You are currently browsing the daily archive for Julho 9th, 2008.
Como é do conhecimento geral a AIBT do Côa aprovou um projecto para construção do Centro Cívico de Foios. Em boa hora o fez. O Centro Cívico tem feito deslocar imensas pessoas aos Foios e no seu auditório já foram levadas a efeito diversas actividades. Colóquios, lançamento de livros, projecção de fotos, projecção de filmes, etc. etc.
O «Espaço Internet» e a Biblioteca têm tido igualmente muita frequência. A Amélia Rei Dias, na qualidade de assessora cultural, tem desenvolvido um trabalho simplesmente notável.
Espera-se, com alguma ansiedade, a instalação do Museu de Arte Rupestre que está a ser preparado pelos arqueólogos de Vila Nova de Foz Côa e o arquitecto Paulo, do Município de Sabugal.
No balcão, que fica no hall da entrada há sempre divulgação turística de Foios, do concelho em geral e de parte da Espanha.
Estão também instaladas uma caixa multibanco e uma cabine de telefone público que também dão muito jeito à população de Foios e às muitas pessoas que nos visitam.
Também a Junta de Freguesia e o Grupo Cultural e Desportivo têm os seus espaços neste bonito edifício que se situa no Largo da Praça ou seja no coração da Freguesia. É, de facto, um espaço que muito irá contribuir para o progresso e desenvolvimento de Foios e de toda a Zona.
O Centro Cívico, muito embora esteja implantado nos Foios, é um espaço de todos e para todos. É do concelho.
Pena é que nem todas as pessoas assim o entendam. Algumas por inveja e outras com dor de cotovelo têm criticado esta obra. Mas todos sabemos que a inveja é irmã da incompetência. Eu, Zé Manel dos Foios, passo por muitas freguesias e, felizmente, muito embora não veja Centros Cívicos vejo outros melhoramentos que também gostaria de ter nos Foios. É que o muito que já fizemos ainda é pouco em relação a tudo quanto temos em mente. É com obras que se combate a desertificação e não com invejas. Nós não pretendemos ser únicos. Pretendemos que o Concelho se desenvolva de uma forma harmoniosa, sem guerras e sem invejas. O poder central tem que ter em conta o Interior do País e nós teremos que ser cada vez mais persistentes e reivindicativos. Portugal não pode ser só Lisboa e o resto paisagem. Pela parte que nos diz respeito não deixaremos de gritar, bem alto, que existimos e que queremos justiça.
Boas férias para todos.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)
jmncampos@gmail.com
Vivemos num país de litoral, onde mais de 80 por cento da população vive junto ao mar, ocupando cerca de um terço do território e nos restantes dois terços vivem 20 por cento dos «outros» portugueses que pelo facto serem poucos (e renderem poucos votos!) são abandonados à sua sorte…
Quem percorre o País verifica em termos de densidade populacional uma grande disparidade: Encontra um litoral a abarrotar de gente, com imensas dificuldades de trânsito citadino, apesar das modernas vias de comunicação abundarem (auto-estradas e não só!), onde existe imensa poluição atmosférica (quase irrespirável!), e de inúmeros bairros clandestinos e sociais, pobres e sujos que cercam as grandes urbes.
Ao contrário, no Interior, percorrerá quilómetros sem fim e não encontra nada parecido com a paisagem anterior: Encontra um país calmo e uma paisagem idílica, cheia de grandes arvoredos, apesar dos incêndios dos últimos anos, mas desertificada em termos humanos. Parece até que estamos num outro país imensamente diferente do anterior e onde se constata organização nas cidades, ainda que com alguns atropelos ao ambiente natural. E, apesar disso e incompreensivelmente as pessoas preferem o caos das grandes metrópoles à tranquilidade das cidades de província.
Vivemos num país de litoral, onde mais de 80 por cento da população vive junto ao mar, ocupando cerca de um terço do território e nos restantes dois terços vivem 20 por cento dos «outros» portugueses que pelo facto serem poucos (e renderem poucos votos!) são abandonados à sua sorte em termos de investimentos e tudo lhes é retirado para ser reposto ou concentrado no litoral privilegiado! E até os cuidados de saúde não são poupados, a avaliar pelos inúmeros postos de saúde e até alguns hospitais situados em sedes de distrito, e o mesmo acontecendo a inúmeros serviços públicos como finanças, tribunais, etc. E o mais curioso deste cenário é que a lógica da deslocação dos grandes investimentos e serviços públicos para o litoral está certa, se atendermos que eles se dirigem às pessoas e porque é lá que elas existem, então é também lá que esses investimentos ou serviços deverão estar, ou seja: Desprotege-se o interior nada se investindo de modo a privilegiar a fixação das pessoas, como sejam em bons cuidados de saúde, boa administração pública, vias de comunicação que o liguem a todo o litoral e a deslocação de grandes investimentos produtivos e potenciadores de criação de postos de trabalho, etc. Ou seja, tudo isto é dirigido para o litoral repleto de gente e nada se faz para que essa gente se desloque para o interior onde lhe fosse oferecido trabalho e qualidade de vida e assim se redistribuindo a população. Ou seja, se os grandes investimentos fossem dirigidos para o Interior as pessoas viriam atrás! Assim, continua-se a assistir a um crescimento desorganizado e desumanizado do litoral em prejuízo do Interior.
O novo aeroporto e o TGV (com investimentos absurdamente avultados?) são importantes para o País mas será que nesta fase do nosso crescimento são prioritários? Não haverá outras prioridades que passem por medidas que potenciem a colonização do interior, por exemplo? O Brasil, França, Espanha, Rússia, etc. construíram ou deslocaram (caso do Brasil) as suas capitais no interior (centro) do seu território. O nosso «melancolicamente» de vocação virada para o mar, continua de costas voltadas para o resto do país e só em anos de eleições aqui se deslocam (por enquanto? Enquanto houver eleitores!) os seus responsáveis mendigando votos para a sua eleição, mas só enquanto dura a festa (campanha) porque depois, não voltamos a ouvir falar deles, ou estarei errado? Ao longo das legislaturas quantos deputados eleitos pelo interior fizeram ouvir a sua voz na Assembleia da República, em defesa da região que os elegeu?
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo
dr_jfricardo@hotmail.com

































Clique para visitar a Habisabugal
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ver a página do tocador
Clique para ver a página Tutatux
Clique para ver a página web
Clique para ver artigos relacionados
Clique para ver a página web




Clicar na imagem para aceder
à página principal do Capeia Arraiana
Clicar na imagem para ouvir
a emissão online da Rádio Caria
Clicar na imagem para ver
a emissão online da LocalVisão TV
Comentários recentes