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Celebrou-se no dia 28 de Julho o «Dia dos Avós». Este ano, a convite da Câmara Municipal de Sabugal, os palcos da comemoração foram as piscinas de Vila Boa e o recinto de Santo Antão.
Às 10 horas começaram a chegar às piscinas, reservadas para o efeito, as carrinhas das várias instituições de apoio a idosos do concelho e, pouco tempo depois, já se encontravam reunidos mais de 200 «avós», acompanhados pelos representantes dos lares e centros de dia, que se mostraram encantados com as nossas instalações de lazer.
A manhã passou num ápice, mas com muita alegria e confraternização. Por volta do meio-dia e meia, os utentes das 16 instituições presentes rumaram para o terreiro de São Antão, onde foi servido o almoço confeccionado pelo Restaurante Flor da Raia.
Seguiram-se momentos de descanso e lazer e, às 15 horas, todos os participantes assistiram à missa. No final da celebração foram cantados, com muito entusiasmo e alegria, os parabéns ao pároco de Vila Boa, António Dias Domingos, por fazer, precisamente nesse dia, 51 anos de ordenação de sacerdote.
Foi com muito carinho e, para alguns de nós, com muita saudade, que se prestou a justa homenagem àqueles que, depois de uma longa caminhada de sacrifício e trabalho, são ou foram os pais dos nossos pais.
António Dinis
Originários de Baião, no distrito do Porto, os Andarilhos, grupo de música tradicional, proporcionaram ao público presente na Festa da Europa, no dia 28 de Julho, um grande espectáculo.
Formados por Vasco Monterroso, Frederico Ferronha, Pedro Monteiro, Rui Santos, João Paulo Borges, Paulo Loureiro, Leandro e Inês Igreja, os andarilhos conseguem aliar a tradição a alguma modernidade e fazer uma festa. Foi o que aconteceu na Festa da Europa.
O concerto iniciou-se com uma arruada por alguns membros do grupo, pelo recinto, tocando gaitas-de-foles, caixa e bombo.
Já no palco o concerto começou com «As Sete Mulheres do Minho», um original do grande José Afonso.
Seguiram-se outros temas de música tradicional, com bonitos arranjos. Notava-se que a banda estava bem entrosada, não permitindo paragens entre os temas, como costuma acontecer com algumas bandas deste género musical.
O concerto teve ritmo e o público apreciou esse aspecto.
Alguns dos temas eram originais do grupo, mas a maioria eram tradicionais. Entre eles destacaram-se os temas «O Bravo» (tradicional dos Açores), «Entrudo», «Encandeia», «São Gonçalo de Amarante» ou o tema cantado em mirandês «Streilla da Floresta».
Outro tema interessante (até pelo título) foi «Cães de Vila».
O tema «P’ra Melhor» (com o conhecido refrão «P’ra Melhor Está bem, está bem, P’ra Pior, já basta assim», popularizado, há uns anos por Sérgio Godinho e a sua companheira Sheila) teve um arranjo espectacular com sabor latino-americano, finalizando num “reggae”.
O público, embora não se aproximando do palco (muita gente ficou sentada nas esplanadas das «tasquinhas» aplaudiu, com entusiasmo a prestação dos Andarilhos. No final os comentários eram quase unânimes: foi um bom concerto!!!
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte
akapunkrural@gmail.com
Diogo Pereira, que integra o Grupo de Forcados Amadores de Coimbra, triunfou em Vieira de Leiria.
O forcado Diogo Pereira, natural da Guarda, que faz parte do Grupo de Forcados Amadores de Coimbra, teve uma excelente prestação na corrida de toiros realizada no dia 20 de Julho, pelas 18 horas, na praça de toiros desmontável de Vieira de Leiria, na Marinha Grande.
Nuno Ramos refere no site «Tauromaquia: O Portal dos Aficionados» que Diogo Pereira «não poderia ter melhor debute. Esteve muito bem na cara do segundo da tarde, fechando-se primeiro à barbela e depois à córnea e, aguentando sucessivos derrotes do toiro, consuma a pega que viria a vencer o prémio em disputa».
O evento contou com a participação dos cavaleiros Luís Rouxinol, Marco José e Pedro Salvador. Os touros eram da ganadaria Veiga Teixeira e participaram os Grupos de Forcados Aposento da Moita e Amadores de Coimbra, capitaneados por Tiago Ribeiro e Luís Pires, respectivamente.
Refira-se que do Grupo de Forcados Amadores de Coimbra fazem também parte outros jovens que são naturais do Distrito da Guarda e que vão estar presentes em Aldeia da Ponte no domingo, 10 de Agosto, na tourada organizada pela Associação dos Amigos de Aldeia da Ponte
José Do Bernardo
«Qualquer sociedade que ceda um pouco de liberdade para obter um pouco de segurança, não merece uma nem a outra, e perderá as duas» (Benjamin Franklin).
Começo a ter medo leitor(a), medo não só dos perigos reais do Mundo, mas também da mania persecutória dos senhores que governam os Estados nesta Globalização neoliberal. Já reparou na quantidade de câmaras de vídeovigilância que há por todo o lado? Essas câmaras exercem controlo social e usurpam o direito à privacidade, e todos somos potenciais suspeitos. Esta modernidade e este progresso têm duas faces, por um lado há a possibilidade de liberdade, mas por outro contém o perigo da opressão.
Não minto se disser que estamos a assistir a uma restauração do princípio da autoridade, e, se isso acontece, é lógico que haja restrição de liberdade. Os que nos governam dizem que é para nosso bem, querem-nos proteger do terrorismo e de toda a espécie de criminalidade. À custa disso acumulam cada vez mais dados sobre as nossas vidas, as nossas conversas telefónicas, as nossas ideias políticas e as nossas amizades. Longe de serem nossos opressores, ainda se arvoram em nossos protectores. Temos que lhes estar agradecidos…
Há teóricos que dizem que as democracias actuais correm o perigo de se tornarem numa nova variante de totalitarismo. A União Europeia, sem dúvida que é um conjunto de países livres, mas cada vez têm os seus cidadãos mais controlados. A razão é simples: a sua classe política e os seus partidos têm posições conservadoras em temas importantes como as questões sociais e laborais, enquanto que a maioria esmagadora dos cidadãos têm posições progressistas. Devido a isso o establishment deve controlar tudo com muito cuidado, não vão as coisas fugir-lhe das mãos.
O consumo de coisas superficiais e a vigilância do cartão de crédito que se vai esvaziando também são uma forma de controlo. Enquanto as pessoas estão absorvidas nisso não pensam noutra coisa.
Não termino esta crónica sem mencionar um caso passado com o autor destas linhas, caso esse que o inspirou para escrever este artigo. Estando a enviar um e-mail, qual não foi o seu espanto quando levou uma tremenda «fisgada» no seu computador. Os que lhe a deram nem se deram ao luxo de se ocultarem, antes pelo contrário, mostraram-se ostensivamente como que a dizer «Estás a ser vigiado». Só não lhe disseram de que sitio o estavam a vigiar, mas isso também era ingenuidade a mais.
Pensar é nocivo. É melhor ver a televisão…
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com
Pousafoles do Bispo – Pisaflores pode ter sido, segundo o corógrafo Pinho Leal, o nome original da freguesia em virtude de ser usual os «moleiros pousarem ali os foles ou ôdres de farinha». Para outros o nome deriva da exploração a pouca distância de minas e da consequente necessidade de pousar os foles dos metais extraídos. Destacando-se na paisagem o Cabeço das Fráguas (ou das Fráugas) é um miradouro natural digno de visita. Noutros tempos foram famosos os chapéus de modelo raiano fabricados em Pousafoles que os nossos pais e avós usaram como sinal de respeito e presença. É digno de visita o «pub amarelo» de Dona Leonor.
A freguesia de Pousafoles do Bispo (acompanhada pela Sobreira, Lameiras de Cima, Lameiras de Baixo e Monte Novo) aparece no limite Noroeste do mapa do concelho do Sabugal. Há uma outra Pousafoles situada no concelho de Mirando do Corvo, no distrito de Coimbra. Registos antigos afiançam que Pousafoles (do Sabugal) era foreira do Conde de Miranda do Corvo e estava obrigada a pagar-lhe quarenta fangas* de centeio e seis galinhas.
Pousafoles do Bispo pertenceu originalmente ao concelho da Guarda mas o foral de Sortelha faz-lhe referência dentro dos seus limites até à sua extinção em 1851 tendo sido, então, integrada no concelho do Sabugal.
Nos tempos em que o chapéu fazia parte das indumentárias de trabalho e domingueira as fábricas de Pousafoles ganharam fama. Os típicos chapéus raianos fabricados na aldeia eram tidos e preferidos como os melhores à venda nas feiras e nos mercados.
Actualmente destacam-se, pelo seu realismo, as procissões da Festa do Senhor dos Passos, no sábado à noite e no domingo de Ramos com missa em homenagem a Nossa Senhora das Dores e a São João.

Na nossa viagem pelas terras do concelho do Sabugal vamos reportando os equipamentos sociais à disposição das populações construídos ou recuperados pelas Juntas de Freguesia por delegação de competências, transferência de verbas e apoio complementar da Câmara Municipal do Sabugal.
Em 1998 as transferências para a responsabilidade das freguesias registaram cerca de 80 mil contos. Actualmente o Município transfere para as 40 Juntas de Freguesia um milhão de euros de verba de capital e 500 mil euros para serviços de limpeza.
A visita à freguesia iniciou-se por Monte Novo, uma anexa que dista cerca de 500 metros de Pousafoles do Bispo.
Em terras de grandes latifundiários (as famílias Tormentas e Cavaleiros) foi recuperado mantendo o estilo próprio da região raiana um edifício para sede da Associação «Amigos de Monte Novo» que conjuntamente com a Associação Cultural Desportiva e Humanitária Pousafoles do Bispo e Associação Desportiva de Caça e Pesca de Pousafoles mantêm unidos associativamente os pousafolenses.
Foram, recentemente, colocados ao serviço do povo depois de recuperados pela Junta de Freguesia com o apoio do Município do Sabugal os fornos comunitários de Monte Novo, Sobreira, Lameiras de Cima, Lameiras de Baixo e Pousafoles.
O executivo da Junta de Freguesia de Pousafoles do Bispo é constituído por José Carlos Jarmela Tomás (presidente), Francisco Pires Costa Paula (secretário) e José Gonçalves Simão (tesoureiro).
Em Pousafoles foi recuperada a sede da Junta da Freguesia, o auditório, a biblioteca, a cozinha e o salão de festas que ficou, assim, transformado em Centro Cívico. O arranjo dos espaços exteriores incluíram o rejuvenescimento do coreto da praça.
A freguesia de Pousafoles do Bispo é agradável à vista do forasteiro registando na memória visual uma aldeia raiana muito «arrumadinha».
E porque falámos de visitas e visitantes aqui fica um conselho ao jeito de obrigação. Quando for revisitar Pousafoles entre no «pub amarelo» da Dona Leonor. Fica junto à Igreja Matriz escondido pelo imponente campanário. Composto por dois espaços ligados por uma porta interior mantém todos os armários e prateleiras que nos habituámos a ver quando eramos crianças. As balanças com os diversos tipos de pesos, as gavetas para o feijão e o grão com as respectivas medidas, as fotografias que recordam familiares, preciosidades agrícolas e históricas, enfim, um museu particular aberto ao público. «Sim! Já tive alguns problemas para conseguir manter a casa aberta. Mas vou lutar até ao fim. É uma questão sentimental em memória dos meus pais. A minha mãe tem 90 anos.», disse-nos a proprietária. Fomos testemunhas da vontade de Manuel Rito, Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, de apoiar um processo de atribuição de um licenciamento que permite manter aberta esta casa-museu como memória-viva de tempos que já não voltam. E… antes que voltem os profissionais do «politicamente hermético».
* Fanga – Medida de quatro alqueires.
jcl

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