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O Grupo Territorial da GNR da Guarda deteve no decurso da última semana cinco condutores por exercício da condução sob a influência do álcool, um cidadão por posse ilegal de arma e também um caçador por captura de espécie animal não cinegética.
Três das detenções, duas por condução com álcool e uma por posse de arma, ocorreram no decurso de uma operação realizada em Vilar Formoso, junto à fronteira. Para além das detenções resultaram dessa acção a elaboração de 75 autos devido a diversas infracções á lei. Na operação estiveram envolvidos 124 militares.
No período em referência, de 2 a 8 de Junho, a GNR da Guarda registou um total de 38 ocorrências criminais. Para além das situações que conduziram às detenções, destacam-se seis crimes por ofensas à integridade física, três por ameaças, um por difamação e injúrias, dois de violência doméstica, quatro por furto em veiculo, cinco por dano e um por condução sem habilitação legal.
Na mesma semana registaram-se 21 acidentes de viação, dos quais 14 resultaram de colisões, cinco despistes e dois de atropelamentos. Dos sinistros resultaram 11 feridos leves.
Noutra vertente de actuação, os militares do destacamento da GNR efectuaram nove acções de sensibilização em escolas, às quais assistiram 1.982 alunos e 159 professores.
plb
Mais uma actividade realizada na Rebolosa. Depois da cultura com o Festival de acordeonistas e tocadores de realejo, realizou-se no passado dia 8 de Junho uma actividade desportiva, que contou com 210 participantes vindos de vários pontos do distrito.
Logo pelas oito horas da manhã já havia alguns ciclistas prontos a pedalar. Cerca das nove horas juntaram-se as equipas para registar o momento e facilitar a confirmação do número de inscrições. Verificou-se rapidamente que a equipa do Tó de Ruivós (Bravo`s Bar) era a que trazia maior número de participantes (60 ciclistas). De seguida, a equipa da «Taberna» da Rebolosa, com 40 participantes e, em terceiro lugar, ficou a equipa da Guarda «Sport Bike», com 35. Os restantes vieram como participantes individuais.
Pelas 9:30, partiu o grupo de «profissionais» mais resistentes, fazendo um percurso de 60 quilómetros, passando por caminhos por vezes difíceis e lamacentos devido à chuva que caiu no mês de Maio. Dez minutos depois, foi a vez dos restantes partirem para um percurso de 25 quilómetros. Mais de duas centenas de participantes percorreram estradas e caminhos da Rebolosa e freguesias limítrofes.
A partir das 11:30, começaram a regressar, ao Largo de Santa Catarina, os primeiros participantes para o merecido almoço que durou até às três da tarde, porque os últimos participantes só chegaram, como previsto, por volta 13:30.
Promover a sã camaradagem e o gosto pela prática desportiva e o convívio entre todos foram os objectivos plenamente alcançados. Mais uma actividade patrocinada pela Junta de Freguesia e Associação S.C. D. de Rebolosa. Parabéns à organização e a todos os participantes!
Manuel Barros
A própria selecção nacional, que brilhou em 1966, no Mundial de Inglaterra, era constituída com base nos jogadores benfiquistas. Por esta altura, o Benfica era Portugal e para tal «identificação» muito contribuiu a propaganda salazarista.
Mas disso não teve culpa o Benfica, que se transformava cada vez mais no clube da maioria dos portugueses. Se o período hegemonico do Sporting dos «Cinco Violinos» tivesse tido uma dimensão internacional, o que não sucedeu porque as provas europeias apenas se iniciaram num periodo posterior, talvez os «leões» pudessem concorrer hoje em popularidade com as «águias»…
Mas mesmo este raciocínio hipotético cai por terra se tivermos em conta as origens sociais dos dois clubes…
Referimos antes que o Benfica foi «beneficiado» pela propaganda do Estado Novo no sentido da identificação clube-nação, mas é igualmente verdade que, talvez devido ao seu carácter genuinamente popular, o grémio da «águia» deu grande lições de democracia ao longo destes conturbado anos das décadas de 60 e 70, assumindo-se como um dos únicos palcos de verdadeira democracia em Portugal, realizando eleições e assembleias-gerais livres e extremamente concorridas.
Além disso, a grandeza do clube era tal que nunca viveu demasido dependente de um só homem. Teve presidentes carismáticos e importantes – como Joaquim Bugalho, Maurício Vieira de Brito, Borges Coutinho, Fernando Martins – e mentores cruciais para o crescimento da agremiação, como Cosme Damião e Ribeiro dos Reis, mas no caso do Benfica a ideia de que se «os homens passam e o clube fica» foi, quase sempre, uma realidade.
Clube popular e nacional, o Benfica dos «seis milhões de adeptos» (nas palavras de João Vieira Pinto) é o mais bem sucedido dos clubes portugueses de futebol, quer no plano interno quer no externo. O seu palmarés no século xx é verdadeiramente impressionante: 30 títulos de campeão nacional (durante muito tempo, este número foi superior ao total de títulos conquistados por todos os rivais juntos) e 13 Taças de Portugal, só para referir os mais importantes. No plano internacional, o Benfica conquistou 2 Taças dos Campeões Europeus, além de ter marcado presença em mais 5 finais desta competição, a que se junta outra final perdida na Taça UEFA. Nos dias que correm, apesar de uma fase menos vitoriosa, os «encarnados» ainda mantém um admirável quarto lugar no ranking geral de todas as competições europeias.
Naturalmente, o sucesso chama adeptos, e o Benfica tem uma história plena de glórias, de tardes e noites mágicas – principalmente nas décadas de 60 e 70, nas quais ganhou tudo o que havia para ganhar, e muitas vezes. Hoje, continua a tirar os dividendos desses anos absolutamente brilhantes. No estrangeiro, o Benfica é conhecido como um dos mais importantes simbolos de Portugal, a par do seu mais emblematico jogador, Eusébio. Nas comunidades de emigrantes portugueses, o clube continua a ser uma das mais importantes formas de ligação às raizes.
Talvez por isso, apesar dos momentos desportivos menos felizes vividos pelo Benfica no final do século XX, correspondendo ao maior periodo de abstinência de vitórias na história do clube (nenhum título nacional entre 1994 e o final da década) e à hegemonia nacional do rival FC Porto. Ainda se afirma com orgulho entre os adeptos do clube que «quem não é benfiquista não é bom chefe de família». Não é difícil perceber o que significa tal frase: quem é verdadeiramente homem e português, é do Benfica. É tal o poder da grande nação «encarnada».
Os símbolos da identidade…
Eusébio, o Estádio da Luz e a «águia». Estes são, não obrigatoriamente por esta ordem, os grandes símbolos benfiquistas. O primeiro merece uma estátua no segundo, onde se encontra também uma reprodução gigante da terceira. Eusébio é reconhecidamente o melhor jogador português de todos os tempos, tendo estado presente, e sido perfeitamente decisivo, nos grandes sucessos benfiquistas dos anos 60 e 70. O Estádio da Luz é o «ninho da águia», construção monumental que já foi capaz de albergar cerca de 120 000 pessoas, que o tornaram num dos maiores estádios do mundo, a «casa» adequada para o estatuto do seu dono. Finalmente, a «águia» representa, desde o início do SLB, o voo alto e amplo, algo que sempre caracterizou a vida do mais histórico clube português.
Extracto de «A Paixão do Povo – História do Futebol em Portugal», de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (2002).
«Futebol – A Paixão do Povo», opinião de José Guilherme
joseguilherme.r@gmail.com

Segundo aquele jornal diário, a falta de interesse dos empresários portugueses em fazer investimentos nas zonas de fronteira está a ser compensada pela aposta dos espanhóis. Tal facto conduz a que grande parte dos parques industriais e áreas de negócios criados por autarquias raianas comecem a ser ocupados por empresas sedeadas do outro lado da fronteira.
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