You are currently browsing the daily archive for Maio 14th, 2008.
A Câmara Municipal do Sabugal passou a disponibilizar gratuitamente Internet sem fios nos edifícios municipais do Museu, Auditório, Biblioteca e piscinas.
O termo inglês é wireless mas na língua de Camões podemos e devemos dizer «Internet sem fios». Significa que quem tiver um computador portátil pode ligar-se fora de casa em locais onde esse serviço está disponível. E agora, por iniciativa da Câmara Municipal do Sabugal está disponível, à borla, nos edifícios do Museu e Auditório Municipal, da Biblioteca e das piscinas municipais.
O poder da Internet alicerça-se na capacidade de superar barreiras físicas que limitavam o acesso a grande parte da informação para grande parte dos leitores e ouvintes. A Internet é o caminho prático para o ciberespaço e para o aproximar dos pensamentos, dos objectos e das pessoas. A Internet sem fios acrescentou ainda mais liberdade derrubando as derradeiras barreiras físicas.
Agora já pode aproveitar a bonita paisagem que se avista da esplanada do Auditório Municipal. Leve o seu computador portátil, ligue-se na Internet e surpreenda os sentidos enquanto navega nos seus endereços favoritos.
jcl
Lageosa da Raia – O nosso roteiro incluiu a visita à terra natal de D. José Alves, arcebispo de Évora. À medida que nos aproximamos avista-se um enorme casario tipicamente raiano. A estrada e as ruas estavam desertas de pessoas e animais mas algumas chaminés fumegantes denunciavam a presença dos seus proprietários.

À entrada da Lageosa da Raia (uma das aldeias do forcão) está em fase de acabamentos um imponente e moderno pavilhão polivalente inserido num espaço de lazer e de desporto ao ar livre.
O projecto para este equipamento público é da responsabilidade da Junta de Freguesia liderada por Francisco João Sanches Pires (Independente) e resultou de uma candidatura à DRABI (Direcção Regional de Agricultura da Beira Interior). Os custos da obra foram apoiados pela Câmara Municipal do Sabugal, por delegação de competências e através do subsídio de 25 por cento do valor total correspondente à parte não financiada.
A Associação de Caçadores local aproveitando uma oferta-donativo de um benemérito da terra e o apoio do município sabugalense recuperou uma casa tradicional em pedra e fez dela a sua sede social. Camuflada por alto muro para chegar ao bar interior passa-se por um pátio descoberto que fará certamente as delícias dos seus sócios nos meses quentes de Verão. Foi criado um posto de trabalho para um colaborador que regressou recentemente à aldeia e concilia a actividade na associação com a criação de porcos com «marca de qualidade».
As ruas estão em excelente estado de conservação calcetadas com pedra em granito. Fica sempre bem nas nossas terras mesmo que o orçamento para o alcatrão fique menos dispendioso.
A freguesia da Lageosa da Raia, uma das aldeias do forcão, fica junto à fronteira e dista cerca de 32 quilómetros do Sabugal. O nome da freguesia pode ter surgido pela existência de grandes lajes graníticas que por ali abundam. É banhada por uma pequena ribeira com o mesmo nome da povoação, é acolhedora e bem conservada. Mas apesar dos seus cerca de 400 habitantes sofre e sente-se a gravíssima moléstia de todo o Interior. A desertificação.
Em Agosto, mês de festas e capeias, o dia 5 é dedicado a Nossa Senhora das Neves, padroeira da aldeia e o dia seguinte, 6 de Agosto, à Capeia. Os dois mordomos da Capeia fazem a sua aparição no fim da procissão ao som de tambores, acompanhados pelos rapazes da aldeia em duas filas paralelas. As festividades são, como não podia deixar de ser, «decoradas» com espectáculos musicais, bailes e muita animação.
jcl
A XXX Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal, associação regionalista com sede em Lisboa, realiza-se no dia 31 de Maio de 2008, às 17 horas, na Praça de Touros do Campo Pequeno.
A Capeia Arraiana é uma tourada única no Mundo com origem nas Terras de Ribacôa mais concretamente nas aldeias raianas do concelho do Sabugal, no distrito da Guarda. A tradição das Capeias cuja origem se perde nos tempos é um manifestação viril da juventude arraiana aliada à presença do «Forcão» em praças improvisadas nas aldeias. O «Forcão» é um instrumento de madeira em forma de triângulo, com um peso aproximado de 300 quilos, constituído por fortes troncos de carvalho, bifurcados à frente e reforçados no meio por madeiros transversais. Na frente destacam-se as duas galhas, esquerda e direita, para que o touro possa marrar numa luta constante entre a força do animal e a valentia dos rapazes desenhada num bailado permanente quer rodopiando quer aguentando as investidas do animal. É importante destacar que o touro não é picado nem batido e no final sai da praça sem nenhuma ferida ou sangue visível.
Nas terras raianas do Sabugal a Capeia Arraiana é antecedida do encerro que consiste em trazer os touros vigiados por cavaleiros desde os seus lameiros em Espanha até à aldeia onde se realiza a tourada. Com a chegada dos emigrantes no mês de Agosto a Capeia acontece quase diariamente nas várias aldeias sabugalenses.
A Casa do Concelho do Sabugal foi fundada a 13 de Fevereiro de 1975 por alguns naturais do concelho do Sabugal, radicados na capital.
A primeira Capeia Arraiana em Lisboa, teve lugar na Praça de Touros do Campo Pequeno em 1978 e desde então foram realizadas todos os anos (com excepção de 2007) pela Casa do Concelho do Sabugal. As obras no Campo Pequeno obrigaram a que algumas edições tivessem lugar nas praças de Cascais, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Moita e Paio Pires e por convite já foram realizadas exibições em Arruda dos Vinhos e Santarém.
A edição de 2008, a XXX Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal, volta ao «novo» à Praça de Touros do Campo Pequeno no sábado, 31 de Maio de 2008 com início marcado para as 17 horas.
A Direcção da Casa do Concelho do Sabugal convidou especialmente o Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro, o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, o Arcebispo de Évora, D. José Alves, o Presidente da Câmara de Alcobaça, José Sapinho, a Directora do Museu Oriente, Natália Correia Guedes, os deputados do Círculo Eleitoral da Guarda e outras individualidades com ligações à região.
A Festa contará, igualmente, com a presença dos muitos sabugalenses radicados na Grande Lisboa e daqueles que residem no Sabugal e se estão a organizar em vários autocarros para assistir à Capeia na capital.
Os bilhetes estão à venda na Casa do Concelho do Sabugal, Avenida Almirante Reis, 256, 2.º, Dto. em Lisboa ou no próprio dia da Capeia nas bilheteiras do Campo Pequeno.
As acreditações para a Comunicação Social podem ser feitas para o email: casadoconcelhodosabugal@gmail.com
O design e as dimensões do cartaz de promoção à Capeia obrigam a algumas explicações. Em primeiro só agora foi possível mandá-lo para a Tipografia Diana, de Justo Nabais, porque estava dependente da resposta de algumas empresas do concelho aos apoios solicitados. O tamanho e o grafismo têm a particularidade de permitir que a imagem representada, cedida graciosamente pelo pintor Alcínio Vicente (Aldeia do Bispo), seja recortada e colocada numa moldura ao jeito de serigrafia.
Capeia Arraiana – A tradição sabugalense mostra-se em Lisboa
jcl
Este homem, se fosse tão bom treinador de futebol, como o é na arte política, teria um «caché» invejável e atrevia-me a classificá-lo de «number one» no «ranking» dos autarcas do nosso concelho e quiçá dos melhores do nosso País.
Se me for permitido usar a expressão «missionário» usá-la-ei para apelidar um homem, que dedicou uma grande parte da sua vida, servindo a causa autárquica e ao serviço do seu povo: Ajudando-o, colocando todo o seu saber e, por que não dizê-lo, influência pessoal e política para trazer para a sua terra tudo o que é possível trazer para desenvolver toda a actividade cultural, turística e económica da sua terra. Está na política activa, vai para três décadas e não espera (nem pensa) deixar tão cedo esta actividade. Exerce-a não porque dela precise para daí retirar qualquer proveito financeiro, disso tenho a certeza! Exerce-a como um sacerdote ou melhor como um «missionário» exerce a sua actividade ao serviço dos outros, sem qualquer interesse financeiro. Este homem, de que tenho vindo a referir-me é, como não podia deixar de ser, o Professor José Manuel.
É um político reivindicativo. Usa todos os argumentos ao seu dispor para conseguir travar o isolamento da aldeia. É que, diz-me: «Não haveria foz do Côa se não houvesse nascente, e esta temo-la nós?» E prossegue o professor: «Esta terra fica no calcanhar do mundo», ou mais correntemente «no cu de judas» – Ninguém vem aqui de passagem para uma grande cidade. Quem aqui vem, vem porque quer! Vem de propósito.
Com o seu trabalho tem conseguido manter, há mais de três décadas, uma população de quatro centenas de habitantes, desafiando assim a lógica instalada no interior do nosso país, que luta desesperadamente contra a desertificação das suas aldeias. Ali, nos Fóios, sente-se muita actividade económica, cultural e turística.
Em termos turísticos mantém com os seus vizinhos espanhóis um relacionamento «irmão» com visitas ao lado de cá com muita frequência e possibilita aos três restaurantes ali instalados a confecção de centena e meia de refeições só aos Domingos que fazem inveja aos da cidade do Sabugal, sede do concelho.
Em termos culturais, mantém durante todo o ano um invejável cartaz de iniciativas, que vão desde palestras com escritores do concelho; serões com peças de teatro; cinema e outras que mantêm a aldeia viva. E, claro, no Verão são já célebres as «capeias» e as «largadas» de toiros ali realizadas.
A actividade ligada à terra é também muito intensa. Nos pastos do baldio, pastam cerca de 400 cabeças de vacas, cujos proprietários para ali as deixam à sua mercê! O número de cabeças de cabras é de mais de 200 e são responsáveis pela produção de um delicioso queijo que, a par da produção de 200 toneladas de castanha permitirá, para breve a criação de uma espécie de cooperativa local para regular e facilitar a sua comercialização – assegura-me o professor, como sendo este um dos seus próximos sonhos a realizar. Por outro lado, pretende construir uma pequena barragem, num afluente do rio Côa, para poder regular o seu caudal e assim acudir à produção de trutas, pois na estação do Verão por vezes a água no rio escasseia – prossegue.
Enfim, os projectos para a aldeia desenvolvem-se na cabeça deste autarca a um ritmo alucinante e ainda não tem terminado um, já outro tem início. Este homem, se fosse tão bom treinador de futebol, como o é na arte política, teria um «caché» invejável e atrevia-me a classificá-lo de «number one» no ranking dos autarcas do nosso concelho e quiçá dos melhores do nosso País.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo
dr_jfricardo@hotmail.com

Clique para visitar a Habisabugal
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ver a página do tocador
Clique para ver a página Tutatux
Clique para ver a página web
Clique para ver artigos relacionados
Clique para ver a página web




Clicar na imagem para aceder
à página principal do Capeia Arraiana
Clicar na imagem para ouvir
a emissão online da Rádio Caria
Clicar na imagem para ver
a emissão online da LocalVisão TV
Comentários recentes