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O Partido Socialista do Sabugal vai realizar no dia 29 de Junho a habitual sardinhada junto ao rio Côa, marcada pela anunciada presença de António Dionísio, o candidato a presidente da Câmara Municipal nas próximas eleições autárquicas.
A comissão política concelhia do PS, presidida por Manuel Barros, também presidente da Junta de Freguesia da Rebolosa, já escolheu o candidato às autárquicas de 2009. Os membros da comissão decidiram por unanimidade convidar António Dionísio para liderar a futura candidatura socialista. Após alguns dias de reflexão, o escolhido decidiu aceitar o desafio.
Para um primeiro contacto com os militantes e simpatizantes socialistas o candidato indigitado vai estar presente na tradicional sardinhada do partido, que terá lugar no dia 29 de Junho, a partir das 16 horas, na praia fluvial do Sabugal.
António Dionísio é natural da sede do concelho e desempenha actualmente o cargo de Chefe de Finanças do Sabugal. É independente e tem-se mantido afastado da luta politico-partidária no concelho.
A Comissão Política concelhia do PS enviou uma carta aos militantes dando conta da escolha e convidando-os para o convívio. A missiva apela ainda ao empenho de todos no apoio à futura candidatura e sugere que os militantes tragam familiares e amigos ao convívio, que é visto como uma espécie de lançamento popular do candidato.
A organização espera a presença no convívio de representantes do PS nacional e da federação distrital do partido.
plb
O Núcleo de Investigação de Crimes de Droga, da GNR da Guarda, deteve um casal, ele de 39 e ela de 34 anos de idade, pelo crime de tráfico de estupefacientes, sendo de imediato presentes em juízo, de onde resultou a imposição da prisão preventiva a um dos traficantes.
Segundo um comunicado do Grupo Territorial da GNR da Guarda, assinado pelo comandante, Major Cunha Rasteiro, a operação permitiu a detenção dos indivíduos, ambos desempregados, e a apreensão de 76 doses de heroína, cocaína e haxixe e ainda uma viatura, dois telemóveis, 20 euros em numerário e quatro navalhas com resíduos de produto estupefaciente.
Os detidos, que estavam a ser investigados há cerca de três meses, são suspeitos de se dedicarem ao tráfico de droga na cidade da Guarda e localidades limítrofes.
Foram hoje, 19 de Junho, presentes no Tribunal Judicial da Guarda para primeiro interrogatório judicial. A um dos indivíduos os juiz aplicou a medida de coação de prisão preventiva, enquanto que o outro ficou sujeito a apresentações periódicas no posto policial na área de residência.
Numa outra acção militares da GNR de Gouveia identificaram um indivíduo de 44 anos de idade por posse de armas ilegais, na localidade de Melo. A operação, que constituiu numa busca domiciliária determinada Judicialmente, permitiu a apreensão de duas armas de fogo de 6,35 mm, dois punhais, uma espada, uma navalha de ponta e mola, e ainda 54 munições.
plb
Fomos à Tasca do Caniço, restaurante típico do Porto Alto. Sendo terra ribatejana de ganadeiros, campinos, toureiros e forcados, as carnes bravas não podiam faltar, pelo que jantámos um belo prato de rabo de boi, acompanhado por enchidos e legumes.
Porto Alto é uma localidade da freguesia de Samora Correia, concelho de Benavente. Está situada na margem esquerda do rio Tejo, sendo cruzada pela Estrada Nacional n.º 10. Essa via inclui a fatídica «Recta do Cabo», nacionalmente conhecida pela frequência de acidentes mortais, que liga o Porto Alto à ponte Marechal Carmona, que travessa o Tejo tocando do outro lado Vila Franca de Xira e a auto-estrada que num ápice liga a Lisboa.
As terras do Porto Alto, estão integradas na grande lezíria ribatejana, atravessada por esteios e valados, onde pastam e medram toiros e cavalos. Como em todo o Ribatejo respira-se ali o ar dos toiros e da festa brava. Os habitantes são aficionados natos e a juventude muito dada à arte de forcado, que exige força e coragem.
Pois sugerimos um retorno a esta graciosa localidade, onde há cerca de uma décadas os sabugalenses eram visita constante, nem que fosse apenas de passagem, quanto cruzávamos a lezíria em direcção a Coruche para dali seguirmos a Mora, Montargil e Ponte de Sor, no agora velho trajecto de Lisboa para as berças.
Na Rua Guerra Junqueiro, junto a uma valada que até ali transporta a água do Tejo, está o restaurante Tasca do Caniço, especializado na boa e suculenta cozinha ribatejana. Situa-se numa espécie de praceta, onde há árvores e muitos lugares para estacionamento. O estabelecimento é uma casa térrea, de linhas simples, com paredes branca debruadas a azul, contendo um gracioso telheiro, a que encosta uma sebe verdejante. A sala ampla tem lugar para 64 comensais, tendo as paredes pejadas de imagens de toureiros, forcados e touros. Aqui e ali também há peças da antiga lavoura, farpas, chifres e demais adereços, que criam a ideia de que se está em lugar típico.
Íamos sedentos, coisa normal nesta época de canícula, pelo que pedimos uma rodada de finos. A cerveja foi-nos servida em copo de latão, o que dava uma especial sensação refrescante. Como também vínhamos para comer, tivemos de entrada um bom queijinho seco, tiras de presunto, chouriço bem curado e uma cestinha de broa.
A especialidade da casa é o cozido de carnes bravas, havendo também bife de vitela brava, fracas guisadas, leitão à Caniço, ou pato assado no forno.
Na ocasião, como a fome apertava, optámos por pedir , para começar, a sopa do dia. Fomos brindados por uma belíssima sopa de feijão e couve, servida em malga, que nos deixou lastro para o resto.
O prato do dia era rabo de boi. Indagámos mais acerca da confecção e foi-nos explicado com desvelo: «é mesmo o rabo do toiro, que vai à panela cortado em pedaços. Depois de bem estufado, juntam-se-lhe batatas, couves, cenoura e enchidos».
Mandámos vir a iguaria. Foi o comer e chorar por mais!
Vale a pena vir ao Porto Alto e abancar na Tasca do Caniço. A comida é óptima, o preço está em conta, o serviço é bom. Há porém que ter em atenção: a casa fecha ao domingo e em Agosto o pessoal vai de férias.
plb
Continuamos a referenciar o «Manual Político do Cidadão Português», de Trindade Coelho, que retrata a organização política do país há um século. Desta feita veremos como estavam então organizadas as câmaras municipais.
Cada concelho do reino tinha um corpo administrativo denominado Câmara Municipal, tendo a seu cargo «administrar o os peculiares interesses dos povos da respectiva circunscrição».
Trindade Coelho valoriza muito o papel dos autarcas na gestão dos municípios. Considera que estes foram os primeiros e mais importantes ninhos de democracia, sendo no seu seio que os cidadãos se preparam para vida pública, ao aprenderem a resolver os problemas das populações. «São os naturais viveiros onde o Estado pode ir buscar os seus legisladores, e os seus homens de governo», refere o Manual.
Os vereadores da câmara e respectivos substitutos eram eleitos pelos concidadãos do concelho que soubessem ler escrever e contar, ou que tivessem rendimentos superiores a 500 réis. Os eleitos serviriam por três anos civis, «a contar do dia 2 de Janeiro imediato à eleição ordinária». As funções de vereador eram obrigatórias e gratuitas, ninguém podendo portanto, se eleito, eximir-se a cumprir funções.
O presidente e vice-presidente da câmara eram escolhidos pelos vereadores eleitos, em escrutínio secreto, preferindo, havendo empate, o mais velho dos votados. Antes de entrarem em exercício os eleitos prestavam juramento de fidelidade ao Rei, à Carta Constitucional e às leis do reino.
A câmara celebrava uma reunião ordinária por semana, e as extraordinárias que o interesse do serviço público exigisse. Essas sessões eram públicas, não podendo porém os «espectadores», sob qualquer pretexto, intrometer-se na discussão ou manifestar-se, sob pena de serem de imediato presos e entregues directamente ao poder judicial. Às mesmas sessões assistia sempre o Administrador do Concelho (representante do Governo), que tinha assento ao lado esquerdo do presidente, podendo, esse sim, intervir sempre que o pedisse.
Ademais deveria o presidente entregar todas as semanas ao administrador, para por sua vez remeter ao governador civil, um resumo das deliberações tomadas pela câmara. O governador civil do distrito enviava então a informação de todas essas deliberações ao ministro do reino, muitas das quais necessitavam aliás da sua aprovação para entrarem em vigor.
Trindade Coelho manifesta opinião no seu Manual, considerando que tais disposições comprimiam a acção das câmaras municipais, porque sujeitas a controlo sistemático por parte do poder central, o que era castrador da sua autonomia. Acrescia a isto que as câmaras, assim como as juntas de paróquia, podiam ser dissolvidas a qualquer momento pelo governo.
Era essa mesma a prática corrente: «É geralmente nas vésperas de eleições de deputados que a degola de municípios tem lugar – sendo nomeados pelo governo para substituírem os vereadores do povo, quaisquer servintuários do poder, mais amoldados, por educação e por carácter, ao papel de escravos do que senhores, e mais aptos à defesa da servidão do que ao culto e ao respeito pela liberdade. E temendo a desforra, que seria a réplica da justiça popular ofendida pelos seus verdugos, o código declara que os vogais da corporação dissolvida são inelegíveis para a mesma na primeira eleição a que se proceder».
Estávamos ainda muito longe do poder local democrático que conhecemos hoje e que sobreveio à Revolução de 25 de Abril de 1974.
plb
Quem se esconde por detrás dos seus medos, não merece a compaixão da sociedade. Ou quem se esconde no silêncio das suas ideias (?) não merece o reconhecimento de alguém e atrevo-me a chamar-lhe egoísta por não as compartilhar com os demais!
Após um prolongado interregno, volto ao convívio dos «bloguistas» do Capeia. Não vou aqui, em delongas, dizer as razões deste meu silêncio. Acho, em última análise, que todos temos o direito ao silêncio, à meditação e porque não, até à tão indesejada preguiça?
Uma pausa no nosso quotidiano faz-nos bem: seja para simplesmente mudar de ares, ou para gozar umas pequenas férias, ou para olharmos a reacção de quem nos habituou com a sua companhia de leitor, ou daqueles que nos criticam sem nunca nos terem lido ou ouvido, ou até para meditarmos sobre o caminho percorrido e do caminho que faltou percorrer, ou dos atalhos que trilhamos e das pedras que se nos atravessaram à nossa frente, ou do «ambiente» que nos cerca e das razões da sua existência, ou daquilo que dissemos e daquilo que deixamos de dizer, ou do modo como agimos e dos resultados obtidos desse comportamento, ou da forma como somos tratados e de como gostaríamos de o ter sido, ou da forma como somos olhados e da maneira que gostaríamos de sê-lo. Enfim, uma pausa serve para muita coisa ou até para nada. Serve pelo menos para quebrar uma rotina e esta é inimiga da meditação profunda. O hábito torna as pessoas prisioneiras da rotina. O silêncio refina os hábitos passados e sobre os futuros exige-se outro trato até que de repente se regressa e voltará tudo a ser rotina.
A coragem de escrever e de expor as suas ideias, de dar conselhos, de inventar soluções, de projectar o futuro, de ter projectos, de ter ideias, de não ter medo da crítica, de não ter medo de ser falado, de não ter medo de perder pontos, de não ter medo de ser reconhecido no passeio, de não ter medo de ser visto seja com quem for, de não ter medo de expressar-se, de não ter medo de cometer erros de escrita, de não ter medo de perder oportunidades, de não ter medo de criar inimizades pela exposição da sua opinião, de não ter medo de ficar sozinho, de não ter medo que zombem de si, de não ter medo de ser comentado na praça pública, de não ter medo de ser visto na companhia dos seus amigos, de não ter medo de gostar das pessoas que o estimam, de não ter medo de visitar os amigos e da tradicional fotografia, de não ter medo de saborear um «pitéu» ou uma bela «cervejola» na companhia de quem se gosta, de não ter medo do medo de ser reconhecido como pertença de alguma ideologia, de não ter medo de expor as suas convicções políticas, de não ter medo do trabalho, de não ter medo de quem não nos ouve, de não ter medo dos nossos adversários, de não ter medo da crítica, enfim! Não ter medo do medo!
A nossa passagem, tem que ter um sentido, uma direcção e isso implica correr riscos. Não podemos querer agradar a gregos e a troianos. Somos aquilo que somos e é isso que devemos mostrar a toda a gente sem receios de uma eventual crítica. Quem se esconde por detrás dos seus medos, não merece a compaixão da sociedade. Ou quem se esconde no silêncio das suas ideias (?) não merece o reconhecimento de alguém e atrevo-me a chamar-lhe egoísta por não as compartilhar com os demais. Ou então será legítimo pensarmos que de ideias estará vazio? Podemos não agradar a todos mas só com a divulgação dos nossos ideais, dos nossos projectos, dos nossos sonhos, das nossas propostas poderemos ser julgados. E quem ousa não ser criticado?
Termino esta minha «Ideias soltas» com uma proposta: Arrisquem-se a divulgar as vossas ideias e os projectos por que lutam. Compartilhem-nas, sejam corajosos! Não tenham medo do medo!
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo
dr_jfricardo@hotmail.com
A Câmara Municipal do Sabugal cedeu em regime de contrato de comodato à Pró-Raia um edifício na zona histórica e cultural do Sabugal com o objectivo de o adaptar para delegação local da associação.
A Pró-Raia (Associação Integrada de Desenvolvimento da Raia Centro) desenvolve a sua actividade promocional e de apoio nos concelhos do Sabugal e da Guarda. A sua sede situa-se na cidade mais alta num edifício recuperado junto à Associação Comercial.
A Pró-Raia apresentou uma candidatura ao LEADER+ para co-financiamento comunitário para a criação de uma delegação no Sabugal. A concretização do projecto resulta da cooperação com o município sabugalense de acordo com os princípios de salvaguarda e reabilitação de património promovendo a eficiência de recursos físicos e financeiros.
A casa, tipo moradia, está construída em pedra e situa-se junto ao Museu Municipal do Sabugal na rua de acesso ao largo do Castelo.
O processo de concurso para adaptação do edifício com vista a transformar-se numa delegação da Pró-Raia com um funcional escritório de apoio no Sabugal está em fase de finalização.
Segundo dados recolhidos pelo Capeia Arraiana junto da associação a delegação será uma extensão de desenvolvimento local em meio rural (tipo antena) da Pró-Raia, para auscultação de necessidades da população e envolvimento das pessoas na construção do seu próprio desenvolvimento de acordo com os princípios da abordagem LEADER para decisões ascendentes das bases para o topo. Servirá para maior proximidade com as freguesias e permitirá envolver as pessoas no planeamento de acções num processo participado e partilhado.
O concelho passará, assim, a dispor de mais um equipamento de apoio às iniciativas das entidades públicas e privadas.
jcl

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