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A partir de 11 de Outubro vai estar patente no Museu do sabugal uma exposição intitulada «O que as pedras nos contam» composta por aguarelas da autoria de Maria C. Ventura.
Em exposição vão estar cerca de 40 aguarelas, onde são retratados alguns monumentos e paisagens do concelho do Sabugal (todas as freguesias estarão representadas).
Maria da Conceição de Sousa Roque Ventura, nasceu em Lisboa a 17 de Março de 1935 e actualmente reside e tem atelier em Vale de Figueira (Santarém). Começou cedo a sua aprendizagem de pintura mas, como seguiu a carreira profissional numa outra área (análises clínicas), só muito mais tarde, em 1985, estudou desenho com o Mestre Martins Correia e pintura com M.me Claudine Thireau, retomando os pincéis em Itália, onde viveu até 1999. O seu trabalho mereceu ao longo do tempo vários prémios e outros reconhecimentos da parte da crítica e do público.
A mostra vai poder ser visitada até ao dia 2 de Novembro, de terça a sexta-feira, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30 e ao fim-de-semana, das 14h30 às 17h30. o Museu encerra à segunda-feira.
plb
O Destacamento Territorial da GNR de Pinhel deteve ontem, 9 de outubro, oito indivíduos de nacionalidade Romena, com idades compreendidas entre os 19 e 52 anos, pelos crimes de furto e burla.
Segundo comunicado difundido pelo Grupo Territorial da GNR da Guarda, as detenções ocorreram numa localidade do Concelho de Trancoso, após os suspeitos terem furtado do interior de uma residência dinheiro. Os Indivíduos agora detidos são ainda suspeitos da prática de vários crimes não só no Distrito da Guarda mas também outras localidades do Pais.
Os detidos foram constituídos arguidos e vão ser presentes no Tribunal Judicial de Trancoso para primeiro interrogatório Judicial e eventual aplicação de medidas de coacção.
Tem vindo a ser notícia a prática de crimes de furto praticados por romenos e cidadãos de outras nacionalidades de Leste, os quais se espalham pelo país, actuando nos mais variados lugares.
plb
Tal como anunciado esta semana, está já em marcha, a Capeia Arraiana do ano de 2009, a largos meses de distância, a ter lugar no Campo Pequeno, a 2.ª desta nova era e a XXXI, desde o seu dealbar.
Será cedo, estranharão alguns, mas como diriam os antigos, é de manhã que se começa o dia, permitindo uma melhor preparação, havendo tempo suficiente para se estudarem algumas eventuais surpresas agradáveis para esta data, que se deseja de festa rija do Concelho de Sabugal, cá para estes lados.
A esta distância, também vai permitir dissecar alguns pormenores da anterior, levando a que se possa corrigir o que de menos bom aconteceu no ano passado, se bem que, para retorno ao Campo Pequeno, até correu de maneira bem satisfatória, melhor talvez do que muitos esperariam, dentro da bitola de tantas outras organizadas anteriormente, mas agora com outras condições, que a principal Praça do País proporciona.
As Capeias de Lisboa, noutros tempos, começavam a delinear-se por altura de Janeiro ou Fevereiro, decorrendo as reuniões com a Câmara de Lisboa, de modo a serem integradas nas Festas da Cidade a decorrer em Junho, como é bem conhecido, dando uma maior visibilidade tanto à Casa, como ao Concelho de Sabugal, pois o programa das festas era consultado por milhares de lisboetas, aportando ao Campo Pequeno outras pessoas, a acrescentar aos aficionados do Forcão.
Tão importante como a publicidade, que se vai desenvolver, será o passa-palavra, «falando-se» desta Capeia, havendo assim tempo para todos poderem programar este dia. Iremos mantendo viva esta notícia, ao longo dos meses, para não acontecer como nesta última, em que muitos outros não chegaram a saber.
Uma visita inesperada aos sites, pode proporcionar a leitura desta notícia, ocasionando a que muitos mais possam estar presentes neste espectacular acontecimento anual.
Na nova era de Capeias no Campo Pequeno, todos temos uma palavra importante, de modo a fazermos jus a uma tradição que é só nossa, constituindo uma bela oportunidade de a preservarmos, engrandecermos e tornarmos mais atractiva, acrescentando mais visibilidade ao Concelho de Sabugal na Capital, pelo menos nesta época, à falta de outros acontecimentos, que levem a nossa terra a ser badalada em tudo o que é sítio, com destaque para a impressa falada e escrita, publicitando, um pouco mais, o interior, já de si votado ao esquecimento por muitas circunstâncias conhecidas, mas isto, são contas de outro rosário.
Desde o ano de 1978, a Capeia de Lisboa, com uma ou outra dificuldade pontual, é certo, foi cumprindo a sua missão, trazendo uma mais valia para o nosso Concelho, levando a que de outras regiões nos visitem, nas tradicionais festas e Capeias de Agosto, que pela raia sabugalense vão tendo lugar todos os anos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
A Confraria do Bucho raiano, marcou já para o próximo dia 8 de Novembro, sábado, a realização do almoço anual do bucho em Lisboa, o qual voltará a realizar-se na Casa do Concelho do Sabugal.
A Confraria do Bucho Raiano, surgiu em 2007 e o seu primeiro acto foi a realização de um convívio, tendo em vista a apresentação da iniciativa e a promoção da iguaria gastronómica que dá nome á agremiação. Esse primeiro almoço aconteceu no dia 17 de Novembro de 2007, na Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa, juntando cerca de 60 pessoas. Já no ano corrente, realizou-se um segundo almoço de bucho, desta feita em Aldeia do Bispo, no concelho do Sabugal. Foi no domingo gordo, dia 3 de Fevereiro, tendo comparecido cerca de 50 convivas.
Entretanto foi crescendo o número de inscritos na Confraria, pelo que se impõe a realização de mais um almoço anual, tendo por objectivo reviver mais um momento de amizade e de divulgação, mas também ter uma oportunidade de relançamento da confraria. A agremiação necessita de ter vida própria, promovendo iniciativas e congregando esforços no sentido da divulgação do bucho e da demais gastronomia tradicional da raia sabugalense.
As inscrições estão desde já abertas, mas alerta-se que serão limitadas, por uma questão de espaço. Assim, quem pretenda participar no almoço do bucho raiano, poderá telefonar para a Casa do Concelho do Sabugal (218403805), ou através do e-mail confrariabuchoraiano@gmail.com.
plb
As estatísticas dizem que os portugueses bebem muito e que a população idosa tem um peso excessivo na nossa estrutura demográfica, factores que afinal, para o bem ou para o mal, nos caracterizam e diferenciam dos outros.
A revista «The Economist» ofereceu aos seus leitores um pequeno anuário estatístico, que nos dá uma visão do estado do Mundo. O pequeno volume, em formato de livro de bolso, que ainda assim contém 80 páginas, apresenta diversos rankings estatísticos do que de bom e de mau se passa no planeta.
Pegando no livrinho (que vinha com a revista que há dois dias comprei em Varsóvia) corri de imediato com o olhar as diferentes tabelas, ávido de encontrar o posicionamento de Portugal. Sucede que o nosso país, pela sua pequenez, não surge em muitos dos rankings, pois os mesmos contêm apenas os primeiros 20 ou 30 países em cada item.
Ainda assim, Portugal consegue ser o primeiro numa das tabelas: a do consumo de vinho. Cada português consome 32,1 litros de vinho por ano. Mais do que a Suiça, a Itália e a França, que andam perto, mas não chegam aos 30 litros. Porém no referente à cerveja, não fazemos parte da tabela, onde os checos são campeões, ao deborcarem cada um 82,4 litros.
Tudo somado, Portugal ocupa o 16º lugar mundial no consumo de bebidas alcoólicas, o que corresponde a cada português ingerir 66,9 litros. É notável, mas estamos neste quadro ainda muito longe dos 99,2 litros que vira cada australiano ou dos 98,2 litros com que se alambaza cada checo.
Há rankings onde nos podemos orgulhar de não figurar. Isso acontece no consumo de tabaco, no número de homicídios, de presos, de afectados pela diabetes, pelo cancro, pela tuberculose e pela sida.
No referente a tabelas com indicadores económicos, realce para o facto de seremos o 11º país em dependência energética do exterior e o 20º na tabela dos que detêm menores taxas de crescimento económico nos últimos anos. De qualquer modo, somos a 33ª economia do mundo, em termos absolutos, com um Produto Interno Bruto que atinge os 183 biliões de dólares. Mas quando dividimos esse produto por cada português descemos para a 45ª posição.
E há dados curiosos: ocupamos o 10º posto em número de telemóveis por habitante (cada português possui 1,091 telemóveis!) e somos ainda o 13º no número de televisores por habitação.
Curioso também é o facto de sermos cada vez mais um país de idosos. Somos o 8º país (ex-equo com a Bélgica e a Croácia) em percentagem de população superior a 60 anos de idade – 22,1 por cento. Se atendermos a que a população portuguesa cresce a uma taxa reduzida de 0,37 por cento, devido à recorrente falta de nascimentos, concluímos que estaremos ainda mais condenados a tornar-nos num país de idosos.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista
leitaobatista@gmail.com


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