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A Câmara Municipal do Sabugal e a Pró-Raia organizam nos dias 24 e 25 de Maio a quarta edição da Festa do Mundo Rural e da Mostra Agro-alimentar do Alto Côa. A iniciativa conta com várias actividades e decorre este ano em paralelo com os «Circuitos Gastronómicos Raianos».
A 4.ª Festa do Mundo Rural Raiano (também denominada Mostra Agro-Alimentar do Alto Côa) está marcada para os dias 24 e 25 de Maio aproveitando, este ano, a proximidade do feriado do Corpo de Deus que se festeja a 22 de Maio.
A mostra é organizada pela Câmara Municipal do Sabugal e pela Pró-Raia no recinto próximo da Casa da Juventude, Desporto, Cultura e Lazer da vila do Soito e tem como como objectivo divulgar o que de melhor se produz e existe na região raiana, promovendo as tradições e potencialidades do concelho sabugalense.
A exibição, ao vivo, das artes e ofícios tradicionais representativos dos costumes e trad
Os visitantes poderão admirar uma mostra de animais (Bovinos, Ovinos, Caprinos e Equinos), uma exposição dos vários sectores do mundo rural (agrónomo, florestal, pecuário, alimentar, ambiental, turístico) e os stands de máquinas e alfaias agrícolas.
A programação da festa inclui demonstração hípica, insufláveis, animação de rua e uma Tourada à Portuguesa com os cavaleiros António Ribeiro Telles e António d´Almeida, os Grupos de Forcados Amadores de Coruche e de Coimbra e o matador espanhol Javier Castaño.
No noite de sábado, 24 de Maio, um concerto com o cantor José Cid e a Big Band fará as delícias de todos os seus admiradores.
Em paralelo decorrerão, entre 21 e 25 de Maio, os «Circuitos Gastronómicos Raianos» a que aderiram vários restaurantes do concelho do Sabugal e um de Navasfrias que incluem nos seus menus os melhores pratos da tradicional gastronomia raiana sabugalense.
Uma semana para surpreender os sentidos nas terras raianos do Sabugal. A iniciativa é positiva e merece a participação (possível) de todos. Na análise pós-evento a organização devia ter em conta que nem sempre o calor de Maio rima com bucho arraiano e… discutir a hipótese de organizar os circuitos gastronómicos apenas ao sábado e domingo e durante vários fins-de-semana. Facilitava a vida aos forasteiros que não podem ter uma semana completa de férias em Maio. Para reflectir…
jcl
O Sporting venceu este domingo por 2-0, após prolongamento, o F.C. Porto na final da Taça de Portugal disputada no Estádio Nacional. Os leões arrecadam o 15.º troféu e pelo segundo ano consecutivo graças a dois golos do brasileiro Rodrigo Tiuí que substitui Abel no início do prolongamento.
O Sporting chegou ao relvado do Estádio Nacional disposto a defender o troféu conquistado na época passado.
O momento do jogo aconteceu aos 69 minutos. Lizandro Lopes cai por duas vezes na grande área, o árbitro Olegário Benquerença nada assinala e logo de seguida João Paulo vê o árbitro mostrar-lhe o vermelho directo numa entrada duríssima sobre João Moutinho.
O destaque vai para Rodrigo Tiuí que entrou no início do prolongamento (91 minutos) a substituir Abel e marcou, já na segunda parte do prolongamento (aps 110 m e 117 m) os dois golos sportinguistas da final da Taça de Portugal.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, recebeu os jogadores nos Paços do Concelho e congratulou-se pelo significado da vitória para a cidade e para os lisboetas. O autocarro sportinguista dirigiu-se depois para o Estádio José Alvalade onde os esperavam em ambiente de festa muitos adeptos leoninos.
Os titulares das duas equipas:
F.C.Porto – Nuno, João Paulo, Bruno Alves, Pedro Emanuel (cap.), Fucile, Mariano, Lucho González, Paulo Assunção, Raúl Meireles, Ricardo Quaresma, Lisandro López e Mariano González.
Sporting – Rui Patrício, Abel, Tonel, Polga, Grimi, Miguel Veloso, Izmailov, Romagnoli, João Moutinho (cap.), Derlei e Yannick Djaló.
O encontro foi dirigido pela equipa chefiada pelo árbitro Olegário Benquerença.
Os eleitos de Paulo Bento foram superior ao campeão nacional desde o primeiro minuto do jogo e jogaram em vantagem numérica a partir do minuto 70. Mas foi preciso esperar pela segunda parte do prolongamento quando, com dois golos de Tiuí, o vencedor ficou definido numa altura em que a equipa do Dragão já não tinha forças para mais.
Depois de ter derrotado o Belenenses, na final da temporada passada, e o F.C. Porto, este domingo, Paulo Bento tornou-se o sexto treinador a conquistar o troféu duas vezes consecutivas. Os outros técnicos foram Janos Biri, pelo Benfica, em 1942/43 e 1943/44, Mário Lino, pelo Sporting (1972/73 e 1973/74), José Maria Pedroto, pelo Boavista (1974/75 e 1975/76), John Mortimore, pelo Benfica (1985/86 e 1986/87) e Fernando Santos, ao serviço do F.C. Porto, nas épocas 1999/00 e 2000/01.
Em quatro finais disputadas entre os dois clubes, os dragões conquistaram o troféu por duas vezes, em 1994 e em 2000, e os leões levaram a melhor em 1978 e, agora, em 2008.
jcl
No Dia Mundial dos Museus, 18 de Maio, destacamos o Museu Oriente inaugurado recentemente na Doca de Alcântara, próximo da zona de Belém, em Lisboa. Espaço de excelência no contexto cultura português é a concretização de um desígnio a que a Fundação de Carlos Monjardino se propôs desde que foi criada há 20 anos. A directora do Museu Oriente, Natália Correia Guedes, é neta do escritor sabugalense Joaquim Manuel Correia.
O Museu do Oriente, testemunho das relações históricas entre Portugal e a Ásia, foi inaugurado no dia 8 de Maio, em Lisboa.
Localizado na Doca de Alcântara, próximo de Belém, num edifício dos anos 40 devidamente adaptado e com uma situação privilegiada junto ao rio Tejo, o Museu do Oriente exibe, através das suas exposições, permanente e temporárias, testemunhos da presença portuguesa na Ásia.
O espaço cultural dirigido por Natália Correia Guedes, reúne colecções que têm o Oriente como temática principal, nas vertentes histórica, religiosa, antropológica e artística. O seu acervo resulta de aquisições efectuadas em Portugal e no estrangeiro e inclui núcleos de arte chinesa, indo-portuguesa, japonesa e timorense.
A exposição permanente engloba 1400 peças alusivas à presença portuguesa na Ásia e 650 pertencentes à colecção Kwok On, agrupadas sob a temática Deuses da Ásia. A exposição temporária inaugural é inteiramente dedicada às Máscaras da Ásia.
A presença portuguesa na Ásia está representada através de objectos adquiridos pela Fundação nas áreas da pintura, cerâmica, têxteis e outras artes decorativas.
A colecção é enriquecida por um espólio de 1250 peças artísticas e documentais pertencentes a vários museus e outras instituições culturais, cujo empréstimo ou depósito foi confiado ao Museu do Oriente.
A colecção Kwok On, testemunho ímpar das artes performativas de raiz popular e das grandes mitologias e religiões de toda a Ásia, é reconhecida como uma das mais importantes à escala europeia. Composta por mais de 13 mil peças relacionadas com a música e com o teatro (instrumentos musicais, trajes, marionetas, máscaras, pinturas, porcelanas) e com as festividades tradicionais (objectos rituais, lanternas, pinturas, jogos), constitui um elemento decisivo para colocar o Museu do Oriente no roteiro das grandes instituições internacionais dedicadas às culturas e civilizações asiáticas.
Além das exposições, o espaço multiusos do Museu do Oriente será palco de uma programação cultural ao nível da música, dança, teatro, cinema e marionetas, para além de conferências, seminários, cursos e congressos e ainda de outras actividades lúdico-pedagógicas promovidas pelo Serviço Educativo.
Para levar a cabo a sua diversificada actividade, o Museu do Oriente dispõe de um Auditório, de um Centro de Reuniões e de um Centro de Documentação, local de referência na pesquisa de informação na área das ciências sociais e humanas e em tudo o que diga respeito à Ásia e às suas relações com Portugal.
Apresentação em «powerpoint» do Museu do Oriente. Clique aqui.
jcl
Segundo a voz popular a quadra (que reproduzimos de seguida) estaria inscrita, ou na abóboda da torre de menagem do Castelo, ou num dos arcos da ponte.
A tradição popular registou na memória a quadra:
Eu sou el-Rei D. Diniz:
A ponte, a fonte e o castelo fiz.
Quem dinheiro tiver
fará o que quiser.
Realmente, nunca se achou tal inscrição, e faltam certezas quanto à época de construção da ponte, que, de resto, é muito antiga, há séculos desafiando as inverniças torrentes da ribeira.
Todavia, a ponte do Sabugal fez mais pela integração de Ribacôa em Portugal do que os jurídicos documentos foralísticos.
A ribeira continuou a separar Ribacôa de Portugal, excepto no caso da também antiga ponte de Sequeiros.
Em certos troços, correntes em zonas mais planas, havia e há vaus que permitem a travessia da ribeira aos carros de tracção animal, mas, do troço do Sabugal, se bem me lembro, o vale é cavado e dificilmente se acomodaria à passagem dos carros de lavoura, o que dificultava a vida económica e social, acrescendo o facto de a vila se servir de terrenos na margem esquerda, da jurisdição de Sortelha, neles semeando e pastoreando.
Agora há outras pontes, mas esta, do Sabugal, é mítica: abriu as portas de Portugal a Ribacôa e as portas de Ribacôa a Portugal.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes
pinharandagomes@gmail.com

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