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A aldeia histórica de Sortelha foi visitada por mais de 50 mil turistas portugueses em 2007 de acordo com os dados oficiais dos registos dos postos de turismo.
Os números oficiais dos mapas das visitas das 12 aldeias históricas de Portugal colocam Sortelha, no concelho do Sabugal, em primeiro lugar no número de turistas nacionais com 52.406 visitantes.
A vila amuralhada de Almeida registou 44.953 visitantes nacionais e 36.584 estrangeiros (dos quais 23.280 são espanhóis) alcançando em valores totais (81.537) o primeiro lugar.
O Capeia Arraiana teve acesso aos mapas dos postos de turismo das aldeias históricas com os registos do número de visitantes em 2007. Os dados indicam uma clara preferência dos turistas portugueses pela «nossa» aldeia histórica de Sortelha. Por outro lado poderá ser interessante apostar na promoção da região sabugalense junto de nuestros hermanos da região autónoma de Castilla y León:
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MAPA DAS VISITAS ÀS ALDEIAS HISTÓRICAS – 2007 |
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| DADOS OFICIAIS DOS REGISTOS DOS POSTOS DE TURISMO | |||
| ALDEIA | NACIONAIS | ESTRANG. | TOTAL |
| SORTELHA | 52.406 | 13.895 | 66.301 |
| ALMEIDA | 44.953 | 36.584 | 81.537 |
| BELMONTE | 27.302 | 05.803 | 33.105 |
| CASTELO MENDO | s.d.d. | s.d.d. | s.d.d. |
| CASTELO NOVO | 17.266 | 02.446 | 19.712 |
| CASTELO RODRIGO | 34.065 | 12.184 | 46.249 |
| IDANHA-A-VELHA | 14.479 | 02.309 | 16.788 |
| LINHARES DA BEIRA | 16.461 | 01.206 | 17.667 |
| MARIALVA | 07.889 | 00.624 | 08.513 |
| MONSANTO | 11.311 | 04.882 | 16.193 |
| PIÓDÃO | 15.545 | 01.272 | 16.817 |
| TRANCOSO | 29.198 | 03.122 | 32.320 |
| s.d.d. – sem dados disponíveis |
O castelo de Sortelha foi erguido em 1187 por ordem de D. Sancho I com o objectivo de observação e defesa. Porém, depois do Tratado de Alcanizes (1297), a aldeia perdeu alguma importância mas chegou a ser sede de concelho até 1855.
Em tempos medievais as habitações de Sortelha eram protegidas por uma muralha com uma torre de menagem. Passando a porta da muralha entramos num terreiro (Largo do Curro) e caminhando em frente, ligeiramente a subir, vamos ter ao Largo do Pelourinho que data da época quinhentista. A muralha tem uma outra porta a poente que liga aos cemitérios e à Igreja da Misericórdia e relativamente perto situa-se a Torre do Facho que protegia a Porta Falsa.
As 12 aldeias históricas são: Sortelha (no concelho do Sabugal), Marialva, Almeida, Linhares da Beira, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Piódão, Castelo Novo, Monsanto, Idanha-a-Velha, Trancoso e Belmonte.
No próximo dia 6 de Março, no Fundão, reúne a primeira Assembleia da Associação das Aldeias Históricas recentemente constituída em Sortelha.
jcl
No momento em que avançam as obras no agora chamado Centro de Negócios do Soito, propomos a instalação no local de uma «incubadora de empresas», porque tal é necessário para apoiar os jovens empresários e é essencial para que o espaço venha a ter verdadeira utilidade.
Há quem sonhe aventurar-se no mundo empresarial procurando criar o seu próprio emprego, numa sedução pela via da afoiteza e da inovação. Criaram até um neologismo para designar esse acto façanhudo: empreendorismo.
Ora os empreendedores são sobretudo jovens de mente aberta, que aceitam o desafio de agarrarem a ambas mãos negócios inovadores, mas que comportam avultados riscos. Estes jovens são absolutamente necessários à economia e merecem ser apoiados.
Tem isto a ver com uma iniciativa que se tornou comum nos nossos dias por parte das entidades públicas: a criação de «incubadoras de empresas» ou «ninhos de negócios». A sua função é apoiar esses jovens, dando-lhes um acrescido estímulo para que enveredem pelo auto-emprego e criem depois, com o desenvolvimento do negócio, muitos mais postos de trabalho. Trata-se de unidades funcionais que dão apoio a novas empresas de base tecnológica, com condições para singrar no mundo dos negócios. Pode fornecer-se um espaço apetrechado para receber uma empresa, para além de se apoiar administrativamente o novo negócio ou mesmo possibilitar que técnicos forneçam formação ao nível da gestão empresarial. O fundamental é que os jovens se sintam capazes de enfrentar o mercado.
Há bons exemplos de sucesso neste tipo de iniciativas, como o são o Taguspark em Oeiras e o Mandan Parque no Monte da Caparica, ambos na zona de Lisboa. Mas o interior do País bem necessita destas estruturas, consideradas fundamentais, a par de outras, para o chamado desenvolvimento sustentável.
No Sabugal não é necessária coisa tão grandiosa, mas devemos também aspirar a possuirmos um «ninho de empresas» à nossa dimensão, com condições para dar um tecto aos jovens que não têm onde instalar os seus negócios. Trata-se de lhes arranjar, a custo zero, uma instalação apropriada, até ganharem forças para possuírem a sua própria casa. Claro que é necessário complementar esses espaços com serviços de apoio ao desenvolvimento dos negócios, pois não se trata apenas de oferecer uma morada.
Caberá ao Município sabugalense avançar com esse projecto. E, nesse sentido, aqui se deixa uma proposta: a adaptação do Centro de Negócios do Soito, que está a ser criado nas antigas instalações na Fábrica da Cristalina, nessa nossa «incubadora de empresas».
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista
leitaobatista@gmail.com
Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com
Data: Fevereiro de 2008
Local: Antigo campo da bola da Ruvina
Legenda: Construção da estação elevatória de água para servir as freguesias da Ruvina, Vale das Éguas e Ruivós.
Autoria: Capeia Arraiana
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A partir de hoje as obras em casa deixam de precisar de licença camarária, porém quem assinar os projectos e violar as regras urbanísticas pode ficar quatro anos sem exercer.
A nova lei responsabiliza os promotores e os técnicos responsáveis pelos projectos, prevendo-se suspensões de funções até quatro anos e coimas que podem ir até aos 450 mil euros. Esta foi a forma que o governo encontrou para contrabalançar a redução do controlo administrativo dos licenciamentos, segundo o novo Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, que entra hoje em vigor.
As mudanças incluem a possibilidade de apresentação dos projectos por via electrónica, cria-se um gestor de procedimento, a quem se podem pedir informações e responsabilidades pelo andamento do processo. A maior novidade é porém a dispensa de licença para as obras em casa, desde que as mesmas não alterem a estrutura do edifício. Os trabalhos de preservação de fachadas ou a construção de piscinas em moradias carecem tão só de uma comunicação à câmara.
Para o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, «Passa-se de um clima de desconfiança e de um sistema burocrático responsável pela má construção e por atrasos enormes em projectos importantes para um sistema de controlo diferente».
plb

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