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A recém-criada Associação dos Amigos de Ruivós deitou mãos à obra e construiu, pela primeira vez na história da aldeia, um forcão para a capeia de Agosto. Entretanto estão abertas as inscrições da excursão para assistir à Capeia Arraiana no Campo Pequeno.
A freguesia de Ruivós é uma das mais desertificadas do concelho. Envelhecida durante grande parte do ano cresce e rejuvenesce, como todas as aldeias do concelho, durante o mês de Agosto.
Em Ruivós há muitos apaixonados pela Capeia Arraiana que não perdem uma oportunidade para assistir aos encerros e touradas nas vizinhas freguesias raianas.
Sem grandes tradições nas capeias as primeiras tentativas com mordomias espontâneas começaram há meia dúzia de anos com garraiadas na Praça da Fonte. Mais recentemente foi vedado, com carácter de permanente, um espaço encostado ao salão de festas e rematado pelo muro do campo da bola para que ali fossem lidados os touros em Agosto.
Este ano a Associação dos Amigos de Ruivós, constituída em Agosto de 2007, resolveu chamar a si a organização da capeia de Agosto. Os irmãos Bruno (director da associação) e Marco (associado) assumiram a responsabilidade da mordomia e vão garantir a organização da capeia que em Ruivós tem a particularidade de ser nocturna.
Aproveitando a reunião da Direcção no dia 26 de Abril, os directores presentes orientados pelo empreiteiro de construção civil e presidente da Mesa da Assembleia Geral, Manuel Leitão, deitaram mãos à obra e construíram o primeiro forcão «a sério» da história da freguesia de Ruivós.
Assistiram à reunião os presidentes das associações de Vale das Éguas e de Aldeia da Dona (o da Ruvina estava igualmente convidado) aos quais foi dada a conhecer a composição dos órgãos sociais da associação e foi proposta uma parceria para a organização de uma excursão a Lisboa para assistir à 30.ª Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal no Campo Pequeno.
Para os interessados informamos que estão abertas as inscrições (limitadas a 51 lugares) para a viagem em autocarro da Viúva Monteiro e com bilhete incluído para entrar no Campo Pequeno. A partida está marcada para as 8 horas da manhã com chegada prevista por volta da hora do almoço ao espaço reservado pela Casa do Concelho junto ao Campo Pequeno. O regresso deverá ocorrer por volta das 21 horas.
A directora responsável pelas inscrições é a Marlene Leitão e pode ser contactada pelo telemóvel: 965 701 146.
jcl
A reconstrução das antigas instalações da Cristalina está em fase final de conclusão e a Assembleia Municipal, numa atitude inédita, reuniu no Soito no passado dia 24 de Abril. Os autarcas sabugalenses aproveitaram para tomar conhecimento com o novo equipamento empresarial do concelho.
A Assembleia Municipal da Câmara do Sabugal reuniu nas antigas instalações da «Cristalina» no Soito. Presente a maioria dos presidentes de Junta de Freguesia do concelho, empresários e muito público que quis aproveitar a ocasião para conhecer de perto a evolução das obras do empreendimento.
A convocatória da Sessão Ordinária do dia 24 de Abril de 2008, assinada por António Esteves Morgado, presidente da Assembleia Municipal, anunciava na «Ordem do Dia» quatro pontos:
1 – Apreciação das contas relativas ao ano de 2007 e aplicação dos resultados líquidos;
2 – Apreciação e votação das primeira revisão às Grandes Opções do Plano 2008-2011 e o Orçamento para 2008;
3 – Aprovação do Regulamento de Admissão e Funcionamento do Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito;
4 – Actividade Municipal.
No momento da votação o presidente da Mesa resolveu retirar-se abstendo-se da votação da designação para o espaço da antiga «Cristalina» após ter, sem resultado, tentado colocar à votação outro nome por si sugerido. Após algumas intervenções da assistência a designação «Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito» foi aprovado por maioria.
As antigas instalações da «Cristalina» eram, acima de tudo, um problema ambiental e de saúde pública. Havia de tudo um pouco na velha fábrica à entrada do Soito. Grades, garrafas, plásticos, maquinaria enferrujada preocupavam a população e a Câmara. Assumindo o problema e a sua resolução com uma atitude quase pessoal o presidente da autarquia, Manuel Rito, encontrou no empresário de construção civil soitense, Manuel Augusto, a vontade de colaborar e ajudar a ultrapassar o impasse.
Ficou evidente para quem esteve presente que os prazos de execução estão a ser cumpridos e o espaço está praticamente concluído. Com 5600 metros quadrados, dividido em 24 fracções autónomas, destina-se a empresas ibéricas de serviços, indústria e comércio estando previstos espaços para artesanato e produtos regionais. As obras foram aproveitadas para uma requalificação urbanística da zona envolvente enquadradas na futura variante de acesso à ligação à auto-estrada A23.
O investimento camarário ronda os 700 mil euros e estão prometidos incentivos à fixação de jovens e subsídios de seis meses de renda gratuita por cada posto de trabalho criado
Ficou por esclarecer a necessidade de votar a alteração, em cima do acontecimento, do nome indicado no ponto 3 da «Ordem de Trabalhos» para o espaço empresarial. Especialmente porque a proposta de nome alternativo partiu do Presidente da Assembleia Municipal que redigiu e assinou a convocatória.
jcl
Tenho participado, ao longo da minha vida de investigador da nossa cultura, em centenas de colóquios, conferências e seminários relativos ao pensamento e à cultura portugueses, tendo sido inúmeras as ocasiões em que essas actividades decorreram em escolas – secundárias e sobretudo universitárias –, em tempo de aulas e com cursos que poderiam aproveitar da participação no Colóquio ou na Conferência.
Acho não ser injusto, nem inoportuno, se disser que tais actividades, embora localizadas nas escolas, decorrem como se fossem no deserto, ou num sítio quase desabitado. Algumas vezes pensei que a ausência de alunos nos auditórios tivesse algo a ver com o facto de os conferencistas não os motivarem. No entanto, em dezenas de casos, colóquios houve que os prelectores eram personalidades de tomo e de vulto, algumas vezes até com forte imagem pública.
Numa universidade com cursos humanísticos não seria difícil organizar os horários de modo a que os alunos pudessem assistir; ou motivar os alunos a prescindirem desta ou daquela aula, indo às conferências e relatando o que ouvissem para o professor. Tal não sucede, havendo quem admita que os professores temem que os alunos ouçam algo que eles ignoram.
No fundo, trata-se de indiferença. Ainda agora, temos o caso do colóquio sobre Joaquim Manuel Correia, no Sabugal. Uma actividade repleta de interesse, do ponto de vista cultural e local. A este propósito, lemos no «Amigo da Verdade»:«A entrada em todos estes eventos foi livre. Embora não fossem muitos os participantes, tivemos, no entanto, uma acção activa, viva e desinteressada.»
De facto, um tão cómodo auditório, bem poderia estar mais cheio, se as pessoas realmente tivessem interesses culturais. Deste modo, como que passam ao lado da vida.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes
pinharandagomes@gmail.com
Duas pedras trabalhadas em forma de pirâmide foram arrancadas durante a noite do muro do cemitério da Rebolosa, concelho do Sabugal, tendo sido dali transportadas para local incerto.
Na manhã do dia 2 de Maio um habitante da Rebolosa, ao passar a pé junto ao cemitério da aldeia apercebeu-se que tinham desaparecido duas pedras que encimavam os cantos do muro de vedação. Deu de imediato o alarme, tendo-se então concluído que alguém, durante a noite, roubara as pedras trabalhadas.
Sendo pedras de grande dimensão, acredita-se que tenham sido furtadas por mais de uma pessoa, recorrendo certamente a um veículo de transporte, numa operação que envolveu algum aparato. Contudo tudo se fez sem que nenhum habitante se tenha apercebido, beneficiando os criminosos do facto do local estar fora do perímetro urbano da aldeia.
Existiam na vedação do cemitério seis pedras na forma piramidal, quatro encimando cada canto e duas à entrada. As duas dos cantos frontais, junto à Estrada Municipal, foram as furtadas.
A Junta de Freguesia, enquanto proprietária do cemitério da Rebolosa, apresentou queixa contra desconhecidos no Posto da GNR do Soito.
Capeia Arraiana esteve à fala com o presidente da Junta de Freguesia, Manuel Rei, que se mostrou indignado com o acto de vandalismo e de furto das pedras do cemitério. «A surpresa foi grande pelo acto em si e pelos meios que seriam utilizados no furto, porque cada peça deverá pesar algumas centenas de quilos», disse.
Sobre a sua recuperação tem uma ténue esperança que tal possa acontecer: «Esperemos que apareçam e os responsáveis sejam punidos, porque este património, ali colocado há muitas dezenas de anos, tem dono: a Freguesia da Rebolosa».
plb

























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