FINALMENTE! Foi, finalmente, publicada a autorização que irá permitir concretizar muitos projectos que estavam parados e dar o grande impulso no desenvolvimento turístico do concelho do Sabugal. O Conselho de Ministros reunido no dia 11 de Setembro aprovou o diploma do Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal.
Uma resolução do Conselho de Ministros reunido na quinta-feira, 11 de Setembro de 2008, aprovou o Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal que aguardava a aprovação final desde meados de 2006.
Vamos aproveitar o resumo não técnico do INAG-Instituto da Água do Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal proposto a discussão pública para clarificar em que consiste a autorização governativa.
«A Albufeira do Sabugal situa-se na Bacia Hidrográfica do Douro e abrange uma área aproximada de 13 000 ha, com uma profundidade máxima de 56,5m, na zona junto ao paredão da albufeira. O território abrangido pelo Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal, caracterizado por uma grande riqueza paisagística, abrange um troço do rio Côa, estando parcialmente inserido na Reserva Natural da Serra da Malcata.
Após a inauguração da barragem, em 2001, as actividades da Albufeira do Sabugal são o abastecimento, produção de energia eléctrica e a rega, com recurso ao sistema hidráulico Sabugal-Meimoa. As águas captadas são transferidas através de um túnel de interligação para a Albufeira da Meimoa, localizada na bacia hidrográfica do Tejo, com aproveitamento da queda disponível para a produção de energia eléctrica. O túnel de interligação permite a transferência de um volume de 70 hm3/ano desta albufeira para a da Meimoa, o que permite uma gestão conjunta das reservas da água das duas albufeiras.
O Projecto de Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira prevê ainda que a Albufeira do Sabugal integre o sistema multimunicipal de abastecimento de água, fornecendo água aos concelhos do Sabugal, Almeida, Pinhel, Penamacor, Fundão, Covilhã e Belmonte.
A estratégia e desenvolvimento da albufeira e zona de protecção passa pelo aproveitamento dos recursos naturais existentes e das potencialidade recreativas, perspectivando-se o desenvolvimento do turismo pela proximidade da Reserva Natural da Serra da Malcata e do Turismo em Espaço Rural, assim como realização de actividades de Conservação da Natureza, Educação Ambiental e percursos de interpretação da natureza, entre outros.»
Foi, finalmente, dada luz verde para o grande impulsionamento do turismo no concelho do Sabugal.
Vejamos, por exemplo, as características do espaço de recreio e lazer da albufeira do Sabugal:
– Localiza-se entre o aglomerado urbano da Malcata e o plano de água, ocupa cerca de 30 hectares e tem potencialidade para a instalação de empreendimentos turísticos e de equipamentos de recreio e lazer;
– Potenciando o turismo estão previstas licenças para um estabelecimento hoteleiro, um aldeamento turístico, um centro náutico, uma zona de instalação de pontão flutuante ou embarcadouro, um zona de recreio balnear, uma piscina flutuante, um parque de estacionamento, um parque de merendas e um restaurante;
– Zonas próprias para a prática da pesca desportiva com infraestruturas específicas e melhoramento das acessibilidades. A prática da pesca desportiva será permitida ao longo de praticamente toda a extensão das margens da albufeira;
– A proximidade da albufeira ao núcleo urbano da Malcata poderá representar um pólo de atracção e constituir um núcleo de desenvolvimento de diversas actividades, apresentando potencialidades para a localização de diversos equipamentos e infraestruturas de recreioe lazer complementares a este Plano.
Todavia, a Malcata é uma aldeia bastante descaracterizada, necessitando de uma urgente reformulação estrutural.
A revisão do Plano Director Municipal deverá contemplar a requalificação da zona tanto a nível ambiental como urbano, nomeadamente a nível de re-ordenamento do território, e dos factores de qualidade do ambiente, solos e águas superficiais.
Recuperação e a readaptação de património arquitectónico tradicional adoptando os valores essenciais da arquitectura tradicional da região para turismo em espaço rural, a construção de um Hotel Rural no Espaço de Protecção Parcial e a criação de um Espaço de Recreio e Lazer da Albufeira do Sabugal. Pretende-se, assim, a criação de um pólo turístico de qualidade, entre a Vila da Malcata e o plano de água, com possível implantação de um estabelecimento hoteleiro e um aldeamento turístico.
É necessário e fundamental aumentar a oferta turística de qualidade que permita apoiar e proporcionar a estadia dos visitantes, contribuindo positivamente para o desenvolvimento económico do concelho, designadamente pela criação de novos empregos.
O INAG – Instituto da Água, I.P., é um instituto público integrado na administração indirecta do Estado que tem por missão propor, acompanhar e assegurar a execução da política nacional no domínio dos recursos hídricos de forma a assegurar a sua gestão sustentável, bem como garantir a efectiva aplicação da Lei da Água.
Sobre a resolução do Conselho de Ministros que aprovou o Ordenamento da Albufeira do Sabugal só temos uma palavra: Finalmente!
jcl

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8 comments
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Sábado, 13 Setembro, 2008 às 8:26 am
Ramiro Matos
Eis uma boa notícia para o Concelho. No entanto, tanto tempo à espera teria permitido que a Câmara Municipal já possuísse um Plano de Intervenção naquela Zona e que agora, logo que publicado o diploma no Diário da República, o mesmo começasse a ser concretizado.
Será assim?
Ramiro Matos
Domingo, 14 Setembro, 2008 às 4:49 pm
josnumar
Agora entendo a Câmara do Sabugal quando diz que está a ter dificuldades em encontrar parceiros para investir na zona da barragem. Quem investe sem saber os planos para a zona do investimento? Só os investidores que fossem bruxos ou “cunhados” de algum membro do Governo. As decisões tardias trazem ainda mais atrasos para o nosso concelho. Agora, a um ano e picos de eleições como vai reagir a Câmara do Sabugal à aprovação deste diploma? Gostava de saber!
Segunda-feira, 15 Setembro, 2008 às 8:30 am
Ramiro Matos
Só uma pequena informação, Este Plano, apesar de só aprovado formalmente agora, é do conhecimento da Câmara Municipal e de todos os que o quiseram conhecer desde, pelo menos finais de 2005 altura em que o Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal esteve em discussão pública.
O que se passa é que a falta de parceiros, e falamos de parceiros privados, não se deve a esta demora (inaceitável!) na aprovação final, mas à falta de uma estratégia credível (e credível para um investidor, significa com elevadas possibilidades de retorno no mais curto espaço de tempo do investimento feito…) e atractiva de intervenção Zona da Albufeira.
Situação semelhante se passa nas Termas do Cró, onde também não se encontra parceiros.
Ramiro Matos
Segunda-feira, 15 Setembro, 2008 às 10:24 am
jrafael
A impressão com que fico é que o Sr. Ramiro Matos entrou declaradamente em pré campanha Autárquica. Onde andou estes anos todos?
Segunda-feira, 15 Setembro, 2008 às 3:14 pm
Ramiro Matos
Última vez que falo nisto.
Para quem não me conhece, e penso que o JRafael pertence a este grupo, tenho 55 anos e comecei a lutar pelo progresso do Concelho ainda antes do 25 de Abril.
Se não sabe, deixe que lhe diga, que a 1ª reunião de sabugalenses em Lisboa se realizou ainda em Abril de 1974, no Instituto Superior Técnico. A convocatória era assinada por mim, pelo João Leitão e pelo José Gonçalves Sapinho.
Ainda antes do 25 de Abril escrevia no Jornal do Fundão sobre o Sabugal.
Fiz parte de várias Direcções da Casa do Concelho do Sabugal.
O 1º texto que escrevi sobre a Barragem do Sabugal e o Plano de ordenamento neste Blogue tem cerca de uma ano. Basta lê-lo e verá que já dizia amesma coisa…
Não me atrevo a dar-lhe lições de sabugalense, pois estou convencido que a sua dedicação a esta causa é, pelo menos, igual à minha.
Agora, não me acuse injustamente de só ter aparecido agora…
Ramiro Matos
ps. todos os frequentadores deste Blogue sabem quem apoiarei nas próximas eleições autárquicas. E o senhor, quem apoiará?
Terça-feira, 16 Setembro, 2008 às 4:49 pm
Manuel Rito Alves
O Sr. Ramiro é profícuo em sugerir planos e intervenções mas saberá da disponibilidade financeira da C. M. Sabugal para concretização imediata dos mesmos? Pensará que a C. M. é proprietária da árvore das patacas?
E já agora a Câmara não tem conhecimento do plano desde 2005. A Câmara propôs ao INAG a execução do mesmo em 1998 (era ao INAG que competia) e vem desde essa data lutando pela sua execução e publicação. E garanto-lhe que não foi fácil.
Só entidades da Administração Central, nomeadas pelo Conselho de Ministros, para acompanhamento da execução do plano e outras, que foi necessário concertar foram 17. E os seus pareceres eram vinculativos. Imagine!
Quanto aos investidores, será que o Sr. Ramiro um homem do mundo, tão bem informado e opinativo não conhece nenhum? Estamos de braços abertos para os receber a todos.
Manuel Rito Alves
Presidente da C. M. Sabugal
Quarta-feira, 17 Setembro, 2008 às 8:37 am
Ramiro Matos
Caro sr. Presidente
Obrigado pelo seu comentário, embora lamente o tom do mesmo. Tenho tentado que as minhas crónicas sejam outros tantos momentos de reflexão sobre caminhos possíveis do desenvolvimento do Concelho, não personalizando ou focalizando as mesmas em ataques, seja ao actual Executivo Autárquico, seja de carcácter político-partidário.
E esperaria que face a uma pergunta que coloquei sobre se existia algum Plano de Intervenção na Albufeira do Sabugal que permitisse o pleno aproveitamento das suas potencialidades, a resposta fosse que sim e o Sr. Presidente aproveitasse este momento para o divulgar aos ciaddãos sabugalenses.
Atacar-me pode satisfazer alguns, não resolve qualquer problema do Concelho. Não sou eu o inimigo, nem as minhas crónicas impedem o desenvolvimento.
Quanto ao dinheiro, aprendi uma lição ao longo da mkinha carreira profissional. Na nossa vida privada ou não gestão da coisa pública nunca há falta de dinheiro. Há é prioridades…
Por último, a questão dos parceiros é como a vida. Se um Banco me pedir para ali depositar as minhas poupanças e me disser que não sabe onde vai aplicar o meu dinheiro, o que quer dizer que o risco associado é muito grande, nem eu, nem ninguém, entregará o seu dinheiro a essa entidade.
É o mesmo na gestão dos territórios. nenhum investidor apostará um cêntimo no Concelho do Sabugal se não esperar o retorno satisfatório do investimento realizado.
E isso tem de ser a Autarquia a prová-lo. Isto é, se não há Planos, se não há estudos de mercado, se não há estratégias claras e credíveis, pode o sr. Presidente acreditar que nenhum investidor arriscará…
Ramiro Matos
Segunda-feira, 22 Setembro, 2008 às 3:32 am
Nabais
Meus amigos sou um jovem de 25 anos que estudo fora do concelhos mas tenho ideias quando terminar o curso de regressar ao concelho e a região, para fazer o contrário da maioria dos jovens da minha idade fazem.
Eles fogem eu vou voltar e lutar.
Já algum tempo sigo esta conversa do plano da Albufeira e deixem me dizer sou completamente contra a maioria das infra-estruturas nele contido.
Aplaudo a ideia da requalificação da aldeia de malcata recuperado as casa para servirem de dormitório e outras infrastuturas de apoio ao turismo.
E quem fala em Malcata fala noutras aldeias do concelho que estão praticamente desertas.
Costumo colaborar com associações em várias actividades do concelho e a maioria dos participantes com que tenho o prazer de conversar são de foram e dizem sempre que o concelho do sabugal tem muito potencial e está a ser mal aproveitado.
Devemos sim apostar nas tradições e costumes que cada aldeia tem e não as deixar ir com o tempo, a meu ver teria muito mais potencial do que o aldeamento turístico a construir na albufeira, que só irá descaracterizar o nosso concelho.
Não podemos fazer o que os outros fazem, simplesmente fazer diferente e aproveitar o que o concelho tem de melhor.
E aproveitar os programas de financiamento para fixar a juventude.
Fica estas palavras de um jovem lutador pela sua terra, pela sua região que espera nunca ter que abandonar para procurar noutras aquilo que não encontro aqui.Obrigado