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Os oito sinos da Sé Catedral da Guarda já não tocam há vários anos, por não haver quem os accione, facto que, aliado à falta de manutenção, os levou a um estado de degradação.
Segundo notícia do semanário A Guarda, a degradação dos sinos deve-se sobretudo à falta de manutenção por parte do organismo do Estado que tutela os monumentos nacionais.
O estado dos sinos impedirá mais uma vez que toquem no Sábado de Aleluia a anunciar a Ressurreição de Jesus Cristo. «Mais uma vez, os cristãos da Guarda não ouvem os sinos da Sé tocar por ocasião do anúncio da Aleluia», referiu ao jornal o cónego Eugénio da Cunha Sério, director do Secretariado Diocesano de Liturgia, que lamenta a situação.
Na conjuntura actual a paróquia da Guarda não tem verbas suficientes para obras de reparação, pelo que se impõe a busca de colaborações, que poderão passar pela Direcção Regional da Cultura do Centro, entidade pública que gere os monumentos e no âmbito da qual se poderá recorrer ao IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.
Porém as diligências encetadas com as entidades públicas têm-se revelado até agora infrutíferas, por alegada falta de verbas.
Para Eugénio da Cunha Sério a situação é grave, pois que a Sé da Guarda será, talvez, a única a nível nacional onde os sinos não tocam. «Tocavam habitualmente para os actos de culto e para as acções religiosas mais importantes, por exemplo para a entrada dos Bispos na Catedral», declarou o Cónego.
Também o pároco da Sé, António Moiteiro, lamenta a situação, salientando que «os sinos não se tocam porque não há quem os toque e eles precisam de uma reparação que terá que ser feita pelo IGESPAR, que é o dono do edifício». Afirma contudo que a paróquia está disponível para encontrar uma solução para o problema: «Se eles [IGESPAR] ajudassem com alguma coisa, a paróquia ainda podia pensar no assunto, assim, não é possível, porque nós cada vez temos menos verbas».
plb
O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) disponibiliza 95 milhões de euros para candidaturas de recuperação de minas abandonadas e locais contaminados com o objectivo de minimizar os riscos para a Saúde e para o Ambiente.
Entre os projectos a submeter à aprovação pela Comissão Europeia no período do QREN (2007-2013) incluem-se a recuperação de minas de urânio abandonadas nas regiões Centro (distritos do Interior), Noroeste e Alentejo.
Entre os locais de intervenção prioritária, pelos riscos de contaminação dos solos e águas, destacam-se os terrenos afectos à antiga zona industrial de Estarreja, a antiga Siderurgia Nacional (Seixal e Maia), a zona industrial do Barreiro, o complexo de Sines e a bacia do Alviela.
No anterior quadro de apoios comunitários foram desenvolvidas acções para minimizar os riscos existentes em alguns locais referenciados onde estão depositados resíduos perigosos e que vão ter agora continuidade.
As candidaturas para «Recuperação do Passivo Ambiental» estão inseridas no apoio «Prevenção, Gestão e Monitorização de Riscos Naturais e Tecnológicas do Programa Nacional de Valorização do Território» com um orçamento de 762 milhões de euros.
O período de candidaturas decorre até 29 de Agosto e contempla serviços, organismos e empresas públicas tuteladas pelos Ministérios do Ambiente e da Economia e outras entidades, públicas ou privadas sem fins lucrativos.
jcl
Hoje destacamos… o blogue de Américo Rodrigues, 46 anos, actor, encenador, poeta, autor de um programa de rádio e director do TMG-Teatro Municipal da Guarda. «Café Mondego» é, simultaneamente, o programa de rádio transmitido pelo Rádio Altitude, ao sábado de manhã, conversado com três convidados e o blogue com referências «ao programa, ao autor, mas também a assuntos que tenham relação com a Guarda».
Aproveitamos para destacar a opinião atenta de Américo Rodrigues sobre dois criativos protestos da Comunicação Social do distrito da Guarda ao jeito de um pesado som do silêncio e da ausência.
«Todos sabemos como são pouco criativos os órgãos de Comunicação Social da nossa terra. Por isso, o Café Mondego (que tem jornais à disposição em todas as mesas e uma velha telefonia ainda a funcionar) saúda vivamente os autores de:
– uma crónica, de Ricardo Neves de Sousa, que a propósito da PLIE e da ausência de empresas aí instaladas deixou o espaço totalmente em branco, por nada haver para dizer. Publicada no Terras da Beira.
– uma crónica, de Carlos Gomes, que, a propósito da última reunião camarária (que demorou escassos minutos) aumentou a velocidade da gravação, na pressa vertiginosa de dizer tudo e mais umas botas em curto espaço de tempo. Emitida pela Rádio Altitude.
Não nos interessa aqui discutir a substância das crónicas (cada um tem direito à opinião) mas sim referir a sua forma inovadora.»
«Criatividade», por Américo Rodrigues (17-3-2008)
«Café Mondego» é um dos nossos blogues recomendados.
jcl
hoje sinto saudades de ti… pai…
saudades de te abraçar…
hoje sinto saudades de ti… pai…
saudades de te ouvir falar…
hoje sinto saudades de ti… pai…
saudades de olhar o teu olhar…
hoje sinto saudades de ti… pai…
saudades de te ouvir assobiar…
hoje sinto saudades de ti… pai…
saudades da tua cara e do teu sorrir..
peguei na tua fotografia… e chorei…
porque… hoje sinto saudades de ti… pai…
O desenvolvimento do concelho tem vários destinatários e interessados e dentro destes, o maior e mais importante é seguramente a sua população local.
O desenvolvimento ou não de todo o território do concelho interage junto da população residente e das regiões vizinhas – nacionais e transnacionais e de diversas entidades de que se destacam:
– A população residente será sem dúvida a mais afectada pelo sucesso ou não de qualquer plano de desenvolvimento da região e será ela o motor que o levará a bom porto. Serão as forças vivas da região que determinarão a marcha dos projectos e será com elas que dialogarão os responsáveis locais e governamentais;
– Governantes do poder central, negociando a instalação de serviços e equipamentos que sejam alternativas ao êxodo para o litoral da população da região;
– As regiões vizinhas serão também chamadas a contribuir para a execução do plano traçado mas só o farão se beneficiarem directamente dos seus resultados. Por isso, torna-se imperioso e desde logo encetar contactos ao mais alto nível para poder envolvê-los no projecto, tornando-os parte interessada;
– Os responsáveis locais pelos serviços públicos – autarquia local, ensino, finanças, tribunal, conservadores civis e predial, notário e segurança social, não esquecendo as forças de segurança (GNR), e protecção civil (Bombeiros Voluntários), deverão ser chamados a intervir cada um na sua área por forma a evitar procedimentos burocráticos desnecessários e por outro a garantir o cumprimento da lei e segurança das pessoas e bens;
– Aos visitantes, proporcionando-lhes bem-estar e apetência para repetirem a visita e deste modo desenvolver a indústria da restauração e serviços a ela ligados;
– Aos comerciantes e industriais locais, incentivando-os a prestarem serviços de qualidade e a prestigiar a cordialidade própria da região e, deste modo, desenvolver as relações comerciais com o exterior;
– As instituições de solidariedade social, para que criem serviços que se pautem pela qualidade e conforto dos seus utentes, potenciando a vinda de população sénior de outras regiões.

Pelo exposto, conclui-se que o desenvolvimento do concelho tem vários destinatários e interessados e dentro destes, o maior e mais importante é seguramente a sua população local.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo
dr_jfricardo@hotmail.com
A acção de reflexão sob o lema «Batalha: Pensar o Turismo Cultural com os escritores» e a sua ligação à vida e obra de Miguel Torga reuniu no dia 15 de Março, na Batalha, mais de uma centena de participantes. A aldeia histórica de Sortelha foi o ponto de partida para esta peregrinação, coordenada por José Cymbron, pelos concelhos eminentemente torguianos propondo o «Turismo Cultural» e o «Dia de Torga».
«Hoje sei apenas gostar duma nesga de terra debruada de mar» (Torga)
Sob a coordenação do professor universitário José Cymbron, ausente por doença, decorreu no sábado, 15 de Março, no Mosteiro da Batalha e no Auditório Municipal uma acção de reflexão alusiva à temática do Património Cultural Português, a sua ligação à Educação e ao Turismo e à passagem de Miguel Torga pelo concelho.
O director do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Júlio Ribeiro Órfão, serviu de guia aos mais de cem participantes no percurso pela grandiosidade arquitectónica do monumento que foi reconhecido em 1983 como Património Mundial.
Logo depois da entrada, à direita, a Capela do Fundador, onde repousam no mesmo túmulo os restos mortais do rei D. João I e de sua esposa D. Filipa de Lencastre e as Capelas Imperfeitas (que os estrangeiros preferem chamar Capelas Inacabadas) foram o cenário ideal para escutar textos literários de Miguel Torga, Camões, Pessoa, Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Lopes Vieira, Jaime Cortesão, José Travaços, Jorge Dias e Carlos Queirós entre outros.
Nos jardins exteriores os convidados de honra, general Ramalho Eanes (antigo Presidente da República) e esposa (Manuela Eanes), descerraram uma lápide com o texto do Diário de Miguel Torga, de 15 de Março de 1983, alusivo à sua passagem pela Batalha: «As Capelas Imperfeitas. Vim contemplá-las novamente com a imaginação, como devia competir a todos os portugueses pelo menos uma vez na vida.»
Os participantes deslocaram-se de seguida para o Auditório Municipal onde foram recebidos pelos alunos da Sociedade Artística e Musical dos Pousos (SAMP) que sob a batuta do maestro Alberto Roque interpretaram, afinadíssimos, algumas músicas clássicas.
As comunicações estiveram a cargo do general Ramalho Eanes, de Carlos Henriques (vereador da cultura da Câmara da Batalha) e de Carlos Vieira (administrador do INP-Instituto das Novas Profissões).
A intervenção do coordenador científico do projecto, José Cymbron, impossibilitado de estar presente fisicamente, com o título «O que fazer com a obra de Miguel Torga?», foi lida por Mafalda Patuleia e continha oito propostas. O Capeia Arraiana disponibiliza para cópia o documento na íntegra mas aproveitamos para destacar a segunda proposta:
«Avançar com um projecto da Junta de Freguesia de Sortelha, que visa criar um Centro de Divulgação da Obra de Miguel Torga, e que se propõe dar início já em 2008 a quatro eventos torguianos, um em cada uma das estações do ano. É com muita satisfação que vos digo que estão hoje, connosco, o presidente da Junta de Sortelha (autor do projecto), o vereador da cultura do Sabugal e o sabugalense Dr. Bernardino Henriques, que no passado ano publicou um livro fruto de uma investigação desenvolvida ao longo de dez anos: Miguel Torga – (Quase) na Primeira Pessoa.»
A comitiva sabugalense com António Robalo, vereador da cultura do município, Luís Paulo, presidente da Junta de Freguesia de Sortelha e Bernardino Henriques, investigador torguiano natural dos Fóios, aproveitou para convidar o general Ramalho Eanes a estar presente em Sortelha no Encontro de Maio sobre Torga.
Propostas de José Cymbron: O que fazer com a obra de Miguel Torga?
jcl

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