O Museu Oriente, em Alcântara, foi inaugurado quinta-feira, 8 de Maio, com a presença do Presidente da República, Cavaco Silva, do primeiro-ministro, José Sócrates e de outras individualidades. O novo espaço cultural tem como directora Natália Correia Guedes e abriu oficialmente ao público durante o fim-de-semana com entrada livre.
O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou na inauguração que o novo Museu do Oriente, em Alcântara, apresenta «um notável conjunto de peças que testemunha a formação da globalização mundial levada a cabo no período dos Descobrimentos Portugueses».
As palavras de Cavaco Silva foram proferidas durante uma cerimónia em que estiveram presentes o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, o primeiro-ministro, José Sócrates, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, o ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, o ex-chefe de Estado Jorge Sampaio, o ex-primeiro-ministro Pinto Balsemão, o cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e o empresário José Berardo, entre outras figuras.
O Museu do Oriente tem como directora Natália Correia Guedes, neta do escritor sabugalense Joaquim Manuel Correia, e abriu portas com duas exposições (permanente e temporária) alusivas à presença portuguesa na Ásia.
Em breves declarações ao Capeia Arraiana a responsável pelo Museu, Natália Correia Guedes, mostrou-se «muito satisfeita com a adesão do público e com a enorme qualidade e valor das peças expostas». Mas, preocupada em servir de cicerone à vice-ministra da Cultura da República da China pediu-nos desculpa e prometeu para breve uma conversa mais demorada e mais tranquila.
O museu reúne colecções que têm o Oriente como temática principal, nas vertentes histórica, religiosa, antropológica e artística e engloba 1400 peças alusivas à presença portuguesa na Ásia e 650 pertencentes à colecção Kwok On, agrupadas sob a temática Deuses da Ásia.
O acervo é constituído por mais de 13 mil peças relacionadas com a música e com o teatro (instrumentos musicais, trajes, marionetas, máscaras, pinturas, porcelanas) e com as festividades tradicionais (objectos rituais, lanternas, pinturas, jogos). «Só isto constitui um elemento decisivo para colocar o Museu do Oriente no roteiro das grandes instituições internacionais dedicadas às culturas e civilizações asiáticas», disse com satisfação Carlos Monjardino.
O Museu do Oriente, orçado entre 25 e 35 milhões de euros, está instalado no edifício dos antigos armazéns frigoríficos do bacalhau do porto de Lisboa. Desde a abertura ao público e até ao final desta segunda-feira, 12 de Maio, já foi percorrido por mais de 14 mil visitantes.
jcl

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