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Nos próximos dias 25, 26 e 27 de Fevereiro realizam-se na Guarda as jornadas parlamentares do Partido Socialista, que serão encerradas pelo secretário-geral e primeiro-ministro, José Sócrates.
As Jornadas começarão na manhã de segunda-feira, dia 25, com os deputados a visitarem os Municípios de Vila Nova de Foz Côa, Celorico da Beira, Guarda e Seia, presididos por autarcas socialistas.
Pelas 15h30 os deputados socialistas reúnem no Hotel Vanguarda, onde haverá a sessão de abertura das jornadas parlamentares. Os trabalhos prosseguirão por toda a tarde desse mesmo dia e no dia seguinte, discutindo os temas da agenda.
Na manhã do dia 27, terça-feira, o líder da bancada socialista apresentará as conclusões dos trabalhos. Ao meio-dia, já com a presença de José Sócrates, dar-se-á o encerramento das jornadas parlamentares, cabendo ao secretário-geral proferir a intervenção final.
Estas jornadas parlamentares do PS terão por tema principal as politicas sociais, sendo de prever que os deputados apresentem um balanço das medidas que têm sido realizadas nesta área e definam uma agenda com as propostas em preparação.
plb
O envelhecimento da população constitui hoje um dos principais problemas, que só pode ser contrariado com políticas activas de criação de condições para a fixação de jovens no território concelhio.
Esta é uma questão que vem preocupando a generalidade dos autarcas do Interior do País e, acredito, do nosso Concelho, tendo vindo a ser definidos um conjunto de iniciativas que pretendem tornar uma opção mais atractiva à fixação de jovens.
Concelhos como Mértola, Avis, Penela, Manteigas, Fundão, etc., já definiram um conjunto significativo de programas e incentivos tendo como alvo os jovens.
Deverei, no entanto, dizer que muitas destas políticas, assentes, no essencial, em incentivos pecuniários ao casamento, à fixação no concelho e ao nascimento de crianças, pecam por não irem ao cerne da questão: os jovens fixam-se numa determinada localidade para fazer o quê? Isto é, quais as oportunidades de trabalho que estes jovens encontram nos locais onde passam a residir?
Tentando quebrar um pouco este ciclo, apresento, de seguida um «pacote» de propostas que considero deveriam ser adoptadas pela Câmara Municipal do Sabugal e tendo como destinatários jovens com idade inferior a 30 anos:
1. Obrigatoriedade de residência no Concelho na contratação de pessoal para trabalhar nas Autarquias, Empresas Municipais, ou outros organismos cuja contratação de pessoal é da responsabilidade autárquica;
2. Estabelecimento de apoios complementares às IPSS que optem pelo mesmo princípio;
3. Desconto de 75 por cento na aquisição de lotes municipais para a instalação de actividades económicas a empreendedores jovens;
4. Apoio até 10 por cento no valor de construção ou aquisição de imóveis para estabelecimento de empresas constituídas por jovens, bem como para as despesas de adaptação do imóvel à actividade a desenvolver;
5. Apoio até 25 por cento e durante um ano, no pagamento de rendas de imóveis para estabelecimento de empresas por jovens;
6. Isenção de pagamento de taxas relativas à construção, reconstrução, reabilitação, alteração, ampliação ou aquisição de imóveis para estabelecimento de empresas constituídas por jovens;
7. Isenção de pagamento de derrama durante cinco anos para as empresas constituídas por jovens;
8. Apoio autárquico financeiro e técnico ao início de actividade de jovens agricultores;
9. Estabelecimento de protocolos com organismos e entidades do sector agrícola, visando criar condições mais favoráveis para a fixação de jovens agricultores (descontos nos adubos e pesticidas; fornecimento gratuito de sementes; facilitação dos processos burocráticos; etc.);
10. Estabelecimento de protocolos com as entidades bancárias com agências no Concelho para a criação de sistemas de apoio bonificado aos jovens empreendedores do Concelho;
11. Apoio financeiro a empresas que criem postos de trabalho qualificado (habilitações iguais ou superiores ao 12.º ano).
Na próxima crónica terminarei o conjunto de propostas que considerei dever colocar aos frequentadores deste Blogue, visando criar as condições para contrariar as tendências de envelhecimento e desertificação das nossas terras.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
ramiro.matos@netcabo.pt
A ADES (Associação Desenvolvimento Sabugal) tomou posição pública sobre o estudo da Universidade da Beira Interior (UBI) que coloca o município do Sabugal no último lugar de uma tabela que analisa a qualidade de vida em Portugal.
O Capeia Arraiana recebeu um pedido de divulgação do comunicado da ADES sobre a qualidade de vida no município do Sabugal. Aqui fica:
«Os letrados da ODES (Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social) da UBI (Universidade da Beira Interior), publicaram um estudo cujos resultados colocaram o município do Sabugal no fundo da tabela em termos de qualidade de vida nos concelhos portugueses.
O estudo baseou-se num anuário estatístico publicado em 2004 pelo Instituto Nacional de Estatística. Chamam-lhe metodologia original e inovadora, segundo Pires Manso, professor catedrático da UBI e responsável pelo ODES. O índice tem em conta variáveis como o Produto Interno Bruto (PIB), o consumo, disponibilidade de bens culturais e outros de difícil medição. O índice avalia ainda a educação e mercado de emprego, infra-estruturas, ambiente económico e habitacional. Por fim conclui-se que o Litoral supera o Interior.
Definição de Qualidade de Vida – Não significa apenas que o indivíduo ou o grupo social tenham saúde física e mental, mas que esteja(m) bem com eles mesmos, com a vida, com as pessoas que os cercam, enfim, ter qualidade de vida é estar em equilíbrio. E esse equilíbrio diz respeito ao controlo sobre aquilo que acontece à sua volta, como por exemplo, os relacionamentos sociais.
Posto isto, perguntamos: Será que qualidade de vida é viver numa cidade grande sobrelotada, poluída, insegura, e congestionada, ou em vez disso viver sem sobressaltos, sem trânsito, sem portagens, com menos stress, respirar ar puro, viver em sossego e em harmonia com a natureza e com o próximo?
Em nossa opinião o Sabugal tem qualidade de vida:
– Qualidade de ar e tranquilidade invejável a nível nacional;
– Uma Escola Secundária, e uma EB 2/3 com as melhores classificações a nível distrital;
– Mais de 95% da população já abastecida com água ao domicílio;
– Cerca de 90% da população já beneficia de saneamento básico;
– Não existem problemas com trânsito;
– Existe mais segurança e menos pobreza do que na maior parte do País;
– Existem equipamentos sociais, culturais e desportivos importantes.
O Sabugal é um Concelho cheio de potencialidades com: cinco castelos, a aldeia histórica de Sortelha, Sabugal, Vila do Touro, Alfaiates e Vilar Maior;
– Nascente do Rio Côa, achados arqueológicos em Aldeia Velha, Ponte de Sequeiros em Valongo;
– Uma área protegida: Serra da Malcata.
– Termas do Cró (aposta no Turismo de saúde);
– Cultura de festividades taurinas muito importantes em algumas freguesias da Raia (Capeia Arraiana);
– Demanda habitual para caça e pesca, e produtos gastronómicos associados;
– Acessibilidades viárias francamente melhoradas (A23/A25).
Por tudo isto, a ADES–Associação Desenvolvimento Sabugal não concorda em nada com o estudo e a sua tipologia apontada. Sabemos que existe muito mais a fazer e que podemos e devemos aproveitar o novo pacote financeiro (QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, entre outros) com vários programas de apoio, alguns dos quais em que já estamos a trabalhar, para contribuirmos para a concretização do objectivo comum, “O DESENVOLVIMENTO DO CONCELHO DO SABUGAL” aliado à sua qualidade de vida.
É tempo de semear, para mais tarde colher.»
E posto isto, o Capeia Arraiana repete a pergunta: Será que qualidade de vida é viver numa cidade grande sobrelotada, poluída, insegura, e congestionada, ou em vez disso viver sem sobressaltos, sem trânsito, sem portagens, com menos stress, respirar ar puro, viver em sossego e em harmonia com a natureza e com o próximo?
jcl

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