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Os atletas sabugalenses Vitor Silva e Diogo Rafael, ambos da Escola de Karaté do Sabugal, conseguiram boas prestações no 10.º Campeonato Nacional da modalidade em camadas jovens, realizado na cidade de Almada.

KarateRealizou-se nos dias 19 e 20 deste mês na cidade de Almada, o 10.º Campeonato Nacional Pré-Infantil, Iniciado e Juvenil, uma organização de Federação Nacional de Karate-Portugal.
A Academia Egitaniense de Karate Shotokan (AEKS) esteve presente com vários atletas de várias Escolas de Karate do nosso distrito, que conseguiram o apuramento para esta competição no Campeonato Regional Centro/Norte realizado na cidade do Sabugal.
A Academia Egitaniense de Karate Shotokan, onde actualmente a Escola Karate do Sabugal está filiada conseguiu vários lugares de pódio.
Rita Morgado, atleta da selecção Nacional de Karate e da Escola Karate da Guarda, consagrou-se Campeã Nacional de Karate, repetindo o feito da época passada.
Bruno Monteiro, atleta da Escola Karate da Guarda, também conseguiu alcançar o 2.º lugar em Kumite (combate), iniciado -50Kg, assim se sagrando Vice-Campeão Nacional de Karate.
Ana Tavares, atleta da Escola Karate da Guarda classificou-se em 3.º lugar na prova de kata.
Vítor Silva e Diogo Rafael, ambos da Escola Karate do Sabugal tiveram boas prestações e representaram com grande valor a sua Escola.
plb

O Capeia Arraiana publica um documento assinado por Maria Benedita Rito Dias, Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários do Soito contestando a atitude da Junta de Freguesia local em relação à associação de que é dirigente.

Maria Benedita Rito Dias«O desenvolvimento do Concelho e especialmente da nossa Freguesia, Soito, é uma tarefa colectiva para a qual todos temos o dever de contribuir. Para tal é necessário que quem assume cargos de decisão, cumpra.
Ora bem, tal não se verificou na Junta de Freguesia do Soito, que não deu resposta a um pedido dos Bombeiros Voluntários local e não cumpriu os prazos de resposta perdendo-se assim um concurso de milhares de euros para os Bombeiros, do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
A própria Senhora Governadora Civil da Guarda apelou a todas as Instituições para concorrerem e para dinamizar projectos. Foios, Vale das Éguas, a Câmara, etc., concorreram, mas como a Junta de Freguesia do Soito deve ser muito rica e não necessita de novos projectos deixou ultrapassar os prazos e perdeu-se mais um beneficio. É só mais um.
Para entrar com um projecto e concorrer ao QREN, no dia 12 de Novembro de 2007, a Direcção dos Bombeiros Voluntário do Soito fez um pedido por correio com aviso de recepção, à Junta de Freguesia cessante, para cedência de um pedaço de terreno nas Eiras para alargamento e construção de garagens e até agora não houve resposta, (o prazo do QREN terminou).
No dia 24 de Março de 2008 foi renovado o pedido à nova Junta de Freguesia, entregue em mão própria pela Presidente e Comandante e seus respectivos Adjuntos, na Junta, na presença de todos os Elementos da Junta de Freguesia, com o carácter de urgência, o prazo estava a terminar e estaria em risco a perca de milhares de euros para os Bombeiros Voluntários e Freguesia. Até agora a resposta não chegou e o projecto foi por água abaixo.
Acredito que, se o assunto fosse levado à Assembleia, ninguém teria a coragem de votar contra, mas o Senhor Presidente da Assembleia, Sr. Henrique entendeu não marcar nem levar esta proposta às reuniões atempadamente, pois para ele de certo não seria importante. Porquê?
É evidente que a Junta só executa assuntos levados pelo Presidente da Assembleia e por sua vez entregues ao Sr. Presidente da Junta, (no entanto, o Sr. Presidente da Junta, Sr. Matias, disse à Sra. Presidente dos Bombeiros Voluntários do Soito que faria uma reunião extraordinária dia 7 ou 8 de Abril, onde está ela? Este também não cumpriu).
Também no dia 27 de Dezembro de 2007 a Presidente da Direcção dos Bombeiros do Soito pediu, presencialmente na sede da Junta, uma fotocópia da acta de 26 de Março de 2004 sendo na altura presidente o senhor João Calva. Logo ali foi informada pelos elementos da mesma que apesar de terem ido à procura do livro não o encontraram.
Ora se o Sr. Presidente da Assembleia, Sr. Henrique, não ligou nenhuma a um pedido com carácter de urgência, social e não político, o que é que este Senhor ali faz? Será que não quer o desenvolvimento da freguesia? Será que o poder lhe subiu à cabeça? Relembro que não foi eleito, mas escolhido, demonstrando incompetência no cumprimento de suas responsabilidades.
A questão aqui está em querer ou não o desenvolvimento, o progresso, o enriquecimento da freguesia.
O ex-autarca da Junta, senhor Rui Monteiro, era Presidente dos Bombeiros Voluntários e o actual Presidente da Assembleia é empregado dos Bombeiros Voluntários do Soito e a pergunta fica no ar: Porquê o poder político à frente dos assuntos sociais da Freguesia? Tomem como exemplo os vizinhos dos Foios. Um dia hão-de querer e nessa altura será tarde, tarde de mais…
Ninguém dá nada a ninguém e, sentado, aguardando a vinda do “Messias” que nos virá salvar da miséria, não resulta, importa trabalhar, cumprir prazos, ser responsável nos cargos que desempenham, caso contrario não os aceitem.
Devemos aproveitar as oportunidades, transformando-nos em pró activos e não em reactivos, como é o estado actual do Sr. Presidente da Assembleia da Junta Sr. Henrique.
O Soito perdeu milhares de euros e a responsabilidade neste momento só cabe a ele que prometeu dar uma resposta e não cumpriu.
No dia 24 de Março realizou-se uma reunião (dita de carácter urgente), com um ponto único, a entrada do Soito numa Associação da Raia em Espanha. Seria mais importante para a Freguesia? Porque não se juntou o ponto dos Bombeiros Voluntários do Soito na ordem de trabalhos? Porquê fazer reuniões só com pontos únicos? Não terá o Sr. Presidente da Assembleia capacidade para mais?
Esta, era a última oportunidade do ano 2007, que não aproveitámos. Deixámos de aplicar o dinheiro em acções que perdurarão para muito tempo.
No dia 2 de Abril realizou-se mais uma Assembleia Municipal novamente apenas com um ponto único (apresentação das contas de 2007) e mais uma vez não foi incluido o assunto há muito solicitado pelos Bombeiros Voluntários do Soito.
Quando não queremos o que nos oferecem é porque somos abastados ou ignorantes.
De uma vez por todas, metam isto na cabeça: ”Isto é um assunto social e não político”.
Soito, 17 de Abril de 2008
A Presidente dos Bombeiros Voluntários do Soito
Prof. Maria Benedita Rito Dias»

Inicio esta crónica, com este legado histórico, escrito no local pelo nosso saudoso e grande escritor português, também amigo de Sortelha, gravada sobre uma folha de bronze e colocada no edifício da Escola desta bonita aldeia histórica.

Joaquim Ricardo («Ideias Soltas»)«Sortelha, 21 de Agosto de 1977 – O que mais me dói na pátria é não haver correspondência no espírito dos portugueses entre o seu passado e o seu presente. Cada monumento que o acaso preservou inteiro ou mutilado – castelo, pelourinho, igreja, solar ou simples fontanário – é para todos nós uma sobrevivência insólita, que teima em durar e em que ninguém se reconhece. Olhamos os testemunhos da nossa identidade como trastes velhos, sem préstimo, que apenas atravancam o quotidiano. Que memória individual ou colectiva se relembra nesta crónica ameada?» (Miguel Torga)

«O dia de Miguel Torga» – 12 de Agosto, lembrança do Professor José Cymbron, pretende celebrar, em várias partes do País, a data do seu nascimento, que este ano comemora 100 anos. E, no ano da inauguração deste evento caberá a esta jóia da beira organizar e receber todos os amigos do poeta.
A conversa, com o meu grande amigo de infância Luís Paulo na sua loja dedicada a produtos regionais, artesanato e velharias esteve animada e foi ocasião para reviver os anos de juventude onde recordamos os bailaricos ao som do acordeão manuseado habilmente pelo Sr. César, também ele natural de Sortelha ou pelo Sr. Agostinho, da Azenha. Mas, sem demora, o assunto da conversa alterou-se naturalmente e claro, como Presidente da Junta de Freguesia e grande dinamizador do turismo desta aldeia foi pouco a pouco (porque por aqui o tempo corre devagar) enumerando os principais projectos que tem em mente e dos problemas que assolam a sua freguesia.
A sede do extinguido concelho em 1855 – o de Sortelha – tem no turismo a sua principal actividade. Com efeito, a antiga vila fervilha de actividades ligadas ao turismo, sendo o artesanato, a restauração e o turismo de habitação as que mais se destacam. Aos fins-de-semana, em especial, os restaurantes e as lojas ligadas ao artesanato enchem-se de visitantes e a aldeia transforma-se em grande azáfama. Porém e como fez questão em destacar, é urgente a instalação de um posto de «Multibanco» pois por vezes não se faz negócio por falta de dinheiro vivo e o abastecimento deste precioso bem, fica a mais de 12 quilómetros, na sede do actual concelho, na cidade do Sabugal. Fizeram-se já algumas diligências junto de entidades financeiras instaladas na sede do concelho, mas até agora resultaram infrutíferas.
A conversa estava animada mas de repente, com uma alegria contagiante estampada no brilho dos seus olhos saltou do «mocho» onde se encontrava sentado para me dizer que no próximo dia 5 de Julho irá realizar-se naquela vila e no percurso que a liga à Estrada Nacional, Sabugal-Caria, uma corrida de carros da marca «Porsche» e em Setembro haverá uma concentração nacional também daquela prestigiada marca automóvel.
Por outro lado e como é do conhecimento geral, Sortelha faz parte das doze aldeias históricas de Portugal, única escolhida no concelho de que faz parte, posicionando-se num honroso segundo lugar do conjunto destas aldeias, em número de visitantes, contando-se no ano transacto com mais de 80 000. Este conjunto de aldeias constituíram-se em associação, tendo sede móvel, cabendo a Castelo Rodrigo a inauguração dessa rotatividade.
Aldeia Histórica de SortelhaApesar da aldeia ser líder na actividade turística sofre como as demais do concelho do problema da falta de ligação aos principais eixos rodoviários. A ligação à A23, em via rápida, ao território do concelho, num traçado que teria início em Caria e daí em direcção à fronteira de Vilar Formoso, passando junto às localidades de Casteleiro, Santo Estêvão e sede do concelho iria potenciar o desenvolvimento destas aldeias e o turismo de Sortelha. A ligação que se encontra projectada pouco irá beneficiar a maior parte do concelho e a sua concretização será difícil já que envolve outra entidade (Câmara de Belmonte), que suportarão custos no seu território e nada irão beneficiar com esse traçado. Por outro lado (pasme-se!) para quem vem na A23, não tem qualquer placa indicativa da aldeia histórica mais visitada de Portugal? Têm-se feito algumas diligências para colocar sinalização adequada mas esbarra-se na teia burocrática das entidades competentes. Mas a luta vai continuar?
As já célebres «Águas Radium» e os seus cerca de 30 hectares de terras circundantes, em ruínas desde que abandonadas pelos antigos proprietários ingleses que as deixaram vender em leilão, por «tota-e-meia» continuam à espera de investidor abastado para ali fazer algo que traga à região os tão desejados postos de trabalho. Fala-se agora de um grupo de chineses que estará interessado naquele local para ali instalar um grande negócio – não se sabe ainda qual?
Por último falou-se da desertificação já que esta Aldeia não foge ao problema geral que afecta todo o concelho e também a região. É um problema cuja resolução, passará por um esforço nacional na tomada de politicas que visem minorar o problema e não agravá-lo. Concordámos ambos que muitos dos seus habitantes que deixaram estas terras em busca de melhores condições de vida, rumo à Europa, principalmente França e Alemanha ou rumo ao litoral português, principalmente Lisboa, agora reformados, facilmente regressariam às suas origens se o sector da saúde fosse eficiente, pois o que principalmente prende ainda aos locais de acolhimento é o sistema de saúde. Se nas suas terras de origem tivessem disponíveis os mesmos serviços regressariam certamente e então povoariam novamente as nossas aldeias e o comércio e a indústria regressariam também em força. Temos assistido ultimamente ao desmantelamento das poucas e precárias unidades de saúde existentes e em troca o governo oferece às empresas que aqui se instalam, benefícios fiscais que se traduzem na redução da taxa de IRC, isto é. Tiram-nos o pouco de bom que tínhamos e para nos calarem adoçam-nos a boca com benefícios fiscais? Política errada! Ao invés se criassem condições óptimas nos cuidados de saúde, muitos dos seus habitantes regressariam às suas terras de origem e as empresas instalar-se-iam na mesma pois os benefícios fiscais concedidos não resultaram pois não são determinantes! Afinal onde se instalaram recentemente grandes empresas multinacionais, como é o caso da IKEA e outras?
Por tudo quanto foi dito, conclui-se que Sortelha está viva e recomenda-se a sua visita. É a rainha do turismo concelhio e das aldeias históricas portuguesas merecendo, portanto, toda a atenção dos responsáveis autárquicos que deverão investir os adequados recursos financeiros para melhorar a qualidade do serviço prestado pelo sector comercial local, através da promoção de cursos de formação e o desbloqueamento de algumas burocracias conducentes à instalação de adequados meios de pagamento, como é o caso do Multibanco. Por outro lado, as grandes vias rodoviárias, passam-lhe longe e no local mais próximo que é Caria, nem sequer existe sinalização adequada indicando a sua direcção, pelo que não será difícil a autarquia conseguir-lhe também esta benesse, ajudando a desbloquear os obstáculos burocráticos? Por último e globalmente, a autarquia deverá sensibilizar o governo central para garantir a qualidade nos cuidados de saúde no concelho, tendo em vista o regresso de antigos residentes e combater, assim, o fenómeno da desertificação.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

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