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Morreram mais duas cegonhas electrocutadas num poste de alta tensão em Vila Boa. O acidente deu-se no dia 7 de Julho, segunda-feira, e a Junta de Freguesia contactou a Reserva Natural da Serra da Malcata, que tomou conta da ocorrência e removeu os corpos das pobres aves.
Todos os anos, cegonhas morrem na freguesia de Vila Boa e quase sempre no mesmo poste de alta tensão, só porque são incautas, teimosas, irresponsáveis e nunca mais aprendem. Insistem em empoleirar ali. Por que motivo será?
É evidente que as cegonhas não têm nenhuma ideia de quais são os locais onde é perigoso pousar. Como não têm competência para identificar os perigos do progresso, descansam, a caminho dos ninhos, no sítio mais elevado, provavelmente, porque se julgam aí mais seguras ou porque têm uma perspectiva mais alargada do espaço.
É assim que as cegonhas procuram a morte e, às vezes, até provocam apagões, com todos os prejuízos que isso tem para as próprias aves, para a espécie, que até está protegida por lei, para a EDP e para os consumidores de energia eléctrica.
Mas então, não há forma de evitar ou, pelo menos, reduzir estes danos? Talvez os cabos eléctricos estejam a ser colocados demasiado próximos uns dos outros, o que permite a estas aves de maior envergadura contactarem com dois em simultâneo, provocando-lhes a electrocussão imediata. Talvez se pudessem isolar os cabos, nos locais de maior afluência desta espécie, talvez fosse possível afastar mais os cabos, talvez…
As soluções não serão fáceis nem economicamente baratas, mas elas existem, com certeza. Cabe a quem de direito procurar as medidas adequadas.
Veja também a página oficial de Vila Boa: www.vilaboa.juntafreguesia.com
António Dinis
No decurso da última semana o Grupo Territorial da GNR da Guarda registou 91 ocorrências criminais, efectuou 12 detenções e tomou conta de 12 acidentes de viação.
Segundo o comunicado semanal da GNR, dos 91 crimes registados destacam-se onze crimes de dano, sete por incêndio florestal, oito por ofensas à integridade física, cinco por ameaças, três por difamação e injúrias, cinco de violência doméstica, oito por condução sem habilitação legal, cinco por condução sob influência do álcool, quatro por furto de veiculo, três por furto em veiculo, quatro por desobediência, dois por furto em estabelecimento comercial, dois por furto em residência, dois por posse ilegal de arma, dois por violação dos direitos de autores, um por tráfico de estupefacientes e um por furto de veículo. A GNR identificou ainda 12 cidadãos estrangeiros em situação de permanência ilegal no País.
No mesmo período, de 30 de Junho a 06 de Julho, efectuaram-se 12 detenções, sendo quatro por condução de veículo sob influência do álcool, três por permanência ilegal no País, duas por posse ilegal de arma, duas por condução sem habilitação legal e uma por desobediência.
Registaram-se ainda na mesma semana 12 acidentes de viação, oito dos quais em resultado de colisões e os outros quatro por despistes. Dos sinistros resultaram um morto e três feridos leves.
No seu comunicado a GNR da Guarda destaca a realização de uma operação de fiscalização, realizada no passado domingo em estabelecimentos de diversão nocturna dos concelhos do Sabugal, Seia, Celorico da Beira e Aguiar da Beira. Dessa acção resultou a identificação de nove cidadãs brasileiras, que se encontravam em situação ilegal no país.
plb
«O privado também é político» (slogan de Maio de 68).
Seria impensável da minha parte pretender ofender alguém com o meu artigo «O comércio da cidade». Está fora de dúvida o papel que a iniciativa privada teve e ainda tem no progresso da humanidade. Está também fora de dúvida que contribuiu e contribui para o desenvolvimento do nosso Concelho e até para atenuar a desertificação.
Mas os tempos mudaram, o que antigamente era uma sã convivência entre todos os que tinham uma casa aberta, passou a ser uma feroz concorrência, essa luta de todos contra todos. Como a concorrência é um subvalor do sistema capitalista, mas ao qual ele mais se aferra, singrarão somente os que mais dinheiro tiverem, ou então os que estiverem apoiados no grande capital financeiro e comercial. Essa concorrência já é bem palpável.
Faltou dizer no meu artigo que tenho receio que os mais humildes se vejam um dia desapossados daquilo que com tanto sacrifício conseguiram, um negócio, e que com mais sacrifício ainda pagam essa usura bancária a que se convencionou chamar empréstimo, que é um dos maiores crimes que se cometem contra os que necessitam. E quando já não puderem pagar ficam sem o pouco que tiverem e caem na pobreza, e até na miséria. O Estado quando já não quer saber dos seus cidadãos deixa-os ao abandono ou nas mãos do grande capital. É infelizmente o papel dele nesta hora histórica que nos está a tocar viver.
Do fundo do coração vou dizer o seguinte: sinto alegria quando vejo, principalmente os mais jovens, abrirem o seu negócio, mas ao mesmo tempo invade-me uma tristeza pensando que um dia esse sonho e essa maneira de ganhar o pão seja destruída por uma concorrência brutal e desleal, e os deixe depois reféns de um «empréstimo» bancário. Por isso, eu pessoalmente desejo que isso aconteça ao menor número possível de comerciantes.
Amigo Quim Tomé, deixe-me tratá-lo assim, um perdão imenso lhe peço a si e a todos os que se sentiram ofendidos, porque se alguma coisa de heróico ainda há neste Mundo são aqueles que trabalham de sol a sol, muitas vezes com escassos meios económicos e que não sucumbem ao destino adverso a que o sistema os condenou. Ofendê-los é crime, e esse crime eu não cometo.
Amigo Ramiro ! Muito tinha para conversar contigo, se estivesses para me aturar, mas por disciplina de espaço só te digo que já me sinto quase um estranho dentro desta nossa civilização que de civilizada já pouco tem, só assim se compreende que haja tanto descontentamento, injustiça, violência, guerra, exploração e desespero.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com

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