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O diácono Hélder Lopes, que tem coadjuvado o padre Manuel Igreja Dinis, no Sabugal, vai ser ordenado padre pelo Bispo da Guarda, em cerimónia a realizar na Sé da Guarda, às 16 horas do dia 29 de Junho.
A diocese da Guarda vai ter dois novos padres, e um deles é o jovem diácono que tem prestado serviço eclesiástico no Sabugal.
Helder José Tomás Lopes é natural de Colmeal da Torre, concelho de Belmonte. Tem 24 anos, mas no dia da ordenação terá já 25, pois nasceu a 27 de Junho. Estudou nos seminários diocesanos do Fundão e da Guarda e tirou o curso de Teologia no Instituto Superior de Teologia, filiado no Pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa. No dia 7 de Outubro de 2007 foi colocado no Sabugal, como auxiliar do padre Manuel Dinis, que entretanto substituíra na paróquia o padre António Souta. Passados poucos dias, a 21 de Outubro, foi ordenado diácono, também na Sé da Guarda, ficando a exercer funções nas paróquias do Sabugal, Aldeia de Santo António e Rapoula do Côa.
Para além de Hélder Lopes, haverá ainda a ordenação de um novo sacerdote que passará a prestar serviço na diocese. Trata-se de Gilberto Joaquim Roque Antunes, que é natural da paróquia de Almaceda, concelho e distrito de Castelo Branco e diocese da Guarda. A cerimónia servirá também para ordenar como diácono Valter Tiago Salcedas Duarte, que é natural da paróquia de S. Pedro, concelho da Covilhã.
O bispo da Guarda, D. Manuel Felício, está especialmente feliz com as novas ordenações, dada a escassez de vocações na diocese. Os novos ministros da Igreja poderão ajudar a colmatar a falta de religiosos junto das comunidades cristãs, onde uma boa parte dos sacerdotes já são idosos. Talvez há uma décadas atrás uma ordenação sacerdotal fosse uma cerimónia banal, mas hoje qualquer ordenação comove a comunidade diocesana, devido à manifesta falta de padres nas paróquias.
plb
A obra do escritor sabugalense Manuel António Pina dirigida à infância integra um Projecto de Animação Comum de 12 escolas do primeiro ciclo do Ensino Básico do concelho do Porto, apresentado na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.
O projecto consistiu no estudo da obra do autor por parte dos alunos das escolas envolvidas. Os mesmos após leitura de um ou mais livros de Manuel António Pina, realizaram trabalhos de recriação da obra. Esses trabalhos incluíram a expressão escrita, plástica e dramática ou através da produção colectiva de um texto poético.
Face ao desafio centenas de jovens estudantes responderam com elevado interesse inscrevendo-se nas iniciativas previstas, excedendo em muito as expectativas dos organizadores.
Os trabalhos produzidos no âmbito da iniciativa poderão ser vistos na Biblioteca Almeida Garrett até ao próximo dia 10 de Julho.
As escolas envolvidas foram as de Nevogilde, Pasteleira, Aleixo, Torrinha, São João da Foz, Viso, Bom Sucesso, Castelos, Ribeiro de Sousa, Gomes Ferreira, Campinas e S. Tomé.
A apresentação do projecto aconteceu na passada segunda e terça-feira. Os alunos apresentaram nessa ocasião diversas leituras declamadas e dramatizadas da autoria do escritor e jornalista, o que foi do agrado do público presente.
plb
As eleições estão à porta. E o que importa? Importa sim, senhor. Importa que nos preocupemos com o desenvolvimento da nossa cidade, vila e freguesias. Importa que lutemos contra a maldita desertificação que muito nos preocupa e assusta.
Sendo o Município do Sabugal um todo e um dos maiores do País, importa olhar pelas suas quarenta freguesias e cerca de cem anexas. Aqueles que dizem que não se deve investir nas aldeias e anexas não deverão merecer o voto do cidadão comum. O que seria do nosso concelho sem um desenvolvimento sério e responsável das nossas freguesias e anexas? Pretendemos que o futuro nos traga o progresso e o desenvolvimento que sinceramente merecemos. O que seria da nossa cidade e da nossa vila se as aldeias e as anexas deixassem de progredir? O que seria da nossa cidade se a Viúva Monteiro não despejasse todos os dias tanta gente na central de camionagem que, por sua vez, se espalham pelas mais diversas ruas? O que seria da cidade sem as largas centenas de estudantes das aldeias? E os mercados e repartições públicas?
Conheço muito bem a realidade do nosso concelho e atrevo-me a firmar que o progresso e o desenvolvimento têm sido uma realidade que todos poderemos constatar. Cego é aquele que vê e não quer ver. Apontar erros e deficiências é, na verdade, muito fácil. Nos últimos dois mandatos autárquicos verificaram-se obras de vulto no nosso concelho. Verificou-se progresso e desenvolvimento nas freguesias e, mais concretamente, na cidade e na vila. Mas não se fez tudo. Mas onde está o faz tudo? E se tudo estivesse feito o que fariam os vindouros? Poderia enumerar as muitas obras que foram levadas a efeito (e outras que estão a decorrer) mas não o vou fazer até porque seria fastidioso. E nada caiu do Céu. Foi necessária competência, coragem, acção e determinação. As obras estão aí. São obras do presente e de um passado recente. Não foram feitas todas quando as necessárias e ambicionadas pelo cidadão comum mas deram-se passos gigantescos no sentido do progresso e do desenvolvimento.
É necessário e conveniente continuar a investir mais e melhor na maioria das freguesias e anexas para que o progresso seja feito de uma forma justa e harmoniosa. Agora que o essencial está feito vamos começando a alindar. Uns jardinzitos, uns passeios, plantação de árvores, boa iluminação, caixas multibanco, cabines de telefone público, parques de merendas já se vão vendo em muitas freguesias. A próxima fase terá que ter a ver, forçosamente, com o emprego. Não deveremos sonhar com grandes unidades empresariais mas poderemos sonhar com pequenas empresas familiares. Poderemos sonhar com queijarias, enchidos, cogumelos, mel, castanhas, gado, floresta, exploração de pedra, parques eólicos, turismo, gastronomia, caça, pesca e muitas outras actividades.
Os presidentes de Junta fomos eleitos, democraticamente, e exigimos ser parte activa do poder local. Não admitimos que nos ignorem nas Assembleias Municipais como alguém se preparava para fazer. Os Presidente de Junta não deverão ser apenas os criados do povo. Não pretendemos apenas passar atestados e afixar editais. Queremos mais competências e mais dinheiro. É que os Presidentes de Junta com pouco fazem muito. Temos o nosso peso e saberemos usá-lo quando e onde for necessário. Quem ousará candidatar-se a pensar que as Freguesias são para ignorar ou esquecer? Venham para cá e verão. Nós, Presidentes de Junta, estamos atentos e, na hora certa, saberemos dizer presente.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios)
jmncampos@gmail.com
No domingo, dia 8 de Junho, concentrou-se um elevado número de cavaleiros na praça dos Foios.
Por volta das 10 horas, com passagem por Aldeia do Bispo, dirigiram-se à Lageosa onde outros cavaleiros os esperavam. Depois de tomado um aperitivo seguiram em direcção de Navasfrias. Após uma passagem por algumas ruas e Plaza Mayor dirigiram-se até ao picadeiro do Raul onde foram guardados e alimentados todos os animais. Só depois o grupo se dirigiu para o restaurante onde os esperava um saboroso e merecido almoço.
Depois do café e copa todo o grupo se deslocou, de novo, ao picadeiro onde o Raul tinha uma surpresa. Uma linda e bravia bezerra que divertiu toda a rapaziada. Em vez do forcão usaram um fardo de feno e esperavam a bezerra imitando os forcados. O da frente segurava o fardo seguido do resto do grupo. A bezerra, por vezes, não marrava no fardo passando, derrepentemente, para trás provocando umas divertidas cambalhotas.
Foi divertido. Parabéns ao Raul de Navasfrias porque tinha tudo muito bem organizado.
Disse e repito: «Passeios equestres é o novo modelo de turismo na nossa zona raiana.»
jmc
Desde o início do ano até ao dia 15 de Junho morreram nas estradas do distrito da Guarda quatro pessoas, em resultado de acidentes de viação, sendo este o distrito onde houve menos acidentes fatais, a par com Portalegre e Vila Real, com igual número de vítimas fatais.
Os números, disponibilizados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) revelam terem-se registado neste período 320 mortos nas estradas de Portugal Continental. Estes números oficiais revelam ter havido um decréscimo de mortes, que foram menos 38 do que em igual período de 2007.
Em resultado dos acidentes de viação foram ainda registados mil e 36 feridos graves, menos 301 do que no mesmo período de 2007. Quanto aos feridos ligeiros registou-se igualmente uma diminuição, passando de 20 mil e 98 para 18 mil e 352.
Por distritos, Lisboa foi onde se registaram mais vítimas mortais este ano (46), seguido do Porto (42) e de Setúbal (26).
plb
Englobada nas Festas em Honra de Santo António de 2008, em Aldeia da Ponte, decorreu com a normalidade esperada, a Capeia de Junho, organizada pelos Mordomos, na Praça de Touros.
Pela manhã, como vem sendo habitual, a concentração dos cavaleiros nas imediações da Praça de Touros domina este momento, com um bocado bem passado, onde se destacam os cumprimentos efusivos, bem como os preparativos, mais as piadas características deste momento, só visto e vivido por quem madruga, bem entendido, dirigindo-se então, todos para as proximidades da raia, em direcção ao lameiro, onde os touros aguardam calmamente, a hora da partida.
Servida a merenda, tem início a caminhada dos touros e cavaleiros, rumo à Praça, pelos caminhos habituais. Na saída do lameiro, uma correria louca dos touros animou este pedaço, parando, quando atingiram os arames da tapada, sossegando aqui um pouco e retomando o trajecto normal.
Depois de atravessarem a estrada, um pouco mais à frente, foi então a vez de um deles fugir, sendo de imediato atalhado pelos cavaleiros, seguindo os outros, o seu curso até à Praça, recuperando-se o fugitivo, um pouco mais tarde, com a ajuda dos cabrestos que retornaram ao local onde ficou vigiado, consumando-se assim o Encerro.
Exibidos os touros na arena, para a tarde, como mandam as normas, foi esperado o da prova, com a tranquilidade habitual.
Seguiu-se o almoço para os cavaleiros, mais os que foram convidados pelos Mordomos, nos Balneários da nossa Aldeia.
Pela tarde, o tradicional Passeio e Pedido da Praça ao Sr. Presidente da Junta, Sr. José Nabais, com os Tamborileiros de Aldeia e os Mordomos de Santo António, numa manifestação, que tem acontecido, ao longo dos tempos, bem conhecida de todos.
Os touros foram sendo esperados ao Forcão, tendo um deles vencido o desafio, ao passar para um dos lados da galha, obrigando a rapaziada a agarrá-lo em plena Praça, pois quando isto se verifica, raramente o touro se livra de ser engolido pela malta, lá tem que ser, não há outro remédio, para evitar algum mal colateral a este deslize da rapaziada, no manuseamento do Forcão. Por vezes acontece.
Para além deste facto, que causa sempre alguma emoção nas bancadas, a Capeia decorreu com a habitual normalidade, sendo de destacar, ainda a pega de caras à bezerrita, com mortal à retaguarda, do nosso destemido e eterno candidato a tirar a «alternativa» a toureiro, Carlinhos Vasco, que não ganhou para o susto. Digamos que foi um belo momento de agitação, ao vivo e em directo, animando um pouco as bancadas e a malta da arena.
Assistiu-se durante todo dia, a mais uma boa jornada de convivência, na nossa Aldeia, que tão bem sabe, às nossas gentes e a todos os que nos visitam, não resistindo a estas manifestações bem genuínas da raia Sabugalense.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
O Município do Sabugal está fora do ranking das 50 câmaras com a gestão mais equilibrada, apresentado ontem, 19 de Junho, pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC). Porém o Sabugal aparece bem posicionado em termos de endividamento e de peso das despesas com pessoal nas contas.
Os dados são referentes ao ano 2006, e Mafra surge como a autarquia com a gestão financeira, económica e patrimonial mais equilibrada. A seguir posicionam-se Cascais, Matosinhos, Castelo Branco e Braga. A tabela foi elaborada com base na ponderação de dez indicadores: dívidas a terceiros por habitante; liquidez; endividamento líquido por habitante; resultado líquido nos últimos dois anos, por habitante; peso das despesas com pessoal nas despesas totais; arrecadação de impostos e taxas por habitante; diminuição dos passivos financeiros; grau de execução de receita nos últimos dois anos; investimentos por habitante nos últimos dois anos e grau de cumprimento do Programa Oficial de Contabilidade da Administração Local (POCAL).
No referente ao endividamento, o Sabugal surge entre os municípios com menor índice, ocupando a 29ª posição, com um endividamento líquido de 1.111.050 euros. O valor é calculado subtraindo ao valor da dívida o valor das disponibilidades financeiras e o das dívidas a receber. Ainda de acordo com o anuário estatístico cada sabugalense devia no ano 2006 cerca de 80 euros, em função das dívidas da câmara municipal. Também aqui o Sabugal ocupa uma boa posição, sendo o 30º município com menor endividamento por habitante.
Ainda dentro das contas do endividamento o Sabugal é o 26º município com melhor índice face às receitas anuais. De acordo com o anuário os valores em dívida representavam 92 por cento das receitas do município. De acordo com a Lei das Finanças Locais o endividamento não pode ser superior a 125 por cento das receitas (impostos mais transferências do Orçamento do Estado).
Outro valor em que o município sabugalense aparece bem colocado é no valor das despesas com pessoal. A câmara gastou com o pessoal 21,28 por cento das receitas anuais, ocupando assim o 28º lugar entre as câmaras em melhor situação.
No referente ao número de habitantes por concelho o Sabugal aparece na 165ª posição, com uma população estimada de 13.769 pessoas.
Segundo o anuário, em 2006 eram 71 os municípios que enfrentavam uma situação de ruptura financeira ou desequilíbrio estrutural, numa lista liderada por Aveiro, Nazaré, Fundão, Oliveira de Azeméis, Celorico da Beira, Castelo de Paiva, Mangualde, Gondomar e Sines.
Outro dado preocupante é o facto de, no final de 2006, o sector autárquico só dispor de meios financeiros para «pagar menos de metade da sua dívida a terceiros». As dívidas totais dos municípios ultrapassaram os 6.637 milhões de euros, sendo que 4.021 milhões de euros correspondiam a dívidas à banca.
Dos 308 municípios do país, 236 apresentaram resultados económicos positivos
O anuário financeiro dos municípios é uma publicação da CTOC que conta com o apoio do Tribunal de Contas e da Universidade do Minho.
plb

Segundo a organização, a prova de atletismo tem por objectivo promover o convívio de todos os participantes, assim como sensibilizar para a prática do desporto, elemento chave para um corpo saudável.
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