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O ilustre jornalista e comentador desportivo Rui Santos, sobrinho de Vítor Santos mítico chefe de redacção do jornal «A Bola», é um opinador directo que afirma, semanalmente, as verdades que muitos não gostam de ouvir e ler. Polémico e frontal tem sido, por diversas ocasiões, alvo de ameaças e tentativas de agressão daqueles que defendem a força da violência contra a força das palavras.
Rui Santos nasceu a 6 de Junho de 1960, em Lisboa, e leva 30 anos a escrever na Imprensa. Jornalista profissional, publicou o seu primeiro artigo a 12 de Janeiro de 1976 no jornal «A Bola» onde cumpriu grande parte da sua carreira. Durante 26 anos ocupou diversos lugares de chefia (inclusive o de chefe de redacção), editando revistas e outras publicações especiais, uma das quais com algum impacto internacional. Saiu de «A Bola», por vontade própria, fechando um ciclo, criticando a nova forma de entender o jornalismo (em especial o desportivo), sempre muito dependente de outros poderes.
Actualmente é colaborador dos jornais «Record» e «Correio da Manhã», onde todas as semanas assina uma página de opinião («Nu&Cru»), estabelecendo pontes entre futebol e política. Na televisão é comentador da SIC e da SIC Notícias, onde o seu programa «Tempo Extra» é uma referência no universo do cabo.
Numa das suas incursões opinativas fora do panorama desportivo coloca em destaque na edição deste sábado, 24 de Maio, do «Correio da Manhã» uma nota sobre o actual momento social português, Merece o nosso destaque…
«Sócrates já não tem de dar mais provas de que é um primeiro-ministro inexpugnável. Não há Oposição que o bata. Mas, por favor, perceba que um primeiro-ministro sem povo transforma-se num ditador. É que o povo está a rebentar pelas costuras. Não aguenta mais, está estrangulado. Não aguenta mais aumentos, não aguenta mais sacrifícios. Portugal está à beira da explosão social, vulgo ruptura, por mais que não queira acreditar…»
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Convivi com o Rui Santos durante cerca de 12 anos no jornal «A Bola». É actualmente um dos últimos jornalistas que ainda consegue dizer aquilo que sabe e pensa sem estar dependente ou constrangido por ninguém do poder desportivo ou político.
jcl
O Victor Pires Vieira, foi o primeiro amigo pintor com quem conversei e que convidei para participar no «Pintar Sabugal». Representado nos principais museus de arte contemporânea do mundo, o talento de Pires Vieira, irá ser mostrado ao público no Pavilhão Branco do Museu da Cidade de Lisboa.
Caminhantes são teus rastos
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar.
António Machado, interpretado por Joan Manuel Serrat e Joaquin Sabina
Como o amigo leitor já sabe, exerci durante três anos as funções de presidente da ADES, Associação de Desenvolvimento do Sabugal, que teve entre outras actividades a incumbência de realizar um evento que é o «Pintar Sabugal». A ADES era o veículo pelo qual passava a realização desta actividade, mas como nunca gostei de me pôr em bicos de pés, em nome da verdade, o cérebro desta realização é o meu amigo Zé Chapeira.
Como sabugalense, sempre pensei e penso que o Sabugal deveria ter um museu de arte contemporânea, até porque se existe alguma forma de expressão artística pela qual nutro grande devoção é pela pintura. Penso ter lido neste blogue uma opinião da minha amiga Talinha, a Natália Bispo, onde defendia a reabilitação das bienais de arte no Sabugal. Assino por baixo esta sua pretensão.
Não sendo nem querendo ser sibarita, penso que seria uma boa aposta do município, a criação de um museu de arte contemporânea no Interior, in casu no Sabugal, como forma de marcarmos a diferença, fugindo aos comes e bebes habituais e criando uma outra atractividade para o nosso território.
Ao escrever estas linhas, acode-me ao espírito o museu de arte contemporânea de Leon que sendo de criação recente, tem conseguido atrair muitos visitantes que expressamente se deslocam a esta cidade nossa vizinha, exclusivamente para visitarem o MUSAC.
Como presidente da ADES, tentei sem o conseguir, mudar um pouco o rumo ao «Pintar Sabugal», convidando pintores amigos para se deslocarem à cidade e darem com a sua presença uma outra visibilidade ao evento.
O Victor Pires Vieira, foi o primeiro amigo pintor com quem conversei e que convidei para vir ao Sabugal. Com todo o entusiasmo abraçou a ideia, disponibilizando-se de forma desinteressada, a marcar presença no evento, trabalhar um atelier com crianças das escolas e deixar a sua visão sobre o Sabugal, numa tela, fugindo assim à sua rotina entre Lisboa e Nova Iorque.
Representado nos principais museus de arte contemporânea do mundo, o talento de Pires Vieira, irá ser mostrado ao público no Pavilhão Branco do Museu da Cidade de Lisboa, cuja inauguração está marcada para o dia 27 de Maio às 22 horas, podendo a exposição ser visitada até 27 de Julho.
De acordo com a brochura de apresentação, a temática da exposição versa sobre «Abstracção, psicanálise e transformações da visão», sendo de destacar, pela sua natureza programática a escultura sonora «Narrativas». Dos megafones uma voz feminina lê dois textos aparentemente contrários. Num lê passagens sobre o conceito psicanalítico de «culpa persecutória» no outro lê as 12 regras para um Nova Academia de Ad Reinhardt. Um cruzamento à partida estranho, porque a sua conjugação não é uma evidência.
Convido assim o amigo leitor a descobrir o talento de Pires Vieira, um artista, que sei ser um amigo do Sabugal e das terras da Riba Côa, pelos contactos e conversas que vamos mantendo.
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Para ler: «Antologia poética», de António Machado, Ed. Cotovia.
«La novia de Matisse, Punto de lectura», de Manuel Vincent.
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Para ouvir: «Serrat & Sabina», dos Pajaros de un Tiro.
«Tell it the way it is!», de Paul Gonsalves.
«The Köln concert», Keith Jarrett.
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«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com
Valorizar e recuperar o património ferroviário recuperando estações e linhas de caminho de ferro abandonadas transformando-as em circuitos de bicicletas é o objectivo da Refer e de autarquias como Figueira de Castelo Rodrigo.
A Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo projecta recuperar o conjunto de edifícios de Barca d’Alva e transformá-los numa unidade hoteleira integrando a estação no Circuito dos Castelos.
Em declarações ao Diário de Notícias, Vicente Pereira, da empresa Invesfer, adiantou que «a intenção é chamar a iniciativa privada e associar os municípios que podem recorrer a fundos comunitários e desenvolver os projectos de valorização do património e integrá-los nas ecopistas.
A ecopista consiste no aproveitamento das linhas ferroviárias desactivadas para actividades de lazer e de turismo da Natureza privilegiando os passeios com bicicletas adaptadas aos carris.
Os edifícios mais carismáticos como estações e os antigos dormitórios dos ferroviários (como o do Pocinho) vão ser recuperados e integrados numa rede de pequenas pousadas e núcleos museológicos.
Na linha da Tua, a estação de Macedo de Cavaleiros, vai também receber uma unidade hoteleira associada a uma ecopista até à barragem do Azibo. Em Vila Real, Chaves e Arco do Baúlhe existem vários museus ligados aos comboios que poderão ser integrados neste projecto de recuperação do património ferroviário português.
jcl

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