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O concelho do Sabugal viu reconhecida a sua sustentabilidade e a qualidade das águas do rio Côa e vai ser palco, em Setembro, do 16.º Campeonato do Mundo de Pesca à Truta com Isco Natural organizado pela Federação Portuguesa de Pesca Desportiva.
A cidade do Sabugal, atravessada pelo rio Côa, foi escolhida pela Federação Portuguesa de Pesca Desportiva para receber entre 18 e 22 de Setembro de 2008 o 16.º Campeonato do Mundo de Pesca à Truta com Isco Natural.
O presidente da Federação, Carlos Baptista, considera que «ao longo de duas décadas o nosso País tem sido escolhido para organizar eventos das várias disciplinas da pesca desportiva e tem, agora, o privilégio de viver dias especiais com mais este grandioso evento que honra Portugal».
Durante cinco dias o rio Côa que nasce na freguesia dos Fóios no concelho do Sabugal será o centro mundial da pesca desportiva à truta.
Em comunicado a organização promete «tudo fazer no sentido de proporcionar a quem nos visita uma excelente estadia e uma melhor competição».
O evento será uma excelente oportunidade para servir de cartaz turístico à qualidade ambiental e à sustentabilidade das terras raianas do Sabugal, apoiado em recepções, cerimónias de abertura e encerramento e muita animação durante os cinco dias da prova.
Os participantes ficarão alojados no centro da cidade do Sabugal na Albergaria Santa Isabel e as refeições serão servidas no Restaurante D. Dinis que incluirá nas suas ementas as especialidades gastronómicas da região arraiana.
A organização está a cargo da Câmara Municipal do Sabugal, da Federação Internacional de Pesca Desportiva em Água Doce (FIPSED), da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva (FPPD) e da Associação Regional das Beiras de Pesca Desportiva (ARBPD).
jcl
O sector primário poderá ser a base para que o concelho assuma, de uma vez por todas, protagonismo nesta área e a médio ou longo prazo seja, sustentadamente, um factor de progresso.
Nas minhas últimas três intervenções, enumerei os três pontos que em minha opinião considero fracos e serão os principais responsáveis pelo atraso do desenvolvimento do concelho – Recursos naturais, vias de comunicação e desertificação. Hoje, inicio o desenvolvimento dos factores «fortes» que serão o motor que transportará o concelho para o pelotão da frente onde se situam os concelhos desenvolvidos social e economicamente.
O Sabugal não está condenado a permanecer na cauda do desenvolvimento económico nem a assistir ao despovoamento do seu território. Tem potencialidades naturais e não só, que podem e devem ser desenvolvidas para bem das suas populações. Entre outras e desde já, enumerarei as seguintes: Sector primário – A floresta, a cinegética e a agro-pecuária; Sector industrial – a construção civil; e Sector terciário – o turismo e serviços relacionados com o apoio à terceira idade.
A agricultura, no sector primário, devido ao clima agreste do concelho, não terá grandes hipóteses de desenvolvimento sendo que a existente será sempre de subsistência, de consumo familiar e portanto sem excedentes para comercializar. Resta-nos nesta área os sectores: cinegético, agro-pecuária e a exploração florestal.
A actividade cinegética desenvolve-se naturalmente no território do concelho porque este possui características propícias à criação de espécies como o coelho bravo, a perdiz e mesmo a lebre. É necessário apoiar activamente as inúmeras associações de caça associativa existentes no concelho potenciando a vinda dos inúmeros adeptos desta «arte» oriundos de outros pontos do país.
A agro-pecuária, principalmente a criação de gado vacum para carne, tem já uma importância relevante no concelho, sendo visíveis grandes manadas destes animais que vagueiam por montes e cabeços espalhados pelo concelho. Não obstante a constatação enumerada atrás, julgo que grande parte do concelho é mais propício à pastorícia (ovelhas e gado caprino) e a industrialização dos seus produtos: leite e seus derivados e ainda a engorda e comercialização dos já célebres cabritos e cordeiros criados nos pastos de crescimento natural, tão apreciados pelos naturais e por quem nos visita, transformando naturalmente estes produtos numa imagem de marca para a região.
Por último e ainda dentro do sector primário, assume importância relevante a exploração florestal. Aproveitando as condições naturais existentes e de alcance imediato: O quadro de ajudas do Governo central e a comparticipação comunitária deverá ser desenvolvido sem demora. Existem já estudos suficientes e publicados que servirão de suporte a respectiva implantação no terreno. Os Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF), estão definidos pela Lei n.º 33/96, de 17 de Agosto, aprovou as Bases da Política Florestal Nacional e objecto de regulamentação pelo Decreto-Lei n.º 204/99, de 9 de Junho e onde consta o Plano regional de ordenamento florestal da Beira Interior Norte. E ainda a Resolução do Conselho de Ministros n.º 178/2003, de 31 de Outubro, que sobre o Plano Florestal Nacional, aprovou as grandes linhas orientadoras da reforma estrutural do sector das florestas. A política florestal deverá ser desenvolvida com o recurso a povoamentos de espécies autóctones de crescimento natural e de difícil combustão, de preferência de folha caduca como o carvalho negrão, o castanheiro e a cerejeira. Estes produtos e subprodutos deverão ser objecto de aproveitamento para aquecimento, recorrendo a técnicas modernas de transformação e compactação de molde a facilitar o seu uso e transporte (em granulado) e ainda, como é óbvio, alimentando a indústria ligada às madeiras – serrações, carpintarias e fábricas de móveis.
Por último e a par da exploração propriamente da floresta, deveremos potenciar o desenvolvimento de outros produtos ligados à floresta como a criação de cogumelos silvestres que, como é sabido e sem qualquer espécie de tratamento científico assume já importância destacada na economia doméstica dos sabugalenses.
Conforme ficou amplamente desenvolvido o sector primário poderá ser a base para que o concelho assuma, de uma vez por todas, protagonismo nesta área e a médio ou longo prazo seja, sustentadamente um factor de progresso. Mas estes projectos não se concretizam de um dia para outro. Necessitam de amplo tempo de maturação, debate de ideias e além de tudo de uma fonte de financiamento que assegure a sua concretização.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo
dr_jfricardo@hotmail.com

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