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Recebemos do Presidente da Junta de Freguesia da Bismula, José Augusto Vaz, o seguinte texto, com pedido de publicação no Capeia Arraiana, pelo que o publicamos na íntegra.
Sou um militante do Partido Socialista, tendo concorrido à Junta de Freguesia de Bismula com esta bandeira e sido eleito com larga maioria. Mas na Câmara de Sabugal, ganha pelos sociais democratas, cedo os estereótipos latentes se vão revelando resultantes em falsas generalizações de ideias preconcebidas fundadas na inclemência do magno presidente da Câmara e na sua ambição de tudo controlar omnimodamente.
Convivendo com este handicap passei três anos e meio do mandato, a ouvir desculpas esfarrapadas quanto a uma delegação de competências para pavimentar diversas ruas da minha freguesia, ainda de terra batida.
Porém, a minha maior surpresa veio no dia um de Junho corrente, quando a malfadada delegação de competências me foi negada, recebendo em troca uma reprimenda por apoiar o candidato do Partido Socialista à Câmara, por certo o meu candidato, e não o candidato do executivo, que considero da continuidade das obras megalómanas, sem capacidade para dar qualidade e sustentabilidade a um projecto de desenvolvimento que o concelho há muito carece e eu defendo.
Ainda, no dia 24 de Abril passado, fiquei atónico por não ter tido atenção ao dito popular «se vires as barbas do teu vizinho a arder põe as tuas de molho», quando, em plena Assembleia Municipal, o Presidente da Câmara foi apelidado de «mentiroso» pelo Presidente da Junta de Freguesia de Vale de Espinho, por idêntica atitude.
Pondo em prática uma parcial distribuição da riqueza do concelho, umas freguesias têm tudo, auditórios, caminhos rurais e ruas pavimentados, enquanto outras freguesias não têm sequer um salão e parte das suas ruas são de terra batida, dispondo apenas das míseras verbas de capital, do arranjo de caminhos e da limpeza da povoação.
Desta maneira, fiquei com raiva, muita raiva de mim próprio, por um ano, outro e outro, ter acreditado nas palavras deste executivo e viabilizado projectos com os quais eu estava parcialmente em desacordo. Mas tudo isto tem um nome: «Subserviência». É isto que este executivo exige em troca dos dinheiros públicos, o silêncio daqueles que só falam por trás!
Tudo isto é a violência política em curso; é a «selecção ariana» à moda raiana; é uma falta de cultura da responsabilidade que arrasta a falta de pudor na forma como se exerce o poder na Câmara do Sabugal.
Ora, um executivo que não sabe lidar com a ética governativa, e sem preconceitos recorre a políticas anacrónicas e métodos salazarentos para silenciar pessoas, é algo bem intrigante e difícil de aceitar na esfera pública de um órgão autárquico. Porque governar, de entre as diversas funções, é administrar bem, é promover uma justa distribuição da riqueza.
São estas realidades ocultas nas quais o mundo da existência das freguesias, algumas apodadas de peças inúteis, nos oferece uma visão duma actuação parcial, no espectáculo que vai passando. Uma vergonha que ameaça a Democracia.
Todavia, eu serei sempre um homem de liberdade, daqueles que cumprem o dever de ser honrados, sem temer alinhar com a contracorrente de possíveis minorias eleitorais. Pode ter razão quem vence. Pode ter razão quem perde. No entanto, dura mais o sonho do que o dinheiro. Dura mais a palavra do que o prazer da vontade do poder, dos que apostam no poder pelo poder.
Como quem respira de um sopro carinhoso ou deixa voar, para sempre, os sentimentos de alguém que gosta, deixo um pedaço deste momento perdido na imensidão dos porquês, das interrogações, preferindo manter-me nos prados verdejantes da liberdade, da verdade e da paz!
José Augusto Vaz, Presidente da Junta de Freguesia da Bismula
Estrela da série de televisão «Kung Fu», onde encarnava um monge shaolin no Velho Oeste, David Carradine faleceu na semana passada em circunstâncias ainda por esclarecer. A sua última grande aparição aconteceu em 2004, no filme «Kill Bill», de Quentin Tarantino.
O ano de 2009 está a ser negro para a Sétima Arte. Ainda há semanas faleceu João Bénard da Costa (na mesma semana morreu o homem que deu voz ao rato Mickey durante mais de 30 anos, Wayne Allwine) e na semana passada a notícia da morte de David Carradine, actor que ficou conhecido mundialmente através da série «Kung Fu», realizada nos anos 1970, à qual regressaria posteriormente nos anos 90 do século passado.
Apesar de o monge shaolin Kwai Chang Caine, a sua personagem em «Kung Fu», ser a sua encarnação mais conhecida, Carradine chegou a trabalhar com grandes figuras do cinema, entre as quais Martin Scorcese (nos dois primeiros filmes do realizador nova-iorquino: «Boxcar Bertha» e «Cavaleiros do Asfalto») e Ingmar Bergman (em «O Ovo da Serpente»).
Pertencente a uma família de actores, cujo nome mais conhecido será o do seu pai, John Carradine, o lendário monge shaolin participou em mais de duas centenas de filmes e séries de televisão, tendo mesmo realizado alguns episódios de Kung Fu. Já nos anos 80 participou na série de TV «Norte e Sul», desempenhando o papel de Justin LaMotte, pelo qual seria nomeado para um Globo de Ouro.
Depois de muitos anos fora das luzes da ribalta, foi recuperado por Quentin Tarantino, que lhe deu a personagem de Bill em «Kill Bill», o terrível líder de um grupo de assassinos profissionais que é alvo de vingança da Noiva Uma Thurman, papel que lhe trouxe mais uma nomeação, a quarta, para um Globo de Ouro.
Apareceu morto na semana passada num quarto de hotel na Tailândia, onde estava a rodar «Stretch». Uma morte envolta em polémica, ao bom estilo de Hollywood, pois ainda não se sabe bem o que aconteceu, mas há quem aponte para suicídio involuntário. Alguns companheiros presentes afirmaram que na véspera de ser encontrado morto, David Carradine estava bastante embriagado e as autoridades revelaram que o encontraram numa pose bastante estranha e com conotações sexuais. Um final bastante triste para uma longa carreira.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes
pedrompfernandes@sapo.pt
Aurélio Malva é professor de Economia e membro da Brigada Victor Jara, desde há muitos anos, onde é o vocalista principal e toca gaita-de-foles e guitarra acústica.
Antes de ser membro da Brigada Victor Jara, Aurélio Malva foi um dos fundadores do grupo Manifesto, no final dos anos 70. No início começaram por tocar versões de grupos estrangeiros, mas evoluíram, depois, para composições originais, cantadas em português.
Este grupo, do qual faziam, ainda parte, José Tovim (o baixista da Brigada) e Parreiral (que andou com o autor desta crónica na tropa) revelou-se, já nos anos 80, como um dos grupos de Rock mais intervencionistas de Portugal.
Com efeito, Aurélio Malva seria o autor do tema «Aos Domingos Vou à Bola», um tema que atingiu algum sucesso no boom do Rock português.
Nessa época era com esta canção que se iniciavam os programas desportivos na Rádio Renascença, se a memória não me trai, apesar de ser um “hino” contra a alienação que o futebol provoca em certas pessoas.
Aurélio Malva era amigo pessoal do falecido professor Eduardo Bárrios, de Aldeia do Bispo, que contratou a Brigada Victor Jara para as Festas dessa localidade raiana, no ano de 1997, já referido em crónica anterior neste blogue e por mim considerado como um dos melhores concertos de sempre no concelho de Sabugal.
Aurélio Malva e a Brigada Victor Jara actuaram, também, em 1989, no Soito, nas Festas de S. Cristóvão, noutro bom concerto.
O concerto de Aldeia do Bispo foi no dia da Capeia Arraiana, na segunda-feira, dia 11 de Agosto.
De certeza que os membros da Brigada assistiram à Capeia e Aurélio Malva produziu estas declarações, numa entrevista que me concedeu há dois anos:
«P: Há uns anos vi a Brigada Victor Jara num concerto em Aldeia do Bispo (Sabugal), onde o público teve direito a quatro encores. De certeza que esse concerto ficou na memória dos músicos da banda. O que achou desse concerto?
R: Foi um concerto mágico! Nós, que amamos as tradições, fomos contagiados pelo ambiente da festa e da tourada com o forcão. A vibração do público faria o resto. De um modo geral, os nossos espectáculos (como os nossos discos) são sempre muito bem aceites mas, quando no final há quatro encores, isso significa que algo de muito especial aconteceu, para nós e para o público.»
Realmente, conheço alguns músicos, mas nunca vi nenhum a falar da Capeia Arraiana, como o fez Aurélio Malva.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte
akapunkrural@gmail.com
O PSD venceu este domingo, 7 de Junho, as eleições para o Parlamento Europeu com 1.127.128 votos (31,69%) correspondentes a oito eurodeputados. Apurados os votos nacionais falta contabilizar os votos da emigração.
Paulo Rangel, cabeça-de-lista do PSD ao Parlamento Europeu, considerou este domingo à noite que «os resultados das eleições representam uma derrota do PS e do engenheiro José Sócrates e uma vitória da presidente do PSD». «A nossa presidente é a grande vencedora desta noite pela sua determinação, pela forma como levou o partido ao caminho de uma política de verdade que naturalmente os portugueses entenderam hoje, de forma expressiva, nas urnas, pelo seu voto», declarou ainda Paulo Rangel, no seu discurso de vitória, na sede nacional do PSD. Rangel adiantou que os resultados representam uma «nova esperança a Portugal de que pode ser criada uma nova alternativa às políticas do Governo e do primeiro-ministro».
O secretário-geral do PS, José Sócrates, considerou «decepcionantes» os resultados das eleições europeias, mas lembrou que «as legislativas serão diferentes e que o Governo vai manter a sua linha de rumo». José Sócrates discursou no Hotel Altis, em Lisboa, após uma curta declaração do seu cabeça-de-lista às eleições europeias, Vital Moreira, que assumiu «pessoalmente a derrota».
As listas de recenseamento eleitoral portuguesas têm um total de 9.604.744 eleitores inscritos mas só 3.557.264 votaram correspondendo a 37.04 por cento do total.
A lista social democrata com 31.69 por cento dos votos elegeu oito eurodeputados. O PS com 26,58% alcançou sete eurodeputados. O Bloco de Esquerda deverá eleger o terceiro eurodeputado tendo 10.73% com 381.791 dos votos, tornando-se a terceira força política. A CDU (PCP mais Verdes) passou para quarto lugar com uma percentagem de 10,66% elegeu com dois eurodeputados. O CDS também manteve os dois lugares na Europa com 8.37% do total de votantes.
Laurinda Alves, do MEP, conquistou o sexto lugar (1,49%) mas não conseguiu ser eleita. Votaram em branco 4.63% dos eleitores e dois por cento dos votos foram considerados nulos.
Portugal voltou a registar nas eleições europeias de hoje uma taxa de participação (cerca de 36,5 por cento) inferior à média comunitária (43,4 por cento), mesmo perante um novo recorde de abstenção na União Europeia, segundo dados provisórios.
No Parlamento Europeu o maior grupo continua a ser o Partido Popular Europeu e as maiores mudandas são os Verdes, que ganham 14 deputados, e os socialistas, que perdem 15.
jcl (com agência Lusa)
O Prof. Dr. Manuel Meirinho, catedrático do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), natural da vila do Soito, é um dos mais reputados politólogos da actualidade.
Face à oportunidade do assunto, não resisto, aproveitando o espaço que semanalmente me é reservado neste blogue, transcrever, com a devida vénia, o seu comentário, sobre o tema em título:
«O balanço que se pode fazer da campanha eleitoral para o Parlamento Europeu é o mesmo que se antecipava no seu início. No arranque, antevia-se uma campanha naturalmente parasitada pela luta política doméstica (tal como nos restantes países); naturalmente pouco esclarecedora para o eleitorado em matérias verdadeiramente europeias; naturalmente sem capacidade para atrair os eleitores ao voto, e também naturalmente, dispendiosa em termos de recursos públicos.
No fecho parcial da contenda a previsão confirmou-se. As veredas da política nacional suplantaram rapidamente a tentativa de abrir uma auto-estrada para a Europa como quis Vital. O contexto da crise e a abertura de um longo ciclo eleitoral circunscrevem a arena do combate politico às nossas fronteiras e declararam abertas as primárias para as legislativas de 2009. Vital foi forçado a descer aos terrenos que o rectângulo traça sob pena de percorrer sozinho uma estrada que ainda não consta dos mapas da Europa. Os dirigentes partidários da oposição entraram rapidamente no confronto, não tanto entre eles ou em nome da Europa, mas em luta contra uma espécie de inimigo único: José Sócrates e o Governo socialista. Reagiu o primeiro-ministro e o aparelho do PS, governando e competindo: inaugurando feitos e lançando outros; pedindo – como pediu recentemente Vital Moreira – um voto de protesto à oposição. Assim se desenrolou a campanha até que, na sua fase final, se tornou infeliz. Todas as campanhas eleitorais tendem a gerar excrescências. A luta politica, por defeito e feitio dos seus actores, é propícia à destemperança. E ela surgiu, bem doméstica e pouco europeia, a propósito de muitos temas sendo o caso da “roubalheira do BPN” e a associação (sem timidez) do acto ao PSD, por parte de Moreira, o exemplo mais paradigmático.
Não sobrou tempo nem espaço para a meditação sobre a Europa, nem para o esclarecimento de matérias tão simples como as da cidadania e do funcionamento das instituições. É certo que se ensaiaram alguns passos no sentido do debate de temas europeus. Mas o ensaio não fugiu a complexidade e à abstracção que o tornou ininteligível ao comum dos eleitores.
È nesta encruzilhada que encontramos os eleitores. Desinteressados da polis europeia, das eleições e do voto; críticos da forma como os actores políticos actuam; incapazes de compreender porque alguns candidatos se parecem tanto com o deus Janus (uma face virada para um parlamento longínquo e a outra para uma edilidade próxima); atónitos com a facilidade com que os partidos lhe pedem o voto que se ajustam em acordos de proveito mútuo e com a dificuldade dos mesmos em dar continuidade atempada às instituições democráticas. A campanha nada fez para minorar estas e outras angústias do eleitor. A não ser as recorrentes e gastas declarações solenes dos candidatos sobre a importância cívica do voto e sobre a sua “genuína” preocupação em lutar contra a abstenção.
Quanto à incógnita inicial, Rangel surpreendeu. Mais assertivo, mais coerente, mais moderado. Ajudou, e muito, o PSD e Manuela F. Leite. Vital foi inconsistente, evasivo e destemperado. Não ajudou, em nada, o PS e José Sócrates.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
Cerca de três mil pessoas estiveram ontem, dia 6 de Junho, na Praça de Touros do Campo Pequeno para assistirem à XXXI Capeia Arraiana organizada em Lisboa pela Casa do Concelho do Sabugal.
Nove autocarros vieram do Sabugal e suas freguesias, trazendo centenas de pessoas para a Capeia de 2009. Outros vieram em transporte particular e um grupo de arraianos veio mesmo de França propositadamente para estar na festa. A estes juntaram-se outras centenas de naturais, descendentes e amigos do concelho vindos de outras paragens, na sua maioria da zona de Lisboa.
O tempo, que de manhã esteve chuvoso e ventoso, tornou-se ameno durante a tarde, o que proporcionou uma grande e muito animada tarde de festa.
Na monumental praça de touros lisboeta o forcão voltou a estar presente, na lide de cinco touros da ganadaria de José Dias, de Benavente. A animação da corrida esteve precisamente a cargo da Banda Filarmónica de Benavente, participando também os tamborileiros de Aldeia da Ponte e o Rancho Folclórico de Vila Boa. Num dos intervalos da capeia o soitense José Manuel Ferreira, exibiu a arte equestre montando num dos seus belos cavalos, no que colheu abundantes aplausos.
Durante a tourada não houve incidentes dignos de registo, tirante alguns «sustos», que os mais foitos fizeram a quem assistia nas bancadas.
No final da capeia a festa transferiu-se para o exterior da praça, com os grupos de amigos a comerem e beberem as suculentas merendas. Nestas merecem destaque os enchidos raianos que foram grelados nos muitos assadores que a organização pôs ao dispor dos interessados.
Uma grande festa raiana que mais uma vez marcou a nossa tradição.
plb
Seguindo a tradição, a Associação de Caça e Pesca dos Fóios realizou o convívio anual no dia 6 de Junho, juntando cerca de duzentas de pessoas, entre caçadores e pescadores, bem como seus familiares e amigos.
Segundo nos informou o presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, o almoço de confraternização teve lugar no pavilhão de festas da localidade. Tendo-se juntado muita gente porque a direcção da associação, que organiza o convívio, convida sempre toda a população a participar. «É uma forma de reconhecer e agradecer o facto de todas as pessoas autorizarem a caça nos terrenos de que são proprietários» esclarece o presidente.
«Alguns javalis que são abatidos nas montarias são guardados para serem consumidos neste convívio. Há sempre uns associados que oferecem garrafões de vinho e largos quilos de sardinhas que são assadas e comidas ao lanche. As senhoras esmeram-se nas saborosas sobremesas e queijos frescos que caem bem após tão abundante almoço».
O convívio deste ano contou com a animação musical dos acordeonistas Vicente e Victor, que vieram da cidade da Guarda, e tocaram abundantemente antes e depois do almoço.
No final do almoço muitos dos participantes fizeram a «ronda», visitando todas as «capelinhas» da freguesia, após o que houve baile no pavilhão. No final da tarde assaram-se sardinhas.
José Manuel Campos informou-nos que no dia 20 de Junho realiza-se nos Fóios a festa do S. João. «Este ano está prevista uma largada de touros e vacas, pelas ruas próximas da praça. Depois descansamos até às festas e capeias do mês de Agosto», concluiu o autarca.
plb
Ontem, sexta-feira, 5 de Junho, foi distribuído mundialmente e de forma gratuita o projecto HOME – um filme de chamada de atenção para todos nós.
Yan Arthus-Bertrand, o famoso fotógrafo francês do projecto “Earth from the Air” juntamente com cineasta Luc Besson e de François-Henri Pinault protagonizam uma viagem pelo planeta, à descoberta de 50 países, mostrando o impacto da civilização.
Inspirado na tradição fotográfica de Yan Arthus-Bertrand e na sua capacidade de retratar a beleza da Terra a partir do ar, o projecto Home dá-nos uma perspectiva e um apelo de coragem para preservar o que é comum a todos nós, uma nota de esperança para ao futuro (caso haja uma só voz nas medidas a tomar).
Ver vídeo no YouTube. Aqui.
«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com
Assisti há dias ao funeral de um velho amigo. O corpo foi cremado, cumprindo-se a sua vontade, mas a última homenagem àquele homem, para mais na sua condição, merecia outro arranjo.
O caixão com o corpo do velho coronel seguiu de carro, da Igreja dos Olivais, em Lisboa, para o cemitério com o mesmo nome, onde existe um crematório. Ali chegado, acompanhado pela família e uma dezena de amigos, duas secções de jovens militares, de resto muito faladores e irrequietos, colocaram-se em formatura e, à voz de um também jovem tenente, disparam uma salva.
A isto se resumiu verdadeiramente a cerimónia. De resto, o féretro e a infinidade de flores garridas que o acompanhavam, seguiu para o edifício do crematório, onde nem sequer foi aberto para uma última despedida. Da pobre viúva e dos filhos ouviram-se uns suspiros contidos, porque hoje de tudo se tem vergonha, até de gritar de peito aberto na despedida de um ente querido.
Nada disto acontecia antigamente. Um funeral era um momento solene, vivido sentidamente por todos os que nele participavam. Recordo sempre o primeiro enterro a que assisti, na vila do Sabugal. Foi o de um grande lavrador, que dava pelo nome de Triste e morava numa casa junto ao Castelo. O meu pai tinha-lhe grande respeito, porque era ele que lhe fazia as jeiras aquando da decrua da terra e das sementeiras.
No dia em se realizou o enterro segui com ele até à casa do velho lavrador, onde havia um grande ajuntamento. Entrámos na casa do defunto e meu pai benzeu-se, pegou no ramo de oliveira que estava numa bacia, e respingou o morto com água benta. Depois deu os pêsames à viúva, aos filhos e à restante família.
Eu teria os meus oito anitos e foi a primeira vez que vi a cara de um defunto e disso haveria de me gabar perante os meus irmãos, como acto de iniciação e de coragem.
Não tardou que chegasse o vigário, acompanhado por dois acólitos, bem como o juiz da irmandade e dois confrades. O juiz transportava a bandeira, um irmão a cruz e o outro, que ainda era muito jovem, levava uma sineta, que badalava sem cessar. Vestiam opas roxas, da cor da morte, e colocaram-se à entrada da casa. Só o padre entrou com os acólitos, mas logo saíram acompanhando o caixão. Desatou então uma tremenda choradeira, provocada pelos membros da família que se agarravam ao féretro, mas também por um grupo de carpideiras que, soube-o depois, haviam sido para isso chamadas, a troco de uma cesta de batatas.
O cortejo seguiu até à Igreja de S. João, onde se juntara uma vintena de padres, devidamente aprestados, para cantarem os ofícios de corpo presente. Depois foi a romagem ao cemitério, numa enorme coluna negra, de gente sisuda, que seguia com todo o respeito, e onde ninguém ousava falar ou esboçar um sorriso.
Também nisto dos funerais se vê a mudança dos tempos. Já ninguém fala da morte, porque a morte tem peçonha. Nas cidades só vão aos funerais os familiares e os amigos mais chegados, bem como, por obrigação, os funcionários das agências funerárias, e o padre, quando se realizam com sacramentos religiosos, o que muitas vezes não sucede.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis
O Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial da GNR da Guarda deteve esta sexta-feira de manhã, 5 de Junho, três indivíduos por posse ilegal de arma, no âmbito do cumprimento de mandados de busca.
Dois homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 32 e 52 anos, foram detidos na sequência do cumprimento de cinco buscas domiciliárias judicialmente autorizadas, realizadas na Guarda, Alverca da Beira (Pinhel) e Vila Franca das Naves (Trancoso).
Segundo o comunicado divulgado pelo Comando Territorial da Guarda da GNR, entre o diverso material que foi apreendido constam duas carabinas, uma pistola 6,35 mm, duas caçadeiras e três armas brancas, dezenas de munições e cartuchos de diversos calibres, além de electrodomésticos, ferramentas eléctricas e loiça em porcelana.
Os detidos foram presentes aos Tribunais Judiciais de Trancoso e Pinhel.
A operação contou com a colaboração de militares dos diversos Núcleos de Investigação Criminal dos Destacamentos Territoriais de Pinhel, Gouveia e Vilar Formosos.
plb
A Capeia Arraiana é uma corrida de Touros, tradição única no Mundo, da raia do Concelho de Sabugal, manifestação de um ritual viril da juventude arraiana, onde a destreza, seja ao Forcão, seja na lide do touro, enfrentando-o, origina serpenteados elegantes na praça de cada povoação, transformada em arena improvisada, culminando as festas anuais de cada Aldeia.
O Forcão é um instrumento triangular constituído por troncos de carvalho, que é utilizado em todas as Aldeias, nas Capeias, servindo para «esperar» o touro, mostrando a valentia dos rapazes, desenhando-se belos movimentos na Praça, numa luta constante, consistindo num medir de forças, tendo do outro lado, um touro ostentando corpulência de meter respeito.
Como meio de subsistência, sendo as antigas comunidades numerosas, utilizavam, entre outras, a caça a animais de grande porte, levando-os a construir um instrumento semelhante ao Forcão, surgindo em forma de «forca», que terá dado origem ao nome, permitindo-lhes «encurralar ou forcar» grandes animais, como o touro, contra algo onde não pudessem escapar, conseguindo-se assim, depois do animal imobilizado, o seu abate, sem correr riscos desnecessários e perigosos, como ter de enfrentá-lo em campo aberto, face aos utensílios de caça rudimentares, existentes na época.
Festival «Ó Forcão Rapazes»
Na sequência das Capeias da Raia, remonta ao ano de 1986, a criação do concurso «Ó Forcão Rapazes», mais tarde denominado Festival, entre as Aldeias da raia do Concelho de Sabugal, onde a arte de bem «esperar» os touros ao Forcão, vem dando origem a espectaculares Capeias, numa demonstração de valentia e saber dos rapazes da Raia.
A Capeia Arraiana em Lisboa
Decorria o ano de 1978, quando teve lugar a primeira Capeia em Lisboa, na Praça de Touros do Campo Pequeno. Nunca antes se tinha feito algo no género, isto é, transportar a Capeia para fora das terras de Riba Côa.
Há mais de três décadas que a Capeia tem vindo a ser realizada nesta grande região, sendo integrada, durante alguns anos, nas Festas de Lisboa.
XXXI Capeia Casa Concelho Sabugal, Sábado, 6 de Junho de 2009, às 17 horas.
A.J.P. organiza Variedades Taurinas
A nossa Associação jovem de Aldeia da Ponte acaba de divulgar a efectivação das primeiras Variedades Taurinas na Praça de Touros, no dia 19 de Julho de 2009.
Será um desafio importante para a juventude da nossa Aldeia, nesta sua grande realização, contando com um cartel, também ele jovem, com destaque para as duas jovens toureiras, que darão outro colorido, estamos seguros, a esta festa da juventude, aguardando-se uma boa presença de arraianos e outros aficionados destas lides, contribuindo para os objectivos da Direcção, que passam por consolidar a AJP, fundada em 2004, tentando angariar fundos para a remodelação da sua sede, disponibilizada pela Junta de Freguesia, a necessitar de obras de restauro.
Está de parabéns a Associação Juventude Pontense, pela dinâmica empreendedora que tem revelado ao longo destes poucos anos, com todas as suas realizações, contribuindo para dar algum movimento à nossa Aldeia e à região, que é sempre bem-vindo.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
O presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, garante que a ligação directa da sua terra ao Soito vai ser uma realidade a breve trecho, arrancando hoje mesmo os respectivos trabalhos.
A construção da estrada é uma velha aspiração da gente dos Fóios, e a garantia de que iria ser uma realidade veio com a instalação do Parque Eólico, cuja empresa responsável custeará as obras. «Abençoado Parque Eólico», disse-nos o autarca numa nota que enviou ao Capeia Arraiana e que a seguir transcrevemos na íntegra:
«No ano de 1976 os militares da Engenharia Militar abriram um caminho desde os Foios até ao Soito. Nos Foios passou a chamar-se a estrada do Soito e no Soito a estrada dos Foios.
Nessa altura a Junta do Soito era constituída por três bons homens que, infelizmente, já nos deixaram mas que eu recordo com saudade e a quem presto a minha sincera homenagem. Esses Senhores eram: Mário Carrilho, Manuel Loto e Zé Leal também conhecido pelo carteiro.
Nessa altura era Presidente da Junta dos Foios o saudoso Tó Mimi que foi também um lutador e um fojeiro exemplar.
Quantas vezes nos juntámos tanto no Soito como nos Foios para combinarmos estratégias e merendar ou até mesmo um bom jantar.
No dia em que iniciámos os trabalhos lembro-me do Ti Loto ter subido para um camião militar, com os braços abertos, tendo dito para o operador da máquina caterpilar que não tivesse medo de cortar a direito. Assim aconteceu. O caterpilar seguiu o trilho do camião e rapidamente se alinhavou a estrada. Ainda apareceu um ou outro a querer protestas mas depressa lhes fizemos ver do enorme interesse que essa estrada poderia ter para a região.
Naturalmente que já ficámos muito contentes com aquilo que, na altura, nos havia sido oferecido mas o grande sonho era, sem dúvida, o alcatrão. Nas campanhas eleitorais – autárquicas – lá se ia falando no alcatroamento mas depois caia depressa no esquecimento.
Também ao Manel Rito foi pedida por muita gente dos Foios a estrada. Disse sempre que não estava esquecida e que ia ver o que se poderia fazer. Tenho plena consciência que com os dinheiros do Município seria bastante difícil o alcatroamento. Mas abençoado parque eólico. Veio e trouxe-nos o alcatroamento da estrada. Graças ao Presidente Manel Rito que tão bem soube sensibilizar e negociar com os Senhores responsáveis. Eu, na qualidade de Presidente de Junta dos Foios, sei como tudo custou. Cheguei a temer que não se conseguisse. Mas hoje, felizmente, já vi as máquinas e sei que amanhã, sexta feira, dia 5, vão dar início aos trabalhos.
É mais um importante melhoramento para os Foios, para o Soito e para o concelho em geral.
José Manuel Campos»
plb
A XXXI Capeia Arraiana realiza-se neste sábado, dia 6 de Junho, e é grande a expectativa, antevendo-se uma grande festa que mais uma vez juntará muitos naturais, descendentes e amigos do concelho do Sabugal.
A partir das 16 horas as portas da Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, voltam a abrir-se para acolher os naturais e amigos do Sabugal que ali irão assistir à tourada com forcão, rever amizades e conviver.
A Direcção da Casa do Concelho do Sabugal, mostra-se optimista em relação à festa deste ano, contando com a vinda de muita gente, grande parte deslocando-se propositadamente do Sabugal. Vêm do concelho pelo menos sete autocarros, disse-nos um elemento da Direcção. «A adesão foi tão grande que a empresa Viúva Monteiro esgotou a sua capacidade e o pessoal de Vale de Espinho e do Casteleiro teve que recorrer à Rodoviária da Beira Interior para poder vir».
Entre os que vêm do concelho contam-se o presidente da Câmara, Manuel Rito, os vereadores do Município e também os candidatos anunciados às próximas eleições autárquicas, todos convidados pela Casa do Concelho do Sabugal, associação que organiza o evento.
Para além do forcão e dos touros, a Capeia deste ano contará com animação da Banda Filarmónica de Benavente, a exibição do Rancho Folclórico de Vila Boa e dos Tamborileiros de Aldeia da Ponte.
Os Bombeiros Voluntários do Sabugal e do Soito também marcarão presença.
plb
Professores e alunos do colégio Vasco da Gama sedeado em Meleças, Sintra, homenagearam o seu fundador com uma visita de dois dias a Aldeia do Bispo, terra natal do Ilustre Dr. Nabais.
O professor José Manuel Cobrado, natural de Vale de Espinho, escreveu-me, há cerca de dois meses, a solicitar a minha colaboração numa visita que tinham prevista à Serra das Mesas e Nascente do Côa. Acedi com muito agrado ao pedido tendo-me disponibilizado para poder servir de guia tal como, na verdade, aconteceu.
Por volta das 16 horas chegámos à portela do lameirão onde os dois autocarros ficaram estacionados. Logo que os alunos saíram os professores pediram para se sentarem no barrocal ali existente. Prestaram a maior atenção às informações prestadas e, de seguida, visitou-se a casa dos contrabandistas, que é um enorme barroco com uma cavidade, onde estes se abrigavam em dias de temporal e quando fugiam dos guardas-fiscais ou dos carabineiros. Parte dos alunos entraram na referida cavidade e outros subiram ao ponto mais alto para fazerem fotografias para um dia poderem recordar. De seguida fez-se o percurso, cerca de trezentos metros, até à Nascente do Côa. Alguns alunos encheram as garrafas vazias para depois beberem durante o restante percurso.
Por volta das 17.30 regressou toda a gente aos autocarros com destino à praça dos Foios. Entrou toda a gente no Centro Cívico e, no Posto de Turismo, foram distribuídos muitos postais e outros folhetos, alusivos ao concelho, para os alunos e professores levarem para Lisboa.
Passados alguns minutos fez-se a caminhada até ao parque de merendas onde toda a gente lanchou. No final nova caminhada até ao Centro Cívico em cujo auditório foram proferidas palavras de agradecimento. Aí o presidente de Junta dos Foios ofereceu umas lembranças e um pequeno carvalho (da amizade) para ser plantado no jardim do Colégio Vasco da Gama.
As cerca de setenta pessoas da delegação animaram e deram vida à freguesia, pelo menos por umas horas. A malta estava muito animada tendo alguns alunos dado uns passos de dança ao som da música que é emitida através do centro cívico.
Na qualidade de professor posso avaliar a postura dos alunos que me deixaram deveras sensibilizado com o comportamento demonstrado.
Estão, na verdade, de parabéns professores e alunos do Colégio Vasco da Gama. Venham sempre.
Para terminar presto também a minha justa e sincera homenagem ao Ilustre Pedagogo Dr. Nabais que muito embora já nos tivesse deixado, o colégio que ele fundou continua a formar os homens do futuro.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)
jmncampos@gmail.com
A Mêda e seu concelho receberam em festa, a 27 de Maio, a 19.ª Mini-Volta a Portugal em Cicloturismo, 5.º Passeio a Portugal «Ciclismo para todos» correspondente à 8.ª etapa – Mirandela–Mêda – na distância de 82 Kms, numa organização do Grupo Cultural e Recreativo de Cicloturismo do Vale do Tejo.
Com um total de 15 etapas e um percurso total de 1.100 km, a 19.ª Mini-Volta a Portugal em Cicloturismo disputou-se entre 23 e 31 de Maio de 2009. Teve o seu início em Ribeira de S. João e acabou na Golegã.
Os cerca de 40 participantes concluíram a etapa de dificuldades Grau 8 depois de passarem por Cachão, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa e Touca, tendo sido recebidos frente aos Paços do Concelho de Mêda pelo Presidente do Município, João Mourato.
Após a chegada os cicloturistas foram-se refrescar no Complexo Desportivo das Piscinas Municipais e confraternizar num almoço num restaurante local, onde o Município de Mêda procedeu à distribuição de lembranças.
À tarde, a caravana foi relaxar no Parque de Campismo para prosseguir a caminho da 9.ª etapa – Mêda–Pinhel (59,5 Kms) – dificuldades Grau 2, com a partida a ser dada em frente ao Município de Mêda, onde foram mais uma vez recebidos pelo Presidente da Câmara.
A XIX edição da Mini-Volta a Portugal em Cicloturismo, integra-se no calendário da Federação Portuguesa de Ciclismo como V Passeio a Portugal em Bicicleta «Ciclismo para Todos» e, pela quinta vez, faz parte do calendário UCI–União Ciclista Internacional.
A Mini-Volta a Portugal em Cicloturismo nasceu em Maio de 1991, em Alpiarça, conta com o apoio de uma grande quantidade de associações e é especialmente recomendada pela Fundação Portuguesa de Cardiologia. Daí o mês de Maio ter sido escolhido para a concretização da iniciativa por ser o «mês do coração».
Ao longo dos 19 anos que já leva de vida, a prova foi crescendo, sem esquecer os objectivos de confraternização. A amizade entre os participantes internacionalizou-se com equipas de França e Suíça e hoje é um dos maiores eventos do género que se realizam em Portugal.
O Presidente da Câmara Municipal de Mêda, João Mourato, salientou que «este tipo de actividades desportivas tem uma função pedagógica importante junto das populações, sensibilizando-as não só para o fenómeno desportivo, mas também para a prática de salutares formas de vida, sem esquecer a amizade e a confraternização».
aps
A prática da caça no território nacional está proibida no domingo, 7 de Junho, em consequência da realização das eleições para o Parlamento Europeu.
O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas divulgou um comunicado onde refere que por via da realização das eleições para o Parlamento Europeu, no domingo, 7 de Junho, é proibida a prática da caça em todo o território nacional.
Segundo o número 4 do Artigo 89.º do Decreto-Lei n.º 201/2005, de 24 de Novembro, a caça «é proibida nos dias em que se realizem eleições ou referendos nacionais e, ainda, quando se realizem eleições ou referendos locais na área das respectivas autarquias».
De acordo com o calendário cinegético 2009/2010, a época de caça abriu no passado dia 1 de Junho, para espécies como o javali, veado, gamo, corço e o muflão. A prática estará proibida em todo o território nacional no próximo domingo, devido à realização das eleições para o Parlamento Europeu.
Calendário Venatório 2009-2010. Aqui.
jcl
A Turismo Serra da Estrela (TSE) está representada na feira que decorre em Zamora, Espanha, entre os dias 2 e 5 de Junho, para promover produtos alimentares regionais.
A Turismo Serra da Estrela (TSE) está representada na feira que decorre em Zamora desde o passado dia 2 e até ao próximo dia 5. Esta feira, que conta com a participação das principais entidades regionais de turismo de Portugal e de Castilla y León, pretende promover produtos alimentares de qualidade típicos de cada entidade regional de turismo, através da exposição e degustação dos mesmos.
Nesta feira a TSE está representada com três espaços promocionais: «Serra da Estrela-Turismo», «Produtos Regionais» e ainda «Produtos Kosher Serra da Estrela».
Entretanto, em comunicado, a TSE informou que vai integrar, a convite da Junta de Castilla y León, o projecto de colaboração transfronteiriça «MIT – Mobilidade, Inovação e Território». No âmbito daquele projecto de colaboração, participa no Foro Coopera 2009, em Zamora, que tem como tema o «Turismo como Eixo de Desenvolvimento Conjunto».
Página oficial da TSE-Turismo Serra da Estrela. Aqui.
aps
Ter ou não ter uma ou várias «vacas púrpuras», eis um bom princípio para ancorar uma estratégia de desenvolvimento sustentado do nosso Concelho. (Actualização.)
Existe um pensador norte-americano de nome Seth Godin de que gosto muito, e de quem me permito retirar este conceito de «vaca púrpura».
Diz então o autor que, e passo a citar: «Quando eu e a minha família atravessámos a França, ficámos encantados com as centenas de vaquinhas típicas dos livros de histórias que pastavam nos campos pitorescos, mesmo ao lado da auto-estrada. Não nos cansámos de olhar pela janela, maravilhados com tanta beleza. Porém, ao fim de 20 minutos, começámos a ignorar as vacas. As novas vacas eram iguaizinhas às vacas anteriores e o que antes nos parecia incrível tornava-se agora comum. Pior do que comum. Aborrecido. As vacas, depois de olharmos para elas durante algum tempo, são entediantes. Podem ser vacas perfeitas, vacas atraentes, vacas com uma personalidade fantástica, vacas iluminadas por uma bela luz, mas não deixam de ser entediantes. Mas uma Vaca Púrpura seria outra história. Seria bem interessante. A essência da Vaca Púrpura é que deve ser notável.»
Este é um texto verdadeiramente «notável», pois vem chamar a atenção para um princípio básico de quais devem ser hoje as palavras-chave de afirmação/êxito de um determinado produto, e no que a nós nos diz respeito, um território: a notabilidade e a diferenciação.
Saber descobrir a «Vaca Púrpura» do nosso Concelho, eis uma das fórmulas de inverter o actual estado de estagnação.
E exemplos não faltam no nosso País, de Municípios que souberam definir a sua «Vaca Púrpura»: a cereja no Fundão; o Museu do Pão em Seia (onde até há uma vaca de cor normal, a Serra da Estrela); a cortiça em Coruche; o chocolate em Óbidos; o Fluviário em Mora.
Aliás, em relação a este último caso, permito-me contar a história, por exemplar: Todos os sabugalenses que se deslocam do Sabugal para Lisboa conheciam Mora, pois por lá se passava na estrada velha, antes da A23. De repente, Mora ficou fora do mapa. Conta o seu Presidente da Câmara que contratou um Técnico a quem fez um único pedido: «Diga-me como coloco de novo Mora no Mapa.» Um dia, durante um almoço em Lisboa com aquele Técnico, este fala-lhe num aquário, mas num aquário diferente, um aquário de rio, um fluviário. E diz o Presidente que, de imediato percebeu a valia da proposta e logo ali ficou decidido avançar.
Haviam descoberto a «Vaca Púrpura» de Mora!
Claro que ter uma ideia notável e diferenciadora não resolve os problemas todos. Mas é também claro que se não encontrarmos a nossa «Vaca Púrpura», o Concelho do Sabugal não dará o salto.
E parece que é isto que muitos dos responsáveis políticos locais ainda não compreenderam.
Olham-se ao seu espelho mágico, afaga-lhes o ego a construção de mais uns quantos quilómetros de estradas (aquelas vacas normais do prado de Seth Godin), com alguns equipamentos (vacas iguais à de todos os prados/concelhos deste País), e vão-se lamentando quando alguém não reconhece a qualidade das suas «vacas»…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
rmlmatos@gmail.com
Aldeia da Ponte prepara-se para receber esta sensacional «Variedades Taurinas» organizadas, pela primeira vez, pela Associação da Juventude Pontense, na Praça de Touros desta localidade, no domingo, dia 19 de Julho de 2009, pelas 17 horas da tarde.
Quando o Programa de Actividades para o ano de 2009, dos novos Corpos Gerentes da Associação da Juventude Pontense (A.J.P.) foi apresentado em Dezembro de 2008, depois das eleições, não estava prevista esta realização, mas o mesmo programa ressalvava, que poderiam surgir outras realizações, durante o correr do ano.
Está neste caso, este primeiro grande evento, na sequência das Capeias da Páscoa, que já conta com quatro edições sob a responsabilidade desta jovem Associação de Aldeia da Ponte.
Esta é uma prova de fogo dirigida à capacidade dos Corpos Gerentes da A.J.P., para a realização deste grande acontecimento, que comporta algum risco, devido às despesas, que um espectáculo destes acarreta, implicando inúmeras responsabilidades.
Apesar destas últimas, não será nada que não esteja ao nosso alcance, assim a fortuna nos acompanhe, tanto em termos dos artistas que seleccionámos, como dos touros escolhidos.
Estamos a trabalhar para que nada falhe, de acordo com os regulamentos destes espectáculos, esperando uma boa afluência de público, não só da nossa Aldeia, bem como das outras vizinhas e de uma imensa região com grande aficion pelas Capeias e também por estes espectáculos.
O cartel é composto por quatro jovens promessas do toureio a cavalo, dois masculinos e duas jovens femininas, numa competição que se prevê renhida, contando ainda com um jovem toureiro a pé, para rematar estas primeiras Variedades Taurinas da A.J.P.
Cartel para este grande espectáculo taurino:
Cavaleiros – Nelson Lavajo, Gonçalo Fernandes, Sofia Almeida e Verónica Cabaço;
Espada – Tiago dos Santos;
Forcados – Amadores de Coruche.
Touros – De afamada Ganadaria.
Oportunamente serão divulgados mais pormenores destas «Variedades Taurinas».
João Nunes (Associação Juventude Pontense)
Realizou-se no passado dia 24 de Maio, pelo sexto ano consecutivo, mais um convívio de pesca na freguesia de Rapoula do Côa com a presença de cerca de 70 pescadores.
| GALERIA DE IMAGENS – 24-5-2009 |
| Clique nas imagens para ampliar |
A Rapoula do Côa é uma aldeia com tradições na pesca muito por culpa do rio Côa que faz questão de passar bem perto.
A modalidade tem ganho ao longo dos anos novos adeptos e servido de pretexto para alegres convívios.
A jornada de pesca teve início às nove horas da manhã com um pequeno-almoço servido a todos os participantes.
Cerca de 70 amantes da modalidade marcaram presença no convívio, munidos com o material necessário.
Embora, devido à chuva, o dia não estivesse muito convidativo para a pesca no fim «houve peixe no cesto» incluindo algumas trutas.
Ao almoço foi servido porco no espeto e ao lanche peixe frito.
Os participantes no VI Convívio de Pesca da Rapoula do Côa deram por bem empregue o seu tempo.
Marco Capela
O Museu do Oriente apresenta, entre 5 de Junho e 12 de Julho, a exposição «Portulíndia», do artista Nuno Félix da Costa. Para o dia 19 de Junho está marcada uma visita guiada do autor pelas obras expostas.
«Portulíndia» é um conjunto de imagens de lugares e gente de Portugal e da Índia, captadas pela objectiva do psiquiatra Nuno Félix da Costa.
As duas regiões do globo são percorridas numa perspectiva ageográfica, sem carácter de roteiro turístico e sem intenção de identificar semelhanças ou diferenças entre nós e o estrangeiro.
As imagens incentivam-nos a inventarmos o que representam, o seu contexto e as suas histórias, tendo em mente que para tal devemos ter um lema: «Nem sempre o estrangeiro é o que está do outro lado», segundo escreveu o poeta Nuno Júdice porque «também os nossos lugares nos suscitam estranheza».
A mostra foi apresentada no final de 2008 na galeria da delegação da Fundação Oriente na Índia, por ocasião da terceira fase da Conferência Internacional e Transdisciplinar Garcia de Orta e Alexander von Humboldt «Transversalidades a Oriente e a Ocidente», realizada em Goa.
Nuno Félix da Costa nasceu em Lisboa em 1950. Professor na Faculdade de Medicina de Lisboa e no Instituto Superior de Ciências Sociais, mantém, desde 1983, uma actividade regular na área das artes plásticas.
O Museu do Oriente está situado em Lisboa, na Avenida de Brasília, junto à Doca de Alcântara e encerra às terças-feiras.
jcl
A margem direita do Côa só foi «de jure» encorporada em Portugal após o tratado de Alcanizes.
Esta faixa de território foi sempre região de fronteira; primeiro da nação lusitana, depois do reino suevo, depois do condado Portucalense, reino de Leão e de Portugal. Daí que tenha sofrido várias influências e conservado várias particularidades nos costumes e língua.
A Língua falada foi um misto entre o leonês e galaico, que vários filólogos (Lindley Cintra, Leite de Vasconcelos, etc.) estudaram e que, sendo falado para além da fronteira, ainda tem remeniscências no malaguenho do Vale do Elges e no falar característico de Almedilha e da Bouça, que são mais parecido com o português do que com o castelhano.
No entanto, a linguagem tabeliónica do território, pelo menos dos documentos que se conhecem, sempre foi o Galaico, pela razão de que o leonês raramente era utilizado na escrita (o próprio Afonso X escreveu as «Cantigas de Santa Maria» em Galaico) e assim continuou depois da reunião de Leão com Castela a partir de 1230.
Existem alguns documentos do período de dominação leonina, como os forais e cartas de povoação e doações dos quais os mais conhecidas são as do cartório do convento de Santa Maria de Aguiar, que exerceu durante muito tempo grande influência cultural no território de Riba-Côa, e se encontram actualmente na Torre do Tombo.
Um desses documentos em galaico é interessante porque é anterior ao tratado de Alcanizes e refere muitos locais da actual Riba-Côa (como Caria Talaia na Ruvina, Alfaites, Vila Bôa, Vilar Maior, Castelo Bom, Caria, Vila Bôa, Freineda, Sabugal e Castelo Rodrigo) atestando o seu florescente e antiquíssimo povoamento, porque se refere a uma mesma família com bens em todo o território de Riba-Côa e revelando que a influência portuguesa em Riba-Côa é anterior ao tratado de Alcanizes; trata-se da partilha da meação de Maria Gonçalves com seus filhos (1266), que, resumidamente, transcrevo:
«Conoçuda cousa a todolos que esta Carta ujrē Como eu maria Gonçaluez fiz tal particiõ com meos filos e com esteuā suarez meo gĕro A meo pagamēto e a seu deles. Recebj por mja mejade nas herdades que aujia… meeo marido dō Mēedo. Coujē A saber quanto aujamos em Sabugal e en seu termjno. Saluo de Caria Talaya. E quanto aujamos en Alfayates e em seu termjno e a torre com seu termino. Esto sobredito receby eu Maria gonçalues por mya meyade. E por esto quito a meus filos. E recebē na outra sa meyade quanto al eu auya com meo marido dō Mēedo en Caria talaya e en termjno de ujlar mayor e de Castello bóó e as fresnedas com todo seu termjno e com quanto a ellas pertence e quanto aujamos en Castell rodrigo e en seu termjno e com todalas outras cosas que aujamos en Portugal e quanto aujamos desde vilar Major ata nas aguas de doyro en Regno de Leō…» […] Esta partila e esta cōnposiciō sobredita foy feyta.iiij feyra.iiij.dias andados de Mayo nos palacios de vila bōa a pagamento danbalas partes. Perdante Martin Domingez de Sabugal e perdante Pasqual perez canonigo de badaloz e perante Pedro esteuanez dalfayates que forō ties desta partició e desta conposiciō e desta Auenencia asi como sobredito e per mandado dos alcaldes de Sabugal. Ts…», Mosteiro de Santa Maria de Aguiar, Maço X, n.º 18.
Um pormenor delicioso nesta escritura, atesta a fertilidade e disseminação das famílias entre o território de Riba-Côa e de Portugal:
«… e eu Maria Gonçalves outorgo sou pēa de .C. mareuedis pólos meos filos que nō son de edade e por Maria mēedez meã fila que os faça outorgar esta particiō quando forē de edade. E eu esteuā suarez me obligo e outorgo so pea destes .C. mareuedis sobreditos que eu faça outorgar a mīa moler Chamoa mēedez esta particiō ata dia de San Martino primeiro que uē per ella ó per carta aberta Seelada do selo de Celorico e depoys que chegar Chamoa mēedez a otorgar esta particiō seer quite desta pea destes .C. mareuedis e darē me mya cart […]E en outro dia .v. feyra .v.dias andados de Mayo Eu Meen Gonçalves com meo filo fernā mēedez e por meos filos aqueles nō son edade e com Esteuā suarez meo gēro uēmos a Sabugal e nas mias cajsas outorgamos esta particō…»
Da escritura depreende-se que a família se encontrava espalhada por Riba-Côa e Portugal, pelo que se reuniu no Sabugal, onde Maria Gonçalves tinha casas, para acordarem na partilha.
Da escritura depreende-se ainda, que Maria Gonçalves e o marido D. Mendo, tinham património disseminado por toda a Riba-Côa e vários filhos menores e três maiores; Maria Mendes, que ficou por fiadora dos menores, Fernando Mendes e Chamoa Mendes, casada com Estevão Soares e a residir em Celorico da Beira.
Mas sobretudo o que se depreende desta escritura, é que a fronteira entre Portugal e Riba-Côa era apenas uma linha imaginária, tal como o passou a ser depois a fronteira entre esta e Espanha.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com
Decorreu, como todos bem sabem, a XXXI Capeia da C.C.Sabugal no Campo Pequeno, em Lisboa, no passado dia 6 de Junho. Já algo foi escrito e comentado sobre este acontecimento, que serve, de certa maneira para ajudar a promover o Concelho, as tradições, os produtos regionais, bem como proporcionar um grande encontro entre os sabugalenses, tanto de Lisboa, como os que se deslocam do Concelho ou de outras regiões do País e, não foram poucos.
Depois de todas as incidências da manhã, com a montagem do Forcão, a chegada dos touros, a preparação do Ringue do Clube Operário de Lisboa para receber os autocarros da Viúva Monteiro, o espectáculo abriu com o tradicional desfile, abrilhantado pelos Tamborileiros de A. Ponte, pela rapaziada, algumas Associações do Concelho, a jovem Banda de Benavente, os Bombeiros do Sabugal e do Soito, completados com o Rancho Folclórico de Vila Boa, não fugindo este desfile ao que tem sido habitual, ao longo dos anos.
Estamos seguros, que é um belo momento, que todos apreciam e dá algum colorido à festa no Campo Pequeno. A felicidade estampada no rosto de quem desfila, principalmente os mais pequenos, é prova evidente do que acabamos de referir, nunca é demais referi-lo.
Alinhados todos na Praça, teve lugar o pedido da Praça a Sua Ex.ª o Presidente da Câmara Municipal de Sabugal, Sr. Manuel Rito, depois das habituais palavras de boas vindas do Presidente da Casa do Concelho, Sr. José Lucas.
Esteve previsto, nesta altura, uma saudação aos novos candidatos à Câmara Municipal de Sabugal, como não os conseguimos descortinar a todos, apesar de presentes na Capeia, não parece, mas é bastante difícil, da arena descobrir alguém na bancada, no meio de tanta gente, optámos por não o fazer, com alguma pena, pois achamos que mereciam uma palavra pública de estimulo pela sua disponibilidade em concorrer às Eleições Autárquicas.
Feita este referência, a Capeia decorreu mais ou menos como todas as outras, com a valentia dos rapazes demonstrada na arena, esperando os touros ao Forcão, bem como no agarrar os touros em plena arena, sem incidentes por aí além, apenas um ou outro susto, como sempre acontece.
No final, a Direcção da Casa presenteou a Administração do Campo Pequeno, nas pessoas de Rui Bento Vasques e Vasco Cornélio, com a oferta de uma salva, servindo como pequena homenagem, pelo bom acolhimento a todos os Sabugalenses.
Pelo meio, temos que estar gratos aos Tamborileiros, aos Bombeiros do Concelho, às exibições da Banda de Música de Benavente durante a Capeia, ao Zé Manel Ferreira com as demonstrações dos seus magníficos cavalos e à meritória actuação do Rancho Folclórico de Vila Boa, que nos brindou com belas danças e cantares. A todos eles, o bem-haja tradicional das nossas terras, dos Corpos Sociais da Casa do Concelho do Sabugal, extensivo também para todos os espectadores presentes, que não regatearam os merecidos aplausos a todos os intervenientes nesta Capeia.
Terminada a dita cuja, o convívio continuou no Ringue do Clube Operário de Lisboa, como no ano passado, a quem a Direcção da Casa também está grata, saciando os estômagos com os bons enchidos do Concelho, numa animação característica das nossas gentes.
É hora, de os diversos autocarros encetarem a viagem de regresso ao Concelho, com uma ou outra buzinadela, aplaudida pelos que ficaram, de despedida alegre, que será curta.
As férias, festas e Capeias da Raia aproximam-se a uma velocidade estonteante.
Por lá nos encontraremos, se não for antes, sendo mais certo que seja nessa altura.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
O segundo aniversário do Porsche Fans Portugal está marcado para os dias 27 e 28 de Junho na Serra da Estrela. As míticas máquinas vão passear-se pelas belas paisagens naturais de Belmonte, Fundão e Torre depois de se terem concentrado, em Maio, na região de Mafra para visitar a colecção de carros clássicos do engenheiro José Mira. Entretanto o presidente do clube, José Jacob, já mostrou interesse em voltar a organizar uma concentração no Sabugal em 2010…

As iniciativas do Porsche Fans Portugal – a próxima denomina-se «IX Encontro Porsche Fans -II Aniversário – 27, 28 Junho» – são momentos marcantes para os participantes, para os espectadores e para os organizadores e apoiantes.
O Capeia Arraiana dá a palavra a palavra José Jacob, porschista convicto, e presidente do Porsche Fans Portugal que lembra como tudo começou: «Vamos celebrar o nosso segundo aniversário. Comecei a trabalhar neste projecto no dia 5 de Julho de 2007. Sexta-feira, 6 de Julho, pelas 00.31 horas, o Porsche Fans Portugal nascia, e a aventura começava. O primeiro aniversário foi celebrado na Serra da Estrela nos dias 4, 5 e 6 de Julho de 2008. A concentração foi em Sortelha e depois partimos para Seia. Tivemos 18 carros.»
«Para este ano voltamos à Serra da Estrela, um local emblemático, que nos traz gratas recordações», revela o presidente do Clube Porsche Fans.
A concentração está marcada para o dia 27 de Junho no Hotel Varanda dos Carquejais. Após as boas-vindas será dada a saída para um passeio pela Serra da Estrela com almoço na Pousada Histórica de Belmonte. O passeio da parte da tarde inclui uma visita com lanche à Adega Quinta dos Termos e regresso ao hotel ao final do dia para jantar. O segundo dia o GPS indicará a direcção do Fundão onde terá lugar um slalom em espaço vedado com almoço no Restaurante Regional «O Mário».
O VIII Encontro Porsche Fans e Clássicos, no passado mês de Maio, levou os aficcionados até à zona de Mafra para visitarem o Museu de Carros Clássicos do engenheiro José Mira que marcou presença no Sabugal com dois Porsches e um Ford A.
Para José Jacob o encontro na zona de Mafra superou todas as expectativas. «Sabemos que fazer algo perfeito não é possível contudo por vezes sentimos que dificilmente poderemos melhorar algo. Neste grande encontro juntámos cerca de 100 automóveis, Porsches e Clássicos em geral, num evento nunca antes tentado em Portugal, e que resultou muito bem, numa simbiose perfeita entre máquinas e pessoas. Seria possível fazer melhor, ou termos mais sucesso? Não sei mas penso que dificilmente, tal o grau de satisfação que sentimos, neste evento, em que tudo funcionou, ainda melhor do que previsto. Ainda por cima todas as receitas recolhidas reverteram a favor das obras de restauro da Igreja da Azueira. Fez-me lembrar o Sabugal em Novembro de 2008, mas agora ainda numa escala maior, já que se no Sabugal tivemos cerca de 35 carros, aqui foram 100, e se no Sabugal não havia mais do que três clássicos, aqui passaram os 60, com os Porsches a atingirem a marca histórica de 37», concluiu José Jacob.
Entretanto o calendário provisório das actividades para 2010 do Porsche Fans Portugal inclui a II Concentração Ibérica Porsche Fans no concelho do Sabugal. Vamos tentar concretizar este desejo mútuo.
Ver reportagem do 1.º Aniversário do Porsche Fans Portugal Aqui.
Ver reportagem da visita ao Museu dos Clássicos de José Mira Aqui.
Porsches no Sabugal em 2010? É possível! Mas… sem neve e com muito sol!
jcl
A Academia Egitaniense de Karate Shotokan (AEKS) organiza no sábado, 6 de Junho, um curso de Karate e Bio Energia ministrado pelo mestre de Karate, Osamu Aoki, criador do inovador método de treino.
A AEKS leva a efeito na cidade da Guarda um Curso de Karate e Bio Energia que será ministrado por Osamu Aoki, um mestre de Karate que nasceu no Japão e vive em Espanha há já mais de 30 anos.
Osamu Aoki desenvolveu um método de Treino a que deu o nome de Bio Energia, o qual tem divulgado por toda a Europa dando cursos nacionais e internacionais quase todos os fins-de-semana.
A AEKS pretende implementar a prática de Bio Energia em Portugal, pelo que este inovador método de treino será apresentado, pela primeira vez, na cidade da Guarda pelo próprio Osamu Aoki que virá acompanhado de outros instrutores da Aoki Bio Energy & Karate School.
Ao mesmo tempo será também realizada uma Classe de Karate ministrada pelo Sensei Osamu Aoki (7ºDan JKA). Uma oportunidade única de treinar com um dos mais reconhecidos mestres da actualidade tanto de Karate Tradicional como Competitivo com um recente aluno Campeão Europeu de Kata Sénior no Campeonato Europeu JKA 2009.
«Aoki Bioenergia» é um método de auto-regulação do corpo e da mente através de movimentos de todo o corpo. Cada osso, cada músculo e todos os órgãos internos interagem aumentando a sensibilidade do corpo interior e melhorando a fluídez do Ki (energia vital que nos move constantemente) assim como a circulação sanguínea, os fluídos corporais e o sistema linfático.
No Japão o método foi adaptado à vida quotidiana e tem grande aceitação entre artistas, desportistas, bailarinos, actores, cientistas, professores, fisioterapeutas, pilotos de aviação, pianistas e pessoas de idade avançada.
O 1.º Curso de Bio Energia – 6.º Estágio Internacional de Karate-Do realiza-se no Pavilhão Municipal, no dia 6 de Junho, a partir das 10 horas da manhã.
Informações e inscrições Aqui.
jcl
O ministro do Ambiente, Nunes Correia, admitiu em declarações ao jornal «Reconquista» que a Reserva Natural da Serra da Malcata poderá vir a acolher alguns linces ibéricos nascidos em cativeiro provenientes de Espanha. Mas… tudo depende do sucesso da reintrodução do coelho naquela zona protegida.
O Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, inaugurado em Silves (Algarve) em Maio, está pronto para receber em breve os primeiros felinos.
Nunes Correia, ministro do Ambiente, em declarações ao jornal «Reconquista» admite que a serra da Malcata também poderá vir a acolher alguns linces mas tudo depende do sucesso da reintrodução do coelho, principal alimento do lince, na serra situada entre os concelhos do Sabugal e de Penamacor.
Recorde-se que a instalação do Centro de Reprodução do Lince Ibérico no Algarve foi contestada pelas autarquias do Sabugal e de Penamacor, que partilham o território da Reserva Natural da Serra da Malcata, criada em 1981 no âmbito de uma campanha pela preservação do lince.
O presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), Tito Rosa, confirma que «há dificuldades na reintrodução da população de coelhos nesta área protegida. Actualmente quase não há coelhos na serra da Malcata, devido à caça e à prevalência de doenças que, nos últimos anos, dizimaram a presa. Por isso, a reintrodução do lince na Serra da Malcata ainda é uma incógnita, apesar de nos próximos meses estar prevista a chegada a Portugal de alguns destes animais, provenientes do parque de Doñana, em Espanha».
jcl (com jornal «Reconquista»)
Leitor(a) talvez o maior castigo para aqueles que não se interessam pela política, é serem governados por aqueles que se interessam. Digo isto, porque domingo prevê-se uma forte abstenção nas eleições para o Parlamento Europeu. A abstenção está relacionada com a apatia cívica, ou seja, «isso não me diz nada». O voto em branco, por sua vez está relacionado com o protesto. Portanto leitor(a), se não quiser votar em ninguém, proteste, mas não fique em casa.
Umas notas soltas sobre o que é o Parlamento Europeu, e a política da União Europeia.
O que vamos eleger Domingo é um parlamento que não dirige a Europa, as suas resoluções são só consultivas, são adaptações de directivas da Comissão Europeia, e esta não é mais nem menos que uma burocracia anti-democrática comprometida com o neoliberalismo e que tem à cabeça o ultraliberal e conservado Durão Barroso, um homem cujo discurso carece de credibilidade e cujas políticas que desenvolveu e promoveu durante o seu mandato foram de cunho neoliberal.
Um exemplo do pouco poder do Parlamento Europeu: este negou-se a estreitar as relações com Israel, devido à sua política contra o Povo Palestino. A União Europeia ignorou o Parlamento, e uns dias antes do massacre de Gaza decide o contrário. Para que serviu o nosso voto nas últimas eleições europeias? Será que o lobby judaico teve mais força que o Parlamento eleito pelos Povos Europeus?
Económica e socialmente o que é a União Europeia? São 27 estados, com 27 níveis salariais diferentes e com políticas fiscais também diferentes. É um espaço económico que faz competir trabalhadores europeus contra trabalhadores europeus, a ver os que trabalham mais barato. Os estados competem entre eles para ver qual baixa mais os impostos às empresas, para estas se instalarem no seu território. Isto origina a redução dos recursos do estado para o gasto público e social (saúde, ensino, pensões e reformas) e a deterioração das condições de trabalho. Por isso só ouvimos falar em empresa, concorrência e consumo.
Muito havia para dizer, mas por questões de espaço vou só referir-me à agricultura. A PAC ( Política Agrícola Comum ) vai ser reformada em 2013, e a porta voz da Comissária da Agricultura disse o seguinte numa entrevista: «…com a publicação destas LISTAS esperamos chegar a estabelecer um sistema mais equilibrado, uma política que permita aos PEQUENOS AGRICULTORES VIVER». O que é essa lista da qual a senhora fala? É a lista dos beneficiários da PAC em toda a Europa, já lhe chamam a lista dos milionários da PAC.
Vejamos um pouco:
Na França nenhum agricultor está entre os 24 beneficiários das maiores ajudas, as superiores a 5 milhões de euros. Mas está o grupo Doux, uma empresa que vende carne de frango para mais de cem países, recebeu 62 milhões de euros de ajudas. O grupo Louis Viton, que fabrica artigos de luxo, recebeu para o fabrico do seu conhaque uma quantia fabulosa. Na Espanha as maiores ajudas foram para os grandes agrários da Andaluzia, só a duquesa de Alba, uma das muitas pertencentes ao «beautifull People» espanhol recebeu de ajudas para uma herdade que possui, perto de 2 milhões de euros.
Na Inglaterra, a rainha, uma das mulheres mais ricas do Mundo, juntamente com a sua família de príncipes e duques, receberam milhões de euros de ajudas para as suas grandes herdades. Na Alemanha, quem mais recebeu foram clubes privados de esqui e equitação, e também o magnate da indústria automóvel Wolgang Porshe. Na Dinamarca, o príncipe Joaquim recebeu aproximadamente 300 mil euros também para as suas grandes herdades.
Meia dúzia de milionários europeus, e não só, consta que multinacionais de outros países também receberam dinheiro, usufruíram de ajudas, mais que os pequenos e médios agricultores de toda a União Europeia.
Atrevo-me a dizer, com razão ou sem ela, que esta será uma das principais razões, senão e a primeira, da desertificação do nosso Concelho. Temos que recordar que Portugal faz parte da União Europeia, e o Concelho do Sabugal faz parte de Portugal, ou não será?
Leitor(a), vote ou proteste, mas Domingo não fique em casa.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com
1 de Junho. Dia Mundial da Criança. No concelho do Sabugal as comemorações decorreram à sombra das muralhas protectoras do Castelo mandado construir por el-Rei D. Dinis e no Estádio Municipal.
Após a 2.ª Guerra Mundial as populações dos países que se envolveram no conflito viviam muito mal, em especial as crianças. Em 1950 a Federação Democrática Internacional das Mulheres propos à ONU que fosse criado um dia dedicado às crianças de todo o Mundo. A proposta foi aceite e o dia foi comemorado pela primeira vez a 1 de Junho de 1950. A ONU reconheceu, desde então, a qualquer criança, independentemente da raça, cor ou sexo, o direito a amor e compreensão, alimentação, cuidados médicos, educação, protecção contra todas as formas de exploração e a crescer num clima de Paz.
Em 20 de Novembro de 1959 estes direitos foram passados para o papel e legalmente aprovada a «Declaração dos Direitos das Crianças» com uma lista de 10 princípios.
Em 1989, a ONU aprovou a «Convenção sobre os Direitos da Criança» com um conjunto de leis para protecção dos mais novos que se tornou lei internacional em 1990.
Comemorações no Sabugal
As crianças em idade escolar do concelho do Sabugal, tiveram à sua disposição o «Castelo Mágico» (jardins-de-infância e 1.º Ciclo) e «Dia Radical (2.º Ciclo).
O «Castelo Mágico» instalou-se no Castelo do Sabugal e permitiu brincadeiras nos insufláveis, atelier de crachás, modeladores de balões, pinturas faciais, cantinho dos artistas, centro de saúde a brincar e hora de desporto. O programa incluiu uma visita à exposição «Tree Parade 2008», o espectáculo «Vladimir e Titusca» e largada de balões.
O «Dia Radical» teve lugar no Estádio Municipal e incluiu actividades tão diversas como escalada, rappel, slide, atelier de física e de química e insufláveis.
| GALERIA DE IMAGENS – 1-6-2009 |
| Fotos Kim Tomé (Tutatux) – Clique nas imagens para ampliar |
Veja a galeria completa de imagens de Kim Tomé (Tututax) Aqui.
jcl
O Comando Territorial da Guarda da GNR realizou um conjunto de operações de fiscalização no decurso da última semana em todo o distrito, de onde resultaram detenções, apreensões e aplicação de diversas coimas.
Segundo o comunicado semanal da GNR, no dia 27 de Maio realizou-se uma operação em colaboração com
o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a Direcção Geral das Alfandegas e Impostos Especiais Sobre o Consumo (DGAIEC), destinada à fiscalização de transportes pesados de mercadorias, tendo sido fiscalizados 150 veículos pesados. Foram elaborados de 12 autos de contra-ordenação ao Código da Estrada e três autos à legislação ambiental.
Em 28 Maio, o Destacamento Territorial de Pinhel, deteve na localidade de Marialva, Mêda, dois indivíduos de 18 e 25 anos de idade, quando procediam ao furto de ferro velho, avaliado em 500 euros.Os detidos foram presentes ao Tribunal Judicial da Mêda, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
No dia 30 de Maio, o Destacamento Territorial da Guarda, levou a efeito uma operação destinada a fiscalização de estabelecimentos comerciais e fiscalização rodoviária. Na operação foram fiscalizados dois estabelecimentos de diversão nocturna e 56 veículos. Foram detectadas três mulheres estrangeiras em situação ilegal, sendo uma detida e duas notificadas para comparecer no SEF da Guarda. Foi ainda efectuada uma detenção por condução de veículo sob efeito do álcool (taxa de 1,90 gl) e elaborados três autos de contra-ordenação ao Código da Estrada.
Durante a semana, de 25 a 31 de Maio, foram realizadas cinco operações no âmbito da Fitossanidade Florestal, na zona de fronteira com Espanha, direccionadas para a fiscalização do Nemátodo do Pinheiro, tendo sido fiscalizados 249 veículos e elaborados oito autos de contra-ordenação.
No período em análise foram registadas 71 ocorrências de natureza criminal, de entre as quais se
destacam 34 furtos, sendo quatro de veículos, dois em veículos, três em estabelecimentos comerciais e em outros edifícios, quatro em edifícios públicos, oito em residências, quatro em objectos de ferro e Inox e nove outros furtos.
Foram detidos 10 indivíduos em flagrante delito: Dois por condução sem habilitação legal para conduzir, cinco por condução sob o efeito do álcool, um por permanência ilegal no Pais, dois por furto de ferro. Foram ainda detidas seis pessoas em cumprimentos de mandados judiciais.
Foram elaborados 288 autos de contra-ordenação pelas seguintes infracções: 263 à Legislação Rodoviária, 23 à Legislação da Natureza e Ambiente e duas à Legislação Policial.
Registaram-se 36 acidentes de viação, sendo 22 por colisão, 13 por despiste e um por atropelamento. Dos mesmos resultaram dois mortos e oito feridos.
Foram efectuadas 17 Acções de Sensibilização pelos Núcleos Escola Segura (NES), nos Concelhos da
Guarda, Manteigas, Gouveia e Seia subordinadas aos temas «Violência na Escola» e «Cuidados a ter na
Internet». Nas acções estiveram presentes cerca de 370 alunos.
plb
O Museu do Sabugal acolhe, até ao dia 29 de Junho, uma exposição de azulejo «alicatado», que merece a pena ir visitar.
José Freire, natural do Fundão e a residir actualmente em Azeitão, é o autor da exposição de azulejo, que está patente no museu.
As obras ali expostas são fruto de uma técnica muito popularizada nos séculos XVI e XVII, mas que, dada a grande complexidade e morosidade de execução, se foi perdendo no tempo. Essa técnica, chamada do azulejo «alicatado», consiste em agrupar fragmentos de cerâmica vidrada cortados em diferentes tamanhos, formas geométricas e cores, com a ajuda de um alicate, daí o termo «alicatado», o que confere a estes trabalhos uma espécie de simbologia ancestral, riqueza cromática e um enorme sentido cenográfico.
Segundo o texto da nota de apresentação da exposição, editado pela empresa Sabugal+, os últimos vinte anos da vida de José Freire têm sido dedicados à descoberta e aperfeiçoamento da monumental técnica do «alicatado». As suas obras são o resultado dessa dedicação extrema, e também da inspiração colhida em várias correntes da azulejaria.
De entre os trabalhos apresentados na mostra agora presente no Sabugal, elaborados unicamente com pedaços de azulejos (sem utilização de tintas), destaca-se a recriação de pinturas de artistas célebres. Também há desenhos de autores ilustres da literatura portuguesa, designadamente Fernando Pessoa, Camilo Castelo Branco e Luís de Camões, a par com os originais do autor.
plb
Finalmente alguma luz ao fundo do túnel. Os pensionistas que tenham um rendimento abaixo do salário mínimo nacional, neste momento fixado em 450 euros mensais, vão ter menos uma preocupação. O Governo anunciou, em Diário da República, a comparticipação a 100 por cento dos medicamentos genéricos.
Entra em vigor esta segunda-feira, 1 de Junho, o diploma que define a comparticipação a 100 por cento de medicamentos genéricos para pensionistas com rendimento abaixo do salário mínimo nacional fixado, actualmente em 450 euros mensais.
Cerca de um milhão de pensionistas vão sair beneficiados e o Estado irá ter um encargo no valor de 35 milhões de euros. Esta comparticipação total dos medicamentos genéricos para pensionistas com reformas baixas já tinha sido anunciada em Abril, mas é o diploma legal publicado em «Diário da República», no dia 29 de Maio, que põe a medida em prática.
Anteriormente os genéricos tinham vários escalões de comparticipação e também era considerada a sua importância (Vital ou não) mas agora vão ser gratuitos.
Para que esta medida tenha impacto e que resulte num beneficio para os nossos idosos e não só, a acção dos técnicos de saúde vai ser muito importante, pois se estes quiserem podem impedir que, na farmácia, o pensionista troque o medicamento de marca receitado pelo genérico gratuito.
O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, aplaude a decisão do Governo considerando-a uma «medida muito positiva».
«Era altura de se perceber que os pensionistas em Portugal, e há pessoas com reformas muito baixas, precisam de um forte a poio nos medicamentos», disse o bastonário da Ordem dos Médicos em declarações à RTP. «Temos de falar a sério. Ou assumimos que a saúde é universal e gratuita, ou não. E se temos essa solidariedade, temos de a praticar. Se há pessoas que têm reformas abaixo do ordenado mínimo nacional, para quem a factura do medicamento pode significar não comer, é evidente que essas pessoas têm de ser apoiadas pela solidariedade nacional».
Assim, durante um curto período de tempo foram tomadas duas medidas de grande importância para a saúde em Portugal. A primeira foi a redução de preço em cerca de quatro mil medicamentos e agora a comparticipação a 100 por cento dos medicamentos genéricos para todos os pensionistas cujo rendimento total anual não ultrapasse 14 vezes o salário mínimo nacional.
aps
Escrever um título não é fácil. Que o diga quem o tem de fazer praticamente todos os dias. Mas no cinema é bastante comum encontrar títulos em português que pouco ou nada têm a ver com o original. Só na semana passada deparei-me com três.
Confesso que por vezes não sei o que se passa pela cabeça de quem escreve os títulos de filmes em português, mas às vezes gostava de saber.
Na semana passada, durante as minhas viagens cinéfilas, encontrei três títulos que se encaixam na categoria de «mas afinal onde é que estes tipos o foram buscar». E todos os três de décadas bem distantes.
Vejamos:
Exemplo número 1:
Ano – 1925; filme – «Pretty Ladiess», qualquer coisa como as senhoras bonitas em português; título do filme adoptado – «A Mosca Negra».
Exemplo número 2:
Ano – 1981; filme – «Chariots of Fire», em português literal, quadrigas de fogo (de facto, este título se calhar não ficaria muito bem…); título adoptado – «Momentos de Glória».
Exemplo número 3:
Ano – 2008; filme – «Married Life», vida de casado; título adoptado – «Casamentos e Infidelidades».
E a lista podia continuar infinitamente, pois os exemplos são às dezenas, se não às centenas. Estes são apenas os mais recentes e os que mais me deixaram apalermado na hora de decidir em qual dos dois acredito. É que no caso do filme «Pretty Ladies», uma comédia muda sobre uma actriz de enorme talento cuja falta de beleza afasta os pretendentes, o título em português mais parece o de um filme de terror ou série B.
Mas não queria deixar de passar esta crónica sem deixar passar um dos exemplos que mais me tocou, pois este deixou-me à rasca para encontrar as salas onde o filme estava em exibição. Falo de «Lost in Translation», de Sofia Coppola, filha de Francis Ford Coppola (realizador que acaba de mostrar a sua mais recente obra em Cannes), que foi traduzido com o hermético título de «O Amor é um Lugar Estranho».
Pois bem, na altura da estreia eu bem tinha vontade de ver o filme, como vi e é um dos meus favoritos, mas ao procurar o título num jornal, não havia modo do encontrar. E ele estava lá algures, eu sabia. Apesar de ser um filme mais alternativo, as nomeações aos Óscares tinham dado uma boa publicidade à fita e acabou por estrear num bom número de salas. Só depois de algumas passagens na página dos cinemas é que me lembrei daquela bizarria e consegui ver onde o podia.
É caso para dizer, que quem ficou perdido na tradução fui eu.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes
pedrompfernandes@sapo.pt




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