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Não vou cair em fatalismos se disser que nos estão a causar imenso dano as feridas provocadas por este sistema político/económico baseado no dinheiro e no lucro, pondo de parte a dignidade humana. O desprezo pela cultura, deixando esta de ser um bem comum para ser um privilégio exclusivo das classes dominantes é um facto.
Se às pessoas de hoje lhes retirarem a especialidade em que se formaram não sabem mais nada. Antigamente além da especialização havia cultura geral. Este sistema faz com que o homem deixe de existir como cidadão, retira-lhe a vontade, retira-lhe a dignidade e faz dele um simples consumidor, deixando de lutar pela solidariedade e justiça social. Talvez seja esse o objectivo principal dos senhores do sistema.
O que passará então a ser o homem? Um imbecil social que se limita a percorrer as grandes superfícies e centros comerciais onde se concentram restaurantes, cinemas, bancos, ginásios, automóveis, agências de viagens etc. O suficiente para fazer dele um consumidor. É aí, nessas grandes superfícies e centros comerciais que se dá a transformação de cidadão a imbecil social. Infelizmente os políticos amantes desta ordem das coisas tentam produzir o maior número de imbecis sociais possível.
Sendo assim regressemos ao nosso Concelho e formemos uma resistência. Resistência que integrará, como é natural, os homens e as mulheres da cultura, cuja principal acção se baseará nesta premissa: nunca danar o pensamento dos leitores e dos restantes receptores da cultura, porque é a coisa mais livre e digna que possui o homem.
Qual é a medida da cultura? Não sei, direi simplesmente que é a capacidade de não nos deixarmos manipular emocionalmente, nem controlar por qualquer ideologia, religião e publicidade.
Que armas iremos usar nessa resistência?
1.º Dar prémios literários, e outros, a quem se destaque na cultura no nosso Concelho.
2.º Criação de uma revista unicamente dedicada à cultura do nosso Concelho.
3.º Dedicar um dia (o do nascimento ou da morte) a um vulto da cultura do nosso Concelho.
4.º Colocar nos nossos jardins, placas com poemas e frases dos homens e mulheres da cultura do nosso Concelho.
5.º Colocar estátuas de bronze, ou granito, dos homens e mulheres de cultura do nosso Concelho, nas terras onde nasceram ou viveram. Porque não junto a um antigo fontanário onde muitas teriam matado a sede, junto da escola onde aprenderam as primeiras letras, porque não à entrada da aldeia, à beira da estrada que tantas vezes calcorrearam a pé. Acredite, leitor que seria muito mais digno, honesto do que vermos a actual colonização do espaço público por coisas que nos são alheias.
A isto que se convencionou chamar modernidade, os tempos de agora, não passa na realidade de decadência e regressão.
Vamos fazer uma revolução das consciências? Não ria leitor…Sabe o que dizia Cioran, um escritor Franco Romeno? «A longo prazo, a vida sem utopia torna-se irrespirável».
As grandes mudanças históricas sempre foram de ordem espiritual, saíram da alma do homem.
Não saíram de investimentos económicos, de obras faraónicas e de lucros astronómicos.
Opinião de António Emídio
ant.emidio@gmail.com
A definição de uma estratégia de desenvolvimento do Concelho é uma tarefa colectiva, para a qual todos temos o dever de contribuir.
Continuo hoje a apresentação dos projectos que considero estruturantes para Valorização do território concelhio.
Hoje debruçar-me-ei sobre uma questão essencial para reforçar os níveis de identidade e de sentido de pertença dos habitantes e naturais do Concelho, mas igualmente, aumentando os níveis de satisfação e prazer de morar e trabalhar no Concelho e de atractibilidade face a novos moradores e investidores.
Programa «Requalificar o tecido urbano», assentando em:
– Elaboração dos Estudos de Salvaguarda dos núcleos históricos do Sabugal, Sortelha, Alfaiates, Vilar Maior e Vila do Touro;
– Início do processo de musealização dos núcleos históricos do Sabugal, de Sortelha e de Vilar Maior;
– Elaboração do Estudo de Ordenamento e Requalificação do núcleo central da cidade do Sabugal;
– Criação de um Programa Municipal de apoio técnico e financeiro às intervenções a efectuar nos núcleos históricos;
– Criação de um Programa Municipal de apoio técnico e financeiro à recuperação de habitações degradadas;
– Estabelecimento de medidas e benefícios fiscais em intervenções de recuperação do património edificado;
– Desenvolvimento dos processos de classificação dos principais elementos arquitectónicos e patrimoniais do Concelho.
ps. Durante uma parte da minha vida vivi na rua D. Dinis, em casa onde anteriormente funcionara um clube social. Adquirido pela Autarquia há cerca de 15 anos, o prédio, de grande envergadura, foi assistindo à sua rápida degradação, tendo agora sido demolido parcialmente. A dimensão do imóvel, a sua localização (junto a uma casa que dizem pertenceu a D. Dinis; uma rua que se diz já serviu de cemitério; assente parcialmente nas muralhas; e com uma vista muito boa sobre o rio), e o facto de ser propriedade pública coloca uma questão interessante aos decisores, sobre o que fazer do mesmo: Construir um novo edifício para albergar serviços camarários? Construir um novo edifício para fins culturais (já se aventou a hipótese de criar ali um museu)? Transformar aquele espaço num local de usufruto público, preservando as muralhas, e criando uma espécie de zona de estar para os moradores e os visitantes?
Seja qual for a solução acredito que a mesma nunca se constituirá como um atentado ao espaço histórico onde se insere.
Mas penso que esta seria uma boa oportunidade para levantar o debate acerca das intervenções que se fazem no casco antigo do Sabugal…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
ramiro.matos@netcabo.pt
Emigrantes portugueses na Suíça receberam em delírio a comitiva da Selecção Nacional que participa no Euro-2008.
Hélder Moreira (edição e montagem)
A empresa proprietária da rede Multibanco, SIBS, completa este ano 25 anos e aproveitou para apresentar esta semana a nova imagem da marca.
A SIBS (Sociedade Interbancária de Serviços) apresentou esta semana a nova imagem dos serviços Multibanco e passou a estar presente no SEPA espaço único europeu de pagamentos.
A empresa comunicou as alterações numa conferência de Imprensa em que estiveram presentes o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro e o presidente da SIBS, Vítor Bento.
«A SIBS tem uma visão estratégica em que a internacionalização faz parte do seu futuro e entendeu que devia reorganizar a sua imagem, para melhor representar o espírito inovador e de tecnologia avançada que tem», declarou à agência Lusa Miguel Viana, director criativo responsável pelo projecto SIBS.
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, prestou a sua «homenagem à SIBS por tudo o que tem feito na sociedade portuguesa mas apesar do crescimento tecnológico, ainda há um grande espaço de progressão na nossa sociedade».
O presidente da SIBS, Vítor Bento, aproveitou a ocasião para declarar que «a nova imagem da empresa marca o início do futuro e por muito orgulho no passado, é no futuro que temos de viver».
A nova imagem do Multibanco já pode ser vista nos casos do MB Phone e MB Net, enquanto a renovação de toda a rede Multibanco está marcada para Setembro deste ano. A SIBS apresentou ainda uma nova marca, a MB Code, um terminal de segurança gerador de códigos para operações online.
Com o slogan «SIBS Brand Upgrade» a nova imagem da marca foi desenvolvida pela Brandia Central, e toda a tipografia utilizada nesta mudança de visual foi desenhada de raiz.
jcl





































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