A Presidência da Câmara Municipal do Sabugal entendeu publicar extracto da minuta da Acta da Assembleia Municipal realizada no passado dia 26 de Junho relativamente ao pedido de retratação pública ao Presidente da Junta de Freguesia da Bismula pelas afirmações constantes do artigo publicado no Capeia Arraiana.
«Relativamente ao artigo publicado por V. Exa. em 08/06/09, com o título “Represália política na Câmara de Sabugal”, junto se remete com pedido de publicação extracto da minuta da Acta da Assembleia Municipal de 26/06/09, aprovada na mesma Assembleia.
As actas após aprovadas fazem fé em Juízo.
Extracto da Minuta da Acta da Assembleia Municipal de 26/06/09
O Presidente da Câmara tomou a palavra para dizer que a actividade Municipal estava distribuída por escrito mas que não podia deixar de referir o seguinte: Foi deliberado, por maioria com 3 abstenções na reunião do executivo de 12-06-09 (como consta na respectiva acta) comunicar ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Bismula que se não se retratar publicamente por escrito das afirmações que fez ao Blogue “Capeia Arraiana”, que não haveria mais delegações de Competências na Junta de Freguesia da Bismula. Entre outros comentários, o Presidente da Junta dizia que em reunião com o Presidente da Câmara tinha solicitado uma delegação de competência para pavimentação de diversas ruas, e esta lhe tinha sido negada, por apoiar um candidato do Partido Socialista. Ora na referida reunião o que tinha sido dito ao Presidente da Junta foi que as delegações de competências pressupunham uma relação de confiança entre delegante e delegado que, no caso, tinha sofrido um abalo porque o Presidente da Junta tinha escrito no Jornal “Nordeste”, que é editado e distribuído na sua freguesia, que “no início do ano escolar o Vereador da Cultura da Câmara Municipal do Sabugal, Sr. António Robalo, achou por bem fechar a escola de Bismula, transferindo os alunos para a Ruvina”, o que é mentira visto que quem fechava ou não as escolas é a Administração Central.
Referiu que nunca como Presidente da Câmara tinha usado o cargo para pedir votos fosse a quem fosse e o Presidente da Junta de Freguesia da Bismula mente quando o diz.
Portanto não pode admitir que o Sr. Presidente o trate como o tratou e, repete, que foi deliberado por maioria, com 3 abstenções e nenhum voto contra, que sem o Sr. Presidente da Junta de Freguesia se retratar, por escrito, não haverá mais delegações de competência na Junta de Freguesia da Bismula, e que como por causa do Sr. Presidente da Junta, a Freguesia da Bismula não pode ser prejudicada, as Ruas em falta serão executadas pela Câmara Municipal de Sabugal, após projecto e inclusão em orçamento.
De seguida foi dada a palavra ao Presidente da Junta de Freguesia da Bismula.
O Presidente da Junta disse «para já quero referir apenas o seguinte quanto ao assunto que o Sr. Presidente da Câmara apresentou: efectivamente aconteceu como disse o Sr. Presidente. O Presidente mostrou-me o Jornal. O Sr. Vereador Robalo sabe bem que foi ele que me disse na reunião que tivemos com os Sr. Presidentes de Junta, na Biblioteca, que as crianças iriam sair da Bismula. O cerne da questão não está aí, o cerne da questão está em que o tempo passa a correr e era preciso de facto definir se havia ou não delegação de competência, e quando eu vou saber da delegação de competência, não falei com o Sr. Presidente da Câmara, mas alguém falou comigo e me disse que o Sr. Vereador Robalo se tinha oposto a que me dessem a delegação de competências, e isso saiu da Câmara, mas não foi nada com o Senhor Presidente da Câmara. Peço-lhe desculpa mas não foi esse o motivo porque escrevi.»
Em resposta o Sr. Presidente da Câmara: «Estranho que não seja comigo o que o Sr. Presidente da Junta da Bismula escreveu mas, uma vez que é assim, solicito que o serviço de apoio à Assembleia mandem cópia da acta, no que a este assunto respeita, para o Blogue “Capeia Arraiana” onde foi publicado o artigo referido.»
jcl

Clique para visitar a Habisabugal
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ver a página do tocador
Clique para ver a página Tutatux
Clique para ver a página web
Clique para ver artigos relacionados
Clique para ver a página web




Clicar na imagem para aceder
à página principal do Capeia Arraiana
Clicar na imagem para ouvir
a emissão online da Rádio Caria
Clicar na imagem para ver
a emissão online da LocalVisão TV
43 comments
Comments feed for this article
Quarta-feira, 1 Julho, 2009 às 7:23 pm
João Duarte
Efectivamente quem fecha as escolas é o Ministério da Educação. Como foi possível alguém escrever no jornal que quem as fecha é o vereador da Câmara Municipal do Sabugal?
Toda a gente sabe que a política do Ministério da Educação é o encerramento das escolas. Descobriram que as escolas com poucos alunos (que até podem ser 11 ou 12) não funcionam. Até podiam encerrar as escolas que, efectivamente, morriam de morte natural, mas não, é fechar a eito.
Chama-se a isso a política da “terra queimada”. Encerra tudo no Interior. Bem tenho dito e redito que a culpa é da Administração Central no fecho destes serviços (nos Correios, por exemplo- a estação do Soito só já está aberta de manhã, as populações da raia, mais perto do Soito têm que se deslocar alguns quilómetros para levantar uma encomenda ou pagar um recibo, porque também já encerraram os serviços de Correios prestados pelos comerciantes locais), mas os do PS vêm sempre com a história que não é culpa da Administração Central.
Então, agora, têm oportunidade de escreverem aqui que a escola da Bismula (como em Setembro aconteceu com a escola do Baraçal) encerrou por culpa do poder local.
Quarta-feira, 1 Julho, 2009 às 8:09 pm
Cidadão-Pasmado
Faz fé… Salvo seja!
Quanto aos efeitos administrativos sim… Quanto à “peixeirada”, não!
É o “disse que disse”, que preocupa a Câmara? Não haverá coisas mais importantes com que ocupar as cessões?
Quarta-feira, 1 Julho, 2009 às 9:28 pm
Ramiro Matos
Leio e não acredito.
O Sr. Presidente da Câmara diz que a delegação de competências tem a ver com confiança entre delegante e delegado? Mas em que lei é que o sr Presidente se baseia para afirmar isto?
É que de certeza não é na legislação que define as competências, porque aí diz claramente o seguinte:
1 — A câmara, sob autorização da assembleia municipal, pode delegar competências nas juntas de freguesia interessadas, mediante a celebração de protocolo, onde
figurem todos os direitos e obrigações de ambas as partes, os meios financeiros, técnicos e humanos e as matérias objecto da delegação.
2 — A delegação a que se refere o número anterior incide sobre as actividades, incluindo a realização de investimentos, constantes das opções do plano e do orçamento municipais e pode abranger, designadamente:
a) Conservação e limpeza de valetas, bermas e caminhos;
b) Conservação, calcetamento e limpeza de ruas e passeios;
c) Gestão e conservação de jardins e outros espaços ajardinados;
d) Colocação e manutenção da sinalização toponímica;
e) Gestão, conservação, reparação e limpeza de mercados retalhistas e de levante;
f) Gestão, conservação e reparação de equipamentos propriedade do município, designadamente equipamentos culturais e desportivos, escolas e estabelecimentos de educação pré-escolar, creches, jardins-de-infância, centros de apoio à terceira idade e bibliotecas;
g) Conservação e reparação de escolas do ensino básico e do ensino pré-escolar;
h) Gestão, conservação, reparação e limpeza de cemitérios, propriedade do município;
i) Concessão de licenças de caça.
3 — No âmbito da delegação de competências a câmara municipal pode destacar para a junta de freguesia funcionários afectos às áreas de competência nesta delegadas.
Como se vê nada é dito sobre a tal de confiança, e que eu saiba o Presidente da Câmara ainda não tem competência para alterar leis da Assembleia da República…
Quanto à questão das Escolas fecharem ou não e de quem é a responsabilidade deixo duas perguntas:
Onde está a Acta da Reunião de Câmara em que é aprovada a não concordância com o encerramento da Escola da Bismula?
Se a responsabilidade é do Governo porque é que a Câmara do Sabugal aprova uma Carta Educativa onde se prevê que no Concelho só haja 4 escolas?
Não seria mais correcto recusar-se a elaborar tal documento, ou a fazê-lo, propor escolas EB1 em todas as freguesias?
Ramiro Matos
Quarta-feira, 1 Julho, 2009 às 11:31 pm
António Santos
… escolas EB1 em todas as freguesias ?!!!!!!… Com que crianças?
É a prova que não conhece o concelho.
Quarta-feira, 1 Julho, 2009 às 11:35 pm
Elvira Rebelo
explique-me quem souber por favor.
é verdade que os três vereadores do partido socialista se abstiveram na votação contra o seu camarada?
Quinta-feira, 2 Julho, 2009 às 12:19 am
AC
“as delegações de competências pressupunham uma relação de confiança entre delegante e delegado”… Está tudo dito. O Sr. Presidente do Município interpreta a lei como lhe convém, e, como tal, gere os destinos do concelho como muito bem lhe apetece.
Tenho é pena do Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Bismula que para não ver prejudicada a sua freguesia teve de meter os pés pelas mãos e as mão pelos pés. Muitos outros simplesmente calam-se. Este não se calou e foi… “apanhado na curva”.
Na verdade talvez o Sr. Presidente do Município não estivesse à espera desta atitude. É que o Sr. Presidente da Junta talvez o tenha habituado a ouvir mais louvores do que propriamente críticas destas… leiam-se as actas…
Curiosa foi também a atitude do Sr. Vereador quando o Sr. Presidente do Município anunciava esta invulgar exigência de retratação, que encarou a situação com um sorriso de como quem diz “espera aí que já te………. lixas”.
Enfim, são assim as politiquices no Sabugal, agora que isto está a aquecer, havendo já eleitos contra os partidos que os elegeram que deixam de todas as formas e mais algumas transpirar publicamente aquilo que deveria ser discutido internamente (nos partidos) e candidatos dos diversos partidos e os pseudo-apartidários no terreno a “trabalhar” afincadamente, mostrando-se em tudo o que é evento/ajuntamento. Talvez a campanha traga ao debate o que realmente interessa ao concelho, o que a própria Assembleia Municipal não conseguiu pela rigidez e mesmo agressividade nas resposta do Sr. Presidente do Município e pela má condução dos trabalhos que o Sr. Presidente da Assembleia praticava, cortando a palavra a alguns membros e sempre opinando no sentido de repetir de forma distorcida o que era dito por diversos oradores, nomeadamente o Sr. Presidente do Município com quem se “pegou” várias vezes deixando transparecer a má relação que, só pode ser isso, mantinha com ele, vá-se lá saber porquê…!!!
Espero é que haja bom senso e não haja ameaças e prejuízo para as freguesias geridas por pessoas que estão contra o poder municipal. Se não for bom senso, pelo menos que seja vergonha…
Quinta-feira, 2 Julho, 2009 às 12:34 am
AC
Quanto ao ensino, gostava era mesmo de ver um debate com experts na matéria tentando chegar à conclusão se é bom para os alunos (para alguns professores é concerteza) que haja escolas com 1, 2, 3 alunos, ou mesmo 5 ou 6. Não quero com isto dizer que estou contra ou a favor do fecho, mas, muito honestamente, não sei se gostava que filhos meus andassem numa escola nessas circunstâncias, mas também não sei se gostava que fossem para uma escola a alguns kms da residência, a não ser que tivesse a certeza que os professores os orientavam e acompanhavam adequadamente durante todo o ano escolar, o que me parece que está a acontecer, tendo assim os professores tido oportunidade de demonstrar as suas qualidades, não só curriculares, como outras.
As aulas de substituição têm-se mostrado úteis – bem mais úteis do que os alunos saírem da escola e percorrerem os cafés para passarem tempo e ganharem vícios. Podem dizer que algumas são uma espécie de “balburdia no oeste”, mas não serão todas, até porque tenho inteira confiança na maioria dos professores.
Quinta-feira, 2 Julho, 2009 às 3:02 am
fernando lopes
As aulas de substituição de utilidade não têm nada! O Sr. MC fala do que não sabe! São a maior farda, fraude ao ensino!
Quanto a esta “cena” apenas o “normal” funcionamento do burgo!
Quinta-feira, 2 Julho, 2009 às 11:15 am
AC
Quem lhe diz que não sei? Aliás, até sei que quando os professores substitutos são competentes os alunos têm muito a ganhar, uma vez que, quer nas aulas de substituição, quer nas apoio, os professores, competentes, claro, tentam perceber onde é que os alunos têm maiores dificuldades e tentam ajudar.
Não sei porque considera as aulas de substituição uma farsa e fraude. Terá toda a razão se entivermos a falar de professores irresponsáveis e incompetentes, isso sim uma farsa e uma fraude. Mas mesmo assim, sempre me parece uma solução melhor do que simplesmente os alunos não terem nada a acupar-lhes as horas livres, ocupando-as com coisas prejudiciais para a sua formação e educação.
O facto dos alunos terem, ainda que por vezes, infelizmente, apenas teoricamente, todo o horário ocupado e sempre acompanhados de professores, que terão formação adequada, se não mais vale dedicarem-se a outras actividades e deixarem o ensino para quem merece, deixa de certeza os pais minimamente descansados e certos de que a formação e a educação dos filhos estão asseguradas.
Quinta-feira, 2 Julho, 2009 às 9:38 am
Diogantonio
São estas as preocupações tratadas nas vossas assembleias municipais? Interressante…!
Quinta-feira, 2 Julho, 2009 às 10:39 am
João Duarte
Também eu gostava de ver um debate com experts na matéria. O problema é que não vejo nenhum debate com experts na matéria. O que eu vejo é o Governo a tomar “medidas” atrás de “medidas” e dizendo sempre que essas “medidas” é que estão correctas e apenas tolerando quem o critica, sem nunca considerar que ele é que pode estar errado. Aulas de substituição não sei bem o que seja, porque eu sou professor do 1.º Ciclo e aí não há aulas de substituição. Vir com a velha conversa dos alunos andarem nos cafés não se aplica ao que estamos a tratar, porque é 1.º Ciclo. Vê-se bem que o sr. AC é dos tais que ouviu falar nas coisas pela TV ou nos cafés e não percebe nada do que fala. É dos tais que acha que os professores nunca fizeram nada e , agora, com este Governo já estão a trabalhar no duro (pelo menos quando refere que lhe parece que é o que está a acontecer).
Os professores também não têm nada que demonstrar as suas outras qualidades fora as curriculares, como refere. O professor é uma pessoa como outra qualquer , que pode ser ou não ser um bom pegador ao forcão , sem que isso (essa qualidade) tenha que ser tida em conta. O mesmo acontece nas outras profissões. Com certeza que eu não peço a um bom electricista que seja bom em muitas mais coisas. Interessa-me é que seja bom electricista.
Já o sr. Ramiro Matos volta a defender o Governo , até no encerramento das escolas, sabendo bem que, neste caso, a competência é , totalmente da tutela, embora seja pedida uma opinião às autarquias.
Notícia de 27 de Maio de 2007 : “Em Março, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, defendeu, em Castelo Branco, a necessidade de encerramento, no próximo ano lectivo, de cerca de 900 escolas do primeiro ciclo de reduzida dimensão no país(…)
No início do ano lectivo de 2006/2007, a tutela encerrou quase 1.500 escolas do primeiro ciclo, tendo por base critérios como a taxa de aproveitamento inferior à média nacional ou estabelecimentos com um número reduzido de alunos.” Atenção que esse número reduzido de alunos pode ser de 12, 15 ou até 20. O que interessa é “modernizar” .
Nunca foi provado que as escolas com menos alunos tinham menor aproveitamento. Essa foi uma das muitas “histórias” lançadas pelo Ministério da Educação que , de tão difundida ,foi adquirida como real.
Como fui professor em escolas com turmas de mais de 20 alunos e turmas com poucos alunos não notei, realmente , diferenças. Aliás, alguns dos melhores alunos encontrei-os nessas escolas, de reduzida dimensão.
Responder
Quinta-feira, 2 Julho, 2009 às 11:01 am
Ramiro Matos
Esclarecendo o que havia dito, considero que entre agentes do poder autárquico de Freguesia e Municipal, as relações têm de ser assentes em regras muito claras e que não deixem azo a quaisquer outras interpretações.
Quem deve ou não ter confiança nos eleitos locais são os eleitores e é a estes e a mais ninguém que os eleitos têm de demonstrar ser merecedores dessa confiança.
Mas quando se fazem Orçamentos em que uma parte significativa é para “outras despesas”, as questões de “confiança”´….
Ramiro Matos
Quinta-feira, 2 Julho, 2009 às 6:33 pm
AC
Sr. João Duarte:
Posso não saber do que falo (diz o Sr.), mas olhe que você não será o dono verdade. Provavelmente não me expressei bem, mas em parte tem razão: sou dos que acha que havia professores que não faziam nada e que agora têm de trabalhar. E não os há? O Sr. não conhece nenhum? Felizmente que não são a maioria.
Também não concordo com o Sr. quando diz que a única qualidade que interessa é que cada um seja bom na sua arte. Acho que todos devemos esforçar-nos um pouco mais para além disso. Aliás, acho mesmo que só podemos ser realmente bons em determinada arte se tivermos outras qualidades, nomeadamente humanas. E quanto aos professores, em concreto, acho que, não querendo que se sobreponham aos encarregados de educação e à própria sociedade, são, ou devem ser, para além de professores, educadores por excelência. Acho que me faço entender.
No ensino básico pode não haver aulas de substituição mas há outras actividades (inglês, educação física, etc.) que antes não havia e penso que essas actividades são uma mais valia.
Resumindo, acho que na vida não interessa só a formação académica…
Já agora fico agradado com a sua partilha da experiência profissional ao dizer que afinal encontrou os melhores alunos em escolas pequenas. Penso que é assim que se esclarecem, ou ajudam a esclarecer, algumas dúvidas. Ter muitos alunos implicar dedicar menos tempo a cada um deles, ter poucos, pode criar uma espécie de saturação, etc., etc.. Era tudo isto que devia ser pesado e aí tem toda a razão em dizer que os governos fecham a eito…
Uns fecham, outros rasgam, outros nem se sabe bem, porque se limitam a estar sempre contra.
É o país que temos, aliás, equiparado ao que originou este post: Presidência pede explicações a autarca da Bismula, não tanto pelo conteúdo, mas pela forma.
Quinta-feira, 2 Julho, 2009 às 10:18 pm
Manuel Rei Barros
Como qualquer Presidente de Junta que tenha como principal objectivo a defesa da sua terra, compreendo o meu Amigo e Camarada José Vaz. Esta última Assembleia foi inédita pelos temas apresentados e pela discussão que os mesmos geraram… Enfim, é a campanha no seu pleno!
É preciso discussão de ideias claras para o desenvolvimento do concelho e que, acima de tudo, todos se respeitem.
Quinta-feira, 2 Julho, 2009 às 11:30 pm
jose ceolho
Em torno de uma questao de nivel de relações entre dois poderes democráticos, vimos dar umas achegas sobre as escolas, sendo que essa nunca foi a essencia da questão, mas voltando ás escola, não sei o que diga, compreendo quem queira defender de uma forma coorporativista a questão das escolas fecharem ou não em função do numero de alunos, diga-se que sei do que falo, pois acompanho de perto essa questão nos ultimos anos, mas ao sr. João Duarte, nessa sua equação sobre o fecho das escolas falta-lhe duas variáveis, a primeira a da socialização dos miudos nas EB1 mais ainda no meio onde estamos inseridos, longe uns dos outros e eu estive em escolas com 2 e 3 alunos, sentiria-se motivado a leccionar??? e os alunos motivados a serem ensinados??? a segunda é que elas fecham por uma razão básica , NAO TEMOS MIUDOS PARA AS ESCOLAS, só como mera reflexão, em 2004 tinhamos 26 EB1 agora estamos nas 12
um abraço a todos
Sábado, 4 Julho, 2009 às 1:05 am
Kim Tomé
em 5 anos fecharam 2/3 das escolas nos proximos 4 anos fecham as restantes e as finanças, e o resto dos serviços públicos.
Como eu digo, o Sabugal vai morrer nos próximos 4 anos.
Sexta-feira, 3 Julho, 2009 às 10:25 am
João Duarte
Com certeza que eu não sou o dono da verdade. Dono da verdade afirma-se o Sócrates e todo o seu Governo, Esses sim, são os únicos donos da verdade.
Quando pessoas (experts) escreveram e disseram mil e uma vezes que o modelo de avaliação dos professores que se o governo queria implementar
não era exequível, o Governo disse que era tudo mentira , que o modelo era o melhor e que os professores eram uns professorzecos (esta nunca perdoarei a este Governo) que não trabalhavam , eram corporativos e arrastados pelos sindicatos afectos ao PCP.
Agora, depois das eleições europeias, o Sócrates foi à SIC dizer que tinham feito mal em ter insistido com esse modelo de avaliação que era muito burocrático e impraticável. Será que agora esse “animal feroz” se transformou num cordeiro?
E já referi que o que menos me preocupa é a avaliação. Mil vezes pior que a avaliação foram todas as afrontas que este Governo fez aos professores, levando qualquer “bicho careta” do PS a dizer dos professores o que nem Maomé disse do toucinho. E depois ainda fez a divisão da carreira em professores titulares (para que só contam os últimos 7 anos) e professores. E, pior de tudo, fez uma nova lei dos concursos que é o fim da estabilidade para muitos professores como eu (com 20 anos de serrviço)- que me interessa a mim ser colocado por 4 anos em Seia, quando isso fica a 120 Km da minha residência? Prefiro andar a saltar de escola em escola, mas ficar perto de casa).
Não tenho a certeza se o inglês no 1.º Ciclo serve para alguma coisa, como afirma. Eu aprendi inglês e consigo escrever inglês e falá-lo , quando só tive inglês a partir do actual 7.º Ano (na época era o 3.º ano liceal). Não tenho a certeza que os alunos que agora têm inglês logo no 1.º ano da escola primária venham alguma vez a saber inglês.
As actividades de enriquecimento curricular são um meio de ocuparem as crianças até às 5 e meia da tarde e só isso.
Quanto ao sr. José Coelho: já cá faltava essa do corprativo. Você é do PS, não é? Então, defenda lá o seu Governo e deixe-me a mim “malhar” nele, OK?
Sexta-feira, 3 Julho, 2009 às 2:08 pm
AC
O Sr. João Duarte diz “Não tenho a certeza que os alunos que agora têm inglês logo no 1.º ano da escola primária venham alguma vez a saber inglês”. Pois eu posso dizer-lhe que muitos deles, não falando fluentemente como parece ser óbvio, quando terminam o 1º ciclo já têm bases para uma futura aprendizagem com mais sucesso, e bastantes, comparadas com o nada do “antigamente”. Vejo miúdos a ver filmes em inglês e a ouvir músicas em inglês e a traduzirem o que ouvem, pelo menos algumas palavras, por vezes as suficientes para entenderem a “mensagem”. Acho que isso é muito bom e fico esperançado no futuro destas gerações que pertencem á aldeia global de que tanto se fala e que muitas vezes nós não queremos ver, fechando-nos no nosso cantinho. Não podemos esquecer que o inglês é uma lingua universal e, tenho a certeza, cada vez mais importante para a entrada no mercado de trabalho, e não só, seja qual for a profissão.
Quanto às “actividades de enriquecimento curricular são um meio de ocuparem as crianças até às 5 e meia da tarde”, é verdade e acho muito bem que as mantenham ocupadas, mas que é “só isso”, não concordo. Penso que tudo o que fazemos nos pode enriquecer de alguma forma, mesmo as coisas eventualmente negativas, o que nem sequer é o caso. E voltamos ao mesmo: parte-se do princípio que essas actividades são acompanhadas/orientadas por pessoas competentes. Se for do tipo de entrem para aí ou fiquem aí e façam o que lhes apetece que eu não quero saber… então é mesmo “só isso”, ou talvez não, talvez até seja pior do que “isso”. Mas quero acreditar que as escolas não vão por este caminho.
Sexta-feira, 3 Julho, 2009 às 6:38 pm
João Duarte
Caro (a) AC : Sobre o nada de “antigamente”, no que se refere ao inglês: eu não tive nada disso na escola primária e sei inglês. Sabe porquê? Porque me interessava por isso. Eu era de Letras, logo aprendi inglês. Conheci muitos que eram bons, muito bons a Ciências Físico-Químicas e eu já não era bom a isso. Mas , nunca os critiquei , por serem bons nisso. Conheço é alguns que eram de Ciências e estão todos chateados por, hoje, não saberem inglês. E toca de criticar os professores que tiveram por não terem aprendido inglês. Por outro lado, eu aprendi muito inglês, porque sempre fui(desde a minha adolescência) ligado à música Pop/Rock e ouvia e aprendia.
Não é preciso ter aulas de inglês no 1.º ano da primária, onde alguns nem português sabem, para se ser bom a inglês.
O que eu mais detesto é ver pseudo-jornalistas na TV (as chamadas pés de microfone) a entrevistarem pessoas francesas, em inglês. Mas essa gente já não sabe francês? Nem sequer dizer duas ou três palavras em francês? Estou muito longe políticamente, de Durão Barroso, mas admiro-o por ser poliglota. Esse sim, fala francês para franceses , inglês para os ingleses, português para os portugueses , espanhol para os espanhóis e não se espalha. Já o Sócrates teve aquela famosa tirada do “we are very pride” , em vez de “we are very proud”. Mas o homem nunca ouviu o “Proud Mary” dos Creedence Clearwater Revival? Cá estou , mais uma vez a “malhar” no chefe do Governo, mas tudo o que eu fizer , nesse aspecto, ainda é pouco para o que merece. O que eu queria era socialistas e não membros de um chamado PS, que de socialistas (e humanistas) só têm o nome.
Leia este artigo , se ainda não o leu, neste link http://capeiaarraiana.wordpress.com/2008/09/13/atribulacoes-de-um-professor-do-1%C2%BA-ciclo/
e fique a saber o que eu penso do PS e que espécie de humanistas são estas pessoas que nos governam e que decidem a vida dos outros.
Sexta-feira, 3 Julho, 2009 às 6:50 pm
fernando lopes
Como derrapa a conversa!…. O assunto era Assembleia Municipal…
Mas voltemos, então à vaca fria, já que a purpúra anda fugida!
O problema não é se o o Inglês é ou não importante, mas se o português o é!!!!! E a matemática!!!! A Ed. Fisíca é essencial, sim! Mas diga-me Sr. AC, sem colchões para os miúdos, sem pavilhão, exercido na rua ou então… numa sala de aula e, sem equpamentos!!!??? É isto o progresso?
Acredito que saibam algumas palavras e não chegam a zero ao 5º ano, mas para isso não era preciso ter aulas. Basta a televisão, a música, os aparelhos electrónicos… O problema é não saberem português!!! Porque isso não preocupa o governo, o que é preciso é no final apresentar números de sucesso! O mesmo se passa com essa fantochada das Novas Oportunidades… basta um mês e meio para fazer o 7º, o 8º e o 9º ano! Brilhante!
Também já percebi que a escola para o senhor é um armazém! Deixar lá as crianças às 8 horas e ir lá recolhe-las ao fim do dia ( e que chatice não estar aberta durante a noite! Os professores bem que podiam lá estar 24 horas, não era?)!
O que é preciso é que os professores as tenham lá intertidas!
Já pensou que a escola também é espacço de socialização?! Quando é que as crianças brincam ou estão juntas?!!! É por isso que a sala de aula se tranformou no…recreio! Com estas e com outras! Como o ECD, o Estatuto do aluno e tantas outras!…
Sexta-feira, 3 Julho, 2009 às 9:52 pm
jose coelho
Exmo Sr. Joao,
quanto a ser ou não do PS, isso é comigo, sou o que sou, mas é capaz de afirmar firmemente que a classe dos professores não é coorporativa?
em tudo o que diz das escolas apenas está a ver um lado da questão, a sua as que representa, do mesmo modo posso dizer, PCP?? Eu defendo aqueles que represento e por valores que entendo os mais correcto.
cumprimentos
Sexta-feira, 3 Julho, 2009 às 10:26 pm
João Duarte
Fernando Lopes acertou na “mouche”, totalmente. Parabéns!!! O assunto era a Assemblei Municipal, mas tinha a ver com Educação, daí o facto de eu ter metido isso a “talhe de foice”.
Mas aqui vai mais uma notícia de última hora (para o sr. Coelho e o Sr. (a) AC: «A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou hoje estar muito preocupada com o “clima de ódio desajustado” da líder do PSD em relação às políticas educativas do Governo.
“Preocupa-me muito o clima de ódio desajustado. O sistema educativo precisa de estabilidade, de continuidade e foi essa orientação que procurei imprimir ao longo de quatro anos”, afirmou a ministra da Educação. A ministra reiterou que procurou nunca fazer política, destruindo aquilo que os seus antecessores tinham feito. ““Precisamos de ter um trabalho persistente, diligente, nós não precisamos de rupturas, de destruir. Nós precisamos é de construir”, rematou.»
Fonte: Público
Comentário: mas não foi esta ministra que fez todas as rupturas, rompeu com tudo e baseou tudo num ódio desmedido à classe docente ?(aquela famosa frase “perdi os professores, mas ganhei a população” diz tudo)
Não foi ela que mudou tudo na Educação em Portugal, com tanto apoio entre a população, como sempre disse? O tal inglês no 1.º Ciclo, as aulas de substituição, as aulas até às 5 e meia ( e o homem da CONFAP, que já este ano esteve no Sabugal até tinha , há pouco tempo, sugerido que as aulas se prolongassem até às 7 e meia da tarde e se ele sugere o Governo faz) e tudo o mais que foi uma verdadeira “revolução” na educação não foi uma coisa excepcional? Destruiu ou não destrui tudo o que os outros ministros tinham feito na Educação? Se não fizeram outra coisa durante estes 4 anos… Até se vangloriavam disso. Diziam que tudo o que os outros , antes, fizeram estava tudo mal feito. E , até, desprezaram terrivelmente, o Guterres (se eu fosse do PS e apoiante do Guterres nunca mais perdoaria o que estes “novos socialistas” disseram do homem). Pois , agora, fica-se a saber que a ministra não é política. O Pinho também já disse que não é. E eu, como já disse várias vezes, sou POLÍTICO e faço gala de o ser.
Vem, agora, a ministra clamar contra o ódio… Tem medo que as suas famosas “reformas” para as estatísticas vão por água abaixo, é? Anda tudo desorientado. Deve ser do calor…
Sexta-feira, 3 Julho, 2009 às 10:43 pm
Jorge Clemente
Como é possivel estes autarcas,perderem tanto tempo a falar de Escolas primàrias,se não tem alunos para ocupar as escolas? Não haverà assuntos mais importantes a tratar? por exemplo a criação de condições favoràveis à implantação de empresas para gerarem empregos… para os Sabugalenses não terem que deslocar-se para as grandes cidades retirando as oportunidades de emprego aos residentes na metrópole… Isto quase parece o cùmulo… é como “DOIS CARECAS À LUTA POR CAUSA DE UM PENTE”.
Sábado, 4 Julho, 2009 às 1:13 am
Kim Tomé
Pois Jorge Clemente esse é o problema é que nesta terra os empresários empreendedores são tal mal tratados que depois o resultado é este.
Não há pessoas!
E sem pessoas…
Vão ser presidentes de barrocos, vão cobrar impostos aos barrocos, vão cuidar da saúde dos barrocos, vão por barrocos a jogar a bola…
ahhh mas vamos ter estradas muito boas…. para poder ir embora depressa.
4 anos…
Sábado, 4 Julho, 2009 às 12:25 am
AC
Já vi que há pessoas (desculpem-me a expressão) paradas no tempo. Nunca ter havido, desde quando é razão para continuar a não haver?
Quanto ao Português, mas afinal as escolas têm ou não professores de português a dar (vender) aulas aos alunos? Então são os governos os responsáveis pelo facto de os alunos não aprenderem? E porque é que em algumas escolas os alunos sabem português? Será que são os governos que colocam aí os melhores professores de português? Ou será que são os governos que ali colocam os alunos que são naturalmente bons a português? Desculpe Sr. Fernando Lopes, mas não entendo bem a sua posição, ou será a que é de “estou contra porque estou”? Já assistiu a aulas de educação física no 1º ciclo? Não me parece, por isso vá ver para que contacte que os professores de educação física têm uma imaginação tão fértil que conseguem por os miúdos a fazer educação física em sítios e com condições inimagináveis (sem colchões, com poucos equipamentos, etc.). Por vezes o simples espaço do recreio ou um salão e uma bola, ou mesmo sem qualquer bola, dão perfeitamente para fazer uma variedade e quantidade de jogos que nem nos passa pela cabeça…
Resumindo e concluindo, e sem mais palavras eventualmente pouco eloquentes, quero apenas dizer que: AS ESCOLAS EXISTEM POR CAUSA DOS ALUNOS.
Quanto às assembleias municipais, realmente são muitas vezes desprestigiantes e inúteis. Vocês sabem, por exemplo, que quando se discute e vota o orçamento/plano de actividades a votação está previamente mais do que decidida e combinada? Podem não acreditar mas é verdade. É que os Srs. Presidentes de Junta reúnem, e normalmente até jantam, antes da assembleia com o executivo. Sendo a assembleia constituída por 40 Presidentes de Junta e 41 eleitos, é fácil perceber que quem manda são os Presidentes de Junta que, depois de discutir com o poder o que podem discutir (e aqueles que podem discutir), obviamente votam no sentido pré-acordado, sendo também óbvio que contam sempre com os votos dos membros do partido do poder, mesmo que não votem todos no mesmo sentido. Claro que há também alguns arrojados Presidentes de Junta que arriscam não participar nessas reuniões e jantares, mas desses talvez não reze a história, pelo menos com a ajuda do município, sendo-lhe cortadas delegações de competências, etc. Mas talvez não sejam os políticos locais não sejam os culpados. Talvez seja a lei a verdadeira culpada que os obriga a votar determinados instrumentos de gestão. Um Presidente de Junta quer de certeza o melhor para a sua freguesia. No entanto talvez não possa votar contra um plano de actividades e orçamento para depois não poder ser acusado de “não se fez porque o Presidente da Junta votou contra o plano que previa esta ou aquela obra”, ou seja, muitas vezes os Presidentes de Junta votam a favor para não “perderem” obras sem grande interesse para o desenvolvimento, deixando por fazer o que realmente lhes daria algum conforto, qualidade de vida, ou seja lá o que for, desde que seja bom.
Espero que me tenha feito entender… é que é mesmo assim a democracia e este é um simples exemplo.
Leiam as actas.
Sábado, 4 Julho, 2009 às 9:38 am
João Duarte
Para o sr. José Coelho:
Afirmo firmemente que a classe dos professores é tão corporativa , como é a classe dos pais e encarregados de educação. É só isso. É capaz de me desmentir?
Qual é o lado da questão que você está a ver das escolas? O dos professores ou o das auxiliares? Ou será, apenas, o dos pais?
Eu não estou aqui a defender a classe dos professores, estou a defender-me a mim próprio, percebe? Ao atacarem os professores estão a atacarem-me a mim e eu tenho que defender a minha honra.
Quem faz ataques contra toda uma classe de professores (sem distinguir uns dos outros), chamando-lhe constantemente corporativa é que tem que provar o que diz.
Por isso desafio-o, também ( e já agora ao (à) AC ), a dizer os nomes daqueles professores que nunca trabalharam no concelho do Sabugal. Vá lá , não se acanhe , diga lá quem são…
Sábado, 4 Julho, 2009 às 6:17 pm
AC
Ó Sr. João Duarte, mas afinal quantos “lados” é que há na escola e quais são os lados? Para mim o lado que interessa, e que o Sr. não referiu, é o dos alunos, esse sim importante e que há que defender com unhas e dentes e é precisamente esse lado que às vezes parece ninguém defender. Aconteça o que acontecer, sejam os professores, os auxiliares ou os pais os prejudicados, os alunos nunca o podem ser. Lamento que haja quem não pense assim… daí o estado deste país, nomeadamente quanto à educação. Digo-lhe ainda mais, dentro das escolas, todos os “lados” são substituíveis, excepto os alunos.
Quanto ao desafio… bem, desafie-se a si próprio. O Sr. tem coragem de o fazer? Ou todos os professores que conhece são cumpridores e zelosos? Nunca sentiu e/ou verificou em situação alguma que os alunos foram prejudicados por um professor?
Será que as únicas verdades que conhece são aquelas que reflectem o seu ódio pelo Partido Socialista (porque me parece que não será pelo socialismo)?
Sábado, 4 Julho, 2009 às 9:28 pm
fernando lopes
Sr.AC, não pretendo ter aqui um debate consigo. Mas teria todo o gosto de lhe mostrar de que “lado estou”! Dir-lhe-ei, somente, que sei muito bem do falo!
A culpa é do governo sim! O Ministério da Educação, que eu saiba, pertence ao governo! O resto fica para um “mano a mano”!…
Ah!E essa da escola existir por causa dos alunos… faz-me lembrar a do ovo e da galinha!
Saudações
Sábado, 4 Julho, 2009 às 10:27 pm
João Duarte
Caro(a) AC:
Tenha lá a coragem de dizer quais são os professores do concelho do Sabugal que não trabalhavam , antes deste Governo tomar posse. Quem tem que ter esse gesto corajoso é o(a) senhor (a). Não basta escrever como escreveu , escondendo-se atrás de umas iniciais ,num comentário lá atrás, que os professores não trabalhavam. Agora, tenha coragem e diga lá quais são, porque senão está-me a incluir a mim nesse rol e, isso, eu não lhe permito que faça. E , se não o fizer, está a demonstrar que escreveu só por escrever e, afinal , não era isso que queria escrever. Então, diga lá quais são, ou é só mandar “bocas”?
Não sei se reparou que eu não tenho medo. Uso o meu verdadeiro nome.
Tem razão só numa coisa: eu não tenho ódio nenhum ao socialismo, é verdade. Nesse aspecto sou como o meu amigo António Emídio, honra lhe seja feita.
Se eu tenho ódio ao Partido dito “Socialista” é só uma questão de pagar na mesma moeda o ódio que esse partido me tem a mim , já que sou professor e durante 4 anos só vi ódio desse partido em relação aos professores.
Cumprimentos
Domingo, 5 Julho, 2009 às 9:22 am
Gregorio Manuel
Senhores peofessores, saibam comportar-se. Parecem uns players de circo.
Natural do concelho do Sabugal vivo ligado à região que amo. Agora sinto-me confrangido com o executivo que temos na Câmara, que parece andarem todos à deriva…
O autarca da Bismula, o visado pelo executivo, não é um autarca qualquer, sabe-se expressar bem e dizer4 o que quer. De certeza não é daqueles que janta com o executivo antes das assembloeias, bate-lhe o pé. E o executivo ao discriminá-lo caiu no engodo. Mas é desta gente que não se acomoda que o concelho precisa. O executivo ao deixar-se arrastar para a censura pública de um texto escrito num jornalcometeu um grave atentado à liberdade de expressão e informação e esse cego executivo, e o seu stafe, cegos, nem deram por isso. Que tristeza?!
Domingo, 5 Julho, 2009 às 11:20 am
Kim Tomé
A questão deste post era o modus operandi das entidades oficiais no relacionamento com os seus parceiros da governação.
Não deixo de notar o empenho que “ALGUMAS INICIAIS” aplicam para desviar os comentários do assunto principal, que de facto é IMPORTANTISSIMO e tem a ver com o forma como são distratados e boicotados todos os que NÃO PRESTAM VASSALAGEM aos senhores feudais do Sabugal.
Dito desta maneira parece que estamos em plena Idade Média, e será que não estamos?
Há muito por aí quem se auto-apelide de democrata e mente evoluída do século XXI mas em termos civilizacionais e mentais esteja na IDADE DAS TREVAS.
Domingo, 5 Julho, 2009 às 12:29 pm
AC
Ao Sr. Fernando Lopes apenas tenho a dizer: comparar a existência da escola à história do ovo e da galinha, é de facto constrangedor… Quanto ao lado de que está, deixe-me apenas concluir que não está do lado mais importante, o dos alunos, o tal do ovo e da galinha. Sendo o nosso conceito de escola aparentemente oposto, qualquer mano a mano seria algo perfeitamente inútil. Continue a defender o lado que entender, mas uma coisa lhe digo: se não houver alunos, por muitos professores que hajam, não vão haver escolas.
Ao Sr, João Duarte, tirando o facto do ódio ao governo, tenho muita consideração por si e pela sua experiência de vida. Adoro ler as suas crónicas da música, mas deixe-me dizer o que penso desta forma. Talvez de outra forma não possa fazer. Não pretendo comprar guerras, que é como quem diz, não quero que me aconteça algo de semelhante ao que aconteceu ao Sr. Presidente da Junta da Bismula. Acho que desde que não falte ao respeito e simplesmente exponha as minhas ideias, não vejo problema nisso, porque se fosse caso disso assumiria as minhas responsabilidades. Acho que entendo o que quero dizer ou, pelo menos, peço-lhe que tente entender. Há terceiros (como aconteceu com o povo da Bismula) que podem correr o risco de sofrer consequências de situações alheias.
Mas respndendo directamente ao seu desafio, acho que entendeu o que eu escrevi como quiz. Em algumas situações dir-se-ía que lhe assentou a carapuça, mas no seu caso pessoal sei que isso não é verdade… deve ter sido o tal corporativismo a falar mais alto. É que eu nunca disse que eram professores do concelho do Sabugal, eu sempre generalizei, agora não ficaria admirado se me os cá houvesse. Para lhe dar uim exemplo concreto, lembra-se dos professores que eram (e alguns se calhar ainda são) verdadeiros funcionários dos sindicatos em vez de serem professores, profissão pela qual eram remunerados? E haverá muitos outros exemplos.
Mas, em grande parte, acabou por não responder ao meu último comentário pelo que, e tendo-o já excluído a si, aqui fica o copy/past (juro que não aprendi estes termos no inglês do 1º ciclo). A ver se é realmente o que diz ser, sem medo e corajoso:
“Ó Sr. João Duarte, mas afinal quantos “lados” é que há na escola e quais são os lados? Para mim o lado que interessa, e que o Sr. não referiu, é o dos alunos, esse sim importante e que há que defender com unhas e dentes e é precisamente esse lado que às vezes parece ninguém defender. Aconteça o que acontecer, sejam os professores, os auxiliares ou os pais os prejudicados, os alunos nunca o podem ser. Lamento que haja quem não pense assim… daí o estado deste país, nomeadamente quanto à educação. Digo-lhe ainda mais, dentro das escolas, todos os “lados” são substituíveis, excepto os alunos. Quanto ao desafio… bem, desafie-se a si próprio. O Sr. tem coragem de o fazer? Ou todos os professores que conhece são cumpridores e zelosos? Nunca sentiu e/ou verificou em situação alguma que os alunos foram prejudicados por um professor?”
E agora ao Sr. Fernando Fernando Lopes e João Duarte quero perguntar: então é só este governo do Partido Socialista que fecha escolas? Conseguem-me dizer quantas os governos anteriores do PSD fecharam? Façam uma pesquisa na internet e, possivelmente, vão concluir que têm a memória curta e que os governos, para bem ou para mal, neste aspecto, são todos iguais.
Se repararem bem, nos meus comentários referi sempre “os governos”. É que são todos responsáveis por fechos de escolas, com tudo o de bom e de mau que isso possa ter.
Domingo, 5 Julho, 2009 às 9:15 pm
João Duarte
Ó meu (minha) amigo (a) AC:
Eu nunca faltei , nem faltarei ao respeito a ninguém. Posso ser duro, politicamente, mas não falto ao respeito. Aliás, acho que os responsáveis do blog não deixariam publicar comentários (e com razão) se eu faltasse ao respeito a alguém. Aquilo que eu exponho são as minhas ideias. Nunca generalizei ( e aí é que está o mal de quem escreve sobre os professores, como isto que o sr(a) escreveu noutro comentário “sou dos que acha que havia professores que não faziam nada e que agora têm de trabalhar”- quem não se sente não é filho de boa gente- eu senti-me ofendido porque não disse quem eram, e podia ser eu! ). Se ataco o Governo é porque , políticamente, discordo , totalmente, das opções políticas dele, sobretudo na área da Educação (que é aquela área a que estou mais ligado).
Se eu soubesse quais eram os professores que nunca trabalharam , nunca o diria a ninguém. Porque não tenho estômago para bufo.
Fui educado para nunca denunciar ninguém. É a minha maneira de ser, de que , nesse aspecto, muito me orgulho.
De qualquer maneira devo dizer-lhe que eu sou sindicalizado, num sindicato da FENPROF e sempre trabalhei nas escolas. A minha vida foi sempre em salas de aulas. Nunca tive um único tacho. Estou à vontade nisso.
Domingo, 5 Julho, 2009 às 11:37 pm
AC
Desculpe mas interpretou-me mal. Eu não quis de forma alguma que faltou ao respeito nem tenho razões para o fazer, nada de confusões. A questão de faltar ao respeito foi para justificar as minhas iniciais, dizendo que não falto ao respeito e simplesmente exponho as minhas ideias. Peço desculpa se me expliquei mal, mas que fique bem claro que isso não era uma crítica para si.
Quanto ao seu último comentário, nem sei bem que lhe diga, porque se eu estivesse no seu lugar não saberia bem o que fazer ou não fazer. Ainda bem que o Sr. sabe e parece que isso é claro: não tem estômago para ser bufo. Realmente eu também não, mas como profissional do ensino, sendo os alunos a “matéria prima”, será que coseguiria ficar calado, só para não ser bufo, vendo esses alunos prejudicados? Eu não sei se me orgulharia de não denunciar uma pessoa que estava a prejudicar uma turma, ou pelo menos vários alunos? Qual seria a justiça mais justa?
E voltamos ao início (é quase igual). Devem ou não fechar as escolas com poucos alunos? Devemos ou não ser bufos se os alunos estiverem a ser prejudicados? Etc.
Domingo, 5 Julho, 2009 às 11:54 pm
AC
O Sr. Kim Tomé tem toda a razão. Democracia também é, desde que com respeito, podermos discoradar das ideias dos outros e contrapormos as nossas opiniões. Infelizmente há pseudo-democratas que entendem a democracia de outra forma: se não estás por mim estás contra mim. É pena porque, neste caso é a freguesia da Bismula e o concelho do Sabugal que perdem. Não tem de ser o Executivo camarário a julgar o Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Bismula. Para isso servem as eleições. O Município tem de ajudar as Juntas de Freguesia, representada pelo seu Presidente, a desenvolver e a realizar as ambições da freguesia, estejam ou não do mesmo lado político. Mas infelizmente nem sempre assim acontece.
Quanto às iniciais, se se está a referir a mim, as iniciais são como quaisquer outros nomes, que podem ou não ser reais. E não tentei desviar o assunto. Aliás já voltei ao assunto várias vezes, mas descamba sempre para outras questões paralelas, que me parece terem também interesse, e basta ler os meus comentários para perceber o que quero dizer.
Segunda-feira, 6 Julho, 2009 às 1:37 am
Nuno
Li também que houve mais assuntos nesta assembleia.
Uma demissão de dois deputados devido à não concordância com a escolha dos candidatos da lista do seu partido?
Porque será que venho apregoando que existe necessidade destas definições nas restantes listas.
Haverá receios deste tipo?
Segunda-feira, 6 Julho, 2009 às 3:00 am
fernando lopes
Senhor AC, realmente o pior cego é o que não quer ver!!!
Existem alunos sem professores?Ou só os professores é que existem por causa dos alunos?!!!?
Como não lhe disse de que lado estava, o Sr. tratou logo de advinhar ou então na tentativa de me rotular com o lado dos que estão contra os alunos! Desculpe que lhe diga, mas é uma tentativa vã…Da mesma forma que eu não disse qual o governo. Falei na generaldade. mas posso dizer-lhe, ESTE governo primou pelas merdas que fez na educação. Tantas que agora, veja bem!, já volta com quase tudo atrás! E olhe que o pior não era o modelo de avaliação… e por ora fico por aqui.
Parabéns ao autarca da Bismula por chamado os bois pelo nome!
Segunda-feira, 6 Julho, 2009 às 8:09 am
João Duarte
Não consigo, realmente, perceber onde AC quer chegar. Escreveu que havia professores que não trabalhavam e depois vem dizer que prejudicam alunos e turmas. Não tem uma coisa a ver com a outra (não bate a bota com a perdigota, digamos). Não trabalhar (como se percebe de um comentário seu) é ter um “tacho”. Esses que têm ou tiveram “tachos” não prejudicaram , nunca, os alunos e as turmas. Simplesmente não estão, ou não estavam a dar aulas. Tinham ou têm um “tacho”. Acho que toda a gente sabe quem são, porque eles andam aí. Eu não tenho , nem nunca tive um “tacho”.
Prejudicar uma turma ou alunos , por não trabalhar, dentro da sala de aulas, é outra coisa. Acho que isso não há nenhum professor que o faça. Mas , mesmo que eu soubesse que algum trabalhava menos do que outros, não seria eu que o iria denunciar. Isto é que é ser bufo.
Cumprimentos
Segunda-feira, 6 Julho, 2009 às 7:40 pm
João Duarte
Para AC , José Coelho e restantes leitores:
Hoje tive mais um motivo para estar desagradado, ao máximo, com este Governo. Tal como eu temia, o pior aconteceu.
Sempre disse que , para mim , não interessava a avaliação (isto é não me preocupava a avaliação) mas sim outras coisas bem piores, entre as quais os concursos.
Pois bem: hoje saiu a lista das colocações nos concursos de docentes.
Fui colocado em Aguiar da Beira ( por acaso a única sede de concelho do Distrito da Guarda que não conheço).
Aguiar da Beira foi colocado por mim na 19.ª preferência no concurso. Falam e dizem que o Sabugal está desrtificado e está. E Aguiar da Beira, como está?
No entanto eu não fui colocado no Sabugal ( a minha primeira opção), nem em Penamacor, Belmonte, Guarda, Covilhã, Fundão, Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo ou Almeida.
Mas porque é que eu fui parar a Aguiar da Beira, quando outros bem atrás de mim, na lista do QZP da Guarda ficaram perto das suas residências? Bem, porque o Governo mudou a orgânica do Concurso de professores e , por exemplo um professor de Seia pode ficar perto de Seia, porque Seia tem bastantes escolas, mas eu , que sou do Sabugal , não tenho aqui lugar e tenho que ir para uma terra bem mais desertificada do que a minha (nem sei bem , mas em Aguiar da Beira só deve haver uma ou duas escolas). Até se comprrendia se eu que sou de um local desertificado fosse parar a uma terra com bem mais população. Agora assim, não dá para entender…
E o pior é que esta colocação é por quatro anos, sem hipóteses de trocar.
Como é que eu hei-de “gramar” este Governo?
Segunda-feira, 6 Julho, 2009 às 11:23 pm
AC
Tá bem… ficamos por aqui. Acho que já deu para perceber a concepção de escola que cada um tem. Quase caía o carmo e trindade quando se falou que os professores deveriam passar mais tempo na escola (trabalhar para além do horário a que estavam habituados). Afinal passam, e parece que nem foi assim tão mau, pelo menos para os alunos. Também era a isso que eu me referia. É só mais um exemplo…
“Eles andam aí”. Quem? Ande lá que se disser a verdade ninguém o prende…
E não sabe onde quero chegar nem nunca saberá. Sabe porquê? porque não me parece que queira ir por aí… não lhe convém. Desculpe mas tive que desabafar. Com botas, perdigotas, tachos e outros que tais… bem, nem adianta continuar, porque simplesmente talvez eu esteja a pensar que o mais importante numa escola são os alunos quando se calhar são os professores.
Já agora e falando de Assembleia, acho que as demissões não ficaram muito bem na fotografia porque acho que as razões expostas deveriam ser discutidas, não na Assembleia Municipal, mas numa Assembleia de Militantes. E não houve polémica só com o Sr. Presidente da Junta da Bismula. Também o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Vale de Espinho chegou ao ponto de dizer que se um dia ele e o Sr. Presidente da Câmara Municipal se encontrassem no céu, ele pediria ao São Pedro para o mandar para o inferno… isto não é brincadeira, aconteceu mesmo, e não disse só isto!
Terça-feira, 7 Julho, 2009 às 10:08 am
João Duarte
Para AC
Acho que eu fui bem claro quando disse que não me interessava a avaliação dos professores. Isto é, eu não quero ser general. Posso ser só tenente-coronel.
O meu problema são os concursos e outras coisas assim. Se AC dissesse qual era a sua profissão e onde trabalhava , talvez lhe desse razão. Assim , não.
Conhece alguma profissão como a de professor, que tem de andar constantemente, a mudar de escola e de terra?
Sabe quanto vou gastar nos próximos 4 anos, só com estadias e deslocações?
Porque é que isto só acontece aos professores e não a outros funcionários do Ministério da Educação?
Porque é que uma auxiliar de educação, quando a sua escola fecha, no Sabugal, não vai para Aguiar da Beira e eu vou?
Os alunos são muito importantes , sim, mas sem os professores os alunos são zero. Ou não sabe isso? Pelo menos eu, que andei a estudar (sou licenciado) sei bem disso. Não o sabe, também?
Já disse que nunca tive tachos. Sempre trabalhei nas escolas. O que é que a mim não me convém? Diga quem são os tais que nunca trabalharam, que também ninguém o prende.
Não me chateia ter de trabalhar mais do que estava habituado, mas chateia-me e muito ter de trabalhar longe da minha residência, quando sei que , em Agosto, alguns que estão muito atrás de mim na lista vão vir para o Sabugal , ou perto, e eu tenho que ir para longe. Porquê? Porque o Ministério nunca apura as vagas todas. E se quiser uma escola de qualidade (como parece querer) deve saber (porque isso é do senso comum) que um professor desenraízado faz aquilo a que é obrigado, mas não sente a realidade do meio. Ou, também, não sabe isso?
Terça-feira, 7 Julho, 2009 às 11:40 pm
AC
O Sr. João Duarte diz: “Os alunos são muito importantes , sim, mas sem os professores os alunos são zero. Ou não sabe isso? Pelo menos eu, que andei a estudar (sou licenciado) sei bem disso. Não o sabe, também?”.
Antes de mais, parabéns pela licenciatura onde deve ter aprendido qual o papel dos alunos na escola. No seu curso disseram-lhe que era um papel secundário? Se assim foi, acho que foi enganado.
Quanto aos alunos serem zero sem os professores… professores há muitos… mas com isto vem-me dar razão: não são os governos que têm culpa das boas notas, são os bons professores, pelo que é fácil de adivinhar que não são os governos que têm culpa das más notas, mas sim os maus professores. Ou será que estou enganado e o que é bom é culpa dos professores e o que é mau é culpa dos governos?
Volto a não concordar consigo quando fala dos professores desenraizados. Haverá situações em que é bom o professor conhecer mal o meio onde a escola está inserida. Desta forma todos os alunos são iguais e o professor, se for um bom profissional, terá de conseguir apurar as dificuldades não só escolares mas da sua educação. De qualquer forma são os ossos do ofício. Todos os empregos/trabalhos/profissões têm coisas boas e coisas más. Mas mais ainda: os alunos (a parte mais importante da escola) não têm culpa do desagrado pessoal de cada professor em relação à sua actividade e o professor tem obrigação de dar o seu melhor como qualquer outra pessoa nessa ou noutra actividade. Tenho a certeza que dessa forma o país ía para a frente.
E diz ainda: “Diga quem são os tais que nunca trabalharam, que também ninguém o prende”. Eu não sei onde param, mas o Sr., que diz que andam por aí, diga-me onde estão que eu vou lá perguntar os nomes e depois digo-lhe, a menos que queira ser corajoso (nem sempre isso é ser bufo, mas simplesmente justo) e digo logo quem são, porque óbviamente sabe do que fala.
Já agora, um abraço e boas férias.
Quarta-feira, 8 Julho, 2009 às 12:51 pm
João Duarte
Para o (a) AC
As notas, actualmente, não são dadas pelos professores, mas pelo Governo (este Governo). O professor não manda quase nada. Seja bom ou menos bom tem que passar tudo. Por acaso não sabe que os alunos do 1.º ano passam todos, mesmo que não tenham aprendido nada?
Este é dos principais pontos de discórdia minha (e de muitos professores) porque , já se sabe, o que nasce torto… tarde ou nunca se endireita.
Mas o Governo quer assim. E está a alargar essas passagens de todos os alunos, sem saberem quase nada , a todos os anos. Por isso pode gabar-se de , estatisticamente, ter um sucesso avassalador. Uma coisa nunca vista. Quem está lá no terreno sabe bem o que se passa.
E as coreecções das provas? Outro engano… Eu fui corrector de provas de aferição do 4.ª ano ,de Matemática, há dois anos e sei bem o que era aquilo. Tudo contava para ter pontos. Até houve duas reuniões , na Guarda, para “ensinarem” aos professores como se corrigiam as provas.
O que é certo é que , com esta conversa toda, não me consegue dizer a sua profissão. Escreve muito de que o facto de eu ser colocado a 130 Km de casa são ossos do ofício, mas não diz qual é a sua actividade e eu bem gostareia de a saber. Para ver se , tendo já 20 anos na sua actividade, ainda tem que trabalhar a 130 Km da sua casa (sem ser tipo vendedor ou caixeiro-viajante). Eu não desejo aos outros que lhes aconteça o mal que me acontece a mim, como o senhor (a) AC e outros desejam aos professores.
Outra coisa que o sr (a) diz é isto: “(o professor) terá de conseguir apurar as dificuldades não só escolares mas da sua educação”- apurar dificuldades da sua (dos alunos) educação? Essa é demais!!! A educação, já se sabe, dá-se em casa. Eu não tenho que apurar nada disso, da mesma maneira que um trolha não tem que apurar porque é que a parede caiu, mas sim voltar a erguê-la.
Como disse o Fernando Lopes, os “papás” queriam que os professores fizesssem as vezes deles. E, para isso, se os alunos pudessem dormir na escola, até nem se importavam nada. Desde que houvesse algum professor a tomar conta deles, enquanto os “papás” iam para a “bola” ou para o café, a dizer mal dos professores.
Quando eu referi que tinha coragem é por isto: escrevi vários artigos no jornal “Nova Guarda”, onde denuncei isto tudo que estou aqui a referir. Outros professores não o fizeram , não sei se por medo ( realmente ainda ficaram uns resquícios de salazarismo e medo à PIDE), mas deram-me os parabéns por eu o ter feito.
Inclusivamente escrevi uma carta aberta, no “Nova Guarda”, ao deputado Fernando Cabral (do PS), onde denunciava toda esta situação dos professores e dos concursos. Na sua crónica seguinte, no “Nova Guarda”, Fernando Cabral agradeceu o facto de lhe ter escrito a tal carta aberta.
Depois, enviou-me votos de boas-festas, no Natal de 2008, por e-mail. Esse homem foi professor, mas desde que é deputado, não quer saber dos professores para nada.
Passou, de repente- como que por magia, a ter uma preocupação maluca com os alunos.
Quanto ao facto de eu ter dito que era licenciado foi só para explicar que andei muitos anos a estudar e conheci muitos professores. Era só isso. Eu fui aluno e fui professor. Não fui só aluno, como parece ser o caso do senhor (a)AC.
De qualquer maneira fique a saber que detesto que me chamem doutor (como sabe em Portugal chamam doutor a qualquer licenciado) e prefiro, mil vezes, que me chamem professor.
Cumprimentos