Há dias veio-me parar ás mãos um artigo de Augusto Moutinho Borges (historiador e conservador do Museu da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus), cujo titulo é «As pontes e as barcas, os circuitos viários e os caminhos da raia medieval. De margem para margem, sobre a Ponte de Badamalos, suspensa sobre o rio Côa».

Ponte de Sequeiros na «Rota dos Castelos»Associar Ponte de Badamalos a Ponte de Sequeiros, não é muito difícil, já que da mesma ponte se trata, mas o que mais me estranha é que sabendo a mesma se situar em local ladeado por território pertencente a esta aldeia (Badamalos), se teima em chamar-se-lhe Ponte de Valongo, cuja povoação fica bastante mais afastada do que Badamalos. Sendo actualmente, ponte de passagem do concelho do Sabugal para o de Almeida, já que na outra margem da mesma, o território já pertence à freguesia da Miuzela do Côa (Almeida), então porque não chamar-lhe também Ponte da Miuzela?
Não querendo de maneira nenhuma entrar em litígios territoriais ou possessivos, por o objectivo não ser esse, lanço desde aqui o repto aos estudiosos para que averigúem a quem pertence a mesma (territorialmente falando) e qual o nome mais correcto; se Ponte de Valongo, Ponte de Badamalos, Ponte da Miuzela ou simplesmente Ponte de Sequeiros.
E para finalizar aqui deixo as ultimas palavras (escritas) do artigo de Augusto M. Borges, que passo a transcrever: «Este fim-de-semana reconheça um dos símbolos mais emblemáticos da fronteira medieval portuguesa, a enigmática ponte de Badamalos localizada em Riba Côa, a aproximar as duas margens e dois povos» ( Portugal e Castela ).
José do Bernardo