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A 23.ª Caminhada pelo Interior organizada pela Câmara Municipal do Sabugal com o apoio das Juntas de Freguesia de Ruivós e da Bismula e da Associação dos Amigos de Ruivós decorreu com grande participação popular.
A primeira paragem, para o pequeno-almoço, ocorreu na antiga escola primária da Bismula com os participantes a serem muito bem recebidos pela Junta de Freguesia local. Após a subida das Areeiras foi tempo para uma paragem retemperadora de reagrupamento junto ao miradouro da capela da Santíssima Trindade que proporciona uma vista deslumbrante até à cidade da Guarda. O merecido almoço (arroz de feijão com porco no espeto) decorreu, em alegre convívio, na sede da Associação dos Amigos de Ruivós.
As caminhadas organizadas pela Câmara Municipal do Sabugal são uma das mais bem conseguidas iniciativas deste mandato prestes a terminar. Para os da terra servem para rever lameiros e chões há muitos anos abandonados. Para os de fora servem para admirar e conhecer as belezas naturais das terras do concelho do Sabugal.
O pó levanta-se nos caminhos e os pássaros calam-se admirados enquanto aquela longa fila humana avança por entre centenárias paredes de pedra encrustadas no verde da paisagem.
Parabéns a todos os participantes!
| GALERIA DE IMAGENS – 17-5-2009 |
| Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar |
A apresentação do Boletim Cultural n.º 20 da agência da Guarda da Fundação INATEL tem lugar na cidade da Mêda no dia 25 de Maio.
O Boletim Cultural n.º 20 da agência da Guarda da Fundação INATEL tem como temas principais os Núcleos Museológicos Associativos e a Cultura no Concelho da Mêda, para além da actualidade relacionada com a programação da Fundação.
De acordo com Joaquim Igreja, coordenador cultural da agência da Guarda da Fundação INATEL, o tema principal nasceu a partir da Jornada de Formação sobre Núcleos Museológicos Associativos que a instituição organizou no passado dia 18 de Abril.
A publicação destaca o dossiê «Núcleos Museológicos Associativos» (Joaquim Igreja), um especial sobre o concelho da Mêda e um inquérito aos pequenos museus do distrito da Guarda. O boletim inclui ainda os artigos Novos Mundos (da autoria de Elisa Calado Pinheiro), Animação nos museus locais (António Sá Coixão), Museu Etnográfico de Seia (António Viana), Palavras que contam (César Prata), Museu do Pão (Sérgio Carvalho) e Os Museus dos Grupos Etnográficos (António Lopes Pires).
A edição número 20 do Boletim Cultural tem 60 páginas, uma tiragem de 2000 exemplares de distribuição gratuita e vai ser apresentada na segunda-feira, dia 25 de Maio, pelas 20 horas, no Restaurante o Retiro na Mêda.
jcl
Os vinhos do Grupo Bacalhôa, Palácio da Bacalhôa 2005 e Quinta da Garrida Dão 2006, foram premiados com ouro no prestigiado concurso International Wine Challenge, que decorreu, esta semana, em Londres.
O Grupo Bacalhôa, Vinhos de Portugal conquistou esta semana entre ouro, prata, bronze e recomendado um total de 19 medalhas no prestigiado concurso europeu International Wine Challenge que decorre, em Londres, durante a Wine Fair.
O Palácio da Bacalhôa 2005, um vinho regional das Terras do Sado, foi premiado com uma medalha de ouro. Poderoso e muito concentrado no nariz, resulta da união das castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot, com notas fortes de frutos encarnados, combinados com aromas de café, menta e frutos secos, numa estrutura cheia, complexa, fresca e elegante. Tem um preço recomendado de 26 euros.
Também o vinho Quinta da Garrida Dão 2006, da Aliança-Vinhos de Portugal, recebeu a medalha de ouro. Este vinho é composto pelas castas Touriga Nacional e Tinta Roriz e tem um bom volume de boca e taninos maduros, que conferem uma boa longevidade ao vinho. O preço recomendado é de 5,25 euros.
Os vinhos da Bacalhôa Tinto da Ânfora 2006; Má Partilha 2006 e Só Syrah 2006 receberam medalhas de prata no certame. O Garrida Dão 2006 obteve igualmente a prata.
jcl
Quem tem lido as minhas crónicas, já notou que não é meu timbre auto elogiar-me, ou falar até de pertenças minhas. Não o faço por razões óbvias, e se não fossem essas razões, bastava esta: quem se louva a si mesmo, depressa encontra quem o meta a ridículo.
Hoje vou quebrar a regra, vou falar de mim. Gosto imenso de andar, e quem me conhece sabe perfeitamente que é verdade. Não é só de agora, já faço isto há muitos anos. Vou contar duas histórias passadas comigo, relacionadas com este meu gosto pelo caminhar. Numa noite de consoada, já lá vão uns bons trinta anos, depois da ceia, caminhei pelas ruas da então Vila, durante uma hora ou mais. Alguém me viu e disse que nessa noite fria só tinha visto dois malucos na rua, o Fernandinho, que toda a gente conheceu, um deficiente mental querido por todos, e a mim.
Um rapaz que agora é meu colega, e quando ainda não me conhecia, via-me sempre andar a pé com a minha pasta do trabalho, começou a interrogar-se se eu não seria louco. Talvez um e outro tenham razão, mas deixai-me dizer umas palavras: quando caminho sinto-me livre, afasto-me das incomodidades deste mundo ruidoso e encontro o espaço vital necessário para andar, coisa que não encontraria se fosse dentro de um automóvel.
Também já deve ter notado amigo leitor(a) que eu sou um anacronismo, penso que bom seria a quietude e a vida contemplativa de civilizações antigas. A nossa? É a civilização do ruído e da técnica, as pessoas andam cada vez menos, mas passam horas diante da televisão e do computador. Também o capitalismo selvagem que hoje impera continua com a divisa Time is Money, por isso os horários de trabalho cada vez se prolongam mais com uma cadência acelerada, não deixando tempo nem para passear um pouco a pé.
Mas o meu maior prazer é caminhar pela natureza, os espaços abertos e os horizontes amplos são fontes de inspiração, e aliás a natureza é a nossa identidade originária, o homem com quem primeiro contactou foi com a natureza. Conheço alguns lugares que fazem parte da publicidade do turismo mundial, mas nenhum suplanta, para mim, as paisagens do nosso Concelho. Acreditem-me, as minhas palavras saem-me da alma, não da ambição nem da carteira.
Caminhei muito, continuo a caminhar, embora agora já não seja tanto, perdi um companheiro de passeios, está com problemas de saúde, é Alfredo Virgílio Correia, andamos muito, podemos dizer sem exagerar que foram alguns milhares de quilómetros. Amigo Alfredo, todas as horas ferem, só a última mata, também já me ferem a mim, e talvez de aqui a mais meia dúzia de anos, ou menos até, o meu caminhar seja só no perímetro de algum jardim da nossa cidade. Mas tanto eu como você podemos dizer o seguinte: esta terra não nos foi dada como herdo pelos nossos pais, foi-nos emprestada pelos nossos filhos. A eles diremos que nunca desrespeitamos a Mãe Natureza. Nunca matamos, nem maltratamos nenhum animal, e se vimos tantos, desde lobos, raposas, coelhos, e outros mais. Mergulhamos nas águas do Côa, e nadamos lado a lado com cardumes de peixes, vimos lontras esquivas, bebemos água de nascentes, ribeiros e riachos, vimos o declinar do Sol no alto de alguns cabeços, encontramos coisas antigas pertencentes a outras gerações em moinhos arruinados nas margens do rio e de algumas ribeiras.
Leitor(a), ame a natureza da qual faz parte.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com
O Coronel Aprígio Ramalho,da Associação 25 de Abril, vem ao Sabugal a convite da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Sabugal (APEES), para uma proferir palestras no Agrupamento de Escolas e na Escola Secundária.
A vinda do militar de Abril acontece hoje, dia 19 de Maio, por ocasião do encerramento da exposição de 18 painéis alusivos ao 25 de Abril, que tem estado patente nas escolas do Sabugal desde o dia 23 de Abril. A mostra foi da iniciativa da APEES e decorre sob a epígrafe «Lembrar para Não Esquecer», pretendendo elucidar os mais novos acerca do que foi a revolução dos cravos, acontecida há 35 anos.
O Capitão de Abril e antigo elemento do Movimento das Forças Armadas (MFA) será recebido pela direcção da APEES logo pela manhã, tendo depois encontro marcado com os alunos do Agrupamento de Escolas do Sabugal, entre as 10 e o meio-dia. À tarde o encontro será com os alunos da Escola Secundária do Sabugal, o que acontecerá entre as 14 e as 15h30.
Na conversa com os alunos sabugalenses o militar fará um resumo sobre o 25 Abril de 1974, incluindo pormenores sobre a sua participação nas operações. Depois coloca-se à disposição dos alunos para responder a questões.
plb
























































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