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Todos os anos, o primeiro de Novembro torna-se num corrupio de viagens às nossas paragens, a fim de uma visita aos cemitérios, onde repousam muitos dos nossos familiares e amigos, descansando em paz, depois de uma vida plena de consumições e trabalhos, cuidando, o melhor que podiam e sabiam, de todos os seus.
Nesta época, as palavras repetem-se, mais ou menos semelhantes a outros escritos anteriores, não havendo muito, por aí além, que possamos acrescentar.
Os que, ainda por cá andamos, vamos fazendo pela vida, dentro do possível, homenageando os nossos ídolos, com mais uma visita carregada de simbolismo, não deixando cair as imensas recordações.
Este é um dia especial, todos o sabemos, de grande emoção e uma tristeza profunda, pois traz-nos à memória, muito do que passámos com todos aqueles que convivemos uma grande parte das nossas vidas, onde a romagem ao cemitério, sendo uma prioridade obrigatória, é, apenas, um pequeno tributo, a quem tanto nos deu.
Por ser o dia comemorado pela Igreja, é bem natural que leve toda a gente disponível aos cemitérios, até porque, a anteceder a romagem, há sempre uma missa por alma de todos os fiéis defuntos.
Apesar desta data ser importante, muitos outros «1 de Novembro» acontecem ao longo de todo o ano. Para tanto, basta uma deslocação às origens e, eis a oportunidade de uma visita à derradeira casa de quem já «partiu», reeditando o Dia de Todos os Santos. Seguramente, não deixa de ter a mesma emoção e simbolismo, apesar da menor visibilidade, mas que interessa esta? A intenção reconforta cada um e é bem mais importante do que tudo o resto.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
Um inquérito realizado a 1412 pessoas concluiu que o nome preferido para o novo centro comercial da cidade mais alta é… «Guarda Shopping Center».
O novo centro comercial da Guarda, um projecto até aqui designado por «Guarda Mall», irá chamar-se Guarda Shopping Center.
Um inquérito realizado a 1.412 pessoas propôs nos boletins de escolha os nomes «Mercado da Guarda», «Guarda Mall», «Bela Guarda Shopping Center», «Beira Alta Shopping Center», «Centro da Guarda», «Guarda Shopping Center» havendo ainda espaço para a sugestão de um nome.
E o nome mais votado foi… «Guarda Shopping Center». A nova designação recolheu a preferência de 33,7 por cento dos inquiridos e obteve o dobro das preferências recolhidas pelo segundo nome mais votado, o «Beira Alta Shopping Center».
O projecto «Guarda Shopping Center» está projectado para a zona da Central de Transportes e Mercado Municipal, reúne todos os pareceres positivos que permitem enquadrar a construção naquela zona da cidade e corresponde um investimento que ronda os 65 milhões de euros e tem a sua inauguração prevista para 2009.
jcl
O Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos PROVERE – Serra da Estrela, criado no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), está a ser dinamizado pela Câmara da Guarda e abrange os concelhos de Guarda, Celorico da Beira, Gouveia, Seia, Manteigas e Covilhã.
O plano de acção, que contém vários projectos susceptíveis de serem candidatados a fundos comunitários, já foi apresentado aos vários parceiros públicos e privados. O programa valoriza «a montanha e o ar de altitude» e a «excelência bioclimática» e poderá permitir a execução de projectos considerados importantes para a região da Serra da Estrela.
O plano de acção «Provere-Serra da Estrela» contempla actividades relacionadas com o turismo de natureza, de saúde e bem-estar, cultural e paisagístico e também dedica atenção ao relançamento das actividades tradicionais em formatos economicamente viáveis.
A criação de um centro de investigação e monitorização da saúde e ambiente, a construção de uma clínica para tratamento de doenças do foro respiratório e a construção de uma clínica de bem-estar, são projectos considerados âncora no plano delineado que contempla ainda a requalificação do Hotel de Turismo da Guarda, a criação de uma Cápsula do Tempo, o aproveitamento da envolvente da Barragem do Caldeirão para empreendimento turístico e a construção de um IndoorSnow (Gouveia).
Está prevista a criação de um parque temático em torno do ar e outro denominado «Serra da Estrela dos Pequeninos», que apresentará os ícones da Serra da Estrela e da sua envolvente.
O programa é dinamizado pela Câmara da Guarda, que tem como parceiros, entre outros, as Câmaras de Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Manteigas e Seia, a Associação Comercial da Guarda, o NERGA-Associação Empresarial da Guarda, o Hospital Sousa Martins e o Instituto Politécnico.
jcl
A Câmara Municipal da Mêda adquiriu duas peças escultóricas, em granito, concebidas e realizadas pelo escultor Xico Lucena, que vão enriquecer artisticamente a área urbana da cidade.
As obras são da autoria do escultor Xico Lucena e têm por designação «Saturno no Comando do Rito Cósmico ou a ampulheta da biopoiese» e «Andamento Sinfónico da Ontogenése».
Estiveram expostas na Avenida Gago Coutinho e Sacadura Cabral, da Mêda, desde 18 de Agosto, inseridas na exposição «Casulos embrionários» organizada pelo Município no âmbito das Festas de Verão 2008.
O Presidente da Câmara Municipal, João Mourato, justifica a aquisição das obras com a preocupação de dotar a cidade com elementos patrimoniais de reconhecido valor, a par dos investimentos em infra-estruturas e equipamentos sociais, culturais e desportivos que simbolizam desenvolvimento e motivam a atractibilidade das pessoas e gosto em viver na Mêda e seu concelho.
A valorização dos espaços assume-se, assim, uma das vertentes de actuação da autarquia que recentemente inaugurou o Largo de Santo António centrado com o fontanário dedicado ao santo, um monumento evocativo da elevação da Mêda a cidade, mas já anteriormente tinha implantado os monumentos ao povo medense, aos combatentes e aos bombeiros voluntários medenses.
O Presidente da Câmara Municipal classifica o jovem artista como um «mestre da pedra, preferencialmente granito» e a sua obra como «a forma de pensar e de ver a realidade que Xico Lucena tem em mente e formaliza na prática, aliado com o seu amor à simpática aldeia de Penso, concelho de Sernancelhe» onde reside e tem seu atelier/oficina.
Xico Lucena nasceu a 14 de Outubro de 1966 em Olsberg, Alemanha Ocidental, e veio para Portugal com apenas um ano de idade. Em 1993 começou a esculpir granito que combina frequentemente com ferro, madeira e outros materiais.
Está representado no Museu do Vaticano (Itália), Câmara Municipal de Paul (Cabo Verde), Câmara de Jacou – Montpellier (França), RTP-Porto, e Casa da Beira Alta no Rio de Janeiro (Brasil).
Realizou exposições individuais e colectivas nas galerias de arte Aquariu’s (Guarda) Casino Estoril (Estoril), Ditec (Lisboa), Magia Imagem (Lisboa) Ara (Lisboa), Santa Luzia (Lisboa) , Chiado (Lisboa), São Bento (Lisboa), Desigual (Lisboa), Arte LM (Sintra), Grade ( Aveiro), Sacramento (Aveiro), Rectoverso (Luxemburgo),FIL 96 (Lisboa), Inauguração do Instituto da Juventude de Aveiro, Casa da Guia (Cascais), Exposição Itinerante na Galiza (Espanha),) Feira da Arte de Lisboa e Porto, Exposição Colectiva de Morges (Suíça) Colectiva – Galeria Ikon (Braga), III Exposição Internacional – arte sin fronteras Manises 2006 – Espanha, Museu do Vinho (Anadia), Inauguração do centro Cultural de Ílhavo, jardim da casa de Cultura de Vila Nova de Famalicão, entre outras.
aps
Em todas as crónicas anteriores falámos sobre os hábitos alimentares e, como tal, hoje vou escrever sobre a nova roda dos alimentos.
ALIMENTAÇÃO – Em Portugal produzem-se todos os alimentos necessários a uma alimentação saudável. E não é de todo novidade que a nossa dieta mediterrânea é a mais saudável do mundo. Temos a nosso favor quase três mil anos de prática.
Este tipo de comida é a mais adequada para prevenir e tratar doenças resultantes de uma alimentação desequilibrada.
Quando andamos na escola aprendemos a roda dos alimentos e depois nunca mais nos lembramos dela a não ser que alguém esteja doente e necessitemos de pensar nos alimentos mais saudáveis para lhes dar. Porque não pensamos nisso antes?
A roda dos alimentos tal como a conhecíamos foi recentemente alterada como retrato da evolução dos conhecimentos científicos.
Mantendo a forma de um prato utilizado nas refeições esta nova versão subdivide alguns grupos e estabelece quais as percentagens e serem ingeridas, para além de incluir a água no centro como novidade dada a importância desta no bom funcionamento do nosso organismo.
A roda dos alimentos está dividida em sete grupos:
– 28% – Cerais e derivados, tubérculos;
– 23% – Hortícolas;
– 20% – Fruta;
– 18% – Lacticínios;
– 5% – Carne, pescado e ovos;
– 4% – Leguminosas;
– 2% – Gorduras e óleos
Inicie o seu dia com um pequeno-almoço completo, equilibrado e saudável.
Coma de três em três horas. Não salte refeições. Não coma demais.
Reduza o consumo de sal. Opte por usar ervas aromáticas e especiarias para que os seus cozinhados fiquem mais apetitosos.
Coma mais legumes, mais hortícolas e mais frutas.
Beba água simples em abundância ao longo do dia! Evite as bebidas alcoólicas.
Modere a ingestão de açúcar.
Privilegie o azeite, tanto para cozinhar, como para temperar os alimentos
Para uma alimentação rica e natural, devemos observar três qualidades de alimentos, a vegetal, a natural e a integral.
– Alimentos Vegetais – Estes são sem duvida os alimentos mais importantes, as verduras, os legumes e as frutas. Nestes encontrará minerais, vitaminas, açucares, proteínas e gorduras, estas em baixa quantidade. São também os alimentos mais equilibrados, que devem margem para dúvidas devem ser consumidos diariamente. Ou seja no pequeno almoço, no almoço e no jantar. Neles existem substâncias protectoras com acção anti-inflamatória, anti-reumática, etc.
– Alimentos Naturais – Produzidos pela natureza. Fornecem as substâncias necessárias para o bom funcionamento do nosso sistema, e o organismo está apto para digeri-los, absorvê-los, metabolizá-los e eliminar o que não serve. Pelo contrário, os produtos artificiais, industrializados são os alimentos que contém substâncias químicas acrescentadas, como conservantes, estabilizantes, corantes, aromatizantes, etc. Todas estas substâncias são prejudiciais à saúde, podem provocar intoxicações, alergias, e muitos outros problemas, inclusive nalgumas situações o cancro. Nesta categoria encontram-se entre outros o açúcar refinado, os doces, as bebidas artificiais, a margarina, os enlatados em geral, produtos nada saudáveis, que devem ser evitados.
– Alimentos Integrais – Esta é uma categoria que merece especial atenção, assim logo abaixo poderá encontrar vários exemplos destes alimentos. Os alimentos integrais são aqueles que mantêm a sua constituição inicial. É o alimento na sua forma mais completa, total, mantendo todos os nutrientes, necessários para um equilíbrio e um bom funcionamento do organismo. Os cereais integrais ainda possuem películas que envolvem os grãos, ricas em nutrientes como fibras (importante para manutenção e funcionamento adequado do intestino), vitaminas e minerais.
Vera Villanova
O concelho do Sabugal pertence pela legislação em vigor ao Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela.
Em 10 de Abril de 2008 é publicado o Decreto-Lei nº 68/2008 que reorganiza as entidades públicas regionais com responsabilidades na área do turismo. De acordo com este diploma legal é criado o Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela ao qual pertencem os seguintes Concelhos: Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Guarda, Manteigas, Meda, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso. Curiosamente não integra este Pólo o concelho de Penamacor.
Por outro lado, salienta-se uma separação a nível da organização territorial turística, entre os Municípios que integram a Associação dos Municípios do Vale do Côa, ficando a pertencer ao Pólo Douro os Concelhos de Freixo de Espada à Cinta e Torres de Moncorvo, não integrando Mogadouro nenhum destes Pólos.
Entretanto, e através da Portaria 1154/2008 publicada a 13 de Outubro, são publicados os Estatutos do Pólo Serra da Estrela, definindo as regras de funcionamento e a constituição e atribuições dos seus órgão dirigentes.
A publicação da legislação indicada vem colocar uma questão importante quanto ao posicionamento do Concelho do Sabugal. Na verdade, tudo parece indicar que o Município vem apostando no eixo turístico «Côa-Douro», até pela integração na candidatura aprovada no PROVERE, não aprofundando as ligações à Serra da Estrela.
Se esta minha interpretação corresponde à realidade, devo dizer claramente que não estou de acordo.
A ligação Côa-Douro é uma ligação a manter, mas nunca será através dela que o Concelho do Sabugal se afirmará como um destino turístico a nível nacional e internacional.
Tirar partido do fluxo turístico da Serra da Estrela será, no meu entender, sempre mais vantajoso que apostar que os visitantes das gravuras rupestres de Foz Côa, ou das amendoeiras em flor ou da paisagem vinhateira do Douro, descem o rio Côa e vêm visitar as nossas terras.
Já acredito que o turista da Serra da Estrela se alongue até Sortelha, à Serra da Malcata ou mesmo à Albufeira do Sabugal.
Aliás, isto já acontece hoje e já aconteceu no passado quando muitos turistas da Serra da Estrela vinham visitar, comer e dormir no Sabugal.
Esta é uma discussão que tem de ser feita. A minha posição aqui fica: Integrar o eixo «Côa-Douro», mas privilegiar a integração no Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela.
ps. Leio na edição do «Diário XXI», de 15 de Outubro, que O Presidente da Câmara da Covilhã afirmou que este Município não entra neste Pólo por razões que parecem pouco claras. Na verdade, o Presidente afirma que tudo foi preparado para pôr na direcção pessoas previamente escolhidas. Ora os Estatutos publicados são claros: a Direcção tem 1 presidente e 4 vogais, eleitos em Assembleia Geral. Esta tem a seguinte composição: 15 representantes das Autarquias, 10 de entidades privadas ligadas ao turismo e 5 representando organismos da Administração Central. Será que o sr. Presidente da Câmara da Covilhã queria que os Estatutos dissessem que o Presidente tinha de ser ele?…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
rmlmatos@gmail.com
Fundada no ano de 1118 e abolida em 1312, a ordem religioso-militar dos cavaleiros do Templo, com sede em Jerusalém, desempenhou um papel crucial na expansão e reconquista cristã, o que a levou a estender-se por vários países.
No início do século XIV foi movido contra a Ordem um processo politico e canónico, acusada de práticas secretas, acabando por ser extinta.
Em Portugal a Ordem dos Cavaleiros do Templo teve também especial relevância no apoio prestado aos primeiros reis na conquista e no povoamento do reino. Expressão disso foi a doação de numerosas terras aos Templários, de entre elas as do termo de Touro (actual Vila do Touro, concelho do Sabugal), cujo Mestre, Pedro Alvito, concedeu foral aquela nobre vila medieval.
Pinharanda Gomes, insigne polígrafo quadrazenho, editou em 1999 um livro intitulado «A Regra Primitiva dos Cavaleiros Templários», onde lança luz sobre a forma de vida dos cavaleiros do Templo. Era escrupuloso o cumprimento da Regra (regulamento, forma de vida), que obrigava os freires a viverem de forma ascética em práticas de humildade e fraternidade. Não se conhecendo outras normas que eventualmente tenham sido seguidas pelos Templários, forçoso é admitir que durante os dois séculos da sua existência dessem cumprimento rigoroso aos preceitos consignados na Regra primitiva. Para Pinharanda Gomes serão infundadas algumas acusações imputadas à Ordem do Templo, cujos cavaleiros freires terão vivido sem mácula.
O valioso livro explana a Regra no latim original e em português, e explica os seus mais importantes conceitos. Analisa a origem do nome da Ordem, o papel do Mestre, a recepção aos noviciados, a vida quotidiana imposta aos freires pela Regra. A pobreza, a modéstia, o silêncio, a castidade e a oração foram as traves mestras da forma de vida Templária. A sair disto, apenas o dever de dar combate ao leão (o infiel), em defesa de Cristo e dos lugares santos.
plb
O Município da Mêda organiza de 7 a 9 de Novembro a «Expomêda 08 – Feira de Actividades Económicas» com o objectivo de promover a indústria, comércio, cultura e tradições do concelho.
Diversificado e rico nas suas características geográficas, económicas e sociais, que se complementam e fazem o todo o concelho, a Mêda apresenta-se neste certame com a vitalidade que tem marcado o seu rumo ao futuro assente num desenvolvimento sustentado, firme e real, no aproveitamento dos seus recursos naturais, patrimoniais, agrícolas, paisagísticos e humanos.
O Presidente da Câmara Municipal da Mêda, João Mourato, evidencia a importância deste acontecimento que, anualmente, mostra um pouco daquilo que na realidade acontece neste concelho onde o fomento no investimento com vista ao bem-estar e desenvolvimento dos munícipes vem sendo uma constante, a par do sucesso de muitos empresários que, mercê da luta e persistência, conseguem a meta do progresso e inovação.
Por outro lado, pretende-se abrir a Expomêda a toda a população que pode usufruir de animação musical e social.
Neste capítulo, são de referir os espectáculos de Ricardo Azevedo (7 de Novembro, sexta-feira), Just Girls (8 de Novembro, sábado) e Adiafa (9 de Novembro, domingo) e do grupo Kids & dance, Quartz by Elite Star, Micael Cardoso, Ruizinho de Penacova e Grupo Musical Taboeira-Figueira da Foz.
O Presidente da Câmara Municipal destaca também a apresentação, no dia 8 de Novembro, Sábado, da obra «O Grande cancioneiro do Alto Douro» de autoria de Altino Cardoso.
aps
Uma equipa de professores da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico da Guarda (IPJ), em colaboração a Universidade de Salamanca e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, participou na elaboração de um projecto transfronteiriço, pelo qual se criou um directório com informação exaustiva sobre produtores ecológicos e artesanais.

O «Directório Transfronteiriço de Produtores Ecológicos e Artesanais» das regiões da Beira Interior Norte, Salamanca e Douro Superior, foi apresentado no passado dia 23 de Outubro numa cerimónia realizada em Aldehuela de la Boveda (Salamanca).
Na sessão estiveram presentes os presidentes da Diputacion de Salamanca e da maior parte dos das Câmaras Municipais das regiões portuguesas envolvidas.
Trata-se de um trabalho desenvolvido e publicado com o financiamento do projecto de Iniciativa Comunitária INTERREG III, intitulado «Comunidade de Trabalho Beira Interior Norte – Província de Salamanca».
Neste directório procurou-se inventariar, da forma mais exaustiva possível, os produtores ecológicos e artesanais dos três territórios de fronteira, procurando não só recolher informação específica sobre cada sector e produtor mas também aglutiná-los numa única publicação, disponibilizando-se assim um importante instrumento de informação e promoção destas actividades.
Este projecto servirá, para além de outros objectivos, como base para a realização de uma grande feira anual, perspectivando-se que a mesma se realize um ano em Salamanca e outro em Portugal.
Por parte do Politécnico da Guarda os trabalhos foram coordenados pelo Professor Constantino Rei, Director da Escola Superior de Tecnologia e Gestão.
plb
Porquê pôr nas mãos da justiça só os ditadores do chamado Terceiro Mundo, acusando-os de crimes contra a humanidade? E estes que cometeram este crime financeiro que deixou na miséria, no desemprego e no desespero milhões de pessoas em todo o Mundo? Que vamos fazer deles?
A maior parte dos políticos e confederações empresariais são a favor da desregulamentação da economia, termo que significa entre outras coisas, a liberalização absoluta dos mercados e a gestão privada dos serviços públicos. É a doutrina imposta pelo capital internacional desde que surgiu o neoliberalismo. Mais um mau exemplo vindo dos Estados Unidos. Por isso se explica que na U. E. se proceda à desmontagem do Estado Social, à precariedade laboral, à privatização dos serviços públicos, à redução dos gastos sociais, à contenção dos salários, ao aumento das horas de trabalho, ao aumento da idade da reforma e também infelizmente à devastação do meio ambiente.
O filósofo francês Pierre Bordieu chamava a esta maneira de fazer política «a institucionalização da insegurança». A presente motivação dos administradores do capitalismo selvagem é multiplicarem os lucros dos accionistas em detrimento de quem trabalha, especialmente dos mais humildes e pior remunerados. Por isso se explica que os ricos sejam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
Creia-me leitor(a) não vivemos propriamente numa democracia. Vivemos numa plutocracia, ou seja, o governo dos ricos e poderosos.
E estamos numa encruzilhada séria e perigosa da história moderna. A guerra e a globalização são processos intimamente ligados. A militarização do Médio Oriente e da Ásia Central tem a ver com o projecto de estender o sistema de «Livre Mercado» até essas fronteiras.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com
A jornada micológica, uma reunião de balanço do Festival do Forcão realizado este ano e uma sessão de esclarecimento sobre incêndios florestais, animaram a freguesia dos Fóios, que acolheu as diversas iniciativas no Centro Cívico «Nascente do Côa».
No sábado, dia 25 de Outubro, realizou-se uma jornada micológica, subordinada ao tema «Aprender a conhecer mais e melhor os cogumelos». De manhã aconteceu um passeio pelo campo tendo sido recolhidas algumas variedades de cogumelos, que foram estudadas na parte da tarde, no Centro Cívico.
O almoço, confeccionado pelos elementos da equipa de sapadores florestais dos Fóios, teve lugar na sede dos caçadores, antigo posto da Guarda Fiscal. Comeram-se várias espécies de cogumelos que haviam sido recolhidos durante a manhã.
Também sábado, mas à noite, reuniram no Centro Cívico «Nascente do Côa» os representantes das aldeias raianas que participam no Festival do Forcão, a quem foram apresentadas as contas relativas ao evento, que teve lugar na Praça Municipal da vila do Soito, no passado mês de Agosto.
A organização, que este ano coube aos Fóios e Aldeia do Bispo, apresentou as contas e entregou o cheque com a quantia sobrante a cada uma das Juntas de Freguesia. a cada uma couberam dois mil e 466 euros.
Para além da distribuição dos dinheiros sobrantes analisou-se a acção das Juntas organizadoras tendo sido feitas algumas chamadas de atenção para que alguns erros verificados não venham a ser repetidos no futuro. Seguiu-se um jantar convívio no restaurante do viveiro de trutas, onde todos participaram, dentro dum verdadeiro espírito raiano.
A Associação «Côaflor», sedeada na cidade do Sabugal, realizou uma sessão de esclarecimento que teve também lugar no Centro Cívico, pelas 17 horas do domingo, dia 26.
Para além dos engenheiros João e Artur, da «Côaflor», sentaram-se na mesa o engenheiro Alberto, do gabinete florestal do Município de Sabugal, bem como dois militares do SEPNA da Guarda Nacional Republicana.
Todos os técnicos abordaram temas relacionados com os procedimentos relativos a queimadas, protecção das habitações, palheiros e barracões agrícolas.
Depois das exposições feitas pelos técnicos houve algum tempo para perguntas e respostas.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)
jmncampos@gmail.com
O Grupo Territorial da Guarda da GNR registou 51 ocorrências criminais na semana passada. Efectuou ainda oito detenções em flagrante delito e tomou conta de 28 acidentes de viação.
No período entre 20 e 26 de Outubro, a GNR registou 13 crimes de furto, merecendo destaque um furto de automóvel, outro de objectos que estava no interior de automóvel, um em residência e dois em estabelecimentos comerciais.
Dos oito detidos em flagrante, quatro tiveram por motivo a condução sob efeito do álcool, um por condução ilegal, um por desobediência (recusa em efectuar teste alcoolémia) e um por posse ilegal de arma. A detenção por posse de arma ilegal foi efectuada pelo destacamento de Seia que abordou um indivíduo na via publica daquela cidade quando este ameaçava com uma arma a sua mulher. Para além da arma ilegal foram-lhe ainda apreendidas cinco munições.
Quanto a operações, foi efectuada uma busca domiciliária, no cumprimento de um mandado, relativamente a um processo de violência doméstica no concelho de Aguiar da Beira, de onde resultou a apreensão de 275 munições de diversos calibres.
No dia 24 de Outubro realizou-se uma operação de nível Distrital, vocacionada para a prevenção e combate à criminalidade, nomeadamente detenção de armas ilegais, material furtado e mercadorias contrafeitas. Na mesma foram empenhados 19 militares, que elaboraram 20 autos de contra-ordenação por diversas infracções.
Dia 26 de Outubro realizou-se uma operação de fiscalização ao trânsito, da qual resultou a detenção de cinco indivíduos, pelos crimes de condução sob efeito do álcool, desobediência à Autoridade e posse ilegal de arma.
Registaram-se 28 acidentes de viação, sendo 24 por colisão e quatro por despiste, dos quais resultaram um morto, um ferido grave e cinco feridos leves.
A GNR da Guarda realizou ainda acções de sensibilização dirigias a alunos e professoras das escolas, subordinadas ao tema: «Segurança Rodoviária e Segurança na Escola».
plb
Os Trovante iniciaram-se nas lides musicais em 1976, em Sagres, no Algarve. Nos anos seguintes lançaram «singles» e dois LP’s («Chão Nosso» e «Em Nome da Vida»). No início eram uma banda muito marcada politicamente e com um estilo próximo da música tradicional portuguesa, pese o facto de, hoje, estes primeiros discos sejam vistos como dentro do «progressivo», por muitos interessados.
Acompanharam José Afonso na gravação do LP «Fura Fura» e fizeram uma tournée com o autor de «Grândola» por terras africanas.
O seu verdadeiro sucesso só aconteceu em 1981, com o LP «Baile no Bosque», onde o tema-título tinha uma letra que falava no lince da Malcata.
A primeira vez que vi os Trovante, ao vivo, foi na noite de 2 de Fevereiro de 1982, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra. Gostei muito deste concerto, que estava muito próximo da Folk Music e bastante longe da Pop.
Mais tarde, vi os Trovante, ao vivo, por duas vezes, na cidade da Guarda.
O sucesso dos Trovante continuou a crescer. Após a edição dos LP’s «84», «Sepes» e «Terra Firme». A sua música adquiriu sonoridades mais Pop e foram abandonando, progressivamente a sua vertente Folk.
O seu concerto no Sabugal, inserido nas Festas de São João, teve lugar no castelo de cinco quinas.
O recinto estava a abarrotar. Foi um dos anos que vi mais gente nas Festas de S. João.
A formação da banda era a seguinte: João Gil (guitarra), Luís Represas (voz e bandolim), António José Martins (percussões), Artur Costa (saxofone), Manuel Faria (teclados), Fernando Júdice (baixo) e José Salgueiro (bateria).
Os Trovante tinham alcançado um estatuto de super banda e a sua vinda ao Sabugal foi uma aposta ganha, por parte da Comissão de Festas.
O grupo tinha lançado, não há muito tempo, o super êxito «125 Azul». A música dos Trovante já conseguia agradar ao «mainstream». João Gil até usou guitarra eléctrica, numa boa parte do concerto, no Sabugal, quando isso era improvável, na época em que os Trovante davam os primeiros passos.
O público teve direito a todos os êxitos da banda, incluindo «Perdidamente», «125 Azul», «Xácara das Bruxas Dançando», «Travessa do Poço dos Negros» e «Tutti quanti».
Os Trovante proporcionaram um dos melhores concertos que tiveram lugar no Sabugal e que sejam do meu conhecimento.
A produção do espectáculo (som e luzes) foi, também, de cinco estrelas. Os Trovante eram profissionais a cem por cento e não descuraram nenhum pormenor.
No final, como não podia deixar de ser, houve direito a encore, já que o público assim o exigiu.
Uma situação que me deixou bastante intrigado, aconteceu após o final do concerto, quando os membros dos Trovante tiveram que ser acompanhados pela GNR para saírem dos bastidores, para fora do recinto.
Eu, que vi os Trovante na Guarda, com o público bem juntinho ao palco, sem qualquer barreira, e que os vi à noite, convivendo com as pessoas num bar da cidade, fiquei um pouco perplexo. Mas é a vida do showbiz.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte
akapunkrural@gmail.com
Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com
Local: Sabugal.
Legenda: Seja qual for a perspectiva o Castelo do Sabugal fica sempre bem na fotografia.
Autoria: Capeia Arraiana.
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A economia mundial bateu no fundo e necessita renascer das cinzas com novos conceitos e novos protagonistas. A especulação e a incompetência financeira privada deram lugar a balões de oxigénio dos governos. Por outro lado o concelho do Sabugal não pode ser deixado à deriva com ideias avulsas de promoção turística. Todas as iniciativas que tragam visitantes ao concelho devem ser acarinhadas e aplaudidas. Falta saber e perceber se o retorno é apenas a utilização das casas de banho e o lixo depositado nos caixotes.
A economia está na ordem do dia. A minha vida académica obrigou-me a «encaixotar» (leia-se «ler do princípio ao fim de forma enviesada») o livro de referência «Economia» de Paul Samuelson proposto para a cadeira de economia política. Curiosamente a mais recente edição (já vai na 17.ª) abre no capítulo 1 com os fundamentos da economia e com uma introdução intitulada «Por quem os sinos tocam».
Sem me querer alongar nestas áreas da economia mais ao jeito do meu amigo Paulo Leitão não posso deixar de ser solidário com as preocupações dos nossos dias. Considero que um dos grandes responsáveis a que isto chegou dá pelo nome de Alan Grenspan, judeu de origens húngaras nascido em Nova Iorque e durante quase duas décadas presidente da Reserva Federal Americana. A personalidade veio agora dizer que talvez tenha agido e analisado mal os mercados livres mas… «a sua culpa vai resumir-se a pouco mais do que isso».
Preocupante e inquietante é que os mesmos especialistas (?) económicos pagos a peso de ouro que levaram a especulações monstruosas e ao descalabro são os mesmos que agora nos querem apresentar soluções.
Preocupante e inquietante é o Presidente da República, Cavaco Silva, ter demorado apenas meia-hora a aprovar um monstruoso balão de oxigénio aos principais bancos privados. Nos Estados Unidos e na Inglaterra o Estado nacionalizou e responsabilizou os anteriores administradores pelos danos causados. Em Portugal os bancos privatizam o Estado português e recebem garantias para continuar… no bom caminho (?!?) quando nos diziam que não havia dinheiro para investimentos públicos que relançassem a economia nacional (aconselho a leitura da crónica de José Robalo sobre o assunto).
Mas na economia há muitos monstros sagrados. Vou referir Adam Smith, considerado por muitos o pai da economia moderna e o mais conhecido teórico do liberalismo económico que defendeu que a riqueza das nações resultava da iniciativa privada. A aposta em projectos comerciais que movidos pelo seu próprio interesse promoviam o crescimento económico e a inovação contribuindo para a promoção local, regional e nacional. A economia é uma distribuição com virtude. A virtude não está em poupar mas em escolher os investimentos certos contrariando os defensores do aforrismo e a relação de poupança com o dinheiro. A sabedoria empregue ao gastá-lo é mais importante do que o dinheiro gasto.
Fica contudo, para mim que não sou economista nem investidor na bolsa, uma dúvida de leigo. Para que servem as Bolsas. Se fechassem todas as Bolsas do Mundo o que perdiamos? O que perdiam os cidadãos deste planeta chamado Terra que sobrevivem com um euro por dia? Responda quem souber porque, eu cá, fechava-as a todas. Ponto final parágrafo.
Economia é investimento com sabedoria
Passou este fim-de-semana pelo concelho do Sabugal o BMW X Experience com o patrocinio da marca e os apoios do Governo Civil da Guarda e das Câmaras Municipais do Sabugal, Guarda, Penamacor e do Ayuntamiento de Ciudad Rodrigo. Estamos todos de acordo que as iniciativas privadas podem e devem definir a logística do seu evento. Ninguém tem nada com isso. E todas as iniciativas que passam pelo concelho do Sabugal são bem-vindas. Mas…
A caravana da concentração visitou o Castelo do Sabugal com entrada gratuita, utilizou energia eléctrica das instalações do município e… trouxe uma carinha (tipo roulote das bifanas das feiras) que estacionou junto ao monumento para servir os participantes.
Acredito que a dita carrinha funcionou num espaço público, com seguro, com licença paga ao município e com as devidas autorizações superiores dos serviços camarários.
Mas não posso deixar de me questionar sobre aspectos fundamentais. Uma concentração que utiliza equipamentos sociais e turísticos à borla, que não pernoita, que traz consigo catering (a pagar?) com comida, bebidas e café aproveita a quem? E o respeito que merecem os investimentos privados locais que pagam impostos, licenças e defendem durante todo o ano a imagem do sabugal e do seu património? Impõem-se justificações e esclarecimentos porque este modo de actuação colide frontalmente com as conclusões e objectivos do recente colóquio «Jornadas Raianas sobre o Turismo» que decorreu no Auditório Municipal. Ou tudo não passou de uma encenação arquivada quando terminaram as jornadas.
Que raio de promoção é esta do Sabugal e do seu potencial turístico que não parece passar de acontecimentos avulsos e sem nenhum enquadramento estratégico. Também a nível local a economia resulta de investimentos com sabedoria e retorno.
As respostas e justificações por mais bem elaboradas que sejam não podem nunca deixar de explicar qual o retorno que os responsáveis camarários entendem ter recebido deste evento onde os participantes se limitaram a usar as casas-de-banho e a deixar o lixo no Sabugal.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages
jcglages@gmail.com
Este artigo é apenas a declaração pública da indignação e ultraje que neste momento nós os comerciantes da zona do Castelo do Sabugal sentimos.
Nós comerciantes, conscientes do nosso dever, trabalhamos duro para:
– Apoiar os turistas e visitantes da área histórica do Castelo do Castelo dando as informações necessárias e motivando-os a permanecer no concelho, procurando trazer mais valias para todos;
– Promover, criar e apoiar às nossas custas eventos que tragam beneficio para o concelho, tentando dinamizar culturalmente a cidade, recuperando tradições perdidas;
– Prestar um evidente serviço publico ao disponibilizar as instalações sanitárias aos visitantes do castelo, com os consequentes custos económicos que deste facto resulta, isto porque castelo não há sanitários a funcionar;
– Manter o negócio com sacrifício, lutando contra as dificuldades impostas pela crise chegando a trabalhar mais de 18 horas por dia.
Do lado das instituições recebemos, boicotes, dificuldades, desconsideração, perseguições despropositadas e para cumulo, a instalação de uma rulote à nossa porta a vender exactamente os mesmos produtos que nós vendemos, numa clara e evidente atitude de concorrência desleal a nós, os que diariamente aqui exercemos a nossa actividade e nos esforçamos por vencer as dificuldades tentando com todo o nosso empenho e saber prestar um bom serviço aos da terra e aos que nos visitam.
Lamentavelmente, estamos sujeitos a estas atitudes que para alem de nos dificultarem os negócios nos destroem a nós como a muitos outros antes de nós, a vontade de continuar a investir os nossos bens, o nosso saber e o nosso trabalho nesta terra de onde vejo todos os dias partir gente com as lágrimas nos olhos, por ser impossível aqui viver devido às perseguições e ou atitudes como estas de quem detem o poder.
O Sabugal, foi considerado o pior concelho para viver num estudo independente recentemente publicado. Depois de tudo o que tenho passado e o que vi outros passar, já percebo onde se podem encontrar as razões para este resultado, razões que levaram um conterrâneo meu a dizer com as lágrimas nos olhos «sou obrigado a partir porque eu amo o Sabugal mas o Sabugal não me ama».
Até quando vamos continuar a aguentar estes actos de quem devia defender a nossa terra e faz exactamente o contrário?
Quantos mais filhos da terra, vão ter que partir com as lágrimas nos olhos por ser impossível viver nesta terra?
Quantas mais empresas vão ter que encerrar as suas portas ou partir para outros locais devido a estas atitudes que beneficiam alguém, que não os que aqui procuram honestamente fazer a sua vida e contribuir para o desenvolvimento do Concelho.
Responda quem quiser…
obs: As imagens provam que eles estavam a vender os mesmos produtos até a tabela de preços é visível e quanto ao local também não há dúvida.
Um comerciante sabugalense
(com conhecimento da identidade por parte da administração do Capeia Arraiana)
O HDR (High Dynamic Range) é a conjugação de várias imagens com diferentes valores de luminosidade, consagrando uma visão do motivo que se aproxima (ou até excede) a capacidade adaptativa da nossa visão.
Com advento da fotografia digital, novas técnicas emergiram ou foram aperfeiçoadas. É o caso do sistema HDR – elevada gama dinâmica. Aplicável a todo tipo de fotografia, de retratos a interiores ou até mesmo paisagens.
Desenvolvido nos anos 30, a técnica de HDR ganha actualmente uma série de adeptos que exploram as suas potencialidades não só porque criam um impacto visual imediato mas também porque permite criar cenários com um alcance dinâmico de luminosidade que nem os nossos olhos conseguem ver.
A técnica consiste em captar um conjunto de imagens com vários valores de exposição e posteriormente fundir numa só num de muitos softwares disponíveis no mercado.
Cenários com diferentes níveis de luminosidade ou até mesmo com forte contraste, são ideais para explorar a elevada gama dinâmica.
Para aplicação in loco desta técnica, dirigi-me até à antiga Adega Cooperativa na Colónia Agrícola. Um local singular e cheio de contrastes. Adicionalmente, o estado de degradação proporcionou à imagem final um aspecto sombrio e surreal.
«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com
O Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito, recentemente concluído, vai iniciar a sua actividade no dia 1 de Dezembro, com 12 empresas instaladas, dos ramos da construção civil, metalomecânica, comércio e serviços.
Das doze empresas agora instaladas, uma é espanhola. É ainda possível que a breve trecho outras empresas se juntem as que agora ali estarão instaladas, dado que houve outras manifestações de interesse que a qual momento podem ser confirmadas.
Uma dos valores estratégicos em que aposta a Câmara Municipal, dona da infra-estrutura, é a proximidade com Espanha e a consequente possibilidade de para ali atrair empresas espanholas, sobretudo as que mantêm ligações comerciais com Portugal ou que para aqui pretendem estender os seus negócios.
A Câmara Municipal aprovou um conjunto de incentivos, através dos quais acredita ter condições para captar mais empresas para o novo espaço.
O Centro de Negócios Transfronteiriço possui espaço apropriado para a instalação de empresas de diversos ramos de actividade, merecendo realce as doze fracções para armazéns, espaços comerciais, salas para escritórios e para serviços, restaurante, banco, espaço para exposição e venda de artesanato e gabinetes para a administração. Tem ainda uma zona para a instalação de uma média superfície comercial de média dimensão.
plb
A Guarda Digital apresenta este domingo, dia 26 de Outubro, o Portal de Turismo. A iniciativa tem lugar por volta do meio-dia nas Casamatas em Almeida e conta com a apresentação do conhecido actor, António Machado. A inauguração do Portal de Turismo junta-se ao passeio BMW X Experience, organizado pelo Clube Escape Livre, que durante este fim-de-semana percorrer caminhos e trilhos outrora utilizados pelos contrabandistas entre Portugal e Espanha.
«Pretende-se com este Portal tornar a região mais competitiva no que diz respeito ao turismo, incentivando deste modo a utilização das TIC e incrementando o acesso à informação turística», refere o gestor da Guarda Digital, Sérgio Duarte. Este portal «é, sem dúvida, um projecto âncora para o desenvolvimento turístico na região.»
Para Sérgio Duarte é necessário capitalizar e valorizar o potencial do turismo de natureza, do turismo cultural e do turismo patrimonial que subsiste nesta região. Por isso, o Portal privilegia quatro importantes vectores turísticos, designadamente, a Serra da Estrela, as Gravuras de Foz Côa, as Aldeias Históricas e o Ecoturismo.
O Portal permitirá assim, que todas as potencialidades turísticas da região fiquem disponíveis para todo o mundo, já que a Internet promove uma maior abertura cultural. Mas há muito mais para explorar e encontrar no Portal do Turismo, como a Raia e as suas tradições, as Rotas, as «Escapadinhas», os monumentos, os museus, as lendas e tradições, ou as sugestões para passear dentro e fora da região. No «Diário de Bordo» encontrará comentários ou sugestões de passeios realizados por pessoas que visitam a região, sendo que este pretende ser um espaço aberto a todos os que queiram partilhar a sua experiência por terras beirãs.
Como em todos os portais do projecto «Guarda Região Digital», o portal de Turismo contempla uma Agenda de Eventos e actividades, Notícias e outras informações úteis para o viajante, sobre a região, o país e o mundo. A grande mais-valia a destacar é, para o gestor do projecto, o directório do Alojamento e da Restauração, já que «concentra num só espaço informação detalhada sobre cada uma das unidades hoteleiras. Resultado de uma pesquisa apurada das características de todas as unidades hoteleiras e restaurantes da região, temos para disponibilizar conteúdos que serão de extrema utilidade na hora do cliente / turista preparar a sua estadia no distrito.» De resto, a curto o prazo o Portal vai estar disponível em duas línguas estrangeiras, Inglês e Castelhano.
A Beira Alta é uma região por excelência com um grande património turístico e com uma vasta variedade de produtos de artesanato e gastronómicos, que agora terão aqui uma janela virtual para se mostrarem e se darem a conhecer.
jcl (com Patrícia Correia)
Daniel Cohn-Bendit, foi estudante de Sociologia na Universidade de Nanterre, anarquista e revolucionário, tendo liderado o Maio de 68, o movimento estudantil mais marcante do séc. XX.
Hoje é um homem acomodado na vida, eleito eurodeputado pelo partido ecologista, com posições políticas muito moderadas, comprovando assim a veracidade da afirmação de Willy Brandt, quando dizia: «Quem aos 18 anos não é marxista-leninista não tem coração e quem, aos 30, ainda se mantém marxista-leninista não tem cabeça.»
Numa entrevista recente a uma rádio de língua francesa era ouvi-lo acérrimo defensor das políticas financeiras implementadas pelos líderes ocidentais com a compra de activos poluídos, defendendo no entanto o pensamento económico de John Maynard Keynes.
Confesso que as teorias de Keynes sempre me fascinaram, com a defesa da intervenção do Estado na economia, onde o desenvolvimento económico é visto na perspectiva da despesa, com o consequente efeito multiplicador: ao comprar, o consumidor está a dar ordens ao produtor e assim sucessivamente…
Sendo um leigo nesta ciência que é a economia, admiro os pensadores que desdobrando e desmontando os seus conhecimentos conseguem fazer com que qualquer iniciado possa aceder com facilidade a teorias que à partida são por natureza complexas, o que o novo Prémio Nobel da Economia Paul Krugman, professor na Universidade de Princeton, consegue traduzir com naturalidade.
Apoiante de Obama, Paul Krugman é partidário das teorias de Keynes defendendo uma intervenção do Estado na economia como seu regulador e estimulador.
No último artigo da sua autoria publicado no The New York Times, este economista deixa estas sugestões maravilhosas: «Em contrapartida há muita coisa que o Governo pode fazer pela economia. Pode aumentar as pensões dos desempregados, o que ajudará as famílias a resolver os seus problemas ao mesmo tempo que põe dinheiro nos bolsos de gente que o irá gastar… É chegado o momento de realizar infra-estruturas importantes e de que o país necessita: estradas, pontes, linhas de caminho de ferro… O que se necessita neste momento é mais despesa pública… Uma política responsável, neste momento deve dar à economia o que esta necessita. Não é o momento de nos preocuparmos com o défice.»
Vivendo em profunda recessão económica, nada melhor do que pôr o Estado a investir e a injectar energias na economia, para que num efeito multiplicador como ensinou Keynes, se combata o pessimismo, com aumento da procura e a consequente resposta da produção. O desenvolvimento económico gera-se incrementando a despesa.
Como o caro leitor pode concluir o nosso Governo tem feito o contrário, com sobrecarga de impostos, aumentando as receitas fiscais, mas diminuindo os rendimentos das famílias, encerrando serviços públicos e congelando salários e pensões.
Nas suas palavras sábias o Nobel da Economia defende precisamente o contrário, quando escreve: «Não é o momento de nos preocuparmos com o défice.»
:: :: PARA LER :: ::
«The conscience of a liberal», Paul Krugman.
:: :: PARA OUVIR :: ::
«Joseph Haydn, Die Schöpfung, The creation», Berliner Philharmoniker, Herbert Von Karajan, Deutsche Grammophon.
«Best Of», Angelo Branduardi.
«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com
O candidato do Partido Social Democrata à Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, reuniu-se com 30 presidentes de Junta de Freguesia esta sexta-feira à noite no restaurante do RaiHotel.
António Robalo, candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal do Sabugal nas próximas eleições autárquicas, jantou esta sexta-feira, 24 de Outubro com 30 presidentes de Junta de Freguesia do concelho soube o Capeia Arraiana junto de fonte próxima da candidatura.
O convite para o encontro serviu para troca de impressões e sentir publicamente por parte dos actuais responsáveis autarcas sabugalenses os apoios à sua candidatura.
Durante o jantar houve intervenções de alguns dos presentes entre os quais os presidentes da Cerdeira, da Moita, dos Fóios e do actual secretário da Junta de Freguesia da Bendada que aproveitaram a ocasião para valorizar as qualidades pessoais e profissionais do candidato.
O Capeia Arraiana esteve à fala no final do encontro com António Robalo que nos disse com satisfação ter sido «um primeiro encontro muito simples, muito singelo e muito puxado ao coração».
«Após a nomeação dos meus companheiros de partido senti necessidade de ter o primeiro encontro com os meus colegas autarcas com quem tenho lidado ao longo destes anos de actividade autárquica», acrescentou o actual vereador do Município sabugalense finalizando as breves impressões que trocou connosco após a reunião afirmando: «Senti o apoio de todos os presentes e aproveitei a reunião de amigos para os tranquilizar e informar de que tudo está a decorrer como previamente planeado.»
O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, fez questão de demonstrar publicamente o seu apoio comparecendo no final da reunião.
jcl
À chegada a Lisboa, todos os jovens oriundos da nossa região, tinham como poiso habitual, o famoso Café Império, na Alameda D. Afonso Henriques, bem próximo do Areeiro, onde mais tarde, haveria de se fixar a sede da Casa, ali confluindo, vezes sem conta, principalmente, depois de mais um dia de trabalho, onde, em amena cavaqueira, eram dissecadas as novidades das nossas terras, bem como as habituais sessões de jogar conversa fora, próprias da juventude irrequieta daquela época.
Em 1973, um grupo de jovens deu início ao primeiro movimento, no sentido de juntar todos os naturais sabugalenses em Lisboa, abordando alguns assuntos, de âmbito económico, social, cultural e outros, que pudessem contribuir para uma melhoria e desenvolvimento do Concelho.
Derivado à situação politica que ainda se vivia nesta altura, de algum receio, estas intenções serviram apenas para o início e reforço do grupo, pouco mais se podia avançar.
Implementada a liberdade em 25 de Abril de 1974, com o Movimento dos Capitães, novo impulso surgiu com as reuniões no Instituto Superior Técnico, aglomerando muitos mais, debatendo-se o atraso que se verificava no Concelho, surgindo então algumas propostas, no sentido de se fazer alguma intervenção, esclarecendo as pessoas sobre diversos temas, tendo como objectivo, o progresso das nossas terras. Como é demais sabido, o nosso Concelho era dos mais atrasados do País, em termos de infra-estruturas, como a saúde, água, electricidade, esgotos, estradas e outros tantos, acrescido das fracas condições de vida da população.
Tiveram então lugar duas reuniões, a 26 de Maio e a 7 de Junho de 1974, com um programa já ambicioso, sendo constituídos quatro grupos de trabalho, com a incumbência de elaborar algumas propostas, sobre politica, cultura, educação, economia e trabalho, de modo a serem apresentados na reunião seguinte, aprazada para 16 de Junho.
Entretanto, foi decidido marcar para 9 de Junho, no Sabugal, com a participação de alguns elementos dos grupos de Lisboa, uma sessão de esclarecimento, no cinema D. Dinis, a qual se revelou muito concorrida, com a presença de cerca de 400 pessoas, que ouviram com atenção as opiniões dos jovens vindos de Lisboa, debatendo-se ainda, tudo o que poderia ser de interesse para o Concelho, defendendo os seus direitos, em conjunto com as comissões de moradores das povoações, que estavam no seu início, concluindo-se que as prioridades recaíam sobre as situações económica, politica e cultural, sendo necessário a organização do povo do Sabugal.
Regressados a Lisboa, intensificam-se as reuniões no Instituto Superior Técnico, previamente convocadas, surgindo através de panfletos colocados, estrategicamente, nas entradas do Metro de Lisboa, com os dizeres «Para um Sabugal Melhor» convidando os sabugalenses a participar, todas as sextas-feiras no Técnico, aumentando o entusiasmo e comparecendo cada vez mais pessoas do Concelho a residir na grande região de Lisboa, desejosas de colaborar, intervindo activamente nestes debates, com as diversas propostas a serem discutidas calorosamente, sentindo-se que a união constituiria uma força para levar por diante as iniciativas aprovadas.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com

É num rufo que se chega ao porto de pesca da Praia da Assenta, aproveitando as excelentes vias com que a região Oeste é servida. Quem vai de Lisboa só tem de tomar a A8 e torcer na direcção de Mafra, entrando na nova auto-estrada que dali arranca até à cidade do soberbo convento. Já em Mafra toma-se a direcção da Ericeira e depois de Ribamar, percorrendo uma estrada de bom asfalto que segue junto ao oceano. Atravessando o Barril, terá depois à esquerda a indicação «Praia da Assenta», por onde se seguirá até ao Porto dos Barcos.
A realização do campeonato regional-norte para o escalão de seniores esteve a cargo da Associação de Judo de Braga que organizou a prova no Multiusos de Barcelos.








O novo presidente federativo do PS é natural de Celorico da Beira, em cujo Município desempenha as funções de chefe de gabinete do Presidente da Câmara. É licenciado em Serviço Social e é técnico superior no Centro Distrital de Segurança Social da Guarda.
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