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Na altura das Capeias Arraianas do concelho do Sabugal, captar a emoção e a acção é o principal mote de partida.
Capeia Arraiana de Aldeia Velha 2008 – O fecho do calendário das Capeias Arraianas da zona da Raia foi em grande. Aldeia Velha foi pequena para tanta gente mas grande para levar ao rubro a paixão e folia deste entretenimento. Qualquer espaço, lugar, era ocupado instantaneamente como se pode verificar numa das fotos exibidas.
Cores quentes com os motivos mais tridimensionais fruto da luz do final do dia permitiram criar estas imagens. Com ajuda de uma ultra grande angular, permitiu-me criar perspectivas e enquadramentos diferentes e mais dinâmicos.
Fica um exemplo do que foi a Capeia da Aldeia Velha – Sabugal.
Todas estas fotos entre outras podem ser solicitadas para compra em vários formatos na página na Internet de Pedro Afonso.
«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008, 15 horas. Data histórica para os de Aldeia de Santo António. As sensações e as emoções estavam à flor da pele. O sonho de alguns, liderados por Joaquim Ricardo, tornou-se realidade. Tinha chegado a hora de inaugurar as instalações do Lar da Liga dos Amigos de Aldeia de Santo António que acrescentará mais qualidade de vida à população idosa da freguesia.
A inauguração do Lar da Liga dos Amigos de Aldeia de Santo António teve início com a cerimónia religiosa que contou com uma presente muito especial: o reverendo Padre Soita, antigo pároco de Aldeia de Santo António, que apesar de retirado para um merecido descanso no Colégio da Cerdeira não quis deixar de se associar a este momento histórico.
A cerimónia oficial contou com a presença do Secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, da Governadora Civil da Guarda, Maria do Carmo Borges, do Vereador António Robalo em representação do presidente da Câmara Municipal do Sabugal, e do representante da Direcção-Geral da Segurança Social da Guarda.
Após a recepção de boas-vindas, foram asteadas as bandeiras de Portugal, da Uniao Europeia, do Município do Sabugal e da Liga dos Amigos de Aldeia de Santo António.
Nos jardins envolventes do edifício uma pedra gravada fica a testemunhar e perpetuar o momento. O acto simbólico de descerramento, apadrinhado por Joaquim Ricardo, esteve a cargo do Secretário de Estado, Pedro Marques.
A sessão solene decorreu no auditório do Lar com discursos do Presidente da Liga, Joaquim Ricardo, do Vereador António Robalo e do Secretário de Estado, Pedro Marques.
No final, um lanche permitiu a todos os presentes conviverem em clima de orgulhosa satisfação.
O Lar da Liga dos Amigos de Santo António é, agora, uma realidade oficial com capacidade para 21 utentes em regime de internato, 15 no Centro de Dia e 30 com apoio domiciliário. Mas o mérito da iniciativa tem ainda mais um número muito importante: foram criados 20 postos de trabalho directos.
E terminamos com chave de ouro. Com o nome dos fundadores. Joaquim Fernando Ricardo, Alexandre Manuel Neca, José Soares Ricardo, António Vinhas Ricardo, José Joaquim Mota, José Jorge, Leonel Francisco, Alexandre Birra e José Pires Ricardo.
Leia o discurso de Joaquim Ricardo, Presidente da Direcção do Lar: aqui.
O Capeia Arraiana associa-se ao marcante momento felicitando em nome de todos os que tornaram o sonho em realidade e dos obreiros-fundadores do projecto o seu grande protagonista: Parabéns Joaquim Ricardo.
jcl
A Bertrand prevê abrir em meados de Novembro na cidade da Guarda no novo centro comercial Vivaci uma grande livraria que disponibilizará cerca de 25 mil títulos.
«Vamos abrir em meados de Novembro no novo centro comercial Vivaci na cidade da Guarda uma livraria com 160 m2 e que irá disponibilizar cerca de 25 mil títulos», declarou à agência Lusa, Ernesto Damião, director comercial e de expansão da Bertrand.
«O investimento compreende alguns riscos mas apostámos numa cidade do Interior como a Guarda porque acreditamos nas potencialidades da região e porque temos como missão divulgar o gosto e o consumo pela leitura», acrescentou ainda o responsável da empresa livreira.
A nova livraria irá criar seis postos de trabalho directos e a empresa prevê vender mais de 50 mil livros no primeiro ano e aumentar esse valor nos anos seguintes.
Ainda segundo a agência Lusa o vereador da Cultura e da Educação da Câmara Municipal da Guarda, Virgílio Bento, considerou que «é importante passarmos a ter, finalmente, uma livraria como a qualidade da Bertrand porque o espaço vem colmatar uma falha que havia em termos culturais porque a Livraria Municipal está vocacionada para editar livros da autarquia e para promover os autores da Guarda ou ligados à Guarda ou relacionados com a história da região».
«As pequenas livrarias existentes na cidade da Guarda foram ao longo dos tempos desempenhando o seu importante papel na promoção dos livros mas agora, finalmente, a cidade vai poder ter uma livraria com a qualidade que tem a Bertrand», disse a concluir Virgílio Bento.
jcl
A Raia esteve em festa! A Raia e todo o concelho estão de parabéns! As capeias foram um sucesso e são cada vez mais um fenómeno que em interesse e animação extravasa os limites geográficos do concelho.
No dia 25 estive em Aldeia Velha e tive o prazer de constatar que é cada vez mais difícil por falta de espaço assistir ao espectáculo que se desenvolve na arena. Testemunhei que a alegria transborda da praça para as suas cercanias onde a cerveja e a boa disposição são uma constante.
Os encerros e desencerros estão cada vez mais no epicentro da festa. Os jovens têm cada vez mais entusiasmo em pegar na galha identificando-se com este fenómeno que são as capeias com forcão.
A juventude vive a aldeia dos pais e dos avós e é vê-los cada vez com mais entusiasmo a fixar residência de férias por estas bandas contagiando os amigos por esta sua devoção pela raia. A Raia é um estado de espírito.
Durante o mês de Agosto, assisti por puro prazer a várias capeias e todas elas foram um sucesso na organização e na lide dos touros com forcão, engrandecendo a nossa terra. Em termos globais os touros foram de qualidade, dignificando o espectáculo. O Zé Nói, ganadeiro dos Forcalhos tem apresentado gado cada vez com mais qualidade, sendo importante apostar no que é nosso, gerando riqueza que fica no concelho. Este é um caminho que deveremos percorrer.
Em Salamanca a Mariseca, já se encontra no ponto mais alto do Ayuntamiento na Plaza Mayor, informando que estamos em terra de touros e que as festas em honra da Virgen de La Vega e da feira taurina se aproximam.
Durante os 9 dias de festas taurinas, serão lidados touros oriundos exclusivamente de ganadarias de Salamanca: Adelaide Rodriguez, Garcigrande, La Campana, Vellosino, El Pilar e Valdefresno, entre outros. Estes festejos que têm o seu início no dia 11 de Setembro, receberão os mais consagrados matadores, tais como Enrique Ponce e José Maria Manzanares no dia 13, José Tomás no dia 16, El Fandi no dia 17 e El Juli no dia 18. Na minha perspectiva o dia 15 de reserva-nos o cartel com mais encanto nas praças espanholas esta temporada: Júlio Aparício, Morante de la Puebla e Miguel Angel Perera, com touros da ganadaria de Vellosino.
Em termos musicais e mais para a gente da minha geração, entre outros, no Domingo dia 7 poderá assistir a um concerto gratuito dos Jethro Tull, na Plaza Mayor.
Associado a todos estes eventos durante estes festejos podemos visitar uma das maiores feiras agrícolas da Europa, o que por si só merece a nossa presença, recordando-nos que nos encontramos numa região com grande potencial agrícola e ganadeiro.
:: :: PARA LER :: ::
«Dios, el diablo y la aventura, la historia de Pedro Páez el español que descubrió el Nilo Azul», de Javier Reverte.
:: :: PARA OUVIR :: ::
«Jethro Tull, Living With The Past» e «The best of Jethro Tull».
«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com
A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua memória fotográfica para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com
Data: 29 de Agosto de 2008.
Local: Lar da Liga dos Amigos de Aldeia de Santo António.
Legenda: Pintura mural (ou graffiti) no muro do espaço de recreio do Lar de Aldeia de Santo António
Autoria dos graffiti: Nomen e Vile.
Clique na imagem para ampliar
O direito à cidadania pode ser exercido de muitas formas. O voto é, em democracia, uma das formas de exercer esse direito. E o acompanhamento do trabalho (remunerado) dos autarcas eleitos com os nossos votos também… Vamos resumir para todos os sabugalenses as actas n.º 15 (11 de Julho de 2008) e n.º 16 (25 de Julho de 2008) da Câmara Municipal do Sabugal.
Acta n.º 15/2008 da Câmara Municipal do Sabugal
Antes da Ordem do Dia:
– O vereador Rui Nunes (PS) tomou a palavra para «referir que relativamente à Limpeza de Bermas e Valetas os sapadores estavam a fazer um bom trabalho. Relativamente a este assunto foi ainda referido que ao longo da E.N. a Direcção de Estradas também estava a proceder à limpeza do mato e foi dito que esta Câmara tinha sido a primeira do distrito a solicitar a execução deste trabalho.»
– Relativamente aos Centros Educativos a construir no Concelho o vereador António Robalo (PSD) respondeu que «já tinha solicitado à arquitecta Sílvia Gaião para desenvolver os procedimentos necessários com vista à abertura dos respectivos concursos públicos».
– O vereador Luís Sanches (PS) quis saber porque «determinados projectos simples de recuperação estarem a demorar dois a três meses para terem uma decisão» tendo o vice-presidente respondido que na próxima reunião daria uma resposta concreta. (Sem qualquer observação da oposição a resposta não se concretizou na acta n.º 16).
– 2.250 euros – «Carta do Grupo Cultural e Desportivo de Fóios e Junta de Freguesia de Aldeia do Bispo» –Solicitar a atribuição de um subsídio para a realização do XXIII Festival «Ó Forcão Rapazes» a realizar no próximo dia 16 de Agosto de 2008 na Praça de Touros de Soito. Deliberado, por unanimidade, atribuir o subsídio.
– 80 mil euros + 20 mil euros – Deliberado, por unanimidade, transferir para a Coopcôa – Cooperativa Agrícola do Concelho do Sabugal a importância de 80 mil euros e para a Casa do Concelho do Sabugal de 20 mil euros conforme protocolo oportunamente celebrado.
– Carta de Graficôa (jornal «Cinco Quinas») – Solicitar a concessão de um apoio financeiro consubstanciado no aumento do número de assinaturas de 150 para 200. Analisado o assunto foi deliberado, por unanimidade, renovar a assinatura nos moldes anteriores, devendo ser comunicado, pelo jornal, o facto aos beneficiários.
– 343,05 euros – Carta da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito a solicitar o pagamento das despesas relativas aos Sapadores Florestais referentes ao mês de Maio de 2008. Deliberado, por unanimidade.
– 91.000 euros (18 mil contos) – Informação do Serviço sobre a realização da «Festa da Europa –Associações em Festa» com a colaboração das ADES -Associação de Desenvolvimento do Sabugal, em que é feita a apresentação da programação para os dias 25/07 a 03/08, bem como a estimativa de custos no montante de 91 mil euros. Deliberado, por unanimidade, autorizar a realização do evento, bem como a respectiva despesa.
– 5.630 euros – Informação do Serviço sobre a realização do «X Festival de Acordeão e Tocadores de Realejo» e respectiva estimativa de custos no montante de 5.630 euros. Deliberado, por unanimidade, autorizar a realização do evento, bem como a respectiva despesa.
– 14.300 euros – «Execução de Calçadas na Freguesia de Aldeia Velha» – Protocolo de colaboração com fundamento na delegação de competências oportunamente formalizada, sendo da responsabilidade da Câmara o encargo financeiro, no montante de 14.300 euros acrescido de IVA à taxa legal em vigor, bem como a fiscalização dos trabalhos.
– 38.191 euros – «Obras na Avenida Dr. João Nabais em Aldeia do Bispo» – Protocolo de colaboraão com fundamento na delegação de competências oportunamente formalizada, sendo da responsabilidade da Câmara o encargo financeiro, no montante de 38.191 euros acrescido de IVA à taxa legal em vigor, bem como a fiscalização dos trabalhos.
– 7.633,97 euros – «Pavimentação de Arruamentos em Quadrazais» – Foi deliberado, por unanimidade, autorizar a substituição do reforço de garantia por garantia bancária à firma Socongo – Sociedade de Construções Gouveias, Ldª, no montante de 7.633,97 euros, com fundamento na informação prestada pelo respectivo serviço, acrescido dos juros entretanto vencidos.
– Deliberado, por unanimidade, adjudicar a execução dos seguintes Circuitos de Transportes Escolares:
– 331,50 Euros por Dia– Circuito nº 1-P (Casteleiro. Malcata – Amiais -Terreiro Bruxas, Moita, Alagoas e Santo Estêvão ) à firma Viúva Monteiro & Irmão Lda, pelo valor de 331.50 euros/dia, acrescido de IVA à taxa legal em vigor.
– 587 Euros por Dia – Circuito n.º 2-P ( Azenha, Aldª S. António, Dirão da Rua, Ozendo, Qtª Quintinhos, Ribeira da Nave, Sortelha,Torre, Qtª Stº António, Qtª Ribeira, Urgueira, Bendada) à firma Viúva Monteiro & Irmão Lda, pelo valor de 587,00 euros por dia acrescido de IVA à taxa legal em vigor.
Acta n.º 16/2008 da Câmara Municipal do Sabugal:
– 10 Euros – Carta do Grupo Cultural e Desportivo dos Fóios a solicitar apoio financeiro, consubstanciado na aquisição do livro «Frias Madrugadas» da autoria de Amélia Rei Dias. Deliberado, por unanimidade adquirir 50 exemplares ao preço de 10 euros cada.
– Carta de Zita Conceição Aleixo Fernandes Marques a solicitar isenção do pagamento dos tratamentos nas Termas do Cró, em virtude das dificuldades económicas sentidas. Analisado o assunto, foi deliberado, por unanimidade, indeferir o pedido.
– Carta da Empresa Águas do Zêzere e Côa sobre a repercussão no consumidor final da Taxa de Recursos Hídricos, nos termos do Dec.–Lei n.º 97/2008 de 11 de Junho. Analisado o assunto, foi deliberado, por unanimidade, deferir a repercussão da taxa.
– 54.984 euros – «Calcetamento de Ruas em Alfaiates» – Foi deliberado, por unanimidade, celebrar com a Junta de Freguesia de Alfaiates, um protocolo de colaboração para «Calcetamento de Ruas», com fundamento na delegação de competências oportunamente formalizada, sendo da responsabilidade da Câmara o encargo financeiro, no montante de 54.984 euros acrescido de IVA à taxa legal em vigor, bem como a fiscalização dos trabalhos.
– 15.593 euros – «Colocação de Calçada em Cubos de Granito na Sobreira» – Foi deliberado, por unanimidade, celebrar com a Junta de Freguesia de Pousafoles do Bispo, um protocolo de colaboração com fundamento na delegação de competências oportunamente formalizada, sendo da responsabilidade da Câmara o encargo financeiro, no montante de 15.593,00 euros acrescido de IVA à taxa legal em vigor, bem como a fiscalização dos trabalhos.
– 23.786 euros – «Execução de Pavimento em Tapete Betuminoso – da Rua que vai da Estrada Municipal até ao Centro de Dia de Aldeia de Santo António» – Foi deliberado, por unanimidade, celebrar com a Junta de Freguesia de Aldeia de Santo António, um protocolo de colaboração com fundamento na delegação de competências oportunamente formalizada, sendo da responsabilidade da Câmara o encargo financeiro, no montante de 23.786 euros acrescido de IVA à taxa legal em vigor, bem como a fiscalização dos trabalhos.
– 12.622,63 euros – «Apoio financeiro para conclusão da construção do pavilhão multiusos» na Freguesia da Lageosa da Raia, nomeadamente um gradeamento que impeça a queda de pessoas na alçada lateral esquerda e a execução de pavimento em cubos de granito. Deliberado, por maioria, com a abstenção do vereador Rui Nunes por não ter sido convidado para a inauguração do recinto, atribuir um subsídio no montante de 12.622,63 euros.
– 5.922,00 euros – «Muro de Suporte em Pousafoles do Bispo» – Ofício da Junta de Freguesia de Pousafoles do Bispo autorizado por unanimidade.
– «Cedência da Escola Primária» – Deliberado, por unanimidade, deferir o pedido de cedência da Escola Primária para criação de espaços destinados a multimédia, biblioteca e convívio para os mais jovens à Junta de Freguesia de Quadrazais.
e ainda…
– 189.165,90 euros – «Abastecimento de Água e Saneamento à Ruvina» – Deliberado, por unanimidade, adjudicar por ajuste directo a obra à firma António José Saraiva, S.A. pelo montante de 189.165,90 euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor.
– 41.670,21 euros – «Abastecimento de Água e Saneamento à Ruvina» – Informação do fiscal da obra sobre a necessidade de execução de trabalhos a mais, com fundamento no disposto no art. 26º do Dec. Lei n.º 59/99 de 2 de Março. Deliberado, por unanimidade, autorizar a execução destes trabalhos, como trabalhos a mais da empreitada, pelo montante de 41.670,21 euros acrescido de IVA à taxa legal em vigor e, a prorrogação do prazo proporcional ao valor dos trabalhos.
– 21.100 euros – Informação da Divisão de Obras Municipais sobre a execução de muro de suporte de um terreno propriedade da Câmara, contíguo à propriedade de Norberto Manso, sito na Rua Ismael Mota em Sabugal e cuja execução foi aprovada em reunião de 30/06/06. Analisado o assunto foi deliberado, por unanimidade autorizar a execução do muro, na modalidade proposta na informação nº 219-T/08 datada de 24/07/08, cujo encargo financeiro é de 21.100 euros.
As deliberações foram aprovados por unanimidade, ou seja, com os votos favoráveis de todos os vereadores do PSD e do PS. E ainda…
Na votação do apoio financeiro de 12,622,63 euros (cerca de 2500 contos) para a construção de uma grade exterior de protecção no pavilhão multiusos da Lageosa da Raia o vereador do Partido Socialista, Rui Nunes, absteve-se por não ter sido convidado para a inauguração do recinto.
E abstendo-nos de outros pormaiores interessantes… Será erro? Circuito n.º 2-P dos Transportes Escolares – 587 EUROS por Dia + IVA (cerca de 600 contos por semana) (?!?).
Fonte: Newsletter n.º 29 da Câmara Municipal do Sabugal
O Capeia Arraiana irá, sempre que lhe for possível, reproduzir as actas da Câmara Municipal do Sabugal.
jcl
O secretário de estado da Segurança Social, Pedro Marques, vai estar amanhã, dia 29 de Agosto, no concelho do Sabugal para inaugurar dois lares: o da Bismula e o de Aldeia de Santo António.
As duas obras, recentemente concluídas, e construídas apenas com o dinheiro do povo, sem quaisquer apoios das entidades oficiais vão agora ser inauguradas por um representante oficial do Estado, acompanhado por representantes do município sabugalense.
A roda de inaugurações começa na Bismula, pelo meio dia, hora a que será simbolicamente aberta a porta do Lar Nossa Senhora do Rosário, propriedade da Santa Casa da Misericórdia da Bismula.
Já de tarde, pelas 16 horas, será a vez de ser inaugurado o Lar de Aldeia de santo António, propriedade da Liga dos Amigos da freguesia.
Em cada um dos lares houve um investimento superior a dois milhões de euros, tendo-se obtido construções muito dignas, com boa capacidade e correspondendo a todas as exigências legais para o seu funcionamento. Na Bismula o lar terá capacidade para acolher 32 utentes, disponibilizando um serviço de acamados para dez pessoas. Já o lar da Liga dos Amigos de Aldeia de Santo António, tem uma capacidade para 21 utentes, tendo ainda a valência de centro de dia, com capacidade para 15 utentes, e Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), actualmente a servir cerca 30 utentes.
Duas obras fundamentais para a melhoria do bem-estar dos idosos do concelho do Sabugal, o município com melhor cobertura de lares do país.
plb
Um incêndio florestal deflagrou hoje, 28 de Agosto, no Casteleiro, concelho do Sabugal, tendo sido combatido por cerca de 150 bombeiros de várias corporações. O fogo chegou a ter três frentes activas e só foi circunscrito no final do dia.
O incêndio consumiu uma extensa área de mato, chegando mesmo a haver algumas casas em perigo, situadas fora do perímetro urbano da freguesia.
Os 150 soldados da paz foram apoiados por 37 viaturas, dois helicópteros e quatro aerotanques.
A ignição do fogo terá ocorrido cerca das 14 horas, tendo-se rapidamente propagado por três frentes, o que dificultou muito a tarefa dos bombeiros que apenas por volta das 20 horas o conseguiram circunscrever.
As operações foram comandadas no local pelo Comandante Operacional Distrital, que contou com o apoio de um Veículo de Planeamento Comando e Comunicações e com a presença do Grupo de Reforço a Incêndios Florestais da Coluna Nacional de Incêndios Florestais de Lisboa e de um Grupo da Força Especial de Bombeiros.
plb
Neste período estival é ainda tempo para mais uma parábola.
Há muitos, muitos anos havia um reino onde governava um rei bondoso, apoiado pelos seus conselheiros, nem sempre sábios, mas quase sempre muito sabidos.
Sendo um rei justo e amigo dos seus súbditos, e conhecendo a «sabidoria» dos membros do Conselho, reuniu um dia a sua corte e anunciou que a partir daquela data seria o Povo a escolher os seus conselheiros, marcando para o dia de Páscoa eleições, coisa rara e nunca vista nos reinos da Região, às quais se poderiam candidatar os súbditos que quisessem.
Reuniram em segredo os conselheiros de longa data, e após demoradas e sábias discussões, perceberam que se nada fizessem sempre apareceria alguém para tentar tirar-lhes o lugar.
«Era preciso convencer os súbditos da conveniência em mantê-los nos lugares que tinham», disse o Conselheiro-Mór, e todos acenaram com a cabeça que sim.
E logo ali cozinharam uma estratégia que, acreditavam, daria os seus frutos.
E, quais enxames de abelhas em busca de pólen, no dia seguinte milhares de travessas de arroz doce, que muito agradava ao Povo, começaram a chegar a todos os lares do Reino, não esquecendo o pormenor fundamental de decorar a travessa com o nome do Conselheiro em quem votar, feito em canela da mais pura…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
ramiro.matos@netcabo.pt
| GALERIA DE IMAGENS – 14-8-2008 |
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| Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar |
Entraram em vigor no dia 20 de Agosto de 2008, os novos prazos para as inspecções obrigatórias a veículos que passam a ter como data limite, não o mês da matrícula, mas o dia e o mês da matrícula inicial, conforme se encontra registado no respectivo livrete.
Esta alteração é válida tanto para a primeira inspecção anual como para as subsequentes e os veículos podem ser apresentados a inspecção durante os três meses (antes era dois meses) que antecedem o dia em que o automóvel foi matriculado pela primeira vez.
Os veículos sujeitos a inspecções semestrais devem ser apresentados a inspecção até ao dia correspondente ao da matricula inicial, no sexto mês após a correspondente inspecção anual.
Sempre que um veículo seja submetido a alterações das características técnicas que envolva uma periodicidade diferente da anterior, fica sem efeito a ficha de inspecção realizada anteriormente e deve ser submetido a inspecção periódica, segundo a nova periodicidade.
| CALENDÁRIO GERAL DAS INSPECÇÕES PERIÓDICAS | |
| VEÍCULOS | PERIODICIDADE |
| Automóveis ligeiros de passageiros |
Quatro anos após a data da primeira matrícula, e em seguida, de dois em dois anos, até perfazerem oito anos. Depois anualmente |
| Automóveis ligeiros de mercadorias |
Dois anos após a data da primeira matrícula, e em seguida anualmente |
| Automóveis ligeiros licenciados para transporte público de passageiros e ambulâncias | Um ano após a data da primeira matricula e, em seguida, anualmente até perfazerem sete anos. No oitavo ano e seguintes, semestralmente |
| Automóveis usados no transporte escolar e automóveis ligeiros licenciados para instrução | Um ano após a data da primeira matricula e, em seguida, anualmente até perfazerem sete anos; no oitavo ano e seguintes, anualmente |
| Restantes automóveis ligeiros | Dois anos após a data da primeira matrícula, e em seguida anualmente |
| Automóveis pesados de passageiros |
Um ano após a data da primeira matricula e, em seguida, anualmente até perfazerem sete anos. No oitavo ano e seguintes, semestralmente |
| Automóveis pesados de mercadorias |
Um ano após a data da primeira matricula e, em seguida, anualmente até perfazerem sete anos. No 8.º ano e seguintes, semestralmente |
| Reboques e semi-reboques com peso bruto superior a 3500 kg (excepto reboques agrícolas) | Um ano após a data da primeira matricula e, em seguida, anualmente até perfazerem sete anos; no oitavo ano e seguintes, semestralmente |
| Automóveis pesados e reboques com peso bruto superior a 3500 kg utilizados por corporações de bombeiros e suas associações e outros que raramente utilizam a via pública, como os destinados ao transporte de material de circo ou de feira e reconhecidos pelo IMTT | Um ano após a data da primeira matricula e depois anualmente |
Legislação aplicável: Decreto-Lei n.º 554/99, de 16 de Dezembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 136/2008, de 21 de Julho.
Paulo Saraiva
A presidente da Direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários do Soito, Maria Benedita Rito Dias, emitiu um comunicado pedindo explicações para o facto de ter ficado à margem de uma reunião realizada no Centro de Saúde do Sabugal para definir a colocação pelo INEM de uma ambulância operacional de Suporte Imediato de Vida (SIV) visando melhorar os cuidados prestados em ambiente pré-hospitalar à população.
O comunicado emitido pela presidente Maria Benedita Rito Dias denota insatisfação pela não convocatória de um representante dos Bombeiros do Soito para as reuniões realizadas no Sabugal e solicita uma resposta para a atitude discriminatória do INEM e da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro.
«A Associação dos Bombeiros Voluntários do Soito, teve conhecimento que na semana passada houve uma reunião no Sabugal, no Centro de Saúde e nos Bombeiros do Sabugal, com representantes do INEM, da ARS do Centro, do Centro de Saúde e dos Bombeiros Voluntários do Sabugal.
Esta reunião serviu para transmitir a decisão de que, a partir de 15 de Setembro 2008, irá ser colocada uma Ambulância SIV no Centro do Saúde.
A Presidente dos Bombeiros Voluntários do Soito pediu uma justificação ao Sr. Presidente do INEM, com conhecimento de várias entidades entre elas a Sra. Ministra da Saúde, a Liga dos Bombeiros, a Autoridade Nacional e a Câmara Municipal do Sabugal do porquê desta nossa Corporação não ter sido convidada a assistir, mais que não fosse, à dita reunião.
Colocamos um prazo de 10 dias úteis para nos darem uma resposta.
Maria Benedita Rito Dias
Presidente da Direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários do Soito»
No sentido de decifrar alguma da linguagem técnica da colocação das ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) ficámos a saber junto de fonte do Ministério da Saúde que «as SIV estão a ser colocadas em diversas localidades de Portugal Continental, num processo faseado, iniciado em 2007 e que termina no início de 2009. Os locais exactos foram definidos na sequência de um processo em que intervieram o Ministério da Saúde, o INEM, as Administrações Regionais de Saúde (ARS) e os autarcas responsáveis pelos vários concelhos envolvidos».
Em algumas zonas do território, como o concelho do Sabugal, nas situações em que o tempo é um factor crucial e a distância a que se encontram os meios diferenciados de emergência médica dificulta o seu envio em tempo útil, é necessário recorrer a meios com uma capacidade para prestar cuidados limitada ao nível do Suporte Básico de Vida para transporte da vítima a uma Unidade de Saúde, porque estes são os meios disponíveis mais próximos.
O Projecto SIV, coordenado pelo INEM, resulta da necessidade de desenvolver continuamente o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), com o objectivo de melhorar cada vez mais os cuidados de Emergência Médica Pré-Hospitalar prestados à população.
A expressão SIV traduz um conceito, aceite pela comunidade científica médica, baseado na necessidade de garantir os cuidados de saúde capazes de resultar numa reanimação com sucesso até estar disponível uma equipa médica, dita de suporte avançado de vida.
As SIV complementam as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) e diferem destas pela ausência de um médico e de equipamentos cujo manuseamento implica a presença de alguém com formação em medicina, mas continuam a dispor de meios para reanimar ou entubar um paciente, para o que foi dada formação ao técnico que incorpora a tripulação. As Ambulâncias SIV são tripuladas por um Enfermeiro e por um Técnico de Ambulância de Emergência (TAE).
Ainda segundo a fonte do Ministério da Saúde «estão já em funcionamento 16 ambulâncias de Suporte Imediato de Vida, nos seguintes locais: Moura, Odemira, Elvas, Estremoz, Gondomar, Amarante, Régua, Fafe, Cabeceiras de Basto, Montalegre, Mirandela, Vila Conde, Santo Tirso, Seia, Peniche e Mira/Cantanhede. Até ao início de 2009, altura em que se prevê a concretização da última fase do projecto, deverão ter entrado em funcionamento 41 unidades. Ou seja, no âmbito da reforma das urgências/emergência, vão ser implementadas 93 ambulâncias, oito Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação e três helicópteros.»
Vamos, agora, perceber melhor o que pensa a Presidente da Direcção dos Bombeiros do Soito, Maria Benedita Rito Dias. «Escrevi uma carta e dei um prazo de dez dias para que me explicassem porque ficámos de fora das reuniões que decorreram no Centro de Saúde e nos Bombeiros do Sabugal. O nosso concelho tem duas corporações de bombeiros e apenas esteve presente uma. Porquê? Em 2007 fizemos um investimento de cerca de 100 mil euros em duas ambulâncias equipadas com todos os equipamentos necessários. Os nossos bombeiros frequentam cursos de Tripulantes de Ambulância de Socorro (TAS) e dez deles estão habilitados com formação de 210 horas em Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE) idêntico ao Tripulante de Ambulância de Emergência (TAE). A nossa associação tem, ainda, um formador acreditado em DAE. Mas… ficámos de fora da reunião. Porquê?», disse-nos, inconformada a dirigente.
E a concluir: «Falei com o senhor presidente da Câmara Municipal do Sabugal que me garantiu que o município não teve conhecimento oficial, nem esteve representado nas referidas reuniões. Os Bombeiros Voluntários do Soito são um posto de reserva do INEM preparado para responder em caso de emergência pré-hospitalar e prometeram-nos que durante o presente ano seriamos integrados no INEM. Afinal o que se passa?»
O Capeia Arraiana está em condições de adiantar que a proposta que está a ser negociada prevê o estacionamento da ambulância SIV, com tripulação externa ao concelho, no Centro de Saúde do Sabugal, entre as 20 e as 8 horas da manhã do dia seguinte.
jcl
Uma exposição do artista Luís Athouguia denominada «Onirismos – outras aventuras surreais» estará patente ao público a partir de sábado, 30 de Agosto, na Tinturaria, o novo espaço cultural da cidade da Covilhã.
A Câmara Municipal da Covilhã apresenta a exposição «Onirismos – outras aventuras surreais» de Luís Athouguia. São pinturas de forte impacto visual, representativas da linha de produção actual de Luís Athouguia. O artista é um criador que domina intensamente o rigor do espaço, considerando-o como um todo, onde o tempo não importa, onde as moléculas que formam a trama pictórica, as formas que são matéria, massa, densidade, são susceptíveis de transformação pela energia, e indo para além da realidade física, fazem com que se abram outras dimensões que se reflectem e ampliam na sua pintura.
A sua produção pictórica elege a sensualidade cromática, a íntima percepção da forma, o onirismo e transcendência como tema e conceito, viajando com a força da luz, desintegrando-se e voltando a integrar-se, impactando numa dimensão nova, sugestiva, plena de matizes e leituras infinitas, que se move num trajecto de genuína inovação.
Luís Athouguia é natural de Cascais, diplomado pelo IADE, Instituto Superior de Design, em Lisboa, participou em relevantes Exposições Internacionais, Bienais de Arte, encontros de Arte Postal e integrou diversos grupos multi-disciplinares e plurinacionais de Artistas. Desde 1983 realizou mais de duas centenas de exposições (59 individuais) em Portugal e Espanha. Está representado em museus, instituições e importantes colecções nacionais e estrangeiras e foi premiado em certames de Arte nacionais e internacionais.
A exposição «Onirismos – outras aventuras surreais» do artista Luís Athouguia estará aberta ao público na Tinturaria do Centro de Exposições da Covilhã, no Rossio do Rato, de 30 de Agosto a 21 de Setembro, de terça a sexta-feira das 10 às 20 horas e ao sábado das 14 às 20 horas.
Trata-se de um mostra que merece ser vista, descodificada e fruída com todo o empenho e sentido crítico.
jcl
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Cerva, Jorge Campos, foi identificado sexta-feira, durante um incêndio, por um graduado da Guarda Nacional Republicana, alegadamente devido à intenção de utilizar uma técnica de contra-fogo.
O comandante Jorge Campos, dos Bombeiros Voluntários de Cerva, freguesia de Ribeira de Pena, distrito de Vila Real, afirmou, em declarações à agência Lusa, que o graduado da Guarda Nacional Republicana «não lhe deu voz de detenção», explicando que lhe pediram a identificação e admitindo ter efectuado fogo de supressão.
De acordo com a Guarda Nacional Republicana estão 32 pessoas habilitadas, pela Direcção Geral de Recursos Florestais, a efectuar fogo de supressão, sendo 14 pessoas inscritas como «com capacidade para uso de fogo de supressão» e 18 pessoas «com capacidade só quando inseridos no GAUF – Grupo de Análise e Uso de Fogo».
No caso do incêndio em Tinhela, Concelho de Valpaços, o graduado do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro, da Guarda Nacional Republicana, solicitou a identificação ao comandante dos Voluntários de Cerva, ao que, e de acordo, com o relatório da GNR a que a agência Lusa acedeu, o nome do bombeiro «não se encontrava na lista das pessoas qualificadas», na utilização de contra-fogo.
O caso passou-se sexta-feira, quando o comandante Jorge Campos decidiu utilizar contra-fogo, facto confirmado pelo próprio à agência Lusa, apesar do nome daquele bombeiro não constar na lista da Direcção-Geral de Recursos Florestais.
De acordo com o relatório da GNR, a secção do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro, informou o comandante dos Voluntários de Cerva que «iria ocorrer num crime» e que poderia ser detido, caso ateasse fogo, mesmo que fosse para combater o outro incêndio.
Fonte do comando daquela força de segurança explicou à agência Lusa que os militares e oficiais da Guarda têm de cumprir e fazer cumprir a lei, não lhes cabendo efectuar avaliações ou interpretações de uma determinada lei.
Não é, porque é caso sério, mas podia ser a anedota da semana ao jeito de «Portugal no seu melhor».
jcl
«A força, não a opinião, é a rainha do Mundo» (Pascal).
Se olharmos para as Democracias ditas ocidentais notamos que cada vez mais há um abuso do poder por parte dos seus governantes, não só naqueles países com pouca tradição democrática como Portugal, mas também noutros com profunda tradição democrática como a França.
Sem dúvida que os governos são eleitos por sufrágio universal, mas depois tornam-se tanto ou mais autoritários como aqueles que o não foram. A chamada legitimidade democrática serve de pretexto para decretar leis e tomar medidas que os regimes autoritários não se atreveriam com receio de revoltas populares. Não podemos comparar estes políticos ocidentais com qualquer ditador que conquiste o poder pela violência, mas depois de eleitos deixam de respeitar a vontade do povo.
Esta Democracia de partidos é intrinsecamente «partidista», significa isto que governa para determinados sectores da sociedade (grandes lobbys económicos). É a esses sectores que os governos devem o poder, embora com toda a sua retórica barata digam que governam para todo o povo.
E porque é que alguns políticos tentam impor de qualquer maneira, às vezes até à força, a sua própria vontade ignorando por completo a vontade do povo? Esse tipo de governante sofre de um qualquer trauma psíquico ou de algum complexo de inferioridade… A esses, se não fosse a sua notória irresponsabilidade, incapacidade e enervante arrogância, podíamos dizer-lhe o seguinte: a grandeza de um homem de Estado consiste em governar não só para os que pensam como ele, mas também para os que pensam de outra maneira.
Só compreende isto, e o aplica, o verdadeiro estadista. A um simples funcionário de partido, isto passa-lhe ao largo.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com
A decisão do povo de Vilar Maior aponta para a manutenção da Festa do senhor dos Aflitos no primeiro domingo de Setembro, em detrimento da sua realização no mês de Agosto.
A tradição continua a valer em Vilar Maior, antiga vila raiana que mantém na data antiga a sua festa principal. O povo da freguesia pronunciou-se ontem, 24 de Agosto, votando as várias propostas. Contrariando algumas opiniões que defendiam a realização da conhecida festa do Senhor dos Aflitos em Agosto, para assim poder contar com a presença dos emigrantes, o povo decidiu-se a favor da manutenção da festa no primeiro domingo de Setembro.
Chegou a pensar-se que a festa de 7 de Setembro de 2008 seria a derradeira, mas afinal tudo será igual nos próximos anos.
António Gata, antigo presidente da Junta de Freguesia, e que colocou uma proposta a votação, falou do assunto ao Capeia Arraiana. Defendeu uma espécie de solução de compromisso, com a festa a realizar-se em dois momentos distintos: um primeiro em Agosto, dedicado aos emigrantes, e um segundo em Setembro, cumprindo a tradição e satisfazendo os peregrinos que ainda vêm de muitas terras da Raia para assistir às cerimónias religiosas. A população rejeitou também a sua proposta, situação com que se conforma mas que de algum modo lamenta: «A minha ideia era contentar as várias partes. Propus uma solução idêntica ao que sucede na festa da Senhora da Graça na sede do concelho, que é uma festa móvel com dois momentos, primeiro em 15 de Agosto para os emigrantes e depois em Setembro na data tradicional, que corresponde precisamente ao mesmo dia da festa do Senhor dos Aflitos em Vilar Maior. Penso que as coisas assim, continuando como estão, e como de resto o povo decidiu, podem levar ao fim da festa, porque a aldeia tem cada vez menos gente, e a prazo pode ser insuficiente para manter os seus custos elevadíssimos.»
plb
Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com
Local: Centro Histórico do Sabugal.
Legenda: Ficamos sem saber se D. Duarte merece dar o nome a uma rua ou apenas a uma travessa.
Autoria: Capeia Arraiana.
Clique na imagem para ampliar
No dia 9 de Agosto, contrabandistas de três povos da Raia, Casilhas de Flores, Forcalhos e Lageosa da Raia marcaram encontro num ponto secreto junto à linha da fronteira (na Genestosa) por volta das 11 horas da noite.
Mais de 70 forcalhenses aceitaram o desafio saindo dos Forcalhos às nove e meia da noite em ponto. Desta vez, ninguém transportava «carrego» (nem «talegos»… apenas histórias, recordações daqueles tempos, sonhos e uma boa carga de adrenalina que a aventura nocturna iria proporcionar.
O céu estrelado e um belo luar não eram propriamente ideais para o Contrabando (sendo a claridade inimiga para quem pretendesse passar despercebido).
Pelo caminho, ouviam-se histórias daqueles tempos narradas pelos mais velhos – os aventureiros noctívagos tinham idades compreendidas entre os 5 e os 78 anos – aos mais novos cujos olhos absorviam e filtravam o escuro da noite para ver melhor… não fosse aparecer de repente um carabineiro, um lobo ou até mesmo um touro bravo.
Ao chegar à Raia, percorridos quatro quilómetros, encontramo-nos com os espanhóis das Casilhas aos quais as gentes da Lageosa se juntaram mais tarde. Era indescritível o momento que reuniu mais de 200 pessoas, num lugar ermo desprovido de qualquer estrutura eléctrica… três povos encontravam-se numa alegria difícil de explicar. A mercadoria tinha sido entregue: boa disposição, alegria e paz… muita paz!
…E não é que apareceram mesmo os carabineiros que surpreenderam os contrabandistas em flagrante!
A ideia era reunirem-se todos numa quinta isolada da Raia – a Quinta do Legário – que cedeu as instalações para receber os contrabandistas. No local iluminado por holofotes, fez-se uma roda à volta de quem quisesse contar histórias ou pequenos episódios dos tempos do contrabando. Sem o auxílio de microfones e altifalantes, o silêncio era mais do que ouro para poder ouvir as histórias proferidas entusiasticamente pelos contadores (um de cada aldeia).
Estórias eram muitas… desde a forma como as mulheres escondiam a mercadoria; o cavalo de um contrabandista que tinha levado sete tiros dos carabineiros; famílias que escondiam os contrabandistas de maneira a não serem apanhados; o cão de uma quinta que só ladrava quando sentia a presença dos carabineiros…
Elementos da organização do evento (Ayuntamiento das Casilhas, Junta de Freguesia da Lageosa e Associação dos Forcalhos) falaram sobre a importância do contrabando para a economia das famílias carenciadas naqueles tempos difíceis e para a união dos povos comprometidos numa actividade considerada ilegal e de alto risco.
Neste convívio muitos reencontraram amigos e familiares que não viam há anos e, por coincidências do destino, esta noite de contrabando voltou a juntá-los.
O sucesso desta iniciativa singela que envolveu as três aldeias raianas poderá ser eventualmente a luz do fundo do túnel da interioridade que poderá unir esses povos e caminharem unidos em direcção a outros projectos mais ambiciosos…
No final da sessão, todos se despediram calorosamente e regressaram para as respectivas aldeias na esperança de que para o ano haja novamente noite de contrabando.
Filipe Carlos
A Fundação INATEL lançou um desafio aberto a todos os filiados para a escolha de um hino a ser musicado para banda filarmónica. O envio dos trabalhos para o Concurso de Composição Maestro Silva Dionísio deverá ser feito até 30 de Setembro.
A Fundação INATEL lança um Concurso destinado aos filiados do INATEL com o propósito de fomentar e valorizar a escrita musical para Bandas Filarmónicas, o Concurso de Composição Maestro Silva Dionísio.
O concurso, que decorre até 30 de Setembro, engloba duas categorias de prémios, um Grande Prémio, no valor de 2.000 euros e o Prémio Especial para Jovens Compositores com idade até 30 anos, no valor de 1.000 euros.
A peça a concurso deverá consistir num Hino do INATEL e obedecer à instrumentação para Banda Filarmónica.
Os resultados serão divulgados até 2 de Dezembro de 2008.
Outros pormenores do Regulamento poderão ser obtidos nas Delegações Regionais do INATEL ou através da Divisão de Etnografia e Folclore do INATEL.
Joaquim Igreja
Mantendo a tradição realizou-se por iniciativa da Associação Cultural e Recreativa da Torre um churrasco para todos os associados, familiares e população da Torre. O convívio ocorreu no dia 10 de Agosto, antecedido de uma Assembleia Geral de apresentação de contas e debate de pontos de interesse associativos.
O churrasco consistiu num porco assado no espeto, no momento, pela firma «Soares», de Castelo Branco. O bicho encontrava-se com um excelente tempero e boa assadura, e pouco sobrou, sendo inúmeras as pessoas presentes. A Associação providenciou ainda pão, bebida variada e fruta no final.
A festa realiza-se nesta data para permitir o convívio dos muitos emigrantes naturais da Torre, ou com raízes nesta, e que se deslocam em Agosto. Muito tem contribuído a Associação pelo são convívio da população da Torre, dada a inexistência de qualquer outro local onde as pessoas se possam encontrar, beber uns copos, falar das suas vivências ou alheias, jogar às cartas, snooker, matraquilhos ou ping-pong.
Tendo em vista prosseguir com os melhoramentos que a Associação tem levado a cabo, este ano, conseguiu, com o dinheiro angariado, construir um palco digno de concertos de envergadura.
A Associação agradece a todos os associados e amigos da Torre que muito têm contribuído para que se continue no bom caminho, em especial as pessoas que ao longo do ano mantêm a Associação viva.
Um grande obrigado e que forças e vontade haja para continuar.
Joaquim Marques (presidente da Direcção)
A GNR da Guarda registou numa semana um total de 72 ocorrências criminais, efectuou quatro detenções, acorreu a 28 acidentes de viação e efectuou ainda duas acções de sensibilização sobre incêndios florestais.
O Grupo Territorial da GNR da Guarda registou na semana transacta 72 ocorrências criminais, das quais se destacam: nove crimes por ofensas à integridade física, nove de dano, seis de furto em veiculo, cinco de violência doméstica, quatro de furto em residência, três de ameaças, três de condução sob influência do álcool, dois de condução sem habilitação legal, um de furto de veiculo, um de furto em estabelecimento comercial, um de burla e um de tráfico de estupefacientes. A estas situações juntam-se ainda 15 situações de suspeita de crime de incêndio florestal.
No mesmo período, de 18 a 24 de Agosto, efectuaram-se ainda quatro detenções, sendo duas por condução de veículo sem habilitação legal e outras duas por condução sob influência do álcool.
Registaram-se ainda 28 acidentes de viação. Desses, 19 resultaram de colisões, seis de despistes e três de atropelamentos, dos quais resultaram 13 feridos leves.
A GNR efectuou também neste período duas acções de sensibilização sobre incêndio florestais, nas freguesias de Alvôco da Serra e Paranhos da Beira, ambas pertencentes ao concelho de Seia onde estiveram presentes cerca de uma centena de populares.
plb
No passado dia 9 de Agosto comemoraram-se na Igreja da Torre, concelho do Sabugal, as bodas de ouro sacerdotais do Frei Dominicano João Domingos da Ordem dos Pregadores. As cerimónias coincidiram com a data de aniversário do homenageado que nasceu há 75 anos no dia de São Domingos.
A Eucaristia de Acção de Graças decorreu na Igreja da Torre, concelho do Sabugal, pelas 12 horas, presidida por D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, e acompanhado pelo Provincial Frei José Nunes, frei Pedro Fernandes (irmão do frei João), frei Bernardo Domingues, frei Miguel dos Santos, padre Hélder, padre Souta (anterior pároco do Sabugal) e diácono António Lucas Fernandes.
A cerimónia foi seguida de um almoço-convívio organizado pela família que contou com a presença de cerca 170 pessoas entre familiares e amigos.
No final da refeição foram projectadas fotografias e o percurso de Frei Domingos e lido um texto baseado numa entrevista efectuada por uma aluna do ICRA ao homenageado.
A homenagem contou ainda com a presença do Cónego Pereira de Matos (Vigário Geral da Diocese da Guarda) e do Padre José Júlio.
Frei João Domingos fez nesse dia, precisamente, 75 anos, tendo nascido com o nome de Domingos Fernandes, numa aldeia chamada Torre, do concelho e paróquia do Sabugal, distrito da Guarda. O nome foi-lhe dado por ter nascido perto do dia de S. Domingos.
No seio de uma família da classe média, agricultores e pastores, cresceu com os valores do catolicismo. A ida à missa, à catequese e a oração do terço ao final do dia na igreja, faziam parte do seu quotidiano. Com os pais, cuja convivência era pacífica e fiel, aprendeu a verdade e honestidade, a franqueza e confiança.
O início do seu caminho pela vida religiosa começou a desenhar-se em 1946, após o exame da 4.ª classe, com a vinda de uns padres dominicanos da Ordem dos Pregadores que realizaram exames de admissão ao seminário. A Ordem tinha um Seminário Menor, perto de Fátima, onde ministrava o curso liceal. Fez o exame e foi aprovado. Recebeu o nome de João, na tomada de hábito em 1951, a 7 de Setembro, nome religioso que o ligava à Ordem dos Pregadores ou Dominicanos. A partir daí foi sempre chamado por Frei João Domingos.
Em Julho de 1955, o Superior, um padre dominicano canadiano, chamou-o e perguntou-lhe se estava disposto a ir para o Canadá estudar teologia durante 4 anos. Respondeu afirmativamente, fez os votos solenes (perpétuos) e partiu.
Durante esse período, para além do estudo, ajudou muitos emigrantes portugueses no Canadá, a maior parte deles vindos dos Açores, que tinham dificuldade com a língua. Ajudou-os na Emigração, no Ministério do Trabalho, com o preenchimento de papéis e mudança de contratos de trabalho.
Trabalhou, posteriormente, na América, três meses por ano, durante 23 anos, num Centro de Atendimento e Aconselhamento, aprendendo muito com as pessoas e, sobretudo, com os psicólogos e psiquiatras com quem trabalhava, para ajudar as pessoas a resolverem os seus problemas.
Em França, esteve no ano de 1968, ano do ressurgimento da juventude na Europa. Passou por Paris e outras cidades, mas foi em Estrasburgo que passou um ano escolar inteiro, onde vivia com os dominicanos e estudava na Faculdade de Teologia. Celebrava, também, missa numa Escola de Reeducação de Jovens e numa igreja onde se reuniam os emigrantes portugueses.
Em Portugal, trabalhou oito anos no Seminário dos Dominicanos em Aldeia Nova, sete dos quais como Director. Passados, esses 8 anos, foi Superior do Convento dos Dominicanos em Fátima onde ajudou a criar, um Centro do Estudos, aberto a seminaristas e jovens, rapazes e raparigas, novidade que, na altura, nem toda a gente aceitou bem. O centro conta hoje com mais de quatro mil estudantes.
Em 1975 voltou ao Canadá onde estudou durante um ano. Regressou em 1976 e foi viver em Lisboa na Casa dos Dominicanos em Benfica. Foi nomeado Director do ISTA (Instituto de Teologia São Tomás de Aquino) e começou a dar aulas de teologia na Universidade Católica de Lisboa. Nesse tempo, desempenhou, simultaneamente, outras funções, como: pregação e animação das pequenas comunidades religiosas de padres e irmãos operários, inseridas nos bairros de Lisboa e Porto e nas aldeias do Interior.
Em 1981 iniciou o seu percurso no país em que permanece até hoje, 2008, Angola. O projecto dos Dominicanos em África inclui o trabalho como missionários na pastoral, na educação, na promoção e no desenvolvimento do povo.
Em Agosto de 1988, respondendo ao pedido dos bispos da Igreja Católica, assumiu a reitoria do ICRA (Instituto de Ciências Religiosas de Angola) em Luanda. Assim, em Setembro desse ano assumiu o ICRA e a paróquia do Carmo, juntamente com outros dominicanos onde foi pároco durante quatro anos.
A partir de 1992, deixou de ser o pároco, mas continua sempre a trabalhar como colaborador, apenas ausente desde Setembro de 1992 a Agosto de 1993, ano sabático, em que esteve em Jerusalém, em estudos bíblicos.
O ICRA foi criado pelos bispos de Angola a 8 de Dezembro de 1984 e tem como objectivos a formação de quadros angolanos baseada em filosofias de altruísmo e honestidade.
As competências adquiridas de frei João Domingos incluem ainda: «Filosofia e Teologia» na Faculdade de Teologia Católica, em Strasbourg, França; «Mestrado em Teologia Dogmática», na Faculdade de Teologia, do Collegium Philosophiae et Theologiae Dominicanum, Ottawa, Canadá; Director e professor no Seminário Dominicano português, professor de «Filosofia» no Centro de Estudos de Fátima; professor de «Teologia» na Universidade Católica de Lisboa; reitor e professor de »Doutrina Social da Igreja» no Seminário Maior e no ICRA, em Luanda; professor de Deontologia no curso médio «Educadores Sociais e Doutrina Social da Igreja e Direitos Humanos», no Seminário Maior de Luanda e no curso de Educação Moral e Cívica; professor de «Teologia Pastoral» no Seminário Maior de Luanda; professor de «Deontologia» no Curso Médio de Educadores Sociais; e Professor do «Pensamento Social da Igreja» no curso superior de Assistentes Sociais no Instituto Superior João Paulo II onde foi também reitor e professor de «Direitos Humanos» no curso superior de Professores e Educação Moral e Cívica, no mesmo Instituto João Paulo II, em Luanda.
Foi agraciado em 1998 com a comenda Ordem Mérito do Estado Português.
Natália e Gabriela (primas do Frei João Domingos)


























A noite de sábado promete ser de animação no Largo do Castelo do Sabugal. A «Casa do Castelo – Monumenta» e o bar «O Bardo» promovem um concerto de música tradicional ao vivo a partir das 21 horas do dia 30 de Agosto.




















Ilustrado com imagens, muitas e bonitas imagens da maior tradição sabugalense o suplemento inclui uma interessante e bem estruturada entrevista da jornalista Eduarda Pereira a Manuel Rito Alves, presidente do município sabugalense, onde o carismático líder confirma que não se vai recandidatar a um segundo mandato por motivos de saúde.
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