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Integrada nas comemorações do aniversário da Casa do Concelho do Sabugal foi inaugurada no sábado, 12 de Abril, a exposição de pintura «O que as pedras nos contam…» um conjunto de aguarelas de Maria C. Ventura.
Maria da Conceição de Sousa Roque Ventura, nasceu em Lisboa a 17 de Março de 1935. Iniciou precocemente a sua aprendizagem de pintura mas seguiu a carreira profissional na área das análises clínicas.
Em 1985, estudou desenho com o Mestre Martins Correia e pintura com M.me Claudine Thireau, retomando os pincéis em Itália, onde viveu até 1999. Regressou a Portugal fixando residência na região de Santarém.
Maria C. Ventura participou em diversas exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro com especial destaque para Itália.
Para o crítico Vasco Bettencourt Sampaio a artista «Maria C. Ventura é um caso muito especial entre os aguarelistas portugueses. Sem se notarem na sua pintura influências da belíssima escola portuguesa de aguarela aborda a difícil arte da aguarela com feminina delicadeza, suavidade, diria mesmo quase com pudor, sentimentalismo e romântico lirismo. Dessa maneira de exprimir as suas sensações e a sua visão do real resultam obras onde o sonho, a fantasia e a solidão se adivinham».
Entre as obras expostas podem ser admiradas aguarelas retratando muito do património do concelho do Sabugal como as Igrejas Matrizes de Águas Belas, Aldeia Velha, dos Fóios, da Lageosa, da Nave ou de Penalobo. O Santuário da Sacaparte, o Pelourinho de Sortelha, a Ponte de Sequeiros em Valongo do Côa, o forno comunitário da Bismula ou a ponte do rio Noémi na Cerdeira são mais algumas das paisagens pinceladas nas aguarelas de Maria C. Ventura.
Ana Paula Sousa
O projecto «Leader II», apoiado pela Pró-Raia permitiu à AAPIM adquirir duas estações meteorológicas automáticas. Uma foi instalada em Valhelhas (concelho da Guarda) e a outra no Casteleiro (concelho do Sabugal).
Está localizada na Quinta do Espinhal, na freguesia do Casteleiro, Sabugal, a estação meteorológica automática da AAPIM-Associação de Agricultores para Produção Integrada de Frutos de Montanha para melhor acompanhamento de pragas e doenças das culturas através da obtenção dos dados climáticos da região. A Quinta de São Francisco, em Valhelhas, no concelho da Guarda recebeu outro equipamento idêntico no âmbito da comparticipação do Programa de Iniciativa Comunitária «Leader+» um projecto apoiado pela Pró-Raia-Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro Norte.
O objectivo da AAPIM é a preservação do Ambiente, associado à obtenção de produtos de elevada qualidade, valorizados no mercado pelo consumidor, cada vez mais preocupado com a qualidade dos produtos alimentares.
A Produção Integrada desenvolveu-se nos últimos anos e é actualmente fomentada por grandes instituições internacionais como a FAO (Food Alimentation Organization) e a Comunidade Europeia.
jcl
A história que se conta em «A especiaria - Em Busca do elixir da eterna juventude» é uma ficção apoiada em personagens, algumas delas verídicas, que construíram a história comum das nações irmãs: Angola, Cabo Verde, Portugal e São Tomé.
A acção decorre entre 1540 e 1975, socorrendo-se o autor de episódios, verdadeiros uns, imaginados outros, a que acrescenta sal e jindungo, crente de que o presente é consequência de todo um passado de amores e ódios e o futuro passa pela defesa desta cultura mestiça, crioula, sem a qual deixaremos de ser quem somos: diferentes.
A história é percorrida por um herói, Flávio Mancini, obcecado com a procura do elixir da eterna juventude, droga que o Homem busca, desde sempre, para contrariar a decrepitude do corpo e da mente. Sonhador incurável, o veneziano tem a certeza que o licor único se encontra em Angola, escondido algures nas florestas do reino do Congo.
Será que Mancini encontra a divina especiaria? Talvez sim e talvez não. Depende do ponto de vista do leitor.
António Oliveira e Castro nasceu em Angola, no Bongo-Lépi, em 1951, e por uma série de acasos continua vivo. Em 1977, salta directamente dos quadros da Comissão Nacional do Plano, de Angola, para a cozinha do Caravela, em Estocolmo. Mas falta-lhe luz na cidade dos nórdicos e voa para Lisboa, para se esconder, como uma toupeira, nas catacumbas de uma organização política. Experimenta o cinema, a pintura, a poesia, a universidade, a rádio, a publicidade, a agricultura, sem nada levar a sério. Prova, sacia-se e abandona os despojos. Não se encontra. Para sobreviver é obrigado a trabalhar. Fá-lo sem convicção.
Em 2005 arranja coragem e agarra-se com determinação ao projecto de toda uma vida: A Especiaria.
Anteriormente publicou os volumes de poesia «Houve Mesmo Um Dia de Desespero em Que Se Cultivaram Campos de Cicuta» (1985) e «As Planícies Donde Vim» (1987).
«A Especiaria», de António Oliveira e Castro, 224 pgs., Colecção Tempos Modernos, «Guerra e Paz-Editores», 15.50 euros.
Ana Paula Sousa
O «avósn@net» é uma intervenção social da Pró-Raia em parceria com os municípios do Sabugal e da Guarda e que prevê a instalação de equipamentos informáticos nos lares de Terceira Idade aderentes ao projecto dos concelhos sabugalense e guardense.
A Pró-Raia (Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro Norte) lançou dois projectos simultâneos nos concelhos do Sabugal («avósn@net») e da Guarda («Bricosolidário») em parceria com os respectivos municípios. Depois de consolidados isoladamente serão extensíveis aos dois municípios numa lógica de abrangência total.
O projecto «avósn@net» é uma intervenção social que prevê a instalação de equipamentos informáticos (computadores multimédia com câmara web e ligação à Internet) nos Lares de Terceira Idade e Instituições Sociais dos Concelhos do Sabugal e da Guarda, aderentes ao projecto.
Nesta primeira fase está prevista instalação de 25 unidades privilegiando os idosos sabugalenses que terão, assim, possibilidade de comunicar directamente com voz e imagem vídeo com os seus familiares ausentes em qualquer ponto do planeta.
O orçamento dos equipamentos para o concelho do Sabugal ronda os 25 mil euros e é apoiado pelo FEOGA (35 por cento) e Madrp (30 por cento).
O projecto «Bricosolidário» ajuda os idosos e dependentes em pequenas reparações no lar e foi implementado primeiro no concelho da Guarda.
O investimento da Pró-Raia assenta na política social do «Plano de Desenvolvimento Local Leader+» numa lógica de actualização e favorecimento de melhores condições de vida à população rural mais idosa através da difusão das novas tecnologias de comunicação.
Trata-se de uma intervenção que preza a filosofia base do «PIC LEADER+», cujo principal pilar assenta na demonstratividade e transferibilidade de experiências bem sucedidas, constituindo neste caso as instituições sociais do concelho do Sabugal e o seu público idoso o laboratório experimental que servirá de ponto de partida para disseminar ao território «LEADER+».
jcl
Segundo um estudo do Observatório da Universidade da Beira Interior (UBI) e das Cáritas Diocesanas de Salamanca e da Guarda o desemprego e a desertificação são as principais preocupações das populações raianas.
O estudo foi coordenado pelo professor Pires manso, e versa sobre condições de vida e bem-estar das populações fronteiriças. O mesmo conclui que os principais problemas são comuns aos dois lados da fronteira, embora haja algumas diferenças nas condições de vida.
«Há mais lares e centros de dia para apoio a idosos do lado português, mas os espanhóis têm vencimentos e pensões mais elevadas», exemplifica Pires Manso, que é natural dos Fóios, concelho do sabugal, e há muito vem elaborando estudos económico-sociais sobre a região.
«Outra diferença clara é que não há freguesia em Espanha que não tenha uma agência bancária. Cá só há praticamente nas vilas, havendo depois caixas automáticas nas aldeias», descreve. Porém em termos de tecnologias de uso corrente, «não há diferenças no dia-a-dia entre os dois lados da fronteira».
O trabalho abrangeu 30 freguesias da raia portuguesa e outras tantas do lado espanhol, tendo-se em conta parâmetros como o nível de desenvolvimento económico e as idades dos habitantes. Houve também contactos com autarcas, empresários, membros de várias associações e escolas.
As declarações do professor da UBI foram prestadas à Lusa, em antecipação da apresentação pública do estudo, que apenas acontecerá em Maio. «As conclusões vão ser tornadas públicas, de forma mais profunda pela Cáritas, mas é desde já notório que as maiores preocupações dos residentes são com a falta de emprego e a desertificação», revelou Pires Manso.
Tanto do lado português como do espanhol, as pirâmides etárias das populações revelam os mesmos resultados. «A população cresceu até à década de 60, mas depois houve uma queda a pique, com forte emigração», explica, concluindo depois que «por causa disso, ainda hoje há falta de juventude e de iniciativa empresarial».
plb
A empresa «PALEGESSOS» foi considerada a terceira melhor Pequena e Média Empresa (PME) de 2007, segundo o Diário de Notícias.
Empresa com sede no Sabugal, a «PALEGESSOS» inicia a sua actividade na comercialização de produtos para a construção em Abril de 1996, numa alteração profunda da sua actividade inicial, ligada sobretudo à exportação de madeira em rolo verificada do nosso País para Espanha nos anos 80 e 90.
Devido à necessidade de optimização de recursos da firma o seu proprietário, Joaquim Fernandes Vilar, inicia a importação de gessos de Espanha para Portugal, com um êxito evidente que a transforma na principal empresa distribuidora em exclusividade de uma vasta gama de soluções construtivas. Complementarmente a «PALEGESSOS» mantém a actividade de fabricação de paletes em madeira.
Joaquim Vilar e seus familiares são o exemplo vivo do espírito de empreendorismo que indica de forma clara o rumo a seguir.
Se queremos um Concelho desenvolvido tal não será conseguido com o «polimento das cadeiras dos cafés» ou o gastar de tempos infindos em lamúrias e actos de comiseração ou de culpabilização de terceiros.
A «PALEGESSOS» aponta-nos o caminho: arriscar, investir, procurar o nicho de actividade onde podemos vencer, acreditar que o futuro somos nós que o construímos.
Conheci Joaquim Vilar e o seu filho num processo complicado e ainda não resolvido ligado às suas instalações em Vialonga.
Percebi estar perante investidores de nível superior e que, sem dúvida, colocariam a sua empresa onde hoje está.
As suas declarações ao «Diário de Notícias» são esclarecedoras. Não há uma queixa, não há uma desculpabilização, não há um apontar de culpados ou uma referência aos custos da Interioridade ou da falta de acessibilidades.
Há o assumir de que se soube aproveitar uma janela de oportunidade, transformada em êxito, tudo baseado em trabalho e dedicação.
Parabéns Joaquim Vilar e obrigado pela lição…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
ramiro.matos@netcabo.pt

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