A candidatura de António Dionísio à Câmara do Sabugal distribuiu um folheto de campanha contendo uma mensagem do candidato, que promete apresentar um programa eleitoral com promessas concretas para a construção de um concelho moderno, desenvolvido e atractivo.
Depois de António Robalo se apresentar aos eleitores através de um folheto distribuído à população, de que Capeia Arraiana deu a devida nota, surge agora António Dionísio a distribuir uma brochura.
Num grafismo dominado pela cor azul em diferentes tons, evidenciam-se um castelo estilizado e o rosto do candidato, acompanhando o lema: «Sabugal 2009 – Concelho com Futuro!».
Neste primeiro panfleto de campanha dos socialistas para as autárquicas enumeram-se as razões do apelo à mudança e elencam-se os desafios a que o candidato se propõe: definir o concelho que queremos, afirmar o concelho num contexto regional, criar um concelho qualificado, desenvolver a economia, desenvolver o turismo, gerir a imagem do concelho e definir um novo modelo de governação local.
O documento apresenta também um texto assinado pelo candidato, subordinado ao tema: «A interioridade e a desertificação». No texto António Dionísio caracteriza o concelho facultando dados estatísticos que comprovam o decréscimo populacional, para depois defender que nem todos os males se devem ao poder central: «Não quero dizer que a Administração Central não tem uma quota-parte significativa no estado a que chegámos. Mas afirmo, sem qualquer dúvida, que não compete ao litoral definir o nosso rumo para um Concelho desenvolvido.» Depois, no referente às soluções para os nossos males, o candidato deixa claro que «a Administração Central pode dar uma boa ajuda, mas somos nós que temos de construir este Concelho moderno, desenvolvido e atractivo».
Defende ainda a união dos sabugalenses: «Todos a puxar para o mesmo lado, unidos por uma estratégia comum de desenvolvimento eis a condição primeira para destruir a nossa interioridade e marginalização face às regiões mais desenvolvidas.»
Para António Dionísio terminou o «discurso do desgraçadinho», devendo antes todo o sabugalense apostar no ditado popular «Ajuda-te e serás ajudado», prometendo contudo para o momento da divulgação do programa eleitoral a transformação da mensagem em pospostas concretas.
plb

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8 comments
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Sábado, 4 Julho, 2009 às 1:27 am
Kim Tomé
«a Administração Central pode dar uma boa ajuda, mas somos nós que temos de construir este Concelho moderno, desenvolvido e atractivo».
Estou plenamente de acordo.
Mas será que vamos a tempo?
Temos que ser nós que cá estamos a “pegar o touro pelos cornos” mas como?
Nos últimos anos o que tenho visto é a destruição da vida das pessoas que contribuem de forma válida, o que eu vejo são boicotes aos que desenvolvem um bom trabalho, o que eu vejo é o medo de muitos em falar com medo das represálias .
Como vamos conseguir inverter esta tragédia?
Sábado, 4 Julho, 2009 às 4:11 am
Mono
Assim de repente, a capa do panfleto é muito fraca, diria mesmo, de um péssimo gosto. O Mó faria bem melhor!
Sábado, 4 Julho, 2009 às 10:24 am
Diogo
Assim, de repente, o design do folheto está extraordinário. Passa uma mensagem de inovação e modernidade que o Sabugal bem necessita. Estamos fartos de uma imagem bafienta e conservadora. A par de uma nova política, o Sabugal tem que adoptar uma nova imagem: viva e de movimento. Este design faz uma ruptura com esse passado: Será isso que incomoda?
Sábado, 4 Julho, 2009 às 1:58 pm
Mono
Ok, estava a exagerar, não está assim tão má quanto isso, mas também não está “extraordinária”. E depois, um gajo não pode falar da estética da coisa, sem vir atrás o discurso político? Isso incomoda bem mais.
Sábado, 4 Julho, 2009 às 7:39 pm
Kim Tomé
A questão da comunicação, nestes casos, é mais importante que a estética e aí até nem me parece muito mal.
Quando se faz uma obra de arte é importante a estética, quando se faz um objecto de comunicação o que interessa é que esta seja rapidamente assimilável pelos receptores sem ruído.
Para mim, se algum erro em termos de comunicação existe, é a forma como o folheto foi impresso, a gráfica ao utilizar papel vegetal para substituir os fotolitos, criou um problema técnico que levou ao escurecimento da fotografia e das cores em geral, perdendo assim o brilho que me parece existir no original.
Sábado, 4 Julho, 2009 às 4:09 pm
Carlos Moura
As cores parecem de um panfleto do CDS!
Domingo, 5 Julho, 2009 às 10:45 pm
joao valente
Já li o programa. Fique esclarecido.
Muita teoria e pragmatismo nenhum.
Quais os projectos concretos com que vai atraír gente ou suster a desertificação, dinamizar o sector empresarial, gerar ofertas de emprego e aumentar a qualidade de vida?
Um deserto de ideias!
Segunda-feira, 6 Julho, 2009 às 2:48 am
fernando lopes
E eu que pensei que o PS(este) era rosa!….