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Considero que a ideia dos circuitos gastronómicos do concelho do Sabugal promovida recentemente foi bastante feliz.
Conversei com alguns dos responsáveis pelos restaurantes que aderiram e manifestaram-se bastante agradados com o evento.
Os pratos confeccionados foram, de uma maneira geral, do agrado dos clientes.
A animação musical foi factor que também contribuiu para atrair clientes. Quando li, nos livrinhos de divulgação, que a Banda da Bendada actuaria uma noite no restaurante «ELDORADO», nos Foios, confesso que não lhe achei jeito nenhum. Pareceu-me descabido actuar a banda no interior de um restaurante. Enganei-me, meus amigos. A banda surpreendeu-me.
Tocaram dois ou três números com a banda completa e, de seguida, transformou-se num agrupamento de música popular. E que bem o fizeram.
Animaram e animaram-se com o entusiasmo dos assistentes.
A Banda da Bendada é um agrupamento de gente jovem e com muito bons executantes.
Parabéns a todos os elementos que de uma ou de outra forma contribuem para que a Banda se vá mantendo activa.
Pela parte que me toca sinto orgulho por ter uma Banda no nosso concelho.
Espero e desejo que a Câmara Municipal do Sabugal possa dar continuidade à iniciativa, em anos futuros.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)
jmncampos@gmail.com
Estivemos à conversa com o jovem Diácono Hélder Lopes, que dentro de dias irá ser ordenado sacerdote. Falámos do seu percurso enquanto religioso, as suas expectativas futuras e as impressões com que ficou do Sabugal, a terra que desde Setembro de 2007 o acolhe enquanto auxiliar do Padre Manuel Igreja Dinis.
Hélder Lopes nasceu no Colmeal da Torre, concelho de Belmonte, em 27 de Junho de 1983, no seio de uma família do povo. Filho de um serralheiro e de uma operária têxtil, teve uma educação cristã, que incluiu o ingresso no Seminário Menor do Fundão, onde fortaleceu a fé e sentiu o chamamento da vocação sacerdotal. Pelo percurso, que depois incluiu a passagem pelo Seminário Maior da Guarda e pelo Instituto Superior de Teologia, sentiu momentos de dúvida e até de crise vocacional, mas tudo superou. «Hoje considero que essas crises foram bênçãos, pois quando as ultrapassei senti que a vida ficou mais bela, fiquei melhor esclarecido e a vocação saiu reforçada», afirmou-nos o jovem religioso.
No próximo domingo, dia 29 de Junho, pelas 16 horas, acontecerá a sua ordenação sacerdotal na Sé da Guarda, pela mão do prelado egitaniense D. Manuel Felício. Aguarda o momento com expectativa, mas com a necessária serenidade. «Sei que serão momentos comoventes, mas de maior exigência para mim serão as missas solenes que acontecerão a seguir à ordenação, a primeira no dia 13 de Junho, na minha terra (Colmeal da Torre), e a segunda no dia 20 no castelo do Sabugal».
Antevê que a Sé da Guarda seja pequena para acolher as inúmeras pessoas que aí acorrerão para assistirem à cerimónia. «Do Sabugal vão dois autocarros, da minha terra seguem outros dois, e irá também muita gente pelos seus próprios meios», revelou-nos, indicando que aos seus familiares e amigos se juntarão os do padre e do diácono que também serão ordenados na mesma cerimónia.
Como assistente do padre Manuel Dinis cabe-lhe auxiliar o pároco do Sabugal nas tarefas paroquiais da sede de concelho, Torre, Aldeia de Santo António, Rapoula do Côa e Ruvina. «Foi para mim uma grande surpresa ser colocado aqui no Sabugal, pois não tem sido costume a vinda de estagiários para estas terras, mas tem sido uma óptima experiência», disse.
Conheceu o Padre Dinis enquanto director espiritual no Seminário do Fundão e trabalhar com ele numa paróquia que o próprio padre agarrou pela primeira vez, foi uma tarefa muito exigente, mas também muito enriquecedora. «Vir para o Sabugal teve desde logo como aspecto positivo, o facto de entrar aqui no mesmo dia do novo pároco. Tivemos conhecimento em conjunto da realidade das paróquias, tomando o pulso da situação. Porém também houve um aspecto negativo, que foi o inevitável desconhecimento da realidade da vida paroquial». Em termos da avaliação ao trabalho desenvolvido nestes meses, considera que a adaptação foi muito boa e que se fez muito trabalho positivo para as paróquias.
Hélder Lopes destaca algum do trabalho realizado: «Desde logo a reestruturação da catequese, seguindo as indicações do Senhor Bispo, que valoriza a catequese de adultos, enquanto actividade nova para as paróquias. Os adultos é que são a base da vida cristã e esclarecer a sua fé é um dos pilares fundamentais para que os mais novos recebam bons ensinamentos no seio das famílias. Formámos 18 catequistas e lançámos as festas da catequese, dirigidas às crianças. Além do mais arranjou-se um novo espaço para a catequese, transformando a garagem da casa paroquial em três salas equipadas para actividades didácticas, e uma outra para acolhimento e reuniões.»
Noutra perspectiva o jovem diácono falou-nos das actividades dirigidas aos jovens, que no geral se encontram algo afastados da vida religiosa. Foi reactivado o agrupamento de escuteiros do Sabugal, tendo-se formado 8 dirigentes, a que se juntaram outros 3 que já tinham essa formação. «Hoje o Sabugal tem 12 dirigentes que frequentam o estágio prático e estão já inscritos 45 crianças e adolescentes para o agrupamento de escuteiros, estando reunidas as condições para que em Setembro se iniciem as actividades do grupo.»
O Diácono Lopes ficou muito surpreendido com o carácter das gentes raianas: «Não conhecia minimamente as pessoas do Sabugal, mas elas têm sido para mim uma agradável surpresa, na medida em que são muito simples e muito acolhedoras.»
Quanto ao futuro, não faz antevisões: «Desconheço onde serei colocado como padre, mas há a certeza de que serei pároco na diocese, a não ser que o Senhor Bispo decida enviar-me a estudar, o que será improvável, já que conclui agora o curso Superior de Teologia.» Tem porém a certeza de que permanecerá no sabugal até Setembro, continuando a ajudar o Padre Dinis. Além disso terá que organizar o «Festival J» de 2008, que acontecerá em Julho no Paúl. «É um grande encontro de juventude, organizado pela Pastoral Juvenil da Diocese da Guarda, estando previstas muitas actividades, desde música, oração e desportos.»
Quanto ás dificuldades dos párocos nos dias de hoje, Hélder Lopes conhece bem o problema, sentindo-o já no quotidiano enquanto auxiliar de pároco no Sabugal. «Devido à falta de padres os párocos estão sobrecarregados com o serviço litúrgico, faltando-lhes tempo para a reorganização da vida paroquial e para a dedicação a outras actividades de dinamização da vida cristã. O problema agrava-se ainda mais quando a maior parte dos padres são idosos, fazendo um imenso sacrifício para manter o essencial da vida litúrgica, mas sem forças e motivação para muito mais.»
Hélder Lopes é um jovem simpático, que rapidamente captou a atenção dos paroquianos sabugalenses. Decerto que não ficará entre nós, seguindo algures o seu rumo enquanto sacerdote. Desejarmos-lhe felicidades, assim como às comunidades cristãs que lhe caberá pastorear.
plb
Muito sofreram os trabalhadores, principalmente em finais do século XIX e princípios do século XX para obterem uma jornada de trabalho mais curta.
No último artigo que o autor destas linhas escreveu, disse que a história caminha para diante sem deixar para trás o passado. A nova legislação sobre horário de trabalho que a União Europeia quer implementar é um exemplo manifesto. Se for por diante essa directiva de Bruxelas, significa isso que a jornada laboral de 65 horas semanal será a mais longa desde 1870, o que poderemos considerar um regresso ao passado.
E porque voltámos para trás? Porque os interesses das multinacionais e grandes grupos económicos, aqueles que especulam na bolsa com o petróleo, a água e os alimentos, se sobrepõem a qualquer racionalidade e justiça. É para esses que iremos trabalhar
mais porque a União Europeia está a criar uma classe empresarial com fundos públicos, o que significa que o Estado de bem-estar irá desaparecer e os nossos impostos irão para esses empresários que por sua vez criarão postos de trabalho precários e mal remunerados, é assim a concorrência com as outras empresas chinesas, indianas e americanas. É preciso enriquecê-los ainda mais e á preciso que especulem mais. Os lacaios deles, os políticos que cada vez estão mais distantes do povo, assim o demonstra o «NÃO» dos Irlandeses, franceses e holandeses à «Constituição Europeia», dizem que isto é pela competitividade, pelo progresso e por uma sociedade moderna e justa socialmente. O cinismo de sempre.
Com quantas horas irão contribuir os trabalhadores portugueses (do público e privado) para o enriquecimento desses senhores que compram jactos privados no valor de cinquenta milhões de euros? Tudo irá depender do Burocrata Colonial de Bruxelas que nos governa (em matéria de eleições cada vez compramos mais gato por lebre!). Uma coisa é certa, leitor, todas essas horas que trabalharmos não são para o nosso bem-estar nem do da nossa família, porque iremos estar de manhã à noite a trabalhar sem vermos crescer os nossos filhos e ter o amor e ternura da família. Também não é para o enriquecimento do País.
O Capitalismo é isto mesmo. Então que fazer? Em primeiro lugar sair da UE. Esta só serve para os políticos se cumprimentarem uns aos outros em infindáveis reuniões, quase diárias, e ter uma moeda que triplicou os preços dos bens de consumo. Em contrapartida os salários mantiveram-se na mesma.
Depois, retirar do poder a maioria dos seus actuais detentores, começando pelos socialistas de salão como o nosso ilustre primeiro ministro, e pôr verdadeiros estadistas, daqueles que escutam os anseios do seu povo, não simples títeres que servem somente para legitimar os mandamentos do poder económico.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com


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