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O ministro da Agricultura, Jaime Silva, afirmou em Santarém no Encontro Nacional de Caçadores que as verbas para as associações da caça já está a ser distribuído.

JavaliAs boas notícias para os caçadores não se fizeram esperar durante o 17.º Encontro Nacional de Caçadores que decorreu em Santarém integrado na 21.ª edição da Expocaça.
O ministro da Agricultura, Jaime Silva, anunciou que os 2,5 milhões de euros da verba que resulta de 30 por cento das receitas obtidas com a emissão das cartas de caçador iriam começar já esta semana a serem distribuídas.
Estes valores vão servir para acções de formação aos caçadores e também para que as associações possam desempenhar tarefas que anteriormente cabiam à administração central.
O Ministro foi, também, confrontado por Jacinto Amaro, presidente da Federação Portuguesa de Caça (Fencaça), sobre a necessidade de criação de um serviço específico dentro do Ministério da Agricultura para que os processos com as organizações de caçadores se tornem mais rápidos nas suas resoluções.
O Ministro aceitou que a Autoridade da Floresta Nacional (AFN) não consegui cumprir o que estava acordado e daí a demora, mas que agora já estavam criados todos os mecanismos que fariam com as situações fossem mais rapidamente resolvidas.
No final deste encontro Jacinto Ramos mostrou-se bastante satisfeito com os progressos anunciados pelo ministro e a comprová-lo está a primeira ordem de transferência já efectuada.
Regressa assim a paz entre as associações de caçadores e o Governo.

Mais informações relativas à época de caça Aqui.
aps

O V Congresso de Arqueologia do Interior Norte e Centro de Portugal decorre entre 13 a 16 de Maio nos concelhos de Pinhel, Mêda, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa.

Estátua Menir em LongroivaOs municípios da Beira Interior Norte, Pinhel, Mêda, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa, participam, entre os dias 13 e 16 de Maio, no V Congresso de Arqueologia do Interior Norte e Centro de Portugal.
No programa destaca-se na quinta-feira, 14 de Maio, a sessão «Pré-História e Romanização» na Casa Municipal de Cultura da Mêda, organizada pela ACDR de Freixo de Numão, pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa e a Associação Para a Promoção da Arte e Cultura do Vale do Côa e Douro Superior.
O presidente do Município da Mêda, João Mourato, destacou «a importância desta realização de grande alcance cientifico e histórico, favorável ao debate, estudo, encontro de ideias e soluções para um dos vectores importantes que integram a nossa afirmação como povo: a nossa História». «Porque não presente sem passado e não há futuro sem compreendermos ambos. A dimensão e a riqueza que os sítios arqueológicos, os monumentos, os testemunhos legados pelo passado, as manifestações culturais, artísticas, enfim, um património colectivo que nos honra, merecem ser estudados e divulgados e transmitidos às novas gerações para que também elas alicercem o seu futuro», acrescentou ainda o autarca da Mêda.
Entre os participantes no colóquio da Mêda estão, entre outros, especialistas como Francisco Sande Lemos e Cala Braz Martins, Pedro Carvalho, António Sá Coixão, Pedro Pereira e Pilar Reis.
Na parte da tarde e antes do debate final intervêm Marcos Osório e Paulo Pernadas explicando os «Indícios de vitrificação da muralha proto-histórica do Sabugal Velho».
As jornadas na Mêda encerram com uma visita guiada ao sítio arqueológico do Vale do Mouro (Coriscada).
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A comissão organizadora da «Bienal do Azeite ’09 – II Feira Nacional» apresenta esta quarta-feira, 13 de Maio, na Assembleia da República um conjunto de necessidades e perspectivas para o sector do azeite em Portugal.

Bienal do Azeite 09Após o debate quinzenal terá lugar uma prova comentada de degustação de azeite e produtos tradicionais, com a presença do chef Chakall, que tem como objectivo degustar azeites de várias regiões, ensinando a distinguir as suas particularidades e diferenças e, simultaneamente, apresentar o projecto Bienal do Azeite ’09 – II Feira Nacional.
Representantes da Câmara Municipal de Castelo Branco, da Confraria do Azeite, da Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior (APABI) e da Casa do Azeite, reúnem-se com a Sub-Comissão de Agricultura, presidida pelo deputado Miguel Ginestal, para discutirem o desenvolvimento sustentável do sector. Ao final da tarde, no restaurante da nova ala da Assembleia da República, a comitiva da Bienal do Azeite ‘09, proporciona aos deputados um momento de descontracção gastronómica através de uma prova comentada de degustação de azeite de várias regiões do País.
Subdividido por regiões de produção reconhecidas como Denominação de Origem Protegida (DOP) – sendo as regiões do Alentejo e Trás-os-Montes as mais representativas, seguidas pela Beira Interior e Ribatejo – o mercado do azeite em Portugal atravessa uma fase de fortes oportunidades a nível nacional e internacional. A discussão de estratégias futuras e debate sobre as principais questões que actualmente preocupam o sector constitui o mote para este encontro que contará, de igual modo, com representantes de todas as regiões produtoras de Portugal.
Os países produtores da União Europeia, entre os quais se encontra Portugal, são responsáveis por 76 por cento da produção a nível mundial, segundo os dados do sector da Casa do Azeite, o que aumenta a responsabilidade de todos os envolvidos na produção nacional deste produto, em apostar no aumento do consumo e em criar campanhas, também levadas a cabo pela União Europeia, que comuniquem os benefícios do azeite para a saúde.
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O evolucionismo é um dos «dogmas» da mentalidade moderna relativista, e de que este ano muito se fala, porque nasceu há exactamente 150 anos com o lançamento do livro «A Origem das Espécies» do biólogo e naturalista Inglês Charles Darwin e que tem abalado o mundo científico e religioso no último século e meio.

João ValenteNos séculos XVII e XVIII, com o recrudescer do gnosticismo, que se alimentou no cabalismo gnóstico de Jacob Boehme, espalhou-se nos meios místicos e esotéricos, a ideia de evolução universal. Para essas seitas cabalistas e gnósticas, o processo de auto-manifestação de Deus incluiria não só o universo, mas também a História e contagiou até a Teologia com alguns pensadores da Igreja como Teilhard de Chardin que defendeu ser a evolução «uma condição geral à qual se devem dobrar todas as teorias, todas as hipóteses, todos os sistemas; uma condição a que devem satisfação doravante para que possam ser tomadas em consideração e para que possam ser certas.» (in O fenómeno Humano, p. 245).
Julian Huxley, por sua vez, mostra como o dogma da evolução se impôs como o fundamento do moderno relativismo:
«No tipo de pensamento evolucionista, não há lugar para seres sobrenaturais (espirituais) capazes de afectar o curso dos acontecimentos humanos, nem há necessidade deles. A terra não foi criada. Formou-se por evolução. O corpo humano, a mente, a alma, e tudo o que se produziu, incluindo as leis, a moral, as religiões, os deuses, etc., é inteiramente resultado da evolução, mediante a seleção natural.» (Cfr. Huxley, J. Evolution after Darwin, p. 246, apud Ossandòn Valdès, Juan Carlos, En torno al concepto de evolución, artigo na revista Philosophica, de Santiago do Chile, Suplemento doutrinário da revista Jesus Christus, número 50, de Buenos Aires).
Cremos que estas afirmações de Teilhard de Chardin e de Huxley sejam suficientes – além do exame do que ocorre hoje – para confirmar o que dissemos acima: o evolucionismo tornou-se o dogma fundamental do relativismo moderno.
Mas o evolucionismo tem suscitado debates não só entre ateus e crentes, mas inclusive entre os próprios cientistas. Portanto, o debate não é simplesmente entre fé e razão – o que é um falso dilema –, como é colocado pela mídia, mas discute-se mais profundamente se a teoria da evolução é uma ciência verdadeira.
A respeito disso, veja-se o que diz, L. Harrison Matthews, importante geólogo evolucionista:
«O facto de que a evolução é a espinha dorsal da Biologia e que a Biologia está então na posição particular de uma ciência fundamentada numa teoria não comprovada, – é ela então uma ciência ou uma fé? Crer na evolução é então o paralelo exacto do crer numa especial criação – ambos são conceitos cujos crentes crêem como verdade, mas que nem um nem outros, até o presente, foi capaz de provar.» (L.H. Matthews, Introdução para a «The Origin of Species», de Charles Darwin, Dent and Sons, London, 1971,p. XI, apud Duane T. Gish, «Evolution: the Challenge of the Fossil Record», Creation-Life Publishers, El Cajon, 7a. ed. 1992,p. 15).
E ainda, Norman Macbeth, textualmente diz que «o Darwinismo não é ciência» (in American Biology Teacher Novembro de 1976, p. 496, apud Duane T. Gish, op. cit.,p.14).
Hoje, esse dogma, que até alguns cientistas não aceita sem reservas é impingido por repetição contínua e por embebimento a todos, já que toda a sociedade o respira continuamente.
No supra citado artigo do professor Ossandón Valdés, encontramos uma citação de J.C. Mansfield na qual ele pede que: «os estudantes secundários sejam embebidos do pensamento da evolução de tal modo que se acostumem a tudo pensar em termos de processo, e não em termos de situação estática.»
Evidentemente é o que se tem praticado em escala mundial, para criar nos jovens uma mentalidade relativista.
Para os cristãos, o maior problema de muitos evolucionistas está na sua postura filosófica – o naturalismo – que nega a priori qualquer lugar para Deus nos fenómenos estudados pela ciência. Esses cientistas afirmam dogmaticamente que questões de fé e questões de ciência são compartimentos estanques, incomunicáveis.
O autor Phillip E. Johnson, que é um respeitado crítico das pretensões filosóficas das teorias darwinistas e neodarwinistas, demonstra que os defensores da evolução naturalista são tão condicionados por pressuposições sobre a realidade e o conhecimento quanto os seus opositores. Dois bons livros de Johnson que abordam esses temas são «Darwin no Banco dos Réus (Cultura Cristã)» e «Ciência, Intolerância e Fé (Ultimato)».
Este e outros estudiosos teístas argumentam que existem questões cruciais para as quais a abordagem naturalista não tem uma resposta convincente, a começar da origem da vida e das leis precisas e universais que regem toda a realidade. Alguns deles, não necessariamente religiosos, têm proposto o conceito de «projecto inteligente» (Intelligent Design).
Este artigo já vai mais extenso do que pretendíamos. Não podemos pormenorizar mais, mas queremos referir que no âmbito do cristianismo, tem existido uma variedade de posições em relação ao evolucionismo.
Uma abordagem é o «evolucionismo teísta», segundo o qual Deus criou de maneira directa no início do processo e desde então actua somente através de causas secundárias por meio da evolução biológica. Um exemplo clássico desse enfoque é o teólogo e antropólogo católico Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955), que reinterpretou toda a mensagem cristã em termos evolucionistas.
Outra perspectiva, o «criacionismo progressivo», entende que as actuais variedades de organismos são resultantes do processo de diversificação por meio da micro evolução, a partir dos protótipos criados originalmente por Deus.
Por fim, há o criacionismo clássico, segundo o qual cada espécie foi criada directamente por Deus. Essa posição inclui o entendimento literal dos dias da criação (24 horas), de uma terra jovem (cerca de dez mil anos) e de um dilúvio universal que explicaria os depósitos sedimentares e os fósseis de hoje.
(Continua na próxima semana.)
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

A Agência da Fundação INATEL da Guarda, em conjunto com a Junta de Freguesia de Figueira de Castelo Rodrigo, organiza no próximo dia 17 de Maio de 2009 o VIII Encontro de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio em Figueira de Castelo Rodrigo.

INATEL - Encontro Concertinas e Cantadores ao DesafioPara este Encontro convidam-se todos os tocadores de concertina de qualquer ponto do país, sendo todos bem-vindos. A organização oferece a cada participante o almoço e uma lembrança do evento.
A concentração dos inscritos será feita às 11.30 horas no Largo Serpa Pinto em Figueira de Castelo Rodrigo. A partir das 12.30 horas decorrerá o almoço e às 14 horas começará a actuação que decorre no Largo Serpa Pinto.
De igual modo, se convidam todos os apreciadores da concertina a vir participar no VIII Encontro de Figueira de Castelo Rodrigo. Os tocadores de concertina fazem festa e gostam de envolver o público na festa.
Diga-se também que a Fundação INATEL tem levado a cabo nos últimos anos um grande esforço no sentido de recuperar a prática deste instrumento nos grupos de folclore, contando actualmente com 3 núcleos de formação, em Seia, Pinhel e Coriscada (Mêda).
Joaquim Igreja
(Coordenador cultural do Inatel)

O encontro nacional dos utilizadores de programação livre (ou gratuita) vai decorrer no Sabugal. O bar «O Bardo» é um dos partners do evento.

Kim Tomé (Tutatux)Em períodos de crise as empresas como as famílias tem necessidade de reduzir custos. Um dos aspectos onde é possível poupar verbas é, na utilização de computadores. Esta ferramenta tornou-se um imperativo para empresas e famílias que actualmente são impelidas a gastar centenas senão milhares de euros em licenças.
Todos os computadores são máquinas que necessitam ter programas para que possam realizar as tarefas necessárias, sejam as de controlo de negócios, comunicação ou entretenimento e para utilizar esses programas tem que se possuir licenças de utilização.
Devido ao agressivo marketing da Microsoft a maioria das pessoas usa o Windows, que tem imensos problemas de segurança como por exemplo Vírus. Para alem das questões de segurança, há ainda os custos com o software que no Windows pode, numa instalação normal, ascender a algumas centenas de euros, o que numa empresa atinge facilmente os milhares de euros.
Como alternativa, muitas pessoas e empresas recorrem ao software pirateado, correndo com isso o risco de terem que pagar pesadas multas e verem todos os equipamentos apreendidos, para alem de estarem sujeitos a cumprir pena de prisão.
Então, será que existem alternativas viáveis que permitam reduzir os custos e manter o mesmo nível de utilização?
Sim existe.
O Software Open Source permite isso mesmo.
O Software Open Source permite obter todas as funcionalidades com melhor prestação e de forma completamente gratuita.
No mundo do Software Open Source existem opções para fazer tudo o que se pode fazer com software proprietário mas de forma GRATUITA e legal.
Tomar a opção pelo Software Open Source é, para as famílias e para as empresas, uma forma de usufruir de todas as vantagens dos computadores e das tecnologias da comunicação gratuitamente, sem que com isso se esteja a cometer uma ilegalidade e ou a violar os direitos de alguém.
Mas se pretender conhecer, testar e instalar este software. como é possível obter ajuda e orientação?
Foi com a intenção de divulgar e permitir o acesso livre a este excelente software que há cerca de um ano nasceu no Sabugal um projecto apenas com Software Open Source onde pode testar e aconselhar-se sobre estas tecnologias.
O BARDO tem computadores de utilização livre, ligação à Internet livre, fica situado à porta do castelo do Sabugal e é um local onde pode testar e obter, de forma gratuita e informal, aconselhamento e orientação para a implementação deste excelente software.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

obs: Algumas imprecisões, entretanto corrigidas, na abertura da crónica são da responsabilidade da administração do Capeia Arraiana. Agradecemos as chamadas de atenção.
jcl

O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, reagiu à entrevista a Romeu Bispo publicada pelo Capeia Arraiana. Publicamos, na íntegra, essa tomada de posição relativamente às declarações sobre o projecto da Unidade de Cuidados Continuados do Sabugal.

Manuel Rito«Congratulo-me com a notícia de que o “caminho está desbravado” para que a Santa Casa da Misericórdia do Sabugal possa vir a ter uma Unidade de Cuidados Continuados.
Quanto à condução do processo por parte da actual Direcção não me incomoda que tenha preferido a “cunha partidária” em vez da via institucional, desde que traga benefícios para o Sabugal.
Incomoda-me que a causa pública seja assim tratada.
Lembro, no entanto, que será necessário fazer aprovar o projecto na Câmara Municipal, e desde já disponibilizo os serviços técnicos para acompanhamento de todo o processo.
Manuel Rito Alves»

Em homenagem ao descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral, foi criado em Belmonte o Museu dos Descobrimentos – Centro Interpretativo «À Descoberta do Novo Mundo».

BelmonteO Museu dos Descobrimentos – Centro Interpretativo «À descoberta do Novo Mundo», em Belmonte, já recebeu mais de cinco mil visitantes desde a sua inauguração no passado dia 26 de Abril que teve a participação do ministro da cultura, Pinto Ribeiro, do prefeito de Porto Seguro (Brasil), de Gilberto Abade (Embaixada do Brasil em Lisboa), de José Fernando Valim e de Amândio Melo (presidente do munícipio de Belmonte).
O Centro Interpretativo de cultura, sabedoria e homenagem ao descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral, e a todos os portugueses que sulcaram os mares em busca do desconhecido, num processo inédito de interculturalidade é um espaço de características únicas em Portugal.
A aposta na cultura e a sua valorização associada à riqueza patrimonial de Belmonte, afirma-se, assim como uma meta numa terra que procura activamente novas actividades e onde o turismo cultural e de património têm um papel preponderante.
O Museu, localizado nas antigas casas pertencentes à família Cabral, e o espaço museológico serão um novo pólo de centralidade cultural e social englobando diversos serviços de apoio: centro de documentação, cafetaria, arquivo, entre outros.
O complexo do Museu engloba salas temáticas interactivas onde as novas tecnologias são aplicadas para que o visitante seja levado a descobrir e interagir na história de 500 anos da portugalidade. Assim, cada sala tem um motivo específico que convida à Viagem dos Descobrimentos, desde a partida, à chegada, ao encontro, ao contacto entre os povos. No seu conjunto, é feita uma viagem a Pedro Álvares Cabral, aos portugueses de 1500 e à aventura e desventura dos mares… enfim, aos Descobrimentos.
jcl

«A sociedade mais feia é aquela em que os opulentos são considerados os melhores»; Cícero.

António EmidioEu, quando algum governante começa com as arengas próprias da política espectáculo, ou seja, retórica barata e cinismo, pouco ou nada ligo, por uma simples razão: a mim não me interessam as palavras, o importante é saber quem manda.
Presentemente, nesta democracia neoliberal, a do poder económico, aqueles que nós elegemos cada quatro anos, não chegam ao poder, chegam ao governo. Gerem administrativamente o Estado mas o controlo da economia e da ideologia é feito pelas elites económicas. Essas elites têm um poder ilimitado, actuam à margem dos cidadãos, decidem tudo o que se deve fazer a nível político e económico, desde os despedimentos em massa até à suspensão das moedas nacionais, no caso dos países da União Europeia.
Tudo isto foi originado pelo processo de globalização, posto em marcha pelo capitalismo neoliberal. O que faz diferir as elites de agora das de outros momentos históricos? As de agora são detentoras de um poder ilimitado, incontrolável e opaco.
Três pequenos grandes exemplos:
David Rockefeller afirma e aconselha (por enquanto, qualquer dia ordena) que o poder privado (económico) deve substituir o dos governos eleitos.
Gavriil Popov, presidente da união dos economistas, disse diante de quem o quis ouvir, o que aí atrás se dizia à porta fechada: «é necessário um parlamento mundial, um governo mundial, forças armadas mundiais, força de polícia mundial, e banco mundial. Os países que não aceitem as perspectivas globais devem ser expulsos da comunidade mundial». Isto é o pensamento único e o impor de uma ditadura, tudo feito por obra e graça da legalidade democrática.
O assessor de segurança do presidente Obama, James Jones, afirmou o seguinte: «Recebo as minhas ordens diárias do Dr. Kissinger »!!! É caso para perguntar, quem manda, Obama, que foi eleito, ou Kissinger? Kissinger faz parte da elite globalizada, e é dele a célebre frase, «A fome pode ser um bom instrumento para o controlo das populações», assim como fazem parte também os Rockefeller, os Rothschild (esta família é protectora do francês Sarkozy e do inglês Gordon Brown), James Baker, etc. etc.
E os políticos o que são no meio disto tudo? Ídolos artificiais que são fabricados pelos departamentos de marketing, publicidade, e canais de televisão privados pertencentes às elites.
Os idealistas, os verdadeiros, os que estão dispostos a entregar-se de corpo e alma a uma missão política generosa e digna escasseiam cada vez mais, e também se afastam de toda esta podridão moral.
As elites poderosas e ricas têm o poder económico, político, judicial e dos media. Os pobres e o resto dos cidadãos já só querem poder viver.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

A Polícia Judiciária (PJ) da Guarda anunciou hoje a detenção de um homem de 49 anos, suspeito de ser o autor de um crime de roubo a uma mulher de 76 anos, residente no concelho do Sabugal.

Preso algemadoO crime acontecer na Moita, no domingo ao fim do dia, quando a idosa, que tinha um estabelecimento comercial, regressava à sua residência. O indivíduo havia-se introduzido na casa, a fim de ali esperar pelo seu regresso. Quando a idosa chegou o indivíduo surpreendeu-a, agrediu-a e ameaçou-a com uma arma branca, obrigando-a a entregar todo o dinheiro que tinha a em casa, que eram cerca de dois mil euros.
A GNR e a PJ puseram-se em campo logo que alertados, tendo montado uma operação que levaria à detenção do suspeito. O mesmo encontrava-se no estabelecimento de diversão nocturna do Terreiro das Bruxas, local onde foi detido quatro horas após ter perpetrado o assalto.
O suspeito agora detido tinha já antecedentes criminais, tendo estado já preso, pela prática de crimes violentos, incluindo o de homicídio da namorada.
plb

No dia 8 de Maio, o Comando Territorial da Guarda da GNR levou a efeito uma operação distrital, destinada ao combate da criminalidade em geral, detecção de viaturas furtada e armas ilegais, bem como identificação de indivíduos suspeitos e envolvidos em actividades delituosas.

Operação STOP da GNRNa operação, que ocorreu em simultâneo em Vilar Formoso e na zona de Seia e Gouveia, foram envolvidos 86 militares da GNR, tendo a colaboração de elementos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e da Direcção Geral das Alfândegas e Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC), tendo como resultado a fiscalização de 514 veículos, dos quais 134 se encontravam em infracção à Legislação Rodoviária.
No decurso da semana passada foram ainda realizadas oito Operações no âmbito da fitossanidade florestal, na zona de fronteira com Espanha, tendo sido fiscalizados 370 veículos e elaborados sete autos de contra-ordenação.
Segundo o comunicado semanal da GNR, no período em análise registaram-se 59 ocorrências criminais, 28 delas referentes a furtos. Dentre os furtos houve um de veículos, quatro em veículos, quatro em edifícios públicos, dois em edifícios comerciais, sete em residências e ainda dez outros furtos.
Foram detidos 15 Indivíduos. Oito em flagrante delito: um por desobediência à autoridade (no âmbito da fiscalização rodoviária), um por condução sem habilitação legal e seis por condução sob o efeito do álcool. Foram ainda detidos sete indivíduos por cumprimento de mandados judiciais.
Foram ainda elaborados 243 Autos de contra-ordenação, pelas seguintes infracções: 226 à Legislação Rodoviária, 12 à Legislação da Natureza e Ambiente e cinco à Legislação Policial.
Registaram-se 27 acidentes de viação, sendo 15 por colisão, 10 por despiste e dois por atropelamento. Deles resultaram 1 feridos grave 12 feridos leves.
plb

A tradição ainda é o que era, ao contrário do que muita gente pensa. E por isso lá fui mais uma vez ao IndieLisboa, este ano com muitas surpresas e poucas desilusões, nas 21 sessões a que assisti.

Pedro Miguel Fernandes - Série BNo total foram 21 as sessões que consegui ver este ano, uma autêntica maratona, mas como quem corre por gosto não cansa, esta canseira de andar a correr de uma sala de cinema para a outra compensa. Este ano a viagem começou na Roménia, com «Boogie», de Radu Muntean, um filme sobre um homem de 30 anos, casado e com filho, que decide recordar a juventude numa noite de copos com os amigos que não via há anos.
Durante o festival ainda consegui ver outro filme deste país, «The Happiest Girl in the World», primeira longa metragem de Radu Jude. Ambas as fitas provam uma vez mais que os jovens realizadores romenos têm cartas para dar.
Outra das paragens obrigatórias no Indie é a América Latina, representada por obras de países como o Brasil, Chile e Argentina, este último com dois filmes a competir pelo prémio máximo. Curiosamente tive oportunidade de ver os dois no mesmo dia. Se «Una Semana Solos» deixa um pouco a desejar, apesar de ter sido produzido por Martin Scorcese, já «Águas Mil» é uma comédia agridoce que nos leva a conhecer uma família à beira de um ataque de nervos com um visitante misterioso durante umas férias que se esperavam pacificas. Do Chile o filme «Tony Manero», a história de um sósia de John Travolta da época da «Febre de Sábado à Noite» que tudo faz para vencer um concurso televisivo, também merece destaque.
IndieLisboa 2009Do continente asiático, região que me agrada do ponto de vista cinematográfico, assisti já no final a «Breatlhess», uma boa estreia do realizador sul coreano Yang Ik-june, um filme algo violento, que nos deixa de certa forma desconcertados na cadeira do cinema. Mas no fundo são estes filmes que mexem connosco e nos fazem gostar de cinema, ao vivermos o que se passa com as personagens.
Pelo meio vi ainda alguns documentários, dois dos quais foram para mim dos melhores filmes do certame. «Young@Heart», que retrata os ensaios de um coro de idosos, cuja média de idades ronda os 80 anos, especializados em temas rock e punk. Uma autêntica lição de vida, pois estes simpáticos velhinhos ensinam-nos em quase duas horas o gosto de viver. No outro extremo, surge «L’Encerclement», um documentário canadiano, que venceu o prémio do público, que consiste em 16 entrevistas a vários investigadores sobre neoliberalismo. Uma excelente reflexão sobre esta teoria económica, que ajuda a compreender algumas das questões que se passam no mundo actual. Ideal para esta altura de crise.
Por fim resta só dizer que «Ballast», a estreia na realização do norte-americano Lance Hammer, foi o vencedor do prémio principal do IndieLisboa. Sobre esta fita não poderei falar, pois infelizmente não a consegui ver.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

O Sporting Clube do Sabugal fez o que lhe competia, vencendo ontem em casa o Vilar Formoso por 1-0. Porém Mêda e Aguiar da Beira também venceram os seus desafios, ficando a tabela classificativa inalterada para os três primeiros. Tudo se adiou para a última jornada do campeonato, que se disputa no próximo domingo.

Bola de futebolO Meda continua a liderar o Campeonato de Futebol da Primeira Divisão Distrital da Guarda, embora com os mesmos pontos do Sabugal, enquanto que o Aguiar da Beira está apenas a um ponto.
No Sabugal havia grande expectativa quanto ao jogo do Sporting da Meda, que recebeu o Gouveia, considerado um adversário difícil, porém o clube medense ganhou por 3-0, assim mantendo a liderança. O Aguiar da Beira, que também espreita uma oportunidade, recebeu e goleou o Lageosa do Mondego por 6-0.
Na próxima jornada os três primeiros jogam fora de casa e tudo farão para vencer. O Sabugal terá, teoricamente, a tarefa mais difícil, pois vai a Vila Nova de Foz Côa jogar com o quarto classificado. No Sabugal, na última jornada da primeira volta, o Sabugal venceu por 1-0, mas agora será tudo mais difícil.
O Mêda também não terá tarefa fácil, ao deslocar-se a Pinhel, um adversário sempre complicado, que na primeira volta impôs em Mêda um empate a duas bolas. Já o Aguiar da Beira terá o jogo teoricamente mais simples, pois irá à Guarda defrontar o NDS, que é o último classificado, e que foi batido na primeira volta por 4-0.
Tudo continua pois em aberto. Como a esperança se deve manter até ao final, pois até ao lavar dos cestos é vindima, ao Sabugal caberá levar de vencida o jogo em Foz Côa e esperar pelos resultados dos seus mais directos adversários.
Capeia Arraiana conversou com o presidente do SC Sabugal, Carlos Janela, que se mostrou confiante na subida do Clube à terceira Divisão Nacional, mas sente de que isso será extremamente difícil. «Nós temos que disputar um jogo muito complicado. O Foz Côa tem uma boa equipa e não facilita. Por outro lado o Mêda perdeu o campeonato do ano passado na última jornada e a história não se repete. Sei que irá a Pinhel para ganhar e tudo farão para o conseguir».
De qualquer forma, Carlos Janela desdramatiza e diz que o Sabugal cumpriu já a sua missão: «Excedemos todas as expectativas, desde logo porque não fizemos equipa para isto. Queríamos disputar tranquilamente o campeonato, mas as vitórias foram surgindo e chegámos com muito orgulho à posição em que estamos. Claro que agora acreditamos poder ser campeões até que o árbitro dê o apito final no nosso jogo e nos dos outros».
Apesar da esperança, o clube não tem qualquer eventual comemoração minimamente preparada: «Até seria mau agoiro. Iremos para Foz Côa confiantes e tudo faremos para vencer. Se a isso se juntar uma escorregadela do Mêda em Pinhel, então faremos uma festa espontânea, à medida da nossa grande satisfação».
plb

Romeu Bispo, natural do Sabugal, funcionário bancário, é o novo provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal, sucedendo no cargo a José Diamantino dos Santos, falecido no início do ano. Tem sobre os ombros uma grande responsabilidade, pois a instituição cresceu muito nos últimos anos e desempenha hoje um papel incontornável no apoio social às famílias sabugalenses. Rumores acerca de uma situação financeira muito difícil da Misericórdia, levaram-nos à fala com o novo provedor, que esclareceu a conjuntura actual e falou nos projectos de futuro.

romeu– Como se processou a substituição do Dr. Diamantino enquanto provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal?
- Dentro do que estipulam os Estatutos eu, sendo vice-provedor, passei a desempenhar as funções de provedor, tendo entretanto assumido as funções na Mesa um outro irmão que figurava como suplente. Actualmente a Misericórdia é gerida por cinco elementos. Para além de eu próprio fazem parte da Mesa: Manuel Nunes, António Janela, António Freitas e Maria Rosária Batista. Temos reunido periodicamente e constituímos uma equipa unida, pois estamos todos conscientes do trabalho que há a fazer. Não é fácil substituir uma figura impar como a do Dr. Diamantino e os restantes elementos da Mesa, sabendo disso, têm-me dado todo o apoio.
– Tem havido rumores de que o Dr. Diamantino deixou a Santa Casa numa situação financeira insustentável, o que levou à tomada de medidas drásticas. O que há de verdade nisto?
– A situação financeira da Misericórdia não é de facto famosa. Apresentámos as contas relativas a 2008 na última Assembleia Geral e a verdade é que houve um saldo contabilístico negativo de mais de 180 mil euros, porém o resultado operacional foi na ordem dos 90 mil euros. Perante isto alguma coisa tinha de ser feita. De qualquer forma a verdade é que o próprio Dr. Diamantino há muito nos dizia que a situação era difícil e que teríamos de tomar medidas.
– Mas como vice-provedor não sabia o que se passava?
– O Dr. José Diamantino dedicava praticamente todo o seu tempo à obra e nós comparecíamos nas reuniões e acompanhávamo-lo sempre que era necessário. Sabíamos do que se passava, porque ele nada nos escondia, e falava-nos das dificuldades que se atravessavam e que era necessário ultrapassar. Mas como estávamos habituados ao rigor da sua gestão não vivíamos numa grande preocupação porque contávamos sempre com ele para superar os problemas, que foi de resto o que ele sempre fez nos anos em que esteve à frente da instituição.
– E a que se deve a situação difícil em que a Misericórdia se encontra?
– Fomos visitados por várias inspecções que detectaram anomalias, pois as leis estão sempre a mudar e isso obriga a constantes readaptações. Isso implicou muitas despesas em obras e aquisições para suprir as falhas apontadas. Mas sobretudo houve o investimento na creche, que importou em mais de 200 mil euros, totalmente suportados pela instituição, pois os fundos comunitários prometidos nunca chegaram. As verbas eram do anterior Quadro Comunitário da Apoio e houve algum desentendimento entre as unidades gestoras, Coimbra e Lisboa, o que contribuiu para que a Misericórdia não tivesse recebido qualquer verba. O Dr. Diamantino ficou muito desanimado com isso, falando mesmo em problemas políticos que impediram a concretização do financiamento.
– E que medidas em concreto estão agora a ser tomadas para sanear financeiramente a instituição?
– Tivemos que aumentar as mensalidades dos utentes, quer das crianças quer dos idosos, que estavam inalteradas desde 2005. Esta era de resto uma ideia que o falecido provedor nos dizia que era necessário tomar. Outra medida é avançarmos com a criação da Unidade de Cuidados Continuados, fundamental para servir melhor a população idosa e também para rentabilizar o futuro da instituição.
– E há disponibilidade financeira para se avançar agora com esse projecto?
– Apenas avançaremos se obtivermos financiamento e temos boas perspectivas de o conseguir. Estes projectos são financiados pelo Ministério da Segurança Social, havendo porém a supervisão técnica do Ministério da Saúde, a quem cabe dar o sinal verde para se avançar. E aqui as coisas estão bem encaminhadas porque reunimos recentemente com o Dr. Fernando Girão, que é o administrador da Unidade Local de Saúde da Guarda, que nos elucidou acerca dos passos a dar na nossa candidatura e nos garantiu que o Sabugal terá direito a esse serviço.
– E como é que isso se processou?
– Bem, quem nos deu conhecimento da possibilidade de se avançar com a instalação de uma Unidade de Cuidados Continuados no Sabugal e intercedeu no sentido de se fazer a reunião foi o António Dionísio.
– O Toni, candidato do PS à presidência da Câmara?
– Sim.
– Mas quem andava a falar num hospital de retaguarda para o concelho era o presidente da Câmara, Manuel Rito…
– Sim, isso é verdade, até porque o Sr. Presidente da Câmara também nos falou acerca desse assunto, na reunião de apresentação que tivemos na Câmara, mas a verdade é que a reunião que tivemos com o Dr. Fernando Girão foi patrocinada pelo Toni, que fez com que as coisas avançassem. Eu limitei-me a, em nome da instituição, aproveitar uma oportunidade que penso que o Sabugal não pode perder.
– E para quando está prevista construção da Unidade de Cuidados Continuados?
– Agora esperamos pela conclusão do projecto, que está a cargo de um gabinete de arquitectura, e que nos deve ser apresentado ainda esta semana. De qualquer forma o novo projecto terá de ser analisado e aprovado pelos Ministérios envolvidos, e só então avançarão as obras. Mas estou confiante que no início de 2010 a construção irá avançar.
– Esse também era um objectivo do Dr. José Diamantino?
– Sem dúvida, até porque o novo projecto baseia-se num outro que elaborámos há oito anos, a que chamámos Unidade de Apoio Integrado, que a Misericórdia tentou fazer avançar, mas que apesar de termos o projecto aprovado não foi possível construí-lo porque não reunimos os apoios necessários.
plb

Fernando Pereira, actor e imitador, iniciou a sua carreira em 1982. Conhecido pelas imitações de qualquer artista nacional ou internacional, as cordas vocais de Fernando Pereira foram examinadas por diversos cientistas de renome, num Simpósio que teve lugar na Faculdade de Medicina do Porto, no qual descobriram um instrumento deveras invulgar.

Joao Aristides DuarteFoi, também, um dos artistas convidados a actuar no Congresso Mundial da Voz, ao lado de nomes como José Carreras, Teresa Berganza e Ileana Cotrubas.
A primeira vez que vi Fernando Pereira ao vivo foi na Guarda, no Parque Municipal, num concerto integrado nas Festas da Cidade, em 28 de Julho de 1988.
Esse espectáculo tinha por mote «Fernando… Em Pessoa». Logo aí deu para perceber que se estava perante um entretainer de grande categoria.
Nesse mesmo ano voltei a ver Fernando Pereira num espectáculo no Monte da Caparica, onde o sucesso foi, também, evidente.
O concerto no Soito teve lugar em 7 de Agosto de 1990, integrado nas Festas de S. Cristóvão. O recinto estava completamente cheio. Foi dos concertos que reuniu mais público de todos os que tiveram lugar no Soito.
Fernando Pereira chegou, à tarde, ao Soito e, já no recinto das Festas, conviveu com populares que se encontravam ao balcão do bar, bebendo umas «minis», sem quaisquer tiques de vedetismo. Esta é, realmente, uma das suas características.
O concerto do Soito tinha por título «Com Humor e Carinho» e iniciou-se com a canção com o mesmo título, a que se seguiu o tema «Os Afilamentos das Alâmpadas», uma espécie de Blues alentejano.
Fernando Pereira, neste concerto, sempre acompanhado pela sua competente banda, fez várias imitações de artistas, com destaque para António Variações, Roberto Carlos ou uma imitação fantástica de Nelson Ned no tema «Domingo à Tarde». Nelson Ned era um homem pequenino e para a imitação ser perfeita foi colocado à frente do palco um caixote que tinha uns sapatos que se mexiam, imitando os pés de Nelson Ned. Fernando Pereira teve que cantar esta canção de joelhos, mas quem não estivesse atento não daria por nada.
Fernando PereiraPelo meio do espectáculo houve lugar para vários sketchs humorísticos como «O Monólogo do Bêbado» ou «Os Governos», em que o público ria às gargalhadas.
Mais para o final surgiram «Volare (Flamencão)», com diversos temas da música popular portuguesa cantados em ritmo de Rumba.
«We Are The World», o tema que um grupo de artistas norte-americanos gravou no projecto «USA For Africa», também fez parte do alinhamento.
Tudo terminou com «Cavacada Mix», um tema com imitações de David Bowie, Communards, Peter Gabriel, Madonna, Tina Turner, Brian Adams, Fine Young Cannibals, Yes, Dire Straits, Michael Jackson, Simple Minds e Prince. Este tema tinha um refrão que rezava «Cava, Cava, Cavacada Mix, Dá P’ra Dançar, É Uma Cena Muito Fixe, Tudo a Sacudir e Abanar o Capacete!».
Foi um dos grandes concertos que teve lugar no Soito. No ano seguinte, nas Festas de S: João, do Sabugal, Fernando Pereira deu um concerto no Castelo, que foi muito fraco comparado com o do Soito.
Fernando Pereira tem continuado a sua carreira, mesmo internacionalmente, com altos e baixos mas o seu grande sucesso aconteceu no final da década de 1980 e durante a década de 1990.
Uma curiosidade relativa a Fernando Pereira é que ele foi um dos populares que ficou ferido em 25 de Abril de 1974, quando atiradores entrincheirados na sede da DGS dispararam sobre a multidão.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

O F.C. Porto sagrou-se este domingo campeão nacional de futebol pela 24.ª vez, ao derrotar o Nacional da Madeira, por 1-0, na 28.ª jornada da Liga. É o quarto campeonato consecutivo dos dragões, sendo também o 17.º campeonato desde que Pinto da Costa assumiu a presidência do clube em 1982. Jesualdo Ferreira fez história ao tornar-se o primeiro treinador português a conquistar três campeonatos nacionais de futebol consecutivos.

F.C. Porto Campeão

jcl

O Museu do Oriente comemorou este sábado, 9 de Maio, o primeiro aniversário. O Capeia Arraiana esteve à fala com a sua directora, Natália Correia Guedes, doutorada em Museologia e com fortes ligações ao concelho do Sabugal onde passa com a família «os tempos livres possíveis» na sua quinta recuperada, junto ao rio Côa, em Vale das Éguas.

Natália Correia Guedes - Museu do OrienteA conversa com Natália Correia Guedes deu pano para mangas, ou para sermos mais rigorosos, para várias exposições. Ouvir falar de cultura a quem sabe e depois escolher o mais importante para escrever faz-nos perceber as dificuldades dos comissários das exposições quando seleccionam obras de arte. Abrindo uma excepção vamos dividir em duas partes a entrevista à directora do Museu do Oriente.
– No dia 9 de Março o Museu do Oriente festeja o seu primeiro aniversário…
– Até agora já visitaram o Museu cerca de 130 mil pessoas. A exposição inaugural «Máscaras da Ásia» foi prolongada em virtude do sucesso estando agora a ser desmontada. Durante este primeiro ano decorreram oficinas, workshops, conferências, cursos… espectáculos e concertos que esgotaram os 360 lugares do auditório, enfim, uma grande actividade paralela e onde se incluem as exposições, permanentes e temporárias, de gravura e fotografia.
– Há uma grande aposta nas escolas e nas crianças…
– Exactamente. É uma aposta prioritária. Há agendamento para visitas de escolas praticamente todos os dias. Os monitores fazem visitas guiadas sobre temáticas como, por exemplo, a presença portuguesa na Ásia ou marfins indo-portugueses. As escolas e os professores podem pedir visitas de estudo sobre temas que estejam a desenvolver nas aulas. Em tempos de contenção ter guias especializados em cada uma das matérias poderia obrigar a custos elevadíssimos mas o Museu do Oriente implementou um esquema inovador, pioneiro, que não implica a permanência do monitor. Há que conciliar os pedidos com a chamada do monitor e ele vem quando é necessário e consoante as disponibilidades sendo a despesa coberta com a receita. Os visitantes sabem que vão ter à sua espera um especialista e não um generalista. Imaginemos que as crianças querem um teatro. O monitor é igualmente actor e pode fazer um pequeno teatro relacionado com sombras chinesas, com marionetas ou teatro tailandês.
– Há muitos especialistas em Portugal sobre a cultura chinesa?
– Alguns. Começa a haver e a maior parte são antigos bolseiros da Fundação Oriente que estiveram em Macau, Timor ou Índia a fazer investigação nas áreas da História ou da Arte. Ou fotógrafos de renome. A próxima exposição temporária «Portulíndia» é uma exposição de fotografia comparativa entre Portugal e a Índia de um antigo bolseiro da Fundação.
– É um retorno do investimento da Fundação Oriente nos seus bolseiros…
– Exactamente. Até agora todas as exposições são da autoria de antigos bolseiros. A exposição «A obra de Edgar Martins» estava no Museu do Oriente quando o autor foi o vencedor do Prémio BES. Foi o máximo. Quando ganhou o prémio tinha aqui a exposição. A próxima exposição, do pintor Fausto Sampaio, vai ser inaugurada no primeiro aniversário. O artista andou pelas antigas colónias do Oriente, Índia, Timor e Macau.
– Ao fim do primeiro ano o Museu já está a seu gosto?
– Um Museu é uma obra em permanente evolução, em permanente actualização. Em matéria temática ainda faltam muitas iniciativas mas o que pretendemos é interessar é a comunidade. O nosso objectivo é interessar os portugueses e os estrangeiros com colecções afins para nos virem visitar e conhecer. Pretendemos promover o Museu nas zonas do Interior. Ainda há muito português que não consegue vir a Lisboa com facilidade.
– Há excursões para visitar o Museu do Oriente?
– Sim. De todo o País. A semana passada, por exemplo, tivemos um autocarro de Castelo Branco.
– E do Sabugal?
– Do Sabugal nunca aconteceu.
– A estratégia e a programação incluem levar as exposições do Museu do Oriente a locais que reúnam condições de preservação e segurança…
– A vereadora da cultura da Câmara de Leiria veio visitar o Museu e mostrou interesse em receber exposições nossas. Eles têm umas excelentes instalações num edifício que foi do Banco de Portugal e que vai receber a nossa exposição das máscaras em Agosto o período alto do turismo na região. Temos exposições programadas para Loures e para a Malaposta em Odivelas uma exposição de pintura muito interessante de Xavier Trindade. O espólio foi oferecido à Fundação pelos descendentes para ficar em Goa mas como a colecção estava nos Estados Unidos, houve um acordo que durante a viagem pudesse ser apresentada no Porto, em Leiria e Lisboa. O espaço físico do Museu começa a ser curto. Uma das exposições semi-permanentes intitulada «Deuses da Ásia» é constituída por exemplares que fazem parte de um espólio enorme, a colecção Kwok On (apelido de um coleccionador chinês) que durante uma vida juntou arte efémera oriental relacionada com o teatro e a vida quotidiana tendo organizado um pequeno museu em Paris. A determinada altura propôs à Câmara de Paris que recebesse a colecção mas esta não aceitou. Através de um amigo, que é professor na Universidade da Sorbonne, ofereceu a colecção ao doutor Monjardino e assim a Fundação recebeu, de uma só vez, 13 mil objectos. Neste momento temos expostos cerca de mil objectos ou que significa que durante 13 anos temos matéria para o piso 2 das exposições semi-permanentes. São objectos muito sensíveis e é necessário haver uma certa rotatividade. A actual exposição vai ser desmontada e vai ficar no seu lugar a colecção Ram Navami, um grande acontecimento festivo hindu e apresentada ao público como colecção Kwok On.
– Isso implica um tratamento muito grande de inventário?
– Temos uma senhora francesa Sylvie Gonfond, funcionária da Fundação, que orienta todos os inventários e que é comissária das exposições. O armazém no piso 3 está completamente ocupado de objectos com reserva que podem ser analisados, por exemplo, por investigadores respeitando determinadas condições pelo Museu.
(Continua.)

Natália Correia Guedes, neta do escritor sabugalense Joaquim Manuel Correia (natural da Ruvina), já desempenhou vários cargos públicos, designadamente subscretária de Estado da Cultura (1990 e 91), catedrática da Universidade Católica, fundadora e directora do Museu Nacional do Traje (1975 a 79), directora-geral do Património Cultural, presidente do Instituto Português do Património Cultural (1980 a 84), directora do Museu Nacional dos Coches (1985 a 90), coordenadora do projecto «Inventário do Património Cultural (1997 a 2000), autora de diversos catálogos de exposições e monografias e comissária de exposições de arte em Portugal e no estrangeiro e mais recentemente comissária geral das Comemorações do V Centenário do Nascimento de S. Franciso Xavier.
jcl

Esta segunda parte da conversa com a directora do Museu do Oriente, Natália Correia Guedes, aborda a riqueza do património do Sabugal, o Grupo dos Amigos do Museu do Oriente e a Ordem Hospitaleira de São João de Deus cuja história se mistura com a das terras da raia ribacudana.

Natália Correia Guedes - Museu do Oriente– O concelho do Sabugal tem vestígios históricos interessantes…
– O concelho do Sabugal é muito rico em património. Há determinados nichos que estão esquecidos e que poderiam ser postos em destaque. Estive este fim-de-semana na Ponte de Sequeiros [n.r. Valongo do Côa]. Quem já leva a sua cultura sabe que está na presença de uma ponte romana que era uma via muito importante e a dificuldade de transportar todas aquelas pedras. Mas porque é que se justificou uma ponte naquele local? Porque havia minas de ouro e por isso muitas moedas se têm encontrado naquela rota. Mas isto devia ser explicado no local com um cartaz interpretativo. Quando há património disperso que faz parte de um roteiro constrói-se um centro de interpretação que explica toda essa matéria. Os visitantes a partir do centro de interpretação localizam-se geograficamente estando demarcados com muita clareza determinados locais para serem visitados. Os países nórdicos e a Holanda têm este trabalho extremamente bem feito nesta matéria.
– É esse o papel de um responsável de um Museu?
– Claro. É fundamental saber explicar e transmitir toda a sua sabedoria aos visitantes transformando um passeio turístico em ensinamentos culturais. Até porque o interlocutor pode saber mais. Uma vez o Museu de Arqueologia fez uma super-exposição com ouros pré-históricos. Uma professora de Vila Real vinha a acompanhar os alunos. Olhou para o cartaz e exclamou «Tenho em casa um colar destes!» O colar era nem mais nem menos do que um «torques pré-histórico» que um familiar tinha encontrado na lavoura do campo. O colar foi vendido a um antiquário mas eu consegui convencê-lo a revender e a Câmara adquiriu-o. O colar de valor incalculável está neste momento no Museu de Vila Real. E já que falamos de Vila Real não resisto a contar um episódio que se passou recentemente na Ruvina. O padre João Parente, de Vila Real, é especialista em numismática romana e já publicou livros sobre a adoração das serpentes. Elaborou uma colecção de milhares de moedas antigas e ofereceu-a à Câmara Municipal de Vila Real. É um benemérito. Já esteve comigo na Ruvina e aproveitámos para espreitar o chamado barroco da serpente.
– Conheço o Barroco da Serpente na Ruvina. Nem sequer está referenciado com placas. Tem algum interesse histórico?
– Encontrei-me com o padre João Parente na Academia Portuguesa de Ciências e a conversa andou à volta das características dos povos ofiusas, ou seja, povos que adoravam as serpentes – o nome Ofir está relacionado – e de como o cristianismo purificou todas essas adorações pré-históricas. Aproveitei para lhe perguntar quais são as características das cobras gravadas nas pedras. Ele fez-me um desenho com umas pequenas covas no final do rasto para onde o sangue escorria. No fundo o cristianismo purificou essa divinização da cobra e acabou por colocá-la na esfera que suporta a imagem de Nossa Senhora, ou seja, o domínio do bem sobre o mal. «Na Ruvina há lá uma barroca com essas características» comentei. Há pouco tempo, eu e o padre João fomos até lá, retirámos com uma vassoura de piassaba a terra que estava a tapar as reentrâncias e lá estava bem marcada a serpente.
– E esses vestígios deviam ser preservados?
– Sem dúvida nenhuma. Mas por vezes falta sensibilidade. A adoração do javali e do porco selvagem existia porque era o único animal que conseguia vencer a cobra, altamente venenosa para o homem. Eram os chamados berrões. Há um estudo recente foi feito há três ou quatro anos sobre os berrões que são, geralmente, esculpidos em granito.
– A Fundação consegue comprar tudo o que gostaria?
– As Fundações não substituem o Estado mas têm um papel fundamental na recolha e preservação do património… É um fenómeno muito curioso. Desde que o Museu abriu há permanentemente propostas de venda de particulares. Nem sempre é possível. Neste momento há que ter um equilíbrio financeiro muito grande de gestão dos fundos e porque houve um investimento brutal em recuperar o edifício e montar o museu. O equilíbrio financeiro é fundamental.
– Já tiveram solicitações para «emprestarem» exposições de outros museus? E do Museu do Sabugal?
– As peças de arte viajam muito. Ainda não tivemos nenhuma exposição vinda de outro museu mas está em estudo essa possibilidade. Uma parte significativa da exposição Kwok On sobre máscaras já esteve numa cidade do sul de França. O sucesso foi tal que este ano veio cá um grupo da escola local visitar o Museu do Oriente. Do Museu do Sabugal não tivemos, até agora, nenhum pedido ou contacto.
– Quais são as actividades do Grupo de Amigos do Museu do Oriente?
– Acabou de sair daqui um autocarro com cerca de 40 pessoas, do Grupo de Amigos do Museu do Oriente, que vão até a Sines visitar o museu local… Têm mensalmente uma actividade que, na realidade, serve para levar a mensagem do Museu do Oriente e trazer notícias e novidades. A grande maioria é do corpo diplomático. Antigos embaixadores no Oriente e pessoas que viveram em Macau e Timor e que nos são muito úteis porque têm contactos e conhecem coleccionadores particulares. Vamos, por exemplo, fazer uma exposição sobre flores do Oriente. Eu tenho que localizar porcelanas com flores, pratas, etc., e há sempre algum deles que conhece alguém que tem lá em casa determinado objecto. Estas grupo dá ao Museu um grande enriquecimento cultural. Há pessoas que têm em casa peças excelentes, muitas vezes herdadas, e que nem sabem o que valem. Peças excepcionais. No ano passado uma senhora foi ao antiquário mostrar uma peça que tinha em casa. Era uma peça excepcional do século XVI que acabou por ser capa da revista do leilão de um importante leiloeiro em Londres. Durante séculos fomos entreposto de obras de arte excepcionais vindas do Oriente que passavam por Portugal compradas por burgueses endinheirados, nobres. As rotas das porcelanas, das sedas que representavam o lastro possível de um navio ou seja, aquele peso que era necessário para equilibrar o barco. Os chineses mais cultos apreciam a porcelana de melhor manufactura ou por que era monocromática ou uma pasta de melhor qualidade. A nossa Companhias das Indias fazia apenas o transporte. Nós temos exposta uma vitrina enorme com os pratos colocados em forma de dragão chinês e em que cada prato tem as armas de uma família portuguesa. São centenas de peças que a Fundação comprou a um coleccionador que as reuniu durante mais de 20 anos.
– Sei que esteve ligada à Ordem Hospitaleira de São João de Deus…
– Não é bem uma ligação. A Ordem Hospitaleira de São João de Deus, há uns dois anos, pediu-me para elaborar um programa para montar o Museu da Ordem. Eu ainda não estava aqui na Fundação Oriente. Fiz o programa mas quem veio a montar o Museu foi uma filha minha conservadora de museus, Carmina Correia Guedes, com o meu acompanhamento. A 8 de Março foi inaugurado o Museu no Hospital do Telhal, perto de Sintra. O que é que isto tem a ver com o Sabugal? Tem tudo a ver com o Sabugal. A Ordem Hospitaleira de São João de Deus foi extinta em Portugal, como todas as ordens religiosas, em Portugal em 1834. Quando regressam, pela mão do padre Bento Menni instalam-se em Aldeia da Ponte. A primeira casa da Ordem Hospitaleira foi em Aldeia da Ponte que infelizmente está em ruínas mas penso que recuperáveis. Devemos, pois, destacar este facto. Foi graças a uma adesão enorme da pessoas da zona do Sabugal que se restabeleceu a Ordem Hospitaleira em Portugal. Aliás, como sabe, muitos dos irmãos espalhados pelas casas da Ordem são oriundos das aldeias do Sabugal. Aproveitei para deixar um catálogo, com um cartão pessoal, aos responsáveis do Museu do Sabugal dando conta da importância da relação que os dois museus podiam ter mas, até agora, ainda não recebi qualquer resposta.

1 – Agradecemos a disponibilidade de agenda de Natália Correia Guedes, directora do Museu do Oriente, para receber o Capeia Arraiana e para nos guiar numa visita à exposição de Fausto Sampaio em fase final de montagem. Por curiosidade refira-se que uma das pinturas que vai estar exposta pertence a uma das paredes do gabinete do primeiro-ministro José Sócrates.

2 – Na Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, entre 1891 e 2006, dos 1.090 candidatos a irmãos, 199 eram do Sabugal. Muitos dos religiosos da região chegaram mesmo a ocupar lugares de destaque como José Joaquim Fernandes e Horácio Monteiro (naturais de Quintas de S. Bartolomeu estão actualmente na Madeira), o padre Carreto (Rapoula do Côa) e outros.

3 – Há uma clara falta de interesse dos responsáveis sabugalenses em encetar uma parceria (privilegiada) com o imenso património cultural do Museu do Oriente. Há uma clara falta de motivação para levar os alunos das escolas do Sabugal a visitar os museus de Lisboa. Há uma clara ausência de aproveitamento das «coisas» históricas da Ordem Hospitaleira de São João de Deus e da sua relação com os sabugalenses e o Sabugal. Será falta (excesso) de sensibilidade, será falta (excesso) de profissionalismo, será falta (excesso) de vontade, será falta (excesso) de trabalho ou será… falta (excesso) de tempo?
jcl

Com a Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, revogou–se o anterior diploma Lei 99/2003, de 27 de Agosto, do Código do Trabalho. Um despacho de um juízo cível alterou de 1/6 para 1/5 a penhora do vencimento de um cidadão por dificuldades de pagamento.

José MorgadoAcontece que não foram ressalvadas, na Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, as Contra-Ordenações ou sanções na área importantíssima da SHST (Segurança Higiene e Saúde no Trabalho)
Ao dar-se pela falha, à boa maneira portuguesa, utilizou-se «um expediente legal» que só se aplica para os casos que impliquem correcções de simples erros gramaticais, quando o que estava em causa, eram alterações substanciais.
Assim o Tribunal da Relação de Évora, por Acórdão de 5 de Maio considerou a correcção «uma inexistência jurídica». Aqui os magistrados estiveram bem e os juristas muito mal.
No segundo caso, que se transcreve, quem esteve mal foi o magistrado, cujo erro também não é um simples erro de cálculo.
«8.º Juízo Cível da Comarca de Lisboa
Processo n.º 1313/2008.
A fls. 189 vem o Executado apresentar um requerimento intitulado de «oposição à penhora» em que alega sido ordenada a penhora de 1/6 do vencimento que aufere, sendo que atentas as despesas correntes que apresente ter, o deixa numa situação de grave carência económica.
Conclui, pedindo a isenção de penhora.
Notificado o exequente, vem este requerer a manutenção da penhora.
Foi ordenado a elaboração de um relatório sócio-económico do executado, o qual se mostra junto a fls. 213.
Apreciando.
O Tribunal deve ponderar entre o interesse do exequente em ver o seu direito assegurado, e o do executado em cumprir o pagamento da quantia a que se encontra vinculado, interesse esse que tem de ser proporcional.
Pese embora os factos relatados pelo executado, e sendo certo que não competindo ao Tribunal restringi-lo de refazer a sua vida como entender, também não pode o Tribunal prejudicar os compromissos anteriormente por aquele assumidos.
Assim, determina o Tribunal proceder à redução da penhora do vencimento do executado para 1/5 do vencimento.
Notifique.
Lisboa, 2008-12-12.»
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

A freguesia raiana dos Fóios, que é sobejamente conhecida pela sua boa gastronomia, pela nascendo do rio Côa e por saber acolher bem quem a visita, vai continuar a receber pessoas que vêm de longe, como nos informou o presidente da Junta de Freguesia, José Manuel Campos.

deputados esoanhóis nos FóiosNo dia 14 Maio virá aos Fóios o presidente da Junta da Freguesia da Sé, da cidade alentejana de Portalegre. O presidente e a sua comitiva irão visitar a Serra das Mesas e a nascente do Rio Côa, após o que regressarão aos Fóios onde pernoitam. À noite ser-lhe-ão apresentados, no auditório do Centro Cívico, alguns vídeos com os encerros, as capeias e contrabando. O Jantar servirá para dar a conhecer a gastronomia raiana.
No dia 23 de Maio a freguesia recebe um autocarro vindo de Hoyos, povoação da província espanhola da Estremadura. As cerca de cinquenta pessoas serão recebidas no Centro Cívico Nascente do Côa, onde tomarão um café. Depois partem à descoberta do concelho do Sabugal, seguindo a rota dos nossos castelos. O almoço vai acontecer no restaurante do Hotel da cidade do Sabugal.
A 31 de Maio virá aos Fóios um grupo composto por empresários do ramo do turismo da zona de Pombal. Vão ser igualmente recebidos no auditório do Centro Cívico, por volta do meio-dia, e seguidamente partem, de autocarro, para Navasfrias onde também visitarão o Centro de Interpretação da Natureza. O almoço vai ser servido na Hosteria de la Raya de que é proprietário o Alcalde, Celso Ramos.
Outra inicitiva, ainda sem data precisa, mas que será no presente mês de Maio, é a vinda de um autocarro de Salamanca, com deputados e seus familiares. Virão em passeio às nossas terras e almoçarão nos Fóios, onde de resto já haviam estado no ano anterior.
Estes são algumas das visitas programados, às quais a Junta de Freguesia dará apoio. Entretanto o presidente da Junta, José Manuel Campos alerta: «Prestamos colaboração a estas iniciativas, que já fazem parte da nossa agenda, mas outras poderão ainda surgir, que igualmente serão apoiadas».
plb

Fomos visitar a exposição de fotografia denominada «Locais Simples, Olhares Profundos», patente ao público no Castelo de Pinhel, onde se manterá até ao dia 27 de Maio.

Exposição no castelo de PinhelAs fotografias são da autoria de Paulo Pelicheiro, e exprimem a beleza de alguns recantos das nossas terras e a expressão do povo simples que as habita. São 30 fotografias magistrais, dispostas no magnífico espaço das torres de Pinhel, alvo de cuidada e digna remodelação.
Três das fotografias foram colhidas em Sortelha, aldeia histórica do concelho do Sabugal, onde as velhas pedras de granito enquadram as pessoas idosas que ainda habitam a antiga cidadela. Mas há também belas fotografias de Pinhel, Penha Garcia e outras terras beiroas. Cada foto tem uma legenda sugestiva, que exprime o sentimento do autor perante cada cena que retratou.
Na outra torre do Castelo está patente uma outra exposição fotográfica, igualmente muito sugestiva. Trata-se de um conjunto de fotos antigas, retratando os trabalhos relacionados com a produção do azeite, produto de que as terras de Pinhel são ricas. Imagens do varejar das azeitonas, da apanha, e da sua escolha antes de irem para a talha ou seguirem o lagar. Também há fotografias do transporte da azeitona, a caminho dos lagares e do próprio fabrico do azeite. Ficamos assim a conhecer o ciclo da produção do azeite e do esforço despendido nos trabalhos, que eram árduos.
Exposições que merece a pena visitar, ao mesmo tempo que se podem apreciar os trabalhos de requalificação de que a cidade está a ser alvo, com especial incidência na sua parte histórica. Depois, poder-se-ão ainda contemplar as belas paisagens dos vales do Côa e das Cabras, que se observam do alto das torres.
A mostra está no local desde 27 de Março e veio por dois meses, numa organização do Município de Pinhel, Museu Municipal e empresa Falcão EM.
plb

A 7 de Junho os naturais e amigos de Aldeia da Ponte, freguesia do concelho do Sabugal, juntam-se na Escola Agrícola D. Dinis, na Paiã, dando continuidade a um convívio histórico, que se realiza há mais de 50 anos.

Ponte romana de Aldeia da PonteOs mordomos do convívio de 2009 não deixaram cair a tradição e marcaram o encontro dos aldeiapontenses para o dia seguinte ao da realização da Capeia Arraiana no Campo Pequeno em Lisboa.
Estão garantidos diversos divertimentos, incluindo-se um jogo de futebol, o tradicional solteiros contra casados. Mas haverá mais actividades desportivas, a começar por jogos tradicionais, como corridas de sacos, torneio de malha e de petanque, entre outros. Como não poderia deixar de acontecer, o encontro também se faz à volta mesa. E haverá excelentes petiscos, como as indispensáveis sardinhas assadas, um porco no espeto, febras, caracóis e o também costumado caldo verde. A bebida também não faltará.
A organização espera reunir no convívio algumas dezenas de pessoas, apelando mesmo a que cada natural de Aldeia da Ponte traga consigo um amigo, para que mais gente se possa juntar e conviver alegremente.
Divulgados os nomes da mordomia e os seus contactos telefónicos: Quim Carreirinha (919712365), João Morgado (967087743), Ana Simões (966020145), Miguel Costa (933748623), Zé André Vaz (968574889), Alcina Sousa (916237452).
plb

O blogue da candidatura de Joaquim Ricardo, candidato independente pelo MPT-Partido da Terra, deu a conhecer mais um elemento da lista. O quinto lugar é ocupado por José Joaquim Gonçalves, natural e residente em Ozendo e funcionário bancário no Soito.

José Joaquim GonçalvesA informação disponível na página na Internet da candidatura de Joaquim Ricardo à Câmara Municipal do Sabugal indica que «José Joaquim Gonçalves foi estudante no Liceu Nacional da Guarda e no Colégio de S. José tendo acabado o ensino secundário (12.º ano) na Escola Secundária do Sabugal».
O agora integrante da lista do MPT «partiu para Lisboa em 1975, onde cumpriu o serviço militar no Regimento de Comandos da Amadora e trabalhou numa fábrica de rações, como responsável de produção, tendo regressado à sua terra natal em 1982, onde ingressou na actividade bancária».
José Joaquim Gonçalves «é membro fundador da Associação Recreativa e Cultural do Ozendo em 1992, tendo sido eleito presidente, fomentou a abertura da sede desta e a construção da Praça de Touros, a qual tem sido objecto de melhorias de ano para ano. Este cargo mantém-se até à presente data, colaborando diversas vezes na organização do Concurso “Ó Forcão Rapazes” e fomentando actividades recreativas e culturais.
Para além da sua paixão pelas capeias, é ainda adepto do desporto, tendo sido jogador e treinador de futebol de juniores e seniores no Sporting Clube de Sabugal e na Associação Cultural e Desportiva do Soito, levando-o a desenvolver os seus conhecimentos tirando um curso de treinador, na Associação Desportiva da Guarda, em 1991», pode ainda ler-se na informação disponível na Internet.
jcl

Pormenor dos olhos de uma libelinha. Foto captada nas margens do Rio Côa.

(Clique na imagem para ampliar.)

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

A Liga Espinhalense organiza no domingo, 17 de Maio, um passeio a cavalo entre o Castelo do Sabugal e a aldeia do Espinhal com passagem por Aldeia de Santo António. Para os que preferem as caminhadas está programado um percurso entre o Espinhal até Aldeia de Santo António e regresso ao Espinhal. Em ambos os casos a concentração está marcada para as oito e meia da manhã.

Espinhal – Caminhada e Passeio a Cavalo

Organização: Liga Espinhalense
Apoios: Juntas de Freguesia de Aldeia de Santo António e de Águas Belas.
Café Freixinho (Espinhal) e Café Alípio (Águas Belas).
Media partner: Blogue Capeia Arraiana.
jcl

O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas concessionou, pelo período de 12 anos, à Associação de Caçadores de Sortelha a zona de caça associativa com a área de 2789 hectares em Sortelha.

SortelhaO Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, depois de ouvido o Conselho Cinegético Municipal do Sabugal, publicou esta sexta-feira, 8 de Maio, a Portaria 483/2009, de 8 de Maio, autorizando a concessão à Associação de Caçadores de Sortelha, com sede social na Aldeia Histórica de Sortelha, concelho do Sabugal, , pelo período de 12 anos, renovável automaticamente, da zona de caça associativa de Sortelha, tal como consta do processo n.º 5223-AFN, englobando vários prédios rústicos, sitos na freguesia de Sortelha, município do Sabugal, com a área de 2789 hectares conforme planta anexa.
Ainda de acordo com a Portaria a zona de caça concessionada produz efeitos, relativamente a terceiros, com a instalação da respectiva sinalização.

Portaria n.º 483/2009 Aqui.
Mapa da zona de caça associativa de Sortelha Aqui.
jcl

Vencer uma competição pela terceira vez consecutiva é um recorde difícil de conseguir em qualquer assunto. Manteigas consegui esse feito e foi um dos 43 municípios portugueses que, no passado dia 20 de Abril, recebeu o prémio «Galardão Eco XXI» no Palácio D. Manuel, em Évora.

Bandeira Eco XXIO projecto Eco XXI, coordenado pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), visa distinguir as boas práticas desenvolvidas pelos municípios portugueses, no sentido da sustentabilidade ao nível local, nomeadamente nos aspectos relativos à qualidade ambiental e às práticas de educação para a sustentabilidade.
Para a ABDE este galardão também reconhece a coragem é o mérito que os municípios tem ao se submeterem à uma avaliação daquilo que fizeram para corresponder ao objectivos da agenda 21 com 23 indicadores.
O município de Manteigas superou os objectivos atingindo 75,25 da classificação, logo seguido de Vila Nova de Gaia, Cascais, Loulé, Pombal, Porto, Macedo de Cavaleiros, Santo Tirso, Lisboa, Maia, Torres Vedras, Tavira e Bragança.
O prémio dado a todos os participantes é a possibilidade de possuírem um recipiente para a colocação de resíduos eléctricos e electrónicos denominado »Depositrão».

Classificação final Aqui e Aqui

O Capeia Arraiana tem vindo a acompanhar as três edições desta competição e o sucesso ambiental de uma autarquia do distrito da Guarda e mais uma vez está presente para apresentar os parabéns a quem os merece.
aps

Todos os anos, no dia 3 de Maio, Aldeia da Ponte festeja o Santo Cristo ou Santa Cruz, também assim denominada, sendo considerada uma das maiores festas religiosas da nossa Aldeia, juntamente com a festa de Santo António, transportando um simbolismo marcante nas pessoas, que já se perde nos tempos.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo é hábito, a festa deste ano arrancou na véspera, dia 2, a meio da tarde, com a chegada da Banda de Música de Gouveia, efectuando a arruada pelo povo, antecedendo a procissão nocturna do andor para a Igreja, com o lançamento dos foguetes e fogo de artifício, nas proximidades.
No dia seguinte, bem cedo, como manda a tradição, a alvorada irrompe pelos céus, marcando o início deste dia especial, com a Banda de Música a dar a volta pelas ruas da Aldeia, antes da cerimónia solene da Santa Missa em honra de Santo Cristo, sendo esta acompanhada, por alguns elementos da Banda, dando um brilhantismo e um cunho diferentes do resto do ano.
Consumada esta cerimónia, a procissão em direcção à Capela, mesmo em frente ao Lar, que ostenta o seu nome, acompanhado de todo o povo.
Depois da procissão tem lugar o almoço da festa, onde os Mordomos convidam, essencialmente, a família e um ou outro amigo mais chegado. Terminado este, forma-se a romaria, acompanhada pela Banda de Música, a casa dos novos Mordomos, nomeados na Missa, para a passagem do testemunho, com a largada de alguns foguetes para celebrar a nova mordomia.
Santo Cristo tem uma Irmandade, já bastante antiga, com algumas atribuições estabelecidas, principalmente nas despesas, acompanhamento dos funerais dos Irmãos e algumas outras. Estabelecem, também, as normas, que só podem ser nomeados Mordomos, os homens casados e, só estes, da Irmandade.
Festa do Santo CristoQuando esta festa ocorre num fim-de-semana, é certo e sabido que aumentam as presenças de naturais de A. Ponte, como facilmente se depreende, vindas de todos os cantos, assim como alguns residentes no estrangeiro, que não dispensam, todos os anos, a sua vinda, apesar de percorrerem um longo caminho.
Tal como em algumas povoações da nossa zona, Santo Cristo é muito venerado, pelo que representa para todo o povo, sendo considerado o Santo protector das sementeiras e colheitas.
Antigamente era frequente e habitual, em épocas onde a chuva tardava em aparecer, o povo recorrer a Santo Cristo, transportando a sua imagem para a Igreja Matriz, aqui permanecendo, até que os pedidos da povoação fossem satisfeitos, através da oração, com a queda da chuva, irrigando os campos ressequidos, permitindo, assim, melhores colheitas a todo povo, sendo depois transportado em procissão, de volta à sua Capela.
Também para os animais que contraíram alguma doença, era usual e, creio que ainda é, recorrer com preces à Santa Cruz, afim de os proteger e os livrar do «mal» com que foram acometidos.
Com uns dias de sol esplendoroso, celebrou-se uma festa bonita e cheia de religiosidade, na sequência do que tem ocorrido ao longo dos anos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Foi formalmente constituída, no dia 6 de Maio de 2009, a Confraria do Bucho Raiano, cuja escritura se realizou no Cartório Notarial de Sofia Henriques, na Avenida da República, em Lisboa.

Paulo Leitão Batista, Paulo Saraiva, José Morgado, António Chorão, Horácio Pereira e José Carlos LagesAssinaram a escritura os seis confrades que mais têm estado ligados às actividades da agremiação: Paulo Leitão Batista (Sabugal), José Carlos Lages (Ruivós), Paulo Terras Saraiva (Castanheira), António Chorão (Aldeia da Ponte), José Carvalho Morgado (Soito) e Horácio Caramelo Pereira (Sabugal). A escritura da associação seguiu-se ao registo da mesma junto do Registo de Pessoas Colectivas, o que já havia sucedido em 26 de Fevereiro deste ano.
Ainda que só agora se tivesse formalmente fundado, a Confraria vinha já reunindo ocasionalmente e tinha mesmo realizado quatro almoços de divulgação do bucho raiano, dois em Lisboa e dois no concelho do Sabugal.
A Confraria do Bucho Raiano tem como fins a divulgação do bucho como peça gastronómica de excelência das terras de Riba Côa. A associação será gerida por uma Chancelaria, tendo como órgão máximo o Capítulo e como órgão fiscalizador o Conselho de Vedores.
Os estatutos prevêem a aprovação futura de um Regulamento Interno pelo qual se definirão as usanças a que se sujeitarão os confrades nas cerimónias e noutros actos oficiais que venham a realizar-se.
Por enquanto e até à realização de eleições para os órgãos sociais a Confraria será gerida por uma Comissão Instaladora de que fazem parte todos os elementos fundadores que assinaram a escritura de constituição da associação.
plb

A Câmara Municipal do Sabugal atribuiu um Louvor de Incentivo à Confraria do Bucho Raiano pelo trabalho desenvolvido na divulgação do concelho e do património gastronómico.

Louvor da Câmara Municipal do Sabugal à Confraria do Bucho Raiano

(Clique na imagem para ver o louvor da Confraria do Bucho Raiano.)

Na reunião de 6 de Março de 2009 o executivo da Câmara Municipal do Sabugal constituído por Manuel Rito Alves (presidente), Manuel Fonseca Corte (vice-presidente), António dos Santos Robalo (vereador a tempo inteiro), Ernesto Cunha (vereador a tempo inteiro), Luís Manuel Nunes Sanches (vereador), José Santo Freire (vereador) e Rui Manuel Monteiro Nunes (vereador), deliberou, por unanimidade, atribuir um «Louvor de Incentivo à Confraria do Bucho Raiano», pelo trabalho desenvolvido na divulgação do concelho e do património gastronómico.
O bucho confeccionado à moda da raia sabugalense é uma das peças gastronómicas mais genuínas do concelho do Sabugal. A sua confecção, com mais ou menos osso e com mais ou menos colorau espanhol, obedece a uma receita que começou por ser familiar e é reconhecida por uma tradição de décadas.
Um grupo de sabugalenses, onde se destaca Paulo Leitão Batista como grande mentor da ideia, decidiu organizar um primeiro almoço que reuniu cerca de 80 participantes na Casa do Concelho do Sabugal em Novembro de 2007. À volta de um prato composto por batatas, grelos e bucho, os convivas conversaram e discutiram ideias para dar início e materializar a constituição de uma Confraria que legitimasse, dignificasse e promovesse o Bucho Raiano.
Ficou, assim, decidido que seria constituída legalmente a Confraria do Bucho Raiano, com estatutos próprios que defendessem e preservassem o bucho raiano.
Para manter viva a tradição os confrades decidiram, igualmente, a realização de dois almoços anuais: um na região de Lisboa no mês de Novembro e um no domingo gordo (Carnaval) no concelho do Sabugal.
Após quatro almoços – dois em Lisboa (Casa do Concelho do Sabugal) e dois no Sabugal (Aldeia do Bispo e Sabugal) – foi feita a escritura pública em notário no dia 6 de Maio de 2009 da Confraria do Bucho Raiano tal como noticiamos hoje.
O louvor público da Câmara Municipal do Sabugal é, de facto, um gesto de grande incentivo aos confrades da comissão instaladora e a todos os que têm participado e colaborado na concretização deste sonho.
A Confraria do Bucho Raiano agradece e regista o gesto de apoio e boa-vontade demonstrado pelo executivo municipal sabugalense.

Não resisto a perguntar a todos os responsáveis pelos restaurantes do concelho do Sabugal do porquê da reduzida ou quase nula aposta na oferta de Bucho Raiano na ementa. Gostaria de deixar aqui alguns elementos de reflexão. Todos sabemos que o período ideal para degustar o bucho vai de meados de Setembro a meados de Abril porque o calor não é bom companheiro dos enchidos. Todos sabemos que cozinhar um bucho em lume brando demora, pelo menos, três ou quatro horas. Todos sabemos que cada vez mais deverá haver um controlo sanitário que privilegie os produtores e os produtos certificados garantindo a sua genuinidade e qualidade. Portanto, dirão alguns, apenas é possível ter bucho à mesa de um restaurante por encomenda. Considero, contudo, que um restaurante que promova uma vez por semana como prato do dia, durante a época aconselhada, o bucho raiano, permitirá que os potenciais interessados saibam e digam «vamos a tal sítio porque hoje é dia de bucho». Tal como acontece nos restaurantes de Lisboa com o dia do cozido ou no Soito com a canja de cornos. E, assim sendo, como efectivamente é, estaria encontrada a fórmula para divulgar no Sabugal e além-fronteiras do concelho que «tal dia, em tal restaurante, é dia de bucho raiano». Não custa nada experimentar.
Viva a Confraria do Bucho Raiano!

jcl

Uma tuna da Covilhã e outra do Porto visitaram o ex-libris do Sabugal, que é o Castelo das cinco quinas. Tal aconteceu na tarde do dia 18 de Abril, data em que se realizou o terceiro encontro de tunas no Sabugal.

Tunas no SabugalDa tuna da Covilhã faz parte um elemento natural do Sabugal, facto que certamente teve influência neste itinerário das tunas, que vieram até ao Castelo, quando isso não estava previsto no programa.
O Largo do Castelo é, por excelência, uma espectacular sala de visitas. Além do calor humano que se sente nas pessoas que recebem os visitantes, há toda a envolvente histórica que os estudantes também sabem apreciar.
Os estudantes tocaram, cantaram e encantaram os habitantes da «vila» e os visitantes, proporcionando momentos muito agradáveis, de que todos gostaram.
Foi pena que as restantes tunas (ao todo eram quatro) não tenham vindo também até ao Castelo, pois tal teria sido ainda mais encantador.
Faço a sugestão à Câmara Municipal do Sabugal, que organizou o encontro, que para o ano, se a iniciativa se mantiver, as Tunas incluam o castelo no seu itinerário oficial. O Sabugal precisa de aproveitar o espírito e a alegria que estes jovens simpáticos e brincalhões trazem consigo.
Natália Bispo

Há um ano uma chuva miudinha que se fez sentir durante todo o dia 9 de Maio obrigou os visitantes a permanecer em redor do antigo edifício dos Armazéns Frigoríficos de Alcântara de chapéu aberto até conseguirem entrar no mais novo museu de Lisboa, o Museu do Oriente. Para comemorar o primeiro aniversário está previsto um vasto programa de actividades de entrada livre para os dias 8, 9 e 10 de Maio. Em destaque vai estar a exposição de pintura «Viagens no Oriente» de Fausto Sampaio que reúne 60 obras algumas delas de colecções particulares.

Museu do OrienteAs comemorações do primeiro aniversário começam no dia 8 com um concerto de Rão Kyao no Auditório do Museu para a qual é necessária a aquisição de bilhete. No mesmo dia, inaugura a exposição Viagens no Oriente, da autoria de Fausto Sampaio (1893-1956). Em exposição vão estar 60 obras que retratam a Índia, Macau, Timor e Macassar. Pelas 19.00, no Lounge, Paulo Sousa lança o seu último disco, Ao Vivo no Museu do Oriente, resultante da gravação do concerto que Paulo Sousa e o tablista Raimund Engelhardt deram no Museu do Oriente no princípio do ano.
Este ano, e já com quase 120 mil visitantes, o Museu do Oriente preparou um vasto programa de actividades em que grandes e pequenos podem participar. Mediante a aquisição de um passaporte, equivalente à entrada no museu, poderá empreender uma viagem por terras longínquas que o levará à China, Tailândia, Japão, Indonésia e Timor. No final, é só recortar o destacável do passaporte e nele escrever uma frase inspirada em três conceitos: Museu do Oriente, Viagem, Ásia. A melhor frase, avaliada por um júri de três representantes da Fundação Oriente, será contemplada com uma viagem a Macau.Da caligrafia japonesa ao origami, passando por demonstrações do uso do kimono, pela arte chinesa de recorte de papel ou pela demonstração do ritual do chá oolong, pelo ensino da dança indonésia ou por um workshop de ábaco, pela consulta do signo do zodíaco ou até mesmo por um recital de poesia chinesa, pelo tai chi, massagens tailandesas ou ioga, pela pintura de tecidos e por inúmeras visitas temáticas é um nunca acabar de actividades ininterruptas a começarem logo de manhã e a acabarem ao fim da tarde.
O museu reúne colecções que têm o Oriente como temática principal, nas vertentes histórica, religiosa, antropológica e artística e tem como directora Natália Correia Guedes, neta do escritor sabugalense Joaquim Manuel Correia.

O Capeia Arraiana foi recebido no Museu do Oriente, com muita simpatia, por Natália Correia Guedes. No próximo sábado, 9 de Maio, dia do primeiro aniversário do Museu do Oriente, vamos publicar um «À fala com… Natália Correia Guedes» em que a especialista em museologia nos fala desta sua experiência «por terras do Oriente» e da relação pessoal com o Sabugal.
jcl

A ejaculação precoce é um grave problema nos homens. Estes, na maioria das vezes, têm receio de contar ao médico o que se está a passar. E este problema passa por várias etapas.

Ejaculação precoceEJACULAÇÃO PRECOCE – Em primeiro lugar pensa-se que foi uma vez sem exemplo. Depois que a vida não corre bem e por isso voltou a acontecer, depois… há sempre um depois para tentar justificar o injustificável. Mas quando o homem percebe que tem um problema, outro se coloca logo de seguida: Desabafar com quem? Contar a quem? Será que isto é mesmo um problema? Na verdade quando chega a vez do médico assistente poder interferir o assunto já têm anos de atraso. Agora o que podia ser tratado com anti-depressivos e terapias passa agora apenas por um comprimido vendido nas farmácias portuguesas à base de Dapoxetina e que pode resolver o problema de milhares de homens (casais).
O seu custo é bastante acessível entre os 11 e os 14 euros.
Para os mais envergonhados este é um problema que afecta 23 por cento da população masculina entre os 28 e os 64 anos. Apenas os que assumem porque os números verdadeiros serão muito maiores. Por isso não estão sozinhos devem tentar resolver a situação o mais rápido possível. Também está reservado à mulher um papel demasiado importante nestes casos porque tal como ele o sofrimento passa pelo casal. Ela deve reconhecer o problema e ajudá-lo (não recriminá-lo ou julgá-lo) e tentarem justos dar a volta ao problema.
Mas este novo medicamento aumenta o tempo entre o início da relação sexual e a ejaculação devendo, no entanto, ser tomado 30 minutos antes e actua de forma similar a um anti-depressivo.
Para mais esclarecimento devem falar com o médico assistente.
Vera Villanova

O mês de Maio é decorado com as cores da Primavera que pinta as giestas raianas com flores amarelas. A «Caminhada das Maias» é, por isso, um excelente rótulo para mais uma caminhada pelo interior raiano, um evento organizado mensalmente pela Câmara Municipal do Sabugal.

Caminhada das Maias em Ruivós

A 23.ª Caminhada pelo Interior (Raiano) da Câmara Municipal do Sabugal está marcada para domingo, 17 de Maio de 2009, às nove horas da manhã, na freguesia de Ruivós.
Os participantes serão recebidos junto à sede da Associação Amigos de Ruivós estando o início da caminhada marcado para as 9.30 horas. O pequeno-almoço será servido na antiga escola da Bismula (10.30) e no regresso ao ponto de partida será servido, por volta da uma da tarde, um retemperador almoço a todos os participantes.

A inscrição na caminhada é gratuita e pode ser feita no local da partida.
Organização:
Câmara Municipal do Sabugal.
Apoios: Juntas de Freguesia de Ruivós e da Bismula.
Equipa de apoio: Associação Amigos de Ruivós.
jcl

A Festa do Mundo Rural, realiza-se no Soito, nos dias 30 e 31 de Maio, tendo por palco a Casa da Juventude, Desporto, Cultura e Lazer dessa localidade. O programa inclui uma exposição agro-pecuária, provas gastronómicas, desfiles de rua, música e várias actividades taurinas.

Festa do Mundo RuralA Festa do Mundo Rural, organizada pelo Município do Sabugal, tem sido uma iniciativa anual, pela qual se divulga e promove a economia do concelho, nomeadamente a produção alimentar, a gastronomia e a pecuária. O evento contém sempre um vasto programa de animação, o mesmo sucedendo na edição deste ano.
O programa divulgado pela autarquia é o seguinte:
30 Maio (sábado)
10h00 -Abertura da 5ª Mostra Agro-alimentar do Alto Côa, que incluí, exposição de pequenos ruminantes, bovinos, equinos e espécies cinegéticas; exposição de máquinas e alfaias agrícolas; provas gastronómicas (stands e expositores); animações várias (entre as quais, o Grupo Bombos do Barco).
10h30 – Largada de touros
13h00 – Almoço de convívio
14h30 – Desfiles de rua com o Grupo de Moleiros, Avestruzes Saltitantes, Aerotrim e o Baloiço.
17h00 – Grupo de Sevilhanas «+ Flamenco».
31 Maio (domingo)
10h00 – Reabertura da Mostra
10h30 – Largada de Touros
7h00 – Capeia Arraiana.
plb

RUIVÓS

FESTA DE SÃO PAULO
25 de Janeiro de 2012

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III CAPÍTULO E ENTRONIZAÇÃO
18 de Fevereiro de 2012

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