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Condução sob influência do álcool, condução sem habilitação legal e desobediência à proibição de conduzir, foram as razões que motivaram um total de oito detenções perpetradas pelo Grupo Territorial da GNR da Guarda durante a última semana.
Quatros dos detidos conduziam alcoolizados, dois não possuíam carta, um conduzia veículo apreendido e outro conduzia quando a carta estava apreendida pelas autoridades. Para além destes oito crimes que acarretaram a realização de detenções em flagrante delito, o Grupo Territorial da GNR da Guarda registou, no período de 9 a 15 de Junho, outras 27 ocorrências criminais. Dessas ocorrências destacam-se quatro crimes de ofensas à integridade física, quatro crimes de dano, dois de furto em estabelecimentos comerciais e um crime de violência doméstica.
Registaram-se no mesmo período 16 acidentes de viação, dois quais 12 resultaram de colisões, três de despistes e um de atropelamento na via pública. Dos mesmos sinistros resultaram oito feridos ligeiros. Segundo o comunicado da GNR as causas da sinistralidade verificada foram a velocidade excessiva e as ultrapassagens irregulares.
Para além da actividade normal, a GNR da Guarda realizou ainda no decurso da semana seis acções de sensibilização em escolas, às quais assistiram 236 alunos e 16 professores.
plb
Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com
Local: Restaurante Sol-Rio, Sabugal.
Legenda: Tertúlia sabugalense da «Punheta de Bacalhau».
Autoria: Capeia Arraiana.
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O trabalho individual de Diogo Antunes, aluno da EB1 da Ruvina, no concelho do Sabugal, venceu o 1.º Prémio da categoria «3.º e 4.º anos – Texto Original» do concurso «Uma Aventura… Literária 2008» da Editorial Caminho.
A edição do ano lectivo 2007/2008 do concurso «Uma Aventura… Literária» da Editorial Caminho teve um vencedor especial na categoria «3.º e 4.º anos – Texto Original». O aluno da EB1 da Ruvina, Diogo Antunes, alcançou o primeiro lugar com o seu trabalho individual.
Os trabalhos de «Texto Original», «Crítica» e «Desenho» foram divididos por quatro graus de ensino: 1.º, 2.º e 3.º Ciclos e Ensino Secundário.
No 1.º Ciclo houve três prémios para os alunos do 1.º e 2.º ano e três para os alunos do 3º e 4º ano. Os trabalhos premiados (três por cada grau de ensino e por cada modalidade) irão ser publicados com o nome e com a fotografia dos autores, bem como o nome da escola que frequentam, num livro da colecção «Uma Aventura».
O Diogo Antunes terá direito a um cheque-livro da Editorial Caminho no valor de 50 euros e os seus professores recebem, igualmente, um cheque-livro no valor de 25 euros.
O número de participações atingiu, este ano, o número record de 9316 trabalhos individuais e de grupo de muitas centenas de escolas de Norte a Sul do continente, ilhas e alunos de português no estrangeiro.
Em consequência do elevado número de participações e à excepcional qualidade dos trabalhos apresentados a concurso, o júri optou por contemplar separadamente os trabalhos individuais e os colectivos.
Parabéns à EB1 da Ruvina e em especial ao Diogo Antunes e aos seus professores.
jcl
O FC Porto, originalmente fundado em 1893, mas cuja vida regular se inicia em 1906, sempre «catalisou» poderosamente uma identidade social iminentemente local: a cidade e a região a que pertence.
Significativo, ainda, é o facto de cronicamente se apresentar como principal presentante de uma identidade marcada por uma auto-imagem baseada em representações sociais que afirmam a injustiça e a discriminação de que a mesma se sente vítima, provocando uma situação de confronto regionalista de que o clube é o mais importante símbolo. A isto não será estranho, com certeza, a situação histórica do Porto como segunda cidade do país.
O caso do FC Porto, e dos seus adeptos, é particularmente feliz no que toca à relação entre a identidade local e a paixão pelo futebol, ao demonstrar como o jogo e a equipa de futebol surgem como ocasião é motivo privilegiado para afirmar os principais valores do colectivo e a sua identidade própria.
O futebol, como qualquer facto cultural, é apropriado de diferentes formas consoante os contextos sociais. É sentido e significa coisas diferentes em locais diversos. Por isso os clubes de futebol são diferentes uns dos outros; possuem culturas distintas. São os elementos-tipo dessa cultura do clube de futebol que aqui se pretende categorizar, com referência ao caso da identidade «portista».
Contra Lisboa
Algumas das principais auto-representações da comunidade em que se insere transformam o FC Porto numa identidade de resistência ao que é considerado como o poder centralista no país. O futebol parece constituir o mais poderoso instrumento desse descontentamento expresso. Entre os habitantes da cidade, o campo desportivo foi sempre encarado como terreno propício à expressão do sentimento (mais vasto) de discriminação e injustiça, relativamence à capital, de que sempre se sentiram vítimas, contribuindo para o agravamento desse sentimento o facto dos resultados obtidos, até aos anos 80, serem nitidamente inferiores aos dois principais «rivais» de Lisboa (apenas cinco titulos nacionais contra 23 do Benfica e 15 do Sporting).
Não admira, pois, que os resultados da equipa sempre tenham sido vividos e sentidos como muito significativos e fundamentais pelos adeptos do cIube. As vitórias servem para afirmar a identidade de resistência, em que a autovalorização se processa sempre em oposição aos «inimigos» de Lisboa, seguindo diversas formas de denúncia e regionalismo. Expressões como «O Porto é uma nação» ou «O Porto deu o nome a Portugal», surgem como resposta à velha maxima lusitana criada por Eça de Queiroz, «Portugal é Lisboa, e o resto é paisagem», e marcam bem este tipo de atitudes e discursos.
As vitórias portistas no futebol são, afinal, novos elementos a juntar ao vasto e continuo processo de afirmação e de autovalorização da comunidade, em contraposição às identidades a que esta se opõe. Assim foram recebidas as grandes vitórias do clube nos anos 20 e 30, como seriam depois festejados os triunfos obtidos em catadupa mais para o final do século, que incluíram a afirmação internacional de 1987 e o «penta» dos anos 90.
No que diz respeito aos significados atribuídos às derrotas (e é importante notar que durante largos períodos de tempo, de 1940 a 1956 e de 1959 a 1978, o FC Porto foi um clube «perdedor»), estas são caracteristicamente vistas como a comprovação da injustiça e discriminação regionalista, já que por norma são associadas a más decisões dos árbitros, à manipulação de resultados por parte dos adversários, ou ainda aos infortúnios do destino.
(Continua na próxima semana.)
Extracto de «A Paixão do Povo – História do Futebol em Portugal», de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (2002).
«Futebol – A Paixão do Povo», opinião de José Guilherme
joseguilherme.r@gmail.com


























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