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Uma das mais activas associações do concelho do Sabugal tem a sua sede em Aldeia do Bispo. Falamos da Raiar uma associação que aproveita todos os anos o mês de Agosto para actividades culturais e ambientais.
A Associação Raiar apresenta-se como uma associação com um «cunho marcadamente cultural que tem como objectivos mais vastos preservar o património herdado dos nossos pais, nos capítulos social, cultural, económico, arquitectónico, e transmiti-lo ampliado e enriquecido aos nossos filhos e para tanto, tentaremos envolver, neste movimento, o maior número possível de pessoas de Aldeia do Bispo, quer residentes em Portugal, quer no exterior».
A Raiar conta entre os seus membros com ilustres sabugalenses. Que nos desculpem os restantes mas nunca é demais destacar ilustres lagarteiros como o professor Adérito Tavares, a deputada Ana Manso, o pintor Alcínio Fernandes Vicente, o padre Carlos Manso Fernandes, o master da página Internet da Raiar Paulo Adão, o proprietário da Tipografia Diana Justo Nabais e o presidente da Casa do Concelho do Sabugal José Eduardo Lucas.
O plano de actividades para o próximo mês de Agosto contempla a Assembleia Geral da Raiar, o «Dia do Ambiente e do Património» e três passeios a pé pelos bonitos caminhos da raia.
No domingo, dia 3, caminhada entre Alfaiates e Aldeia do Bispo com passagem pela Sacaparte, Senhora dos Prazeres, Matança, Cabeço Vermelho, Barreiras e Tapada. A associação colocará à disposição dos participantes um autocarro entre Aldeia do Bispo e a Sacaparte.
Na sexta-feira, dia 8, caminhada no escuro desde Aldeia do Bispo até Aldeia Velha e regresso a Aldeia do Bispo.
Na quinta-feira, dia 14, estão todos convidados a participar no «Dia do Ambiente e do Património» com instalação dos postes em madeira com as setas de orientação, arranjo da zona envolvente da mesa de orientação na Matança, instalação do painel informativo com os mapas e dos marcos miliários, o arranjo do Largo da Fonte, a limpeza da Ribeiro entre a Fonte e o Poço, a recolha de lixo volumoso e a sensibilização dos jovens para a recolha de papéis e plásticos junto à ponte do quartel até à estação de elevação dos esgotos. A jornada completa-se com a plantação de árvores junto à mesa de orientação e à demonstração do toque dos sinos em diversas circunstâncias.
No feriado de 15 de Agosto será inaugurado o percurso «Rota do Malhão» com uma caminhada entre o Pocinho, Valongo, Matança, Nascente do Rio Côa, Cabeço Vermelho, Barreiras, Tapadas e Carrasqueiros. No final haverá um piquenique no Largo do Enxido.
jcl
Decorre nos dias 17, 18 e 19 de Julho em Valhelhas a edição 2008 do Festival da Serra da Estrela. A organização aposta mais uma vez nos concertos musicais estando previstas seis actuações diárias de grupos e «dj’s».

Todas as notas musicais vão dar à freguesia de Valhelhas durante os dias 17, 18 e 19 de Julho onde decorre a edição 2008 do Festival Serra da Estrela (FSE-2008).
A organização dividiu as actuações por dois palcos. Para o «Palco Estrela» estão marcadas no dia 17 as actuações dos 6pm (Coruna/ES), Ölga, Coldfinger e Buraka Som Sistema; no dia 18 Linda Martini, Dapunksportif, The Vicious Five e The Right Ons (Madrid/ES) e para o dia 19 de Julho os Fadomorse, Tora Tora Big Band, Prince Wadada e Kussondulola. No «Palco Zêzere» actuam os «DJ’s». No dia 17 Pedro Ricciardi e Pink Boy; no dia 18 Ana Feel, Dj Yen Sung e no dia 19 de Julho o Sciencia e Dezperados.
O parque de campismo do Rossio de Valhelhas, com muitas árvores, ocupa uma área de 16.000m2. Fica situado mesmo ao lado do recinto do festival e oferece as condições ideais aos campistas que desejem ali alojar-se para acompanhar de perto tudo o que se passa no FSE-2008.
O recinto do festival possui uma zona de restauração, composto por tasquinhas que oferecem uma grande variedade de petiscos típicos da região
A praia fluvial da Valhelhas nas límpidas águas do rio Zêzere convidam a todos um mergulho retemperante. A praia é vigiada permanentemente por quatro nadadores-salvadores.
Junto ao recinto encontra-se devidamente sinalizado um parque de estacionamento para viaturas.
O Festival dispõe de um espaço de informações e assistência médica permanente assegurada pelos Bombeiros e pela Cruz Vermelha Portuguesa.
A segurança no recinto do festival está entregue a uma empresa privada de segurança, credenciada e com larga experiência em grandes festivais de música. A segurança da zona exterior fica a cargo da GNR da região.
A organização do Festival Serra da Estrela 2008, disponibiliza transportes gratuitos e permanentes entre a cidade da Guarda e o recinto do festival.
Mais informação em: Festival Serra da Estrela
aps
Mais de dez mil milhões de euros (dois mil milhões de contos, na moeda antiga) é quanto custará a construção do novo aeroporto do Montijo e o comboio de alta velocidade (TGV). É muito dinheiro (mesmo muito dinheiro!) que dava para levar a cabo muitos projectos que transformariam, por exemplo, o Interior do país numa região desenvolvida e habitada.
Nos últimos tempos tem-se discutido muito sobre os efeitos milagrosos e salvadores da nossa economia provocados pela construção do novo aeroporto, no Montijo, e da construção da rede de alta velocidade (TGV), que irá ligar as cidades de Lisboa a Madrid e ao Porto e desta à Galiza, em Espanha. Os defensores do não ao investimento, (os do contra!) argumentam que o país tem outras prioridades, onde aplicar tão avultados investimentos e mais vantajosas para todos. Ao contrário, os que criaram e defendem aqueles projectos dizem que a sua construção irá colocar Portugal no pelotão da frente dos países desenvolvidos e por isso imprescindíveis ao desenvolvimento do país. Enfim, para o Governo o país precisa destes dois projectos para não se atrasar mais, ao passo que os do contra, o país tem outras prioridades para aplicar tão importantes recursos (mas não dizem quais!) e que a concretizarem-se deixarão as futuras gerações endividadas e não se sabe mesmo se daqui a vinte ou mais anos, o país terá recursos para continuar a pagar tão avultada dívida.
Aqueles dois projectos custarão mais de dez mil milhões de euros (dois mil milhões de contos, na moeda antiga). É muito dinheiro (mesmo muito dinheiro!) que dava para levar a cabo muitos projectos que transformariam, por exemplo, o interior do país numa região desenvolvida e habitada e, desta forma combater o maior problema com que se debate toda aquela parcela do território: a desertificação. E este sim, seria o melhor sinal de seriedade demonstrado pelas autoridades governativas para resolverem aquele problema e ao mesmo tempo e desta forma, impulsionar a distribuição mais equilibrada da população portuguesa ao longo do seu território.
Para além do exposto, julgo que os equipamentos objectos da presente análise terão uma rentabilidade menor do que aquela que nos querem fazer crer, senão vejamos: O comboio de alta velocidade (TGV) que irá ligar Lisboa ao Porto, somente ganhará, cerca de 15 minutos, em relação ao actual comboio de velocidade média – o Alpha pendular. Ora, pagar tantos milhares de milhões de euros por quinze míseros minutos é, francamente, uma barbaridade que só a quem não custa pagar interessa levar a cabo para ganhar mais alguns votos! E quanto às restantes ligações a rentabilidade será semelhante. Já quanto à construção do novo aeroporto, julgo que o actual (o da Portela), poderia suportar o tráfego aéreo por mais alguns anos, mesmo que com o recurso a alguns investimentos, até porque o tráfego aéreo tende a reduzir drasticamente face à escalada de preços do combustível a que estamos a assistir e que não se vislumbram outros cenários no futuro.
Por tudo quanto ficou dito, não poderei estar mais de acordo com o Senhor Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama, ao propor ao plenário que dirige, uma reflexão aprofundada sobre os investimentos que estão projectados, já que serão as futuras gerações as responsáveis pelo seu pagamento e, por isso, terão que ser seria e rigorosamente bem justificadas antes da sua realização.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo
dr_jfricardo@hotmail.com

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