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Joaquim Tenreira Martins espera que o lançamento do seu livro – «Viagens na minha infância – lembranças romanescas» – no próximo dia 14 de Agosto, na sua terra natal – Vale de Espinho – possa ser um revelador das muitas riquezas que durante anos ficaram escondidas no subconsciente de cada um de nós. O que durante a infância se viveu numa aldeia ou em qualquer outro lugar nunca mais se esquece.
Mesmo que a acção narrativa do «Viagens da minha infância» se situe há mais de 50 anos, a maior parte dos temas ligados à infância estão ali. O autor aborda-os de maneira romanesca o que dá todo o encanto aos enredos. Foi por isso que este enfoque do livro apaixonou tanto o Psicólogo e Antropólogo João Fatela, a viver em Paris, e que não hesitou em prefaciá-lo, em termos bastante elogiosos.
O primeiro tema da infância que o autor aborda é o do pai. É um tema universal, mas fundamental. É ele o modelo para toda a nossa vida. É ele que forma a nossa personalidade, o nosso inconsciente como diriam os psicanalistas. O pai – o pai do autor – perpasse também toda a acção narrativa. Ele é o artesão, o alfaiate, o animador de charlas, na sua alfaiataria, onde se forma a juventude através de discussões vivas entre aprendizes e estudantes do liceu ou da universidade que, durante o Verão, nem sabiam onde passar o tempo. Ainda hoje, já homens, e bem colocados na vida, afirmam terem ali passado as férias mais maravilhosas da sua vida.
Era assim mesmo, porque o tema da maravilha e do encanto continua neste livro, através de vários contos onde aparecem os medos que tanto aterrorizam as crianças. Adultos que nós somos, já nem nos lembramos daquilo que padecemos quando éramos pequenos. Histórias de lobos e de lobisomens que vinham até ao povoado ou que andavam à espreita nos campos quando acompanhávamos os nosso pais ou os irmãos mais velhos, não deixavam sossegado o nosso espírito de crianças. Também os anjos maléficos, invisíveis e sempre prontos a fazer patifarias e a deter o poder de vida ou de morte de todas as pessoas da aldeia, eram imagens terrificantes e presentes no nosso espírito.
A descrição dos mitos da castração e da sexualidade não são esquecidos neste livro, através de contos e de episódios que certamente aconteceram com todos nós, no nosso tempo de crianças.
Que outras coisas poderiam ocupar a cabeça de um pequenote? Certamente a saúde, o receio de ficar sozinho no mundo e de perder os entes queridos. Lá aparece então a figura do médico que era fundamental na vida de uma aldeia, e que se deslocava não para as pessoas que estavam doentes, mas para as que estavam a morrer, porque, para as doenças do dia a dia, lá estavam as avós com as sua mezinhas, por vezes mais eficazes que as receitas médicas de qualquer doutor de Coimbra ou de Salamanca.
Para os maus-olhados, o ar da ribeira, a má-hora, o vento da serra ou a má-sorte, existiam as bruxas e as bentas que sabiam, mais que qualquer psiquiatra, falar às pessoas, olhar para elas no mais profundo do seu ser, ouvi-las, invocar o sobrenatural e fazer-lhes todas as rezas e benzeduras do mundo para que o poder divino pudesse passar para o doente, curando-o de todos os males corporais e espirituais.
J.V.
Pelos números expostos e qualidade do serviço prestado pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), devem os naturais e residentes do concelho reflectir sobre esta realidade e os responsáveis autarcas locais muito em particular.
O nosso concelho poderá não ombrear com as restantes regiões do País, no desenvolvimento económico e até em redes viárias (que desejaríamos?) ou até em problemas com excesso de população (que bem dispensamos?) e dos problemas que isso acarreta ou ainda dos enormes problemas causados com as filas intermináveis de automóveis (que não queremos?) que todas as manhãs se deslocam da periferia para as grandes cidades e da poluição que lhe está associada. O nosso concelho e pelo menos numa coisa é diferente: Tem para oferecer qualidade de vida, tranquilidade e bem-estar para quem precisa e a procura. E isso vale «ouro» da melhor qualidade e temos que a preservar.
No que diz respeito ao sector dos serviços, temos no nosso concelho e já o disse várias vezes nesta coluna, um segmento de actividade que mais nenhuma outra região do país possui: Equipamentos sociais de qualidade, de apoio à terceira idade, vulgo «Lares para idosos», «Centros de Dia» e «Apoio Domiciliário».
Estes equipamentos pertencentes a IPSS são cerca de três dezenas e constituem uma das áreas económicas que mais se destacam no nosso concelho se atendermos ao número de empregos que oferecem à população – cerca de meio milhar postos de trabalho directos e talvez outros tantos indirectos já que muitos outros sectores de actividade lhes fornecem serviços e produtos.
Por outro lado, o número de utentes que usufruem dos seus serviços, em todos as suas valências, ultrapassam já os 1 500 pelo que constituem um forte serviço prestado a este sector da sociedade concelhia que não pode ser esquecida. E por último e em termos financeiros, estas instituições, todas juntas, movimentam cerca de 10 milhões de euros anuais e também neste campo têm um peso significativo na actividade económica da região.
Pelos números expostos e qualidade do serviço prestado por estas instituições, devem os naturais e residentes do concelho reflectir sobre esta realidade e os responsáveis autarcas locais em particular, sobre este desenvolvimento económico e social que gente anónima deste sector e principalmente os seus directos responsáveis gratuitamente provocam sem nada auferirem financeiramente para si mas tão só para bem servir os outros e principalmente os mais desfavorecidos.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo
dr_jfricardo@hotmail.com
A rádio «Altitude FM», da Guarda, destacou na segunda-feira, 28 de Julho, a apresentação do projecto do edifício do balneário para as Termas do Cró e o recomeço das obras em Setembro próximo. A estação radiofónica entrevistou o arquitecto Manuel Abreu responsável pela maqueta-projecto que teve a preferência do executivo da Câmara Municipal do Sabugal.
Faixa-01:
Faixa-02:
Faixa-03:
A «Rádio Altitude» – hoje «Altitude FM» na frequência 90.9 Mhz – iniciou emissões regulares em 29 de Julho de 1949 na cidade da Guarda (embora existam referências documentais que remontam a 1947) e é a rádio local mais antiga de Portugal.
Aproveitamos para agradecer à direcção da Altitude FM a gentileza da cedência ao Capeia Arraiana dos registos áudio que agora disponibilizamos.
E… Muitos parabéns! Muitos anos de vida! Para a menina Altitude que comemorou no dia 29 de Julho, mais um ano de emissão ao serviço dos beirões do distrito da Guarda.
jcl
Por proposta da deputada Ana Manso (PSD), eleita pelo distrito da Guarda, o dia 26 de Julho foi instituído como Dia Nacional dos Avós. Foi registada sob a forma de Lei na Assembleia da República pela Resolução n.º 50 de 2003. A data escolhida celebra no calendário litúrgico católico o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.
Decorreram em muitos pontos do País, incluíndo no Sabugal, as comemorações do «Dia dos Avós» destacando e lembrando o papel decisivo que eles têm e tiveram na construção da nossa sociedade civil e, acima de tudo, na nossa formação e dos nossos pais.
O Novo Sistema de Regulação das Relações Laborais, publicado em Junho de 2008, valoriza o papel dos avós e autoriza aqueles que ainda estão no activo o direito de faltar ao trabalho para justificada assistência aos netos menores em substituição do pai ou da mãe trabalhadores.
Os avós representam no seio da família uma das mais importantes referências. Criaram os filhos que agora já são também pais e acumularam conhecimentos e saberes que desejam passar aos netos.
Nas grandes metrópoles os avós substituem os pais levando e trazendo os netos das escolas. São eles que ficam um pouco mais nos jardins enquanto esperam que os pais saiam dos seus trabalhos. São eles que, por vezes, ficam com os netos quando há um compromisso pós-jantar ou ao fim-de-semana.
Quando os avós ficaram na sua aldeia natal e os filhos emigraram tudo fazem para bem receber os netos quando eles regressam nas férias. Quantos de nós que tivemos o privilégio de conhecer e conviver com os nossos avós recordamos a sua voz suave, a sua mão carinhosa, o enlevo com que nos mostravam os animais no campo e o amor com que nos traziam uma fruta ou nos desculpavam uma travessura.
Somos uma região envelhecida com bastantes lares de idosos que os técnicos consideram de muita qualidade. A Lei ainda não prevê nem reconhece regalias ou direitos aos netos que cuidam dos avós mas devia estar previsto e devia ser incentivado com o aumento da longevidade e da esperança de vida (74 anos para os homens e 81 para as mulheres) em Portugal.
Aproveitamos para destacar o papel decisivo da deputada Ana Manso, eleita pelo círculo eleitoral da Guarda, na concretização deste projecto na Assembleia da República. Excelente iniciativa que deve ser destacada e vivida por todos nós que, ao longo da vida, somos sucessivamente netos e filhos, pais e avós.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages
jcglages@gmail.com
A Mostra de Vinhos e Sabores da Beira Interior, que se realizou na Guarda, incluiu o primeiro concurso de vinhos, no qual foram distinguidos os melhores néctares da região.
A Mostra decorreu no passado fim-de-semana, e o Concurso de Vinhos da Beira interior realizou-se no sábado, dia 26 de Julho, ao qual se apresentaram muitos dos vinhos produzidos na região.
O prémio para o melhor Vinho DOC da Beira Interior foi para o «Quinta dos Termos», um vinho tinto de eleição da colheita do ano 2006. O mesmo vinho recebeu ainda a Medalha de Ouro, que também foi atribuída a mais três vinhos: o «Almeida Garrett» da SABE – Sociedade Agrícola da Beira; o «Gravato», de Luís Roborelo e Castro; e o «Quinta do Cardo» (branco), da Companhia das Quintas.
A iniciativa decorreu no Hotel Turismo da Guarda, de 25 a 27 de Julho e contou com a participação de vários produtores particulares, empresas e adegas cooperativas da região.
Na cerimónia de entrega dos prémios estiveram presentes várias personalidades, como Pedro Tavares, Presidente do NERGA: João Pedro Esteves, Presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior; Vítor Santos, Vereador da Câmara Municipal da Guarda; Armando Reis, Director do Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda e Lurdes Saavedra, vereadora da Câmara da Guarda e presidente da Pró-raia.
plb


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