A definição de uma estratégia de desenvolvimento do Concelho é uma tarefa colectiva, para a qual todos temos o dever de contribuir.
Continuo hoje a apresentação dos projectos que considero estruturantes para Valorização do território concelhio.
Hoje debruçar-me-ei sobre uma questão essencial para reforçar os níveis de identidade e de sentido de pertença dos habitantes e naturais do Concelho, mas igualmente, aumentando os níveis de satisfação e prazer de morar e trabalhar no Concelho e de atractibilidade face a novos moradores e investidores.
Programa «Requalificar o tecido urbano», assentando em:
– Elaboração dos Estudos de Salvaguarda dos núcleos históricos do Sabugal, Sortelha, Alfaiates, Vilar Maior e Vila do Touro;
– Início do processo de musealização dos núcleos históricos do Sabugal, de Sortelha e de Vilar Maior;
– Elaboração do Estudo de Ordenamento e Requalificação do núcleo central da cidade do Sabugal;
– Criação de um Programa Municipal de apoio técnico e financeiro às intervenções a efectuar nos núcleos históricos;
– Criação de um Programa Municipal de apoio técnico e financeiro à recuperação de habitações degradadas;
– Estabelecimento de medidas e benefícios fiscais em intervenções de recuperação do património edificado;
– Desenvolvimento dos processos de classificação dos principais elementos arquitectónicos e patrimoniais do Concelho.
ps. Durante uma parte da minha vida vivi na rua D. Dinis, em casa onde anteriormente funcionara um clube social. Adquirido pela Autarquia há cerca de 15 anos, o prédio, de grande envergadura, foi assistindo à sua rápida degradação, tendo agora sido demolido parcialmente. A dimensão do imóvel, a sua localização (junto a uma casa que dizem pertenceu a D. Dinis; uma rua que se diz já serviu de cemitério; assente parcialmente nas muralhas; e com uma vista muito boa sobre o rio), e o facto de ser propriedade pública coloca uma questão interessante aos decisores, sobre o que fazer do mesmo: Construir um novo edifício para albergar serviços camarários? Construir um novo edifício para fins culturais (já se aventou a hipótese de criar ali um museu)? Transformar aquele espaço num local de usufruto público, preservando as muralhas, e criando uma espécie de zona de estar para os moradores e os visitantes?
Seja qual for a solução acredito que a mesma nunca se constituirá como um atentado ao espaço histórico onde se insere.
Mas penso que esta seria uma boa oportunidade para levantar o debate acerca das intervenções que se fazem no casco antigo do Sabugal…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
ramiro.matos@netcabo.pt

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