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A procissão do Senhor dos Passos realizou-se na Sexta-feira Santa, dia 21 de Março, na paróquia de Vila Boa. Para o efeito, as ruas vestiram-se de arcos floridos e decoraram-se com nichos, espécie de pequenas capelas, que são verdadeiras obras de arte popular e de cultura religiosa.
Esta celebração quaresmal, de profunda devoção popular, teve início pelas 15 horas, na igreja paroquial, e percorreu as principais ruas da freguesia.
O povo, que acorreu em massa, acompanhou o «Salvador» no seu caminhar de dor e de sofrimento desde a sua condenação até à morte e sepultura, entoando um cântico monótono e doloroso, só suspenso pela voz da Verónica, a lembrar a todos quão grande foi o sofrimento de Cristo.
Dos sermões que fazem parte desta cerimónia, destaca-se o Sermão do Encontro, que teve lugar no Largo da Praça. Aqui ocorre o encontro, sempre emotivo, do andor do Senhor dos Passos com o da Nossa Senhora das Dores e o de S. João, numa simbologia do encontro de Cristo com sua Mãe, a caminho do Calvário. É também aqui que o cortejo litúrgico se torna especialmente comovente, atingindo o auge da dor. Para este clima de sofrimento e de veracidade muito contribui o talento do Padre José Sanches, cujos dotes de pregador são unanimemente reconhecidos.
As cerimónias terminaram na igreja, com o Padre José Sanches, visivelmente emocionado, a agradecer a todos aqueles que tornaram possível, uma vez mais, a realização dos Passos em Vila Boa e a apelar para que estes verdadeiros testemunhos de fé cristã se repitam e para que as tradições, que são a identidade de um povo, não se percam.
No Domingo de Páscoa, o Padre António, pároco da freguesia, repetiu os agradecimentos e lançou um desafio. É sabido que em Vila Boa – dizia ele, mais ou menos nestes termos – existem grandes pedreiros, cuja fama ultrapassa as fronteiras da aldeia e até do concelho. Então, por que não aproveitar esta mais-valia para se construirem nichos em granito. Os passos processionais de Vila Boa teriam, assim, carácter de monumentos e, sobretudo, ficariam ad eternam, a fazer história e a relembrar às gerações vindouras que a freguesia soube honrar as tradições.
E por que não? – perguntamos nós – Então não dizia Fernando Pessoa: «Deus quer, o homem sonha, a obra nasce»?
António Dinis
O Governo português alterou as regras das candidaturas aos apoios comunitários pondo em causa a concretização dos projectos defendidos pelos municipios das regiões do Vale do Côa e do Alto Douro Vinhateiro.
As candidaturas foram elaboradas segundo as regras do anterior Quadro Comunitário de Apoio (QCA III) que valorizava os territórios pelas suas especificidades, identidades e afinidades culturais e patrimoniais. O Quadro de Referência Estratégtico Nacional (QREN) alterou as regras do jogo e no actual quadro comunitário as candidaturas só podem ser feitas por associações de municípios, agrupados em unidades estatísticas de nível III (Nuts III). Fica, assim, em causa o Plano Estratégico de Promoção Turística do Vale do Côa elaborado por dez municípios integrados na base territorial da região.
A introdução de uma marca de promoção turística da região com colocação de sinalética apropriada, a requalificação do cais fluvial de Barca d’Alva e a reactivação do troço nordeste da linha ferroviária do Douro arriscam-se a não sair do papel em resultado da complexidade das alterações introduzidas.
O estudo governativo está pronto desde o final do ano passado e define o turismo como a aposta estratégica da região da Beira Interior Norte (Alto Douro Vinhateiro e Vale do Côa) apoiada na necessidade de investimentos em projectos estruturantes que mobilizem parceiros público-privados.
«Uma das regiões mais deprimidas e envelhecidas da Europa com um índice de envelhecimento superior a 232 por cento necessita de um novo modelo de governação que articule projectos regionais e nacionais», pode ler-se no documento que sugere ainda «a criação de uma agência de marketing territorial que agilize procedimentos aproveitando sinergias de marcas e propostas diferenciadas».
Os autarcas da Beira Interior estão obrigados a estudar com muita atenção este documento governativo que redefine apoios e aponta as apostas estratégicas.
jcl
Na «Operação Páscoa 2008» o Grupo Territorial da Guarda Nacional Republicana da Guarda registou um total de 16 acidentes que tiveram como consequência um ferido grave e nove feridos ligeiros.
Segundo um comunicado divulgado á imprensa, entre os dias 20 e 23 de Março de 2008, período em que decorreu a operação, a GNR da Guarda fiscalizou mil e 89 automobilistas. Nove foram detidos por prática criminosa no exercício da condução. Sete condutores foram detidos por conduzirem com excesso de álcool no sangue, com taxas entre 1,2 e 2,43 gramas por litro. Os outros dois condutores ficaram detidos por falta de habilitação legal para conduzirem. Foram ainda autuados 73 condutores por diversas infracções à legislação Rodoviária.
Não se registaram mortes nas estradas do distrito da Guarda, mau grado os 16 acidentes que tiveram lugar.
A nível nacional a «Operação Páscoa 2008» saldou-se em sete mortos, mais um que em 2007. Porém registaram-se menos acidentes e feridos que no ano passado. O balanço global dos quatro dias da operação dá conta de 827 acidentes (menos 216 que em 2007), 27 feridos graves (menos 2 que em 2007) e 227 feridos ligeiros (menos 97 que no ano anterior).
O Porto foi o distrito com maior número de acidentes (115), sem contudo registar mortos ou feridos graves. Viana do Castelo registou o maior número de mortos (2) e Braga de feridos graves (6). No último dia da Operação Páscoa, aconteceram 163 acidentes (menos 70 que em 2007) que causaram sete feridos graves (os mesmos que no ano anterior) e 58 feridos ligeiros (menos 28).
plb
O Município da Guarda vai realizar um workshop destinado a divulgar algumas das saladas que se podem fazer recorrendo a plantas selvagens existentes nos nossos campos.
O evento realiza-se na Quinta da Maunça no sábado, dia 29 de Março, e é dedicado a quem gosta de aprender e provar coisas novas. O desafio é visitar a quinta pedagógica do município, para ficar a conhecer as «Saladas Selvagens», com a oportunidade de também as provar.
Muitas das plantas vulgarmente conhecidas por «ervas daninhas» podem ser autênticos desafios gustativos, riquíssimos sob o ponto de vista nutricional, daí a razão pela qual se realiza a iniciativa cuja participação é livre, ainda que sujeita a um máximo de 25 pessoas. Os interessados devem porém inscrever-se através do telefone 271237816 ou pelo correio electrónico eef_maunca@mun-guarda.pt.
Do programa divulgado conta a recepção aos participantes, pelas 9h30, seguida de uma prelecção às 10 horas subordinada ao tema: «plantas selvagens comestíveis – à mesa com a Natureza». Pelas 11h15 haverá um passeio pelo campo para identificação das espécies.
Depois de almoço haverá um debate entre os participantes, o qual se prolongará pela tarde dentro.
plb
A Associação Cultural e Desportiva do Soito, ficou na terceira posição na primeira fase, série A, do campeonato distrital de futebol da 2.ª Divisão.
O primeiro lugar foi para a União Desportiva «Os Pinheleneses», que somou 32 pontos nos 14 jogos disputados. Na segunda posição ficou a Guarda Desportiva, que arrecadou 29 pontos, seguindo-se-lhe de perto a equipa raiana do Soito, que conseguiu amealhar 28 pontos.
O Soito teve uma participação regular na prova, obtendo oito vitórias, quatro empates e somente duas derrotas. Os jogadores soitenses marcaram 38 golos e sofreram apenas 20. Porém a boa prestação do Soito não foi suficiente para contrariar a experiência da equipa de Pinhel, que esteve mais forte.
O último jogo desta série disputou-se no passado dia 16 de Março, tendo a equipa do Soito batido em casa o Futebol Clube de Pala, por um expressivo 5 a 1.
A equipa vencedora da série A, a União Desportiva «Os Pinhelenses», vai agora enfrentar a equipa vencedora da série B, o Sporting Clube Celoricence, com vista a definir qual é o campeão da 2ª Divisão de Futebol da Guarda. O Jogo disputa-se no dia 29 de Março, pelas 20h30, tendo por palco o Estádio Municipal da Guarda.
plb
Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com
Local: Uma aldeia das terras raianas.
Legenda: A praça já foi fechada com os carros de vacas e o Forcão está a postos.
Autoria: Kim (www.tutatux.com)
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