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A análise da factura da água de um conterrâneo que vive no Concelho, leva-me a afirmar, como diria o outro, «não havia necessidade…»
Por vezes pagamos o que pagamos sem termos o cuidado de ler a factura que nos apresentam, e então se falamos de pessoas idosas, muitas vezes sem saber ler e escrever, ou com grandes dificuldades de visão ou mesmo de entendimento, o não ler a factura é quase certo.
Pego então num cidadão pensionista a residir sozinho no Sabugal, que consumiu durante um mês apenas dois metros cúbicos de água, o que significaria pagar, de acordo com o tarifário em vigor, 1,40 euros. No entanto, integram a factura mais 3 taxas – a Taxa de Disponibilidade no valor de 4,01 euros, a Taxa de Saneamento no valor de 0,68€ e por fim uma Taxa de Lixos de 1,11 euros.
Isto é, este idoso, cujo consumo de água é quase residual, paga 5,8 euros de Taxas Camarárias, o que representa quatro vezes o valor do seu consumo de água!…
Saliente-se aliás que todos estes valores eram em 2008 cerca de 2,9% mais baratos, ou seja, sofreram uma actualização muito acima daquilo que se prevê venha a ser a inflação deste ano.
Compreendendo que os cidadãos têm de participar financeiramente nos custos do Serviço Público, será correcta a forma como se estão a definir e a aplicar estas taxas? Numa altura em que tanto se fala de crise e de pobreza, será correcto cobrar 5,8 euros mensais a um idoso que, vivendo sozinho, tem um consumo de água tão baixo?
E quantos idosos sabugalenses estão nesta situação?
A título de exemplo, e consultando o tarifário dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento da Guarda, conclui-se que para o mesmo consumo (2 metros cúbicos), o valor da factura sem IVA seria de 6,05 euros, contra os 7,20 euros no Sabugal (cerca de 20% mais barato).
E não se entrou neste cálculo com tarifas sociais que na Guarda fazem com que até 10 metros cúbicos de consumo um pensionista cujo rendimento seja inferior a duas vezes a pensão mínima, pague o metro cúbico de água a 0,5 euros em vez dos 0,75 euros.
Como tenho repetidamente afirmado, a qualidade de vida das populações, com especial incidência nos idosos de recursos mais fracos, deve ser uma das prioridades dos responsáveis autárquicos.
E diminuir os custos fixos que os mesmos suportam mensalmente deveria ser um objectivo permanente.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
rmlmatos@gmail.com
O Sporting Clube do Sabugal ganhou o último jogo do campeonato distrital da 1ª Divisão de futebol e subiu ao primeiro posto, ex aequo com a equipa da Mêda.
A esperança numa subida à terceira divisão nacional volta a estar na expectativa dos adeptos do Sabugal, após a disputa da última jornada, no passado domingo. Sabugal e Meda, que já tinham os mesmos pontos na jornada anterior, beneficiaram da queda do Aguiar da Beira perante os Vilanovenses, em cujo campo perdeu por duas bolas a uma.
A equipa sabugalense jogou em casa e derrotou o Póvoa do Mileu por três golos sem resposta. Por sua vez o Mêda foi jogar ao campo do Ginásio Figueirense, onde se impôs por duas bolas a uma.
Presentemente o Sabugal soma 59 pontos, os mesmos do clube da Meda, ocupando o Aguiar da Beira a terceira posição com 58 pontos. Está pois ao rubro este final de campeonato, em que qualquer um dos três primeiros clubes da tabela podem sagrar-se campeões e ascender à 3ª Divisão Nacional.
No próximo domingo, dia 10 de Maio, o Sabugal volta a jogar em casa, recebendo o Vilar Formoso. Na última jornada, que se disputa no dia 17 de Maio, o Sabugal jogará no campo do Vila Nova de Foz Côa.
Entre os atletas, técnicos, dirigentes e adeptos, há muita confiança num final feliz do campeonato deste ano. Até ao lavar dos cestos é vindima e o Sporting do Sabugal parece não ter esquecido este rifão popular.
plb
O evolucionismo é um dos «dogmas» da mentalidade moderna relativista, e de que este ano muito se fala, porque nasceu há exactamente 150 anos com o lançamento do livro «A Origem das Espécies» do biólogo e naturalista Inglês Charles Darwin e que tem abalado o mundo científico e religioso no último século e meio.
Segundo a famosa teoria de Darwin, todas as espécies de seres vivos hoje existentes, inclusive o ser humano, evoluíram a partir de um ancestral comum por meio de mutações graduais (variações espontâneas) e da selecção natural (sobrevivência dos mais aptos). Assim, ao longo de um imenso período de tempo organismos vivos simples deram origem a outros mais complexos meramente através de leis naturais intrínsecas, sem intervenção externa sobrenatural.
Rapidamente esta teoria alcançou notoriedade e crescente aceitação. Um dos principais responsáveis por isso foi T. H. Huxley, o indivíduo que cunhou o termo «agnóstico», que utilizou para descrever sua própria posição. Curiosamente, muitos líderes religiosos foram simpáticos à nova teoria. Entre eles, podem ser mencionados Frederick Temple, futuro arcebispo de Cantuária, Lyman Abbott, influente clérigo americano, e Henry Drummond, biólogo e pastor escocês. Para eles, a evolução era um sinal da providência de Deus e de seu contínuo trabalho em sua criação.
Na verdade, se repararmos bem, a teoria de Darwin afirma que o ser mais apto é aquele que sobrevive, e que os que sobrevivem são os que possuem variações favoráveis, ou seja, os mais aptos. Trocando em miúdos, o ser mais apto é aquele que sobrevive, porque aquele que sobrevive é o mais apto! Portanto, como disse certa vez Karl Popper, o famoso filósofo da ciência, a selecção natural é uma tautologia.
Neste sentido, a crença no evolucionismo pode ser apontada como uma das causas do relativismo triunfante em nossos dias, a ponto de Richard Lewontin, um eminente geneticista da Universidade de Harvard e ardoroso defensor do evolucionismo ter chegado a defender que o darwinismo é uma ideologia, um conjunto de ideias às quais a realidade deve se adaptar:
«Nós ficamos do lado da ciência, apesar do patente absurdo de algumas de suas construções, apesar de seu fracasso para cumprir muitas de suas extravagantes promessas em relação à saúde e à vida, apesar da tolerância da comunidade científica em prol de teorias certamente não comprovadas, porque nós temos um compromisso prévio, um compromisso com o materialismo. Não é que os métodos e instituições da ciência de algum modo compelem-nos a aceitar uma explicação material dos fenómenos do mundo, mas, ao contrário, somos forçados por nossa prévia adesão à concepção materialista do universo a criar um aparato de investigação e um conjunto de conceitos que produzam explicações materialistas, não importa quão contraditórias, quão enganosas e quão mitificadas para os não iniciados. Além disso, para nós o materialismo é absoluto, não podemos permitir que o Pé Divino entre por nossa porta.» (Phillip E. Johnson, «Objections sustained», InterVarsity Press, Illinois, 1998, p. 71).
A consequência última disto é que nenhum valor seria absoluto. Nem verdade, nem moral, nem beleza, nem religião, nem dogmas, nada teria estabilidade, pois que tudo estaria sob a lei da evolução, esta sim, tomada como sendo absoluta.
Portanto, o evolucionismo actual, levado à última consequência e sem reservas, é mais do que uma teoria biológica: é um princípio absoluto – um dogma religioso – de uma metafísica relativista. E eis aí uma contradição sintomática e reveladora: o relativismo fundamenta-se num princípio absoluto, que é o da relatividade da selecção natural!
Outros, porém, como o pregador calvinista inglês Charles H. Spurgeon, manifestaram a sua oposição à teoria evolucionista desde o início. Na comunidade científica, com o passar dos anos a teoria evolucionista tornou-se a doutrina universalmente aceite, a posição consagrada pela academia e hoje já extrapolou o campo puramente biológico e é aplicado a tudo: nada mais é considerado estável, pois que se crê que tudo evolui.
O pior é que este conceito de evolução, ao que li algures, nada tem a ver com o de Darwin, pois este não fazia qualquer referência à selecção natural e só foi definido, tal como o conhecemos hoje, no Congresso de Chicago de 1959 sobre o centenário da obra de Darwin, como «um processo unidireccional e irreversível que, no transcurso do tempo, gera novidade, diversidade e níveis de organização mais elevados». (Apud Ossandòn Valdès, Juan Carlos, En torno al concepto de evolución, artigo na revista «Philosophica», de Santiago do Chile, Suplemento doutrinário da revista Jesus Christus, número 50, de Buenos Aires p. 7).
E o mais curioso é que toda a sua teoria parece uma transferência para a biologia do argumento básico de Adam Smith a favor de uma economia racional segundo o qual o equilíbrio e a ordem da natureza não surgem de um controle externo mais elevado (divino) ou da existência de leis operando directamente sobre o todo, mas sim a partir da luta entre indivíduos pelos seus próprios benefícios (em termos darwinistas, pela transmissão de seus genes a gerações futuras através do êxito diferencial na reprodução). (Jay Gould, O Polegar do Panda. p. 56). Resumindo; uma aplicação analógica à biologia de uma teoria social!
Aliás o conceito de evolucionismo, nem foi Darwin que o inventou. Na Antiguidade, a filosofia de Anaximandro e Heráclito – tipicamente gnóstica – já negava a existência de sujeito nas mudanças, afirmando que a única realidade era o mudar, o «vir a ser».
Todas as seitas gnósticas de todos os tempos acreditavam que a divindade era um perpétuo fluir, e que, por isso, toda realidade era mutável. Para os gnósticos o Deus que se apresentou a Moisés – o Deus que se dizia imutável – era o demiurgo criador do mundo material e do mal. Esse Demiurgo mau seria o defensor de falsos valores imutáveis.
(Continua na próxima semana.)
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com
A Santa Casa da Misericórdia de Alfaiates, no concelho do Sabugal, não tinha eleições para a administração do lar desde 1993. As eleições realizadas, em 2008, não foram validadas por D. Manuel Felício, bispo da Guarda. A recente repetição das eleições aumentou a polémica. O programa «Nós por Cá» da SIC esteve em directo desde a Misericórdia de Alfaiates entrevistando alguns dos irmãos que se mostram desagradados com as regras impostas a partir da Guarda.
O maior mercado abastecedor do Oeste Peninsular abre dia 18, em Salamanca. O Mercasalamanca implicou um investimento de 40 milhões de euros e está orientado para agricultores e comerciantes da região centro de Espanha e das cidades portuguesas da Guarda, Viseu, Aveiro, Coimbra e Porto.
O novo Mercasalamanca, maior mercado abastecedor agroalimentar do Oeste Peninsular, vai ser inaugurado no próximo dia 18 de Maio, concluindo um investimento de 40 milhões de euros.
As novas instalações situadas nos arredores de Salamanca, ocupam uma área de 250 000 m2 e passam a comercializar diariamente produtos frescos para o retalho, tais como frutas e hortaliças, peixe e carne.
Ao mesmo tempo, o Mercasalamanca é um centro de negócios agroalimentares orientado para agricultores e comerciantes da Península Ibérica, com enfoque na região centro de Espanha e nas cidades portuguesas da Guarda, Viseu, Aveiro, Coimbra e Porto. As obras de construção do Mercasalamanca iniciaram-se em 2005.
Segundo uma nota da organização, o Mercasalamanca é a opção mais vantajosa e rentável para os retalhistas lusos, dada a excelente relação distância/preço. O Mercasalamanca fica a 50 minutos da fronteira com Portugal, ligado directamente por auto-estrada à cidade do Porto.
Veja o portal oficial do Mercasalamanca Aqui.
jcl
A Câmara Municipal de Trancoso lançou um concurso, onde está previsto o investimento de 1,2 milhões de euros, para a construção do Centro de Interpretação Judaico a localizar na antiga Judiaria de Trancoso. No âmbito da candidatura do Programa de Regeneração Urbana está programada a requalificação do Largo Luís Albuquerque com a instalação de mobiliário urbano adequado e embelezamento.
Decorreu em Trancoso, há cerca de 15 anos, o Primeiro Encontro Internacional da História das Beiras e dos Judeus Peninsulares que reuniu judeus portugueses oriundos das zonas de Guarda, Trancoso, Foz Côa, Moncorvo, Belmonte, Lisboa, Porto, Bragança, Fundão, Covilhã e Coimbra, entre outras. Estiveram ainda presentes elementos de Israel, Estados Unidos, Argentina, França, Bélgica, Espanha, Itália, membros de associações judaicas e das Associação Judaica Rosh Pinah e da Associação de Amizade Portugal-Israel, sedeadas na Guarda, promotores do encontro em parceria com a Câmara Municipal. Na altura foi salientada a importância desta cidade e da sua tradição judaica para a criação de um Centro Interpretativo dedicado à presença hebraica nesta região.
O Centro de Interpretação Judaica Isaac Cardoso que o Município de Trancoso vai construir, com um investimento de 1,2 milhões de euros, tem como objectivos a valorização, registo, defesa e promoção de diversos elementos ligados à cultura judaica, em particular à Comunidade Hebraica de Trancoso.
O presidente da Câmara Municipal, Júlio Sarmento, pretende que este equipamento venha a ser «um lugar de investigação, estudo e debate de ideias, temas e culturas relativas às religiões, mas também sobre a Tolerância, tendo como base um conjunto documental e bibliográfico e promovendo parcerias com entidades nacionais e estrangeiras, nomeadamente do Brasil, Holanda, Espanha, Estados Unidos e Israel com o objectivo de obter o máximo de investigação sobre os Judeus de Trancoso».
A criação de prémios de investigação, publicação de teses e trabalhos de investigação e artigos científicos nesta área em parceria com instituições congéneres, a realização de seminários, simpósios, congressos, dando continuidade às Primeiras Jornadas do Património judaico na Beira Interior realizadas em Trancoso em 2005, visitas de estudo e visitas guiadas vocacionadas principalmente para o turismo cultural e religioso, são alguns dos fins a que se destina o Centro de Interpretação Judaica Isaac Cardoso.
Fernando Cardoso, aliás Isaac Cardoso nasceu no início do século XVII em Trancoso. Foi viver em 1610 para Espanha com a família. Aqui estudou e doutorou-se em Salamanca. Médico, filósofo e defensor do judaísmo, foi uma das figuras proeminentes da época e das personalidades mais ilustres de Trancoso.A autarquia vai, igualmente remodelar a iluminação do Centro Histórico de Trancoso por forma a enriquecer o ambiente o urbano tornando-o mais visível e atractivo. A intervenção corresponde a um investimento estimado em 700 mil euros.
aps
O Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou junto à fronteira de Vilar Formoso um conjunto de controlos móveis, em cooperação com outras entidades, visando a visando o controlo de pessoas e veículos suspeitos.
Segundo o comunicado semanal da GNR, no dia 28 de Abril o Comando Territorial da Guarda levou a efeito uma operação em colaboração com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a Direcção-Geral das Alfândegas e Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC). A acção destinou-se à fiscalização rodoviária e prevenção criminal, tendo sido elaborados seis autos de contra-ordenação por infracções à legislação rodoviária.
No dia 2 de Maio, efectuou-se uma outra operação de controlos móveis multifuncionais na fronteira de Vilar Formoso, com a colaboração da Guardia Civil de Espanha, destinada ao controlo de pessoas e veículos suspeitos. Da acção resultou o controlo de 160 pessoas e a fiscalização de136 veículos, tendo sido elaborados quatro autos de contra-ordenação.
Foram ainda realizadas sete operações no âmbito da fitossanidade florestal, também na zona de fronteira com Espanha, direccionadas para a fiscalização do nemátodo do pinheiro. Foram fiscalizados 361 veículos e elaborados 18 autos de contra-ordenação.
Na semana passada, de 27 de Abril a 3 de Maio, a GNR egitaniense registou 56 ocorrências criminais. Dentre os crimes houve 14 furtos: dois em veículos, dois em edifícios públicos, dois em instituições de solidariedade social, três em residências e cinco outros furtos.
Na mesma semana foram detidos oito indivíduos. três por desobediência à autoridade (recusa efectuar teste Alcoolemia), três por condução sem habilitação legal e dois por mandado judicial.
Foram elaborados 291 autos de contra-ordenação, pelas seguintes infracções: 249 à legislação rodoviária, 37 à legislação da natureza e ambiente e cinco à legislação policial.
Registaram-se 22 acidentes de viação, sendo 13 por colisão e oito por despiste. Dos sinistros resultaram três feridos graves e oito leves.
Efectuaram-se sete acções de sensibilização e demonstração pelos Núcleos Escola Segura (NES) e equipas cinotécnicas, de Cavalaria e Posto de Montanha, nos concelhos da Guarda, Gouveia e Aguiar da Beira, subordinadas aos temas «Segurança Rodoviária» e «Segurança na Escola». Nas acções estiveram presentes 775 alunos 70 professores.
No âmbito das comemorações do 98º Aniversario da GNR o Comando Territorial efectuou, na cidade de Seia, uma acção de demonstração de meios humanos e materiais, afectos à actividade operacional.
plb
A 2.ª Edição da Festa da Pecuária, organizada pela Associação Transumância e Natureza, com o apoio da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo e da Junta de Freguesia de Castelo Rodrigo, vai decorrer no próximo dia 9 de Maio, na Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo. O evento pretende destacar a importância da criação de gado na economia local, com destaque para a existência de produtos de grande qualidade como são o borrego regional, o queijo e o fumeiro. Este certame pretende também lembrar um sector, por vezes esquecido, que interessa modernizar, dignificar e valorizar.
A Festa da Pecuária começa com um passeio equestre que liga Figueira de Castelo Rodrigo à aldeia histórica de Castelo Rodrigo. A música tradicional de gaiteiros e concertinas ouvir-se-á pelas ruas, convidando a população e visitantes a participar na festa.
Ao início da tarde, a aldeia de Castelo Rodrigo será palco do Desfile da Transumância, em que todos poderão participar, acompanhando os rebanhos pelas ruelas do castelo, ao som de música tradicional, com gaitas de fole, bombos, pífaros e concertinas à mistura. O desfile será também animado por personagens rurais do passado, vestidas a rigor e fazendo-nos lembrar a importância ancestral da pastorícia nesta região. Os participantes poderão ainda visitar uma mostra de produtos regionais de qualidade, fazer passeios em burro mirandês e experimentar iguarias regionais num lanche verdadeiramente tradicional, com porco e borrego assados. Já à luz da lua, a festa segue com Sebastião Antunes Trio, com canções que nos recordam histórias e sons antigos da terra.
A pecuária é um dos sectores de actividade mais importantes da comunidade rural da região de Riba-Côa, na qual se insere o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.
A presença de um importante efectivo pecuário neste concelho tem raízes muito antigas, nomeadamente a partir da Idade Média, com os Monges de Cister do Convento de Santa Maria de Aguiar, grandes promotores da criação de gado. Durante grande parte do século XX, o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo passou a ser uma referência pela grande quantidade, qualidade e diversidade de animais de criação. Mereciam destaque a ovinicultura e a produção mulateira, sendo este concelho o maior centro de produção e venda na região Beirã. A actividade pecuária chegou saudável até aos dias de hoje, com 20000 ovinos e perto de 1000 bovinos, que se distribuem neste concelho por quase três centenas de explorações agro-pecuárias.
Apesar dos altos e baixos que esta actividade tem sentido durante as últimas décadas, a pecuária continua a ser determinante para a vida de centenas de agricultores. A sua sobrevivência dependerá da modernização das práticas e do fomento à produção dos alimentos de grande qualidade que dela derivam (queijo, leite, carne e fumeiro).
Para além destes produtos, a pecuária apresenta hoje potencialidades para relacionamento com outros aproveitamentos socio-económicos, nomeadamente a animação turística, a protecção florestal, a silvo-pastorícia e a gestão de espécies e habitats naturais.
António Monteiro
Porque se há-de dizer a verdade, se é mais benéfico dizer a mentira?
Li num jornal uma entrevista ao sacerdote, político, artista, poeta e escritor, Ernesto Cardenal, um nicaraguence que neste momento está proibido de se manifestar no seu País, a Nicarágua. Proibido de se manifestar através da palavra ou de qualquer outra maneira, sobre questões políticas, económicas e sociais, está condenado ao silêncio. Lembrei-me então das cinco maneiras usadas pelas actuais democracias ocidentais quando querem silenciar algum dissidente do sistema. Se não conseguem marginalizá-lo, por qualquer motivo, actuam da seguinte maneira:
1 – Compra-se com um bom «tacho» e promessa de muito mais, para estar calado. Mas se esse dissidente é de elevada verticalidade moral e não está à venda?
2 – Nos meios de comunicação arremete-se contra ele com toda a contundência. Numa atitude democrática, claro…Não desiste?
3 – Começam os golpes baixos, as calúnias e a ridicularização. Coisa muito usada nas ditaduras, mas nessas é a ferro quente, por aqui é muito mais suave, mas não menos real. Ainda não desiste?
4 – Convida-se para um debate, num órgão de comunicação, de preferência na televisão. Se vai é esmagado por um qualquer politicamente correcto, ajudado pelo moderador do debate. Apresentam falsas estatísticas, coisas estéreis, generalidades vazias. O dissidente defende-se com a realidade. Essa quase ninguém a conhece. Não vai ao debate porque sabe que aquilo é uma farsa? É um cobarde que só fala de cor. Mesmo assim ainda não está derrotado animicamente?
5 – Criminalização da rebeldia. Um dia é processado por algo que afirmou acerca de um senhor qualquer do sistema, condenado primeiro pela comunicação social, depois pelos tribunais.
Nas ditaduras, as vitimas são reabilitadas quando essas ditaduras caem. Nestas actuais democracias não há vítimas, era impensável, há gente que não se consegue adaptar…
Quando me refiro a democracia, refiro-me a esta que presentemente o Ocidente adoptou. A do accionista e banqueiro. A do poder económico. Não me refiro à Democracia da dignidade e do respeito pelos cidadãos, Democracia onde são estes últimos que escolhem os seus governantes.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com
Realizou-se no passado dia 1 de Maio, na Rapoula do Côa, uma caminha, intitulada «Caminhada… nas pegadas do Cró». Esta actividade foi da responsabilidade da ARCÔA-Associação da Freguesia, com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e da Junta de Freguesia da Rapoula do Côa.
A caminhada realiza-se, normalmente, no mês do Agosto, mas devido ao calor e ao grande número de actividades que se realizam por essa altura, decidiu-se antecipar. De facto foi uma decisão acertada, tendo em conta que a natureza por esta altura proporciona grandes paisagens.
Actividade superou as expectativas da organização, tendo em conta o número de participantes. Cerca de 110 pessoas escolheram os trilhos do Cró, para uma manhã desportiva e de convívio.
Assim, por volta das 9 horas da manhã, começaram a aparecer as primeiras pessoas no local da concentração para, meia-hora mais tarde se dar inicio à caminhada em direcção às Termas do Cró, local escolhido para o reforço alimentar.
Depois de uma pequena pausa retomámos o caminho quase sempre junto ao rio Côa até chegar à praia fluvial do Giestal-Rapoula, para o merecido almoço.
Durante o almoço, em conversa com os presentes, fomos recebendo feebacks positivos em relação à caminhada e relativamente ao percurso escolhido, alimentação e organização.
Marco Capela
A única prova portuguesa pontuável para o Campeonato Europeu de Montanha decorre mais uma vez na Serra da Estrela entre os dias 8 e 10 de Maio. A Rampa Internacional de Portugal – Serra da Estrela é a segunda prova do Campeonato Europeu antecedendo a competição de Oviedo (Espanha).
Tal como em anos anteriores, a edição de 2009 da Rampa Internacional de Portugal – Serra da Estrela vai contar com alguns dos principais candidatos ao título Europeu de Montanha.
O espectáculo da velocidade está assegurado e conta mais uma vez com apoio do canal televisivo internacional Eurosport.
Desde 1999 que a Rampa Internacional da Serra da Estrela tem conquistado o prestígio de ser a única prova pontuável para o Campeonato Europeu de Montanha a decorrer em Portugal.
A competição tem conquistado um público internacional que segue o Campeonato Europeu de Montanha e que valoriza as características da prova portuguesa.
Nos últimos três anos o número de turistas entusiastas da modalidade cresceu de forma acentuada na região de acordo com os números confirmados pela taxa de ocupação hoteleira.
Espanha continua a ser o principal país emissor de turistas/adeptos representando já cerca de 60 por cento do público da Rampa Internacional da Serra da Estrela.
aps
Ir ao IndieLisboa (Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa) é já uma tradição. Como este texto está a ser escrito antes do final do evento, aproveito para falar das edições passadas. Para a semana um resumo da edição deste ano.
O IndieLisboa foi criado em 2004 pela organização «Zero em Comportamento», uma associação cultural ligada ao cinema que durante algum tempo programou ciclos de cinema bastante interessantes no Cine-Estúdio 222. Esta foi também uma sala que me ajudou muito a gostar de cinema, apesar de não ter ido lá muitas vezes e as condições não serem as melhores. Por lá passaram ciclos dedicados aos mais variados realizadores e temas, desde Tim Burton aos irmãos Coen, passando pelo mítico Ed Wood, considerado como o pior realizador de sempre.
Um dos filmes que mais me agradou foi um documentário sobre os Sex Pistols, que retratou aquela época sob a perspectiva de uma banda que não queria nada a não ser protagonismo. Foi a desmistificação de uma das bandas mais faladas dos anos 70, nem sempre pelos melhores motivos.
Na sequência destes ciclos, com alguma popularidade entre os fãs de cinema que não gostam apenas das estreias comerciais, surge o Indie. Primeiro numa edição mais pequena, apenas no São Jorge, e posteriormente aumentando de dimensão, ocupando diversas salas e tornando-se actualmente um dos maiores festivais de cinema de Lisboa.
Este evento foi também palco para grandes descobertas para mim. Logo na primeira edição fiquei a conhecer o realizador de Hong Kong Johnie To, alvo de uma retrospectiva na edição de 2008, que nunca teve direito a estreia em salas portuguesas, infelizmente. Mesmo tendo realizado alguns dos melhores filmes de acção que eu já vi. Não me posso esquecer de cenas como um tiroteio no lobby de um hotel, entre gangsters e mercenários no excelente Exiled, que dura o exacto momento em que uma lata é atirada ao ar. Simplesmente genial.
Através do Indie conheci cinemas dos mais variados pontos do globo, da Europa de Leste à América Latina, passando pela Ásia. Além de realizadores como o já citado To ou Errol Morris, um documentarista com uma grande notoriedade lá fora e que poucos conhecem por cá. Foi com ele que conheci as ideias de Robert McNamara, uma personalidade histórica que esteve envolvida em eventos como o lançamento das bombas atómicas no Japão ou na própria guerra do Vietname, sempre por detrás da cortina.
E como o artigo já vai longo, as minhas andanças pelo Indie ficam por aqui. Para a semana fica prometido, um resumo sobre a edição deste ano.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes
pedrompfernandes@sapo.pt
Surgidos em 1980, os Roxigénio eram do Porto. A comandá-los estava o vocalista António Garcez, que tinha estado nos «Psico» e nos «Arte & Ofício», duas das principais bandas de Rock, da década de 1970, em Portugal.
Outro dos membros dos Roxigénio era o guitarrista Filipe Mendes (actualmente conhecido como Phil Mendrix), outro nome mítico do Rock português, já que pertenceu aos Chinchilas, um conjunto dos anos 60 e, depois, aos Heavy Band e Psico.
Os Roxigénio cantavam em inglês. António Garcez foi uma das figuras mais polémicas do boom do Rock português, na década de 1980, quando os Roxigénio correram Portugal a dar concertos. Embora ele e os restantes membros da banda não tivessem aparecido com o boom, até porque cantavam em inglês (contra a corrente), foi nesta época que conseguiram o seu maior destaque. Garcez chegou a ser considerado o melhor vocalista português, nesses tempos. Além disso, António Garcez produzia algumas declarações polémicas nos meios de comunicação social, como aquela em que afirmou que os Roxigénio estavam vinte anos à frente de Rui Veloso.
António Garcez vive, hoje, nos Estados Unidos. De vez em quando mantenho contacto com ele, através de correio electrónico.
Apresentaram-se ao vivo no dia 13 de Novembro de 1982, na vila do castelo de cinco quinas.
O concerto no Sabugal realizou-se num pavilhão, onde funcionava uma serralharia, à saída para Vilar Formoso, uma vez que o Cine-Teatro já não reunião as condições mínimas de segurança. Por isso, e como esse pavilhão já era fora da área urbana da então vila, quem fazia a segurança era a Guarda Republicana e não a Polícia, como acontecia nos restantes Bailes de Finalistas a que assisti, no Sabugal.
A sua formação, aquando do concerto do Sabugal, era constituída por António Garcez (voz), Filipe Mendes (guitarra), Fernando Delaere (baixo), Hipo Birdie (bateria) e Frederic (guitarra).
Os Roxigénio já tinham editado três álbuns e um single, aquando da sua presença no Sabugal.
Este foi, aliás, um dos últimos concertos da banda, antes de dar por findas as suas actividades.
Lembro-me que era uma noite muito fria e havia algum nevoeiro.
O pavilhão estava a abarrotar. O palco era bastante alto e não era muito grande. Antes do concerto com os Roxigénio actuaram os Vector, uma banda de covers, que tocava muitos temas em voga na época e não só. Lembro-me bem de tocarem alguns temas de uma das bandas minhas preferidas, que eram os Tom Robinson Band.
O concerto dos Roxigénio iniciou-se com «Stiff Nicked Obstinated», um dos maiores sucessos do grupo. Abruptamente, Garcez fez um gesto e mexeu nas cordas da guitarra de Filipe Mendes, tendo este terminado de tocar o tema. Penso, que nesta época ainda não se usavam as set lists ou alinhamentos, que hoje, os grupos colocam no palco. Era tudo mais à base do improviso.
Assim, o concerto recomeçou com outros temas , tais como «My Vocation», «Rock’N’Roll Men», «A Respectable Man», «Lili», «Dizzy Miss Susie», «I’ll Find The Way» ou «What Can I Do?», todos originais da banda, e editados nos seus discos.
Para o final foi, então, reservado o tema «Stiff Nicked Obstinated», que Filipe Mendes tinha só começado, no início do concerto. Foi um concerto bastante bom.
Nas imagens podemos ver o bilhete do concerto e uma fotografia onde estou eu, o meu irmão e outro rapaz do Soito, no concerto dos Roxigénio, no Sabugal. Dá para ver as colunas de som dos Roxigénio, lá atrás.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte
akapunkrural@gmail.com
«Viagens na minha infância» poderia titular-se ainda «Nostalgia da Pequena Pátria». Assim interpretamos o significado das «lembranças romanescas» ordenadas no recente livro de Joaquim Tenreira Martins, natural da freguesia de Vale de Espinho, no concelho do Sabugal, junto ao ainda criança Rio Côa, mas residente na Bélgica há mais de 30 anos e onde constituiu família.
Tivemos o grato prazer de um primeiro encontro, há pouco tempo atrás, na freguesia de Fóios (Sabugal) onde o Centro Cultural levou a efeito um Encontro de Escritores das Terras do Côa. Na memória ficou-nos então o excelente estudo que ele apresentou acerca dos episódios das invasões francesas nas terras de Riba Côa, episódios esses que não foram menores, uma vez que, do ponto de vista militar, Almeida era o alvo e também Almeida se situa em Riba Côa.
A infância que define a temporalidade deste livro é decerto a que medeia entre 1950/1960, uma vez que o autor, nascido em 1945, desse ano e pouco mais seria difícil possuir uma clara memória, par além da circunstância familiar, em que avulta a personalidade de seu pai, que teve a profissão de alfaiate (mas que também praticava a venda nas feiras e mercados da raia cudana) e em cuja oficina se reuniam várias pessoas da aldeia, que transformavam a alfaiataria em «tertúlia do saber». Para a criança, que então era Joaquim, terão surgido os primeiros clarões acerca de uma realidade maior do que a da sua aldeia, mas não muito para além dela, definindo-se um território minúsculo, em que assumem significação social e geográfica, as aldeias circunvizinhas (Quadrazais, Soito, os «pueblos» para lá da Serra das Mesas, já Castela, a «ancha Castilla». E a Serra da Malcata, o acidente orográfico, mas ainda o espaço de trânsito (das aventuras dos contrabandistas) e de artesanato indústrial, qual a do fabrico de carvão de torga, desde o Alambar até aos redutos da Quinta do Major, ou Quinta dos Pinharandas. Estamos perante uma autobiografia, de modelo memorialístico, em que o escritor não se contempla a si mesmo, nem se torna centro de acção, mas se restringe a espectador convivencial, pois nas pequenas comunidades, todos e cada um acabam por ser comparsa dos acontecimentos, dos gostos e desgostos, e dos tempos e dos sítios.
O autor ordena as lembranças em quatro partes. Na primeira, as memórias da infância de quanto ouvia de seu pai; na segunda, intitulada «Os Mitos e os Medos», espaço para fixar os sítios míticos, por vezes fantasmagóricos, as histórias de bruxas, as aventuras de povos móveis como os ciganos, os invernos e as histórias populares acerca dos lobos que desciam da serra; na terceira parte, uma evocação de árvores e de homens: o álamo, e, como árvores em pé, o mítico dr. Armando do Soito (acerca de quem se narravam as mais inverosíveis aventuras cirúrgicas, sem um mínimo de condições) ou do sr. Valente, que levava o seu circo às distantes terras da Raia.
As Memórias terminam com um registo dos usos e costumes e interesses de uma criança – as festividades, as capeias raianas, o pião de amieiro e, também sinal de crescimento, a descoberta do mundo além, a começar por Castela.
Autobiografia parcial quanto ao tempo, ela constitui um registo saboroso da vida quotidiana numa remota aldeia de Riba Côa, cujos usos e costumes permaneceram inalterados e impermeáveis às novidades de fora, incluindo a tradição linguística, pois, embora no quadro ribacudano existissem uma «fala» comum, esta não impedia as «falas» particulares. E, como o autor regista as memórias em conformidade com a fala, encerra o livro com um glossário. De certeza que, hoje em dia, mesmo em Vale de Espinho, as novas gerações necessitam deste glossário para entendimento do que lêem. Tudo muito belo, notamos, porém, a falta de uma ou duas páginas relativas à memória de Carlos Marques, o geógrafo do Côa, que passava as férias na sua aldeia natal e do Zé Margarido, caçador sem descanso.
Esperamos, agora, por um segundo volume, o das viagens à adolescência.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes
pinharandagomes@gmail.com
Nuno de Montemor, escritor, natural de Quadrazais, é mais conhecido pelo livro de índole regionalista «Maria Mim». No entanto escreveu também, em verso branco, uma sentida homenagem à mãe, intitulado «Quando se tem Mãe», que dedicou: aos felizes dos que têm mãe, saudosos dos que um dia a tiveram, e aos desgraçados dos que nunca a conheceram.
Também uma das preocupações de Júlio Dinis, foi o não esquecer nunca a sua mãe, que perdeu na idade de menino. Foi com ternura que se refere à expressão maior e mais nobre que existe nos dicionários de todas as línguas, criticando já na altura o degradar do papel de mãe na sociedade.
São dele os seguintes pensamentos de há cerca de 150 anos:
«…que da maneira porque as coisas vão, cedo veremos desaparecer da cena social, essa poética e amável entidade, esse tipo afectuoso e cândido a que chamamos Mãe, a mulher sublime, que desde que o mundo é mundo, tem inspirado tantos escritores e artistas, que tem sido o anjo da guarda das frágeis criancinhas, a confidente natural dos primeiros segredos do coração, a fada que pela magia do seu amor extremo serenava a revolta das paixões; essa mãe tende a desaparecer; mais algum tempo e tornar-se á lendária; não as encontrará junto desse berço donde a moda terá conseguido arrancá-las para as substituir pelas amas mercenárias; depois vem a época da educação e esta exige cuidados e atenções, para as quais falta a paciência á nervosa dama. Que sem grandes prejuízos dos negócios do toucador, se não poderia entregar a eles; a preceptora é um tipo exótico e de procedência britânica que eu do coração detesto; a directora do Colégio não gasta tempo nas delicadas e metafísicas sondagens das consciências sempre que a rebelião, se não revela em actos, embora esteja presente nos espíritos; a Mestra é quando muito como o director de uma oficina de fundição que recebe de fora, os moldes em que tem de vazar os metais mais diversos, confiados aos seus cadinhos e procede a essa obra com escrúpulo, mas sem inspirações, a Mãe é o artista que a golpe de cinzel vai modelando, vendo-a a sua obra a tomar vulto e expressão.»
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
O Capeia Arraiana deseja a todas as mães um dia muito especial.
As 13 freguesias portuguesas que têm «Ponte» no nome reúnem este fim-de-semana em Ponte da Barca, num encontro em que debaterão os problemas e desafios colocados actualmente ao poder autárquico local. A freguesia de Aldeia da Ponte, no concelho do Sabugal, é uma das delegações convidadas para marcar presença no Minho.
A anfitriã do III Encontro Nacional de Pontes é a Junta de Freguesia de Ponte da Barca. A iniciativa decorreu em 2007 em Ponte de Rol (Torres Vedras) e em 2008 em Pontével (Cartaxo). Além destas, estão ainda presentes Aldeia da Ponte (Sabugal), Ponte de Lima (Viana do Castelo), Ponte de Sôr (Portalegre), Ponte de Vagos (Vagos), Ponte de Vila Verde (Guimarães), Vila da Ponte (Sernancelhe), Vila da Ponte (Montalegre), Regueira de Pontes (Leiria), Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra (Setúbal) e Ponte (Braga).
«O objectivo principal é a troca de experiências e o debate em torno dos problemas e desafios colocados actualmente ao poder autárquico local, mas a iniciativa serve também para promover intercâmbios culturais e proporcionar momentos de lazer e convívio», disse fonte da organização ao jornal «Correio do Minho».
Os participantes terão oportunidade de visitar o concelho de Ponte da Barca e o Parque Nacional da Peneda-Gerês e assistir à actuação de bandas musicais e grupos folclóricos.
Paralelamente a este encontro, decorre também este fim-de-semana, em Ponte da Barca, a Festa das Tradições, que mostrará o melhor da gastronomia e do artesanato do concelho.
A festa inclui ainda jogos tradicionais, danças e cantares regionais, rusgas, exposições e malhadas.
jcl
Reflexos Crepusculares nas salinas da Ria de Aveiro.
«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com
No domingo passado, dia 26 de Abril, deslocámo-nos a Santo Estêvão, Benavente, para escolher os touros para a capeia anual da Casa do Concelho de Sabugal, a realizar na Praça de Touros do Campo Pequeno, no próximo dia 6 de Junho, como já é do conhecimento geral.
Como sempre, o Sr. José Dias recebeu-nos na sua quinta com a habitual simpatia, oferecendo o almoço à comitiva, desta vez acompanhada por alguns elementos da Banda Filarmónica de Benavente, que irá acompanhar e abrilhantar a Capeia, à semelhança de alguns anos atrás, fruto de uma amizade entre esta Banda e a Casa do Concelho do Sabugal.
Depois do almoço, com a disponibilidade total do ganadeiro, por ali deambulámos em busca dos touros, espalhados pelo campo, a fim de podermos escolher os que nos pareceram melhor para este espectáculo.
Todos sabemos, que nem sempre se consegue atinar nas escolhas por completo, isto é, só depois da decisão e esperados ao Forcão, saberemos se a selecção foi acertada ou não.
Com a colaboração dos elementos da Banda de Música, divulgamos algumas fotos dos touros, bem como dos elementos, junto do Sr. José Dias, em Santo Estêvão.
Dia 6 de Junho, no Campo Pequeno, veremos se a fortuna nos acompanhou no escrutínio dos animais para esta Capeia Sabugalense.
Será a XXXI edição organizada pela Casa do Concelho do Sabugal na grande região lisboeta, onde esperamos, mais uma vez, uma boa afluência de arraianos, bem como muitos outros, que já se renderam à emoção e beleza deste espectáculo, oriundo da raia do Concelho.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
A Bienal do Azeite ‘09 – II Feira Nacional organizada pela Câmara Municipal de Castelo Branco, pela Associação Portuguesa de Azeite da Beira Interior e a Confraria do Azeite, em parceria com a Casa do Azeite decorre na Praça da Devesa na cidade de Castelo Branco, de 29 a 31 de Maio, e apresentará um conceito diferenciado de promoção do sector do azeite.
História, ambiente, cultura, economia e política, ou seja, todo um país apaladado por um produto de origens e sabedorias ancestrais – o azeite. A Bienal do Azeite’09 – II Feira Nacional de Castelo Branco conta com mais de 100 expositores que representam cerca de 48 milhões de litros de azeite e espera 60 mil visitantes durante os três dias do certame.
O evento de carácter nacional pretende articular estratégias de espaços, ambientes e actividades múltiplas, promovendo o encontro e partilha de saberes entre os diversos profissionais de sector e os consumidores em geral. Através de uma visão global e representativa do sector, a Bienal ‘09 espera conquistar uma posição de destaque no universo do azeite em Portugal.
Ao longo dos três dias, os principais espaços criativos da Bienal ’09 – Espaço Regional «Beira Baixa», Espaço Portugal e Espaço Mundo – localizados no coração de Castelo Branco, irão proporcionar a todos os visitantes momentos de lazer, conhecimento, convívio e negócios. Nestes espaços estarão representados os produtos regionais (nas vertentes gastronómica, artesanal, entre outras), as regiões portuguesas de azeites de Denominação de Origem Protegida (DOP), os produtores e embaladores nacionais, as áreas temáticas ligadas à produção, mercado, inovação e desenvolvimento do azeite.
A Bienal ‘09 conta ainda com actividades interactivas no Espaço Infantil/Biblioteca Municipal (envolver as crianças na temática do azeite e dos seus benefícios), a Praça Alimentar (espaço que coloca à disposição dos visitantes iguarias regionais) e o Palco (espaço dedicado à música local, regional, nacional e mundial. Camané e Oquestrada são os nomes fortes do cartaz.
Os Momentos Bienal ‘09 integram a Feira do Livro e Exposição de Fotografia sobre o azeite, passeio de Carros Antigos «Rota dos Lagares» (visita a lagares de azeite da região), cozinha ao vivo, workshop provas de Azeite, tibórnia gigante (pedaços de pão, acabados de cozer, embebidos em azeite, alho e sal ou em açúcar… iguaria tradicional na maior tibórnia do mundo), concurso de Azeite, prova de BTT (uma rota pelos olivais de pura adrenalina) e o comboio do Azeite, de Santa Apolónia a Castelo Branco, a paisagem convida à contemplação e fascínio pela riqueza do olival da linha da Beira Baixa.
aps


A homenagem inclui a inauguração de um busto da antiga autarca, que ficará instalado no Largo de S. Francisco, no centro da aldeia. O acto foi decidido pela Assembleia de Freguesia do Casteleiro e o programa iniciar-se-á ao meio-dia, com a celebração de uma missa por alma da falecida, seguindo-se depois o descerrar do busto, e algumas intervenções públicas.

O Torneio Internacional de Barcelos começa a ser uma competição «talismã» para o Sabugal, pois este ano na sua terceira edição, Carla Vaz em -57kg, subiu ao pódio com a medalha de prata, consolidando mais uma vez a sua presença no Ranking Nacional de Seniores e garantindo a sua participação, em Novembro, no Campeonato Nacional de Seniores em Novembro.
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