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Ao abrigo do direito de resposta publicamos uma nota que nos foi enviada pelo Provedor da Santa Casa da Misericórdia da Bismula, José Vaz, reagindo à missiva que por sua vez nos remetera o Vice-Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Corte, tendo por base a notícia publicada acerca do estado das obras do lar da Bismula.
«Pelo respeito que me merecem os leitores da Capeia Arraiana, os munícipes, os Bismulenses e o Sr. Manuel Corte, em particular, solicita-se a publicação da minha resposta:
1. Não é verdade que a Câmara tenha fornecido à Santa Casa da Misericórdia da Bismula qualquer equipamento (retro – escavadora ) para o arranque da vinha e preparação do terreno para construir o seu Lar. Contudo, admito que o Vice-Presidente, Sr. Manuel Corte, tenha tido conhecimento da nossa petição nesse sentido, porque o considero um homem sério, amigo e incapaz de fazer afirmações no ar. Mas, na verdade, as máquinas perderam-se no caminho… Foi a empresa construtora do Lar que fez o serviço que refere: arranque da vinha e terraplanagem.
2. Quanto aos 10.000 euros. É verdade que a Câmara deu um subsídio nessa quantia à Junta de Freguesia, não à Santa Casa da Misericórdia, para custear parte da importância gasta com a aquisição, por compra, do terreno para o lar. Acta da Câmara nº 02, de 27-01-2006. Se era essa a leitura que a Câmara fazia dos 10.000 euros, tudo bem. É preciso é sabermos nós, concretamente, a apostila ao texto daquela acta, pois, agora, sabemos com o que contamos.
3. Quanto ao referido nesta última parte, sobre os 5.000 euros, abstenho-me de o comentar.
Por hoje, não é pouco mas é tudo.
O Provedor
José Augusto Vaz»
Entendemos dar por findo este assunto, pelo menos no que respeita a notícias publicadas no blogue. As reacções que eventualmente surjam entrarão à laia de comentários.
plb
Colégio, foi assim que sempre foi conhecido, embora haja quem o tenha chamado mosteiro, convento, asilo ou hospital infantil de Aldeia da Ponte, devido à sua génese, ao ser criado para o acolhimento de crianças abandonadas, órfãos e aleijados pobres, funcionando, inicialmente, sob a orientação dos Irmãos enviados por Bento Menni de Lisboa.
Depois da anuência do Sr. Bispo da Guarda, a Ordem deu início à sua actividade com a construção de um pavilhão, que iria servir de apoio e onde se chegaram a albergar cerca de 50 meninos, iniciando-se a acção piedosa que fazia jus às suas atribuições, para a qual tinha sido criada na nossa Aldeia, retomando, ao mesmo tempo, as obras de acabamento da Igreja, onde o povo teve um papel primordial, conforme referimos no último escrito.
Ao instalar-se em Aldeia da Ponte, também foi intenção do Padre Menni e do Reverendo Dr. Fancisco Grainha a criação de um noviciado, afim de atrair jovens portugueses para a Ordem, mas esta ideia não se concretizou.
Com o decorrer dos anos, as dificuldades financeiras foram-se agravando, obrigando a Ordem a contrair algumas dividas, verificando-se, ao mesmo tempo, a diminuição das esmolas, acrescido da falta do pagamento prometido pelo Dr. Francisco Grainha, as 40 libras anuais, levando a uma situação insustentável, pois começaram a escassear os recursos para o sustento do Colégio, vendo-se os Frades na iminência de ter que mandar embora as crianças, o que viria, de facto, a acontecer mais tarde, com o conhecimento de Bento Menni.
Com a morte do Reverendo Francisco Grainha em 1896, Bento Menni fez, ainda, uma última tentativa junto do sobrinho, Dr. Francisco Sales Borges, no sentido de o sensibilizar, para o problema do Colégio, recordando-lhe que o seu tio tinha prometido, em vida, uma comparticipação monetária, mas sem resultados aparentes, tornando infrutífero o esforço de Bento Menni, no sentido de continuar com o Colégio em funcionamento, pois a sua vontade era prosseguir a actividade nesta região.
Perante esta situação inultrapassável, nada mais houve a fazer, levando a que Ordem cessasse a sua actividade em A. Ponte, prosseguindo-a no Telhal, nos arredores de Lisboa, onde em 1893 tinha comprado uma quinta, com o apoio do Arcebispado de Lisboa, alargando a capacidade da Ordem, na recolha dos necessitados.
A Ordem Hospitaleira S. João de Deus permaneceu na nossa Aldeia, entre meados de 1892 até final de 1897, sendo o Colégio entregue, no início de 1898, à Ordem do Imaculado Coração de Maria, fundada pelo Padre António Maria Claret, com as diligências directas a serem efectuadas por Bento Menni, entre Outubro e Dezembro de 1897.
Este passo tornou-se um marco histórico para o Colégio, uma vez que foi em Aldeia da Ponte, que teve início a actividade destes Frades, denominados Claretianos, em homenagem ao seu fundador, sendo também conhecidos por Frades Marianos, constituindo aqui a sua Casa-Mãe em Portugal, neste ano de 1898.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com

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