E assim, como já o havia pressentido, entrámos em pleno período pré-eleitoral…
E porque, quase sempre, as coisas mudam pouco, transcrevo uma parte de um texto que escrevi e foi publicado em 2001 no jornal Cinco Quinas.
«A proximidade de novo acto eleitoral, no qual se escolherão os cidadãos a quem confiaremos a condução da coisa pública local, leva-me a expressar algumas ideias que considero deverem estar presentes quer na fase de selecção dos candidatos, quer no que respeita ao sentido do voto no dia das eleições.
A fase de selecção dos cidadãos candidatos é uma fase importantíssima, dado que da sua maior ou menor qualidade depende o futuro próximo das nossas terras.
Não sou dos que pensam que os portugueses se dividem em duas categorias: os honestos (que não se candidatam), e os corruptos (os que aceitam candidatar-se). Igualmente não gosto muito dos treinadores de café, isto é, os que têm sempre as soluções para os problemas do concelho, mas nunca aceitam dar o salto e irem para a Câmara ou para a Junta concretizar as suas miraculosas soluções.
Sendo um processo complexo, todos os cidadãos deveriam contribuir ao seu nível para que os melhores se disponibilizassem a candidatar-se e para que as estruturas partidárias convidassem os melhores para integrar as suas listas.
Num passado recente (antes do 25 de Abril), os autarcas eram escolhidos pelo Governo Central, segundo indicações do partido único, tudo servindo para obrigar o cidadão a aceitar a nomeação.
Hoje o processo é, felizmente, outro e se os autarcas são de má qualidade a responsabilidade é de todos – dos que os escolheram, dos que não quiseram aceitar, dos que nada fizeram para que os melhores fossem convidados e aceitassem, do sentido do voto, da abstenção de votar…»
Como afirmei, entrámos em pleno período pré-eleitoral.
E porque penso que as pessoas se devem definir e que quando se escreve num espaço público se deve aos seus leitores a clarificação das suas posições, não posso deixar de declarar que apoio de forma incondicional o anunciado candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal, o António Morgado, isto é, o Toni.
Apoio-o por ser um sabugalense; apoio-o por ser um homem bom e um homem de bem; apoio-o por ser uma lufada de ar fresco na vida política do Concelho; apoio-o por acreditar nas suas capacidades para criar uma nova era de desenvolvimento do Concelho; apoio-o por fim, por ser o candidato do Partido Socialista.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
ramiro.matos@netcabo.pt

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3 comments
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Quarta-feira, 18 Junho, 2008 às 12:33 pm
Teixeira Afonso
O que é chato no seu artigo é que eu não vejo nenhuma razão inteligente para apoiar o seu candidato: é um sabugalense como o são cerca de 14 mil habitantes; quase todos são pessoas boas e de bem; lufada de ar fresco pode constipar; não lhe conheço uma única ideia nem nunca o vi ou ouvi em lugar algum a debitar uma letra sobre o concelho ou sobre desenvolvimento; nunca o vi a participar em nenhuma actividade cultural ou associativa; resta o facto de ser o candidato do partido socialista! eu a nível autárquico aposto em pessoas e esta não é seguramente uma boa escolha porquanto não será pelas suas ilustres mas desconhecidas ideias que poderá ganhar. Ele nunca se interessou pelo concelho. ninguém lhe conhece obra e, ainda por cima, nem sequer vive no concelho! apoie o candidato porque é da sua cor! mas assim qualquer um da mesma cor podia concorrer e até, quem sabe ganhar. se ganhar não é o Toni que ganha; é o partido. mas, assim como assim, podiam ter escolhido melhor!
Quarta-feira, 18 Junho, 2008 às 12:38 pm
Teixeira Afonso
Zé Carlos
introduziste a polémica com um artigo impróprio para consumo de pessoas inteligentes e apartidárias. Que saibas não censurar agora os comentários decorrentes. A bem do pluralismo e do exercício do contraditório!
Quarta-feira, 18 Junho, 2008 às 3:35 pm
jclages
Caro Teixeira Afonso
Não sei se tenho o prazer de o conhecer pessoalmente.
Enquanto jornalista estou obrigado a respeitar o contraditório. Faz parte do Código Deontológico da profissão.
Três ressalvas: é pena que nem todas as categorias profissionais o tenham. Seria salutar para a nossa sociedade. Não sei se a sua categoria profissão dispõe de um código ético e deontológico. Mas admito que sim.
Por outro lado o opinador Ramiro Ramos é nosso convidado. Como quando recebemos alguém em nossa casa lhe queremos proporcionar bem-estar e amizade não temos dúvidas que os convidados da nossa «casa» saberão respeitar os restantes convidados e o projecto que os acolheu. É uma questão de inteligência cultural e comunicativa.
Ficou por saber se o Teixeira Afonso é possuidor da falta de qualidades que aponta ao nosso opinador.
Aqui no «Capeia Arraiana» orgulhamo-nos do nosso estatuto editorial. Está publicado e pode ser acedido clicando na palavra «Capeia Arraiana» no topo da página.
Para que não lhe fiquem quaisquer dúvidas aqui lhe deixou alguns pontos do mesmo:
«3 – Enquanto órgão informativo distingue, muito claramente, a informação da opinião ou do comentário, não sendo seu propósito promover, especialmente, a análise e a discussão político-partidária, nem intuitos de índole particular.
4 – Os colaboradores convidados do Capeia Arraiana são livres de exprimirem a sua opinião em consonância com este Estatuto Editorial.
5 – Os comentários dos visitantes serão editados e publicados desde que não sejam anónimos, não ofendam a moral comummente aceite e não veiculem ideias contrárias à harmonia social nem se envolvam em acintes pessoais.»
Contudo não lhe admito que me inclua no mesmo saco de pseudo-jornalistas que não sabem quanto artigos tem o Código Deontológico dos Jornalistas. Admito que depois deste meu comentário possam ir a correr saber a resposta para a ter na ponta da língua para a primeira oportunidade.
Por aqui ficamos.
A bem do pluralismo e do exercício do contraditório.
Cumprimentos raianos,
José Carlos Lages