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Os presidentes das Câmaras Municipais de Figueira de Castelo Rodrigo e de Mêda, António Edmundo e João Mourato, respectivamente, estão preocupados com a continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos anos no Vale do Côa.
O autarca de Figueira de Castelo Rodrigo, António Edmundo, explicou à agência Lusa que com a entrada em vigor do QREN terminará a Acção Integrada de Base Territorial do Vale do Côa (AIBT do Côa) que nos últimos anos permitiu compensar vários municípios da região «por não ter sido feita a barragem de Foz Côa».
Estão abrangidos pelo AIBT os concelhos do Sabugal, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda, Pinhel, Trancoso, Vila Nova de Foz Côa (do distrito da Guarda) e Mogadouro, Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta (do distrito de Bragança).
António Edmundo afirmou que pode estar comprometido o Plano Estratégico de Promoção Turística no Vale do Côa que contempla uma série de projectos em rede como a recuperação das Termas do Cró (Sabugal) e das Termas da Fonte Santa (Almeida), um hotel de charme (Barca de Alva), Longroiva (Mêda) e a aplicação de sinalética em toda a região do Vale do Côa.
No caso do município de Figueira de Castelo Rodrigo apontou a execução do complexo de Piscinas Municipais e a melhoria de acessibilidades rodoviárias.
Também o presidente da Câmara de Mêda, João Mourato, que lidera a Assembleia Distrital da Guarda, se mostrou muito céptico em relação ao QREN considerando que os municípios abrangidos pela AIBT do Côa «vão perder muitas verbas se não houver força suficiente para enquadrar os projectos previstos para a região».
«Nós tínhamos a AIBT do Côa e conseguíamos integrar uma zona natural, do Côa e do Douro, e elaborámos um programa próprio que fazia a diferença relativamente a outras regiões», concluiu.
jcl
O Grupo Territorial da GNR da Guarda deteve na semana transacta três indivíduos por condução sob o efeito do álcool, tendo ainda registado 40 ocorrências criminais e 22 acidentes de viação.
Segundo comunicado divulgado pela corporação destacam-se dentre os 40 crimes registados: sete de furto em veículos, seis de danos, quatro de condução sob influência do álcool, três de incêndio, dois de ofensas à integridade física, dois de violência doméstica, dois de burla, um de desobediência e um de condução sem habilitação legal. Destaca-se ainda um crime de furto na via pública, no âmbito do qual foi roubado dinheiro e documentos.
«Durante a semana efectuaram-se três detenções todas por condução sob efeito do álcool e registaram-se no mesmo período 22 acidentes de viação», diz o comunicado. A GNR informa ainda que 16 dos acidentes se ficaram a dever a colisões e os outros seis a despistes, deles resultando 11 feridos ligeiros. «A velocidade é apontada como a principal causa da sinistralidade rodoviária registada neste período», conclui o Major Cunha Rasteiro, que assina o comunicado.
plb
Vai ser instalado em Vila Franca das Naves, concelho de Trancoso, um Parque Ambiental para recolha e tratamento de resíduos industriais e hospitalares, no âmbito de um protocolo ontem assinado entre a autarquia e o grupo empresarial Lena.
O Parque Ambiental deverá estar pronto a funcionar dentro de ano e meio, podendo receber e tratar resíduos diferentes dos que são recolhidos pelos serviços municipais, ficando o complexo articulado com outras plataformas do grupo Lena, no âmbito da estratégia daquela estrutura empresarial na área ambiental. Terá capacidade para tratar até dez mil toneladas de lixo por ano, entre resíduos pré-hospitalares, hospitalares, industriais, pneus, automóveis em fim de vida, óleos usados, plásticos, madeiras e inertes.
O parque, que é o primeiro do género a ser implementado no distrito da Guarda e a norte do Mondego, ocupará uma área total de 16 hectares, numa zona de expansão da freguesia de Vila Franca das Naves. Terá valências nas áreas de triagem, selecção e valorização de resíduos, incluindo o seu destino final em aterro.
Com a futura estrutura o concelho de Trancoso e os municípios limítrofes, terão um local para onde enviar os resíduos, o que valorizará a região e diminuirá os custos empresariais, pois não serão necessárias deslocações para outros pontos do país.
Para a implantação do parque a Câmara Municipal de Trancoso cede o terreno, cabendo ao grupo Lena a construção da infra-estrutura e o seu funcionamento.
Júlio Sarmento, presidente da Câmara de Trancoso, disse à Agência Lusa que «muitos industriais ligados a oficinas de automóveis, venda de pneus, de construção civil e outros, que não têm onde depositar os seus resíduos e, através desta oferta, vão ter a resposta que muitas vezes nem sabiam onde a procurar no país e, quase sempre, longe».
«Vale também como projecto de investimento, uma vez que é mais um investimento que se atrai para o município de Trancoso, é um conjunto de postos de trabalho que vai ser possível criar e é uma mais-valia para o município e região», acrescentou o autarca.
Prevê-se que a unidade crie cerca de meia centena de postos de trabalho.
plb

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