A definição de uma estratégia de desenvolvimento do Concelho é uma tarefa colectiva, para a qual todos temos o dever de contribuir.
E este é o momento certo, coincidindo com a entrada em vigor de um novo Quadro Comunitário de Apoio – Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
Mas este é também um momento de urgência, obrigando todos os que sobre estes assuntos costumam reflectir a não perder tempo com grandes teorias – a definição de uma estratégia de desenvolvimento deve partir, no essencial, pela selecção de um conjunto de projectos cuja realização concretiza uma determinada visão estratégica. Começo então pela minha visão para o Concelho: construir um Sabugal enquanto território sustentável e competitivo, atractivo para viver, trabalhar e investir, preservando as memórias, as tradições e a natureza.
Falo de uma visão que envolve e integra os três pilares em que assentam hoje os processos de desenvolvimento dos territórios – o pilar economia, o pilar social e o pilar ambiente
Falo de uma visão que é ao mesmo tempo uma visão de modernidade e de complexidade face a um passado que nos deixou um lastro que condiciona a gestão do presente, mas nos impõe a criação das condições para um futuro melhor.
Falo de uma trajectória de desenvolvimento do concelho do Sabugal que passa pela melhoria da qualidade de vida e da coesão social e que promove o reforço da sua base de sustentação económica, tirando partido dos recursos e capacidades próprias.
Falo de uma nova postura dinâmica e proactiva de resposta aos três grandes desafios que se colocam ao Concelho e às suas gentes:
Como «usar» os recursos para induzir a competitividade e a qualificação do Concelho;
Quais as «ameias» que o Sabugal deve construir e defender para um desenvolvimento equilibrado e sustentado;
Qual o papel que o Concelho quer assumir no quadro regional e transfronteiriço.
Falo, por último, e parafraseando uma das pessoas (Oliveira das Neves), que mais tem pensado e trabalhado nesta área, da urgência em se estabelecer um Pacto de Desenvolvimento para o Concelho do Sabugal, para o qual todos somos chamados e no qual todos somos «actores principais».
Acredito que vamos conseguir, basta que olhemos para o futuro como se pegássemos ao forcão numa tarde de capeia.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
ramiro.matos@netcabo.pt

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