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A Sociedade Filarmónica Bendadense, a única banda do concelho do Sabugal, tem previstas diversas actuações durante este Verão de 2008, avultando a animação de muitas festas religiosas da região.
No dia 2 de Agosto, pelas 21h30, a «Banda da Bendada», como é de todos conhecida, irá realizar um no coreto da freguesia, inserido na Festa da Europa, iniciativa que decorre até ao dia 3 de Agosto.
Seguem-se outras actuações pelo Verão adentro.
- Em 3 de Agosto (domingo), na festa dos Prados, concelho de Celorico da Beira.
- Em 8 e 9 de Agosto (sexta-feira e sábado), na festa de Castelo Bom, concelho de Almeida.
- Em 10 de Agosto (domingo), na festa de Malcata, concelho do Sabugal.
- Em 12 e 13 de Agosto (terça e quarta-feira), na festa de Aldeia da Ponte, concelho do Sabugal.
- Em 16 de Agosto (sábado), na festa do Albardo, concelho da Guarda.
- Em 17 de Agosto (domingo), na festa da Moita, concelho do Sabugal.
- Em 30 e 31 de Agosto (sábado e domingo), no âmbito do passeio de convívio da Associação.
- Em 6 e 7 de Setembro (sábado e domingo), na festa da Senhora da Graça, no Sabugal.
Para resumir o historial da centenária banda filarmónica, citamos o blogue da Associação:
«A Sociedade Filarmónica Bendadense foi fundada em 1870, por António Nunes da Fonseca Faria, primeiro professor primário da Bendada. Inicialmente a Banda dava mais importância à música vocal. Só em 28 de Agosto de 1881 conseguiu o seu primeiro instrumental, convertendo-se num agrupamento exclusivamente constituído por instrumentos de sopro e de percussão. Nos finais da década de 30 e até aos anos 50, a Banda é oferecida à Legião Portuguesa, sendo a primeira a integrá-la. É a única Banda do concelho do Sabugal. Possui 32 elementos, na sua maioria muito jovens. O repertório é actual e bastante diversificado. As suas actividades abrangem as religiosas (missas e procissões), as lúdicas (concertos e intercâmbios) e as Cerimónias Oficiais (recepção de ministros, etc.). Esta Sociedade Filarmónica actuou em França, na iniciativa intitulada “Le Mois du Portugal”, em algumas localidades de Espanha e em diversos pontos do País».
Boa actuações é o que desejamos à Sociedade Filarmónica Bendadense, neste verão intenso de actividade.
plb
José Cid, com perto de 50 anos de carreira, foi o convidado para a abertura da segunda edição da Festa da Europa, no Sabugal. O seu espectáculo, agora renovado, cativou os presentes que eram em grande número.
A Big Band que acompanha José Cid não deixou os seus créditos por mãos alheias.
Os músicos que acompanham José Cid são do melhor que existe em Portugal. Na guitarra estava Mike Sergeant, um escocês que veio para Portugal há mais de 40 anos e participou em grupos como os Objectivo, Quarteto 1111, Green Windows, etc.
Na secção de metais encontram-se membros de bandas como os The Gift ou Ala dos Namorados. O teclista, antigo membro da Banda Tribo, acompanha José Cid há mais de 25 anos. Como convidado especial participa na Big Band o cantor Zé Perdigão, um jovem cantor que lançou, recentemente, o disco «Os Fados do Rock». Acompanhado apenas por José Cid, Zé Perdigão cantou e encantou no tema «Fácil de entender», original dos The Gift.
Todos os êxitos de José Cid, desde «O dia em que o rei fez anos», «Vinte anos», «A Anita não é bonita», «Na cabana, junto à praia», «Nasci P’rá Música» ou «Ontem, hoje e amanhã» foram acompanhados, em coro, pelo público presente.
Houve ainda lugar para o tema «A lenda de El Rey D. Sebastião», original do Quarteto 1111, de que José Cid foi o líder incontestado. Este tema, como não podia deixar de ser, foi dedicado ao público com mais de 40 anos. O tema «Rock Rural», um original de José Cid, editado em 1975 (no lado B do bem conhecido «A festa do Zé», que Cid já não canta em público) foi, por sua vez dedicado aos menores de 40 anos.
José Cid terminou o concerto com o conhecidíssimo «Como o macaco gosta de banana», com uma colagem ao tema «Vinte anos».
Tendo acompanhado, há vários anos, os concertos organizados pela Câmara do Sabugal (os quais já tiveram várias denominações) posso afirmar que foi dos melhores concertos que vi e dos que teve mais público.
Valeu a pena a Câmara Municipal ter, este ano, apostado na nova localização do evento e ter começado com chave de ouro, através da presença do «velhinho» (66 anos!!!) José Cid.
João Aristides Duarte
Contava-me uma amiga entre risos, que como opositora a um qualquer concurso num município do distrito da Guarda e num teste de resposta múltipla, uma das perguntas pretendia avaliar os conhecimentos dos candidatos, sobre o ponto mais ocidental da Europa. Como nenhuma das respostas alternativas continha a resposta certa, esta minha amiga acrescentou a ilha das Flores. Teve conhecimento que mais tarde a prova foi anulada.
Dentro da mesma linha desastrada e analfabeta, uma ministra deste governo quando questionada sobre uma decisão desfavorável dum tribunal do arquipélago na apreciação de uma providência cautelar, desfavorável às pretensões do seu ministério, afirmava que a decisão não era relevante, porquanto as leis nos Açores nada tinham a ver com as de Portugal.
São estes episódios burlescos e disparatados que também me acodem ao espírito neste paraíso – a ilha das Flores – onde nos sinais informativos, somos alertados para o facto de nos encontramos no concelho mais ocidental da Europa, o concelho de Lajes das Flores e mais à frente com orgulho informam-nos que estamos na freguesia mais ocidental da Europa a freguesia da Fajã Grande, onde do mar podemos apreciar o espectáculo da natureza, com quedas de água nomeadamente o Poço do Bacalhau.
A ilha das Flores é um paraíso natural, que satisfaz os desejos dos amantes da pesca desportiva tal a variedade e quantidade de espécies nestes mares; o amigo Meireles proprietário do restaurante «O Pescador» em Ponta Delgada na ilha das Flores é o cicerone numa pescaria ao cherne e goraz, espécies que por aqui se tornam abundantes.
Um banho em alto mar não oferece qualquer perigo apesar dos tubarões, uma vez que a sua dieta é toda ela à base de peixe que é abundante por estas paragens. O dia completa-se com um cherne frito à moda das Flores, lapas com molho Afonso e cavacos acompanhados por um branco do Pico que na ocasião foi um Frei Gigante.
Apanhar um cherne num cenário que tem como pano de fundo a ilha do Corvo aumenta a nossa curiosidade de conhecer esta comunidade com cerca de 400 habitantes; uma ilha com uma estrada que dá acesso à cratera do Caldeirão e do local mais elevado contemplar o horizonte, ficamos com a sensação de estarmos mesmo no fim do mundo, se é que este existe. Acode-me então ao espírito o personagem criado por mestre Gil Vicente, o frade ambicioso que desejava ser bispo, nem que fosse das Berlengas. E que dizer do Sancho Pança, que se submeteu a todas as provações para servir um cavaleiro andante louco de nome D. Quixote, fiado na promessa de que poderia vir a ser governador de uma ilha.
Voltando ao mestre Gil Vicente – como me diverti a ler os seus autos e farsas… – não se lembra o caro e amigo leitor do desabafo da avisada Inês Pereira quando afirmava: «Mais quero asno que me leve do que cavalo que me derrube.»
Na política continuamos apegados a este mote e assim não haverá maneira da coisa descolar.
:: :: PARA LER :: ::
«O velho e o mar», de Ernest Hemingway.
:: :: PARA OUVIR :: ::
«The essential», Leonard Cohen.
«Por este rio acima», Fausto.
:: :: VIDEO PARA OUVIR E DANÇAR :: ::
«Calafão de São Miguel», clique para ouvir: aqui.
«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

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