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O Virtual Earth da Microsoft com imagens de satélite de todo o Mundo já permite ver imagens aéreas detalhadas e actualizadas das cidades, do Litoral, do Interior de Portugal Continental e das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. O acesso gratuito resulta de um acordo entre a empresa de Bill Gates e o Instituto Geográfico Português.

O acordo formalizado na segunda-feira, 10 de Março, entre o Instituto Geográfico Português (IGP) e a Microsoft permite aceder gratuitamente a imagens detalhadas de todas as regiões de Portugal continental e regiões autónomas. Na imagem podemos ver com bastante nitidez alguns pormenores do rio Côa e da cidade do Sabugal.
O IGP cedeu à Microsoft (e também à Google) fotografias aéreas de alta qualidade e a multinacional americana permitiu que os serviços do Estado usem gratuitamente a tecnologia para desenvolver ferramentas que tornem menos burocráticos os serviços que implicam fornecer informação geográfica aos cidadãos.
O Virtual Earth disponibiliza a visão aérea em alta resolução (com e sem nome das ruas) , permite aceder a fotografias ultradetalhadas no formato «olho de pássaro»(o suficiente para se distinguir cada carro numa rua, por exemplo) e com efeito tridimensional de nove capitais de distrito, estando prevista, ainda sem data, a inclusão de mais cidades nesta lista.
Endereço: http://maps.live.com/
jcl
Quem tem razão? A ministra ou os professores? O Governo elaborou um documento em formato pergunta/resposta para esclarecer muitas das dúvidas dos professores, dos pais dos alunos e da opinião pública. Mas, para já, a ministra da Educação foi chumbada pelos professores na maior manifestação de sempre da classe.
Portugal assistiu no sábado, 8 de Março, à maior manifestação de professores de sempre. Forças policiais e sindicatos coincidem nos números: cerca de 100 mil manifestantes vindos de todo o País desfilaram entre o Marquês de Pombal e a Praça do Comércio protestando contra o novo regime de avaliação do desempenho do pessoal docente. Os descontentamentos decorrem das alterações introduzidas no Estatuto da Carreira Docente publicadas em Janeiro de 2007.
No dia seguinte à manifestação o primeiro-ministro, José Sócrates, disse manter a confiança na ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e na política em curso para o sector. José Sócrates admitiu, porém, que o sistema de avaliação dos professores poderá ser melhorado. «Nós estamos muito disponíveis para ouvir boas sugestões para que os métodos de avaliação melhorem. É este trabalho, aliás, que a ministra está a fazer com as escolas, com os conselhos directivos», afirmou.
Analise o tira-teimas ao jeito de pergunta-resposta elaborado pelo Governo com data de 6 de Março (dois dias antes da manifestação) sobre a avaliação dos professores. Documento
jcl
Ninguém dá nada a ninguém e, sentados, aguardando a vinda do «Messias» que nos irá salvar da penúria não vai resultar! Importa dar o primeiro passo para que as coisas aconteçam. E como diz o velho ditado: «Não dês o peixe ao pescador, antes ensina-o a pescar.»
Não obstante as ameaças mencionadas devemos centrar a nossa atenção nas oportunidades que temos ao nosso dispor, aproveitando-as racionalmente de molde a transformarmo-nos pró activos e não reactivos.
A política governamental para interior tem sido bastante positiva mas tímida e até paternalista, sendo insuficiente para provocar desenvolvimento sustentado. É que, se por um lado se anunciam medidas de incentivos fiscais, nomeadamente de redução de impostos para as empresas se fixarem no interior por outro, deslocam serviços públicos para o litoral como é o caso do anunciado encerramento de direcções regionais de finanças e até de serviços locais do mesmo ministério e não só, pois na agricultura, na justiça e noutros ministérios a política é semelhante. E não se vê um movimento inverso, ou seja, de deslocação de serviços ou equipamentos do litoral para o interior: Isto é, os grandes investimentos são feitos nas grandes metrópoles, Lisboa e Porto. Existe neste contexto um grande desafio (oportunidade) para os nossos governantes locais que é o de convencer o poder político central em desviar investimento significativo para o interior, descongestionando o litoral e, no nosso caso, lutar para que o Sabugal seja a região eleita.
A economia nacional, queremos crer, vai crescer mais que a média comunitária e é de prever que, por arrastamento, localmente siga a mesma trajectória. Por outro lado, os nossos vizinhos espanhóis não param de nos surpreender com o seu crescimento económico que é o maior ao nível comunitário. Há que estabelecer protocolos de cooperação com as autoridades locais raianas para que conjuntamente possamos trazer para a região investimentos ibéricos de molde a provocar desenvolvimento para ambos os lados.
Para além do exposto, temos a última oportunidade de nos podermos aproximar das restantes regiões, através do último Quadro de Referência Estratégico Nacional – QREN, que constitui um importante instrumento de aplicação da política comunitária de coesão económica e social em Portugal no período de 2007-2013. Há muito onde aplicar este dinheiro mas devemos afastarmo-nos de projectos de curta duração e de resultados duvidosos. É que não basta gastarmos o dinheiro, importa investi-lo bem e isso faz-se aplicando-o em acções cujos resultados perdurem por muito tempo.
Como vimos, temos ao nosso dispor algumas oportunidades que importa aproveitar e lutar por elas. Ninguém dá nada a ninguém e, sentados, aguardando a vinda do «Messias» que nos irá salvar da penúria não vai resultar! Importa dar o primeiro passo para que as coisas aconteçam. E como diz o velho ditado: «Não dês o peixe ao pescador, antes ensina-o a pescar.»
| ANÁLISE SWOT | |
| PONTOS FORTES Agro-pecuária Floresta Construção Serviços de apoio à 3.ª Idade |
PONTOS FRACOS Desertificação Vias de comunicação Recursos Naturais (subsolo) |
| AMEAÇAS Alterações climatéricas Crise energética |
OPORTUNIDADES Conjuntura económica nacional Política governamental para o Interior Quadro Comunitário Ajudas (QREN) |
Da análise efectuada, os pontos fortes que mais potenciam as oportunidades e inibem as ameaças, são as actividades agro-pecuárias, desenvolvimento florestal e os serviços de apoio à 3.ª idade, enquanto o ponto fraco que mais potencia as ameaças e inibe as oportunidades, são as vias de comunicação.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo
dr_jfricardo@hotmail.com

O PSD apresentou esta quarta-feira, 12 de Março, o seu novo logótipo que tem como lema «Mudar Portugal». A data escolhida foi o dia em que o Governo socialista cumpre três anos e como não há coincidências há já quem diga que anda aqui mão das agências de comunicação tão do agrado de Luís Filipe Menezes.
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