Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna, no distrito da Guarda os índices de criminalidade são baixos, sendo mesmo o distrito do País onde a criminalidade registada é menor.

Major Cunha Rasteiro (Comandante do Grupo Territorial da GNR da Guarda)Os dados do Relatório Anual de Segurança Interna relativo a 2007, que é apresentado amanhã, 17 de Maio, na Assembleia da República, dizem que Faro é o distrito do País com maior taxa de crimes. Em contraponto o distrito da Guarda é o que apresenta menor criminalidade.
A agência Lusa foi à Guarda falar com alguns responsáveis, a fim de pedir explicações para tão boa posição no ranking da criminalidade nacional.
Fonte da PSP da Guarda garantiu à Lusa que se não incluíssem acidentes e outras participações não criminais, o relatório semanal para a comunicação social pouco ou nada teria para apresentar. «Aqui, toda a gente cumprimenta os agentes da autoridade quando passamos na rua», ilustra a fonte da PSP da Guarda. Os picos de criminalidade registados pela PSP estão restringidos a épocas como a semana académica, em que se praticam alguns actos de vandalismo, mas mesmo esses com prejuízos de reduzido valor.
Já o Major Cunha Rasteiro, comandante do Grupo Territorial da GNR, considera que a baixa criminalidade «sempre foi uma característica do distrito». Nota-se nos últimos anos alguma «criminalidade flutuante, importada, por acção de indivíduos do litoral ou outras zonas do país que agora facilmente se deslocam até ao distrito da Guarda», disse ainda à Lusa o comandante, que considera que as novas auto-estradas, A25e A23, facilitam esses movimentos. Cunha Rasteiro destacou o papel de proximidade das forças de segurança: «policiamos cerca de 120 mil pessoas com 25 postos territoriais no distrito, que são um aconchego para a população».
Mário Bento, coordenador da Polícia Judiciária da Guarda, confirmou o cenário apresentado por Cunha Rasteiro: «Temos tomado medidas preventivas em conjunto para lidar com situações desse tipo e felizmente têm sido apenas casos pontuais», refere. De acordo com os indicadores disponíveis, já deste ano, «está a haver algum aumento, não muito significativo, mas de registo, de casos de abuso sexual de menores», fenómeno que atribui a um crescimento de denúncias.
plb