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A par de outras medidas, o recurso à videovigilância pode ser uma forma de combate aos actos de vandalismo de que vem sendo alvo o centro histórico da cidade da Guarda, disse hoje à Lusa o presidente do Município.
Joaquim Valente admitiu o recurso à videovigilância e à redução dos horários dos estabelecimentos nocturnos, para diminuir os actos de vandalismo, pondo cobro às crescentes reclamações dos comerciantes. Tudo será feito a par de um reforço de policiamento, medida que é sobretudo reclamada pelos lojistas.
Instado a intervir o presidente da Câmara Municipal da Guarda, admitiu que a autarquia pondera limitar os horários de algumas unidades de diversão nocturna e implantar um sistema de videovigilância em alguns dos locais mais problemáticos da zona. «Temos feito esta reflexão com a PSP e a polícia está ciente que é necessário encontrar formas para combater este vandalismo”, referiu o edil à Lusa.
Um estudo da Associação Comercial da Guarda (ACG) indica que os comerciantes da parte antiga da cidade defendem o reforço do policiamento, a instalação de câmaras de vigilância e o reforço da iluminação pública, para minorar o problema da falta de segurança. O estudo da ACG foi elaborado em Dezembro e as suas conclusões foram divulgadas na última semana. Segundo o mesmo «cerca de 84 por cento dos inquiridos responderam que têm conhecimento de situações de vandalismo no centro histórico da Guarda».
Os actos de vandalismo passam por montras partidas, furtos, desacatos, assaltos, danos em viaturas, vandalização de caixotes do lixo, para além de problemas relacionados com tráfico e consumo de estupefacientes. Os meses de Verão são aqueles em que esses actos mais se verificam, sendo as noites de quinta-feira a sábado as mais problemáticas.
A situação tem também criado um clima de insegurança entre os moradores do centro histórico, que porém a maior parte das vezes, receando represálias, não formalizam a respectiva queixa na PSP.
Cópia do Relatório da Associação de Comerciantes da Guarda: Clique aqui.
plb
O Grupo Territorial da GNR sedeado na Guarda registou na passada semana 65 crimes de que tomou conhecimento, efectuou ainda duas detenções em flagrante delito e registou 26 acidentes de viação.
Segundo um comunicado divulgado à imprensa pelo Grupo Territorial da GNR da Guarda, no período de 7 a 13 de Abril, aquela força de segurança registou 65 ocorrências criminais. Dos crimes verificados no distrito destacam-se: 11 de ofensas à integridade física, oito de dano, dois de burla, dois de furto, dois de violência doméstica e um de condução sem habilitação legal.
Ainda segundo a nota, assinada pelo comandante, Major Cunha Rasteiro, «durante a semana efectuaram-se duas detenções sendo: uma por condução sem habilitação legal e uma por crime de furto de ferro e inox».
No mesmo período registaram-se 26 acidentes de viação, sendo 16 em resultado de colisões e 10 por despistes. Dos acidentes resultaram oito feridos ligeiros. Ainda no que respeita aos acidentes verificados a GNR da Guarda aponta a velocidade excessiva e o desrespeito pela regra da prioridade como principais causas da sinistralidade.
plb
Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com
Data: 12 de Abril de 2008.
Local: Casa do Concelho do Sabugal, Lisboa.
Legenda: Órgãos Sociais da Casa do Concelho do Sabugal, sócios e representantes da Câmara Municipal do Sabugal participam nas comemorações do aniversário da «Casa».
Autoria: Capeia Arraiana
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Não resisto a partilhar nesta rubrica denominada «Escrever à medida» um episódio de que fui protagonista e que mete o quiosque do meu bairro, o «Expresso», o «Sol» e os dvd’s do «CSI:» do semanário da Impresa.
O meu primeiro trabalho a sério foi no semanário «O Jornal» conciliando a colaboração semanal com os turnos da Força Aérea onde, então, prestava o serviço militar obrigatório. Os muitos anos que tenho de redacções e produção de jornais criaram-me o vício de todos os dias olhar a banca dos jornais, as capas e as manchetes. Se não cumprir este ritual uma estranha sensação de carência faz questão de me acompanhar ao longo do dia.
Isto tudo para introduzir um episódio que me aconteceu muito recentemente. Após uma breve incursão pelo semanário «Sol» (nos primeiros números) voltei às leituras de fim-de-semana do «Expresso». Na guerra dos números e das tiragens, das sobras e das vendas, dos brindes e das promoções, as Direcções e os departamentos de marketing dos dois semanários inventam e reinventam formas de liderar.
A campanha mais recente do «Expresso» ao jeito de «leve esta semana o cartão e troque-o na próxima pelo dvd com episódios da série televisiva CSI:» tem o especial pormenor de acompanhar o jornal sem ser preciso pagar mais. É necessário, claro, comprar duas semanas seguidas para acrescentar mais um dvd à colecção.
No quiosque do meu bairro onde quase todos os dias dou a primeira olhadela às capas dos jornais e das revistas e há muitos anos reservo e compro as publicações que me interessam fui um destes sábados trocar o tal cartão pelo «Expresso» desse fim-de-semana.
Diz-me o dono do quiosque: «Olhe! O Expresso já esgotou! Mas ainda tenho o dvd!» Pedi-lhe, então, a gentileza de me trocar apenas o cartão que correspondia à edição desse dia. Resposta pronta: «Isso não posso fazer. Só se comprar o Sol que ainda tenho alguns.»
Depois disto não há campanha de marketing que resista…
jcl

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