You are currently browsing the daily archive for Agosto 26th, 2008.
A presidente da Direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários do Soito, Maria Benedita Rito Dias, emitiu um comunicado pedindo explicações para o facto de ter ficado à margem de uma reunião realizada no Centro de Saúde do Sabugal para definir a colocação pelo INEM de uma ambulância operacional de Suporte Imediato de Vida (SIV) visando melhorar os cuidados prestados em ambiente pré-hospitalar à população.
O comunicado emitido pela presidente Maria Benedita Rito Dias denota insatisfação pela não convocatória de um representante dos Bombeiros do Soito para as reuniões realizadas no Sabugal e solicita uma resposta para a atitude discriminatória do INEM e da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro.
«A Associação dos Bombeiros Voluntários do Soito, teve conhecimento que na semana passada houve uma reunião no Sabugal, no Centro de Saúde e nos Bombeiros do Sabugal, com representantes do INEM, da ARS do Centro, do Centro de Saúde e dos Bombeiros Voluntários do Sabugal.
Esta reunião serviu para transmitir a decisão de que, a partir de 15 de Setembro 2008, irá ser colocada uma Ambulância SIV no Centro do Saúde.
A Presidente dos Bombeiros Voluntários do Soito pediu uma justificação ao Sr. Presidente do INEM, com conhecimento de várias entidades entre elas a Sra. Ministra da Saúde, a Liga dos Bombeiros, a Autoridade Nacional e a Câmara Municipal do Sabugal do porquê desta nossa Corporação não ter sido convidada a assistir, mais que não fosse, à dita reunião.
Colocamos um prazo de 10 dias úteis para nos darem uma resposta.
Maria Benedita Rito Dias
Presidente da Direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários do Soito»
No sentido de decifrar alguma da linguagem técnica da colocação das ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) ficámos a saber junto de fonte do Ministério da Saúde que «as SIV estão a ser colocadas em diversas localidades de Portugal Continental, num processo faseado, iniciado em 2007 e que termina no início de 2009. Os locais exactos foram definidos na sequência de um processo em que intervieram o Ministério da Saúde, o INEM, as Administrações Regionais de Saúde (ARS) e os autarcas responsáveis pelos vários concelhos envolvidos».
Em algumas zonas do território, como o concelho do Sabugal, nas situações em que o tempo é um factor crucial e a distância a que se encontram os meios diferenciados de emergência médica dificulta o seu envio em tempo útil, é necessário recorrer a meios com uma capacidade para prestar cuidados limitada ao nível do Suporte Básico de Vida para transporte da vítima a uma Unidade de Saúde, porque estes são os meios disponíveis mais próximos.
O Projecto SIV, coordenado pelo INEM, resulta da necessidade de desenvolver continuamente o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), com o objectivo de melhorar cada vez mais os cuidados de Emergência Médica Pré-Hospitalar prestados à população.
A expressão SIV traduz um conceito, aceite pela comunidade científica médica, baseado na necessidade de garantir os cuidados de saúde capazes de resultar numa reanimação com sucesso até estar disponível uma equipa médica, dita de suporte avançado de vida.
As SIV complementam as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) e diferem destas pela ausência de um médico e de equipamentos cujo manuseamento implica a presença de alguém com formação em medicina, mas continuam a dispor de meios para reanimar ou entubar um paciente, para o que foi dada formação ao técnico que incorpora a tripulação. As Ambulâncias SIV são tripuladas por um Enfermeiro e por um Técnico de Ambulância de Emergência (TAE).
Ainda segundo a fonte do Ministério da Saúde «estão já em funcionamento 16 ambulâncias de Suporte Imediato de Vida, nos seguintes locais: Moura, Odemira, Elvas, Estremoz, Gondomar, Amarante, Régua, Fafe, Cabeceiras de Basto, Montalegre, Mirandela, Vila Conde, Santo Tirso, Seia, Peniche e Mira/Cantanhede. Até ao início de 2009, altura em que se prevê a concretização da última fase do projecto, deverão ter entrado em funcionamento 41 unidades. Ou seja, no âmbito da reforma das urgências/emergência, vão ser implementadas 93 ambulâncias, oito Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação e três helicópteros.»
Vamos, agora, perceber melhor o que pensa a Presidente da Direcção dos Bombeiros do Soito, Maria Benedita Rito Dias. «Escrevi uma carta e dei um prazo de dez dias para que me explicassem porque ficámos de fora das reuniões que decorreram no Centro de Saúde e nos Bombeiros do Sabugal. O nosso concelho tem duas corporações de bombeiros e apenas esteve presente uma. Porquê? Em 2007 fizemos um investimento de cerca de 100 mil euros em duas ambulâncias equipadas com todos os equipamentos necessários. Os nossos bombeiros frequentam cursos de Tripulantes de Ambulância de Socorro (TAS) e dez deles estão habilitados com formação de 210 horas em Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE) idêntico ao Tripulante de Ambulância de Emergência (TAE). A nossa associação tem, ainda, um formador acreditado em DAE. Mas… ficámos de fora da reunião. Porquê?», disse-nos, inconformada a dirigente.
E a concluir: «Falei com o senhor presidente da Câmara Municipal do Sabugal que me garantiu que o município não teve conhecimento oficial, nem esteve representado nas referidas reuniões. Os Bombeiros Voluntários do Soito são um posto de reserva do INEM preparado para responder em caso de emergência pré-hospitalar e prometeram-nos que durante o presente ano seriamos integrados no INEM. Afinal o que se passa?»
O Capeia Arraiana está em condições de adiantar que a proposta que está a ser negociada prevê o estacionamento da ambulância SIV, com tripulação externa ao concelho, no Centro de Saúde do Sabugal, entre as 20 e as 8 horas da manhã do dia seguinte.
jcl
Uma exposição do artista Luís Athouguia denominada «Onirismos – outras aventuras surreais» estará patente ao público a partir de sábado, 30 de Agosto, na Tinturaria, o novo espaço cultural da cidade da Covilhã.
A Câmara Municipal da Covilhã apresenta a exposição «Onirismos – outras aventuras surreais» de Luís Athouguia. São pinturas de forte impacto visual, representativas da linha de produção actual de Luís Athouguia. O artista é um criador que domina intensamente o rigor do espaço, considerando-o como um todo, onde o tempo não importa, onde as moléculas que formam a trama pictórica, as formas que são matéria, massa, densidade, são susceptíveis de transformação pela energia, e indo para além da realidade física, fazem com que se abram outras dimensões que se reflectem e ampliam na sua pintura.
A sua produção pictórica elege a sensualidade cromática, a íntima percepção da forma, o onirismo e transcendência como tema e conceito, viajando com a força da luz, desintegrando-se e voltando a integrar-se, impactando numa dimensão nova, sugestiva, plena de matizes e leituras infinitas, que se move num trajecto de genuína inovação.
Luís Athouguia é natural de Cascais, diplomado pelo IADE, Instituto Superior de Design, em Lisboa, participou em relevantes Exposições Internacionais, Bienais de Arte, encontros de Arte Postal e integrou diversos grupos multi-disciplinares e plurinacionais de Artistas. Desde 1983 realizou mais de duas centenas de exposições (59 individuais) em Portugal e Espanha. Está representado em museus, instituições e importantes colecções nacionais e estrangeiras e foi premiado em certames de Arte nacionais e internacionais.
A exposição «Onirismos – outras aventuras surreais» do artista Luís Athouguia estará aberta ao público na Tinturaria do Centro de Exposições da Covilhã, no Rossio do Rato, de 30 de Agosto a 21 de Setembro, de terça a sexta-feira das 10 às 20 horas e ao sábado das 14 às 20 horas.
Trata-se de um mostra que merece ser vista, descodificada e fruída com todo o empenho e sentido crítico.
jcl
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Cerva, Jorge Campos, foi identificado sexta-feira, durante um incêndio, por um graduado da Guarda Nacional Republicana, alegadamente devido à intenção de utilizar uma técnica de contra-fogo.
O comandante Jorge Campos, dos Bombeiros Voluntários de Cerva, freguesia de Ribeira de Pena, distrito de Vila Real, afirmou, em declarações à agência Lusa, que o graduado da Guarda Nacional Republicana «não lhe deu voz de detenção», explicando que lhe pediram a identificação e admitindo ter efectuado fogo de supressão.
De acordo com a Guarda Nacional Republicana estão 32 pessoas habilitadas, pela Direcção Geral de Recursos Florestais, a efectuar fogo de supressão, sendo 14 pessoas inscritas como «com capacidade para uso de fogo de supressão» e 18 pessoas «com capacidade só quando inseridos no GAUF – Grupo de Análise e Uso de Fogo».
No caso do incêndio em Tinhela, Concelho de Valpaços, o graduado do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro, da Guarda Nacional Republicana, solicitou a identificação ao comandante dos Voluntários de Cerva, ao que, e de acordo, com o relatório da GNR a que a agência Lusa acedeu, o nome do bombeiro «não se encontrava na lista das pessoas qualificadas», na utilização de contra-fogo.
O caso passou-se sexta-feira, quando o comandante Jorge Campos decidiu utilizar contra-fogo, facto confirmado pelo próprio à agência Lusa, apesar do nome daquele bombeiro não constar na lista da Direcção-Geral de Recursos Florestais.
De acordo com o relatório da GNR, a secção do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro, informou o comandante dos Voluntários de Cerva que «iria ocorrer num crime» e que poderia ser detido, caso ateasse fogo, mesmo que fosse para combater o outro incêndio.
Fonte do comando daquela força de segurança explicou à agência Lusa que os militares e oficiais da Guarda têm de cumprir e fazer cumprir a lei, não lhes cabendo efectuar avaliações ou interpretações de uma determinada lei.
Não é, porque é caso sério, mas podia ser a anedota da semana ao jeito de «Portugal no seu melhor».
jcl
«A força, não a opinião, é a rainha do Mundo» (Pascal).
Se olharmos para as Democracias ditas ocidentais notamos que cada vez mais há um abuso do poder por parte dos seus governantes, não só naqueles países com pouca tradição democrática como Portugal, mas também noutros com profunda tradição democrática como a França.
Sem dúvida que os governos são eleitos por sufrágio universal, mas depois tornam-se tanto ou mais autoritários como aqueles que o não foram. A chamada legitimidade democrática serve de pretexto para decretar leis e tomar medidas que os regimes autoritários não se atreveriam com receio de revoltas populares. Não podemos comparar estes políticos ocidentais com qualquer ditador que conquiste o poder pela violência, mas depois de eleitos deixam de respeitar a vontade do povo.
Esta Democracia de partidos é intrinsecamente «partidista», significa isto que governa para determinados sectores da sociedade (grandes lobbys económicos). É a esses sectores que os governos devem o poder, embora com toda a sua retórica barata digam que governam para todo o povo.
E porque é que alguns políticos tentam impor de qualquer maneira, às vezes até à força, a sua própria vontade ignorando por completo a vontade do povo? Esse tipo de governante sofre de um qualquer trauma psíquico ou de algum complexo de inferioridade… A esses, se não fosse a sua notória irresponsabilidade, incapacidade e enervante arrogância, podíamos dizer-lhe o seguinte: a grandeza de um homem de Estado consiste em governar não só para os que pensam como ele, mas também para os que pensam de outra maneira.
Só compreende isto, e o aplica, o verdadeiro estadista. A um simples funcionário de partido, isto passa-lhe ao largo.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com

Clique para visitar a Habisabugal
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ver a página do tocador
Clique para ver a página Tutatux
Clique para ver a página web
Clique para ver artigos relacionados
Clique para ver a página web




Clicar na imagem para aceder
à página principal do Capeia Arraiana
Clicar na imagem para ouvir
a emissão online da Rádio Caria
Clicar na imagem para ver
a emissão online da LocalVisão TV
Comentários recentes