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O Ministério da Saúde enviou um despacho para publicação no Diário da República com normas para aumentar a segurança nos hospitais. Uma das preocupações prende-se com a facilidade com que ocorrem raptos de recém-nascidos nas instalações hospitalares.
Um despacho assinado pela Ministra da Saúde, Ana Jorge, enviado para publicação no Diário da República pretende uniformizar e aumentar a segurança dos hospitais portugueses no sentido de garantir um alto padrão alta de eficácia.
Assim os acessos vão passar a ser protegidos por sistemas de vídeo vigilância com monitorização continua e gravação de imagens de alta definição.
A ministra da Saúde Ana Jorge não se limita só a colocar normas novas mas também a reforçar as já existentes como, por exemplo, a obrigatoriedade de os profissionais de saúde exibirem a sua identificação em local bem visível.
Os hospitais também ficam obrigados a adoptar medidas eficazes de controlo de entradas e saídas de doentes, visitas, e outros utilizadores.
Para os serviços de Obstetrícia (maternidades), de Neonatologia e de Pediatria com internamento são instituídas normas mais exigentes.
As pulseiras electrónicas passam a ser obrigatórias nos recém-nascidos e dispõem de um sistema de alarme e encerramento automático de portas de acesso.
Estas medidas deverão estar implementadas até ao final do corrente ano.
Mediante tão grande evolução na segurança dos nossos hospitais deveremos pensar que nem tudo vai mal no sistema de saúde.
aps
A música voltou a ouvir-se no Peroficós. Dez anos depois das últimas comemorações as ruas da aldeia foram percorridas pela procissão do Santíssimo Sacramento. E como recordar é viver, recordamos alguns episódios associados ao Peroficós.
O Peroficós é terra de passagem. Terra de passagem? – Valerá menos que as outras? – perguntará o leitor? Não. Claro que não. Mas fica a caminho da estação da CP da Cerdeira e isso diz quase tudo para quem conhece o concelho do Sabugal. No tempo em que o caminho-de-ferro tinha a sua importância (o petróleo era barata mas os carros eram poucos) o Peroficós era local de passagem obrigatório.
Recordo com emoção os tantos e tantos domingos à noite que por lá deixei a velhinha «Famel Zundapp» a caminho da estação da Cerdeira e do «Beira Alta» que me levaria até à Base da Ota e tantas e tantas sextas-feiras à tarde em que a minha fiel amiga me esperava para me trazer de volta a casa.
A Cerdeira e, em especial, o Peroficós ficam como marca de um tempo que já não volta mas que temos obrigação de não deixar morrer. Esse «Beira Alta» de domingo à noite que parava em todas as estações e apeadeiros até Lisboa era o comboio dos militares. Tinha uma locomotiva diesel que era mudada na Pampilhosa e dois tipos de carruagens: salão e compartimentos. E como não podia deixar de ser para a malta da Raia havia uma carruagem de compartimentos que ficava com os lugares marcados logo a partir da Cerdeira. Era a carruagem que levava no primeiro compartimento um serviço improvisado de bar. E a longa viagem de cerca de oito horas através da madrugada demorava menos a passar. Um dia o meu amigo Paulo Saraiva adormeceu. Passámos Santarém e acordei-o dizendo que era na próxima. Mas a próxima, nesse dia, foi o Setil (terra de ninguém) e o Paulo, meio estremunhado, sentindo o comboio a afrouxar, pegou na mochila, abriu a porta e saltou para a plataforma. Passados poucos segundos o sinal ficou verde e o maquinista arrancou. E ficámos todos a ver pelas janelas aquela farda azul-escuro que, parada no meio do cais, não percebia porque não tinha ninguém à volta. Chegou um pouco atrasado à base mas ainda hoje em conversas de amigos recordamos e gozamos com o episódio.
Anexa do Seixo do Côa e convivendo paredes-meias com outra anexa, a Redondida (da Cerdeira do Côa), o Peroficós voltou a celebrar a festa do Santíssimo Sacramento abrilhantada pela música da Banda de Pinhel.
E foi desculpados com o pretexto da santa festa que nos reunimos em casa de Joaquim dos Santos, homem bom que conhecemos desde sempre e que nos deixava guardar a motorizada no seu cabanal.
De hoje em um ano!
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages
jcglages@gmail.com
A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua memória fotográfica para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com
Data:6 de Agosto de 2008.
Local: Praça de Touros da Rebolosa.
Legenda: Esteves Carreirinha, António Dionísio (Tony) e Beto Martins trocam impressões no redondel.
Autoria: Capeia Arraiana.
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