresas Imoestrela-Sociedade de Investimentos da Serra da Estrela, Arser-Areias da Serra da Estrela, Equipav-Gestão de Equipamentos e Manuel Rodrigues Gouveia, SA. As conclusões foram apresentados para votação e aprovados, por maioria, na Assembleia Municipal de 26 de Junho.
Na sequência da aprovação fiicou, também, decidido que seria constituída uma empresa para gerir a construção e a exploração ficando a Sabugal+ com 49 por cento e o consórcio com os restantes 51 por cento do capital. O investimento de 9 milhões e cem mil euros será pago ao consórcio pela autarquia sabugalense, durante um período de 25 anos, e no final passará a pertencer na totalidade ao Município.
Junto à Robinil, à loja de materiais de construção da firma Ricardo&Ricardos e ao lindo chalet de António Fernandes (com a particularidade de ter um girocóptero na garagem) tem início uma verdejante estrada secundária com vista privilegiada para o Rio Côa e para o Castelo do Sabugal. É conhecida como a estrada da Senhora da Graça pois dá acesso ao parque de merendas e ao santuário da igreja das cinco paredes projectada pelo Padre Souta. Após a construção da barragem do Sabugal serve, também, para acesso ao passadiço que fica por cima do grande paredão que sustém as águas da albufeira.
No início de uma ligeira inclinação da estrada a última casa antes dos terrenos do parque de campismo pertence à Junta de Freguesia de Aldeia de Santo António e tem servido para local de votação e de convívio. É nesta zona privilegiada do concelho do Sabugal com vista para a Serra da Malcata e onde o rio Côa, corre agora, regulado pelas «comportas humanas», que vai ser construído o futuro Parque de Campismo e Lazer do Sabugal.
«Durante o mandato do presidente Morgado houve a possibilidade de adquirir este terreno e não hesitámos», lembra com orgulho Manuel Rito, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, enquanto saltávamos pela parede de pedra ao lado da portaleira enferrujada.
«São 7,2 hectares com carvalheira que vão desde a estrada até lá abaixo ao rio Côa. A sombra é muito importante num parque de campismo mas possivelmente temos que cortar algumas árvores para melhorar o espaço para os campistas. Enquadrados nesta magnífica paisagem estamos perto de tudo. Do Sabugal, do rio Côa, da barragem, da Malcata, da… tranquila qualidade raiana», diz-nos Manuel Rito no meio de uma majestosa carvalheira.
– Um parque de campismo não é só árvores e sombra. Que tipo de equipamentos estão previstos?
– O projecto prevê uma capacidade para 600 campistas, a construção de 16 bungalows (casas para ocupação temporária), bar, restaurante, piscina, campo de jogos e uma rede de trilhos pedonais e para BTT. Faltava ao concelho do Sabugal um parque de campismo com qualidade e de referência para evitar que os turistas nos visitem só de passagem. A Turismo Serra da Estrela considera o parque de campismo do Sabugal como um dos projectos de primeira categoria a incluir no Plano Estratégico Serra da Estrela 2009-2013 e aproveito para divulgar, com grande satisfação, que neste plano foi também incluído o complexo do Parque Termal do Cró.
Parque de Campismo e Lazer do Sabugal. Um equipamento que deverá ser concebido com directrizes idênticas às dos parques naturais ou ecológicos, dentro do conceito de sustentabilidade ambiental, que faz falta ao turismo do concelho e ao aproveitamento das potencialidades da albufeira da Barragem do Sabugal.
jcl

O Ministério da Administração Interna (MAI) assinou 29 Contratos Locais de Segurança (CLS) com autarquias de sete distritos durante um ano, estando a decorrer negociações para serem celebrados outros, dentre os quais com os Municípios de Pinhel e da Guarda.

Ministério Administração InternaOs CLS têm sido uma aposta do actual executivo governamental, com o objectivo de aumentar o sentimento de segurança e o nível de confiança das populações, aproximando-as das forças de segurança. Trata-se de uma iniciativa que tem por base um protocolo celebrado entre o MAI, através dos Governos Civis, e as autarquias interessadas.
Uma das grandes apostas do CLS é a prevenção e o combate à criminalidade. Os primeiros foram assinados no Bairro do Cerco, no Porto, em Maio de 2008, e no concelho de Loures, em Setembro de 2008. Os resultados têm sido considerados muito positivos, envolvendo nas acções diversas entidades oficiais, associações, empresas e os próprios cidadãos.
Este ano já foram assinados oito CLS no distrito de Évora, 16 em Faro, um no centro histórico de Viseu, no município de Cabeceira de Bastos (Braga) e em Cuba (Beja).
Numa nota enviada à agência Lusa, o MAI adianta que o Governo «está empenhado na negociação de novos CLS com os municípios de Pinhel e Guarda (distrito da Guarda) e com a Câmara Municipal de Setúbal». A iniciativa surge tendo em conta o sucesso dos contratos já implementados, que excederam as melhores expectativas. Os CLS não têm sido apenas um instrumento de combate à criminalidade, pois envolvem outras valências como a integração social e de promoção da cidadania, daí que tenham sido celebrados não só em zonas problemáticas, mas também noutros locais.
Os CLS são inspirados em experiências de sucesso nos países nórdicos e em França. A mais-valia é o envolvimento de toda a comunidade no projecto, não se ficando apenas pelas forças de segurança. As acções envolvem associações, empresas, moradores e o poder local.
As autarquias têm neste momento um papel fundamental na resposta a dar aos problemas locais relacionados com a segurança comunitária.
Segundo o MAI, a celebração dos CLS tem possibilitado um reforço do policiamento de proximidade, o apoio à vítima em casos de violência doméstica, violação ou maus-tratos, e também a segurança escolar e a prevenção da sinistralidade rodoviária e de incêndios florestais.
plb

A aldeia de Carpinteiro, no concelho da Guarda, organizou uma concentração de burros no passado domingo, onde se juntaram 19 animais. Esta foi a terceira edição de uma iniciativa original com o objectivo de incentivar as pessoas a manterem a posse dos burros, assim lutando contra a sua extinção.

BurrosA organização foi da Associação Cultural e de Melhoramentos de Carpinteiro, que tem prestado atenção aos valores tradicionais da aldeia, promovendo iniciativas que visam a sua promoção.
O facto de apenas se terem conseguido concentrar 19 asnos diz bem do perigo de desaparecimento deste animal das aldeias do Interior, onde antes abundava dado o seu precioso auxílio às tarefas agrícolas de que a população se ocupava.
Mesmo assim Carpinteiro é uma das aldeias da Guarda com maior número de burros, criando-se com estas iniciativas a ideia de que o seu número não pode decrescer. Há mesmo o caso de pessoas que garantem a presença do burro na «corte» apenas para contribuírem na luta contra o desaparecimento da espécie, exibindo-o depois com orgulho neste evento anual.
Os burros presentes participaram num vistoso desfile. Muitos puxaram à carroça, apresentando-se devidamente ajaezados, para gáudio das muitas pessoas que observaram a concentração dos animais.
Todos os participantes tiveram direito a um certificado de participação, sendo ainda distribuídos alguns prémios. O vencedor foi um burro chamado «pardo», pertencente a uma habitante da aldeia, de nome Deolinda Tomé. O belo exemplar asinino puxava uma carroça alusiva à actividade de padeiro.
Para o ano a concentração terá uma nova edição.
plb

É ponto assente que aos grandes poderes mediáticos, cuja influência na formação de opiniões resulta incontestável, não interessa que os cidadãos adquiram meios de pensamento crítico.

António EmidioDurante umas curtíssimas férias, dei-me ao trabalho de ler alguns jornais, e ver um pouco de televisão. Fiquei impressionado com a quantidade de jornais que diariamente aparecem nas bancas. Muitas notícias? Nem por isso, simples fait divers que não interessam a ninguém, misturados com uma ou outra notícia mais séria, e uma grande profusão de fazedores de opinião, ou seja, quanto mais escrevem menos informam.
Vou trazer para aqui três notícias, das muitas que li, mas que mais me chamaram a atenção, por várias razões: Uma tem a ver com o negócio entre a TVI e a PT. Cheguei a uma conclusão fácil, tudo são interesses e lutas político/económicas das macro empresas. É uma realidade que tem a ver com o actual sistema político. Surgiu uma poderosa aliança entre macro empresas e bancos, com políticos endinheirados, havendo uma ténue divisão entre os dois grupos. Já um dia escrevi, e volto a escrever: quem representam neste sistema politico/económico os políticos? Exclusivamente as grandes empresas e os bancos. Também considero que neste mesmo sistema, as eleições de quatro em quatro anos, são uma renovação periódica das elites económicas e politicas.
Noticiou a televisão que na Colômbia estão a ser julgados alguns militares pelo crime de assassinarem jovens das camadas mais humildes da população, depois de os aliciarem com um bom emprego. Os cadáveres desses jovens eram mostrados na televisão como sendo cadáveres de guerrilheiros (FARC) abatidos pelo exército. O porquê destes crimes? Mostrar trabalho à população colombiana, demonstrando que o exército actua e está a vencer a guerra, uma atitude psicológica. Agora o que não disseram os jornais; com este procedimento muitos oficiais foram promovidos, e eram dados oito dias de licença a cada soldado que abatesse um guerrilheiro, e estes jovens estavam mesmo à mão, depois de mortos ninguém lhes perguntava o que tinham sido em vida. Um prémio pelo trabalho apresentado!
Voltemos a Portugal e falemos da multinacional espanhola Pescanova. O nosso ilustre e socialista primeiro-ministro, inaugurou em Mira uma secção dessa multinacional, entregou-lhe 45 milhões de euros de ajudas directas, sem falarmos nas indirectas que foram vantagens fiscais, ou seja, impostos reduzidos, ou até nulos. O Estado entregará de mão beijada a essas empresa milhões de euros, alegando que serão criados postos de trabalho, mas esses postos de trabalho vão ser pagos pelo erário público. Nada tenho contra os salários desses trabalhadores, nem desses nem de nenhuns, mas que lho paguem os grandes patrões e grandes accionistas da multinacional, com os seus astronómicos lucros. Ao entregar tanto dinheiro nas mãos de macro empresas, com um único fim de terem lucro, esse dinheiro vai fazer falta à segurança social, pensões dignas, saúde, ensino, etc. Esta é a concorrência dentro da União Europeia, as grandes empresas deslocam-se para os países onde lhe forem dadas mais facilidades, e uma das facilidades mais desejada é o baixo salário de quem trabalha. A mim, se me dessem tanto dinheiro e tanta facilidade, também criava um negócio…
Para terminar, vi estas frases escritas num jornal, penso que por pessoas politicamente correctas.
«A história das ideias mostra que aqueles que reivindicam a totalidade da verdade foram sempre contra a democracia».
«A verdade nem sempre é lucrativa em termos eleitorais».
A ser assim, amigo leitor(a), nunca queira saber a verdade, mantenha-se na ignorância que é o que eles querem.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

A direcção de campanha do candidato Joaquim Ricardo entendeu clarificar em comunicado a proposta divulgada no Capeia Arraiana sobre a rentabilização das IPSS’s do Sabugal com recurso a utentes de fora do concelho.

Joaquim Ricardo«Àcerca da notícia publicada em 5 de Julho no Capeia Arraiana e que mereceu honrosos comentários por parte de alguns leitores o que desde já se agradece, esclarece-se o seguinte:
O nosso candidato conhece como ninguém o sector de serviços que as IPSS prestam na valência de lar. Sabe dos inúmeros pedidos de internamento existentes (listas de espera) que cada uma das instituições possui. Pedidos esses (saiba-se!) que não discriminam idosos quanto à sua residência, isto é, nas listas de espera não constam somente idosos residentes no concelho mas também de outras partes do país.
Face a esse conhecimento o que o candidato quis dizer é que este sector tem potencialidades para crescer ainda mais, tanto em quantidade como em qualidade e assim proporcionar a criação de mais postos de trabalho. E, aumentando essa oferta, é natural que as listas de espera diminuam e tornar-se-ão, a prazo, inexistentes!
Ora, o sector (tal como qualquer outro sector de actividade económica) não pode sobreviver sem a procura (abundante!) desses serviços e até possuir uma boa carteira de pedidos que garantam a ocupação das camas logo que estas se tornem disponíveis.
Por isso e para garantir um fluxo normal de utentes (clientes) que procuram as nossas IPSS, temos que diversificar o mercado para o exterior do concelho garantindo, deste modo, um stock razoável de pedidos nesta valência que evite o colapso do sector no curto ou médio prazo e deste modo, garantir os postos de trabalho criados, que como se disse, somam neste momento certa de oito centenas mas pode crescer até às dez se lhe for dada a devida e merecida atenção.
Direcção de campanha de Joaquim Ricardo»
jcl

A prática de furtos vem ganhando peso na criminalidade registada pela GNR da Guarda e isso é bem evidente nos resultados da semana passada onde, tendo sido registadas 72 ocorrências criminais, 29 respeitaram a furtos.

Guarda Nacional RepublicanaDentre os furtos, seis aconteceram em estabelecimentos comerciais, quatro em veículos, três em residências, dois de veículos motorizados e um em edifícios públicos, sendo os restantes classificados pela GNR como «outros furtos».
Segundo o comunicado semanal do Comando Territorial da Guarda, detiveram-se 12 Indivíduos, 10 dos quais em flagrante delito: Seis por condução sob o efeito do álcool, três por condução ilegal, um por posse e cultivo de plantas de cannabis. Foram ainda cumpridos dois mandados de detenção judiciais.
Na mesma semana, de 29 de Junho a 5 de Julho, foram elaborados 298 autos de contra-ordenação, pelas seguintes infracções: 284 à legislação rodoviária, 11 à legislação da natureza e ambiente, três à legislação policial geral.
No dia 1 de Julho, o Comando Territorial da Guarda, levou a efeito, em Gouveia, uma operação destinada à fiscalização rodoviária e abordagem de indivíduos suspeitos da prática de crimes. Da mesma resultou a fiscalização de 155 veículos, sendo elaborados 11 autos de contra-ordenação por infracção ao Código da Estrada, efectuadas duas detenções por condução sob efeito do álcool e ainda apreendidos artigos de vestuário contrafeito no valor de seis mil e 500 euros.
No dia 4 de Julho realizou-se uma outra operação, na zona da fronteira com Espanha, destinada ao controlo de mercadorias e posse ilegal de armas de fogo. Da operação resultou a apreensão de mais de mil artigos contrafeitos (ténis, pólos, malas de senhora e toalhas de banho), num valor superior a 52 mil euros. A mercadoria era transportada numa carrinha e destinava-se a ser comercializada na feira mensal de Vilar Formoso.
O Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Gouveia deteve, na manhã do dia 2 de Julho, um indivíduo de 19 anos, residente em Seia, por posse e cultivo de cannabis sativa. A detenção foi realizada na sequência de uma busca domiciliária em que foram apreendidas quatro plantas de cannabis com o peso de 162 gramas e uma caixa com olhas secas prontas a consumir. O suspeito foi presente ao Tribunal Judicial de Seia, sendo-lhe sido aplicado Termo de Identidade e Residência como medida de coação.
Foram ainda realizadas sete operações no âmbito da fitossanidade florestal, na zona de fronteira com Espanha, tendo sido fiscalizados 405 veículos e elaborados 11 autos de contra-ordenação.
Na semana em referência verificaram-se 24 acidentes de viação, sendo 15 por colisão, oito por despiste e um por atropelamento. Dos acidentes resultaram cinco feridos leves.
Verificou-se ainda um acidente de trabalho, do qual resultou um ferido grave.
plb

«Este é o clube mais certo para mim, não tenho dúvida. Sente-se algo quando se veste a camisola a primeira vez. É um momento especial este que estou a viver hoje», afirmou Cristiano Ronaldo durante a sua apresentação no estádio Santiago Bernabéu.

A cerimónia, transmitida para todo o mundo, bateu todos os recordes com mais de 85.000 adeptos a encherem completamente as bancadas e centenas de outros a terem que a acompanhar, em écrãs gigantes, no exterior.
jcl

A «Ronaldomania» transferiu-se de Manchester… para Madrid. Chegou o grande dia da apresentação de Cristiano Ronaldo aos adeptos do Real Madrid. O jogador português aterrou em Madrid esta segunda-feira, às 11.50, e será apresentado mais logo às 20.00 (horas portuguesas) no mítico estádio Santiago Bernabéu.

São esperados cerca de 80 mil adeptos na apresentação, mais logo, de Cristiano Ronaldo. O CR7 de Manchester dará lugar ao CR9 de Madrid.
jcl

Chega o Verão e as salas de cinema enchem-se de blockbusters. Este ano os grandes candidatos a campeões de bilheteira são os grandes filmes de acção. Mas as comédias e a animação também estão na luta.

Pedro Miguel Fernandes - Série BA época do Verão é, a par com a época natalícia, a altura em que os grandes estúdios lançam as suas principais apostas, na sua maioria grandes produções, com orçamentos gigantescos. Este ano já estrearam em Portugal dois filmes de acção que deverão ser dos mais vistos do ano, curiosamente duas sequelas: os robôs de «Transformers: Retaliação» e a continuação da saga de John Connor, desta vez sem Arnold Schwarzenegger, em «Exterminador Implacável: A Salvação». O facto de os grandes estúdios estarem a apostar cada vez mais nas continuações poderá indicar que preferem optar por lançar produtos que à partida já deram provas e logo, poderão voltar a dar lucros. Ainda no capítulo da acção, está para breve o regresso do realizador Michael Mann, que reúne Johnny Depp e Christian Bale (que também protagoniza o Exterminador Implacável: A Salvação) numa história de gangsters, à volta de John Dillinger.
TransformersNo campo da animação também se esperam dois grandes títulos: o terceiro episódio de «A Idade do Gelo», que chegou esta semana às salas portuguesas, e o mais recente filme dos estúdios Pixar, «Up», que teve honras de abertura na última edição do Festival de Cinema de Cannes e que uma vez mais deve provar a mestria do estúdio na animação 3D.
Outro dos géneros que deverá obter bons resultados nas bilheteiras é a comédia. Aqui os grandes candidatos são o já estreado «A Ressaca», uma comédia desbragada e sem regras sobre uma despedida de solteiro em Las Vegas que não corre da melhor maneira. Este filme concorre com um adversário de peso: «Bruno», um repórter de moda austríaco gay de visita aos EUA, interpretado por Sacha Baron Cohen. Aqui espera-se um novo Borat, mas desta vez com outra personagem. A prever pelo buzz que a personagem está a gerar na Internet, o sucesso deverá estar garantido.
Mas quem será o verdadeiro vencedor dos blockbusters de Verão? Ainda é cedo para saber, mas já começam a aceitar-se apostas.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

A cerimónia de inauguração do telefone no Soito decorreu no local onde, hoje, se encontra o Posto de Correios, no Largo da Praça.

Joao Aristides DuarteA fotografia que se reproduz neste artigo refere-se à inauguração do telefone, no Soito, em 1951. Na fotografia pode ver-se o Governador Civil da Guarda a cortar a fita. Ao seu lado está Isabel Augusta Tolda Martins, então com pouco mais de 10 anos, e futura esposa daquele que viria a ser presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, na década de 1980, Fernando Carrilho.
Esta cerimónia decorreu no local onde, hoje, se encontra o Posto de Correios, no Largo da Praça.
No final da cerimónia, os convidados (que pagaram cada um 100$00) tiveram direito a um «copo de água», a primeira vez que tal expressão foi utilizada no Soito. Realmente, quase nenhum habitante do Soito sabia o que fosse um «copo de água». Não será, portanto de admirar que só tivessem participado nesse «comerete» as pessoas mais ricas da terra. Os outros ficaram só com a vontade.
Inauguração telefoneAntes do telefone ter sido inaugurado, no Soito, já a localidade era servida por telefone. Isso deveu-se à iniciativa do capitão Carlos Carrilho, que era homem de aventuras. Construiu um «engenho» no lugar da Murganheira e, mais tarde, uma fábrica de cobertores e mantas, no mesmo local.
Já antes tinha resolvido fazer uma barragem em Vale Espinho e, para não ficar isolado conseguiu, por engenhos e artes, ligar o Soito, Quadrazais e Vale de Espinho, por um telefone rudimentar, com o qual comunicava com os seus familiares.
Já não há sinais desse telefone, mas, ainda não há muitos anos eram visíveis alguns dos fios que o capitão Carrilho utilizou, usados para vedar lameiros, no Ribeiro do Bispo, nas cercanias do Soito.
Pode, portanto, afirmar-se que aquando desta cerimónia, reproduzida nesta fotografia, já o Soito tinha tido acesso ao serviço telefónico.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

A Associação Social Cultural e Desportiva da Rebolosa, no âmbito do seu plano anual, desenvolveu mais uma actividade. A par de outras de âmbito social, nomeadamente de apoio aos mais carenciados e idosos, esta Associação tem proporcionado momentos de cultura e desporto para todas as idades.

Desportos Radicais na RebolosaDesta vez, os desportos radicais envolveram todos os jovens (e não só) da Rebolosa. Do slide ao tiro ao alvo, muitos experimentaram e quiseram repetir várias vezes. Do cimo das lajes até ao chafariz do Largo de Santa Catarina, foram muitos os que faziam fila para que chegasse a sua vez para «voar».
Uma tarde de desporto diferente que contou com a indispensável disponibilidade da Côaventura, uma Associação de jovens sabugalenses que têm promovido este tipo de eventos desportivos.
A organização da actividade foi da Associação, com o apoio da Junta de Freguesia, como já vem sendo hábito na Rebolosa.
Os próximos momentos de confraternização entre os rebolosenses, e quem nos quiser visitar, serão as festas no mês de Agosto, de 8 a 12. No último dia será a capeia arraiana.
Manuel Rei Barros

O candidato independente nas listas do MPT-Partido da Terra, Joaquim Ricardo, visitou a 1.ª Mostra Solidária e da Juventude do concelho do Sabugal que decorreu entre 1 e de 5 de Julho. O candidato à presidência da Câmara Municipal do Sabugal aproveitou para se inteirar dos problemas da acção social no concelho raiano.

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A organização da 1.ª Mostra Solidária e da Juventude do concelho do Sabugal pretendeu «fomentar a participação no desenvolvimento local, envolvendo idosos, juventude e população em geral na concretização de uma manifestação social solidária com impacto e escala a nível do território». As acções dos organizadores dividiram-se em «despertar o interesse dos privados para a apresentação de candidaturas de carácter económico, que venham ao encontro das necessidades da IPSS, na lógica da prestação de serviços de proximidade de natureza social» e no «reforço da economia social solidária, dando a conhecer oportunidades de criação de investimento e postos de trabalho».
Joaquim Ricardo, candidato independente nas listas do MPT-Partido da Terra à Câmara Municipal do Sabugal, aproveitou para visitar os stands da 1.ª Mostra Solidária e da Juventude e para dar conta ao Capeia Arraiana do seu grande interesse e empenhamento na defesa das causas solidárias.
«É um tema que me diz muito e no qual estou empenhado há muitos anos», começou por nos dizer Joaquim Ricardo. «Conversei com os responsáveis pelas diversas instituições de solidariedade social e inteirei-me dos seus problemas que, de alguma forma, também eu reconheço nas dificuldades que sentimos no Lar de Aldeia de Santo António», disse-nos não perdendo a oportunidade de acrescentar, em tempo de campanha eleitoral, que prometeu apoiar este importante sector estratégico do concelho sabugalense.
Recorde-se que no concelho do Sabugal o sector de actividade relacionado com o apoio aos mais idosos emprega directamente cerca de 800 pessoas repartidas pelas cerca de três dezenas de instituições espalhadas pelas freguesias raianas.
«É um sector que apoiarei a 100 por cento. Temos excelentes condições naturais e tudo farei para o divulgar no exterior com o intuito de atrair para estas instituições mais idosos vindos de outras partes do País. A aposta na formação de jovens para trabalharem no sector solidário terá todo o meu apoio», concluiu.~
A 1.ª Mostra Solidária e da Juventude do concelho do Sabugal, decorreu entre 1 e 5 de Julho, nos jardins do Auditório Municipal do Sabugal promovendo produtos e serviços de âmbito social, incluindo serviços de proximidade, o intercâmbio de boas práticas entre as IPSS e os actores sociais locais e teve como destinatários os promotores do PRODER, as IPSS, as Juntas de Freguesia, as Associações e a população em geral.
jcl

Os vestígios arqueológicos na zona fronteiriça de Castelo Rodrigo remontam ao Paleolítico. Situada a 10 kms do rio Côa a povoação de Castelo Rodrigo alberga igualmente notáveis sinais da presença dos romanos e no domínio mouro.

José MorgadoCASTELO RODRIGO – No entanto, a importância estratégica de Castelo Rodrigo começa a ser mais significativa durante a reconquista cristã, particularmente, para os reis de Leão a quem pertencia o território. À povoação foi entregue o título de vila e elevada a concelho pela mão do monarca Afonso XI de Leão e o seu objectivo era claro: atrair pessoas para aquela zona.
Castelo Rodrigo esteve sempre presente nos contenciosos entre Portugal e Castela ao longo da história. Entretanto perdida para os muçulmanos D. Afonso Henriques reconquistou-a em 1170. Os mouros insistiram e D. Sancho I teve de a trazer novamente para o lado cristão em 1209 e nesse mesmo ano, Castelo Rodrigo recebe a sua primeira Carta de Foral. Mas foi preciso esperar quase noventa anos mais para que fosse integrada definitivamente no território nacional, o que deixou definido no Tratado de Alcanizes assinado por D. Dinis em 12 de Setembro de 1297. O Rei poeta mandou então reconstruir o castelo e povoar novamente Castelo Rodrigo.
D. Fernando viria a conceder a Carta de Feira à vila em 23 de Maio de 1373, o que significava que Castelo Rodrigo podia abrir as portas das muralhas aos comerciantes e desenvolver a sua actividade mercantil.
Figueira Castelo RodrigoCom a morte de D. Fernando, a independência nacional ficou colocada em causa. Tinha uma única filha, D. Beatriz, que era casada com D. João de Castela. Contudo, D. João, Mestre de Aviz, derrotaria os castelhanos na batalha de Aljubarrota e fora coroado rei de Portugal. Castelo Rodrigo tinha tomado partido de D. Beatriz e, como castigo, D. João I determinou que o seu brasão ficasse com o escudo das armas reais invertidas, além de passar para o domínio administrativo de Pinhel.
Com isto, a vila entrou em decadência e despovoou-se. Só em 1508 é que a vila recebeu um Foral Novo, concedido por D. Manuel, que mandou igualmente restaurar o castelo.
De seguida, veio o controlo de Portugal por parte dos Filipes de Castela. A vila passou a ser dirigida por Cristóvão de Moura, defensor da causa filipina, que ergueu um palácio residência que viria a ser queimado pela população revoltada contra o traidor, a 10 de Dezembro de 1640, logo após a restauração da independência.
Castelo Rodrigo, devido à sua posição estratégica, jogou um papel protagonista nas disputas contra Espanha. Em 1664, foi cercada pelo duque de Osuna e reza a história que 150 homens contra mais de quatro mil aguentaram a guarnição até à chegada de reforços, obrigando de seguida ao tal Duque de Osuna a fugir mascarado de frade.
Com o fim das guerras da restauração, Castelo Rodrigo começou a perder importância. Em 1836, a rainha D. Maria II passaria a sede de concelho para Figueira de Castelo Rodrigo.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

A capeia arraiana constitui a maior e mais viva tradição cultural do concelho do Sabugal. Trata-se de um espectáculo genuíno e exclusivo das terras raianas do concelho, que é bem revelador da têmpera rija e do arrojo das suas gentes. O capinha, vindo de Espanha, era um elemento sempre presente nas antigas capeias da raia.

Um capinha em acção (foto Arraianos.net)Diversos estudiosos, entre etnólogos, antropólogos, historiadores e outros cientistas sociais, têm tropeçado com as capeias e nelas encontram um vasto campo de estudo a desbravar, dada a originalidade e peculiaridade que o espectáculo reveste. De onde lhe vêm as origens? Representa um ritual? É obra do acaso?
J. Leite de Vasconcelos, ilustre etnólogo e estudioso da cultura popular portuguesa, reparou no forcão, que considerou máquina de lidar o touro deveras original, e descreveu em pormenor o curioso engenho.
Na colecção leitiana de recortes de jornais surge um artigo de Karl Marx (pseudónimo de Carlos Alberto Marques, grande escritor, geógrafo e etnólogo de Vale de Espinho), sob o título «Uma Corrida de Touros na Lageosa», publicado em 1926 no semanário regionalista O Sabugal. Karl Marx relata, em estilo incisivo, o folguedo tradicional, evidenciando o entusiasmo, a alegria, a emoção e, bastas vezes, a aflição que rodeia esta peculiar manifestação taurina.
O espectáculo de uma capeia não é só o rodopiar nervoso do forcão ao centro da praça improvisada. É também o encerro dos touros trazidos de Espanha, onde pastam em manadas. São os foguetes que «restalam» em sinal de festa a diversão. É o samarra, ou tamborileiro, que com seus rufos incendeia o corro. São os arrojados e valentões que, dum e doutro lado, avançam e passam junto ao animal com casacos, cobertas ou sacas. São os pouco ágeis que se afoitam à praça e logo são colhidos, para exaltação geral. São, finalmente, os capinhas ou maletas. Tratam-se de toureiros amadores, vindos de Espanha para participarem nas capeias, exercitando-se na arte do toureio.
O autor valdespinhense descreve-os magistralmente, no seu artigo: «O capinha é um pobre de Cristo que no Inverno morre de fome ou se ocupa em trabalhos servis e que no Verão oferece em holocausto à sublime arte tauromáquica o seu cicatrizado corpo; de terra em terra, andrajosamente vestido, com uma capa de clara cor debaixo do braço, conta as touradas pelo número de ferimentos. É um apaixonado que, nesta escola donde quasi nunca sai, se treina para entrar na eternidade nas chaves de um toiro, diante de um público que o aclame, diante de uma mulher por quiem se muere. O capinha canta lindas malagueñas pelas tabernas, estende a capa a colher donativos e vai deixando umas gotas de sangue na terra que os outros regam com suor. Faz umas sortes arriscadas, espeta uns ferros e sobre tudo sonha com a glória».
Na verdade, nas nossas aldeias, a verdadeira capeia deve incluir a apreciada e muito aplaudida exibição dos arrojados capinhas, em cujos redondéis se praticam no toureio, sonhando actuar um dia na praça de uma grande cidade de Espanha, onde triunfem recebendo aplausos e aclamações, cortando rabos e orelhas.
Paulo Leitão Batista

7.º TORNEIO DE FUTSAL INTER-FREGUESIAS
DO CONCELHO DO SABUGAL – 2009
MEIAS FINAIS
5 DE JULHO
EQUIPA RES. EQUIPA EQUIPA RES. EQUIPA
Aldeia&Forcal. 5-5 Penalobo Rapoula Côa 5-4 Vila Boa
Penalobo venceu Aldeia&Forcalhos por 8-7 no prolongamento
A final será disputada entre a Rapoula do Côa e Penalobo
QUARTOS DE FINAL
27 DE JUNHO 28 DE JUNHO
EQUIPA RES. EQUIPA EQUIPA RES. EQUIPA
Penalobo 7-2 Fóios Vila Boa 5-2 Soito
Rapoula Côa 7-2 Nave Aldeia&Forcal. 7-0 Rendo
OITAVOS DE FINAL
1.ª MÃO 2.ª MÃO
EQUIPA RES. EQUIPA RES. EQUIPA
Ozendo 2-5 Rapoula do Côa 7-1 Ozendo
Trigais 1-2 Rendo 1-0 Trigais
Q. S. Bartolomeu 3-1 Soito 8-1 Q. S. Bartolomeu
Aldeia Velha 3-7 Aldeia&Forcalhos 5-0 Aldeia Velha
Aldeia S. António 3-7 Penalobo 11-0 Aldeia S. António
Nave 2-1 Santo Estêvão 4-3 Nave
Fóios 9-3 Seixo do Côa 3-6 Fóios
Alfaiates 0-1 Vila Boa 7-4 Alfaiates
MELHORES MARCADORES
JOGADOR EQUIPA GRUPO GOLOS N.º JOGOS
Telmo Filipe Carvalho Vaz Ozendo A 24 10
Marco Paulo Clamote Capela Rapoula Côa B 13 8
Ricardo José Cruz Quelhaz Santo Estêvão C 22 11
Ricardo André Prata Gomes Aldeia&Forcalhos D 27 11

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FESTA DE SÃO PAULO
25 de Janeiro de 2012

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III CAPÍTULO E ENTRONIZAÇÃO
18 de Fevereiro de 2012

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