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As Jornadas Europeias do Património celebrar-se-ão em Portugal, nos dias 26, 27 e 28 de Setembro. O Jarmelo, de Agostinho da Silva, está na rota das actividades.
O património vai estar em destaque no distrito da Guarda e, em especial, no Jarmelo do activista (e defensor) da vaca jarmelista Agostinho da Silva.
Com o tema proposto «no Património… acontece» pretende-se propiciar novas oportunidades de reencontro das pessoas e das comunidades com o mundo do património e dos monumentos, reforçando essa ligação através de acções que promovam a sua reapropriação com um carácter efémero.
Propõe-se, por isso, que seja feito um especial investimento na implementação de actividades que estimulem a aproximação e o envolvimento da população com o património, com o objectivo a dar a conhecer as potencialidades, de incentivar o acesso à oferta cultural e o usufruto dos espaços patrimoniais.
Com este objectivo, a Associação Cultural e Desportiva do Jarmelo irá promover no dia 28 de Setembro, no Jarmelo, um conjunto de actividades no sentido da divulgação e promoção do Castro do Jarmelo.
15.00 horas – Palestra «Património Cultural, uma riqueza ainda incompreendida», proferida pela arqueóloga Clara Portas.
17.00 – Inauguração oficial da página da Associação Cultural e Desportiva do Jarmelo («jarmelo.net») da autoria de curiosos e amigos jarmelistas voluntários que assim pretendem divulgar o Jarmelo.
18.00 – Actuação nas ruínas da antiga vila do Jarmelo do grupo «Chuchurumel», que editou, em 2007, um dos melhores discos de música portuguesa.
O Capeia Arraiana aproveita para endereçar os parabéns ao Agostinho da Silva por mais esta iniciativa em defesa da «marca Jarmelo».
jcl
Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com
Local: Estrada Nacional 233-2 entre o Adão e Monte Carreto.
Legenda: Poste adormecido junto à estrada.
Autoria: Capeia Arraiana.
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Os treinadores e árbitros de Judo do distrito da Guarda reuniram-se, em Coimbra, no «XIII Clinic de Judo» realizado pela Associação Nacional de Treinadores de Judo.
Os três instrutores da Associação de Judo do Distrito da Guarda, João Costa (Guarda) e Carla Vaz e David Carreira (Sabugal) estiveram presentes em Coimbra, entre os dias 19 e 21 de Setembro, para participar no «XIII Clinic de Judo» para treinadores, realizado pela Associação Nacional de Treinadores de Judo.
O prelector principal para a orientação do Clinic foi o treinador da selecção do Brasil desde 2001, Luís Shinohara.
O programa esteve direccionado para as questões relacionadas com o Alto Rendimento e as preocupações técnico-tácticas, físicas, psicológicas e contextuais para um futuro percurso desportivo de excelência, tendo em conta o fim deste ultimo ciclo Olímpico.
O evento contou com a presença de meia centena de treinadores vindos de todos os pontos do país e ilhas.
Em paralelo a este seminário, teve lugar o último estágio Nacional de Arbitragem para 2008, onde os juízes da modalidade se actualizaram no que diz respeito a alguns pontos mais sensíveis nas decisões a tomar nas competições.
O jantar de encerramento serviu, também, para homenagear Mestre Kiyioshi Kobayashi e os 50 anos da sua chegada a Portugal daquele que é considerado o «Pai do Judo Nacional». Mestre Kobayashi vai ser condecorado em Outubro próximo pelo Governo Português pelos serviços prestados ao desporto Nacional.
djmc
Estávamos no ano lectivo 1978/1979. O Baile de Finalistas dos estudantes do antigo 7.º Ano (actual 11.º Ano) do Externato Secundário do Sabugal realizou-se no dia 2 de Dezembro de 1978, no Cine-Teatro do Sabugal, como se pode ver no cartaz.
Os finalistas nomearam uma Comissão que se encarregou de tratar de todos os aspectos relacionados com o Baile de Finalistas. Nesse ano eu fui finalista.
Nesta época os bailes de finalistas eram um verdadeiro acontecimento local e, até, regional. De facto, era comum que jovens de outras partes do Distrito da Guarda se deslocassem ao Sabugal para assistir ao Baile de finalistas. Assim como era normal que jovens do Sabugal se deslocassem a outros bailes de finalistas.
Do distrito de Castelo Branco (nomeadamente Penamacor, Belmonte e Covilhã) também se deslocavam jovens ao Sabugal, para assistirem aos bailes organizados pelos finalistas.
Nesse ano foi contratada a banda «Hosanna», de Lisboa. Este era um grupo muito conhecido a nível nacional e um daqueles que fazia mais actuações, sobretudo para estudantes. Apesar do grande sucesso que alcançaram na sua carreira, nunca gravaram qualquer disco.
Os Hosanna eram um grupo de rock (os Bailes de Finalistas eram, por assim dizer, concertos de rock, por esta época, em todo o país). A actuação deles demorava, no mínimo, 5 horas, toda a noite a bombar.
O cachet dos «Hosanna» rondava os 30 contos, uma exorbitância para a época. Tanto assim que o Baile de Finalistas deu para pagar as despesas e pouco sobrou. Nesta época ninguém organizava bailes de finalistas para angariar dinheiro para a Excursão de Finalistas, que, aliás, nem se realizava. O que interessava era o puro divertimento dos próprios finalistas e dos que não eram finalistas.
Os «Hosanna» eram constituídos por Agnelo Monteiro (teclas, conhecido pelo indiano, por ser goês), João Teixeira (voz), Aristides Serafim (bateria), João André (bateria) e Alberto Gomes (guitarra). Foi esta formação que tocou no Sabugal.
A sua música tinha grandes influências de bandas como os Deep Purple ou os Led Zeppelin, numa onda que se poderia considerar hard rock.
Tinham composições originais e cantavam em português e inglês. Pelos «Hosanna» passou um dos nomes míticos do rock português, o vocalista João Carlos, que ainda hoje continua em actividade com os Ferro & Fogo. Quando os «Hosanna» vieram ao Sabugal, João Carlos tinha abandonado a banda há pouco tempo.
Toda a movida do Sabugal, Soito e arredores esteve presente neste Baile de Finalistas.
Entre a fauna presente destacou-se, sem sombra de dúvidas o jovem na fotografia que se apresentou com uma vestimenta à maneira. Recorde-se que os Faíscas tinham já actuado no Sabugal e deixaram raízes.
O chapéu de explorador africano passou por centenas de cabeças, nessa noite (quase toda a gente queria experimentar colocar esse adorno na cabeça), de tal maneira que, no final, não restou quase nada dele. O rapaz que assim está vestido é o meu irmão, conhecido no Sabugal, onde foi jogador da equipa de futebol, pelo Duarte.
Refira-se, também, que há uma pequena nódoa de patchouly (o perfume da moda, na época) na lapela do casaco, e demorou semanas a desaparecer esse cheiro intenso.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte
akapunkrural@gmail.com


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